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	<title>Meia Palavra&#187; Terror</title>
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		<title>O Iluminado (Stephen King)</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 19:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo hotel tem fantasma, diz uma personagem de O Iluminado (do escritor norte-americano Stephen King) em determinado momento. O problema é que diz sem saber quais são os fantasmas que andam pelos corredores do Overlook, localizado em uma região que fica completamente isolada em tempos de nevasca. Jack Torrance e sua família (a esposa Wendy [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/O-Iluminado.jpg"><img class="size-medium wp-image-8192 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/O-Iluminado-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Todo hotel tem fantasma, diz uma personagem de <em>O Iluminado</em> (do escritor norte-americano Stephen King) em determinado momento. O problema é que diz sem saber quais são os fantasmas que andam pelos corredores do Overlook, localizado em uma região que fica completamente isolada em tempos de nevasca. Jack Torrance e sua família (a esposa Wendy e o filho Danny) vão passar o inverno no hotel, de modo a cuidar dessse para que quando chegasse época de receber hóspedes novamente, ele estivesse impecável.</p>
<p style="text-align: justify">A questão é que King vai montando aos poucos uma bomba relógio. O que acontecerá no Overlook durante o frio não é mistério para o leitor, que a todo momento recebe elementos de uma tragédia que está por vir: o homem contratado para o mesmo serviço de Jack em um inverno anterior matou mulher e filhos. Jack tem problemas com a bebida, e mais do que isso, simplesmente surta do nada &#8211; incluindo no histórico o fato de ter quebrado o braço do filho uma vez. E somando a tudo isso, temos Danny, o &#8220;iluminado&#8221;, que consegue ler mentes, ver fantasmas e prever o futuro.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-8189"></span>É interessante que King tenha conseguido escrever uma obra de horror tão arrepiante quando foge do recurso típico das histórias do gênero, famosas por assustarem pelo que não mostram, o que não contam. Em <em>O Iluminado</em> quanto mais se revela mais assustador ele fica. Jack em uma determinada situação encontra um <em>scrapbook</em> com histórias do Overlook, recheadas de mortes violentas o que de certa forma nos apresenta aos fantasmas que rondarão os corredores do hotel. Ou ainda no começo da estadia da família Torrance, quando o gerente pergunta ao telefone como está Jack e ele diz irônico &#8220;Fique tranquilo que ainda não matei minha esposa e filho, estou deixando isso para o fim da estação quando estiver mais entediado&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">E é realmente assustador, porque foge também daquela máxima de que fantasmas não podem fazer nada contra você. Os fantasmas do Overlook podem e fazem de tudo com as personagens da história. E então outros elementos vão começando a contribuir para a atmosfera de terror, como o barulho do elevador subindo e descendo sozinho, ou mesmo quando até Wendy passa a escutar os fantasmas circulando pelo hotel.</p>
<p style="text-align: justify">Porém, acredito que <em>O Iluminado</em> seja um livro em dois: ele tem seus momentos de terror puro, que é quando foca nos fantasmas, mas também de suspense, quando Jack começa a enlouquecer e já sabemos o que estará por vir. Nesse segundo momento Stephen King é genial, desenvolvendo uma narrativa de tirar o fôlego, que mal dá tempo do leitor se recuperar e já coloca mais tensão nos eventos.</p>
<p style="text-align: justify">Aos que já conhecem o filme fica a pergunta de qual é melhor, e eu acho que eles acabam sendo tão diferentes que não tem muito como comparar. É quase como se Kubrick tivesse aproveitado o básico do enredo de Stephen King e com isso fez a versão para o cinema. Há diversos elementos do livro que ficaram de fora (talvez por funcionar unicamente nos livros, como os topiários que &#8220;protegem&#8221; o Overlook da estrada), e mais do que isso, a condução da narrativa se dá de formas diferentes nas duas mídias.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso é difícil escolher o melhor entre filme e livro Mas quanto ao segundo, é certo que <em>O Iluminado</em> não deve nada às melhores histórias de fantasmas já escritas, e ainda traz um ótimo suspense, que deve agradar a todos os fãs do gênero.</p>
<p><strong>O iluminado</strong><br />
Stephen King<br />
Tradução: Betty Ramos de Albuquerque<br />
Páginas: 314<br />
