Excalibur (Bernard Cornwell)

Publicado por Anica em junho - 5 - 2010

Finais de sagas são sempre tristes. Não importa se porque a conclusão por si só seja melancólica ou feliz, a verdade é que depois de ler vários livros acompanhando uma determinada personagem, você se apega e aí às vezes a “tristeza” do fim tem mais a ver com a despedida do que com o término da história. E não poderia deixar de ser assim com Excalibur, que completa a trilogia As Crônicas de Artur, de Bernard Cornwell.

Eu não vou dizer que me apeguei tanto assim à Derfel e cia. São apaixonantes (especialmente Artur, que na maioria das lendas é só um bundão enganado por todos e aqui é um líder cativante) e algumas delas odiosas (lembrando aqui de Lancelote, sempre um dos favoritos em histórias de Artur, e descrito por Cornwell como o mais asqueroso dos covardes). Mas talvez o fato de não ter lido um livro seguido do outro pode ter pesado um pouco na questão do “apego”.

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“Fractal” de Marcela Godoy e Eduardo Ferigato

Publicado por Colaborador Meia Palavra em junho - 4 - 2010

Apesar de ser um leitor de quadrinhos preocupado com a relação da qualidade com a quantidade do que é produzido, posso afirmar que estou cada vez mais feliz por ver a adesão que as HQs estão tendo dentro do nosso país. Antes o mercado era meio restrito a grupos de autores e leitores com vícios autoafirmativos que, no contexto geral, ajudavam a criar estereótipos, excluindo quem estivesse fora do lugar comum. O leitor já esperava uma obra que tivesse uma carga “cultural” impregnada de clichês sobre a real condição do Brasil ou do seu povo. Ou seja, muitos deixavam de comprar HQs nacionais, porque tinham uma ideia do que estaria escrito e quais pontos seriam abordados constatando a falta de originalidade.

Podem chamar de preconceito, mas a verdade é que esses leitores estavam cansados de ver sempre o mesmo tipo de narrativa e regionalismos exagerados. Todos queriam algo original, porem que mantivesse o espírito brasileiro, e é justamente nesse ponto que a HQ Fractal se diferencia do produtor comum nacional.

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Meu Nome Não É Johnny (Guilherme Fiuza)

Publicado por Pips em junho - 2 - 2010

A vida real de João Guilherme Estrella, nascido em bom berço do Leblon e convertido em personagem graúdo da vida bandida carioca, é a história de MEU NOME NÃO É JOHNNY, de Guilherme Fiuza (adaptado para os cinemais brasileiros em 2008 com Selton Melo no papel principal). Filho adorado pelos pais e jovem querido pelos amigos, João entrou pelos anos 80 buscando liberdade a qualquer preço, e desembarcou nos 90 como barão da cocaína pura na Zona Sul do Rio.

João Estrella era um típico jovem de classe média que viveu intensamente sua vida. Inteligente e carismático, ele tinha tudo, menos limites. Nessa pequena sinopse fica claro que a história de João Estrella é de mais um garoto mimado da Zona Sul do Rio de Janeiro com pais bancando suas loucuras. Longe disso. Na narrativa de Guilherme Fiuza vemos que apesar de ser uma pessoa sem limites, João Estrella está longe de ser apenas mais um viciado-mimado.

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O Livro da Selva (Rudyard Kipling)

Publicado por Lucas Deschain em junho - 1 - 2010

Rudyard Kipling é um célebre escritor britânico, conhecido por suas poesias, romances e contos. Nascido em 1865, em Bombaim, Índia, então sob o domínio imperialista inglês, o autor cresceu aprendendo os costumes ingleses e indianos, já que vivia em um contexto que lhe dava experiências de ambas as culturas.

Um de seus livros mais conhecidos, senão o mais conhecido (principalmente depois da adaptação cinematográfica da Disney, em 1967) é O Livro da Selva (The Jungle Book), escrito em 1894. Mesmo que somente com a obra A Luz que não se apagou o autor tenha sido laureado com o Nobel, em 1907; foram as diversas histórias que compõe as aventuras d’O Livro da Selva ficaram imortalizadas na versão Disney das aventuras de Mowgli.

