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	<title>Meia Palavra &#187; Música</title>
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	<description>O prazer de uma palavra e meia em Meia Palavra.</description>
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		<title>Matthieu Chédid (-M-)</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 13:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[-M-]]></category>
		<category><![CDATA[Cantores]]></category>
		<category><![CDATA[Je dis Aime]]></category>
		<category><![CDATA[Le Baptême]]></category>
		<category><![CDATA[Matthieu Chedid]]></category>
		<category><![CDATA[Música francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Música Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já gostou de uma banda que todo mundo que você conhece odeia? Eu já. Ou pelo menos é essa a sensação que tenho toda vez que resolvo falar de -M-. Tá, talvez quase ninguém conheça mesmo. Pelo menos não aqui.
Matthieu Chedid, e seu personagem -M-, parecem ser grandes na França, e -M- já ganhou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/mathieu-chedid-par-yann-orhan1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2881" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="mathieu-chedid-par-yann-orhan" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/mathieu-chedid-par-yann-orhan1.jpg" alt="" width="193" height="270" /></a>Você já gostou de uma banda que todo mundo que você conhece odeia? Eu já. Ou pelo menos é essa a sensação que tenho toda vez que resolvo falar de -M-. Tá, talvez quase ninguém conheça mesmo. Pelo menos não aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Matthieu Chedid, e seu personagem -M-, parecem ser grandes na França, e -M- já ganhou inclusive um Oscar pela canção de “<em>Triplettes de Bellevile</em>”. Eu conheci por acaso,  vendo seu clip de “<em>Je dis aime</em>” no programa “<em>Paroles de clip</em>” no TV5Monde, e desde então procurei pelo cara na internet, em lojas, enfim, em tudo quanto é lugar. Tente fazer uma pesquisa de uma letra no Google, e entenderá meu sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que sou fascinada por (quase) tudo que se refere à França, mas mesmo quando estava aprendendo o idioma tive dificuldades em achar, musicalmente falando, algo atual,vindo de lá, que me agradasse. Num dia um pouco mais obstinado, finalmente reencontrei-me com -M- no YouTube, e desde então estou mais ou menos obcecada. Vou tentar explicar o porquê, e peço desculpas antecipadamente pelos arroubos passionais que tenho certeza que aparecerão.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2878"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Matthieu Chédid tem 38 anos, é filho de Louis Chédid (outro cantor francês) e neto da poetisa francesa de origem egípcia Andrée Chédid, e foi namorado de Audrey Tautou. Para controlar sua timidez, Matthieu criou uma persona excêntrica, apelidada de -M-, que se refere tanto à letra do alfabeto, quanto à palavra francesa <em>aime</em>. Seu primeiro álbum é seu batismo, literalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">-M- possui um visual ousado, com cabelos pontudos e <em>trench coats</em> espalhafatosos.  Em termos de sonoridade, ele é um camaleão. Numa faixa M é rock, na outra brega, depois flerta com a música africana, com o eletrônico, a bossa nova, o que talvez justifique o nariz torcido que as pessoas me mostram quando, empolgadíssima, mostro um clip novo dele para alguém. Mas mesmo tendo este lado “tudo ao mesmo tempo agora”, seu estilo é muito característico. Sua voz é única, seu jeito de tocar guitarra, reconhecível.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que me pegou de jeito mesmo foram as letras.  Sua poesia aborda desde a própria criação do personagem (<em>Le baptême</em>), ao ecoativismo (<em>Bonoboo</em>), passando pelo humorístico (<em>Matchistador</em>), pela crítica social (<em>Mama Sam</em>, <em>Monde Virtue</em>l), autocrítica (<em>Je suis une cigarrette</em>), amor (<em>La belle étoile</em>), desejo (<em>Lettre à Tanagra</em>), carinho (<em>Ma mélodie</em>), um temperinho de metamúsica (<em>Qui de nous deux</em>), filosofia (<em>Est-ce que c&#8217;est ça?</em>), à poesia pura (<em>L&#8217;Éclipse</em>, este em parceria com Sean Lennon).</p>
<p style="text-align: justify;">Como poeta, seu jogo de palavras e sonoridades em francês me lembra muito o que João Bosco faz com o português, com frases de múltiplos sentidos e um som, e é uma fonte de bons versos e boas reflexões. Com risco de perder sua genialidade em minhas traduções, seguem alguns trechos de músicas dele:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“J&#8217;ai une tendancieuse nostalgie du futur” (Souvenir du futur)<br />
Tenho uma nostalgia tendenciosa do futuro)</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“Est-ce qu&#8217;il faut pour de vrai<br />
Qu&#8217;ça sonne faux” (Ça sonne faux)<br />
Será que se deve, para ser verdadeiro, que soe falso”</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“<em>Après quoi on cours?</em>” (Est-ce que c&#8217;est ça)<br />
- Atrás do que corremos?</p>
<p style="text-align: justify;">
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“Souviens-toi de demain, il ne roulera qu&#8217;une fois<br />
C&#8217;est pas pour hier que demain s&#8217;oubliera<br />
J&#8217;ai la mémoire courte<br />
Mais le futur ne s&#8217;oublie pas” (Souvenir du futur)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">- Lembre-se do amanhã, ele só acontecerá uma vez. Não será por ontem, que o amanhã se esquecerá. Eu tenho a memória curta, mas o futuro não se esquece.”</p>
<p style="text-align: justify;">E, para aquele que chegou até aqui, e se interessou por esse personagem marcante, um bônus: &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=CeZtBEMF7sI">Est-ce que c&#8217;est ça</a>&#8220;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5062" target="_self">COMENTE ESTE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F07%2F18%2Fmatthieu-chedid-m%2F&amp;linkname=Matthieu%20Ch%C3%A9did%20%28-M-%29">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Meia Palavra Indica: Livros para ler no Dia Mundial do Rock</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 11:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[A Estrada da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[A G Porta]]></category>
		<category><![CDATA[Alta Fidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[As melhores histórias da mitologia nórdica]]></category>
		<category><![CDATA[Conselhos de um discípulo de Morrison a um fanático de Joyce]]></category>
		<category><![CDATA[Dia mundial do rock]]></category>
		<category><![CDATA[Franchini e Seganfredo]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Hornby]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Bolaño]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[Torre Negra]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 13 de Julho de 1985 foi realizado um concerto de rock para os famintos da Etiópia. Nesse dia diversas bandas do cenário do rock e pop da época fizeram shows memoráveis. Entre eles: Elvis Costello, U2, Queen, David Bowie, The Who, Sting, Phil Collins, Paul McCartney, Status Quo, entre outras. Um dos organizadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rock-n-roll.