<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Meia Palavra&#187; Isaac Asimov</title>
	<atom:link href="http://blog.meiapalavra.com.br/tag/isaac-asimov/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.meiapalavra.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 23:06:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Nightfall (Isaac Asimov)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/30/nightfall-isaac-asimov/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/30/nightfall-isaac-asimov/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 22:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Ao Cair da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[Bravo!]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[Nightfall]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=15369</guid>
		<description><![CDATA[Mais conhecido por sua trilogia da Fundação e seus dogmas robóticos, Isaac Asimov é reconhecidamente um mestre da ficção científica. E, como muitos outros, alguém cuja obra ainda não tinha lido. Aproveitei um projeto pessoal de ler mais contos para me aproximar deste gigante. E não me decepcionei. Em Nightfall (Ao cair da noite), Lagash é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/nightfall_x270.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-15375" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/nightfall_x270-300x184.jpg" alt="" width="300" height="184" /></a>Mais conhecido por sua trilogia da Fundação e seus dogmas robóticos, Isaac Asimov é reconhecidamente um mestre da ficção científica. E, como muitos outros, alguém cuja obra ainda não tinha lido. Aproveitei um projeto pessoal de ler mais contos para me aproximar deste gigante. E não me decepcionei. Em <em>Nightfall (</em>Ao cair da noite), Lagash é um planeta com seis sóis, que não conhece a noite. Chegamos na história a poucas horas de um evento conhecido por encerrar um ciclo de humanidade, e com ele todo seu conhecimento e tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify">O Culto entende como uma espécie de Juízo Final, mas astrônomos renomados (e chacoteados pela mídia), através de uma intrincada teoria gravitacional,  chegaram à conclusão de que a Escuridão é um eclipse de um dos seus sóis, quando todos os outros se põem, dando lugar a 12 horas de escuridão total. A existência de Estrelas (parte fundamental do Culto) resta como lenda.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-15369"></span></p>
<p style="text-align: justify">A perspectiva dos acontecimentos se dá pelos olhos de Theremon 762, jornalista, cuja missão é cobrir o tal do eclipse no Observatório. Cético, Theremon está mais interessado no ridículo da história, caso provada falsa.  Enquanto os astrônomos o vêem com desprezo e desconfiança, Sheerin aceita conversar. Sheerin é psicólogo, e descreve os efeitos da Escuridão para os lagashianos, um efeito que chama de claustrofobia. Os cientistas estão mais preocupados em juntar suficiente material para que o próximo ciclo saiba se preparar para este eclipse que certamente se seguirá.</p>
<p style="text-align: justify">A discussão toda nos faz pensar nos paralelos entre religião e ciência, no quanto uma depende da outra, e quanto de uma está na outra. Os preceitos religiosos do Culto em Lagash tem sua origem num acontecimento astronômico, e dentre toda a sociedade, parece ser o único grupo a conseguir transmitir informações de um ciclo para o próximo; objetivo que os astrônomos agora perseguem. Para chegar às conclusões de sua Teoria Gravitacional, que levou à predição do eclipse, os astrônomos precisaram destas informações.</p>
<p style="text-align: justify">E Isaac Asimov consegue, em apenas 20 páginas, criar todo um universo, com leis físicas próprias, tão complexo que nos leva a questionar algumas de nossas estruturas na Terra, assim como nossas verdades científicas. Lagash vê o mundo com as lentes de seu próprio universo, sua própria existência e, como nós, não consegue conceber vida num mundo estruturalmente diferente de seu próprio. <em>Nightfall </em>pode ser considerado um aviso de &#8220;mantenha a mente aberta&#8221;, pois o universo é muito maior do que podemos ver com nossos olhos e nossa tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify">E mesmo tendo sido escrito em 1941, este conto não perdeu sua qualidade artística, ou sua relevância.  É um conto que entretém, mas também ensina. Um extrato da genialidade deste mestre da Ficção Científica e a prova de que uma boa história não precisa de muitas páginas.</p>
<p style="text-align: justify">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/30/nightfall-isaac-asimov/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Arte e Letra- Estórias N</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/17/arte-e-letra-estorias-n-2/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/17/arte-e-letra-estorias-n-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 17:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Arte e Letra]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Rackman]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Esteban Echeverría]]></category>
		<category><![CDATA[Estórias N]]></category>
		<category><![CDATA[H. Rider Haggard]]></category>
		<category><![CDATA[Iginio Tarchetti]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Jules Verne]]></category>
		<category><![CDATA[Katherine Mansfield]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Literária]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Piglia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=14296</guid>
		<description><![CDATA[A primeira impressão é a que fica. E no caso dessa Estórias N, revista de literatura da editora Arte e Letra, a primeira impressão já foi surpreendente. Eu, que nunca tinha tido contato com essa publicação antes, espantei-me com a qualidade gráfica e o cuidado com que o acabamento da revista foi feito. Uma diagramação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/capandivulga.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-14106" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/capandivulga.jpg" alt="" width="220" height="294" /></a>A primeira impressão é a que fica. E no caso dessa Estórias N, revista de literatura da editora Arte e Letra, a primeira impressão já foi surpreendente. Eu, que nunca tinha tido contato com essa publicação antes, espantei-me com a qualidade gráfica e o cuidado com que o acabamento da revista foi feito. Uma diagramação não apenas bonita, mas também funcional, e belas ilustrações de Arthur Rackham me fizeram acreditar que o conteúdo da revista também deveria estar acima da média.</p>
<p style="text-align: justify">E minhas expectativas foram prontamente atendidas. Em pouco mais de 100 páginas a revista consegue trazer para o público de língua portuguesa uma seleção bastante boa de contos, sejam traduções ou trabalhos originais.<span id="more-14296"></span></p>
<p style="text-align: justify">Existem contos para todos os gostos: <em>As filhas do falecido coronel</em>, de Katherine Mansfield, apresenta a tradução de Beatriz Sidou para escritora neozelandesa e amiga de Virginia Woolf. O estilo de Mansfield é um tanto quanto brusco, e nesse conto, que parece iniciar em um momento aleatória da vida das personagens &#8211; mas essa é só a impressão inicial &#8211; ela aproxima-se das filhas solteironas de um coronel falecido e penetra-lhes a psiquê.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Um lugar</em>, conto original do curitibano Carlos Machado, também segue essa veia de intromissão psicológica, obviamente que desprezando os artifícios de um modernismo de língua inglesa que Mansfield usa, e aproveitando, em seu lugar, os trejeitos da contemporâneidade brasileira.</p>
<p style="text-align: justify">Em seguida os fãs de ficção científica podem deliciar-se: Jules Verne e Isaac Asimov. Traduzido por Natália Florêncio, o conto de Verne <em>Um drama nas alturas </em>é carregado no amor pela ciência e na aventura, tão caros ao autor francês. No conto um balonista sofre uma intromissão em seu vôo, com consequências perigosas.</p>