Preço sugerido: R$47,90</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Objetiva</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.objetiva.com.br"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/09/logoobjetiva.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
<p><a href="http://meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6713" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Histórias de Fantasmas (Michael Cox)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/15/historias-de-fantasmas-michael-cox/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/15/historias-de-fantasmas-michael-cox/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Feb 2011 11:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dindii</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael Cox]]></category>
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		<description><![CDATA[Histórias que abordam a temática do sobrenatural estão presentes há muito tempo na literatura. Fantasmas, vampiros e lobisomens aparecem em narrativas de amor proibido, grandes massacres, assassinatos misteriosos, guerras entre linhagens e, até mesmo, pulam do gênero do terror e suspense para o humor. Em 10+ &#8220;Histórias de Fantasmas&#8221;, Michael Cox usa uma linguagem simples [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/10-historias-de-fantasmas.jpg"><img class="size-medium wp-image-7012 alignright" style="margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/10-historias-de-fantasmas-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" /></a>Histórias que abordam a temática do sobrenatural estão presentes há muito tempo na literatura. Fantasmas, vampiros e lobisomens aparecem em narrativas de amor proibido, grandes massacres, assassinatos misteriosos, guerras entre linhagens e, até mesmo, pulam do gênero do terror e suspense para o humor.</p>
<p style="text-align: justify">Em 10+ &#8220;Histórias de Fantasmas&#8221;, Michael Cox usa uma linguagem simples e cotidiana, além de ilustrações, para fazer um apanhado das narrativas que falam a respeito de fantasmas. O livro, em sua introdução, promete trazer algumas histórias de tirar o fôlego e outras de morrer de rir. Ao percorrer as páginas, o leitor vai se deparar com autores como Sir. Arthur Conan Doyle, M.R. James a Arthur Machen, traduzidos por Ricardo Gouveia. Em alguns casos, as narrativas foram modificadas e atualizadas pelo autor Michael Cox, com o fim de trazê-las para tempos atuais. Ao final de cada conto, seguem-se “dez fatos horripilantes sobre fantasmas”, que abordam curiosidades, lendas e um pouco da ciência acerca do sobrenatural.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><span id="more-7010"></span></p>
<p style="text-align: justify">Minha sensação ao ler o livro, não foi de calafrios ou medo. Apesar da promessa da introdução, Michael Cox aborda muito mais o tema do humor, misturado a algumas ironias, do que propriamente o medo. Em sua escrita, o autor traça uma espécie de diálogo com seu leitor. Algumas vezes, ele próprio brinca e debocha de alguns dados que coloca. Sente-se que o público que o autor quer atrair é muito mais o infanto-juvenil curioso do que o adulto sério. A seleção dos 10 contos é, sem dúvida, muito boa, o que muda é a abordagem que ele escolheu traçar.</p>
<p style="text-align: justify">O fato é que não temos nenhuma comprovação da existência de fantasmas, e a pretensão do livro não é provar o contrário, mas sim entreter e fazer esse apanhado de narrativas.  As ilustrações são a prova disso: Em várias delas, pode-se perceber um conteúdo cheio de piadas e humor, são ilustrações que usam traços caricatos das historias em quadrinhos.</p>
<p style="text-align: justify">Para mim, o livro, apesar de repleto de informações, não se aprofunda em nenhuma delas. Por exemplo, na sessão de fatos horripilantes, lemos um ou dois parágrafos a respeito de cada “tipo” de fantasma, mas apenas isso. O livro trata de um apanhado geral, podendo deixar um espaço a ser preenchido para aquele leitor que sempre quer saber mais e é apaixonado pelo temor. Em algumas atualizações das histórias, acho que o autor tirou o suspense e medo que suas versões originais possuíam.</p>
<p style="text-align: justify">Por exemplo, no conto de Henry James, <em>A Outra volta do parafuso</em>, Michael Cox opta por criar a figura de um caricato locutor de rádio, que muito suaviza a tensão do conto original, escrito em 1898. No original, que é escrito em primeira pessoa, uma mulher, que cuida de duas crianças, nos conta relatos que beiram a esquizofrenia, quando passa a ver fantasmas que rondam as crianças. Para escrever o conto, Henry James se baseou em relatos médicos sobre doenças como epilepsia, além de conversar com um Arcebispo sobre fantasmas que possuíam crianças. O leitor que conhece esse clássico, certamente sente calafrios ao ler essa história.</p>