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2611" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="rock-n-roll" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rock-n-roll.jpg" alt="" width="264" height="220" /></a>No dia 13 de Julho de 1985 foi realizado um concerto de rock para os famintos da Etiópia. Nesse dia diversas bandas do cenário do rock e pop da época fizeram shows memoráveis. Entre eles: Elvis Costello, U2, Queen, David Bowie, The Who, Sting, Phil Collins, Paul McCartney, Status Quo, entre outras. Um dos organizadores desse evento foi Bob Geldof, o famoso personagem principal do filme The Wall de Alan Parker, baseado no álbum homônimo do Pink Floyd. Esse dia ficou conhecido como O Dia Mundial do Rock e agora o Meia Palavra indica os melhores livros para se ler no dia 13 de julho:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2610"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/pips/">Pips</a></strong>: <em>Alta Fidelidade</em> (Nick Hornby): Imagine que você, homem, acabou de receber um pé na bunda do amor da sua vida, mas tenta ao máximo dizer que não foi o pior dos foras. Alta Fidelidade é um exemplo de romance de homens sobre mulheres, diferenciado justamente por causa que o coração partido nessa história é o de um homem. Seria mais uma história de amor? Como não parecer machista? Entre todos os devaneios e pensamentos possíveis, Rob Flemming tenta decifrar a alma feminina, e o amadurecimento de um cara, e o que é amor ou não, o que é obsessão e apego. E aí você se pergunta o que isso tem a ver com o dia do rock? Entre uma dúvida e um por quê, Rob intercala citações da música pop, fala sobre sua vida como dono de uma loja de vinis e o sonho de abrir uma gravadora. As músicas marcam cada momento de sua narrativa, todas compostas por um Top 5 das melhores, piores e tudo mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/admin/">Anica</a>:</strong> <em>A Estrada da Noite</em> de Joe Hill tem tudo para agradar não só o público que adora histórias de horror, mas também os fãs do bom e velho rock n&#8217; roll. Recheado de referências à músicas e bandas famosas, conta a história de um velho roqueiro que resolve comprar para sua coleção de artigos bizarros um terno assombrado. A questão é que o fantasma do terno passa a persegui-lo e a todos perto dele, o que rende capítulos de tensão contínua que não devem nada aos bons livros de horror. Entre uma e outra brincadeira que Joe Hill deixa para os leitores apaixonados por rock, vale ressaltar que o título original é o nome de uma canção do Nirvana (Heart-Shaped Box) e que os cachorros do protagonista se chamam Angus e Bon, em uma referência ao pessoal do AC/DC. Ou seja, mesmo que terror não seja sua área, ainda dá para se divertir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/kika/">Kika</a></strong>: <em>As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica</em> &#8211; A.S. Franchini e Carmen Seganfredo Esse livro é feito especialmente para os fãs de metal. A mitologia nórdica é fonte de inspiração para muitas bandas, com suas histórias de sangue, trapaça, honra de guerreiro, força e sabedoria. Manowar, Tyr, Rhapsody e muitas outras bebem dessa fonte praticamente inesgotável de histórias, e os autores nos apresentam às mais significativas de um jeito interessante e divertido. Para os curiosos, é uma boa chance de ter seu primeiro contato direto com personagens como Odin, Thor, Loki, Fenrir, Freya, as três fiandeiras, bem como lugares como as profundas cavernas dos anões, a árvore da vida Yggdrasil, o salão de festas dos guerreiros &#8211; Vallhalla. Enfim, nesse dia do rock, eu sugiro que você conheça os deuses que inspiraram os deuses do metal.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/luciano/"><strong>Luciano</strong></a>: <em>Conselhos de um discípulo de Morrison a um fanático de Joyce</em> (Roberto Bolaño e A. G. Porta)- Ángel e Ana. Ele é de barcelona. Ela latino-americana. Ele um escritor fadado ao insucesso. Ela uma deliquente. A vida na Espanha dos anos 80 não é fácil para essas personagems, por isso assaltam um banco. E assim começa uma conturbada carreira criminosa, que divide espaço com as outras paixões de Ángel, além de Ana: a música de Jim Morrison e a literatura de James Joyce. Obra primeira escrita a quatro mãos por Bolaño e A. G. Porta, já é um embrião do que seriam as respectivas obras posteriores de cada um. Ainda um pouco imaturo se comparado com o que veio depois mas&#8230; Um romance policial que começa com a letra de &#8216;The End&#8217; como epígrafe e que é repleto de alusões à Ulisses não pode ser nada mal, pode?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/lucas-deschain/"><strong>Lucas</strong></a>: <em>Torre Negra</em> (Stephen King): Em discussão no Meia Palavra no tópico de Stephen King estive pensando sobre uma caracterização do universo d’A Torre Negra, e sendo breve poderia dizer que é um universo rock n’roll. Isso é vago e serve de pretexto para muitas discussões, mas parece que há uma música de rock para cada passagem do livro, a saga hauriu do rock seu clima épico, bruto e forte, parece que foi feito para ser acompanhado por rock n’roll (espero inclusive que eles lembrem disso no filme). Não a toa que a obra-prima de King possui trechos de músicas famosas como Paint It Black dos Rolling Stones; Hey Jude dos Beatles; Velcro Fly do Z.Z.Top; uma ou outra música do Bob Dylan etc. Além disso, recomendo Locomotive Breath, do Jethro Tull para a leitura do terceiro volume (As Terras Devastadas, meu predileto), é arrepiante. Isso sem contar que, se levarmos em consideração a estranha relação entre Terra e Mundo-Médio, dá para imaginar que a música The Wizard, do Black Sabbath deve ter um significado bem diverso no universo de Roland Deschain (principalmente a partir do quarto volume, Mago e Vidro).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4989" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F07%2F13%2Fmeia-palavra-indica-livros-para-ler-no-dia-mundial-do-rock%2F&amp;linkname=Meia%20Palavra%20Indica%3A%20Livros%20para%20ler%20no%20Dia%20Mundial%20do%20Rock">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Livros sugeridos por Renato Russo</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/03/27/livros-sugeridos-por-renato-russo/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 14:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje o músico Renato Russo completaria 50 anos e como era de se esperar, as homenagens pipocam em todos os cantos. Entre elas, está previsto o lançamento de um CD com 15 duetos  de Renato com artistas nacionais, e o também do livro Como se não houvesse amanhã, publicado pela Record e organizado por Henrique [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/renato-russo-legiao-urbana-renatorusso_1210186218.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2067" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="renato-russo-legiao-urbana-renatorusso_1210186218" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/renato-russo-legiao-urbana-renatorusso_1210186218.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Hoje o músico Renato Russo completaria 50 anos e como era de se esperar, as homenagens pipocam em todos os cantos. Entre elas, está previsto o lançamento de um CD com 15 duetos  de Renato com artistas nacionais, e o também do livro <a title="como se não houvesse amanhã" href="http://www.henriquerodrigues.net/livro_legiao.htm" target="_blank"><em>Como se não houvesse amanhã</em></a>, publicado pela Record e organizado por Henrique Rodrigues, trata-se de uma coletânea de contos baseados nas canções escritas pelo músico.</p>
<p style="text-align: justify;">As homenagens deixam evidente que musicalmente, alguém pode adorar ou odiar o que ele fez, mas é impossível dizer que foi irrelevante para o rock nacional. As letras são o destaque principal em sua carreira, algumas com versos que são poesia pura, daquelas que várias pessoas gostariam de ter escrito. E foi dessa vontade de compreender como Renato Russo conseguia compor músicas tão bonitas que surgiu uma história bem bacana envolvendo o músico com a Literatura.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2064"></span>Ela se tornou pública em agosto de 2006, na época que marcou os 10 anos da morte de Renato. Zeca Camargo exibiu no Fantástico uma história de um fã que junto com um amigo deixou um bilhete para o músico e logo recebeu como resposta uma carta com sugestões de leituras. Antes da lista, ele diz: <em>Uma boa idéia rapazes é LER LIVROS. Aí vocês verão que nem sou tão original. </em>Ficou curioso sobre as obras recomendadas? Segue a lista:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas”, Robert Pirsig<br />
“A Montanha Mágica”, Thomas Maan<br />
&#8220;Admirável Mundo Novo”, Aldous Huxley<br />
“Estórias de Fada”, Oscar Wilde<br />
“A Revolução dos Bichos”, George Orwell<br />
“Capitães de Areia”, Jorge Amado<br />
“Encontro Marcado”, Fernando Sabino<br />
“O Apanhador no Campo de Centeio”, J.D. Salinger<br />
