Gonzos e Parafusos (Paula Parisot)

Publicado por Pips em abril - 4 - 2010

Até que ponto conhecemos a loucura para estudá-la, entendê-la e contorná-la? O que acontece com Isabela, personagem principal do debut de Paula Parisot, “Gonzos e Parafusos”, é a ultrapassagem do limite da compreensão à esquizofrênia. Como psiquiatra ela absorve seus conhecimentos e acaba se perdendo no labirinto de personagens que cria com os pacientes que tenta curar.

Quando escrevi sobre Mutações de Liv Ullman, deixei claro que a mensagem que a autora passou foi duma mulher que se desdobra em mil personagens e personalidades para confrontar o dia-a-dia. Todavia, nesse exemplar de bipolaridade, vemos Isabela não saber quais personalidades assumir: a louca, a amante, a musa ou a suicida?

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Macunaíma (Mário de Andrade)

Publicado por Anica em fevereiro - 6 - 2010

MacunaímaQuando li Macunaíma pela primeira vez, acho que estava nas mesmas condições de temperatura e pressão (hehe) que muita gente que leu Macunaíma pela primeira (e única) vez. Estudante perto do vestibular, com literatura brasileira enfiada goela abaixo e portanto um leve preconceito sobre algo que não me permitiam conhecer sozinha, no meu tempo. Conclusão? Achei um saco. Só parei de torcer o nariz para o nome de Mario de Andrade depois de conhecer a brilhante coletânea de crônicas chamada Os Filhos da Candinha (fica a sugestão aí).
E então que eu resolvi dar uma segunda chance e pedi de presente de aniversário. Ganhei da Day, que deu para mim outros ótimos livros, incluindo uma versão em inglês de Ensaio sobre a cegueira que ainda tenho que ler. Enfim, que surpresa ahn. Adorei Macunaíma. Devorei o livro nas horas que tinha livre e depois ainda fiquei pensando nele, saboreando alguns momentos e pensando em como deveria ter sido legal conversar com o Mário de Andrade, há. Leia a continuao desse artigo »

Paulo Coelho, o Brasil e a Europa

Publicado por Colaborador Meia Palavra em dezembro - 27 - 2009

paulo-coelhoEu passei a minha vida inteira ouvindo as pessoas falarem mal das obras de Coelho.Fora os fiéis fãs do autor, me parece que todo o resto do país tende a não gostar de seus escritos. Mas jamais dei muita atenção para a popularidade, ou falta dela, do escritor no Brasil, até eu mudar de país.

Assim como a maioria, eu sempre soube que os livros do brasileiro são muito lidos mundo a fora, principalmente na Europa. Quando cheguei à Alemanha, me pus a pesquisar sobre essa diferença de opiniões, e a coisa esquentou.

Comecei a minha “jornada curiosa” nas minhas livrarias favoritas e na maior rede de livrarias por aqui. Todas elas, sem exceção, contaram-me sobre o enorme sucesso dos romances de Coelho e sobre suas vendas excelentes. Confesso que toda vez que ouvia frases como essa eu coçava a minha cabeça e tentava entender. Perguntava-me se a resposta estava na tradução.

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Os Espiões (Luis Fernando Verissimo)

Publicado por Kika em dezembro - 17 - 2009

os-espioesConsiderado pelo autor seu primeiro romance – o primeiro escrito por vontade própria, ao menos – “Os Espiões” é praticamente um metalivro. Escrito em primeira pessoa, por um personagem funcionário de uma editora, a história é construída em torno de um manuscrito escrito em letras trêmulas, cujo título é Ariadne. Com uma florzinha no lugar do pingo no i.

O editor, um bêbado inveterado, que sofre da síndrome da segunda-feira, logo se vê intrigado por um texto em prosa, sem vírgulas e com uns poucos erros de grafia, que mais parece uma carta de suicídio e, além de indicar o livro para seu chefe, resolve descobrir quem é a autora do livro, e sua história. Apaixonado por John Le Carré, o protagonista leva a história de Ariadne para a mesa de bar, onde se inicia uma verdadeira missão de salvamento. A Operação Teseu. E isso é o máximo que posso falar sobre a história sem estragar as várias surpresas que o LFV deixou no texto.

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O Seminarista (Rubem Fonseca)

Publicado por Anica em dezembro - 16 - 2009

o-seminarista3Lançado no mês passado, O Seminarista de Rubem Fonseca vem marcado com importantes estreias. No campo do mercado editorial, é a primeira obra inédita de Fonseca publicada pela editora Agir (depois de 20 anos no catálogo da Companhia das Letras). E considerando a tecnologia, foi o primeiro livro lançado também em formato eletrônico, para ser lido no Kindle. E embora a novidade inicialmente não tenha dado muito certo (o e-book estava custando mais caro que a versão impressa desse), isso não tem nada a ver com a qualidade do livro, não é mesmo?

