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	<title>Meia Palavra&#187; Biografia</title>
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		<title>Mozipedia: The encyclopedia of Morrissey and The Smiths (Simon Goddard)</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 13:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Para quem viveu os anos 80 ou mesmo para quem gosta da cultura daquela década, é impossível falar de música sem citar a banda The Smiths. Formada em 1982 e liderada por Steven Patrick Morrissey (mais conhecido pelo sobrenome, Morrissey), o grupo apresentava muitos dos elementos principais das músicas mais populares daquela época, com letras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/mozi.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-15189" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/mozi-232x300.jpg" alt="" width="232" height="300" /></a>Para quem viveu os anos 80 ou mesmo para quem gosta da cultura daquela década, é impossível falar de música sem citar a banda <em>The Smiths</em>. Formada em 1982 e liderada por Steven Patrick Morrissey (mais conhecido pelo sobrenome, Morrissey), o grupo apresentava muitos dos elementos principais das músicas mais populares daquela época, com letras bastante melancólicas falando sobre solidão e inadequação. Mesmo quem não consegue relacionar o nome à música, provavelmente já ouviu em algum momento hits como <em>Heavens Knows I&#8217;m Miserable Now</em>,<em> How Soon Is Now?</em>, <em>Bigmouth Strikes Again</em>, <em>Panic</em> e <em>Ask</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Mas como é bastante comum na história de muitas bandas de rock, um desentendimento entre Morrissey e o guitarrista Johnny Marr acabou levando ao fim da banda cinco anos após sua formação original. A partir daí Morrissey seguiu uma (muito bem) sucedida carreira solo, com músicas ainda bastante similares ao estilo dos Smiths e outros grandes hits, como <em>Everyday is Like Sunday</em> e <em>Suedehead &#8211; </em>carreira essa que continua até os dias de hoje, sendo que o último álbum do músico (<em>Years of Refusal</em>) saiu em 2009.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-15188"></span>Com tanto tempo de estrada e com tantas canções que parecem refletir exatamente o que sentimos em momentos mais tristes, Morrissey ganhou uma legião de fãs que viam nele alguém que conseguia transformar melancolia em música. Por isso, não é de surpreender um livro como a <em>Mozipedia: The encyclopedia of Morrissey and The Smiths</em>, escrita por Simon Goddard, jornalista que cobre a área de Música e é bastante conhecido por seus artigos sobre os Smiths.</p>
<p style="text-align: justify">A enciclopédia é um trabalho para aquecer o coração de qualquer apaixonado pela banda de Manchester. Seguindo um formato de verbetes, traz a história da banda desde sua formação, além da fase de carreira solo de Moz. Entre alguns verbetes, há curiosidades sobre os músicos (evidentemente, como já indica o título, o foco é Morrissey), além de inúmeras referências culturais que aparecem nas composições (Charles Dickens e Oscar Wilde, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify">Mas sem sombra de dúvida os melhores verbetes são os que falam das canções. Uma vez que muito da força dos Smiths (e da carreira solo de Morrissey) estava nas letras, é muito interessante ficar sabendo de onde alguns versos surgiram, ou o que o compositor queria dizer com outros (<em>Alma Matters</em> foi uma surpresa para mim, imaginava algo completamente diferente). É realmente uma viagem ao coração da história da banda, e mais ainda, para a cultura musical britânica na década de 80 (de quando ainda se tentava conseguir contratos com gravadoras através de fitas demo, e não de videos no YouTube ou músicas no MySpace, por exemplo).</p>
<p style="text-align: justify">Com capa dura e algumas imagens em papel especial (e coloridas), a <em>Mozipedia</em> é uma espécie de biografia picotada, e deliciosa de ler. Mesmo que você tente assumir o compromisso de ir aos poucos, quando vê as mais de 500 páginas do livro já acabaram. Indispensável para fãs e bastante recomendado para quem quer um guia para começar com os Smiths, é realmente uma pena que ainda não tenha tradução aqui no Brasil.</p>