“Discurso Sobre a Servidão Voluntária”, Etienne de la Boétie<br />
“O Senhor dos Anéis”, JRR Tolkien<br />
“Siddharta”, Herman Hesse<br />
“Demian”, Herman Hesse<br />
“Narciso e Goldmund”, Herman Hesse<br />
“O Lobo da Estepe”, Herman Hesse<br />
“Histórias Extraordinárias”, Edgar Allan Poe<br />
“Fundação”, Isaac Asimov<br />
“1984”, George Orwell</p>
<p>Outros autores:</p>
<p>- Júlio Verne<br />
- Fernando Pessoa<br />
- Carlos Drummond de Andrade<br />
- Colin Wilson</p>
<p>Outros livros:</p>
<p>“O Vampiro Lestat”, Anne Rice<br />
“Feliz Ano Velho”, Marcelo Rubens Paiva</p>
<p>“&#8230;e milhões de outros livros”</p></blockquote>
<p>Se surpreendeu com alguma indicação? Quais desses você já leu? Segue abaixo as imagens da carta (encontradas <a title="10 anos sem renato russo" href="http://daidjc.blogs.sapo.pt/3018.html" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>), basta clicar sobre elas para ampliá-las :</p>
<p><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/0624134900.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2065" style="border: 0pt none;" title="0,,6241349,00" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/0624134900-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/0624135700.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2066" style="border: 0pt none;" title="0,,6241357,00" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/0624135700-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4447" target="_blank">COMENTE O ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F03%2F27%2Flivros-sugeridos-por-renato-russo%2F&amp;linkname=Livros%20sugeridos%20por%20Renato%20Russo">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>10 perguntas e Meia para Maíra Viana</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/12/04/10-perguntas-e-meia-para-maira-viana/</link>
		<comments>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/12/04/10-perguntas-e-meia-para-maira-viana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 11:27:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[10 perguntas e meia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Maíra Viana]]></category>
		<category><![CDATA[Menino Varrido]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Mágico]]></category>

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		<description><![CDATA[
Maíra nasceu em Recife, e aos 25 anos foi morar em São Paulo. Trabalha desde 2004 com a Trupe do Teatro Mágico nas áreas de criação musical e artística, onde é conhecida como “a menina das palavras”. Formada em jornalismo, ela não esconde sua paixão pelas letras: “Não exerço a profissão pois percebi ao longo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/maira.jpg"><img class="size-full wp-image-1941  alignnone" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="maira" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/maira.jpg" alt="maira" width="419" height="397" /></a><br />
Maíra nasceu em Recife, e aos 25 anos foi morar em São Paulo. Trabalha desde 2004 com a Trupe do Teatro Mágico nas áreas de criação musical e artística, onde é conhecida como “a menina das palavras”. Formada em jornalismo, ela não esconde sua paixão pelas letras: “Não exerço a profissão pois percebi ao longo do curso que, na minha vontade de escrever não havia muito de realidade mas sim de ficção”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela já lançou dois livros (Teatro Mágico em Palavras e Menino-Varrido) e escreve regularmente em seu blog/site oficial. Além disso Maíra é dramaturga, roteirista, compositora e produtora cultural. E esta artista das palavras nos concedeu uma deliciosa entrevista para o blog do Meia Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1788"></span><strong>1. É inevitável começar a entrevista perguntando sobre o Teatro Mágico. Os mais de cinco anos acompanhando as turnês, a composição de músicas em parceria com o Fernando Anitelli, além do livro “Teatro Mágico em palavras” dão o tom da sua íntima relação com a trupe. Conte-nos um pouco como começou essa história com o TM, a sua relação com o Anitelli e como essa experiência influenciou, e influencia, seus textos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2003, eu me formei em Recife (no curso de jornalismo) e nem conhecia o Fernando! Nesse mesmo ano, ele estava em estúdio gravando o cd “Entrada Para Raros”. No inicio do ano seguinte eu já estava morando em SP e fazendo cursos de cinema quando resolvi montar um blog para publicar algumas crônicas e contos! Um belo dia, o Fernando estava navegando na internet e caiu “sem querer” no nesse meu blog! Então ele me deixou um recado dizendo que meus textos tinham impressionado ele e que tinham muito a ver com um projeto que ele estava querendo iniciar chamado O Teatro Mágico! Passamos a trocar alguns emails e, de vez em quando, ele fazia umas apresentações do show dele e sempre me convidada!! Mas eu nunca ia porque eu estava há pouco tempo na cidade e temia essas historias de conhecer pessoas pela interntet, marcar encontros, etc…risos….até que um dia eu decidi ir numa das apresentações sem falar pra ele….voltei encantada com o trabalho dele…era uma época em que tinham 50 pessoas na platéia….risos….entao enviei um email a ele contando que eu fui e comentando sobre tudo o que vi e ouvi…..ele respondeu dizendo que chorou ao ler meu relato e que, definitivamente, precisávamos nos conhecer….entao eu fui de novo no show e, dessa vez, fiquei para cumprimentar ele no final! Nesse dia, ele me deu o cd “Entrada para Raros” e me pediu que criasse algumas histórias inspiradas nas musicas dele pois ele queria me dar um espaço no site do Teatro Mágico para a publicação desses textos. E ele disse que esse espaço no site dele se chamaria “O Teatro Mágico em Palavras” – porque, segundo ele, eu era “a menina das palavras”. Esse apelido carinhoso acabou ficando até hoje!! Desde então, nós nos adotamos!! Passei a ajudar ele nos shows, dar dicas, compor junto com ele….não nos desgrudamos mais!! Acho que tem a ver com afinidade karmica, não sei! (risos)!!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Vamos falar um pouco de literatura agora. Quais seus livros e autores favoritos? E quais autores mais te influenciam?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu gosto muito da Clarice Lispector, do Hermann Hesse, Ana Maria Machado, Saramago, etc! E da nova geração de escritores, eu gosto muito das frases precisas da Patrícia Mello e do encantamento da prosa poética de Adriana Falcão!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Você vem do nordeste e sabemos a diversidade cultural que existe lá, até que ponto sua infância e parte da juventude vivida em Pernambuco influenciaram no seu estilo de escrever?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sempre fui muito ligada à cena musical pernambucana! Acho que isso me influenciou e influencia, sinto muito orgulho do que é produzido lá! É genuíno, sensível…é um outro olhar sobre o mundo, a cultura, a diversidade! Lembro que fiz meu trabalho de conclusão de curso em vídeo-documentário sobre o “Udigrudi” que foi um movimento musical da década de 70 que aconteceu lá! Para isso, conversei com muitos músicos locais, tanto os veteranos quanto os contemporâneos! Isso tudo me fez ficar muito mais próxima da cultura da minha cidade! Na literatura, ainda pequena, minha mãe comprava os livros do Ariano Suassuna e depois, mais velha, passei a ler Raimundo Carreiro e outros nomes que são referência pra todo mundo! Acho que busquei em minha literatura um pouco dessa característica do “olhar o mundo de forma sensível, mas não ingênua”! De ver por um novo ângulo, de recontar por outras vias! E mantenho esse elo de ligação até hoje com as coisas da terra pois sempre que posso vou às apresentações do Cordel do Fogo Encantado, do pessoal da Nação Zumbi, do querido amigo Silvério Pessoa e estou sempre antenada com o que estão produzindo por lá, as coisas que estão despontando! Agora me encantei pela voz da Karina Buhr, por exemplo, e já quero colocar uma música dela num curta-metragem que estou gravando! Acho que esse movimento de inserir a cultura pernambucana no meu trabalho vai sempre existir! O meu livro, O Teatro Mágico em Palavras, possui ilustrações semelhantes à xilogravura, à literatura…então, se for reparar direitinho, em quase tudo o que faço tem uma referência, um detalhe, uma citação à cultura pernambucana! Sou bairrista mesmo! (risos)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. No livro “Teatro Mágico em palavras” os seus textos foram inspirados nas músicas do TM. Como foi o processo de criação e construção dos textos do livro? Na sua opinião, qual a relação entre música e literatura?