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	<title>Meia Palavra&#187; Ciência</title>
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		<title>Invenções Literárias (parte II)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/04/22/invencoes-literarias-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 12:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Sir Arthur Conan Doyle]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando continuidade à série &#8220;Invenções Literárias&#8221;, agora deixamos de lado as inspirações causadas por um monstro famoso para focarmos em um dos maiores detetives da Literatura. Quem? Elementar, meu caro leitor! Sherlock Holmes1! Criado no final do século XIX pelo então médico Sir Arthur Conan Doyle, Holmes tinha uma característica bastante marcante: a obsessão pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/arthurconandoyle_astudyinscarlet_annual1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2724" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/arthurconandoyle_astudyinscarlet_annual1.jpg" alt="" width="199" height="310" /></a>Dando continuidade à série &#8220;Invenções Literárias&#8221;, agora deixamos de lado as inspirações causadas por um monstro famoso para focarmos em um dos maiores detetives da Literatura. Quem? Elementar, meu caro leitor! Sherlock Holmes<sup><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/04/22/invencoes-literarias-parte-ii/#footnote_0_39" id="identifier_0_39" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="Observa&ccedil;&atilde;o: nos livros Holmes nunca disse &amp;#8220;Elementar, meu caro Watson&amp;#8221;. O bord&atilde;o na realidade foi dito pela primeira vez pelo ator William Gilette, um dos primeiros a interpretar o detetive no teatro.">1</a></sup>! Criado no final do século XIX pelo então médico Sir Arthur Conan Doyle, Holmes tinha uma característica bastante marcante: a obsessão pela utilização do método científico ao investigar um caso.</p>
<p style="text-align: justify">Reza a lenda que esse traço da personalidade de Holmes é baseado em uma pessoa real que Conan Doyle conheceu, um professor da Universidade de Edimburgo chamado Joseph Bell. Seria herdada de Bell a mania de querer saber a verdade através dos menores detalhes. E é a partir dessa mania que chegamos à nossa invenção literária parte II: o <a title="luminol" href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/luminol.htm" target="_blank">luminol</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Para aqueles que não são apaixonados por séries investigativas no estilo CSI o termo pode parecer relativamente novo, mas devido ao recente caso com a menina Isabella, o método tem sido amplamente citado pela imprensa. <span id="more-39"></span>Trata-se de um composto que reagirá de tal forma com a hemoglobina que lugares aparentemente &#8220;limpos&#8221; revelarão no escuro um brilho que indicará a presença de sangue. O cientista por trás da idéia é H. O. Albrecht, que em 1928 criou a famosa reação com peróxido de oxigênio que seria tão amplamente utilizada em investigações.</p>
<p style="text-align: justify">Mas agora retorne um pouco no tempo, mais precisamente para o ano de 1887, data da primeira publicação de <em>Um Estudo em Vermelho</em>. No primeiro capítulo da obra de estréia de Conan Doyle é retratado o primeiro encontro entre Holmes e o Dr. Watson. Em dado momento, lemos o seguinte diálogo entre os dois:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ora, homem, esta é a maior descoberta prática médica-legal em anos. Você não vê que ela nos dá um teste infalível para manchas de sangue. Venha até aqui agora!&#8221; Em sua ansiedade ele agarrou-me pela manga do casaco , e me levou até a mesa em que estivera trabalhando. &#8220;Vamos ter um pouco de sangue fresco,&#8221; ele disse, inserindo uma longa faca em seu dedo e colhendo a gota resultante em uma pipeta química. &#8220;Agora, eu adiciono esta pequena quantidade de sangue em um litro de água. Você percebe que a mistura resultante tem aparência de água pura. Eu não tenho dúvidas, no entanto, que obteremos a reação característica.&#8221; Enquanto falava, ele jogou no recipiente alguns cristais brancos, e adicionou então algumas gotas de um líquido transparente. Em um instante o conteúdo assumiu uma cor de mogno escuro, e uma poeira marrom foi se precipitando para o fundo do recipiente de vidro.</p>
