Até que ponto conhecemos a loucura para estudá-la, entendê-la e contorná-la? O que acontece com Isabela, personagem principal do debut de Paula Parisot, “Gonzos e Parafusos”, é a ultrapassagem do limite da compreensão à esquizofrênia. Como psiquiatra ela absorve seus conhecimentos e acaba se perdendo no labirinto de personagens que cria com os pacientes que tenta curar.
Quando escrevi sobre Mutações de Liv Ullman, deixei claro que a mensagem que a autora passou foi duma mulher que se desdobra em mil personagens e personalidades para confrontar o dia-a-dia. Todavia, nesse exemplar de bipolaridade, vemos Isabela não saber quais personalidades assumir: a louca, a amante, a musa ou a suicida?
Quando li Macunaíma pela primeira vez, acho que estava nas mesmas condições de temperatura e pressão (hehe) que muita gente que leu Macunaíma pela primeira (e única) vez. Estudante perto do vestibular, com literatura brasileira enfiada goela abaixo e portanto um leve preconceito sobre algo que não me permitiam conhecer sozinha, no meu tempo. Conclusão? Achei um saco. Só parei de torcer o nariz para o nome de Mario de Andrade depois de conhecer a brilhante coletânea de crônicas chamada Os Filhos da Candinha (fica a sugestão aí).

Lançado no mês passado, O Seminarista de Rubem Fonseca vem marcado com importantes estreias. No campo do mercado editorial, é a primeira obra inédita de Fonseca publicada pela editora Agir (depois de 20 anos no catálogo da Companhia das Letras). E considerando a tecnologia, foi o primeiro livro lançado também em formato eletrônico, para ser lido no Kindle. E embora a novidade inicialmente não tenha dado muito certo (o e-book estava custando mais caro que a versão impressa desse), isso não tem nada a ver com a qualidade do livro, não é mesmo?

Samir Mesquita nasceu em 1982 na cidade de Curitiba, cresceu em Alfenas (MG) e há 8 anos vive em São Paulo. Publicitário inquieto, ele vem se destacando no cenário literário através dos microcontos. O primeiro livro lançado foi “Dois Palitos” (2007), com 50 contos organizados e distribuídos dentro de uma caixa de fósforos e que já tem mais de 5 mil exemplares vendidos.
Desde agosto do ano passado, quando li uma resenha da Ágata 














