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	<title>Meia Palavra &#187; Capitu</title>
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	<description>O prazer de uma palavra e meia em Meia Palavra.</description>
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		<title>Sobre Capitu</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 11:39:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Capitu]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[Personagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo Fábio Lucas, na introdução do livro Dom Casmurro lançado pela Editora Ática1, “sob a forma de um memorial de acusação, temos que considerar o relatório como força re-construtiva do protagonista e fixadora da imagem dos demais figurantes”.
É ao narrar sua história que Bentinho, ao invés de justificar sua vida através de acusações contra Capitu, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/04/1234410336_3184498993_1be32004ce.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-853" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="1234410336_3184498993_1be32004ce" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/04/1234410336_3184498993_1be32004ce-300x168.jpg" alt="1234410336_3184498993_1be32004ce" width="300" height="168" /></a>Segundo Fábio Lucas, na introdução do livro Dom Casmurro lançado pela Editora Ática<sup>1</sup>, “<em>sob a forma de um memorial de acusação, temos que considerar o relatório como força re-construtiva do protagonista e fixadora da imagem dos demais figurantes</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">É ao narrar sua história que Bentinho, ao invés de justificar sua vida através de acusações contra Capitu, acaba por gerar a dúvida sobre se ela seria de fato culpada. Mais do que isso, ao evidenciar a tendência que Capitu tinha de dissimular, acaba criando em torno dela uma aura mística, um mistério que só é menor ao da sua traição.<span id="more-852"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Indo ainda além, como a história é contada sob a perspectiva do apaixonado (porém ciumento) Bentinho, não é de se admirar que, ao mesmo tempo em que ele a acusa de dissimulação, também a coloca ao patamar de heroína. Esses podem ser considerados alguns dos elementos que fizeram desta personagem secundária, Capitu, uma das mais importantes da literatura brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade, Capitu passa de uma personagem secundária para uma personagem principal, uma vez que todo o drama narrado por Bentinho gira em torno dela. E, para Bentinho, para “<em>atar as duas pontas da vida</em>” é explicar como se tornara um “Dom Casmurro”, o que torna fundamental incluir Capitu em sua história. Mas Capitu é a acusada, e por isso, é uma tendência de Bentinho contar como desde o momento que conhecera Capitu, ainda na infância, esta sempre se mostrara ter tendência à falsidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Como quer se justificar, Bentinho dá ênfase a todas as atitudes que Capitu toma, para delinear sua personalidade para os leitores, tornando o temperamento dela como condicionante fundamental da obra. Como mero observador, Bentinho descreve as ações e o físico de Capitu, e não o que ela sente de fato.</p>
<p style="text-align: justify;">É assim que surgem os famosos olhos de ressaca, que em si carregam toda a essência da traição, inclusive quando alega <em>“… cheiram ao mar e à maré que deram morte ao meu amigo e comborço Escobar. Cheiram também aos olhos de ressaca de Capitu</em>”.(D.C., CAP.CXXXII).</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo, é justamente a paixão com quem descreve Capitu, aqui também se levando em conta todo os ciúmes que causaram as acusações contra a mesma, é o que fez da personagem a figura principal de toda a trama. Ela não é perfeita como uma heroína romântica, mas foi quem conduziu a vida de Bentinho por um longo período de sua vida, que fez dele, direta ou indiretamente, se tornar o “Dom Casmurro”.</p>
<p style="text-align: justify;">É ela, a figura misteriosa e dissimulada, que poderia revelar a verdade. E justamente por residir nela todo o mistério da obra, que Bentinho sem intenção, cede a ela o posto de personagem principal da história.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais sobre o assunto</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="quem é capitu?" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/08/19/quem-e-capitu/" target="_blank">Quem é Capitu?</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a title="mil casmurros" href="http://www.milcasmurros.com.br/" target="_blank">Mil Casmurros &#8211; A leitura coletiva de Machado de Assis</a></p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a title="comente" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2845" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></strong></p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_852" class="footnote">ASSIS, Machado de. <em>Dom Casmurro</em> São Paulo: Editora Ática, 2000.