<p style="text-align: justify">Então, eu indicaria as versões de Michael Fox para um público mais ávido pelo humor do que pelas histórias de terror. Outra possibilidade, é quem já é conhecedor das histórias, em suas versões originais, e quer vê-las sobre uma nova ótica.</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: left"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a><strong>10+ Histórias de Fantasmas</strong></p>
<p>Michael Cox<br />
Tradução: Ricardo Gouveia<br />
224 páginas<br />
Preço sugerido: R$29,90</p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6429" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>O Bebê de Rosemary (Roman Polanski, 1968)</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Oct 2010 10:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roman Polanski é um dos melhores diretores de cinema de todos os tempos. Dizer isso é se unir a um coro de muitíssimas pessoas, do público e da crítica, que sabem que o produto de seu trabalho é algo magnífico, filmes que figuram em listas e mais listas de melhores filmes, melhores diretores etc. Assisti [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/rosemarys_baby.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3950" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="rosemarys_baby" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/rosemarys_baby.jpg" alt="" width="220" height="325" /></a>Roman Polanski é um dos melhores diretores de cinema de todos os tempos. Dizer isso é se unir a um coro de muitíssimas pessoas, do público e da crítica, que sabem que o produto de seu trabalho é algo magnífico, filmes que figuram em listas e mais listas de melhores filmes, melhores diretores etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Assisti ontem a <em>O Bebê de Rosemary</em> (<em>Rosemary’s Baby</em>), um filme dirigido por Polanski que estreou em 1968, mesmo ano de um dos meus prediletos, <em>2001 – Uma Odisséia no Espaço</em>; e conta uma história cheia de elementos típicos dos livros de Stephen King (mesmo que há quem vá dizer que essa comparação é uma heresia).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3949"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Rosemary Woodhouse (Mia Farrow) muda-se com seu marido Guy (John Cassavetes) para um novo apartamento que conta com um histórico nada convidativo de eventos sinistros. Nesse novo apartamento, o casal conhece os vizinhos abelhudos Roman e Minnie Castevet (Sidney Blackmer e Ruth Gordon), que passam a fazer parte do dia-a-dia e da vida social do casal, fazendo visitas sem aviso e a todo o momento. A união de Guy e Roman se torna tamanha que problemas vão surgindo no âmbito conjugal.</p>
<p style="text-align: justify;">A toda essa situação com os peculiares vizinhos se junta a gravidez de Rosemary, celebrada tanto pelo casal como pelos enxeridos vizinhos, que, com muita insistência, fazem com que Rosemary se consulte com o Dr. Sapirstein, um médico amigo do casal Castevet. As visitas de Minnie Castevet se intensificam e Rosemary se vê pressionada pela falta de privacidade e até de certas liberdades na sua vida, sendo obrigada a cumprir estranhos tratamentos recomendados pelo Dr. Sapirstein e endossados pela velha Minnie.</p>
<p style="text-align: justify;">Polanski nos traz aqui um filme sinistro, cheio de mistério, que dificulta até mesmo a produção dessa resenha, já que a cada linha o risco de um spoiler aumenta. Grande parte da história se passa no ambiente do apartamento, que passa de um imóvel idílico a uma quase-prisão. O contraste que Polanski faz entre a vida de Rosemary, com uma gravidez estranhamente dolorosa; e o apartamento aconchegante, deixam o filme mais intrigante ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Os eventos misteriosos continuam ocorrendo, parece que tudo o que se encontra fora das quatro paredes está, inexplicavelmente, se fechando para Rosemary, como se o destino quisesse que ela permanecesse dentro do limite das quatro paredes do apartamento. Não pude deixar de me lembrar de <em>Disque M para Matar</em>, do Hitchcock, já que ali, o apartamento, mesmo espaçoso e aconchegante, vai se tornando claustrofóbico e opressor.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de ilhada, constantemente aporrinhada pelas visitas de Minnie, pelas recomendações incomuns do Dr. Sapirstein e pelo comportamento incomum de seu marido, Rosemary vai definhando, ficando com olheiras, empalidecendo, e o clímax vai aos poucos se aproximando. Paro aqui para não estragar a diversão de quem ainda não assistiu o filme.</p>
