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	<title>Meia Palavra&#187; Policial</title>
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		<title>A Taberna dos dois tostões  (Georges Simenon)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 17:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dindii</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Simenon]]></category>
		<category><![CDATA[Jules Maigret]]></category>
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		<description><![CDATA[O comissário Jules Maigret é um dos mais conhecidos personagens de ficção policial do século XX, aparecendo em 75 novelas e 28 contos de Georges Simenon, autor belga que viveu entre 1903 e 1978.  A taberna dos dois tostões é uma das novelas policiais que conta com a participação do comissário como personagem principal e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/A_TABERNA_DOS_DOIS_TOSTOES_1311564542P.jpg"><img class="size-medium wp-image-14097 alignright" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/A_TABERNA_DOS_DOIS_TOSTOES_1311564542P-180x300.jpg" alt="" width="180" height="300" /></a>O comissário Jules Maigret é um dos mais conhecidos personagens de ficção policial do século XX, aparecendo em 75 novelas e 28 contos de Georges Simenon, autor belga que viveu entre 1903 e 1978.  A taberna dos dois tostões é uma das novelas policiais que conta com a participação do comissário como personagem principal e ganhou uma primeira edição no Brasil este ano, pela L&amp;PM Pocket.</p>
<p style="text-align: justify">A narrativa se inicia com Lenoir, assassino que se encontra preso e recebe a notícia de que fora condenado a morte. Nos instantes de reflexão seguintes, o personagem faz confissões vagas e confusas ao comissário Maigret, alegando que haveria outra pessoa que deveria ser sentenciado junto a ele. Lenoir fala sobre o lugar em que o criminoso se encontraria com seu parceiro, Victor: A taberna dos dois tostões. É a partir dessa confissão rasa que Maigret inicia a busca desse outro sujeito para descobrir quais seriam suas relações com o preso e que tipo de ajuda ou crime ele teria cometido. A princípio, ninguém tem informações de como chegar na taberna dos dois tostões, até que o comissário casualmente escuta uma conversa do Sr. Basso em uma loja de chapéus, que cita o lugar, e decide segui-lo sem que esse o perceba.<span id="more-14073"></span></p>
<p style="text-align: justify">Os dois vão para Morsang, região pobre e simples onde um grupo de amigos se encontra todos os fins de semana há cerca de sete anos, mas antes o comissário avista um encontro amoroso entre uma mulher (Madô) e Sr. Basso. Morsang conta com casas de férias de algumas dessas pessoas, bem como uma pousada e a taberna dos dois tostões.  Maigret chega ao lugar no meio de uma comemoração de bodas bem diferente, uma vez que todos estão fantasiados como se fossem celebrar um casamento de antigas vilas. No meio do ambiente de festa e bebedeira, o comissário acaba conhecendo James e se enturmando entre o grupo. No dia seguinte, com a sobriedade instalada no lugar, a aproximação do comissário com as pessoas se torna mais lenta.</p>
<p style="text-align: justify">Mas, no entanto, a situação logo cria um novo clima: Um disparo de revólver é ouvido e Sr. Feinstein,  que completava bodas na noite anterior, é encontrado morto ao lado do Sr. Basso, que segura um revólver que pertencia à Madô (Sra. Feinstein).  Sem conseguir esclarecer a situação, Sr. Basso foge da polícia e deixa o caso ainda mais complexo.  Alguns dias depois, como previsto por Lenoir, Victor aparece na taberna. A partir dai se decorrem aparentemente dois casos: O culpado pelo assassinato de Feinstein, já que mesmo com a fuga de Marcel Basso, não era possível concluir sua culpa, e a busca pelo parceiro de Victor. Ou seriam esses casos mais próximos do que se pensa?</p>
<p style="text-align: justify">A taberna dos dois tostões é uma novela policial que prende o leitor pela relação que as personagens tem umas com as outras. Na narrativa, todos são amigos, mas ao mesmo tempo escondem algo e mantém relações de interesse e segredo. Maigret divide sua forma de agir em duas partes: Primeiro, escuta e conhece as pessoas, depois, o caso se movimenta sozinho e basta agarrar uma ponta do fio e seguir o seu caminho. A partir do momento em que se conhece o fato certo, tudo é uma questão de tempo para se encontrar as respostas precisas. Nessa narrativa, as pistas são as próprias pessoas que conduzem o caso.  Neste ponto, vale chamar atenção para James e Victor, que são os personagens mais misteriosos e que levam o detetive a tomar diversas decisões. Ambos chegam a causar raiva no leitor em alguns momentos, de tão enigmáticos e até mesmo malucos.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, o próprio comissário também desperta a simpatia no leitor. Ele não faz o tipo durão e muitas vezes se deixa pensar na mulher que está de férias e ainda não o viu, ou então simplesmente senta na Taverne Royale para beber e conversar com James, também apresenta fraquezas e se deixa distrair. No entanto, também tem o seu lado decidido e a boa intuição para desvendar o crime.</p>