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Como falei, os contos vieram antes da idéia de se fazer um livro. Quando o Fernando me pediu que escrevesse os contos, a idéia dele era colocar no site do grupo. Fiz 19 contos para as 19 canções do “Entrada Para Raros”. Isso foi em 2004. Em agosto de 2007 veio a idéia do livro que surgiu numa conversa ente mim e o Gustavo (empresário do grupo). Eu queria retomar a idéia de produzir umas revistinhas de cordel com ilustrações de cada conto e concluímos que seria mais bacana colocar todos os contos numa encadernação só e projetar algo bacana visualmente que as pessoas pudessem levar pra casa e guardar na estante. Assim nasceu a idéia do livro. Entre agosto e setembro fiz uma seleção dos contos que eu achava bacana colocar e fui desengavetar outros que eu havia escrito há um tempo atrás inspirados em canções que não estavam no cd como Durma Medo Meu, Saudade de Chumbo, Sobrenomes, etc. Nesse meio tempo escrevi ainda alguns novos como o de Não Há de Ser Nada e assim amarrei a idéia e joguei tudo na mão do Rodrigo Franco (ilustrador). Em quinze dias ele me entregou tudo pronto, até a capa. Joguei na mão da gráfica e lancei o livro na primeira semana de dezembro de 2007. Foi tudo muito rápido! E, em dois anos, já foram vendidos mais de 7.000 exemplares!! Minha relação com música é muito intensa e sempre que escrevo tem uma “trilha” tocando e preenchendo a história! Não escrevo sem música! [ Foto: Maíra Viana e Fernando Anitelli]</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. Você começou escrevendo no blog “Vergonha nos pés” quando foi convidada a participar do TM, e até hoje você mantém seu blog atualizado no seu site oficial. Qual a importância do blog para você? Como foi a transição entre escrever em um blog e ter um livro publicado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vejo a ferramenta do blog como uma possibilidade de libertação de muitos aspirantes a escritores que produzem coisas boas em casa mas que nunca tiveram uma chance dentro do lobby das editoras. Manuscritos não mofam mais em gavetas esquecidas (só se você quiser). Hoje, mesmo quem não tem computador, pode correr até uma lan-house e publicar algo em seu blog. Lógico que, com esta facilidade, muita bobagem aparece nos websites por aí. É a velha história de separar o joio do trigo. Em meio a milhares de “blogs-bobos” encontramos alguns que valem a pena. Já houve caso até de editoras que, com seus “olheiros” virtuais, acabaram por achar bons escritores nunca publicados mas extremamente lidos pelos internautas (vide o exemplo da escritora Clara Averbuck descoberta através de seu blog “brasleira preta”). Já no meio jornalístico e acadêmico, a ferramenta-blog é vista com extremo preconceito (vide recente artigo do jornalista Julio Daio em sua revista Digestivo Cultural), no entanto, acredito que, aos poucos, essa parede (que alguns intelectualóides insistem em manter) está sendo derrubada. Essa coisa de “só sabe escrever quem publica algo impresso” nada mais é do que uma visão conservadora e temerosa da concorrência alheia. Hoje, grandes escritores alimentam seus blogs e o contato com seus leitores na internet como é o caso do Fabrício Carpinejar, do Marcelino Freire, do Santiago Nazarian, entre outros! O blog aproxima o escritor do seu leitor, dá um feedback imediato através dos comentários dos internautas e pode levar, quase que em tempo real, notícias sobre palestras, novos trabalhos, etc! Acho fundamental a ferramenta do blog tanto pros escritores aspirantes quanto pros veteranos!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6. Antes do convite da Editora Saraiva para a publicação do livro infantil “Menino-Varrido” você já tinha planos de escrever para o público infantil? Como foi essa experiência com o livro e o público? Tem planos de seguir escrevendo literatura infantil?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nunca havia pensado em escrever para crianças! Meus textos são para jovens e adultos, basicamente! Essa história do “Menino-Varrido” eu fiz, inicialmente, para o público jovem que é o publico que admira o Teatro Mágico. Tanto é que ela foi publicada originalmente no livro “O Teatro Mágico em Palavras”. Um ano e meio depois foi que veio este convite da Saraiva para direcionar o texto para crianças! Fiquei muito feliz com esta nova janela de publico-alvo e ja tenho outro projeto de livro infantil intitulado “Olho-de-Peixe”, esta foi escrita pensando mesmo nas crianças! Acredito que devo lançar ano que vem!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Você escreve, dirige e produz o espetáculo teatral “Sinos Imaginários”. Conte-nos um pouco da produção “Sinos Imaginários”. Como surgiu a idéia de montar esse espetáculo? Quais as dificuldades e desafios que você encontrou?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com o sucesso do livro “O Teatro Mágico em Palavras”, os leitores passaram a me escrever por e-mail ou mesmo me encontravam na saída dos shows e pediam muito que eu escrevesse um TM em Palavras volume dois! Demonstravam o desejo de ter a acesso a mais produções minhas naquela linha! Então, eu achei que poderia trabalhar aqueles contos do livro numa outra linguagem! Sempre quis escrever para teatro e decidi arriscar! Criei então o universo da escritora que estava por trás daqueles contos! Assim, o publico poderia entender um pouco melhor cada personagem, saber como surgiram, porque surgiram! E acabou ficando interessante! No roteiro, a protagonista sofre por não conseguir escrever seus contos, por não conseguir sair de casa, por não conseguir nem mesmo atender o telefone que a chama insistentemente! Ela, claramente, tem conflitos a resolver: com o namorado, com sua editora, com uma amiga insistente e com ela propria! E os dois personagens do livro dela, o Menino Varrido e a Menina Esquisita, passam a dialogar com ela…eles funcionam como “mentores” que auxiliam a escritora a passar por este rito, a completar sua jornada! Estamos em cartaz em São Paulo desde julho e a aceitação tem sido muito boa! O público tem comparecido e, na saída do teatro, fazem questão de me cumprimentar e também aos atores! Se emocionam com a mensagem passada na peça, comentam que saíram de lá modificados, isso é muito recompensador! Recebemos algumas críticas elogiosas e isso é muito bacana! Agora, a peça está viajando pelo interior de SP e, em março do ano que vem, tem algumas propostas para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná! [ Foto: Maíra Viana e o elenco da peça teatral ‘Sinos Imaginários’ de sua autoria. ]</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. Você compõe músicas em parceria com o Anitelli, escreve livros para diferentes públicos (infantil, juvenil e adulto), e escreve, dirige e produz um espetáculo teatral. Quais são as principais diferenças entre compor uma música, escrever um livro e escrever uma peça teatral?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A inspiração vem de maneira diferente para cada veículo! Quando a história surge na minha cabeça ela já vem dizendo por si só em que formato deverá se construir seja teatro, música, livro, cinema, etc! Acho que a grande diferença é o formato: fazer música é contar em poucas palavras a sua história; num livro, temos um mar de possibilidades e maneiras de se recontar a mesma história ; em teatro tem-se a preocupação em tornar viável para o palco, para o público, etc; e, em cinema, é o texto casado com a imagem, tem que escrever pensando cena a cena! Todos são interessantes e deliciosos de se fazer e, no fim das contas, tudo se resume a montar e remontar o quebra-cabeça das palavras!!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9. Você atua em diferentes áreas de produção artística (literatura, teatro, música). Quais são seus novos projetos nessas áreas? Existe algo que você possa revelar para os leitores do Meia Palavra?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste momento, estou me lançando num novo desafio: trabalhar com roteiro e direção voltados para a linguagem cinematográfica. Nos próximos três meses, dez curtas-metragens serão produzidos, gravados e editados. As gravações já começaram e alguns curtas já tem trilha sonora definida!! Conseguimos a liberação de uma música do Los Hermanos para o ‘Lapso no Tempo’ e também do Cordel do Fogo Encantado para o ‘Baldes Amarelos’. Há um outro roteiro, que já iniciamos a gravação, de nome ‘Feliz Dia das Mães’, em que contamos com a voz pernambucana da cantora Karina Buhr. Pretendo promover uma premiere desse trabalho em março ou abril do próximo ano além de exibi-los em festivais pelo país!!</p>