<p style="text-align: justify">Já Asimov foi traduzido por Ana Cristina Rodrigues, e aparece com o conto <em>Ao cair da noite</em>. Esse é um dos pontos mais altos da coletânea e da obra de Asimov. O conto mostra uma sociedade que floresceu em um mundo em que, por conta de seus seis sóis, nunca anoitece. Ou melhor, quase nunca: parece que isso acontece a cada 2500 anos, levando a civilização previamente existente ao colapso. É justamente no momento exato antes disso que incide o foco da narrativa. É interessantíssimo notar o cuidado de Asimov: pode-se perceber que existe uma ciência relativamente avançada, mas a inexistência da necessidade de iluminação artificial fez com as coisas tomassem caminhos bastante distintos dos nossos.</p>
<p style="text-align: justify"><em>A letra U</em>, de Iginio Tarchetti (tradução de Sílvio de Bettio) é um conto mais ingênuo, sobre um homem que culpa, por sua desgraça pessoal e por todas as mazelas humanas, a vogal &#8216;U&#8217;, com seu som agourento e assustador.</p>
<p style="text-align: justify">Em seguida surge H. Rider Haggard, um dos fundadores da chamada literatura <em>lost world</em>, um gênero que remete a caçadores e aventureiros, tipicamente colonialista. À despeito da discussão &#8211; interessantíssima &#8211; que esse gênero poderia levantar, o conto (<em>Chances Minguadas</em>, tradução de Adriano Scandolara) prima pela tensão e pela ação &#8211; trata-se, afinal, de um caçador inglês enfrentando uma família de leões.</p>
<p style="text-align: justify">Os dois últimos contos são exemplos primorosos da literatura argentina. O primeiro dos dois é <em>O matadouro</em>, de Esteban Echeverría, é uma de suas pedras fundamentais. Em tom naturalista &#8211; ou, talvez, <em>gore</em> &#8211; e com ares de denúncia (panfleto?) Echeverría ataca o Restaurador (Juan Manuel Rosas, o governador da província de Buenos Aires) através da alegoria de um matadouro em que, após um jejum causado pela quaresma e por chuvas incessantes, o sangue volta a correr e os abutres, cães e miseráveis voltam a frequentar, num clima político que beira a insanidade. O conto foi traduzido por Tiago Guilherme Pinheiro &#8211; daqui do Meia.</p>
<p style="text-align: justify">O segundo conto argentino &#8211; e últmo da revista &#8211; é <em>Como um peixe no gelo</em>, de Ricardo Píglia, traduzido por Iara Tizzot. O conto é sobre um acadêmico que obtém uma bolsa para estudar o escritor italiano Cesare Pavese. E, porque não, o conto é sobre a relação daquele que escreve com sua escrita e com o mundo. Para quem não conhece, é uma ótima oportunidade para se entrar em contato com a obra de Piglia.</p>
<p style="text-align: justify">Enfim, a revista é um esforço notável e de qualidade ímpar em todos os sentidos. Vale a pena para se conhecer novos autores &#8211; muitos dos quais pouco conhecidos no Brasil &#8211; ou ainda para se ter contato com obras menos conhecidas de grandes nomes. O seu único grande defeito é que não tenha uma frequência maior.</p>
<p><strong>Arte e Letra: Estórias N</strong><br />
Autores: Katherine Mansfield, Carlos Machado, Jules Verne, Isaac Asimov, Iginio Tarchetti, Henry Rider Haggard, Esteban Echeverría e Ricardo Piglia<br />
Tradutores: Iara Tizzot, Natália Florêncio, Beatriz Sidou, Adriano Scandolara, Ana Cristina Rodrigues, Silvio de Bettio, Tiago Guilherme Pinheiro.<br />
Ilustrações: Arthur Rackham<br />
104 Páginas<br />
Preço sugerido: R$20,50</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Arte &amp; Letra</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.arteeletra.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/arteeletra.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/17/arte-e-letra-estorias-n-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Arte e Letra: Estórias N</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/11/arte-e-letra-estorias-n/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/11/arte-e-letra-estorias-n/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 20:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Scandolara]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Cristina Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Letra]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Rackham]]></category>
		<category><![CDATA[Beatriz Sidou]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Coletânea]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Esteban Echeverría]]></category>
		<category><![CDATA[Estórias N]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Rider Haggard]]></category>
		<category><![CDATA[Iara Tizzot]]></category>
		<category><![CDATA[Iginio Tarchetti]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Jules Verne]]></category>
		<category><![CDATA[Katherine Mansfield]]></category>
		<category><![CDATA[Natália Florêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Piglia]]></category>
		<category><![CDATA[Silvio de Bettio]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Guilherme Pinheiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=14105</guid>
		<description><![CDATA[Ao comentar a edição anterior da revista Arte e Letra: Estórias (M), falei da importância desse tipo de coletânea para não só apresentar novos autores como também resgatar alguns antigos, famosos em seu tempo, mas pouco conhecidos do público moderno. A edição seguinte, N, foge um pouco dessa proposta por trazer em quase sua totalidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/capandivulga.jpg"><img class="size-full wp-image-14106 alignleft" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/capandivulga.jpg" alt="" width="220" height="294" /></a>Ao comentar a edição anterior da revista <a title="Arte e Letra: Estórias M" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/09/arte-e-letra-estorias-m/" target="_blank">Arte e Letra: Estórias (M)</a>, falei da importância desse tipo de coletânea para não só apresentar novos autores como também resgatar alguns antigos, famosos em seu tempo, mas pouco conhecidos do público moderno. A edição seguinte, N, foge um pouco dessa proposta por trazer em quase sua totalidade nomes já consagrados da literatura, que tem bastante destaque atualmente, cada qual dentro do seu nicho literário. O que obviamente não é ruim &#8211; há contos ali que já tem algum tempo que gostaria de ler, mas ainda não tivera oportunidade, como por exemplo <em>O cair da noite</em> de Isaac Asimov.</p>
<p style="text-align: justify">Quem abre a coletânea é Katherine Mansfield, com <em>As filhas do falecido coronel</em>, traduzido por Beatriz Sidou. No melhor do estilo de Mansfield, temos um pequeno recorte de um momento da vida de personagens comuns, que acabam trazendo à tona muito do psicológico das personagens. Aqui, Josephine e Constantia refletem sobre suas vidas após a morte do pai, o coronel.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-14105"></span>Segue então <em>Um Lugar</em>, talvez o mais recente dos contos, do curitibano Carlos Machado. O jogo que o autor faz com os dois momentos do conto, o do narrador-personagem que espia pela janela de uma pessoa, e então o foco mudando para a história dessa pessoa é realmente bem interessante. Como o título mesmo já sugere, o espaço é bem importante no contexto, com a personagem circulando entre Rio de Janeiro e Curitiba.</p>
<p style="text-align: justify">Abre-se então uma sequência para satisfazer qualquer fã de ficção científica e aventura, começando com Jules Verne e seu <em>Um drama nas alturas</em> (traduzido por Natália Florêncio). Para quem já conhece a prosa do escritor francês, basta saber que uma viagem num balão rende muitas emoções para o leitor, no melhor estilo montanha-russa como visto em <em>Viagem ao Centro da Terra</em> ou <em>Vinte Mil Léguas Submarinas</em>.</p>
<p style="text-align: justify">A seguir, temos <em>O cair da noite</em>, de Isaac Asimov, traduzido por Ana Cristina Rodrigues. Como mencionei anteriormente, há tempos buscava uma oportunidade de ler este conto, até porque trata-se de um dos mais famosos e premiados de Asimov, que é um dos nomes máximos da ficção científica. E não fiquei decepcionada, é realmente um texto muito bom &#8211; inclusive na crítica sutil que faz à religião e ao orgulho que temos de nossos conhecimentos avançados. Aqui somos apresentados a um grupo que observa a chegada de um eclipse que marca o fim de uma civilização de modo cíclico. É realmente genial.</p>