<p style="text-align: justify">Meu conselho para quem se interessar a ler esta novela, é que simplesmente faça como o comissário Maigret e se deixe conduzir pela engrenagem de cada descoberta. A narrativa não possui muitos personagens e a leitura é fácil e tem um bom ritmo. É claro, como em todo bom romance policial, aconselho que você também tente especular sobre cada culpado da história. O final será surpreendente.</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>L&amp;PM Editores</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/08/lepm.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p>Título Original: La Guinguette à Deux Sous<br />
Preço: R$16,00<br />
Páginas: 160</p>
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		<title>Enquanto eles dormiam (Donna Leon)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/06/enquanto-eles-dormiam-donna-leon/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Palazo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Donna Leon]]></category>
		<category><![CDATA[Guido Brunetti]]></category>
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		<category><![CDATA[Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Romance Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Veneza]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro de Donna Leon gera curiosidade ao primeiro olhar. A cor, algo como roxo ou lilás, salta aos olhos, independente do ângulo que se aviste o livro, já que capa e todas as laterais são de tonalidades de lilás. Com o livro nas mãos o título, “Enquanto eles dormiam”, remete a algo escondido por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/Enquantoelesdormiam.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5696" style="margin: 5px;" title="Enquantoelesdormiam" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/Enquantoelesdormiam-185x300.jpg" alt="" width="185" height="300" /></a>O livro de Donna Leon gera curiosidade ao primeiro olhar. A cor, algo como <span style="color: #800080;"><strong>roxo</strong></span> ou <strong><span style="color: #800080;">lilás</span></strong>, salta aos olhos, independente do ângulo que se aviste o livro, já que capa e todas as laterais são de tonalidades de <span style="color: #800080;"><strong>lilás. </strong></span>Com o livro nas mãos o título, “Enquanto eles dormiam”, remete a algo escondido por trás da cor, ou dentro dela, o que nos leva rapidamente a abrir o livro para descobrir.</p>
<p style="text-align: justify;">Seguimos a narrativa na companhia de Guido Brunetti, um <em>commissario</em> da polícia de Veneza, que rodeado pelo tédio recebe uma visita inusitada sobre um caso a princípio inofensivo. Porém este se revela uma investigação complexa a partir dos elementos e personagens que vão se somando a trama.<span id="more-5695"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Pelos canais, vielas e praças de Veneza, Brunetti nos conduz a cada passo em busca de mais indícios para montar seu quebra-cabeça. Usando de artimanhas ele interpela cada testemunha sem explicitar o motivo da investigação, porém arrancando o necessário para continuá-la. Com o intuito de obter mais informações o <em>commissario</em> também conta com a boa relação com alguns amigos, e com os dotes em informática, da <em>signorina</em> Elettra, a secretaria do <em>vice-questore</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro de Donna Leon ganha contornos pessoais com a relação de Guido Brunetti e sua Família, que intercalam os passos da investigação. A esposa Paola, além de nos presentear com a boa cozinha, também é curiosa pelo trabalho do marido, participando sempre com seus comentários e divagações, que por vezes parecem vir do próprio leitor. A educação dos filhos, Raffi e Chiara, é sempre uma preocupação inerente, e que curiosamente cria certa relação com a trama investigada, mesmo que de forma sutil.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre momentos como um pai preocupado e seu trabalho investigativo, somos conduzidos, ao lado de Brunetti, por entre mortes e novos fatos que revelam uma misteriosa organização religiosa, protegida por poderosos. A curiosidade e interesse do <em>commissario</em>, e do leitor, aumentam com os novos elementos de maneira singular, porém ele sabe que precisa ser astuto e ágil para penetrar cada vez mais nos fatos e obter êxito, sem ser atropelado pelo poder e influência dos interessados em preservar a organização religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de todo o mistério, no decorrer da narrativa Donna Leon nos revela que o <strong><span style="color: #800080;">Lilás</span></strong>, tão chamativo do livro, não é apenas um detalhe decorativo, mas também parte importante da investigação. E assim somos conduzidos a percorrer palavras, frases e parágrafos de forma cada vez mais rápida, e por vezes até cautelosa, em busca de desvendar o mistério por trás do livro, do título e da <span style="color: #800080;"><strong>cor</strong></span>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Enquanto eles dormiam<br />