<p style="text-align: justify;">O que mais aprecio nos filmes de Polanski é a capacidade extraordinária que ele tem de narrar uma história. Ele sabe realmente o que deve estar e não estar no desenrolar da trama, nenhum elemento é inserido de forma brusca, eles já foram introduzidos ao longo da história e são amarrados perfeitamente no final dela. Seus filmes “amarram as pontas”, como se diz. O tom de mistério, que aparece também em<em> Chinatown</em> (1974), por exemplo; instiga o espectador ao mesmo tempo em que dá as peças do quebra-cabeça, elas estão ali, colocadas em algum ponto do filme, prontas para serem unidas e fazerem sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Com essa direção precisa e pontual é que Polanski nos brinda com obras primas como essa. O desfecho da história é simplesmente aterrador, vale a pena conferir. Aquele tom sinistro do filme, que começa discreto é elevado a uma sinfonia macabra, que choca mas que força a admitir que Polanski é uma grande diretor.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5503" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Noturno (Guillermo Del Toro e Chuck Hogan)</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 11:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu não me canso de comentar que um dos meus filmes de terror preferidos de todos os tempos é A Espinha do Diabo, com roteiro e direção do Guillermo Del Toro. E tem um dos filmes mais bacanas que vi recentemente que também carrega a assinatura do Del Toro, O Labirinto do Fauno. Então é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/the-strain-del-toro-chuck-hogan-190x300.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2894" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/the-strain-del-toro-chuck-hogan-190x300.jpg" alt="" width="190" height="300" /></a>Eu não me canso de comentar que um dos meus filmes de terror preferidos de todos os tempos é <a title="el espinazo" href="http://www.imdb.com/title/tt0256009/" target="_blank">A Espinha do Diabo</a>, com roteiro e direção do Guillermo Del Toro. E tem um dos filmes mais bacanas que vi recentemente que também carrega a assinatura do Del Toro, <a title="o labirinto do fauno" href="http://www.imdb.com/title/tt0457430/" target="_blank">O Labirinto do Fauno</a>. Então é natural que eu tenha ficado extremamente curiosa sobre o tal do &#8220;livro de terror de Guillermo Del Toro&#8221;, certo? Poisé, acabei encomendando <em>The Strain</em> (que chegou esse mês nas livrarias brasileiras como <em>Noturno</em>), fazendo essa pequena equação na minha cabeça: imagens horripilantes no cinema + bons sustos no cinema = certeza de que na literatura será assim.</p>
<p style="text-align: justify">Bem. <em>Não é</em> bem assim. É uma obra muito legal, e dá para dizer que pelo menos uns dois terços dela pegam fogo e fazem você devorar todas as páginas. Mas chega para o final e perde o gás. É quase como se fosse uma montanha-russa cheia de<em> loopings</em> que acaba numa sequência meio boba de retas. O resto desse post eu vou dividir em dois tópicos: <strong>PARA OS QUE SABEM QUEM SÃO OS VILÕES DO LIVRO</strong> e <strong>PARA QUEM NÃO FAZ A MENOR IDEIA DE QUEM SÃO OS VILÕES DO LIVRO</strong>. Para Noturno ser uma experiência bacana, eu acho fundamental que você tente buscar menos informações possíveis sobre o livro quando for ler, então caso se enquandre no segundo caso, leia só essa parte. MESMO.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-1454"></span><strong>PARA OS QUE SABEM QUEM SÃO OS VILÕES DO LIVRO</strong></p>
<p style="text-align: justify">Pois então, meu amigo. Infelizmente alguém achou que seria uma ótima ideia embarcar nessa onda vampiresca iniciada pela Stephenie Meyer e seu <a title="meia palavra explica: crepúsculo" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/07/24/meia-palavra-explica-crepusculo/" target="_blank">Crepúsculo</a>, e aí resolveu divulgar o livro entregando logo de cara quem são os vilões da história. A cagada editorial é tipo a dos que resolveram traduzir <em>Salem&#8217;s Lot</em> como &#8220;A hora do vampiro&#8221;. Porque <em>Noturno</em> não é óbvio quanto a isso. A primeira vez que uma personagem fala a palavra, relacionando-a ao horror que estão vivendo, é quase na metade da história (senão na metade).</p>