<p>&#8220;Ha! ha!&#8221; ele gritou , batendo suas mãos, e olhando com o deslumbre de uma criança com um novo brinquedo. &#8220;O que você acha disso? &#8221;</p>
<p>&#8220;Isto parece ser um teste muito delicado,&#8221; comentei.</p>
<p>&#8220;Esplêndido! Esplêndido! O velho teste de Guiacum era muito tosco e incerto. O mesmo cabe dizer do exame de corpúsculos de sangue&#8230; Este último é inútil se as manchas ainda possuem poucas horas. Agora, este teste parece agir bem se o sangue é antigo ou novo. Se este teste houvesse sido inventado antes, milhares de homens que agora andam sobre a terra há muito já teriam pagado a penalidade por seus crimes.</p>
<p>&#8220;É verdade!&#8221; murmurei.</p>
<p>&#8220;Os casos criminais sempre giram ao redor do mesmo ponto. Um homem é suspeito de um crime talvez meses depois de ter sido cometido. Seu traje ou suas roupas são examinados e descobre-se uma mancha marrom neles. Será que são manchas de sangue, de barro, de ferrugem ou de frutas? Esta é uma questão que tem intrigado diversos peritos e porquê? Porque não havia nenhuma prova fiável. Agora nós temos o teste Sherlock Holmes e não haverá mais nenhuma dificuldade.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify">Seria o teste de Holmes o vovô do luminol? A verdade é que embora o reagente do detetive da ficção não brilhasse como o do químico Albrecht, ainda assim o conceito básico de reagir com a hemoglobina estava ali, presente na obra de Conan Doyle. Mais um ponto para a ficção como musa inspiradora.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sugestão de leitura:</strong></p>
<p style="text-align: justify">DOYLE, Sir Arthur C. <em>Um Estudo em Vermelho. </em>São Paulo: Editora Ática, 1994. <em>(Excelente texto de introdução da série Eu Leio).</em></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Se gostar assista:</strong></p>
<p style="text-align: justify"><a title="vestida para matar" href="http://www.imdb.com/title/tt0038494/" target="_blank">Vestida para Matar</a> (1946) &#8211; <a title="dressed to kill" href="http://video.google.com/videoplay?docid=1107300005439660604" target="_blank">Filme completo em inglês disponível no GoogleVideo</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="enigma da pirâmide" href="http://www.imdb.com/title/tt0090357/" target="_blank">O Enigma da Pirâmide</a> (1982)</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Download de obras:</strong></p>
<p style="text-align: justify">Obras em inglês de Conan Doyle <a title="gutemberg" href="http://www.gutenberg.org/browse/authors/d#a69" target="_blank">disponíveis no Projeto Gutemberg</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Ebook em português: <a title="ebook" href="http://w13.easy-share.com/1699741564.html" target="_blank">Um Estudo em Vermelho</a></p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1298"><strong>Comente esse artigo no Fórum Meia Palavra.</strong></a></p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_39" class="footnote">Observação: nos livros Holmes nunca disse &#8220;Elementar, meu caro Watson&#8221;. O bordão na realidade foi dito pela primeira vez pelo ator William Gilette, um dos primeiros a interpretar o detetive no teatro.</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>Invenções Literárias (parte I)</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Apr 2008 18:17:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Mary Shelley]]></category>

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		<description><![CDATA[A Literatura é famosa por servir de inspiração para fatos marcantes da humanidade em vários sentidos. Assassinatos, golpes de estado, grandes composições musicais&#8230; basta observar com olhos mais atentos e sempre encontraremos uma história em especial que abriu os olhos de alguém para algo até então desconhecido. E com esse papel de &#8220;musa&#8221;, talvez uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/karloff__boris__frankenstein__031.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2726" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/karloff__boris__frankenstein__031.jpg" alt="" width="330" height="450" /></a>A Literatura é famosa por servir de inspiração para fatos marcantes da humanidade em vários sentidos. Assassinatos, golpes de estado, grandes composições musicais&#8230; basta observar com olhos mais atentos e sempre encontraremos uma história em especial que abriu os olhos de alguém para algo até então desconhecido. E com esse papel de &#8220;musa&#8221;, talvez uma das relações mais interessantes seja estabelecida com a Ciência.</p>