<p style="text-align: justify">Depois do desfecho melancólico de <em>O cair da noite</em>, <em>A Letra U</em> de Iginio Tarchetti (traduzido por Silvio de Bettio) chega em bom momento, quebrando um pouco a tensão. Embora nitidamente narrado por um louco obcecado pela letra U, não dá para negar que a história tenha um tom cômico, que inclusive chama a atenção por seu caráter moderno, considerando que foi escrito no século XIX.</p>
<p style="text-align: justify">Depois, somos apresentados a uma nova aventura de Allan Quatermain, de Henry Rider Haggard &#8211; autor famoso pel&#8217;<em>As Minas do Rei Salomão</em>. Em <em>Chances Minguadas</em>, traduzido por Adriano Scandolara, vemos o confronto de Quatermain e uma família de leões. É aventuresco e gostoso de ler tal e qual a história já comentada de Jules Verne.</p>
<p style="text-align: justify">A coletânea fecha com dois argentinos, o primeiro é Esteban Echeverría com seu <em>O Matadouro</em>, traduzido por Tiago Guilherme Pinheiro (sim, o <a title="tiago pinheiro" href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/tiago-pinheiro-2/" target="_blank">Tiago aqui do Meia Palavra</a>). Em uma crítica ao então governador de Buenos Aires, <em>O Matadouro</em> traz a história de uma cidadezinha que por conta de uma enchente passa um período sem carne &#8211; e descreve a reação do povo quando 50 novilhos chegam no dito matadouro. A crítica que Echeverría faz é carregada de ironia, e não é apontada apenas ao governador (como dá para perceber sobre as observações que ele faz relacionadas à igreja logo no início da história). Vale a pena conhecer o autor, até porque é um modo de saber um pouco mais da história da Argentina não sob o ponto de vista viciado das aulas dadas em escolas brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify">Concluindo a <em>Arte e Letra: Estórias N</em> temos <em>Um peixe no gelo</em>, de Ricardo Piglia (traduzido por Iara Tizzot). Até então inédito no Brasil, o conto descreve a trajetória de <a title="cesare pavese" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cesare_Pavese" target="_blank">Cesare Pavese</a> até o suicídio a partir dos olhos de Emílio Renzi, que ganhara uma bolsa para estudar na Europa a obra de Pavese. O conto é montado com trechos do diário do italiano, misturados com os pensamentos de Renzi. É bastante interessante, e desperta a curiosidade sobre Pavese e, é óbvio, Piglia.</p>
<p style="text-align: justify">Assim, trazendo nomes consagrados da literatura, a revista <em>Arte e Letra: Estórias N</em> vem como um delicioso aperitivo para o que depois se sabe ser um banquete: procurar as outras obras desses autores. Com ilustrações de <a title="arthue rackham" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Rackham" target="_blank">Arthur Rackham</a>, famoso por ilustrar histórias como os contos dos Irmãos Grimm, a revista vem com todo aquele cuidado que já se conhece dos números anteriores, seja na escolha dos autores, seja no visual.</p>
<p><strong>Arte e Letra: Estórias N</strong><br />
Autores: Katherine Mansfield, Carlos Machado, Jules Verne, Isaac Asimov, Iginio Tarchetti, Henry Rider Haggard, Esteban Echeverría e Ricardo Piglia<br />
Tradutores: Iara Tizzot, Natália Florêncio, Beatriz Sidou, Adriano Scandolara, Ana Cristina Rodrigues, Silvio de Bettio, Tiago Guilherme Pinheiro.<br />
Ilustrações: Arthur Rackham<br />
104 Páginas<br />
Preço sugerido: R$20,50</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Arte &amp; Letra</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.arteeletra.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/arteeletra.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/11/arte-e-letra-estorias-n/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Anos-Luz depois: Vontade literária</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/09/anos-luz-depois-vontade-literaria/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/09/anos-luz-depois-vontade-literaria/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 22:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dindii</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anos-luz depois]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Douglas Adams]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel García Márquez]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Cortázar]]></category>
		<category><![CDATA[Lewis Carroll]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Mia Couto]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Mckee]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Nabokov]]></category>
		<category><![CDATA[vontades]]></category>
		<category><![CDATA[William Gibson]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=13158</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer &#8220;a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada.” Começo a minha coluna, citando essa clássica passagem de Dom Casmurro para falar sobre vontades (prometo explicar melhor adiante). Meu primeiro contato com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/anosluz2.png"><img class="alignright size-full wp-image-13177" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/anosluz2.png" alt="" width="200" height="200" /></a>&#8220;Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer &#8220;a primeira amada do meu coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada.” Começo a minha coluna, citando essa clássica passagem de <strong>Dom Casmurro</strong> para falar sobre vontades (prometo explicar melhor adiante). Meu primeiro contato com Machado de Assis foi através de Dom Casmurro quando tinha cerca de 13 anos. O livro me foi passado como um dever da aula de português da minha escola. Nessa época, eu e quase todos os meus amigos líamos quase que somente o que éramos obrigados pela professora, natural entre os primeiros frutos de uma geração que crescia entre computadores domésticos e videogames. Eu ainda tive a opção de viver entre tecnologia e brincadeiras de rua, numa cidade tranquila do interior, ou seja, tinha bastante distração para ficar longe dos livros, mas agora se eu quisesse uma nota satisfatória (e, com isso, o direito de não ter meus jogos e saídas com amigos vetadas), teria que encarar mais aquela leitura.</p>
<p style="text-align: justify">Preciso assumir que detestei. Todos os dias, tinha que me deparar com um personagem ranzinza que de tudo reclamava e adorava usar palavras difíceis. Desconfiava que <strong>Machado de Assis</strong> tinha um certo prazer em dificultar a minha vida e que existia uma conspiração internacional que só dizia que o livro é bom pra parecer cult. Olhos de ressaca? Cigana oblíqua e dissimulada? Gente, deixa a mulher então, que droga! Da minha memória literária da época (e excluindo os quadrinhos), só consigo salvar o <strong>Pedro Bandeira</strong>. Esse sim sabia conquistar a gente. Os Karas eram incríveis. Miguel, Crânio, Calú, Chumbinho e Magrí ficaram registrados na minha memória. Também posso agradecer ao <strong>Lewis Carroll</strong> por Alice no País das Maravilhas, livro que me acompanharia (e acompanha até hoje).</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-13158"></span></p>
<p style="text-align: justify">Mas o assunto dessa coluna é sobre vontades. E como esse fluxo nostálgico de pensamento se relaciona com tudo isso? Bom, passado algum tempo, tive que ler Dom Casmurro novamente e a coisa começou a ser diferente. Alguma coisa ali começou a me atrair, assim como fui atraída antes pelo Pedro Bandeira e Lewis Carroll. Aliás, vários livros começaram a me atrair. Será que eu tinha amadurecido, então? De repente, eu adorava aquela frase que citei logo no início do texto e simpatizava com o Bento. O tempo foi passando e outras leituras começaram a me agradar cada vez mais.</p>