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		<title>A invenção da solidão (Paul Auster)</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 14:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A invenção da solidão]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Norte-Am]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[O inventor da solidão]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Auster]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual o momento de maior solidão na vida de um homem? Quando nascemos? Quando morremos? Quando amamos? Quando deixamos de amar?  É uma pergunta difícil, de respostas ainda mais difíceis. E, de certa forma, é a pergunta que dá norte ao livro do norte-americano Paul Auster, A invenção da solidão. O livro começa com uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/solid%C3%A3o.jpg"><img class="size-full wp-image-14591 alignleft" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/solid%C3%A3o.jpg" alt="" width="150" height="225" /></a>Qual o momento de maior solidão na vida de um homem? Quando nascemos? Quando morremos? Quando amamos? Quando deixamos de amar?  É uma pergunta difícil, de respostas ainda mais difíceis. E, de certa forma, é a pergunta que dá norte ao livro do norte-americano Paul Auster, <em>A invenção da solidão</em>.</p>
<p style="text-align: justify">O livro começa com uma perda, quiçá uma das mais inevitáveis e profundas na vida de qualquer um: a morte do pai de Auster. Após um breve e vago parágrafo sobre a transitoriedade da vida, Auster lança a morte do próprio pai aos olhos de seu leitor. A partir daí tudo se torna cada vez mais complexo.<span id="more-14590"></span></p>
<p style="text-align: justify">Não existem lamentos, no entanto. Aliás, o que Auster faz parece mais próximo de uma celebração do que de um lamento. Ele descreve o processo de esvaziar a casa do pai, separar as coisas que pretende guardar daquelas que não lhe dizem nada – e que serão vendidas, doadas ou jogadas fora.</p>
<p style="text-align: justify">É assim que ele acaba se entranhando cada vez mais em um universo de diários e objetos poeirentos, num mundo formado não por uma realidade objetiva, mas pela memória – e sua peculiar subjetividade, que tende só a crescer com o passar dos anos – e, a partir do que consegue extrair de lá, construir seu ‘Retrato de um Homem Invisível’ (que, não à toa, é o título da primeira parte do livro).</p>
<p style="text-align: justify">O enredo gira em torno do pai de Auster, das recordações que o filho guarda do pai e das recordações que o próprio pai guardou sobre a família – e que puderam, de algum modo ser resgatadas. Um trabalho de proporções épicas, digno da citação a Hesíodo que abre a primeira página do livro.</p>
<p style="text-align: justify">Segue-se a segunda parte do livro, intitulada ‘O livro da Memória’ em que, depois de ter sido quase que forçado a recordar seu pai, Auster deixa-se levar pelo trabalho árduo da memória e passa a recordar-se de si mesmo – incluindo aí seu passado e seu futuro, na forma dos filhos. Entremeiam-se reflexões acerca do processo criativo e do processo de escrita.</p>
<p style="text-align: justify">Pessoalmente, não me agrada muito o estilo de Auster. Geralmente seus temas não são exatamente atraentes para mim, e suas escolhas estéticas também não me soam como as melhores. Dessa vez, porém, minha opinião foi diversa. Não só o tema &#8211; a memória, antes de qualquer outra coisa &#8211; me agradou como o modo como isso tudo é apresentado parece ideal. Recortes de notícias e exertos de diários misturam-se com a prosa de tons levemente didáticos de Auster, acrescida de sutilesas poéticas, como algumas repetições que podem ser consideradas até mesmo formulaicas.</p>
<p style="text-align: justify">Dentre essas fórmulas, a que fecha o livro é talvez a mais repetida e a mais importante: “Foi. Nunca mais será. Lembre-se.” Talvez a resposta de Auster à minha pergunta inicial seja justamente essa: o momento mais solitário na vida de um homem é o momento em que ele se recorda daquilo que se perdeu para sempre, inevitavelmente.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>A invenção da solidão, de Paul Auster</strong></p>
<p style="text-align: justify">tradução de Rubens Figueiredo</p>
<p style="text-align: justify">200 páginas</p>
<p style="text-align: justify">R$ 45,50</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>My brain is hanging upside down (David Heatley)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/03/my-brain-is-hanging-upside-down-david-heatley/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 17:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[David Heatley]]></category>