<p style="text-align: justify;">Para o ano de 2010, eu quero também disponibilizar mais dois livros para o público! Um infantil chamado “Menina com Olhos de Peixe” e um juvenil/adulto com título provisório de “Lumiá”! Além disso, estou produzindo, junto com o artista plástico Ivan Mola, o curta em animação, “Alegoria dos Porquês”, que tem narração de Fernando Anitelli e trilha sonora do Teatro Mágico – com a interpretação sensível do tecladista e amigo Kleber Saraiva, para a canção Realejo”. [Foto: Set de gravação do curta-metragem “Feliz Dia das Mães”, que tem roteiro e direção de Maíra Viana ]</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10. Que dicas você poderia dar para quem está começando a escrever?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dicas Práticas: invistam no marketing viral, façam um blog, entrem no twitter, mandem malas diretas pras pessoas amigas com seus textos, usem a internet como vitrine! Dicas Teóricas: leiam bastante, mantenham uma freqüência de produção de textos, não deixem histórias pela metade, peçam opiniões de pessoas em quem vocês confiem, mostrem seus textos e saibam receber as críticas pois elas poderão ser muito úteis! Dicas Pessoais: conversem com seus personagens, ouçam o que eles têm a dizer, é fundamental buscar essa “intimidade” com a sua história!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1/2. O mágico da literatura é…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O mágico da literatura é que todos lêem sobre um casal que dança mas cada um cria seu universo particular e enxerga à sua maneira o lugar, o piso do salão, o penteado da moça, a iluminação do ambiente! Cada leitor pode criar na cabeça uma versão diferente à partir de uma mesma história! Ler é estimular a imaginação e, no mundo de hoje, precisamos mais disso do que pensamos!</p>
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		<title>Playing for change – União através da música</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 03:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Um violão na mão, o chapéu no chão e uma voz anônima a cantar músicas diversas. Seja na praça, em uma rodoviária, no meio de feiras ou em qualquer parte do mundo. Agora acrescentem outros instrumentos como flauta, saxofone, bateria, surdo, pandeiro, cavaquinho entre tantos outros tocados nos mais diversos cantos do planeta. Essa foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-medium wp-image-1214" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="pfc" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/07/pfc-300x269.jpg" alt="pfc" width="300" height="269" />Um violão na mão, o chapéu no chão e uma voz anônima a cantar músicas diversas. Seja na praça, em uma rodoviária, no meio de feiras ou em qualquer parte do mundo. Agora acrescentem outros instrumentos como flauta, saxofone, bateria, surdo, pandeiro, cavaquinho entre tantos outros tocados nos mais diversos cantos do planeta. Essa foi a idéia de Mark Johnson e sua equipe ao criarem o Playing for change (Tocando pela música).</p>
<p style="text-align: justify;">A princípio a idéia pode soar um tanto estranha e inviável, mas Mark e sua equipe viajaram o mundo com um estúdio de gravação móvel, unindo diferentes músicos, de diferentes partes do mundo com o intuito de uni-los através da música. Segundo Mark, &#8220;Em um mundo com tanta divisão, a música é uma das poucas coisas que pode nos unir&#8221;. <span id="more-1213"></span><br />
O projeto começou em 2005 em Santa Monica, a música inicial foi &#8220;Stand by me&#8221; de Ben E. King. Roger Ridley (EUA), Grandpa Elliott (EUA), Clarence Bekker (Holanda) e outros 37 músicos unem-se pela música e compõem uma nova versão para esse clássico que pode ser visto e ouvido no site do projeto ou mesmo no canal do Playing for Change no YouTube, cujo vídeo já teve mais de 9 milhões de visualizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras músicas como &#8220;Love Rescue me&#8221;, escrita pelo U2 e Bob Dylan e cantada pelo coro de jovens da comunidade de Omagh na Irlanda, &#8220;One Love&#8221;, de Bob Marley, &#8220;A Change is gonna come&#8221;, de Sam Cooke, &#8220;Talking &#8217;bout a Revolution&#8221;, de Tracy Chapman e &#8220;Biko&#8221;, de Peter Gabriel, também fazem parte do projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">As canções foram interpretadas por diferentes músicos do Brasil, Índia, Congo, África do Sul, França, Canadá, Israel, Espanha, Argentina entre outros. Passando por nomes internacionalmente famosos como Bono (Irlanda) e Manu Chao (Espanha), assim como tantos outros anônimos para nós como Rajshesh Vaidhya (Índia), Pierre Minetti (Espanha), Roberto Lutti (Itália), Tula (Israel), Rock Wawuni (Gana).</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto não parou desde 2005, nem mesmo com a conclusão do CD e DVD. A banda já fez cinco shows nos EUA com alguns dos integrantes do projeto e vão unir outros em novos shows que serão realizados na Inglaterra. Além disso, foi criada uma fundação do Playing for Change na África do Sul, na cidade de Gugulethu, com o mesmo espírito do projeto de unir as crianças com diversas partes do mundo através da música. E os planos são ambiciosos, com a meta de abrir novas escolas no Nepal, Mali e Ghana.</p>
<p style="text-align: justify;">Playing for change é um projeto musical que se tornou um movimento que ultrapassa fronteiras, derruba barreiras e une culturas através da música pela paz: essa é a grande mensagem deste projeto musical, que pode ser representada claramente pela música de Bob Marley, presente no projeto, &#8220;War / No mo more problem&#8221;, em que a letra diz &#8220;We don’t need no more trouble / what we need is Love&#8221;, que significa &#8220;Nós não precisamos de mais problemas/ o que precisamos é de amor&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para conhecer as músicas, vídeos e mais informações, www.playingforchange.com.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3534" target="_blank"><span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;"><span class="Apple-converted-space"> </span></span></span></a><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3534" target="_blank"><span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; color: #000000; font-family: 'Times New Roman'; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"><span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: left;">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</span></span></a></strong></p>
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		<title>Arte e transformações sociais — Brasas reavivadas</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/04/20/arte-e-transformacoes-sociais-%e2%80%94-brasas-reavivadas/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 02:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Costumes]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou tropicalista desde sempre
Todas as letras, todos os tons, inclusive as vozes. Chico já foi conhecido como o sujeito que não devia cantar. Nunca pude ficar quieta quando diziam tamanha besteira, era o meu ídolo. Com aquela doçura de voz, meus ouvidos estavam pré-dispostos a escutá-lo&#8230; eternamente. Eu, e muitas outras pessoas.