<p style="text-align: justify">O que é uma pena. Tenho certeza que teria gostado muito mais se fosse conduzida às cegas pela narrativa até o momento &#8220;Ok, agora você pode saber <strong>do que</strong> estamos falando&#8221;. Porque os vampiros de Del Toro chegam como ameaça biológica, parasita que transforma o corpo do hospedeiro de maneira tal que esse transforma-se em um monstro. Mas uma criatura que nada tem a ver com o Drácula ou, hum, Edward (hehehe).</p>
<p style="text-align: justify">Sem esse fator de surpresa, o final fica um tanto cansativo, porque aí o leitor já sabe desde o começo que estão falando de vampiros e yadda yadda yadda The Master yada yadda yadda temos que descobrir onde eles está yadda yadda yadda. Enfim, acho que deu para ter uma ideia. Sério, li as 300 primeiras páginas num pulo. As últimas 100 foram se arrastando. De qualquer forma no fringir dos ovos a leitura valeu a pena &#8211; até porque o filme grita FAÇAM UMA VERSÃO CINEMATOGRÁFICA!! E você fica na maior curiosidade de como seria no cinema.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><strong>PARA QUEM NÃO FAZ A MENOR IDEIA DE QUEM SÃO OS VILÕES DO LIVRO</strong></p>
<p style="text-align: justify">Continue assim. Não saiba. E pare de procurar informações sobre o livro. A surpresa valerá a pena, e talvez o final, que na minha opinião foi  meio coca-cola sem gás, seja muito bom para você. Se mesmo assim não aguentar a curiosidade, leve em conta que:</p>
<p style="text-align: justify">- Um avião pousa no aeroporto e então simplesmente apaga. E por apaga, isso significa tanto a embarcação quanto os tripulantes. Especialistas investigarão o que ocorreu, no maior climão Arquivo X.</p>
<p style="text-align: justify">- É uma trilogia, então se você é do tipo curioso que não se aguenta talvez seja uma boa esperar pelo menos o lançamento do segundo livro antes de começar esse.</p>
<p style="text-align: justify">E é isso que você deve saber.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3265&amp;pid=63932#pid63932" target="_blank"><strong>COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</strong></a></p>
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		<title>Sem ideia para roteiros? Que tal ler algo desse cara aqui?</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2009/03/07/sem-ideia-para-roteiros-que-tal-ler-algo-desse-cara-aqui/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2009/03/07/sem-ideia-para-roteiros-que-tal-ler-algo-desse-cara-aqui/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 14:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pense rápido: o que Um Sonho de Liberdade, À Espera de um Milagre e Conta Comigo têm em comum fora o fato de estarem no top250 do IMDb? Quem respondeu &#8220;São todos filmes baseados em obras de Stephen King&#8221; acertou em cheio. Muito embora o autor seja constantemente associado a filmes de terror como Carrie, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2009/03/stephen_king.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-628" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/uploads/2009/03/stephen_king-213x300.jpg" alt="stephen_king" width="204" height="286" /></a>Pense rápido: o que <a title="um sonho de liberdade" href="http://www.imdb.com/title/tt0111161/" target="_blank">Um Sonho de Liberdade</a>, <a title="à espera de um milagre" href="http://www.imdb.com/title/tt0120689/" target="_blank">À Espera de um Milagre</a> e <a title="conta comigo" href="http://www.imdb.com/title/tt0092005/" target="_blank">Conta Comigo</a> têm em comum fora o fato de estarem no top250 do IMDb? Quem respondeu &#8220;São todos filmes baseados em obras de Stephen King&#8221; acertou em cheio. Muito embora o autor seja constantemente associado a filmes de terror como <a title="carrie" href="http://www.imdb.com/title/tt0074285/" target="_blank">Carrie, a Estranha</a> e <a title="cemitério maldito" href="http://www.imdb.com/title/tt0098084/" target="_blank">Cemitério Maldito</a>, o fato é que ele também já rendeu algumas adaptações excelentes fora do estilo que domina tão bem. Na realidade, a sensação que se tem é que o que ele sabe fazer bem mesmo não é nem contar histórias assustadoras, mas escrever obras perfeitas para adaptações cinematrográficas.</p>