		<category><![CDATA[My brain is hanging upside down]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas vezes eu leio sites com conselhos para escritores. Na verdade mais do que algumas vezes, eu leio bastante. Nunca sigo nenhum desses conselhos quando vou escrever, mas costumo achar alguns deles interessantes. Um dos que se repete com mais frequência é o que diz para ter cuidado com obras autobiográficas, especialmente se for a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/my-brain2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-13927" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/my-brain2-197x300.jpg" alt="" width="197" height="300" /></a>Algumas vezes eu leio sites com conselhos para escritores. Na verdade mais do que algumas vezes, eu leio bastante. Nunca sigo nenhum desses conselhos quando vou escrever, mas costumo achar alguns deles interessantes. Um dos que se repete com mais frequência é o que diz para ter cuidado com obras autobiográficas, especialmente se for a primeira.</p>
<p style="text-align: justify">Caso essa regra seja válida para a prosa, com certeza não é para os quadrinhos. David Heatley é o exemplo mais recente que eu tenho para isso: <em>My brain is hanging upside down</em> nada mais é do que uma autobiografia, misturada com pedaços de suas história familiar.</p>
<p style="text-align: justify">Isso não implica que ele tenha uma biografia excepcional, como a de Hemingway. Também não quer dizer que sua família tenha passado por circunstâncias inimagináveis, como no caso de Art Spiegelman. Heatley viveu coisas que, de modo pessoal, são notáveis, mas nada que não possa acontecer a qualquer pessoa nascida nos EUA na segunda metade do século XX.<span id="more-13926"></span></p>
<p style="text-align: justify">A grande sacada em <em>My brain is hanging upside down</em> é o modo como ele faz isso, a honestidade &#8211; sem exageros – de sua autocrítica e a coragem que ele demonstra ao expor alguns aspectos&#8230; intrigantes de sua vida.</p>
<p style="text-align: justify">O livro, que é seu primeiro, é dividido em cinco partes, todas interligadas e, algumas vezes, mostrando acontecimentos mais ou menos simultâneos, mas com focos específicos.</p>
<p style="text-align: justify">A primeira chama-se <em>Sex</em> e narra o desenvolvimento sexual e afetivo da vida de David. Desde a infância, onde jogos sexuais tinham um caráter inocente, até a idade adulta, com suas dúvidas, culpas e aflições, culminando na estabilidade de seu casamento com Rebecca Gopoian, não antes de muitas idas e vindas. Heatley parece não ter pudores, ou, ao menos, passar por cima deles.</p>
<p style="text-align: justify">Em seguida temos a sessão chamada <em>Race</em>. A única parte do livro a ser toda em preto e branco, é descrita pelo autor como ‘uma história incompleta de todas as pessoas negras que conheceu, ou um acerto de contas com o próprio racismo’. Ele conta sobre todos os negros que conheceu, desde o jardim de infância, até os dias recentes, passando por seu envolvimento com ‘música negra’ &#8211; especialmente o rap, indicando alguns discos e bandas no meio da história -, que o levava a imitar seus amigos negros na adolescência, e, mais tarde, com movimentos civis de igualdade racial. Ao mesmo tempo David nos deixa entrar em seus pensamentos que considera racistas (‘ele fez isso por ser negro’, ‘ele é mais legal por ser negro’ e coisas semelhantes), pelos quais sente-se culpado. Homenageia, ainda, algumas figuras que foram influentes em sua vida.</p>
<p style="text-align: justify">As outras partes são mais curtas, e semelhantes entre si. São, respectivamente, <em>Mom</em>, <em>Dad</em> e <em>Kin </em>- tratando, respectivamente, sobre seu relacionamento com sua mãe, seu pai e sua família como um todo. São todos relacionamentos um tanto quanto problemáticos, que, ao longo da história, ele tenta resolver- apesar de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify">Quanto à arte, é bastante interessante. São desenhos que podem parecer um tanto quanto rudimentares, mas é difícil imaginar essa história com um traço mais detalhado ou realista &#8211; apesar de ser plausível que Heatley pudesse fazê-lo se quisesse. As cores são igualmente simples, e essa combinação empresta um ar um pouco ingênuo, oral, à narrativa.</p>
<p style="text-align: justify">Ainda não está disponível em português mas, para quem lê em inglês, é uma sugestão interessante. Certamente qualquer um se identifica com algumas das situações que o autor retrata, e isso é responsável por parte do poder da obra.</p>
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		<title>Pra Ser Sincero (Humberto Gessinger)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/16/pra-ser-sincero-humberto-gessinger/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 14:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taize Odelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Belas Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Engenheiros do Hawaii]]></category>