</strong>Donna Leon<br />
Tradução: Carlos Alberto Bárbaro<br />
288 Páginas<br />
Preço sugerido: R$43,00</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Companhia das Letras" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6120" target="_blank">DISCUTA ESTE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>A Prova dos Noves (Élcio Conte)</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 10:55:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taize Odelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A Prova dos Noves]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Élcio Conte]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Prova]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ler tantos contos que tratam predominantemente de casos cotidianos, é até estranho pegar uma reunião de histórias policiais nas mãos. A impressão que tenho é que o gênero hoje se reserva apenas ao romance, deixando no passado nas mãos de escritores como Arthur Conan Doyle e Agatha Christie o papel de criar curtas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/a-prova-dos-noves.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4218" title="a prova dos noves" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/a-prova-dos-noves-211x300.jpg" alt="" width="211" height="300" /></a>Depois de ler tantos contos que tratam predominantemente de casos cotidianos, é até estranho pegar uma reunião de histórias policiais nas mãos. A impressão que tenho é que o gênero hoje se reserva apenas ao romance, deixando no passado nas mãos de escritores como <strong>Arthur Conan Doyle</strong> e <strong>Agatha Christie</strong> o papel de criar curtas histórias investigativas. Na apresentação de <strong>A Prova dos Noves</strong>, o autor gaúcho <strong>Élcio Conte </strong>até faz essa comparação de seus textos publicados pela editora <strong>Nova Prova</strong> com os dois mestres policiais. Basta ao leitor concordar se os três contos que compõem seu livro merecem ser assim comparados.<span id="more-4217"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira história é a que dá nome ao livro. <strong>A Prova dos Noves</strong> revela ao leitor que ele não verá uma investigação mirabolante sobre algum caso obscuro, mas o ponto de vista dos principais envolvidos nesse caso: o assassino e a vítima. Nesse primeiro texto – o mais longo do livro – Conte apresenta Isdrail Biddenhoeff, um homem rico e amargurado pela perda de seu pai, seu filho e sua esposa. Vivendo apenas na companhia de seus empregados em sua mansão, o homem começa a desconfiar da governanta que o viu crescer e a toma como responsável pelas suas desgraças. Cada vez mais paranóico, Biddenhoeff busca vestígios que apontem a culpa da pobre senhora Eveline Gillis.</p>
<p style="text-align: justify;">Élcio Conte foca seus esforços em caracterizar as personagens, fruto da procura pelo perfeccionismo que ele cita em seu texto introdutório. O leitor tem acesso a todos os pensamentos e gostos dos protagonistas e cria mentalmente uma imagem exata de quem são essas pessoas. <strong>A Prova dos Noves</strong> é exaustivamente detalhado, mas a história por fim mostra seu real mistério e engata uma narrativa mais rápida que fecha bem o conto.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo texto é <strong>A Maquete Fatal</strong>, história de um homem já velho que, depois de anos de convívio com sua esposa, percebe que a vida de casado não lhe agrada. Ela lhe irrita cada vez mais, e ele passa a enxergar a paz que procura em sua morte. Mesmo o conto sendo visto apenas pelo olhar do assassino, o autor consegue conferir mistério a essa trama, que nesse caso não é resolvido em seu final, deixando a dúvida pairar na mente do leitor. Assim como no primeiro conto, Élcio Conte utiliza linguagem rebuscada na narrativa, o que chega a se estender até às falas das personagens, dando a elas uma encenação meio forçada. Contudo, os diálogos formais não chegam a afetar a leitura geral da obra.</p>