</li></ol><p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2009%2F04%2F30%2Fsobre-capitu%2F&amp;linkname=Sobre%20Capitu">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Quem é Capitu?</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 21:41:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Dom Casmurro]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu sei que ao mesmo tempo que diversas pessoas babam por essa personagem, as vezes até querendo atribuir mais mistérios do que aqueles que Machado já deixou, existe lá também uma infinidade de pessoas que tremem só de lembrar que Capitu é personagem de Dom Casmurro (também conhecido como &#8220;aquele livro chato que fui obrigado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/08/46c3d1ff-8db1-4a6a-af79-dd35afe65aa4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2902" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="46c3d1ff-8db1-4a6a-af79-dd35afe65aa4" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/08/46c3d1ff-8db1-4a6a-af79-dd35afe65aa4.jpg" alt="" width="135" height="196" /></a>Eu sei que ao mesmo tempo que diversas pessoas babam por essa personagem, as vezes até querendo atribuir mais mistérios do que aqueles que Machado já deixou, existe lá também uma infinidade de pessoas que tremem só de lembrar que Capitu é personagem de <em>Dom Casmurro</em> (também conhecido como &#8220;aquele livro chato que fui obrigado a ler&#8221;). Eu, apesar de &#8220;obrigada&#8221; a ler <em>Dom Casmurro</em>, confesso que estou no primeiro time.</p>
<p style="text-align: justify;">Não que eu tenha uma adoração tremenda pela personagem. Admiro, sim, é a capacidade do Machado de ter incluído em nosso imaginário essa figura que é, por si só, uma interrogação. E acredito que justamente por isso o <em>Quem é Capitu?</em>, recém-lançado pela editora Nova Fronteira, é tão especial: ao invés de focar no mistério básico da traição ou não, ele vai além e mostra faces e faces não só de Capitolina, mas da obra <em>Dom Casmurro</em> em si.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-135"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A coleção de contos, crônicas e ensaios organizada por Alberto Schprejer conta com uma constelação de nomes, incluindo aí até Fernanda Montenegro, e outros &#8220;velhos conhecidos&#8221; do público como Lya Luft e Luis Fernando Veríssimo. São diversos autores, que vão desenhando a obra de Machado e levantando questões interessantíssimas que muitas vezes o leitor de primeira viagem podem deixar passar batidas.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto alto do livro é o conto &#8220;O caso da senhora Santiago&#8221;, de Gustavo Bernardo. A idéia é simplesmente genial: a história toda é só a fala de uma personagem, e o leitor aos poucos passa a entender que a inerlocutora é a Capitu. O desfecho é tão nonsense e divertido que me fez lembrar até o humor dos Python. Verdade seja dita, o livro já valeria só por esse conto.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tem muito mais. E, como disse anteriormente, a obra vai além de especular se Capitu traiu Bentinho, e justamente por isso levanta possibilidades infinitas de leitura. Sim, traiu. Não, não traiu. Sim, mas quem traiu mesmo foi o Escobar. Não, porque na verdade o Bento era gay (etc.). São diversas vozes, e no final das contas todas elas mostrando as mais variadas cores que a obra de Machado de Assis possui.</p>
<p style="text-align: justify;">Justamente por isso é um livro para agradar aos dois lados: sejam os babões da Capitu, sejam os traumatizados do vestiba. Mesmo porque se o professor em sala de aula não foi capaz de responder a razão pela qual <em>Dom Casmurro</em> <span style="text-decoration: underline;">deve</span> ser lido, <em>Quem é Capitu?</em> não só dá conta da tarefa de explicar, como também de deixar claro os motivos que fazem da leitura da obra de Machado um <span style="text-decoration: underline;">prazer</span>. E eu fico aqui, tentando lembrar onde larguei meu Casmurro porque definitivamente preciso ler novamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem quiser mais sobre o lançamento da Nova Fronteira, já está no ar <a title="quem é capitu?" href="http://www.novafronteira.com.br/capitu/default.asp" target="_blank">um site especial sobre o livro</a>. Tem leitura complementar, trecho do livro e outras coisitas mais. E antes que eu me esqueça: genial a idéia da capa de Marcelo Martinez.</p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1336"><strong>Comente esse post no Fórum Meia Palavra</strong></a></p>
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