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	<title>Meia Palavra &#187; Resenha</title>
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	<description>O prazer de uma palavra e meia em Meia Palavra.</description>
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		<title>Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 20:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Feliz Ano Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Rubens Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[ Jovem, bonitão e cheio de vida. Algumas características do jovem Marcelo Rubens Paiva.  Em uma farra com os amigos, decide dar um mergulho à moda &#8220;Tio Patinhas&#8221;, para mais uma vez ser &#8220;a alegria da galera&#8221;.
Como ele poderia saber que naquele pequeno lago com meio metro de profundidade no dia 14 de dezembro de 1979 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/feliz-ano-velho.jpg"><img class="size-full wp-image-2594 alignright" style="border-width: 0px; margin: 5px;" title="feliz-ano-velho" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/feliz-ano-velho.jpg" alt="" width="125" height="187" /></a> Jovem, bonitão e cheio de vida. Algumas características do jovem Marcelo Rubens Paiva.  Em uma farra com os amigos, decide dar um mergulho à moda &#8220;Tio Patinhas&#8221;, para mais uma vez ser &#8220;a alegria da galera&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Como ele poderia saber que naquele pequeno lago com meio metro de profundidade no dia 14 de dezembro de 1979 a sua vida ia se transformar para sempre?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2593"></span></p>
<p style="text-align: justify;">&#8221; &#8211; Aí, Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pulei com a pose do Tio Patinhas, bati a cabeça no chão e foi aí que ouvi a melodia: biiiiiin. &#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, intenso desse jeito, já na primeira página até a última é o livro é a história de Marcelo Rubens Paiva, que ficou tetraplégico aos 20 anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Contando basicamente a sua experiência de vida ao longo de um ano entre UTI, coletes, cadeiras de roda, internações, medos e memórias, este best-seller da década de 80 é um livro emocionante sem ser piegas.</p>
<p style="text-align: justify;">Trabalhando com a tragédia de sua vida, ele nos prende por horas, dias, semanas. A cada página virada fica sempre aquela vontade de ler mais um pouco, compartilhar um pouco mais. É como se um amigo muito querido seu estivesse contando o que realmente aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify;">Marcelo, conta também como foi não ter o pai presente na sua vida, devido à Ditadura Militar, todo o sofrimento e angústia passado por ele e a família, que nunca mais se recuperou desse choque.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas agora, você deve estar pensando: &#8220;Coitadinho, esse não teve sorte na vida&#8221;. Muito pelo contrário, o autor tinha vários motivos para pragejar contra tudo e todos, mas não o fez. Ao invés de ser a vítima da vida, ele resolveu não se entregar.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele não tem a pretensão de ser herói de ninguém, é apenas um cara normal, com uma vida normal, que em um pequeno ato sem pensar, acabou mudando a sua vida. (E quantas vezes isso acontece na nossa?)</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo não sendo um livro de auto-ajuda ou coisa semelhante, Marcelo dá uma aula de vida e de uma excelente literatura. Apesar do tema trágico, o livro é repleto de humor, ternura e erotismo. Indispensável e intenso até o fim. Simples assim.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4922">Comente esse artigo no fórum Meia Palavra!</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F07%2F04%2Ffeliz-ano-velho-marcelo-rubens-paiva%2F&amp;linkname=Feliz%20Ano%20Velho%2C%20Marcelo%20Rubens%20Paiva">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A dançarina e o rubi &#8211; Barry Unsworth</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 01:39:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A Dançarina e o Rubi]]></category>
		<category><![CDATA[Barry Unsworth]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma história de enganos, preconceito, sensualidade e choque de culturas. A história de Thurstan Beauchamp se passa num período turbulento da Sicília, recém-conquistada pelos normandos, e habitada por sarracenos, gregos, bizantinos, italianos e franceses. A segunda cruzada acabou e foi um verdadeiro fracasso.