<p style="text-align: justify;">O último conto é <strong>A Noiva de Vestido Negro</strong>, em que o já maduro Dimitri Leuter relata a um empregado a história de um casamento não ocorrido na sua juventude. Na trama, às vésperas da união sua noiva recebe presentes estranhos que pedem pelo seu suicídio. Transtornada, ela procura um culpado pelas ameaças e sente que está em risco. Para ajudar a noiva, Dimitri vai até um amigo inspetor pedir que investigue o caso. Esse é o texto que mais se assemelha aos velhos e conhecidos contos policiais por se centrar mais na investigação. É interessante notar que as próprias tramas parecem se transcorrer em um tempo passado. Embora Élcio Conte tenha dado início às histórias nos anos 90, ele finalizou-as agora e assim as datou. Neste último conto isso até está coerente, pois o protagonista narra sua juventude, mas os outros dois textos tem a mesma característica e se passam nos anos 2000.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Prova dos Noves</strong> fecha a leitura com saldo positivo. Quem procura um bom texto para se entreter e ocupar a cabeça com enigmas, vai encontrar o que quer nos contos de Élcio Conte. E eles realmente lembram os velhos contos de Conan Doyle e Christie, por resgatar personagens perspicazes e cultas que se envolvem com crimes pouco comuns e que desafiam o leitor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5604">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Prova dos Noves</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autor: </strong>Élcio Conte</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Editora: </strong>Nova Prova</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Páginas: </strong>168</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Preço Sugerido: </strong>R$ 28,00</p>
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		<title>Knots and Crosses (Ian Rankin)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2009/10/18/knots-and-crosses-ian-rankin/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2009/10/18/knots-and-crosses-ian-rankin/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 13:12:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Edimburgo]]></category>
		<category><![CDATA[Ian Rankin]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das coisas que me impulsionavam a evitar ao máximo qualquer releitura (comentei sobre isso há poucos dias no Hellfire) era a angústia de saber que existem por aí milhões de livros que eu não só nunca lerei como também nunca tomarei conhecimento da existência deles. E eu posso largar mão de fazer qualquer coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/03/knotsandcrosses.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1620" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/03/knotsandcrosses.jpg" alt="knotsandcrosses" width="137" height="225" /></a>Uma das coisas que me impulsionavam a evitar ao máximo qualquer releitura (<a href="http://www.anica.com.br/2009/09/23/o-prazer-da-releitura/">comentei sobre isso há poucos dias no Hellfire</a>) era a angústia de saber que existem por aí milhões de livros que eu não só nunca lerei como também nunca tomarei conhecimento da existência deles. E eu posso largar mão de fazer qualquer coisa da minha vida e ficar só lendo, que mesmo assim ainda não conhecerei muitos escritores que são famosos em seus países, mas não chegaram a agitar nenhuma água aqui no Brasil, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify">Um bom exemplo disso é o escocês Ian Rankin. Por causa do Fábio comecei a ler <em>Knots and Crosses</em>, primeiro livro da série do Inspetor Rebus. Ele comprou o livro (e sugeriu a leitura) porque Rankin é famoso não só pelas histórias de detetive, mas também por situar essas histórias em uma Edimburgo que os turistas algumas vezes podem não ver. O pub que sua personagem principal frequenta existe de verdade, assim como o endereço de Rebus na realidade fica no lado oposto do lugar onde o escritor morava na época que começou a escrever seu primeiro romance. Isso só citando como exemplos mais óbvios, mas tem muito mais de Edimburgo ali.<br />
<span id="more-1577"></span></p>
<p style="text-align: justify">Mas é claro que <em>Knots and Crosses</em> não é sobre Edimburgo. É um romance de detetive, no qual Inspetor Rebus é apresentado para o público investigando o desaparecimento de algumas crianças na cidade em que vive. A trama começa meio bagunçada, mas depois os pontos vão se ligando e chega em um ponto que a tensão é máxima – de certa forma me fez lembrar aqueles filmes nos quais os “vilões” armam uma arapuca para quem deveria estar fazendo isso com eles (não quero falar muito sobre isso para não estragar surpresas).</p>
<p style="text-align: justify">Talvez eu só não tenha achado que seja um daqueles casos de livros imperdíveis (que você simplesmente não consegue parar de ler) porque tem hipnotismo no meio e mesmo estando ciente de todo o conceito de suspensão de descrença e tudo o mais, porém é mais forte do que eu: eu simplesmente não consigo ignorar o fato de que não acredito nisso. Acho que acabou atrapalhando um pouco a experiência geral da leitura, mas não acho que seja um livro ruim – vale a pena ler, especialmente se você tem uma quedinha por histórias envolvendo crimes.</p>