<p style="text-align: justify">Acho que o meu surto literário aconteceu entre o fim do ensino médio e primeiro ano de faculdade. Isaac Asimov, Mia Couto, Douglas Adams, William Gibson, Vladimir Nabokov, Gabriel García Márquez, Julio Cortázar, Edgar Allan Poe (e a lista continua). Apesar de continuar gostando da rua e dos videogames, ler se tornou algo inseparável de mim e acho que isso se deve ao fato de eu ter percebido o que todo livro possui: Vontades. Num livro, todo mundo é alguma coisa e busca alguma coisa. Os filmes, que me atraiam muito antes disso, também funcionam assim, mas os livros evidenciam as vontades muito mais e de forma psicológica.</p>
<p style="text-align: justify">O Bento era obcecado pela vontade de descobrir a verdade sobre uma traição, assim como Alice era tomada pela vontade de obter respostas e sair daquele mundo paralelo. Os Karas queriam salvar o mundo e era por isso que eu gostava tanto deles. Que criança não compartilha dessa vontade de ter poder de mudar as coisas, de criar suas próprias regras? Muito tempo depois, ao conhecer os manuais de Robert Mckee sobre roteiros (e que se aplicam, muitas vezes, a qualquer tipo de narrativa ficcional), a coisa fica até meio óbvia. Segundo ele &#8220;Stories are the creative conversion of life itself into a more powerful, clearer, more meaningful experience. They are the currency of human contact.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">Nenhum dia é banal nos romances. Livros são recortes em que todo fato conduz a história a algum lugar. Não existe tédio ou dia perdido. Existem sim seres observadores, impulsivos e que transbordam vontades. Mia Couto, por exemplo, é um exemplo de autor mestre em criar personagens cheios de vontade por entender a vida. Não tem como não se encantar.</p>
<p style="text-align: justify">Todos nos buscamos alguma coisa. Somos domados de vontades e esse é dos fortes elos de identificação pessoal com um personagem ou um livro. Não que você compartilhe dos objetivos de um personagem, mas sim de sua força e do seu sentimento de busca. É isso que torna, na minha opinião, o ritual da leitura tão importante.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7939">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/09/anos-luz-depois-vontade-literaria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fundação e Império (Isaac Asimov)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/31/fundacao-e-imperio-isaac-asimov/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/31/fundacao-e-imperio-isaac-asimov/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 20:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A Fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Aleph]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação e Império]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Trilogia da Fundação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=12873</guid>
		<description><![CDATA[Há pouco mais de um mês eu escrevi sobre a primeira parte da Trilogia da Fundação, de Asimov. Falei sobre o quanto eu havia me empolgado com um autor que, anteriormente, eu achava um tanto quanto kitsch. Já que o primeiro, Fundação, foi capaz de mudar minha opinião, resolvi ler a sequência. Em Fundação e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/07/LV244557_N.jpg"><img class="size-medium wp-image-12874 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/07/LV244557_N-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Há pouco mais de um mês eu escrevi sobre a primeira parte da Trilogia da Fundação, de Asimov. Falei sobre o quanto eu havia me empolgado com um autor que, anteriormente, eu achava um tanto quanto <em>kitsch.</em> Já que o primeiro, <em>Fundação</em>, foi capaz de mudar minha opinião, resolvi ler a sequência.</p>
<p style="text-align: justify">Em <em>Fundação e Império,</em> a Fundação já é uma potência galáctica bem estabelecida,  e a psico-história de Seldon já se espalha pelo populacho na forma de lendas proféticas e um certo ‘destino manifesto’ &#8211; os cidadãos da Fundação a creem invencível, pois ela foi criada com o objetivo único de triunfar sobre todas as adversidades e levar o homem até sua glória máxima. Dessa vez, porém, os inimigos são mais astutos e poderosos do que aqueles enfrentados nos primeiros trezentos anos (o que corresponde ao primeiro livro).</p>
<p style="text-align: justify">Na primeira parte o próprio Império, mesmo enfraquecido, decide recuperar os planetas que a Fundação influencia. Pela primeira vez a Fundação pega em armas e se atreve a guerrear &#8211; com a ajuda cambaleante de um novo planeta aliado, Siwenna, que vê na derrota do Império sua esperança de libertação. O desfecho do embate é previsível, mas o modo como isso acontece é um tanto quanto inesperado.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-12873"></span>Em seguida, a história passa 80 anos para o futuro. A própria Fundação, agora, começa a mostrar sinais de decadência: o cargo de prefeito é agora hereditário, e cabe a uma dinastia (em sua terceira geração) despótica e mais idiota a cada geração. Planetas habitados por pequenos comerciantes empobrecidos e rebeldes dentro do próprio planeta sede da Fundação tem planos de derrubar o déspota Indbur III.</p>
<p style="text-align: justify">Tudo muda com o surgimento de um novo inimigo, o Mulo. Vindo do nada, ele rapidamente torna-se extremamente poderoso e ainda mais ameaçador do que o Império fora. As esperanças tornam-se cada vez mais tênues, surgem suspeitas de que Hari Seldon possa ter errado. Tanto que um cientista,  Ebling Mis, resolve tentar reconstituir a psico-história.</p>
<p style="text-align: justify">Apesar de ser a continuação do primeiro livro, lançada originalmente apenas um ano depois, existem diferenças significativas entre <em>Fundação </em>e <em>Fundação e Império</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Nesse segundo capítulo da história da Fundação, o tom de Asimov é, ao mesmo tempo, algo mais grandioso e pessimista. Ele não se furta, também, ao dar maior importância aos indivíduos do que na primeira parte, e mesmo ao retratar &#8211; de forma tímida, o que evita que se torne piegas &#8211; o romance do jovem casal Bayta e Toran. Quiçá essas diferenças sejam intencionais, visto que o próprio desenrolar dos eventos aponta nessa direção. As dificuldades são maiores e as ações individuais passam a ter um peso maior do que outrora.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Fundação e Império</strong></p>
<p style="text-align: justify">de Isaac Asimov, tradução de Fábio Fernandes</p>
<p style="text-align: justify">248 páginas</p>
<p style="text-align: justify">R$ 39,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Aleph</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.editoraaleph.com.br/site/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/aleph.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7753">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/31/fundacao-e-imperio-isaac-asimov/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Anos-Luz Depois: Sete pecados capitais</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/09/anos-luz-depois-sete-pecados-capitais/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/09/anos-luz-depois-sete-pecados-capitais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 23:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dindii</dc:creator>
				<category><![CDATA[Anos-luz depois]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[O Guia do Mochileiro das Galáxias]]></category>
		<category><![CDATA[Sete pecados capitais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=11161</guid>
