Cees Nooteboom

Publicado por Luciano R. M. em agosto - 4 - 2009

Cees Nooteboom, por Siegfried WoldhekEscritor premiado e badalado: até na FLIP já esteve presente. Em um de seus livros mais famosos, fala sobre o caminho de Santiago de Compostela. Não, não estou falando do Paulo Coelho, mas do holandês Cees Nooteboom.

Nooteboom nasceu em Hague, em 1933. Na Segunda Guerra Mundial, ainda bastante jovem, perdeu o pai em um bombardeio. Sua mãe casou-se uma segunda vez em 1948, e ele foi enviado para um colégio católico, administrado por monges Franciscanos e Augustinianos. Não chegou, porém, a terminar o ensino médio: abandonou o colégio para viajar pela Europa, que resultou em seu primeiro romance: Philip en de anderen (“Felipe e os outros”, inédito em português) em 1955, laureado com o Prêmio Anne Frank. Na ano seguinte publicou um volume de poesias, De doden zoeken een huis (algo como “Os mortos procuram por uma casa”). Leia a continuao desse artigo »

J. M. Coetzee

Publicado por Luciano R. M. em julho - 30 - 2009

J. M. CoetzeeÉ impressionante como as celebridades literárias são erroneamente escolhidas pela mídia: depois da bolañomania - em que o já falecido Roberto Bolaño, autor de livros como Detetives Selvagens e 2666, foi até chamado de “Harry Potter intelectual” – a mais nova celebridade literária é  o sul-africano J. M. Coetzee. Laureado com o Nobel em 2003 e, caso único, vencedor de dois Booker Prize, Coetzee é notoriamente recluso: sequer recebeu seus Booker pessoalmente, raramente dá entrevistas – nas quais é um tanto lacônico e ácido.

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Biografia: Irmãs Brontë Parte III – Charlotte Brontë

Publicado por Colaborador Meia Palavra em abril - 4 - 2009

Charlotte Brontë

Life, believe, is not a dream
So dark as sages say;
Oft a little morning rain
Foretells a pleasant day.

Sometimes there are clouds of gloom,
But these are transient all;
If the shower will make the roses bloom,
O why lament its fall?

Currer Bell/Charlotte Brontë – LIFE

Charlotte Brontë nasceu em 1816, a terceria filha do Reverendo Patrick Brontë e Maria Branwell. Tinha duas irmãs mais velhas, Maria e Elizabeth (que morreram antes da adolescência) e três mais novos, Patrick Branwell, Emily e Anne. Ela nasceu em 21 de Abril 1816, no vilarejo de Thornton perto de Bradford em Yorkshire County, Inglaterra.

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A Divina Comédia dos Mutantes

Publicado por Pips em março - 18 - 2009

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Ser louco não bastava nos Mutantes. Não adiantava apenas pensar ser Deus. Para a maior banda de rock que o Brasil já teve, ser louco era a ponta do Iceberg. O que começou como loucura pela música, pela cultura hippie e pelo amor quase terminou, em 1982, como uma trágica tentativa de suicídio, causada por essas loucuras vividas.

Carlos Calado abre o livro “A Divina Comédia dos Mutantes” falando sobre o ano novo de 1982, quando Arnaldo Baptista quebra a janela de vidro da ala psiquiátrica do Hospital do Servidor Público. Resultado: Edema pulmonar e cerebral, setes costelas fraturadas, lesões pelo corpo, enfim, o anúncio de um possível coma. Rita Lee, ex-Mutante e ex-do Mutante, saiu às pressas de casa sua casa, no bairro Paraíso, quando soube da notícia. No caminho diversas lembranças sobre Arnaldo vinham à cabeça.

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Biografia: Irmãs Brontë parte II – Anne Brontë

Publicado por Colaborador Meia Palavra em fevereiro - 8 - 2009

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To feel my hand so kindly prest,
To know myself beloved at last,
To think my heart has found a rest,
My life of solitude is past!

But then to wake and find it flown,
The dream of happiness destroyed,
To find myself unloved, alone,
What tongue can speak the dreary void?

Anne Brontë – Dreams

Anne Brontë nasceu em 17 de Janeiro de 1820, emThornton. Anne era a caçula de seis irmãos, filhos de Patrick Branwell Brontë e Maria Branwell Brontë. Seus irmãos eram Emily, Charlotte, Maria, Elizabeth e Branwell. Sua mãe morreu quando tinha apenas um ano de idade. Elizabeth Branwell, irmã de Maria, ajudou com a cuidar das crianças após a morte da irmã, e por cuidar de Anne desde muito nova e ser como sua mãe, as duas ficaram muito próximas e isso influenciou seu comportamento, personalidade e crença religiosa.