<p style="text-align: justify">Para terminar, só como curiosidade um pedacinho de um episódio do programa <em>No Reservations</em>, no qual Anthony Bourdain dá uma voltinha em Edimburgo conversando com Ian Rankin. Bem legal!</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4160">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Das Novelas Policiais aos Filmes Noir &#8211; parte 3</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/04/28/das-novelas-policiais-aos-filmes-noir-parte-3/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 17:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Noir]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta derradeira parte do artigo, sobre as novelas policiais até o cinema noir, contarei sobre o cinema contemporâneo que homenageia e é influenciado pelos filmes noir e novelas policiais. Muitas vezes brincando com signos e usando-os como metalinguagem, atualizando estórias e até revisando histórias reais. Uma das () características mais evidentes dos filmes noir é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/barbeiro1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2705" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/barbeiro1.jpg" alt="" width="315" height="209" /></a>Nesta derradeira parte do artigo, sobre as novelas policiais até o cinema noir, contarei sobre o cinema contemporâneo que homenageia e é influenciado pelos filmes noir e novelas policiais. Muitas vezes brincando com signos e usando-os como metalinguagem, atualizando estórias e até revisando histórias reais.</p>
<p style="text-align: justify">Uma das () características mais evidentes dos filmes noir é sua fotografia cheia de contrastes. Muitos cineastas ainda filmaram histórias semelhantes às tramas dos anos 40 e 50 em fotografia a cores sem os altos contrastes. Tais produções acabaram sendo consideradas mais uma homenagem do que um filme noir, mesmo mantendo as características principais. Dessa maneira, alguns classificam esse cinema, que homenageia os antigos filmes, de neo-noir. Como exemplo podemos citar “Los Angeles: A Cidade Proibida”, que além de voltar e se situar na mesma época dos clássicos, consegue recriar uma trama inteligente e instigante, contando com todos os elementos essenciais de um filme noir. Entretanto, nesse caso citado, não existe contemporaneidade ou inovação em relação à edição e montagem. De mais atual, apenas a fotografia.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-46"></span></p>
<p style="text-align: justify">No entanto, alguns cineastas, como Brian de Palma, não se prendem aos pré-requisitos do gênero e de seu gênero subseqüente e, então, homenageiam esse tipo de cinema caracterizando suas personagens da mesma maneira que eram nas décadas de 1940 e 1950. O jeito anti-herói acaba por ser uma das características mais homenageadas no cinema hoje em dia. A tensão e o ambiente muitas vezes conseguem ser transportados pelas cores e, com a edição um pouco diferente de antigamente, acaba-se criando uma linguagem que casa o clássico e o contemporâneo, como podemos ver em “Olhos de Serpente” e  “Vestida para Matar”, do diretor Brian de Palma.</p>
<p style="text-align: justify">Destaque maior pode ser conferido ao filme “Os Intocáveis”, que segue pelo subgênero de gângsteres e mantém uma linha narrativa similar ao dos filmes dos anos 40 e 50, sem contar, é claro, com a montagem com roupas da época, cenários e outras partes do setor de artes. Nessa produção ressaltamos a edição outra vez como forma de inovar a narrativa. Ela ocorre de uma maneira não tão frenética, mas com um timing maior de diversas situações acontecendo ao mesmo tempo, como podemos conferir na famosa cena da escadaria (uma homenagem a “O Encouraçado Potemkim” de Eisentein), no qual o policial, interpretado por Kevin Costner, precisa esquivar-se do tiroteio e parar o carrinho de bebê que está descendo a escada. Entretanto, nem tudo são flores para Brian de Palma. Sua investida de 2006, &#8220;Dália Negra&#8221; (baseado no livro de James Elroy, mesmo de &#8220;Los Angeles &#8211; Cidade Proibida&#8221;, que se inspirou em um crime real e não desvendado na década de 1940), não foi bem recebida pelo público e dividiu a crítica, apesar de ser uma trama mais complexa (assim como um livro) e trazer caricaturas muito acentuadas de suas personagens.</p>
<p style="text-align: justify">O retro é o atrativo em obras contemporâneas, presente no figurino e cenários que fazem alusão aos clássicos do gênero. Citando o novo clássico “Pulp Fiction – Tempos de Violência” , de Quentin Tarantino, vemos o aspecto retro e personagens que são anti-heróis carismáticos. Consumidores de drogas, violentos, mas que despertam interesse no público. Apesar do aspecto retro das personagens, não é possível definir uma época dentro do filme, o que o faz perder uma característica que, possivelmente, o classificaria como noir. A edição é outro ganho para a produção, pois a linguagem não-linear acaba mostrando que as pequenas histórias não são isoladas uma das outras, mas requerem atenção do espectador para entendê-la como um todo. Nesse caso, o filme não traz uma trama complicada e cheia de reviravoltas, pois essas são auxiliadas pela maneira como são contadas.</p>