Os tropicalistas levantam todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Sou tropicalista desde sempre</em></strong><br />
Todas as letras, todos os tons, inclusive as vozes. <a title="Tropicalista" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque" target="_blank">Chico</a> já foi conhecido como o sujeito que não devia cantar. Nunca pude ficar quieta quando diziam tamanha besteira, era o meu ídolo. Com aquela doçura de voz, meus ouvidos estavam pré-dispostos a escutá-lo&#8230; eternamente. Eu, e muitas outras pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os tropicalistas levantam todas as lebres, são provocativos, dão vozes aos<img class="alignright size-full wp-image-784" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="cult_rei" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/04/cult_rei.jpg" alt="cult_rei" width="232" height="148" /> sensores de toda uma geração. Nos anos 70 e 80 os  maniqueistas exigiam uma única escolha: <em>a jovem guarda</em>, ou <em>os tropicalistas</em>? Jovens radicalizam em qualquer época, é o esperado. Românticos e roqueiros caiam aos pés de Roberto e Erasmo. Qualquer garota, não tropicalista, gostaria de ser a “escolhida” do coração <em>do Rei</em> do iê iê iê.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1970 ele, <a title="Jovem Guarda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Carlos" target="_blank"><em>o Rei</em></a>, declara seu amor por uma mulher desquitada, em alto e comovente tom. Todos os queixos caíram.<span id="more-782"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como esse cara tão espetacular, em pleno sucesso, pode se apaixonar por uma mulher de segunda categoria? A sociedade brasileira viraria do avesso com a audácia, a vergonha, o absurdo, não fosse tamanha a ternura de um Roberto ajoelhado diante de uma mulher, com uma humildade capaz de quebrar qualquer coração, mesmo os de pedra.</p>
<blockquote><p>O que eu sinto não tem tempo,<br />
Nem registro, nem idade<br />
Mas tem tudo que é preciso para dar felicidade<br />
&#8230;<br />
Juro que não sou culpado de nascer pouco depois<br />
Mas recuperar o tempo é problema de nós dois<br />
Devo ter me demorado no meu tempo lá no espaço<br />
O que eu ainda não sei vou saber no seu abraço</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Impossível ignorar esse cantor e compositor </em></strong><br />
Tropicalistas ferrenhos reconheciam: Esse veio para transformações! Cabeludo, na época, para o horror de qualquer macho-de-respeito e capaz de mexer na chaga da alma feminina, com uma dignidade arrasadora! Diferente dos machos, conhecidos como de respeito, mirou e acertou os corações de todos os, a partir desse momento, <em>súditos</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A sociedade brasileira até essa data execrava, marginalizava e culpava as mulheres desquitadas. &#8220;Perdeu o marido? Seguramente é o tipo de mulher que não presta.&#8221; Persona não grata, inclusive, nas reuniões familiares. Os homens a olhariam com cobiça: estava só, devia estar carente. As mulheres  a olhariam com fúria, pois ela parecia calma, linda e fresca, como uma boa sem-vergonha.  Os termos eram esses. Enquanto escrevo, paro e reflito, pois pareço tender ao exagero. Procuro algum material da época, revolvo a memória. Não! Não é exagero.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Os tropicalistas sacudiam as mentes, Roberto humanizava os corações</em></strong><br />
Lembro de muitos perguntarem o porquê desse título de <em>Rei</em> para o Roberto Carlos e porque isso não era contestado? Não se contesta a realeza de alguém que faz enrubescer “machões” e recoloca, no local que lhe é devido, uma pessoa e sua honra.</p>
<p style="text-align: justify;">As escolhas do coração do <em>Rei</em> do iê iê iê foram revolucionárias, todas elas, e ninguém discute ou duvida de sua sinceridade e sensibilidade. Acredito ser unânime o respeito que todos lhe dedicam. Ao menos, todos os que realmente viram as transformações “morais” que ele foi capaz de realizar em nossa sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Continuo mais Caetano e Chico, porém acho justo confessar que em matéria de reverência, meu coração não é de todo tropicaliente.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2758&amp;pid=45345#pid45345"><br />
</a></p>
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		<title>A Divina Comédia dos Mutantes</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 18:21:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A Divina Comédia dos Mutantes]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Baptista]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Calado]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Os Mutantes]]></category>
		<category><![CDATA[Rita Lee]]></category>
		<category><![CDATA[Rock Brasileiro]]></category>
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		<description><![CDATA[
Ser louco não bastava nos Mutantes. Não adiantava apenas pensar ser Deus. Para a maior banda de rock que o Brasil já teve, ser louco era a ponta do Iceberg. O que começou como loucura pela música, pela cultura hippie e pelo amor quase terminou, em 1982, como uma trágica tentativa de suicídio, causada por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-638 alignleft" style="margin: 5px;" title="mutantescapa" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/03/mutantescapa.jpg" alt="mutantescapa" width="154" height="222" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ser louco não bastava nos Mutantes. Não adiantava apenas pensar ser Deus. Para a maior banda de rock que o Brasil já teve, ser louco era a ponta do Iceberg. O que começou como loucura pela música, pela cultura hippie e pelo amor quase terminou, em 1982, como uma trágica tentativa de suicídio, causada por essas loucuras vividas.</p>
<p style="text-align: justify;">Carlos Calado abre o livro “A Divina Comédia dos Mutantes” falando sobre o ano novo de 1982, quando Arnaldo Baptista quebra a janela de vidro da ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público. Resultado: Edema pulmonar e cerebral, setes costelas fraturadas, lesões pelo corpo, enfim, o anúncio de um possível coma. Rita Lee, ex-Mutante e ex-do Mutante, saiu às pressas de casa sua casa, no bairro Paraíso, quando soube da notícia. No caminho diversas lembranças sobre Arnaldo vinham à cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-637"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Calado começa pelo fim e volta aos primórdios, bem antes dos Mutantes surgiram, para contar a história de cada integrante e como chegariam a formar o trio. A começar por Sérgio e Arnaldo e os Wooden Faces, lembrando das brincadeiras, apelidos e tardes ouvindo música, um típico retrato de meninos da classe média dos anos 60. Dona Clarisse, a mãe dos irmãos Baptista, era uma talentosa pianista que até gravou “Senhor F&#8230;”, do álbum de debute da banda, e o Dr. César, o pai deles, era jornalista, escritor e tenor. Com uma família dessa, seria muito fácil conseguir explorar a música e qualquer outra arte debaixo do teto dos pais. A história de Rita vem em paralelo, seus pais se apaixonando, as brigas com suas irmãs e seu carisma irrepreensível que faziam todos gostar daquela ruivinha sardenta.</p>
<p style="text-align: justify;">A ruiva, como boa beatlemaníaca, foi ver um show dos Wooden Faces, que cantavam ie-ie-ie. Rita e Arnaldo apaixonaram-se e seguiram um namoro firme que depois virou um casamento turbulento devido ao paradoxo de amor livre e ciúme (sem ressaltar as drogas entre esses extremos).</p>
<p style="text-align: justify;">A amizade se tornou musical e os três formaram O Kojunto que meses depois viraria Os Mutantes graças a uma sugestão de Ronnie Von, inspirado por um livro de Stephen Wul chamado “O Império dos Mutantes”. Por quase um ano foram do elenco fixo do programa até a TV Record, que o transmitia, mudar a direção artística. Após a dispensa convites de diversas emissoras, artistas (Gilberto Gil, Caetano Veloso, Rogério Duprat) e festivais apenas fizeram crescer a popularidade do grupo que gravou álbuns de diversas fases passando da tropicália ao progressivo &#8211; fugindo também de suas mais fortes influências.</p>