		<description><![CDATA[Há algum tempo atrás, eu acompanhei fielmente no site The Script Lab, uma série de posts  do Randal Stevens sobre os sete pecados capitais na hora de escrever um roteiro, ou melhor dizendo, como a existência de cada um deles pode se tornar um problema para um roteirista. Todo artigo começava do mesmo jeito: “Séculos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/06/anosluz2.png"><img class="alignleft size-full wp-image-11164" style="margin: 5px; border: 0pt none;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/06/anosluz2.png" alt="" width="200" height="200" /></a>Há algum tempo atrás, eu acompanhei fielmente no site <a href="http://thescriptlab.com">The Script Lab</a>, uma série de posts  do <strong>Randal Stevens</strong> sobre os sete pecados capitais na hora de escrever um roteiro, ou melhor dizendo, como a existência de cada um deles pode se tornar um problema para um roteirista. Todo artigo começava do mesmo jeito: “Séculos atrás, algum cara que viveu sozinho no deserto criou os sete pecados capitais para justificar sua importância na Igreja. Agora, eu resolvi criar as consequências dos sete pecados capitais para justificar (talvez futilmente) minha importância nesse blog. As conseqüências dos sete pecados capitais são iguais aos pecados, apenas com a diferença que elas não são ações, mas sim reações”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os textos falavam sobre algumas regras, detalhes e cuidados que o roteirista deve ter, mas o que tornava a leitura interessante era o fato do Stevens usar uma escrita muito bem humorada, sem ser didático e muito menos empregar regras autoritárias. Quando me deparava com esses artigos, era o meu momento de relaxar e rir das situações que um roteirista passa. Aliás, não só o roteirista, mas eu passei a sentir que esses pecados também perseguiam os autores de outros formatos e leitores em geral. Fiquei muito tempo pensando sobre isso e eis que, Anos-Luz Depois, quero dividir essas divagações com vocês para justificar (talvez futilmente) a importância dessa coluna. A ideia aqui é focar o assunto no universo do leitor com alguns desses pecados.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-11161"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Pra começar, claro, talvez a maior inimiga do leitor &#8211; A <strong>preguiça</strong>. Preguiça de ler um livro de mais de 200 páginas, ou de ler de noite. Preguiça de livro que tem folha de jornal ou que ainda não foi traduzido. Preguiça por falta de tempo e preguiça por preguiça mesmo. As desculpas para não ler, ou não adquirir um ritmo de leitura são muitas e até mesmo aquele leitor mais apaixonado não consegue escapar dela às vezes. Ok, ler por obrigação não é nada prazeroso e você vai achar outras coisas pra fazer como prioridade sempre que isso acontecer. O fundamental é não tornar a leitura um fardo ou castigo. Já é um belo início, não? “Ai meu Deus, Dindii, mas como eu faço isso?” Ache assuntos que te interessam, que tal?</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo bem, vamos supor agora que você já lê algo que te interessa e mesmo assim a preguiça ainda está ali. Um dia ou outro de folga é entendível, mas não deixe isso tomar conta de você. Um pouco de disciplina é necessário sim. É a mesma coisa que comer comida congelada porque dá menos trabalho: Você pode comê-la eventualmente, mas, a não ser que você queira virar um hipopótamo encalhado no sofá da sala, você precisa se controlar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas esse assunto de comida leva a um segundo pecado – A <strong>gula</strong>. Ah, então você é do tipo que quer ler quatro livros de uma vez? Você vai la na livraria, todo pomposo, compra a edição especial luxo do Guia do Mochileiro das Galáxias e a edição golden plus da obra completa de Isaac Asimov, quer ler tudo ao mesmo tempo e acaba não conseguindo entender absolutamente nada? Ou pior: Acaba achando que o Marvin vai aparecer a tempo da crise da Fundação e que um Gerador de Improbabilidade fez com que parte da humanidade fosse parar em Terminus.</p>
<p style="text-align: justify;">É amigo, você está confundindo as narrativas e agindo de forma bem ingênua ao achar que pode conduzir as coisas assim. Tudo bem, eu te entendo. Livros podem ser tentadores e não é muito difícil passar da conta, principalmente hoje, que podemos ter acesso a e-books, sites de autores e tantas outras formas de informação. O negócio é surtar de felicidade sim com os seus livros novos e talvez até tentar ler tudo ao mesmo tempo, mas também perceber qual é o seu limite e quanto você está aproveitando cada narrativa. A percepção é essencial para encontrar o limite.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do leitor guloso, existe o leitor <strong>avarento</strong>. Ele não pode comprar nenhum livro, porque todos são caros e supérfluos. Muitas vezes, esse ai é um preguiçoso disfarçado. Como já disse anteriormente, o acesso à leitura se torna cada vez mais fácil e não é nada complicado conseguir e-books de graça hoje em dia. Além disso, outra solução são os pocket books e livros impressos em página de jornal. Tudo bem, livros poderiam ser mais baratos (assim como um monte de coisas. Meu salário agradeceria imensamente), mas existem soluções.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, esses foram três dos sete pecados que podem acompanhar os leitores. No próximo “Anos-Luz Depois” eu falo dos outros, isso, é claro, se a luxúria, ira, soberba ou inveja não me consumirem demais durante este mês. Enquanto isso, vocês podem relembrar <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/04/14/serie-pecados-capitais-avareza/">um artigo publicado</a> no início do ano passado sobre os sete pecados capitais. A <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/Kika/">Kika</a> organizou os posts, que foram feitos a partir de discussões no <a href="http://www.meiapalavra.com.br/">Fórum Meia Palavra</a> e falavam sobre personagens da literatura que carregavam o pecado da avareza.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7333">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/09/anos-luz-depois-sete-pecados-capitais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fundação (Isaac Asimov)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/06/fundacao-isaac-asimov/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/06/fundacao-isaac-asimov/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 14:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Aleph]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=11008</guid>
		<description><![CDATA[O que o prêmio Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, e o recém-falecido líder terrorista Osama Bin-Laden têm em comum? Aparentemente nada, exceto por uma trilogia de livros: A Trilogia da Fundação, do escritor judeu-russo naturalizado americano Isaac Asimov. Ambos foram inspirados por essa trilogia, para mim a obra máxima do famoso escritor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/06/fundacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-11009 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/06/fundacao-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>O que o prêmio Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, e o recém-falecido líder terrorista Osama Bin-Laden têm em comum? Aparentemente nada, exceto por uma trilogia de livros: <em>A Trilogia da Fundação</em>, do escritor judeu-russo naturalizado americano Isaac Asimov. Ambos foram inspirados por essa trilogia, para mim a obra máxima do famoso escritor de ficção científica. <em>Al Qaeda</em>, em árabe, quer dizer exatamente &#8216;<em>A Fundação&#8217; </em>e existem rumores de que o nome se deve ao livro- a data de surgimento do grupo e a publicação da tradução árabe coincidem, assim como a educação ocidental de Bin-Laden. No caso de Krugman fica mais fácil fazer a relação, já que ele mesmo disse ter escolhido seguir a carreira de economista por ser o mais perto que poderia chegar de ser um <em>psico-historiador</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Só isso já deveria ser o suficiente para atiçar a curiosidade da maioria das pessoas quanto ao livro- e foi, na verdade, o que me atraiu: eu já havia lido e não gostava de Asimov até então, suas leis da robótica me entediavam e, quando não falava delas, ele estava ocupado sendo piegas. Com <em> Fundação</em>, porém, a coisa foi diferente.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-11008"></span>Essa primeira parte da trilogia da Fundação, composta por <em>Fundação, Fundação e Império </em>e <em>Segunda Fundação</em>, nos introduz ao Império Galático- um gigantesco e frutífero império humano que ocupa toda a Via Láctea, por volta do ano 12000, e à ciência da psico-história, que pode, através de análises lógicas e estatísticas da história, prever o rumo dos acontecimentos, aprimorada pelo matemático Hari Seldon.</p>