<p style="text-align: justify">Os vencedores do Oscar de 2008 de melhor filme e direção também investiram no neo-noir em 2001, contudo de forma bem mais fiel. Os irmãos Coen se inspiraram em um cartaz de cortes de cabelo dos anos 40 para criar uma trama com crimes, chantagens, pessoas comuns em situações incomuns, transpondo um humor típico de um filme dos Coens. A construção do ambiente não apenas homenageia, mas reflete como as obras eram filmadas nas décadas de 40 e 50, utilizando metalinguagem e criando ironias, como o narrador que se apresenta e logo confessa que não gosta de falar.</p>
<p style="text-align: justify">Os detetives, policiais, bem-feitores, mal-feitores e tramas de mistérios se atualizaram, se modificaram e às vezes buscaram no passado uma nova forma para se renovarem. Hoje em dia eles fazem parte de escritórios particulares ou da perícia. Com tanta evolução, é bem difícil imaginar se eles caçarão zumbis ou investigarão crimes espaciais num futuro distante. Mas com certeza, sem eles, a literatura e o cinema perderiam seu ar de mistério.</p>
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		<title>Das Novelas Policiais aos Filmes Noir &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 18:43:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Noir]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o artigo iniciado semana passada, falo sobre os detetives saindo das páginas dos romances policiais, indo parar no cinema e, consequentemente, criando um novo estilo adotado na indústria cinematográfica nos anos 30, os filmes noir. O filme policial surge na França no começo do século XX, mas é nos EUA, a partir da década [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/bogart2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2703" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/bogart2.jpg" alt="" width="324" height="465" /></a>Continuando o <a href="http://www.meiapalavra.com.br/wordpress/2008/04/18/das-novelas-policiais-aos-filmes-noir-parte-1/">artigo</a> iniciado semana passada, falo sobre os detetives saindo das páginas dos romances policiais, indo parar no cinema e, consequentemente, criando um novo estilo adotado na indústria cinematográfica nos anos 30, os filmes noir.</p>
<p style="text-align: justify">O filme policial surge na França no começo do século XX, mas é nos EUA, a partir da década de 1930, que o gênero se firma. Cenários sombrios e escuros, neblinas, cenas de violência envolvendo crimes, criminosos, detetives particulares, policiais, belas mulheres, aristocratas, gângsteres e ladrões. Filmes noir (escuro em francês), foi um nome dado pelos críticos franceses, o primeiro deles foi Frank Nino em 1946, quando notaram uma tendência no uso mais escuro no jeito e nos temas no filmes americanos lançados na França durante a guerra.</p>
<p style="text-align: justify">Os primeiros filmes abordavam a luta da policia contra quadrilhas de Chicago, ocorrida nos tempos da lei seca. &#8220;Scarface&#8221; fazia uma alusão ao chefão da vida real Al Capone (como muitas histórias, a vida real viria a inspirar novos filmes). James Cagney se tornaria célebre interpretando gângsteres violentos<span id="more-42"></span> e loucos em filmes como “Inimigo Público”, “Fúria Sanguinária” e “Anjos de Cara Suja”. O maior astro desse estilo de filme foi Humphrey Bogart, interpretando detetives particulares adaptado das novelas policiais de sucesso, “O Falcão Maltês &#8211; Relíquia Macabra” e “A Beira do Abismo”.</p>
<p style="text-align: justify">Seguindo por ambientes claustrofóbicos da cidade grande, retratando o lado ruim e não glamuroso, como era mostrado por outras produções, nesse cinema a fotografia em preto-e-branco era um atrativo à parte, mexendo com contrastes e criando uma atmosfera fria e obscura para o espectador se sentir de fato sufocado e atordoado.</p>
<p style="text-align: justify">Nos filmes noir as tramas tornam-se mais complexas, ligando-se a detalhes e mais detalhes que podem ou não influir no desfecho da história. Para começar deveríamos nos perguntar em quem poderíamos confiar, já que o chamado mocinho não existia mais, dando lugar a pessoas cujos interesses pessoais vêm em primeiro lugar. Pessoas más, corruptas e gângsteres eram as personagens principais e suas formas subversivas de conseguirem o que queriam foi o que tornou esse gênero obscuro.</p>