<p style="text-align: justify;">Como toda banda que abala os alicerces de uma geração, eles começaram a entregar-se cada vez mais suas inspirações a piras com LSD e outros tipos de tóxicos, distanciando-se uns dos outros e criando diferenças irreparáveis. Rita Lee saiu da banda em 1972 depois da gravação de “Mutantes e seus Cometas no País de Baurets” (dedicado ao amigo da banda, Tim Maia, que chamava os cigarros de maconha de baurets) para dedicar-se a carreira solo, apesar de seu primeiro álbum “Hoje é o primeiro dia do resto de sua vida” ser creditado apenas a ela, todos Os Mutantes gravaram e ajudaram nas composições. A banda se rompeu e teve diversas outras formações, apenas Sérgio era fixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Extravagantes, excêntricos, loucos, nonsense e inefáveis, Os Mutantes conseguiram seu espaço desafiando a estética e os ouvidos da música, admirados por Kurt Cobain e Devendra Banhart. E mesmo com Calado despejando curiosidades, como o método de deixar o cabelo ruivo de Rita Lee e até mesmo os jantares na casa da família Baptista (onde regurgitar era um hábito) , durante as histórias e evidenciando, além da loucura e do desprezo para qualquer tipo de rótulo, a genialidade da banda, ainda assim Arnaldo dizia, e tinha razão; “Ninguém entende a gente e isso é ótimo”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>CALADO</strong>, Carlos. <em>A Divina Comédia dos Mutantes</em>.  São Paulo: Editora 34, 1ª Reimpressão, 2006. 358 págs. Preço sugerido: R$ 50,00</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2559">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Lendo e ouvindo – Laranja Mecânica e A-Lex</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 11:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[A Divina Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[A-Lex]]></category>
		<category><![CDATA[Burguess]]></category>
		<category><![CDATA[Igor Cavalera]]></category>
		<category><![CDATA[Laranja Mecânica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Sepultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Criar um álbum musical baseado em um livro não é um feito que possamos chamar de novidade. Algumas bandas já tiveram essa iniciativa de musicar os livros preferidos, mas a verdade é que poucas conseguiram passar algo parecido com as obras que homenageavam. Um grande exemplo de sucesso é o álbum Nightfall in Middlhe-Eart do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-462 alignleft" style="margin: 5px;" title="A-Lex" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/01/a-lex.jpg" alt="A-Lex" width="200" height="200" />Criar um álbum musical baseado em um livro não é um feito que possamos chamar de novidade. Algumas bandas já tiveram essa iniciativa de musicar os livros preferidos, mas a verdade é que poucas conseguiram passar algo parecido com as obras que homenageavam. Um grande exemplo de sucesso é o álbum<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nightfall_in_Middle-Earth"> <strong>Nightfall in Middlh</strong><strong>e-Eart</strong></a> do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Blind_Guardian"><strong>Blind Guardian</strong>, </a>que consegue transmitir para o ouvinte toda a atmosfera tolkieniana em suas faixas. Dia 23 de janeiro, mais um álbum baseado em uma obra literária foi apresentado ao mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A-Lex é o mais novo CD da banda de “trash”<sup>1</sup> Sepultura e, para a felicidade dos fãs, ele é inteiramente baseado no livro <em>Laranja Mecânica</em> do escritor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anthony_Burgess"><strong>Anthony Burgess</strong></a>. São ao todo 18 faixas que tem a intenção de “cantar” um pouco da história do livro ou abordar o assunto mais recorrente da obra: a violência. Eu considero esse CD em questão um marco na carreira da banda, mesmo não sendo o primeiro álbum baseado em um clássico literário. O Sepultura já havia experimentado essa temática literária em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dante_XXI"><strong>Dante XXI</strong></a>, quando usou o livro <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Divina_Com%C3%A9dia">A Divina Comédia</a> </strong>como base para seu trabalho. Existem algumas controvérsias que vão marcar A-Lex na memória musical de alguns críticos do gênero, talvez elas passem despercebidas pelos simples ouvintes, mas vou salientá-las nos próximos parágrafos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-461"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sai Igor Cavalera entre Jean Dollabela</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira notícia bombástica sobre o novo trabalho do Sepultura é que ele não conta com a participação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Igor_Cavalera"><strong>Igor Cavalera</strong></a> no comando da bateria. Não vou explorar muito o fato, porque ele não tem um valor muito grande para esse artigo e pode causar certo descontentamento por parte dos fãs mais antigos da banda. Porém achei que deveria citá-lo, pois acredito que seja uma notícia importante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Visão musical</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quem já conhece os outros trabalhos do Sepultura vai perceber logo nos primeiros minutos escutando A-Lex que a banda manteve o foco na inovação e redimensionamento das musicais. Desde <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Against"><strong>Against</strong></a> (primeiro álbum do <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Derrick_Green">Derrick Green</a></strong> na frente do vocal) que eles vem mantendo o critério originalidade como ponto forte da banda, sempre buscando agregar às músicas novos instrumentos e ritmos; mas nem tudo são flores em A-Lex.</p>
<p style="text-align: justify;">O CD tem pontos fracos que podem atrasar seu sucesso, algumas músicas são extremante repetitivas, causando aquela pergunta “ué, mas eu já não ouvi isso na faixa anterior?”. A tentativa de misturar música clássica com o som característico da banda também não pode ser vista como total sucesso, mas isso vai de acordo com o gosto de cada um que ouvir o CD, no meu caso achei que ficou um pouco forçado.  O destaque mesmo vai para <em>The Treatment, Metamorphosis e The Experiment</em>, além das faixas intitulados A-Lex, que vão do I Até o IV.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relação com o livro</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/01/laranja_mecanica.jpg"><img class="size-full wp-image-466 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/01/laranja_mecanica.jpg" alt="Laranja Mecânica" width="130" height="195" /></a></p>
<p>Li <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Clockwork_Orange_(livro)"><strong>Laranja Mecânica</strong></a> há um tempo e admito que não me lembro muito do livro, até mesmo porque o filme ocupa quase todas as referências mentais que eu tenho com esse nome. Lembro que o autor ressalta o fator violência durante o livro e meio que “vomita” em cima do leitor uma série de conflitos étnicos e sociais em uma <strong>Londres </strong>(se não em um mundo) falida moral e financeiramente. Burgess também brinca com as gírias e faz com que boa parte do livro tenha que ser lida mais de uma vez para que aja um entendimento correto.</p>
<p style="text-align: justify;">A-Lex é tão violento quanto o livro Laranja Mecânica e os riffes de guitarra são de um peso que eu já considerava esquecido pela banda. As letras também têm seu forte na acidez dos comentários. A  segunda música traz o nome de uma das drogas psicotrópica do filme, Moloko Mesto, que é basicamente um leite batizado<sup>2</sup>. Obviamente A-Lex não seria uma boa trilha sonora para o filme que também é baseado no livro, dirigido pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Stanley_Kubrick"><strong>Stanley Kubrick</strong></a>, mas em momento nenhum o álbum tem essa pretensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Minha conclusão como pseudo crítico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A-Lex é realmente um álbum de boa qualidade, até mesmo pela liberdade que a banda teve para fazer sua gravação e os deuses do Rock sabem como isso é de vital importância. Não é o tipo de trabalho que eu recomendaria para todos os tipos de ouvinte, mas quem curte metal e seus afluentes, vai se interessar em ouvir o CD pelo menos em nível de curiosidade. Eu já comprei o meu e acho que vou dar de presente para um amigo. No final das contas o que importa mesmo é ouvir o CD antes de dar a opinião sobre ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2133">Comentem esse Artigo no Fórum Meia Palavra</a></p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_461" class="footnote">Eu ainda considero o Sepultura como uma banda de trash</li><li id="footnote_1_461" class="footnote">A verdade é que eu não sei explicar bem o que é o Moloko Mesto</li></ol><p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2009%2F01%2F28%2Flendo-e-ouvindo-%25e2%2580%2593-laranja-mecanica-e-a-lex%2F&amp;linkname=Lendo%20e%20ouvindo%20%E2%80%93%20Laranja%20Mec%C3%A2nica%20e%20A-Lex">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Música, Ídolos e Poder &#8211; do Vinil ao Download (André Midani)</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 23:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[André Midani]]></category>