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Fumaça e Espelhos (Neil Gaiman)

Publicado por Anica em maio - 28 - 2010

Publicado pela primeira vez em 1998 (por coincidência, o ano que li Sandman pela primeira vez), a versão estrangeira de Fumaça e Espelhos conta lá com 30 textos de Gaiman, isso sem contar a Introdução que tem um conto no meio também. Aqui não tem a história de contos escolhidos para crianças, são os contos dele e é isso aí. E por causa do número grande de textos que eu indicaria para alguém que quer conhecê-lo além das HQs e dos romances (mas vale lembrar que alguns dos meus favoritos estão lá no M is for Magic também, incluindo Chivalry, The Price e October in the Chair).

E eu fico repetindo conto, conto, conto mas acho importante frisar que Fumaça e Espelhos não tem só contos, mas alguns poemas do Gaiman também. Quero deixar isso claro porque se teve algo que eu não gostei dos textos foi exatamente quando ele vai para os versos. Nem todos são ruins, mas a maioria você tem aquela noção de que seria bem melhor se ele tivesse desenvolvido a ideia em prosa. E aí se for considerar o que se perde em traduções, talvez o resultado nas coletâneas em português tenha sido bem pior.

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Além de Darwin – Reinaldo José Lopes

Publicado por Kika em maio - 27 - 2010

Antes de começar, tenho uma confissão a fazer. Quase, mas foi por MUITO pouco, eu não derivei para o campo da biologia. Acabei fazendo Direito, e algumas vezes me pergunto: por que cargas d’água mesmo eu queria ser bióloga? Mas é só abrir um livro como o do Reinaldo José Lopes que eu me lembro. É fascinante esse mundo que vivemos. Com um bom professor então, fica ainda mais.

E, assim como seu antigo blog (Visões da Vida), de onde saiu boa parte do material, este livro me pegou de jeito. Logo às primeiras páginas me senti íntima, com um amigo, teorizando num bar. E este é um dos maiores trunfos do autor, a linguagem quase informal e muito informativa,  tudo que se espera de um livro sobre ciência para leigos como eu.

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Manon Lescaut (Abbé Prevost)

Publicado por Lucas Deschain em maio - 26 - 2010

Uma grande parte da literatura Romântica é facilmente reconhecida por sua estética marcada por um rebusco digno de ourives com as palavras. A forma como as frases são construídas, a colocação de adjetivos, advérbios e verbos de forma invertida, a adjetivação riquíssima, isso além de uma série de outras características típicas marcam e dão o tom aos romances de folhetins e adjacentes. Porém, ao falar de românticos no sentido que a palavra ganhou com o passar do tempo (um deles, pelo menos), é falar de uma concepção de amor, de afeto e de paixão conhecidos pela sua avassaladora imperiosidade sobre a vida do indivíduo.

Esse amor que desgraça a vida do amante ao mesmo tempo em que o faz estar à iminência do gozo sublime a todo o momento é uma das características que move a obra Manon Lescaut, publicada pela primeira vez em 1731 e de autoria de Abbé Prevost. Para aqueles que já leram A dama das camélias, de Alexandre Dumas Filho, Manon Lescaut é o livro que o protagonista encontra e compra no início da história e que o leva a conhecer a história de Margarida Gauthier.

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Comer Rezar Amar – Elizabeth Gilbert

Publicado por Liv em maio - 25 - 2010

De repente, você se vê sentada no banheiro e descobre que a sua vida não tem sentido. E agora? O que você faria? Elizabeth Gilbert, pela primeira vez em seus 30 anos de vida, orou. E tudo o que aconteceu depois disso, você descobre em Comer, Rezar, Amar. Best-seller que já vendeu mais de 10 milhões de livros em todo o mundo e que logo estará nos cinemas com Julia Roberts e Javier Bárden.

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O Lobo das Planícies e Os Senhores do Arco – Conn Iggulden

Publicado por Kika em maio - 20 - 2010

Confesso, como fã incondicional da narrativa de Bernard Cornwell, que estava bem pouco à vontade quando comprei estes dois volumes da série “O Conquistador”, para dar de presente ao meu irmão. Foi preciso que a vendedora na livraria insistisse para que eu levasse, e que meu irmão os pusesse na minha bolsa e dizer, categórico: Leia!, para que eu finalmente conhecesse a narrativa de Conn Iggulden.

Devo dizer que a história tinha tudo para cair no meu gosto como leitora. Uma releitura da vida de um grande líder guerreiro – Gengis Khan – numa narrativa historicamente possível (usando o jargão da Anica), com uma nota histórica riquíssima no final. Resolvi atravessar meu fanatismo por Cornwell, e meu preconceito, e dar uma chance ao autor.

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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