THurstan é um funcionário do rei Roger, um jovem católico, filho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/06/BUNS.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2585" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="BUNS" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/06/BUNS-208x300.jpg" alt="" width="168" height="243" /></a>Esta é uma história de enganos, preconceito, sensualidade e choque de culturas. A história de Thurstan Beauchamp se passa num período turbulento da Sicília, recém-conquistada pelos normandos, e habitada por sarracenos, gregos, bizantinos, italianos e franceses. A segunda cruzada acabou e foi um verdadeiro fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;">THurstan é um funcionário do rei Roger, um jovem católico, filho de pai normando e mãe inglesa.  Seu cargo, ao menos nominalmente, é de “provedor do rei”,  ou seja,  responsável pelo entretenimento da corte, por trazer novas atrações para animar a mesa real. Mas o <em>Diwan </em>(nome árabe para Douana) em que trabalha possui outra função, mais escusa.  É o órgão responsável por prestar os serviços de que o rei precisa, mas que não pode solicitar abertamente, como o pagamento de subornos e informantes.</p>
<p style="text-align: justify;">E é no cargo de pagador, e não de provedor, que Thurstan está investido quando conhece a dançarina Nesrin e seus companheiros anatolianos, cuja dança do ventre fascina a todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2583"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Escrita em primeira pessoa, numa prosa em princípio bastante confusa, <a href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=24836">“A dançarina e o rubi”</a> lembra muito o estilo que usamos para contar nossos ‘causos’ aos amigos. Começamos de um ponto indistinto pelo meio da história, esquecemos pedaços que incluímos depois, abrimos milhares de parênteses, a ponto de, às vezes, perdermos a atenção de nosso interlocutor.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu confesso ter perdido algumas vezes o fio da meada, e me irritei várias vezes com Thurstan, achando-o  um idiota ingênuo, crédulo, frívolo e manipulável, incapaz de ver a extensão da crise que assola seu país, mesmo com todos os indícios em suas mãos. Ao mesmo tempo, me dei conta que, mesmo sendo um personagem com quem eu não tenha me identificado, Thurstan é muito bem construído, e causa uma forte impressão, com suas qualidades e suas falhas, e eu devo esse crédito ao autor.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a confusão do texto, aliada à uma expectativa errônea que tive ao ler o título, me deixou um pouco decepcionada. Acredito que o título não condiz com o que realmente importa nesta história, sendo tanto a dançarina quanto o rubi meros coadjuvantes da jornada truncada do personagem principal.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, uma vez passado o dissabor, a história se mostra uma boa comédia de erros, um bom retrato do preço que o preconceito e a intolerância cobram de uma nação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Grupo Editorial Record" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/logorecord.jpg" alt="" width="338" height="98" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4906">COMENTE ESTE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F06%2F30%2Fa-dancarina-e-o-rubi-barry-unsworth%2F&amp;linkname=A%20dan%C3%A7arina%20e%20o%20rubi%20%26%238211%3B%20Barry%20Unsworth">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Desonra (J.M. Coetzee)</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 14:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Sul-Africana]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[J.M. Coetzee é sul-africano, doutor em lingüística, escreveu diversos livros e em 2003 recebeu o Nobel de literatura. Dotado de um estilo de escrita que intercala um estilo impessoal, poético e visceral. Sua percepção sobre a psique humana e as diferenças entre status, dependendo do ambiente onde se encontra seus personagens, é um forte traço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/06/desonra-2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2578" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="desonra-2" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/06/desonra-2.jpg" alt="" width="200" height="299" /></a>J.M. Coetzee é sul-africano, doutor em lingüística, escreveu diversos livros e em 2003 recebeu o Nobel de literatura. Dotado de um estilo de escrita que intercala um estilo impessoal, poético e visceral. Sua percepção sobre a psique humana e as diferenças entre status, dependendo do ambiente onde se encontra seus personagens, é um forte traço de seu livro Desonra.</p>
<p style="text-align: justify;">David Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2577"></span>O título em inglês, Disgrace, funciona tão bem quanto Desonra, quando seguimos o declínio do intelectual. Vemos como sua formação e seu estilo de ver a vida se perde quando ele muda de ambiente, quando todas as suas certezas sobre o amor e o sexo, e acima de tudo sobre a inteligência perde as bases e numa idade avançada vê que o mundo não é da maneira como imaginava em sua bolha. Preso a uma vida acadêmica, Lurie perde a crença na nova geração, perdida em outras preocupações e passam pela universidade como um rito de passagem obrigatório, pouco se importando com Byron ou quaisquer estudos literários.</p>
<p style="text-align: justify;">Em contraponto a sua superioridade intelectual perde a força quando se vê em um ambiente rural, onde a força da África pós-apartheid choca sua consciência, os negros estão em ascensão, ganhando terras e novos direitos. Nesse ambiente bucólico Lurie se desliga de suas ambições e de grande professor, se vê apenas como um idoso que recebe trabalhos braçais. A principio, acha apropriado que Petrus, anteriormente o ajudante de sua filha Lucy e agora um empresário, ser um cachorreiro. Os papéis de poder se invertem e seus preconceitos se chocam com essa nova realidade da sua vida, enquanto Petrus sobe na vida. Suas opiniões de nada valem e sua virilidade foi perdida (e minimamente recuperada quando se vê apaixonado por Bev, uma mulher que a principio criava asco em sua alma). Para piorar situação, além da velhice iminente no exterior de sua face, recebe um castigo que não recebe como uma lição e, sim, como uma desgraça.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao fim da leitura, creio que foi um dos livros mais difíceis para resenhar, explico: a maneira como Coetzee cria um fluxo de história entre extremos, entre a conquista, a derrota, a ascensão e o declínio, nota-se detalhes quase imperceptíveis, isto é, desde o começo pequenos trechos mostram que o personagem já está em desgraça há tempos: encontros marcados com Soraya, a reclusão, o reconhecimento do trabalho e status abalado, as leituras de seus poemas em aula; tudo isso apenas aumenta, conforme a cativante narrativa apresenta momentos de pura apreciação e outras de pura tensão. É um livro de extremos jogados em palavras impessoais o tempo todo ao leitor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>COETZEE</strong>, J. M. <em>Desonra</em>. Companhia das Letras: São Paulo, 2000. 246 págs. Preço sugerido: R$48,00</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4900">DISCUTA ESSE ARTIGO NO BLOG MEIA PALAVRA</a></p>
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