<p style="text-align: justify">Um gênio importante que gostava do noir era Orson Welles. Em “A Dama de Xangai” tingiu de loiro o cabelo de sua esposa, Rita Hayworth, transformando-a em uma loira fatal. Em “O Falcão Maltês &#8211; Relíquia Macabra”, de John Huston, temos a introdução de vários personagens típicos de um filme noir: a loira fatal e misteriosa, o pistoleiro sanguinário e o chefão de alguma organização. É característica também a narração do protagonista, o que não quer dizer que ele termine a história vivo.</p>
<p style="text-align: justify">Grandes reviravoltas na trama tornaram-se o grande desafio para manter o espectador atento. Esse é o diferencial dos filmes noir, cujas histórias e personagens eram ainda os focos principais, o que exigia uma construção elaborada para poderem fazer com que o público se apegasse aos seus casos e à trama. Quando nem tudo é o que parece e quando muito do que suspeitávamos não completava um terço do quebra cabeça, ficávamos interessados em saber como o nosso detetive iria resolver aquilo.</p>
<p style="text-align: justify">O uso da violência nos filmes noir era o que tornava os anti-heróis grandes atrativos de suas tramas. Esse tipo de violência foi evoluindo durante os anos deixando espaço não só para ela própria, mas também para as cenas de ação com perseguições de carro, tiros, explosões e qualquer outro artifício que pudesse dar mais ênfase em tais cenas. Equilibrar seqüências de ação e história é uma tarefa muito difícil, sobretudo no quadro cinematográfico atual, no qual podemos dizer que as cenas de ações que enchem os olhos e nos deixam boquiabertos as vezes não tem razão para existir ou não fazem parte do contexto como um todo.</p>
<p style="text-align: justify">Nos anos 60 e 70, os filmes passaram a se tornar mais violentos, incluindo o envolvimento dos policiais nos casos que investigam, seguindo o modelo de “Bullit”, de Steve McQueen, e as duas partes de “Operação França”, com Gene Hackman. Nesses filmes destacam-se as cenas de perseguição envolvendo carros. Outro exemplo é “Chinatown”, com Jack Nicholson e dirigido por Roman Polanski, conta uma trama cujo protagonista é um típico detetive dos anos 40 e 50 que se envolve com uma loira fatal (considerado uma homenagem ao noir por ser colorido, tirando os grandes contrastes e apenas se situando nas tramas).</p>
<p style="text-align: justify">Nos anos 70 os filmes passam a abordar freqüentemente as atividades da máfia como o sucesso do diretor Francis Ford Coppola, realizado em duas partes (a terceira parte apenas nos anos 90), “O Poderoso Chefão”, estrelando Al Pacino e Robert de Niro, que se tornaram ícones do gênero policial. Pacino fez dois filmes baseados em histórias policiais reais: “Um Dia de Cão” e “Sérpico”. De Niro interpretaria Al Capone no filme de Brian de Palma, “Os Intocáveis”.</p>
<p style="text-align: justify">Na próxima semana: <em>Homenagem ao noir no cinema atual</em></p>
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		<title>Das Novelas Policiais aos Filmes Noir &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Apr 2008 20:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Policial]]></category>

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		<description><![CDATA[Através desse artigo dividido em três partes, irei escrever sobre a origem dos romances policiais até suas adaptações cinematográficas onde, de maneira brusca e nova, surgiu uma maneira de filmar que quebrou alguns paradigmas da indústria, os filmes noir. E na derradeira parte fazer um apanhado sobre a homenagem e inspiração, tantos dos romances quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/page99_11.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2707" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/page99_11.jpg" alt="" width="341" height="479" /></a>Através desse artigo dividido em três partes, irei escrever sobre a origem dos romances policiais até suas adaptações cinematográficas onde, de maneira brusca e nova, surgiu uma maneira de filmar que quebrou alguns paradigmas da indústria, os filmes noir. E na derradeira parte fazer um apanhado sobre a homenagem e inspiração, tantos dos romances quanto dos filmes, nos dias de hoje.</p>
<p style="text-align: justify">O romance policial surge quando casos policiais são retratados nas narrativas dos livros, antes dominados pelos romances de aventura, trazendo um grande mistério e uma solução lógica no seu desfecho, diferindo dos romances de aventura onde a luta entre o bem e o mal era o foco e quem ganhasse recebia o grande prêmio: uma fortuna ou condecoração. No romance policial esse prêmio seria apenas a solução do caso, sem grandes riquezas por trás ou um objetivo além, exceto como conseqüência do próprio caso, o que dificilmente acontecia.</p>