		<category><![CDATA[Humberto Gessinger]]></category>
		<category><![CDATA[Pra Ser Sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o Brasil pulava ao som das maiores bandas de rock na primeira edição do Rock in Rio em 1985, Porto Alegre assistia silenciosa à primeira – e planejada última – apresentação de uma tal banda chamada Engenheiros do Hawaii. Formada por alunos de um curso de Arquitetura da capital gaúcha, essa foi a primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/06/pra_ser_sincero.jpg"><img class="size-full wp-image-11363 alignright" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/06/pra_ser_sincero.jpg" alt="" width="250" height="305" /></a>Quando o Brasil pulava ao som das maiores bandas de rock na primeira edição do Rock in Rio em 1985, Porto Alegre assistia silenciosa à primeira – e planejada última – apresentação de uma tal banda chamada Engenheiros do Hawaii. Formada por alunos de um curso de Arquitetura da capital gaúcha, essa foi a primeira aparição do que seria uma das maiores bandas de rock do país, ou pelo menos do Sul, ou pelo menos uma banda bem conhecida. Nasci anos depois dessa primeira apresentação, quando os CDs já haviam sido lançados e os Engenheiros já tinham certo sucesso, mas descobri a banda só na adolescência. E como toda adolescente, tive fases em que gostei e desgostei das músicas, mas o certo é que ouvi muito “O Papa é Pop”, “Dom Quixote” e “Infinita Highway”.</p>
<p style="text-align: justify">Por isso a curiosidade de ler <strong>Pra Ser Sincero</strong>, livro em que <strong>Humberto Gessinger</strong> (a cabeça por trás de todas as letras, a voz, o baixo e a guitarra dos Engenheiros) narra momentos da trajetória da banda. Ele passa pelos principais momentos da banda, das trocas de integrantes até a pausa e o lançamento do projeto <strong>Pouca Vogal</strong>, realizado junto com <strong>Duca Lendecker</strong> – outro nome bem conhecido do rock (ou pop?) aqui do Sul. Publicado pela editora <strong>Belas-Letras</strong>, o livro é um volume recheado de fotos da carreira do Engenheiros do Hawaii e ainda as tais “123 variações sobre um mesmo tema” trazidos por Gessinger no subtítulo. O número é uma presença obsessiva e não explicada no livro, mas as letras de música que ele traz fazem jus a esse valor – e ao tema, que é, certamente, música. Gessinger escolheu 123 composições suas para serem publicadas, algumas seguidas de comentários sobre a letra ou memórias ligadas a elas.<span id="more-11362"></span></p>
<p style="text-align: justify">O livro, não entanto, não é só a história da banda, mas do seu próprio criador. A infância de Gessinger está presente nas primeiras páginas até chegar à fatídica noite em que a banda de um dia só se transformou em sucesso que duraria anos e anos. E suas preferências também impregnam todas as páginas: a paixão pelo Grêmio, a emoção ao falar da filha Clara, a preferência dividida entre os instrumentos musicais e a dedicação à música. Gessinger comenta cada ano da sua carreira seguindo a ordem cronológica, sem se estender muito em cada trabalho, mas escolhendo momentos específicos, sejam vividos com a banda ou mais pessoais, que marcaram cada novo disco. Por isso, toda a carreira passa pelos olhos do leitor de forma rápida e bem sucinta.</p>
<p style="text-align: justify">Assim como o próprio Gessinger diz mudar suas composições anos depois de tê-las escrito por conta de alguma palavra que se encaixe melhor, o conteúdo desse livro poderia ser totalmente diferente caso reunido em algum outro momento da vida do autor. Memórias vem e vão, e o que se considera importante hoje não tem necessariamente a mesma carga de significado amanhã. Mas o que foi reunido por Gessinger nesse livro já sacia a curiosidade do leitor sobre o que a banda significou para ele. <strong>Pra Ser Sincero</strong> é um livro basicamente feito para os fãs do Engenheiros do Hawaii, e quem passou por muitos momentos da vida ouvindo suas músicas certamente vai apreciar a leitura.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Pra Ser Sincero</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Autor: </strong>Humberto Gessinger</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Editora: </strong>Belas-Letras</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Páginas: </strong>304</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Preço sugerido: </strong>R$ 34,90</p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Belas-Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.belasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/06/belalogo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
<p style="text-align: center">&nbsp;</p>