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		<description><![CDATA[Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe  todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/11/midanimusica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2845" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="midanimusica" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/11/midanimusica.jpg" alt="" width="200" height="288" /></a>Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe  todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E é justamente aí que entra o ponto alto de <em>Música, Ídolos e Poder &#8211; do Vinil ao Download</em> do André Midani: pelo autor ter sido parte tão importante em muito do que ouvimos hoje como nossa MPB, vemos muito mais desse processo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bossa Nova, a Tropicália, as carreiras solo de Erasmo Carlos e Rita Lee, Tim Maia, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs&#8230; Você pensa em qualquer coisa criada no Brasil até os anos 90 e pode ter certeza que tem o dedo desse Midani no meio. E mesmo nas figuras que ele não &#8220;descobriu&#8221;, nos grandes momentos desses artistas ele esteve presente (caso de Chico Buarque, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-294"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O melhor é que o tom da narrativa dessa autobiografia é quase como de um amigo em uma mesa de bar contando anedotas do passado. Um evento leva à outro, avanços e recuos no tempo, personagens entram e saem a todo momento. E não são quaisquers personagens, são <strong>AS</strong> personagens. Não é sempre que você ouve de Vinícius de Moraes, Elis Regina, Raul Seixas, Odair José e Nara Leão sob outro ponto de vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Com toda essa constelação musical presente na própria vida, é óbvio que o livro do Midani é leitura obrigatória para qualquer um que goste de música. Mas mais do que isso, é um prazer para quem reconhece nas histórias álbuns dos quais ele conta todas as histórias dos bastidores (como o dueto de Caetano e Chico Buarque, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify;">E a visão da indústria fonográfica que Midani tem é simplesmente brilhante. Em dado momento ele consegue reconhecer até um dos fatores que trouxeram a crise para esse setor, que chegou com força total após a popularização do formato mp3: diz ele em dado momento que na pressa de obter lucro mais rápido, as gravadoras deixaram de investir em álbuns de desenvolvimento do artista para começar a focar na questão da canção de sucesso. O feitiço virou contra o feiticeiro quando as pessoas começaram a se questionar se valia a pena comprar um cd se eles gostavam/conheciam apenas de uma música&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é só um exemplo do que pode ser encontrado em <em>Música, Ídolos e Poder</em>. Recomendo fortemente a leitura, e sugiro que busquem pelo livro rapidamente. Como todo caso de biografia, essa aqui já está rendendo um processo e pelo visto duas coisas podem acontecer. A primeira, é o livro ser retirado do mercado. A segunda, é <a title="editor propõe solução para processo" href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/11/04/editor_propoe_mudar_livro_de_andre_midani-586255103.asp" target="_blank">um parágrafo ser retirado do livro</a> &#8211; não que o segundo caso estrague o livro, mas sabe como é, deixa aquele gosto amargo de censura.</p>
<p><a title="comente" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1525" target="_blank"><strong>Comente esse post no Fórum Meia Palavra.</strong></a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2008%2F11%2F18%2Fmusica-idolos-e-poder-do-vinil-ao-download-andre-midani%2F&amp;linkname=M%C3%BAsica%2C%20%C3%8Ddolos%20e%20Poder%20%26%238211%3B%20do%20Vinil%20ao%20Download%20%28Andr%C3%A9%20Midani%29">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Frases de Efeito</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 13:09:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Lobão]]></category>
		<category><![CDATA[Maquiavel]]></category>
		<category><![CDATA[MTV]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[ As frases de efeito podem ser encontradas facilmente em perfis de internet, já que às vezes é bem mais fácil pegar uma sentença pronta, bonita e poética e usá-la com o simples efeito de explicarem quem somos. O cuidado que deve ser tomado é: realmente sabemos de onde tiramos essa frase? Ela significa o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/05/lobao1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2835" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="lobao" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/05/lobao1.jpg" alt="" width="250" height="188" /></a> As frases de efeito podem ser encontradas facilmente em perfis de internet, já que às vezes é bem mais fácil pegar uma sentença pronta, bonita e poética e usá-la com o simples efeito de explicarem quem somos. O cuidado que deve ser tomado é: realmente sabemos de onde tiramos essa frase? Ela significa o que eu realmente sou ou o que quero dizer?</p>
<p style="text-align: justify;">Lobão tem músicas que sempre ficaram na minha cabeça. Quando tocam na rádio, é raro eu mudar de estação ou diminuir o volume &#8211; muitas vezes ainda sou pego cantando os versos. Mas não é sobre o cantor que quero falar, e sim do Lobão mediador do MTV Debate. Acontece que um dos programas era sobre a internet e o isolamento das pessoas. Enquanto questões como falta de convívio social, apatia e vício eram discutidas, um dos convidados soltou o refrão “A maior expressão da angústia/Pode ser a depressão/Algo que você pressente”, de uma das músicas mais famosas de Lobão, como uma espécie de alusão ao que ele tentava explicar. O cantor não se sentiu elogiado e, categórico, disse que não havia qualquer sentido naquela citação porque ela não se referia ao assunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-110"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes temos o costume de soltar frases feitas para explicar, ilustrar ou economizar o que queremos dizer no dia-a-dia. Não estou falando somente sobre os ditados populares ou famosos chavões (“quem não tem cão caça com gato”), mas também sobre sentenças célebres que o emissor às vezes nem sabe de onde tirou e se realmente se encaixa com a mensagem que ele quer emitir. Um dos exemplos clássicos é citar “os fins justificam os meios” para explicar as atitudes que nos levaram a fazer determinada coisa. O que acontece é que essa frase não pode ser aplicada em qualquer caso. Maquiavel, ao citá-la, não poderia prever o alvoroço que ela causaria, apesar de ser uma síntese do pensamento geral de sua obra (ele nunca escreveu essa frase): é de acordo com os objetivos que temos que vamos traçar nos planos, e não usá-los como desculpa pelas nossas falhas ou para nossos atos impensados. A reflexão vem antes de tudo, e não ao contrário. Profanar essa frase para justificar o próprio ato já mostra a incoerência do causador.</p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos exigir que todas as pessoas leiam obras políticas ou famosas, mas parece razoável esperar que pelo menos pensem antes de falar. Em muitas ocasiões as pessoas citam o que ouviram de mais bonito como: “ser ou não ser”, “ao vencedor as batatas”, “não entre em pânico” (apesar de que um bombeiro falando isso é bem útil e pode ser coerente com a situação), “definir seria limitar-me”, “complicada e perfeitinha”, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">De tanto citarmos essas frases, podemos acabar fazendo com que se tornem um grande livro de auto-ajuda. Claro que é divertido soltar frases em meio a brincadeiras e ilustrações, mas não podemos esquecer que nosso receptor pode se aprofundar e replicar de maneira brilhante. Sem contar que muitas vezes as entrelinhas não são entendidas por quem recitou, e a frase, na realidade, significa totalmente ao contrário do que se quis dizer. Portanto, citando certo ou errado, devemos pensar antes de falar e ao menos saber do que estamos falando.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso sim é elementar, meus caros.</p>
<p style="text-align: justify;">Obs.: Olhem o top 10 desse <a href="http://www.frasesfamosas.com.br/">site</a> (o dominio foi suspenso a pouco, desculpe) e vejam as frases e autores mais acessados, garanto que vocês conhecem a maioria.</p>
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