<p style="text-align: justify"><span lang="PT">De acordo com Paulo de Medeiros e Albuquerque (1979, p. 127) “[...] aquele que criou o primeiro detetive que resolva os casos com auxilio da inteligência e lógica, foi um americano: o pai do ‘policial’, Edgard Allan Poe.”.<span> </span>Poe é considerado o criador do romance policial, ou seja, o gênero surgiu na América do Norte, embora as narrativas de Poe sejam ambientadas em Paris. </span><span id="more-33"></span><span lang="PT">Mas logo depois foi exportado para a Europa (principalmente Inglaterra). Com o aparecimento de Conan Doyle e seu Sherlock Holmes, o romance policial definitivamente cruzou o oceano. Só voltaria a se firmar nos Estados Unidos tempos depois, e mesmo assim um pouco fraco por não trazer inovações e apenas adaptar nomes de contos “westerns&#8221; para a cidade grande.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span lang="PT">O termo romance policial, de acordo com Paulo de Medeiros e Albuquerque, talvez não seja o mais adequado, pois nem sempre é um policial ou um membro da polícia quem resolve o mistério ou está presente em grande parte da narrativa. Nesse caso, romance criminal ou de mistério seria um termo mais correto. Dentro desse gênero foram surgindo diversos subgêneros, classificados por seu cunho narrativo; romance psicológico, os famosos <em>thrillers</em> americanos e assim sucessivamente. Gênero e subgêneros que acabaram sendo usados para adaptações cinematográficas ou televisivas. Depois de algum tempo os romances policiais foram se perdendo dentro do mundo dos mistérios e acabavam por criar aventuras policiais nas quais o mistério e a violência casam, tornando as narrativas, além de envolventes, excitantes. Esse período se deu no pós-guerra, quando os romances começaram a ficar mais “pesados”, não apenas criando narrativas violentas como também críticas. Essas críticas davam ao aparecimento de gangsteres nos Estados Unidos depois que foi declarada a Lei Seca. O contrabando de bebidas foi o que fortaleceu a máfia e assim abriu caminho para o subgênero de gangsteres e inspiração para grandes romances como “O Chefão”, </span><span lang="PT">de Mario Puzzo </span><span lang="PT">(que deu origem ao filme &#8220;O Poderoso Chefão&#8221; de Francis Ford Coppola, com Marlon Branco, Al Pacino, entre outros).</span></p>
<p style="text-align: justify"><span lang="PT">Os personagens desses romances, chamados de detetives, vêm de um leque rico de qualidades e defeitos que os tornaram únicos, como maneiras atípicas de trabalho, fugindo do usual que a polícia faz: levantar suspeitos e ligações. Esses detetives iam, além disso, tornando a narrativa interessante, mostrando o raciocínio rápido e métodos de trabalho seguidos de lógica e conhecimento. Um bom detetive tem que, além de ser inteligente e astuto, saber usar seus conhecimentos e suas observações peculiares para descobrir o assassino, o ladrão, o malfeitor de seu caso.<span> </span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span lang="PT">Podemos separar esses personagens em duas categorias: os frios e calculistas e os aventureiros. Para os frios, a vida de resolver mistérios é levada até a morte, sem apresentar dados pessoais sobre si mesmo e evitando romances. De acordo com Paulo de Medeiros e Albuquerque (1979, p.122) “[...] esses detetives que se tornaram famosos viviam sem amor, ou melhor, sem caso amoroso de qualquer espécie [...]”. Nesses casos vemos Sherlock Holmes e Hercule Poirot, um dos detetives mais famosos da escritora Ágatha Christie, encabeçando a lista. Para manter um raciocínio claro e nítido nada pode atrapalhá-los, nem mesmo um amor. Interesses amorosos são retirados de suas tramas, assim como parentes e família. Em contraponto, para Albuquerque, esses personagens acabam sendo mais excêntricos, pois acabam tendo manias e vícios: Sherlock Holmes tomava tóxicos e Hercule Poirot era vaidoso e muito ligado a sua aparência. Nesse ponto os assistentes eram sempre aqueles que fortaleciam a imagem de impenetráveis e insensíveis de seus detetives, mostrando que o ponto fraco deles com certeza não era ligado a relações amorosas.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span lang="PT">Do outro lado vemos os detetives que sempre tendem a ser visitantes no terreno do amor, transformando assim o romance em uma aventura, uma vez que existe um outro ser humano para se preocuparem, mas que muitas vezes têm ligação com o caso. Nesses casos os romances casuais (ou <em>affairs</em>) tornam-se pontos que podem atrasar ou comprometer o julgamento do detetive quanto ao caso, esquecendo de incluir a pessoa com quem está envolvido na lista de suspeitos. Esses perigos apresentados podem ser vistos nas aventuras de Mike Shayne, que, além de casado, ainda mantém relações com outras mulheres, ou até mesmo Sam Spade, de “O Falcão Maltês”, que embarca em uma aventura sexual. E por que não falar de James Bond, que a cada aventura está acompanhado de mulheres diferentes.</span></p>
<p style="text-align: justify">Na próxima semana: <em>O surgimento dos filmes noir.</em></p>
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