<p style="text-align: justify">Acontece que Seldon previu a decadência do Império e uma idade das trevas que duraria 30000 anos. Mas, com a ajuda da mesma ciência, ele sabe que pode diminuir esse período de escuridão para &#8216;apenas&#8217; mil anos. Por isso cria a &#8216;Fundação&#8217;, uma organização acadêmica devotada, inicialmente, a organizar uma enciclopédia contendo todo o conhecimento humano, de modo resumido.</p>
<p style="text-align: justify">Essa Fundação fica localizada no planeta Terminus, um planeta isolado no extremo da galáxia, que possuiu pouquíssimos metais. Pouco depois da morte de Seldon, o Império começa a ter problemas e abandona a periferia (o nome dado às regiões mais distantes da galáxia, onde fica Terminus), onde surgem quatro reinos independentes, bárbaros e belicosos.</p>
<p style="text-align: justify">A Fundação está sozinha e é ameaçada por esses reinos, sedentos de poder. Essa é a primeira das crises, que acontecem sucessivamente- mas que foram planejadas por Seldon. Ele deixa, no entanto, que os líderes da Fundação busquem suas respostas às cegas- pois saber o que deve acontecer alteraria o resultado e mudaria as probabilidades calculadas, podendo fazer com que seu plano falhasse.</p>
<p style="text-align: justify">Asimov baseou-se no estudo dos grandes movimentos políticos e expansionistas da humanidade, como o Império Romano, o Destino Manifesto Norte-Americano e o Nazismo. Sua inspiração mor, aliás, foi <em>A História do Declínio e Queda do Império Romano</em>, clássico do historiador inglês Edward Gibbon.</p>
<p style="text-align: justify">Mas isso não significa que o livro perca-se em elucubrações teóricas sobre a história ou sobre a psico-história. Elas existem, é claro, mas de modo bastante equilibrado com a ação e a aventura, gerando uma tensão incrível em alguns momentos e capturando o leitor através da indução de uma curiosidade quase científica em outros.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Fundação</strong></p>
<p style="text-align: justify">de Isaac Asimov</p>
<p style="text-align: justify">tradução de Fábio Fernandes</p>
<p style="text-align: justify">240 páginas</p>
<p style="text-align: justify">R$ 39,00<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Aleph</strong></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.editoraaleph.com.br/site/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/aleph.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a><a href="http://meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7288" target="_blank">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA-PALAVRA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/06/fundacao-isaac-asimov/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Fim da Eternidade (Isaac Asimov)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/10/o-fim-da-eternidade-isaac-asimov/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/10/o-fim-da-eternidade-isaac-asimov/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 13:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Aleph]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[O Fim da Eternidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://meiapalavra.megadodo.com.br/?p=6829</guid>
		<description><![CDATA[Uma das séries de televisão de maior sucesso nos últimos anos, Lost tratou de paradoxos temporais em pelo menos duas de suas temporadas. O estrondo provocado pela produção abriu, com certeza, a mente de muitas pessoas sobre teorias científicas complicadas sobre viagens no tempo, alterações na linha de vida da Terra, formas de interferência temporal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/livros_nerds_o-fim_da_eternidade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6857" style="margin: 5px; border: 0pt none;" title="livros_nerds_o-fim_da_eternidade" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/livros_nerds_o-fim_da_eternidade.jpg" alt="" width="273" height="307" /></a>Uma das séries de televisão de maior sucesso nos últimos anos, Lost tratou de paradoxos temporais em pelo menos duas de suas temporadas. O estrondo provocado pela produção abriu, com certeza, a mente de muitas pessoas sobre teorias científicas complicadas sobre viagens no tempo, alterações na linha de vida da Terra, formas de interferência temporal.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivemos em um mundo hoje mais dado às descobertas científicas do que o de Isaac Asimov. Nos anos 40 e 50 do século passado, quando viveu sua fase mais prolífera na literatura, o autor e a sociedade se deparavam com limites bélicos da tecnologia. A física nuclear era estudada não para gerar energia ou servir como propulsão de naves como submarinos e mesmo foguetes, e sim para causar uma destruição nuclear. Eram feitas as primeiras observações sobre viagens estrelares, a existência de vida alienígena, o estudo da robótica etc. Tudo o que um autor teria como base para criar seria sua própria mente, sua inventividade. Quais os efeitos de uma guerra nuclear? Como seriam os alienígenas, os planetas de outros sistemas? Os robôs teriam poder de criar inteligência e vida própria por si próprios?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-6829"></span><br />
Como é possível uma viagem temporal? Este é o tema de O Fim da Eternidade, que dizem ser o melhor romance escrito por Asimov, em 1955. O que foi conto rejeitado muitos anos antes por um pulp norte-americano acabou se tornando uma obra seminal, de certa forma um prólogo à duas séries do autor: Fundação e Império Galático.</p>
<p style="text-align: justify;">Na história, uma sociedade que na Eternidade trabalha para alterar pequenos fatos no tempo, gerando benefícios para toda a humanidade ao longo do futuro. Nada muito grande. Um copo movido um metro meio à esquerda, que cai, se quebra e atrasa o infeliz protagonista da ação por meia hora. Um carro não bate, um cientista morre e um remédio é criado. No ano 3000, uma nave espacial explode e os humanos decidem não ir mais longe no espaço, evitando confronto alienígena e à extinção.</p>
<p style="text-align: justify;">É mais ou menos essa a vida do Técnico Andrew Harlan, que precisa executar essas alterações enquanto seus “fisioanos” passam. Louvável, apenas pelo fato de que para ser Técnico é exigida uma frieza que afasta o ser humano de qualquer emoção. Senão, como ele poderia jogar com a vida de bilhões, talvez sua própria família, ao longo dos infinitos séculos do Tempo?</p>
<p style="text-align: justify;">E o que melhor para trair um bom trabalho do que uma mulher? Mulher e cerveja, talvez? Na Eternidade não havia a bebida, mas Harlan se deparou com Noÿs Lambert, uma habitante do 482 (Os Eternos são simples aos se referirem aos séculos. Para um ano quebrado, 1930 por exemplo, o uso correto na Língua Intertemporal Padrão). Suas roupas transparentes, decotadas, seu cabelo arqueado como o de gregas, e sim, cacheado &#8211; todos elementos tradicionais da cultura daquele século, nada fora do comum, como explica Asimov -, foram demais para o Técnico.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais ou menos como sacerdotes, o povo da Eternidade se mantém casto, justamente por essa afetação no padrão emocional. No começo, Harlan não se importa no cotidiano com a mulher, mas ao descobrir que ela será totalmente apagada em uma Mudança, passa a lutar contra a própria Eternidade por amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Asimov, como é de sua característica, trata com simplicidade do tema, evoluindo conceitos aos poucos, para não “fritar” a cabeça de leitores menos acostumados a este tema. O grande gancho é o amor, como num romance comum, que distância a obra da, às vezes, frieza da abordagem tecnológica. É nessa simplicidade literária que ele aplica o maior trunfo da obra, o estudo de paradoxos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se para alguns, é impossível voltar no tempo e assassinar seu próprio avô, já que você nasceu e voltou – a arma falharia, por exemplo; outros indicam que uma pequena alteração geraria sim uma completa mudança na realidade. É através do estudo destes paradoxos que a Eternidade trabalha, no que se descobre ao longo do romance, em uma assepsia cirúrgica.