<p style="text-align: left"><a href="http://meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7380">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Borges, uma vida (Edwin Williamson)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/01/borges-uma-vida-edwin-williamson/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 19:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Edwin Williamson]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Argentina]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 14 de junho de 2011, completamos 25 anos sem Jorge Luis Borges. Esse ícone máximo da literatura argentina, revolucionário em sua forma de escrever, polêmico em suas opiniões, laureado em diversas universidades, teve sua vida desnuda na narrativa de Edwin Williamson. O autor estudou a obra e a vida do escritor por 10 anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/05/Borges.jpg"><img class="size-medium wp-image-10758 alignright" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/05/Borges-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Em 14 de junho de 2011, completamos 25 anos sem Jorge Luis Borges. Esse ícone máximo da literatura argentina, revolucionário em sua forma de escrever, polêmico em suas opiniões, laureado em diversas universidades, teve sua vida desnuda na narrativa de Edwin Williamson. O autor estudou a obra e a vida do escritor por 10 anos, e nos entrega a sua versão da história de Borges. Não por acaso, título se refere a &#8220;uma vida&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Na condição de biografia não autorizada, &#8220;Borges, uma vida&#8221; tem a liberdade de interpretação de textos e fatos. É um estudo literário, antes de mais nada. Cada obra de Borges foi analisada de acordo com o momento em que foi escrita. Sua vida analisada a partir de seus ancestrais, e o eterno conflito entre a espada da honra, que representava a família materna, e o punhal revolucionário, representado por seu pai permeiam toda a narrativa.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-10749"></span></p>
<p style="text-align: justify">A vida de Borges teve poucos eventos fisicamente interessantes. Foi editor de algumas (várias) revistas literárias, foi resenhista e tradutor, morou com a mãe até os 68 anos de idade,  quando casou-se pela primeira vez, viajou muito e conheceu muitas pessoas, mas tinha a fama de recluso. Vista superficialmente, é uma vida normal, quase monótona. O trunfo de Williamson foi abordar a vida de Borges não pelos fatos, mas como eles afetavam o homem Borges. A maior parte de seus relacionamentos amorosos parece ter ocorrido em sua imaginação romântica. A vida de Borges, sob este enfoque, é mesmerizante e surpreendente.</p>
<p style="text-align: justify">Foca também as relações. A relação entre Borges e as mulheres,  sua relação com Dante e outros autores favoritos, sua amizade com Bioy Casares, sua rivalidade com Oliverio Girondo, sua animosidade com Péron e, principalmente, sua relação consigo mesmo. Esta jornada de autoconhecimento é ao mesmo tempo dolorosa e inspiradora, e ele joga todas as suas dúvidas e reflexões ao leitor, em contos e poemas já muito conhecidos.</p>
<p style="text-align: justify">O ligação entre a vida e a obra de Borges dá um novo prisma para a leitura desta. As referências a seus amores, às suas ideias e seus ideais, a busca incessante pelo Aleph, sua influência dantesca, sua veia resenhista, sua busca pela trama, por um romance com história, a situação política de seu país, seu cosmopolitismo. Cada faceta é encontrada em sua obra, a tomar a palavra de Edwin Williamson como verdade.</p>
<p style="text-align: justify">É também, em virtude da qualidade de pessoa pública que Borges possuiu por quase toda a vida, uma lição sobre a história da Argentina entre o século XIX e século XX. Da Guerra da Independência,  do crioulismo oligárquico de <em>compadritos</em> e <em>cuchilleros, </em>ao peronismo, aos golpes militares, passando pela guerra das Malvinas, toda a história da Argentina passou pela pena de Borges, de forma aparente ou não.</p>
<p style="text-align: justify">É um livro mágico. Ele liga o leitor aos poucos e indelevelmente às suas palavras, ligando a obra de Borges a seus sentimentos. Dá-nos um vislumbre de sua genialidade e curiosidade infinita, e da qualidade autobiográfica de sua obra. É quase como se vivêssemos as palavras ao invés de lê-las. Pessoalmente, me senti totalmente absorvida pela história da vida de Jorge Luis Borges, a ponto de me sentir oprimida por seus sofrimentos e dúvidas, e extática quando ele encontra a felicidade.   É um Livro para apreciar a história do homem, e um guia de leitura da obra do escritor.</p>