Somando isso à uma campanha de marketing muito bacana que inclui até um video com ninguém mais ninguém menos do que o próprio Fonseca narrando o começo do livro, fica difícil segurar a curiosidade e esperar para conferir o que o autor de obras como Lúcia McCartney (1967), O caso Morel (1973)  e Agosto (1990) trouxe de novo para os leitores.

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Meia Palavra Explica: A Hora da Estrela

Publicado por Colaborador Meia Palavra em novembro - 26 - 2009

a-hora-da-estrelaA hora da estrela conta a história da datilógrafa alagoana Macabéa, que migra para o Rio de Janeiro, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro possui duas temáticas: é uma obra sobre a vida de uma retirante na cidade grande, mas também uma reflexão sobre o papel do escritor na sociedade moderna. É talvez o romance mais famoso de Clarice Lispector, sendo adaptado para o cinema por Suzana Amaral em 1985, por causa dessa importância e magnitude, trazemos opiniões de nossa equipe.

Liv: Clarice Lispector criou a personagem mais antagônica possível. Não é bonita, não é inteligente, não é esperta, não é ambiciosa. Macabéa te irrita mas ao mesmo tempo te dá pena. Ela é tão ingênua, que você fica com vontade de protege-la do mundo. Por que sim, o mundo pode ser maligno para quem vive a dois passos do chão como ela. Todo o charme dA Hora da Estrela, é que ele fala de sentimentos. Todo mundo tem um pouco de Macabéa. (mesmo alguns não admitindo isso nem sob tortura). Leia a continuao desse artigo »

Meia Palavra explica: Dom Casmurro

Publicado por Colaborador Meia Palavra em outubro - 24 - 2009

capa do livro dom casmurroDom Casmurro é um romance do escritor brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis. Foi publicado em 1899, e é um dos livros da literatura brasileira mais traduzidos para outros idiomas. A história se passa no Rio de Janeiro do Segundo Império, e conta a trajetória de Bentinho e Capitu. É um romance psicológico, narrado em primeira pessoa por Bentinho, o que permite manter questões sem elucidação até o final, já que a história conta apenas com a perspectiva subjetiva dele.

Nas palavras de Alfredo Bosi em A História Concisa da Literatura Brasileira:

Na verdade, um romance de Machado de Assis não se deve resumir: e como fazê-lo se o que neles importa não é o fato em si, mas a constelação de intenções e ressonâncias que o envolve?

Portanto trazemos para vocês não um resumo, mas opiniões sobre essa que é uma das obras mais conhecidas de Machado de Assis na terceira edição do Meia Palavra Explica.

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10 perguntas e Meia para Samir Mesquita

Publicado por Colaborador Meia Palavra em setembro - 8 - 2009

samir-dois palitosSamir Mesquita nasceu em 1982 na cidade de Curitiba, cresceu em Alfenas (MG) e há 8 anos vive em São Paulo. Publicitário inquieto, ele vem se destacando no cenário literário através dos microcontos. O primeiro livro lançado foi “Dois Palitos” (2007), com 50 contos organizados e distribuídos dentro de uma caixa de fósforos e que já tem mais de 5 mil exemplares vendidos.

Em seu novo livro “18:30”, Samir escreve microcontos inspirados no caótico trânsito da capital paulista. O mais interessante é a proposta de distribuição, onde o livro “18:30” é trocado por um outro através do seu site oficial, que contém uma lista de livros constantemente atualizada. Eu mesmo já me aventurei na troca, que foi muito bem sucedida. Segundo o próprio Samir, já foram trocados 200 livros: “E além dos livros que estão lá (no site), ganhei (troquei) livros de outros novos autores, e por alguns títulos que os leitores me sugeriam.” O caráter acessível de Samir rendeu esta entrevista imperdível para o blog do Meia Palavra.

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Areia nos Dentes (Antônio Xerxenesky)

Publicado por Anica em setembro - 7 - 2009

Desde agosto do ano passado, quando li uma resenha da Ágata no blog do Meia Palavra comentando esse livro morro de vontade de ler. O fato do autor ter sido tão bacana e topado uma entrevista (10 perguntas e Meia de abril desse ano) aumentaram ainda mais a curiosidade. Faroeste. Com zumbis. Eu sei, eu sei. Eu me vendo fácil para esse negócio de histórias de zumbis, mas no caso de Areia nos Dentes eu fico mais do que feliz por isso. Porque é um daqueles livros que eu colocaria fácil, fácil entre um dos melhores que li esse ano. E ó, nem tem tanto zumbi assim.

A narrativa mostra um sujeito tentando recuperar a história da família ao escrever um livro sobre os tempos em que viviam em um povoado no sul dos Estados Unidos. Aos poucos o narrador vai interrompendo a narrativa, seja por um problema com o computador, seja por embriaguez. E quando você já está afoito pensando: cadê os zumbis, cadê, cadêêê?, Já era. Xerxenesky já prendeu sua atenção e você quer saber dos dois Juans. Você já consegue sentir o calor e a poeira da Mavrak, cidade dos antepassados do narrador.

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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