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando da edição em si, a Aleph mostrou ótimo trabalho na obra, como vêm fazendo constantemente com sua linha de ficção científica. A capa, com fio prateados em fundo preto, e letras rosas enormes, é linda. A orelha foi, pelo menos por aqui, resistente às 256 páginas da publicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora ainda esteja engatinhando, a linha parece ter público fiel e tem tudo para ser sucesso como são os romances de Stephen King publicados pela Objetiva, por exemplo. O exemplar que eu adquiri de O Fim da Eternidade é de sua segunda reimpressão, feita três anos depois da original, em 2007, o que demonstra sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre estar engatinhando – e para não deixar o assunto no ar como crítica infundada -, a Aleph terá trabalho para trazer tantas obras de Asimov (como as séries dos Robôs, ou a própria Império Galático), e para terminar a publicação da série Barsoom, cujo o primeiro de onze romances, Uma Princesa de Marte, foi lançado em meados de 2010. Pode-se limitar aos três primeiros, focados em John Carter, mas sabe como são os fãs (e os nerds que trabalham nestas editoras).</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo: O Fim da Eternidade é uma ficção científica que todo mundo deveria ler. Nem que seja a única digerida em toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o autor</strong>: Artur Tavares é um dos diretores da <a href="http://hqmaniacs.uol.com.br/editora/" target="_blank">HQM Editora</a>, responsável por trazer Os Mortos-Vivos (Walking Dead) para o Brasil. Divide seu tempo livre entre as histórias em quadrinhos, textos para a página Jovem do iG e a produção de um programa mais ou menos sério na MTV Brasil. Você pode encontrá-lo no @arturem e <a href="http://facebook.com/artur.tavares">Facebook</a>.</p>
<p><strong>ASIMOV</strong>, Isaac. <em>O Fim da Eternidade</em>. Editora Aleph. Tradução: Susana Alexandria. 256 págs. Preço sugerido: R$38,00</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Aleph</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.editoraaleph.com.br/site/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Editora Aleph" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/aleph.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6394" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/10/o-fim-da-eternidade-isaac-asimov/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O que vem por aí</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2009/04/25/o-que-vem-por-ai/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2009/04/25/o-que-vem-por-ai/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 13:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Schlink]]></category>
		<category><![CDATA[Confissões de Mãe]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Formaturas Infernais]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação]]></category>
		<category><![CDATA[Guy de Maupassant]]></category>
		<category><![CDATA[História da Vida Privada]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Mariana]]></category>
		<category><![CDATA[Matrix]]></category>
		<category><![CDATA[Meg Cabot]]></category>
		<category><![CDATA[O Beijo das Sombras]]></category>
		<category><![CDATA[O Outro]]></category>
		<category><![CDATA[Richelle Mead]]></category>
		<category><![CDATA[Stephenie Meyer]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.meiapalavra.com.br/?p=830</guid>
		<description><![CDATA[Nos próximos dias vários lançamentos chegarão nas livrarias, e o Meia Palavra traz agora para você uma lista de alguns destaques do que está por vir. É importante destacar desde já que algumas vezes o prazo de lançamento muda, com o livro sendo lançado antes ou depois da data que a editora divulgou (que serão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2009/04/livros.jpg"><img class="size-full wp-image-831 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2009/04/livros.jpg" alt="livros" width="197" height="284" /></a>Nos próximos dias vários lançamentos chegarão nas livrarias, e o <strong>Meia Palavra</strong> traz agora para você uma lista de alguns destaques do que está por vir. É importante destacar desde já que algumas vezes o prazo de lançamento muda, com o livro sendo lançado antes ou depois da data que a editora divulgou (que serão as datas informadas nessa lista). Há livros para todos os gostos, de (novos) vampiros até o retorno de uma figura que marcou os adolescentes da década de 90: Maria Mariana.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>História da Vida Privada</strong> (Vários): Uma das boas notícias entre os lançamentos recentes, a coleção da Companhia das Letras sai agora pelo selo Companhia de Bolso, com preço sugerido de 33 reais (quase 60 reais mais baratos que os de capa dura). Dividido em cinco volumes, os livros apresentam como recorte o cotidiano nos variados períodos históricos (o volume 1 vai do declínio do Império Romano até a Alta Idade Média). O lançamento está previsto para 30/04/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-830"></span><strong>Formaturas Infernais </strong>(Vários): Pegue todos os autores de livros para adolescentes do momento e faça uma coletânea de contos de terror e pronto, mais sucesso. Com nomes famosos como o de Stephenie Meyer e Meg Cabot, a tradução de &#8220;Formaturas Infernais&#8221; chega ao Brasil quase dois anos após o lançamento no exterior, agora aproveitando as portas abertas pela série Crepúsculo. O lançamento está previsto para 05/05/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>O Beijo das Sombras</strong> (Richelle Mead): Outro livro que aproveita a onda de vampiros adolescentes, &#8220;O Beijo das Sombras&#8221; conta a história de Lissa Dragomir, princesa de uma família real muito importante na sociedade vampiresca. A &#8220;novidade&#8221; aqui fica por conta de que Lissa frequenta a São Vladimir, uma escola para vampiros. O quarto livro da série será publicado em agosto lá fora. Aqui, &#8220;O Beijo das Sombras&#8221; tem lançamento previsto para 30/04/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Almanaque Jornada nas Estrelas</strong> (Salvador Nogueira e Susana Alexandria): Essa é para os &#8220;nerds old school&#8221;. Seguindo o mesmo modelo de outros almanaques (como o Almanque Anos 80 e o Almanaque do Rock), esse apresenta curiosidades e dados sobre uma das séries mais famosas da ficção científica. E para quem é fã, fica aqui outra sugestão &#8220;<a title="captain kirk" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2243148&amp;sid=01891171011324423676302781&amp;k5=13A74479&amp;uid=" target="_blank">Captain Kirk&#8217;s Guide to Women</a>&#8220;, hilário! O lançamento do almanaque está previsto para 07/05/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>125 Contos de Guy de Maupassant</strong>: Seguindo os mesmos padrões caprichados (e lindos!) das outras coletâneas de contos já lançadas (como &#8220;50 Contos de Machados de Assis&#8221; ou ainda &#8220;24 Contos de F. Scott Fitzgerald&#8221;), a Companhia das Letras lança agora essa seleção de escritos de um dos maiores contistas de todos os tempos, Guy de Maupassant, famoso pelo conto <a title="o horla" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Horla" target="_blank">O Horla</a>. Uma boa sugestão para quem gosta do gênero, o livro tem lançamento previsto para 02/05/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Box da trilogia Fundação</strong> (Isaac Asimov): Mais um lançamento para os fãs da ficção científica. A editora Aleph está lançando uma caixa com a trilogia traduzida por Fábio Fernandes e Marcelo Barbão, a partir da versão inédita modificada por Asimov em 1980. Os leitores terão a opção de comprar os livros separados (cada um custando 39 reais) ou juntos (por 117 reais). O lançamento está previsto para 12/05/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Confissões de Mãe</strong> (Maria Mariana): Lembram do livro &#8220;Confissões de Adolescente&#8221;, que rendeu peça de teatro e série de TV (na Cultura)? Agora Maria Mariana volta como mãe. Escrito como um diálogo entre mãe e filha, num formato