<p style="text-align: justify">Borges, uma vida</p>
<p style="text-align: justify">Edwin Williamson</p>
<p style="text-align: justify">Título original:BORGES: A LIFE</p>
<p style="text-align: justify">Tradução:Pedro Maia Soares</p>
<p style="text-align: justify">672 Páginas</p>
<p style="text-align: justify">Preço Sugerido: R$ 68,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p style="text-align: left"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7270">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Grito de Guerra da Mãe-Tigre (Amy Chua)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 13:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taize Odelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Chua]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Grito de Guerra da Mãe-Tigre]]></category>
		<category><![CDATA[Intrínseca]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Meu papel como mãe é preparar vocês para o futuro, e não fazer com que gostem de mim&#8221;. Com essa frase, Amy Chua justifica às suas duas filhas, Sophia e Lulu, e também ao leitor o motivo de ser tão rígida quando o assunto é educação. Professora de direito na Universidade de Yale e filha [...]]]></description>
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<p id="internal-source-marker_0.18385438551194966" style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/04/grito-de-guerra-da-mae-tigre.jpg"><img class="size-full wp-image-8784 alignright" style="margin: 5px; border: 0pt none;" title="grito-de-guerra-da-mae-tigre" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/04/grito-de-guerra-da-mae-tigre.jpg" alt="" width="240" height="345" /></a>&#8220;Meu papel como mãe é preparar vocês para o futuro, e não fazer com que gostem de mim&#8221;. Com essa frase,<strong> Amy Chua</strong> justifica às suas duas filhas, Sophia e Lulu, e também ao leitor o motivo de ser tão rígida quando o assunto é educação. Professora de direito na Universidade de Yale e filha de imigrantes chineses, Amy Chua decediu criar suas duas meninas com o mesmo tratamento que teve de seus pais: com controle, dedicação, firmeza e extrema cobrança. A rotina puxada de estudo e treinos de violino e piano que Amy narra em <strong>Grito de Guerra da Mãe-Tigre</strong>, publicado aqui pela <strong>Intrínseca</strong>, causa espanto e críticas por parte da cultura ocidental. O método da &#8220;mãe-chinesa&#8221;, como ela o batiza, não aceita erros. As notas devem ser sempre as mais altas, os professores sempre estão com a razão, o respeito é fundamental e, em competições, ela não aceita nada menos do que vencer. Apesar de tanto rigor e pressão em cima de suas filhas, Amy mostra em seu livro, comparando culturas e valores, que a cobrança e as duras palavras proferidas tiverem sim o seu efeito.<span id="more-8783"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sophia, hoje com 18 anos, sempre foi uma garota prodígio. Já entrou na pré-escola sabendo contar e reconhecia as letras do alfabeto, e aos 4 anos tocava piano. Nunca desobedecia às ordens de Amy, que em um acordo com Jed, seu marido judeu, tomou as rédeas de sua criação. E o método escolhido foi justamente o da mãe-chinesa que, para Amy, é o ideal para preparar os filhos para o futuro e fazer brotar neles os maiores talentos. Sophia aceitou com poucas críticas esse método, e incentivada a sempre se superar, aos 14 anos de idade já era um destaque no piano, com uma apresentação solo no Carnegie Hall. O sonho de qualquer mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas com Lulu, a coisa foi bem diferente. Briguenta, teimosa e três anos mais nova que Sophia, esperneava, desobedecia e desafiava Amy constantemente. Também seguia a mesma rotina controlada e rigorosa imposta à sua irmã mais velha, mas na base de muita gritaria e suborno. Amy via desde o início que Lulu era muito parecida com ela mesma, e essa compatibilidade de personalidade era o que tornava a relação entre ela e a caçula tão intensa. Em um mintuto, uma estava gritando os maiores insultos para a outra, e no seguinte já estavam abraçadas, rindo. Foi justamente Lulu a responsável pela mudança de pensamento de Amy acerca do sua maneira de educá-las, um conflito duramente travado que derrubou alguns de seus conceitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Amy apresenta o método da mãe-chinesa fazendo constantes comparações com a cultura ocidental. De início, se mostra uma mulher dura, rabugenta, preconceituosa e irritante &#8211; como quando diz que nunca deixaria seus filhos tocarem bateria porque o instrumento os levaria às drogas. Mas conforme narra a sua