Emily e Anne costumavam brincar juntas. Elas criaram seu próprio mundo, Gondal, em resposta ao Angria, o mundo criado por Branwell e Charlotte. Anne e Emily ficaram mais próximas ainda, principalmente quando Charlotte foi estudar em Roe Head School. Anne estudava música e desenho em casa. Depois ela foi estudar em Roe Head School também. Por Emily ter ficado doente, Anne foi para casa mas retornou a Roe Head no lugar da irmã. Com quinze anos, era a primeira vez que ficava longe de casa sozinha. Seus primeiros poemas mostram a profunda ligação com seu lar. Apesar de parecer ter saudade, ela se manteve na escola, trabalhando com afinco e determinada a ficar e ter a educação que a permitisse se sustentar sozinha. Anne e Charlotte não pareciam ser próximas enquanto estavam em Roe Head, mas Charlotte mostrava preocupação com a saúde da irmã mais nova. Quando Anne ficou seriamente doente, Charlotte a levou para casa e depois retornou para Roe Head enquanto a irmã se manteve em casa, se recuperando.
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Mutações

Publicado por Pips em fevereiro - 3 - 2009

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Liv Ullmann (Persona, 1966) é uma atriz norueguesa que durante anos foi musa suprema e amante de Ingmar Bergman, além de mãe de uma das filhas. do diretor Trabalhou como diretora em quatro longas-metragens. Ano passado deu o ar da graça no Brasil para um workshop na cinemateca de São Paulo e seu livro “Mutações” foi relançado.

A vida de atriz passa por transformações ou máscaras, assim como seus personagens? Liv Ullmann viveu diversas vidas nos filmes e peças que atuou. Intrínseca de mutações na sua existência a ajudaram construir seus personagens (verdades e sentimentos saindo através de personagens) e no crescimento como mulher e o quão difícil é assumir uma identidade feminina.

Todavia, iremos mergulhar no complexo do subconsciente de um artista nesse livro (que não pode simplesmente ser chamado de autobiografia). Nas quatro partes que dividem o livro seremos tragados pela experiência de medos, amores, sucesso e maternidade relatados de maneira sincera.

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Biografia: Irmãs Brontë parte I – Emily Brontë

Publicado por Colaborador Meia Palavra em janeiro - 25 - 2009

Emily Brontë

“What have those lonely mountains worth revealing?
More Glory and more grief than I can tell:
The earth that wakes one human heart feeling
Can center both the worlds of Heaven and Hell.”
Stanzas – Emily Brontë

Emily Brontë nasceu em 30 de Julho de 1818 em Bradford, Yorkshire, Inglaterra. Filha de Maria Branwell e de um clérigo Irlandês chamado Patrick Bronte, ela era a quinta de seis irmãos: Maria, Elizabeth, Charlotte, Branwell e a irmã mais nova Anne.

As filhas, com exceção da mais nova, foram enviadas para Clergy Daughter’s School depois da morte de sua mãe. As condições precárias da escola foram propícias para a evolução da doença (tuberculose) que matou duas de suas irmãs, Maria e Elizabeth. Charlotte e Emily voltaram para casa, juntando-se ao pai, ao irmão e à irmã mais nova, Anne. Como forma de se entreterem, os irmãos passavam seu tempo lendo autores como Shakespeare e criando mundos fantásticos.

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Música, Ídolos e Poder – do Vinil ao Download (André Midani)

Publicado por Anica em novembro - 18 - 2008

Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E é justamente aí que entra o ponto alto de Música, Ídolos e Poder – do Vinil ao Download do André Midani: pelo autor ter sido parte tão importante em muito do que ouvimos hoje como nossa MPB, vemos muito mais desse processo.

A Bossa Nova, a Tropicália, as carreiras solo de Erasmo Carlos e Rita Lee, Tim Maia, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs… Você pensa em qualquer coisa criada no Brasil até os anos 90 e pode ter certeza que tem o dedo desse Midani no meio. E mesmo nas figuras que ele não “descobriu”, nos grandes momentos desses artistas ele esteve presente (caso de Chico Buarque, por exemplo).

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Esculpir o Tempo

Publicado por Pips em outubro - 24 - 2008

Andrei Tarkovski é sem dúvida um dos maiores cineastas que existiram nesse mundo. Uma visão e um tato para criar atmosferas, contar histórias e deixar uma marca registrada. Eis que logo após ter assistido A Infância de Ivan (Ivanovo detstvo, 1962), há pouco mais de dois anos, indicam um livro, Esculpir o Tempo, do próprio cineasta contando sua maneira de fazer filmes e quais as mensagens que ele tenta transmitir em cada um. Leia a continuao desse artigo »

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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