meio auto-ajuda o livro procura responder questões relacionadas à maternidade. Chega perto do dia das mães, com lançamento previsto para 29/04/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Matrix vol. 1</strong> (Vários): Quase 10 anos após o lançamento do primeiro filme nos cinemas, aparentemente o assunto ainda não se esgotou. Agora chega às livrarias a HQ Matrix, que procura aprofundar algumas questões levantadas na trilogia. A história &#8220;Fragmentos de Informação&#8221;, criada pelos irmãos Wachowski, mostra os primórdios da mudança que fez o planeta ser dominado pelas máquinas. Lançamento previsto para 27/04/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>O Outro</strong> (Bernard Schlink): Após o sucesso recente de &#8220;O Leitor&#8221; (cuja adaptação rendeu o Oscar de melhor atriz para Kate Winslet esse ano), chega agora &#8220;O Outro&#8221;. Depois de perder a mulher para o câncer, Bengt procura conforto nas tarefas mais simples do dia a dia. Até que recebe uma carta endereçada a ela e tudo o que viveram juntos desmorona. Percebendo a chance de manter viva a memória da esposa, Bengt começa a responder às cartas como se fosse Lisa. A cada nova carta, ele a redescobre. Entretanto, as mensagens não são suficientes e logo a empatia entre os dois e a curiosidade de Bengt fazem com que ele vá ao encontro do &#8220;Outro&#8221;. Lançamento previsto para 30/04/2009.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2805" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2009/04/25/o-que-vem-por-ai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reflexões acerca de &quot;O Senhor dos Anéis&quot;</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/13/reflexoes-acerca-de-o-senhor-dos-aneis/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/13/reflexoes-acerca-de-o-senhor-dos-aneis/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 22:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Isaac Asimov]]></category>
		<category><![CDATA[J.R.R. Tolkien]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[O Senhor dos Anéis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/wordpress/?p=84</guid>
		<description><![CDATA[Estava eu hoje, imerso em várias das minhas divagações e elucubrações artístico-filosóficas, que me acometem diariamente, quando comecei a sair de um universo para me adentrar em outro: o universo de J. R. R. Tolkien, uma viagem pelas alegorias e cogitações propostas pela obra O Senhor dos Anéis – lembrando que assisti aos filmes, porém não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/lotr.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2874" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/lotr.jpg" alt="" width="100" height="153" /></a>Estava eu hoje, imerso em várias das minhas divagações e elucubrações artístico-filosóficas, que me acometem diariamente, quando comecei a sair de um universo para me adentrar em outro: o universo de J. R. R. Tolkien, uma viagem pelas alegorias e cogitações propostas pela obra O Senhor dos Anéis – lembrando que assisti aos filmes, porém não li a trilogia literária. Resolvi postá-las para não perdê-las em qualquer região inóspita do meu cérebro e, claro, para iniciar um possível e acalorado debate.</p>
<p style="text-align: justify">Tolkien construía a natureza humana de seus personagens de forma maniqueísta, o que é compreensível visto que ele era um católico fervoroso; muitos indivíduos, por forte influência religiosa, concebem o &#8220;Bem&#8221; e o &#8220;Mal&#8221; como essências postadas acima do homem. Isso se deve à relação das noções de bem e mal com, respectivamente, Deus e o Diabo. <span id="more-84"></span>Essa concepção é perceptível em O Senhor dos Anéis. A guerra entre os povos civilizados da Terra-Média contra as criaturas e bárbaros asseclas de Sauron não só simbolizam uma aparente contraposição entre civilização e barbárie como também entre os tementes a Deus – povos católicos fiéis, portanto do &#8220;Bem&#8221; – e os infiéis, seguidores das &#8220;falsas&#8221; religiões e considerados cruéis e inumanos. Vai ver ele esqueceu de um termo chamado imperialismo, ou as próprias hordas de Sauron são os EUA subjugando as nações menos desenvolvidas – e tentando submeter também outras que são desenvolvidas, para afirmar seu poder bélico e econômico. Entretanto, essa é uma interpretação limitada, com cerceios. Sabe-se que Tolkien diabolizava a máquina e, portanto, a tecnologia avançada. Essa idéia dele é visível em sua obra pelo modo como ele retratava as máquinas, destruidoras graduais do meio ambiente e da civilização como a conhecemos, conduzindo-nos rumo ao caos. Obviamente, Tolkien edificou suas críticas e predições observando e julgando o mundo que se definia em sua época: com o poderio bélico de nações como EUA e URSS, dentre outras, crescendo exponencialmente devido aos avanços tecnocientíficos, poderio este exibido largamente em guerras e conflitos, exterminando pessoas muito mais numerosamente do que as lutas armadas de antigamente; através da degradação ambiental, incluindo a destruição de florestas para ampliar cidades, edificar indústrias armamentistas – mais uma vez a presença da guerra –, dentre fábricas de outros setores, ainda por cima gerando poluição atmosférica e fluvial – fumaça e dejetos químicos/orgânicos. Extremamente atual.</p>
<p style="text-align: justify">Isaac Asimov criticava duramente Tolkien pela visão provavelmente arcaica e maniqueísta que este tinha da ciência e da tecnologia. Asimov acreditava, mesmo não olvidando os impactos negativos da ciência moderna, que esta também traria consideráveis benefícios e avanços, como mais conhecimento, menos alienação, mais melhorias e eficiência, menos trabalhos árduos, mais justiça. Se não me engano, também foi Asimov que interpretou mordazmente os hobbits como uma representação ideal dos ingleses pacatos, habitantes estáveis e rechonchudos dos campos e lugares idílicos do Reino Unido, distantes da tecnologia em voga, porém alienados em relação à pobreza e aos conflitos violentos, desatentos do resto do mundo.<br />
Voltando à natureza humana em O Senhor dos Anéis, é imprescindível afirmar que a falta de densidade psicológica, sem complexidade e zonas morais cinzentas, não esfacela a riqueza dos personagens. Os &#8220;mocinhos&#8221; da obra também possuem seus defeitos, angústias, medos, alguns detentores de um temperamento instável, irascíveis e/ou inseguros. Os próprios hobbits são quase anti-herois: glutões, de natureza alheia e sossegada, meio que indolentes e medrosos. Mas uma coisa é ter defeitos; outra coisa é balouçar-se entre o bem e o mal, possuir complexidade de ações e sentimentos que o tornem categoricamente humanos, acima de simplesmente heróis ou vilões, meros arquétipos. E aí entra o Um Anel, uma alegoria tanto do poder sobrenatural/demoníaco quanto do poder tecnológico. Atemo-nos à primeira interpretação, e daí surge o questionamento de cunho moral e existencial, com uma pontinha no metafísico: o Anel seduz utilizando-se das ambições e desejos recônditos das criaturas, para assim preservar sua existência. Como uma influencia diabólica, da qual o homem não é imune. Porém, alguns são, na sua essência, de mente mais fraca, débil e facilmente suscetível ao erro que outros. Estes são mais propensos à corrupção do Um. Então, isso os situaria numa zona cinzenta? Ou, levando em conta o maniqueísmo de praxe tolkieniano, estes já eram em seu âmago maus? Haveria um pendor, por parte do escritor da saga do Anel, a um desvelo mais agudo da alma humana, que infelizmente não foi aperfeiçoado?</p>
<p style="text-align: justify"><em>(Este artigo é uma colaboração de Jorge Leberg)</em></p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1316"><strong>Comente esse post no Fórum Meia Palavra.</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/13/reflexoes-acerca-de-o-senhor-dos-aneis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- This Quick Cache file was built for (  blog.meiapalavra.com.br/tag/isaac-asimov/feed/ ) in 0.44461 seconds, on Feb 6th, 2012 at 6:02 am UTC. -->
<!-- This Quick Cache file will automatically expire ( and be re-built automatically ) on Feb 6th, 2012 at 7:02 am UTC -->
