Desonra (J.M. Coetzee)

Publicado por Pips em junho - 29 - 2010

J.M. Coetzee é sul-africano, doutor em lingüística, escreveu diversos livros e em 2003 recebeu o Nobel de literatura. Dotado de um estilo de escrita que intercala um estilo impessoal, poético e visceral. Sua percepção sobre a psique humana e as diferenças entre status, dependendo do ambiente onde se encontra seus personagens, é um forte traço de seu livro Desonra.

David Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.

Leia a continuao desse artigo »

As Vinhas da Ira (John Steinbeck)

Publicado por Lucas Deschain em junho - 23 - 2010

24 de outubro de 1929. Até o final desse dia, essa data passaria a ser conhecida como a quinta-feira negra. Esse foi o fatídico dia em que a Bolsa de Valores de Nova York quebrou, o famoso crack que marcou o início da chamada Crise de 29 ou a Grande Depressão dos Anos 30. Mas o que essa crise econômica representou, cotidianamente, para as pessoas que não eram acionistas, empresários ou donos de grandes corporações?

O resumo dos livros didáticos não nos possibilita vislumbrar os desdobramentos mais perversos  e  calamitosos dessa crise. Acostumamo-nos, muitas vezes, a ver esse processo de cima, longinquamente, de forma técnica, através de termos técnicos e conceitos econômicos, o que deixa de lado uma parte considerável e importante dos efeitos da superprodução: o impacto cotidiano, nas populações que já não eram favorecidos antes dacrise, e que, após a quinta-feira negra, só viram suas condições piorarem.

Leia a continuao desse artigo »

A Misteriosa Chama da Rainha Loana (Umberto Eco)

Publicado por Colaborador Meia Palavra em junho - 21 - 2010

Bueno.

Terminei a leitura do meu primeiro romance do Umberto Eco, A Misteriosa Chama da Rainha Loana. E posso dizer que, embora não seja dos melhores que li, as muitas horas de leitura até que valeram a pena.

Para falar sobre esse livro, não quero começar fazendo um resuminho do enredo. Quero que vocês entrem nele, ao menos aqui, às escuras. E quero isso porque isso é importante para esse livro. Por ora, digo que ele foi publicado pela Record, em 2005, que a tradutora é a Eliana Aguiar e que ele tem 456 páginas. E também que a narrativa divide-se em três grandes partes: “O Acidente”, “Uma memória de Papel” e “OI NOΣTOI”. Vamos a elas.

Leia a continuao desse artigo »

O Senhor das Moscas (William Golding)

Publicado por Lucas Deschain em junho - 16 - 2010

Não é de hoje que ilhas fazem parte do imaginário das pessoas, justamente por se constituírem um mundo a parte, um universo particular, onde parece haver uma separação do mundo que abre espaço para os mais loucos vôos da imaginação. Não é à toa, portanto, que ela seja um elemento recorrente das mais diversas formas de expressão humana, basta dizer a palavra Lost para que essa constatação fique mais clara.

A ilha, justamente por seu isolamento e sua condição de “liberdade” do resto do mundo, foi usada por William Golding para criar uma sinistra história que o colocou entre os grandes escritores da chamada Literatura do Pós-Guerra, ou seja, da geração de escritores que dedicou seu tempo e seu talento para tratar do espinhoso tema da Segunda Guerra Mundial. Podemos apontar juntamente com Golding nesse rol os célebres George Orwell e Jerome David Salinger, para citar somente dois nomes.

Leia a continuao desse artigo »

Ao mostrar minha edição de Bartleby, O Escrivão para minha mãe, falei toda orgulhosa que era “um Cosac Naify” e então expliquei que era o equivalente para uma pessoa que gosta muito de moda comprar um produto de grife. Ok, a compração é meio leviana, mas a verdade é que os preços da Cosac são diretamente proporcionais ao capricho das edições, e toda vez que consigo colocar um na minha estante, fico toda serelepe. Mesmo que seja fininho como esse Bartleby1

Mas aí tem toda a história do dizáin do produto, né? Eu não sou exigente, normalmente uma “edição caprichada” para mim tem lá o meu amado papel pólen e capa dura. Mas no caso de Bartleby, você leva para casa o 3º colocado do 7º Prêmio Max Feffer de Design Gráfico. Hum. Confesso que quando chegou aqui em casa pensei que meu livro estava zoado, e depois pensei “Ahá, nova noção de literatura hermética!” (sacou, sacou?). O livro vem com a capa costurada, e as páginas precisam ser “rasgadas” para serem lidas. Explicação da editora:

Leia a continuao desse artigo »