<p style="text-align: justify">Para se ter idéia do que estou falando, ao fazer uma consulta pelo nome do escritor no IMDb, são listados nada mais, nada menos do que 108 filmes e séries de tvs baseados em suas obras.Ok, ok. Ainda não chegou às <a title="william shakespeare" href="http://www.imdb.com/name/nm0000636/" target="_blank">724 adaptações de William Shakespeare</a>, mas não dá para negar que para um escritor que publicou livros que passam longe de qualquer cânone literário, é interessante observar como Hollywood gosta utilizá-lo como fonte para roteiros. E é como uma forma de homenagem que comentarei aqui sobre cinco das minhas adaptações favoritas de livros de Stephen King, não levando em consideração necessariamente a qualidade da película senão a lista ficariam nos títulos já citados na pergunta inicial, não é mesmo?</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-627"></span><strong><a title="it" href="http://www.imdb.com/title/tt0099864/" target="_blank">It, Uma obra-prima do medo (1990)</a></strong>:  Eu ainda acho que é uma das razões do meu medo de palhaços. <a title="pennywise" href="http://www.best-horror-movies.com/images/it-pennywise-basement.jpg" target="_blank">Pennywise</a> é uma das coisas mais assustadoras que já vi, e é ainda mais assustador pensar que o ator que o interpreta é ninguém mais, ninguém menos do que Tim &#8220;Frank-N-Furter&#8221; Curry. A história acontece em uma pequena cidade, aterrorizada pelo retorno de um assassino de crianças. Um grupo de amigos precisa se reunir novamente para enfrentar o horror que apenas eles conhecem. A adaptação não é exatamente fiel ao original, mas nesse caso acho que algumas mudanças foram muito bem-vindas.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="o iluminado" href="http://www.imdb.com/title/tt0081505/" target="_blank"><strong>O Iluminado (1980)</strong></a>: Não tem como falar de filmes baseados em livros de Stephen King e não comentar algo sobre <em>O Iluminado</em>. Na minha opinião não é apenas um dos filmes mais assustadores de todos os tempos, mas também um dos melhores filmes de todos os tempos. O mais impressionante é que você pode ver e rever o filme e já saber de tudo que vai dar susto ou não, mesmo assim você é tragado para a atmosfera de horror do <em>Overlook Hotel</em>. Se ainda não viu, veja. Se já viu, aproveite então para se divertir com a <a title="30 segundos" href="http://www.angryalien.com/0504/shiningbunnies.html" target="_blank">versão em 30 segundos com coelhinhos</a> feita pelo grupo Angry Alien. REDRUM! REDRUM!</p>
<p style="text-align: justify"><a title="o nevoeiro" href="http://www.imdb.com/title/tt0884328/" target="_blank"><strong>O Nevoeiro (2007)</strong></a>: Após uma tempestade atípica, monstros passam a aterrorizar uma pequena cidade. Um grupo se esconde dos bichos em um supermercado e a medida que o tempo vai passando, obviamente a tensão aumenta, levando em consideração as diferenças do grupo. Tem uma personagem, a fanática religiosa (interpretada por Marcia Gay Harden), que entrou na minha lista de personagens mais odiosas de todos os tempos. E tem um daqueles finais WTF que fazem o filme valer a pena mesmo que terror/tensão não seja bem a sua praia.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><a title="conta comigo" href="http://www.imdb.com/title/tt0092005/" target="_blank">Conta Comigo (1986)</a>:</strong> Ok, agora um pouco de Sessão da Tarde para dar uma amenizada nessa lista de horror. Só de ver Kiefer &#8220;Jack Bauer&#8221; Sutherland mocinho e fazendo aquele papel de <em>bad boy</em> que ele tão bem fazia (veja lá <a title="lost boys" href="http://www.imdb.com/title/tt0093437/" target="_blank">Garotos Perdidos</a>) já valeria a pena. Mas é uma história linda sobre amizade e amadurecimento. Naquele tom nostálgico delicioso ao melhor estilo <a title="wonder years" href="http://www.imdb.com/title/tt0094582/" target="_blank">Anos Incríveis</a> e com aqueles finais de ficar com um nó na garganta.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="1408" href="http://www.imdb.com/title/tt0450385/" target="_blank"><strong>1408 (2007)</strong></a>: Baseado no conto do livro <em>Everything&#8217;s Eventual</em>, o único defeito do filme é, infelizmente, a conclusão. Tinha tudo para ser ótimo, mas aí estendem a história e dá nisso. Mas mesmo assim, vale a pena, até pela idéia: um sujeito meio cético ganha a vida escrevendo resenhas sobre lugares mal assombrados. Um dia recebe um postal dizendo &#8220;Não entre no quarto 1408&#8243; e adivinha o que ele faz? Pois é. Horror puro a partir daí, com Samuel L. Jackson e John Cusack.</p>
<p style="text-align: justify">Lembrando que agora para 2009 temos SEIS filmes baseados nas obras de King para chegar. Não é à toa que ele está presente em quase qualquer lista de escritores mais ricos do mundo atualmente. Então, na sua opinião, <strong>qual é o melhor filme baseado em um livro do Stephen King</strong>?</p>