relação com as filhas, o leitor percebe aos poucos que essa maneira controladora de lidar com elas surtia efeitos que a educação baseada na liberdade de escolha da criança, que nós ocidentais pregramos, dificelmente teria. Taxada de megera por quem ouvia suas duras críticas às filhas por mais que elas se esforçassem &#8211; para Amy, nunca se deve elogiar os filhos em público -, a autora revela que essa não passa de uma visão deturpada. Ao criticar, exigir mais e exaurir suas filhas com tanto treino e estudo, Amy acredita que incentivou suas meninas ainda mais a melhorar. Era uma maneira mais eficiente de dizer que elas eram capazes de realizar feitos que julgavam serem impossíveis de fazer. E elas realmente conseguiam.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_8786" class="wp-caption aligncenter" style="width: 563px"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/04/amychua.jpg"><img class="size-full wp-image-8786" title="amychua" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/04/amychua.jpg" alt="" width="553" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">Amy Chua com Lulu e Sophia</p></div>
<p style="text-align: justify;">Ser uma mãe-chinesa, para ela, é muito mais difícil do que empregar o estilo aberto e livre que os pais ocidentais tanto prezam, focado na autoestima de seus filhos. Amy esteve prestes a relaxar a educação de Sophia e Lulu por várias vezes por considerar que estava sendo severa demais, mas logo bloqueava a tristeza que sentia por ser vista como um carrasco. Era justamente na fraqueza de ceder às vontades dos filhos por medo de magoá-los que Amy via a culpada pela criação de crianças desobedientes e pouco dedicadas. Não há como o leitor não concordar pelo menos com parte do que ela alega. Os jovens de hoje parecem agir cada vez mais contra àqueles que os criam, desrespeitando-os e pouco fazendo pelo seu próprio futuro. Mas ainda assim, o confronto com a opinião de Amy é muito grande, principalmente quando relata as duras brigas com Lulu e os insultos que ambas trocavam, de fazer qualquer criança chorar de desolação.</p>
<p style="text-align: justify;">De um livro pedante e exibicionista &#8211; que a própria Amy confessa ser &#8211; , <strong>Grito de Guerra da Mãe-Tigre </strong>se transforma em um relato bem-humorado e intenso sobre a educação de uma criança. Ela levanta questões interessantes a se pensar sobre como nossa sociedade enxerga o ensino, aponta valores que se perderam em nossa cultura que deveriam ser resgatados. O que mais fica na cabeça do leitor no fim do livro é quanto o futuro da criança deve ser priorizado. Entretanto, ao invés de impor atividades no melhor estilo Amy de ser, descobrir as aptidões da criança e trabalhá-las para potencializar suas realizações é o método ideal de prepará-las para o que ainda há por vir. Uma leitura que qualquer mãe, pai ou educador deveria experimentar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Grito de Guerra da Mãe-Tigre</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autora: </strong>Amy Chua</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução: </strong>Adalgisa Campos da Silva</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Editora: </strong>Intrínseca</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Páginas: </strong>236</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Preço sugerido: </strong>R$ 29,90</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/newthread.php?fid=23&amp;processed=1">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FORUM MEIA PALAVRA</a></p>
</div>
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		<title>3096 Dias (Natascha Kampusch)</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 15:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taize Odelli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Natascha Kampusch foi sequestrada a caminho da escola no dia 2 de março de 1998. Trancafiada em um cativeiro minúsculo por mais de oito anos e feita de escrava, seu martírio teve fim apenas em 2006, quando conseguiu fugir de Wolfgang Priklopil, o sequestrador. Em 3096 Dias, lançado pela Verus Editoria no Brasil, a própria [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/3096-dias.jpg"><img class="size-full wp-image-8632 alignright" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/3096-dias.jpg" alt="" width="243" height="350" /></a>Natascha Kampusch</strong> foi sequestrada a caminho da escola no dia 2 de março de 1998. Trancafiada em um cativeiro minúsculo por mais de oito anos e feita de escrava, seu martírio teve fim apenas em 2006, quando conseguiu fugir de <strong>Wolfgang Priklopil</strong>, o sequestrador. Em <strong>3096 Dias</strong>, lançado pela <strong>Verus Editoria</strong> no Brasil, a própria Natascha revela os horrores pelos quais passou. Constante vítima de espancamentos, vivendo em um regime de subnutrição e psicologicamente danificada pelas mentiras do sequestrador, a jovem transforma o relato do caso que alterou completamente a sua vida em um atestado de sanidade e crítica às pessoas que lhe lançaram insultos por perdoar Priklopil.</p>