<p style="text-align: justify">Com a série <em>Invenções Literárias</em> pretendo mostrar algumas invenções que podem ter sido inspiradas na Literatura, tamanha é a semelhança da idéia passada pelo autor com a realizada pelo inventor. Aviso desde já que trata-se de um artigo de <em>caráter lúdico</em>, que visa estimular a leitura de algumas obras estabelecendo relações com invenções. Portanto, iniciaremos com nada mais, nada menos do que a menina Mary Shelley, que aos 19 anos de idade criou um dos monstros mais famosos da história da Literatura.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-34"></span>Mesmo que não tenha lido, é bem provável que em algum momento já tenha assistido a algum filme ou no mínimo ouviu comentários a respeito da mais famosa obra de Mary Shelley, <em>Frankenstein</em>. Como várias histórias da época (o livro foi publicado pela primeira vez em janeiro de 1818), essa sobre o &#8220;moderno Prometeu&#8221; marcava o espanto da sociedade com oas avanços científicos, questionando através do conflito criador x criatura até que ponto chegará o homem.</p>
<p style="text-align: justify">Mas o interessante é observar que de certa forma Mary Shelley pode ser considerada a vovó do <a title="defibrilador" href="http://www.infusomed.com.br/Desfibrilador%20DF%20200.JPG" target="_blank">Desfibrilador</a> (aqueles aparelinhos usados para reorganizar o ritmo cardíaco, tão populares em séries como E.R.). Pois ao narrar a história de Dr. Victor Frankenstein e sua horrenda criatura, a escritora fala que foi a partir da <em>eletricidade</em> que o cientista conseguiu dar vida ao monstro<sup><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/04/17/invencoes-literarias-parte-i/#footnote_0_34" id="identifier_0_34" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="em tempo: a cena t&atilde;o repetida no cinema, com Dr. Frankenstein berrando alucinado &amp;#8220;Est&aacute; vivo!!&amp;#8221; n&atilde;o existe no livro. Corre l&aacute; pegar o livro e leia o Cap&iacute;tulo 5 para ver como &eacute; que acontece de fato!">1</a></sup>.</p>
<p style="text-align: justify">Muito embora experiências envolvendo animais e eletricidade já existissem (lembra das aulinhas sobre o <a title="luigi galvani" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luigi_Galvani" target="_blank">Luigi Galvani</a>?), é certo que Shelley foi além ao criar uma ferramenta que reanimasse uma criatura morta.  Quase 80 anos após a publicação de <em>Frankenstein</em>, uma dupla de pesquisadores de Genebra (coincidência das coincidências: dr. Victor nasceu em Genebra!) mostra ao público o que seria a primeira desfibrilação através de pequenas correntes elétricas.</p>
<p style="text-align: justify">Se há ou não alguma participação da história de horror como &#8220;musa&#8221; de uma invenção que salvaria tantas vidas, não é possível saber. Mas não deixa de ser interessante observar como uma menina de menos de 20 anos no início do século XIX pudesse estar tão sintonizada com os acontecimentos científicos da época.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sugestão de Leitura:</strong></p>
<p style="text-align: justify">SHELLEY, Mary. <em>Frankenstein </em>São Paulo: Companhia das Letras, 1998.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Se gostar assista:</strong></p>
<p style="text-align: justify"><a title="frankenstein" href="http://www.imdb.com/title/tt0021884/" target="_blank">Frankenstein</a> (1931)</p>
<p style="text-align: justify"><a title="a noiva" href="http://www.imdb.com/title/tt0026138/" target="_blank">A noiva de Frankenstein</a> (1935)</p>
<p style="text-align: justify"><a title="jovem" href="http://www.imdb.com/title/tt0072431/" target="_blank">O jovem Frankenstein</a> (1974)</p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1295"><strong>Comente esse post no Fórum Meia Palavra.</strong></a></p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_34" class="footnote">em tempo: a cena tão repetida no cinema, com Dr. Frankenstein berrando alucinado &#8220;Está vivo!!&#8221; não existe no livro. Corre lá pegar o livro e leia o Capítulo 5 para ver como é que acontece de fato!</li></ol>]]></content:encoded>
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