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		<title>Bela Lugosi – O Eterno Vampiro</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/04/29/bela-lugosi-%e2%80%93-o-eterno-vampiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 09:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Bela Lugosi]]></category>
		<category><![CDATA[Drácula]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>

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		<description><![CDATA[Há mais de um século Bram Stoker publicou o romance que seria a referência para todos os escritores que um dia viessem a narrar uma história sobre vampiros. O autor aproveitou-se das sombras deixadas pelos resquícios do Romantismo europeu e escreveu Drácula, ambientando a história entre Londres e o Leste Europeu, em uma região repleta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/dracula1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2751" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/dracula1.jpg" alt="" width="250" height="389" /></a>Há mais de um século Bram Stoker publicou o romance que seria a referência para todos os escritores que um dia viessem a narrar uma história sobre vampiros. O autor aproveitou-se das sombras deixadas pelos resquícios do Romantismo europeu e escreveu <strong>Drácula</strong>, ambientando a história entre Londres e o Leste Europeu, em uma região repleta de lendas conhecida como Transilvânia. Criava assim o maior de todos os monstros que habitam o imaginário popular.</p>
<p style="text-align: justify">Sua inspiração foi o conde Vlad Tepes, um nobre que viveu nessa região durante o século 15 e tinha uma especial predileção em empalar seus inimigos, entre algumas outras atrocidades que cometia. Justificando o ditado que a vida imita a arte, no começo do século XX, viria exatamente da Hungria, país localizado no Leste Europeu, aquele que iria marcar para seu nome como o ator que interpretou o Senhor dos Vampiros no cinema e teatro.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-54"></span><br />
Bela Lugosi (pronuncia-se Bai-la), tornou-se para sempre o Drácula após estrelar na peça homônima em idos de 1927 na Broadway, em Nova York. O sucesso foi estrondoso, tirou do anonimato o jovem ator húngaro que até aquela época fizera apenas papéis secundários de vilão em filmes mudos do cinema alemão e americano. A Universal Pictures comprou os direitos usando Lugosi para negociar com a viúva de Stoker. Apesar disso ele não era a primeira opção do filme <strong>Drácula</strong>, que foi exibido em 1931. A vaga era de Lon Channey, que morreu deixando o espaço para Lugosi estourar como drácula vindo diretamente das obscuras e tenebrosas montanhas e castelos da Europa Central.</p>
<p style="text-align: justify">O diretor Tod Browning optou por não alterar o estilo da história retratada nos palcos. Deu preferência a um ritmo lento, sem trilha sonora, em que o aprofundamento dos diálogos se sobrepunham ao desejo de sangue do vampiro. Lendas dizem que como Lugosi não dominava com aptidão a língua inglesa, ele aprendeu suas falas foneticamente, repetindo-as durante a gravação das cenas do filme.<br />
A verdade é que ele impressionou muito no papel de Drácula, ajudado pela curiosidade de ser húngaro e pela inocência da época, criou um estilo que apavorava a imaginação dos espectadores.</p>
<p style="text-align: justify">O filme Drácula tornou-se uma referência obrigatória nos filmes de horror. E para Lugosi significou uma marca da qual ele não conseguiu se livrar jamais, indo além de sua vida artística e influenciado até seu comportamento pessoal pelos anos seguintes.</p>
<p style="text-align: justify">A encarnação de Vlad Tepes que aterrorizou Hollywood nasceu Béla Ferenc Dezsõ Blaskó, em 20 de outubro de 1882, em Lugos, na Hungria, apenas oitenta quilômetros da Transilvânia. Em 1893 abandonou os estudos e a família para se aventurar com uma companhia teatral. Os atores foram embora e Lugosi (que adotou este nome numa referência à cidade em que nasceu) deu duro para viver trabalhando em minas e numa ferrovia. Não abandonou, contudo, o sonho de atuar, aparecendo em pequenos papéis no teatro húngaro já em 1902.</p>