  1. eu estava prestes a dar a dica que na Saraiva somando com a promoção do desconto progressivo saiu por menos de 15 reais, mas agora lá já está na casa dos 31 e no site da Cosac por 37. Blé. []

O chamado de Cthulhu e outros contos (H.P.Lovecraft)

Publicado por Anica em junho - 9 - 2010

Eu já tive contato com Lovecraft anteriormente. Naquele momento, para falar bem a verdade, era TANTA gente dizendo que era a coisa mais bacana do mundo em se tratando de horror que bem, como fã do gênero é óbvio que li os livros com altíssimas expectativas. E nós sabemos que esse tipo de coisa causa decepção na grande maioria das vezes, e com o sr. Lovecraft não foi diferente. Fiquei pensando em como ele fazia caca ao prolongar demais a história após o clímax (eu sou meio fã daquela coisa de unidade de efeito, sabe como é) ou ainda ao tentar explicar o que foi visto.

Pois bem. Eis que após a leitura de Smoke and Mirrors do Neil Gaiman eu me animei a ler novamente Lovecraft (até porque uma das minhas histórias favoritas na coletânea prestava homenagem ao autor). E lá vou eu, conferir uma edição de bolso publicada pela editora Hedra, que me surpreendeu, diga-se de passagem. Fui consultar os livros disponíveis no catálogo da editora e o legal é que eles fogem do óbvio – tem muita coisa que foge dos títulos que vemos nas publicações de mesmo formato aqui no Brasil, a começar pela seleção de contos do Lovecraft. Troféu joinha para eles.

Leia a continuao desse artigo »

Meia Palavra Explica: A Estrada

Publicado por Colaborador Meia Palavra em junho - 7 - 2010

Num futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas uns cobertores puídos, um carrinho de compras com poucos alimentos e um revólver com algumas balas, para se defender de grupos de assassinos. Estão em farrapos e com os rostos cobertos por panos para se proteger da fuligem que preenche o ar e recobre a paisagem. Eles buscam a salvação e tentam fugir do frio, sem saber, no entanto, o que encontrarão no final da viagem. Essa jornada é a única coisa que pode mantê-los unidos, que pode lhes dar um pouco de força para continuar a sobreviver.

A Estrada é um livro sobre a jornada de um pai e seu filho, nunca nomeados, numa terra pós-apocalíptica. O autor é Cormac McCarthy, mesmo de Onde os Velhos Não Têm Vez. Em 2009 foi lançada a versão cinematográfica dirigida por John Hillcoat e estrelada por Viggo Mortensen.

Leia a continuao desse artigo »

O Livro da Selva (Rudyard Kipling)

Publicado por Lucas Deschain em junho - 1 - 2010

Rudyard Kipling é um célebre escritor britânico, conhecido por suas poesias, romances e contos. Nascido em 1865, em Bombaim, Índia, então sob o domínio imperialista inglês, o autor cresceu aprendendo os costumes ingleses e indianos, já que vivia em um contexto que lhe dava experiências de ambas as culturas.

Um de seus livros mais conhecidos, senão o mais conhecido (principalmente depois da adaptação cinematográfica da Disney, em 1967) é O Livro da Selva (The Jungle Book), escrito em 1894. Mesmo que somente com a obra A Luz que não se apagou o autor tenha sido laureado com o Nobel, em 1907; foram as diversas histórias que compõe as aventuras d’O Livro da Selva ficaram imortalizadas na versão Disney das aventuras de Mowgli.

Leia a continuao desse artigo »

Fumaça e Espelhos (Neil Gaiman)

Publicado por Anica em maio - 28 - 2010

Publicado pela primeira vez em 1998 (por coincidência, o ano que li Sandman pela primeira vez), a versão estrangeira de Fumaça e Espelhos conta lá com 30 textos de Gaiman, isso sem contar a Introdução que tem um conto no meio também. Aqui não tem a história de contos escolhidos para crianças, são os contos dele e é isso aí. E por causa do número grande de textos que eu indicaria para alguém que quer conhecê-lo além das HQs e dos romances (mas vale lembrar que alguns dos meus favoritos estão lá no M is for Magic também, incluindo Chivalry, The Price e October in the Chair).

E eu fico repetindo conto, conto, conto mas acho importante frisar que Fumaça e Espelhos não tem só contos, mas alguns poemas do Gaiman também. Quero deixar isso claro porque se teve algo que eu não gostei dos textos foi exatamente quando ele vai para os versos. Nem todos são ruins, mas a maioria você tem aquela noção de que seria bem melhor se ele tivesse desenvolvido a ideia em prosa. E aí se for considerar o que se perde em traduções, talvez o resultado nas coletâneas em português tenha sido bem pior.

Leia a continuao desse artigo »

About Me

O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

Twitter

    Photos