<p style="text-align: justify">Devido ao início da Primeira Grande Guerra, Lugosi viu-se obrigado a abandonar a carreira de ator, só retornando em 1917. Já era muito identificado para os papéis de vilões, devido ao seu tipo físico sisudo e olhos negros penetrantes. Por conta de sua oposição ao regime político húngaro, em 1920 foi obrigado a fugir para uma desolada Alemanha que vivia a maior inflação do planeta. Não demorou muito por lá, seguindo para a América onde conseguiu asilo político.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2008/04/dracula-31-06.jpg"><img class="alignleft alignnone size-medium wp-image-56" style="float: left;border: 0;margin: 5px" src="http://www.meiapalavra.com.br/wordpress/files/2008/04/dracula-31-06-242x300.jpg" alt="" width="242" height="300" /></a>Foi nos estados Unidos que Bela Lugosi assumiu definitivamente sua condição de vampiro mais popular até os dias atuais, talvez rivalizando apenas com Christopher Lee, quando representou <strong>Drácula: Prince Of Darkness</strong>, em 1966. O próprio ator forçou sua ligação com o personagem sombrio, não hesitava em aceitar papéis em filmes pequenos sobre o tema para ganhar alguns trocados.</p>
<p style="text-align: justify">Ele tentou novos papéis no teatro, mas estava estereotipado, e quando o dinheiro faltava ele tornava a encarnar o chupador-de-sangue em alguma produção cinematográfica de segunda categoria. Durante a década de 30 e 40 mesmo com o estigma do morcegão o perceguindo onde fosse, atuou em alguns filmes de ótima qualidade, como <strong>Murders in the Rue Morgue</strong>, de 1932, seu primeiro filme sobre a obra de Edgar Allan Poe. Atuou em <strong>Island of Lost Souls</strong> (1933), simplesmente a primeira versão do cinema para a história de H.G. Wells, onde o doutor Moreau é interpretado por Charles Leighton, em <strong>The Black Cat</strong> (1935) faz parceria com Boris Karloff (para quem perdera a vaga em 1932, para <strong>Frankstein</strong>), repetindo a dose em <strong>The Raven</strong>, filmado no mesmo ano e mais duas parcerias: The Invisible Ray (1936) e The Bodysnatcher (1945).</p>
<p style="text-align: justify">Nos anos 40 acontece o total esgotamento do gênero terror para Hollywood. A formula estava batida, repetitiva e o caminho natural foi a reunião de vários monstros num mesmo filme ou comédias satirizando os temas. Lugosi foi envolvido nesta decadência como se fosse parte intrínseca dela. Mesmo assim atuou com destaque em filmes dramáticos e comédias: aqui teve um ponto alto como um militar soviético no clássico <strong>Ninotchka</strong>, 1939, de Ernst Lubitsh, onde Greta Garbo fez seu último filme. Apesar disso estava marcado demais como vilão, além do fato de não ser propriamente um galã, bem longe de tipos que levavam suspiros às platéias femininas, como Clark Gable, Cary Grant e Tyrone Power.</p>
<p style="text-align: justify">Com o abandono do gênero por Hollywood, Lugosi ficou desempregado. Ele ainda tentou algumas participações na TV no início dos anos de 1950, ou comparecendo em cinemas de subúrbio para apresentar pessoalmente a reprise de seus filmes de monstros.</p>
<p style="text-align: justify">Conforme muito bem retratado pelo ator Martin Landau (que levou o Oscar de coadjuvante) no emocionante <strong>Ed Wood</strong> (1995, de Tim Burton), Lugosi foi resgatado do total ostracismo pelo cineasta Ed Wood Jr. que, apesar de ser considerado o pior diretor do mundo, conhecia cinema e o tinha como ídolo. Usou o velho vampiro com uma oportunidade de chamar a atenção do público para seus péssimos e colocou Bela para estrelar algumas de suas produções, como <strong>Glen or Glenda?</strong> (1953) e <strong>Bride of the Monster</strong> (1955).</p>
<p style="text-align: justify">Sua saúde mental também se deteriorava. Isolado no casarão em que morava em Beverly Hills, Bela Lugosi se vestia como drácula para dormir em um caixão. Alcoólatra e viciado em morfina, foi várias vezes internado, com as despesas pagas por Ed Wood.</p>
<p style="text-align: justify">Num dos filmes de Wood, Lugosi assinou seu epitáfio. Em 1956, ele interpretou novamente Drácula em <strong>Plan 9 from Outer Space</strong>, um dos mais criticados filmes de todos os tempos, a despeito de ter uma legião de fãs. Ele e uma vampira deveriam representar um casal retirado do túmulo por invasores alienígenas do espaço. Uma semana depois do início das filmagens, 16 de agosto de 1956, Bela Lugosi morreu. O filme prosseguiu com outro ator fazendo as cenas com a capa de vampiro cobrindo o rosto.</p>
<p style="text-align: justify">Lugosi é um exemplo triste de como o estigma pode marcar para sempre a vida de um artista. Ele, que é ainda hoje o mais cultuado e aterrorizante drácula da história do cinema americano, e que mordeu e sugou o sangue de tantas vítimas em vários filmes e peças de teatro, levou uma lenta, profunda e derradeira mordida da indústria cinematográfica, que acabou por ceifar sua própria vida. O legado de Lugosi e a lenda que existe em torno de sua figura só aumentou após sua morte, fazendo-o um dos mais carismáticos e importantes atores do horror até hoje.</p>
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