<p style="text-align: justify">Em sua narrativa, Natascha é auxiliada pelas editoras <strong>Heike Gronemeier</strong> e <strong>Corinna Milborn</strong> a organizar todos os detalhes de seu cativeiro, um dos maiores casos policiais da Áustria. Nos primeiros capítulos, Natascha faz um panorama de sua infância pré-sequestro afetada pela separação dos pais, que a transformou em uma criança sozinha que passava os dias lendo ou em frente à TV enquanto comia compulsivamente. Aos 10 anos de idade, a menina sem autoestima e medrosa é jogada dentro de um furgão e levada até uma casa em um subúrbio. Durante os primeiros meses longe de seus familiares, Natascha viveu no cativeiro de cinco metros quadrados no subsolo da casa do até então engenheiro de comunicações Wolfgang Priklopil.<span id="more-8631"></span></p>
<p style="text-align: justify">Ao ser raptada, Natascha foi controlada por Wolfgang através do medo do que lhe poderia acontecer, com base nos horrores pelas quais garotas da sua idade já passaram em casos que acompanhara pela mídia. Priklopil não atribuía a culpa pelo sequestro a si mesmo, mas mentia para Natascha dizendo que seria entregue à outras pessoas &#8211; que em seu pesadelo eram pedófilos &#8211; ou então que a salvou da falta de amor de seus pais, que se recusaram a pagar o fictício resgate que ele inventara para controlá-la. A cada novo argumento para mantê-la obediente e quieta, Priklopil também aumentava seu terror interno. A criança que pouco acreditava em si mesma estava domada, mas felizmente não por completo.</p>
<p style="text-align: justify">A maior parte do relato de Natascha se concentra em explicar como procurava se sentir sã em meio à tanto horror. Desamparada, Natascha sentia falta de carinho, e buscava criar no cativeiro a sensação de normalidade e familiaridade. E Priklopil era a única pessoa que poderia fornecer isso à ela, lhe dando livros, música para ouvir e programas para assistir. Com isso Natascha justifica o que muitos, segundo ela, irritantemente classificam como síndrome de Estocolmo, alegando que uma criança de 10 anos facilmente se adaptaria ao que lhe era imposto, ainda mais no frágil estado emocional em que se encontrava. Conforme os anos passavam, Priklopil revelava seu transtorno mental que o deixava paranóico e inconstante. Natascha conta como ele intercalava momentos de extrema fúria com carinho, momentos em que lhe dava coisas que pedia depois de muita argumentação. E assim, ela via nele uma boa pessoa, um lado “branco”, que misturado ao seu lado “preto” formava o tom de cinza que Natascha tanto lhe confere no livro.</p>
<p style="text-align: justify">Para a jovem, não havia como odiar e culpar a pessoa que também cuidava dela. Era Priklopil quem lhe comprava roupas, era ele quem lhe dava comida, era ele a sua única companhia e pessoa com quem poderia conversar. Por isso, aos seus olhos, o homem que a privou de uma adolescência normal, que tirou parte de sua vida, tinha uma ligação forte com ela que não poderia ser resumida em uma síndrome. Ele era um monstro? Certamente era, mas também tinha seu lado bom. Ao revelar essa relação ambígua, Natascha gerou tanta polêmica quanto o próprio sequestro. Confessando que o perdoara &#8211; única forma para superar suas dores, segundo ela &#8211; as pessoas que choraram seu desaparecimento a atacaram por não conseguir assimilar seu raciocínio. O livro, então, passa a ser visto como um longo argumento para convencê-las de que ela não está errada em assim tratar seu sequestrador, e que isso não é nenhuma espécie de doença. Na sua visão, as pessoas não entendem que a simpatia que sentia pelo sequestrador era seu único mecanismo para sobreviver à ele.</p>
<p style="text-align: justify">Em <strong>3096 Dias</strong>, os momentos mais marcantes são as passagens dos diários que ela manteve no cativeiro que narravam em detalhes todos os espancamentos dos quais fora vítima. Priklopil era dependente dela assim como ela era dele. Natascha era sua escrava, um protótipo que ele queria transformar em mulher perfeita, sendo uma sombra constante às suas costas, monitorando e exigindo trabalho cada vez mais forçado. As variações de humor de Priklopil eram tão fortes que Natascha não podia prever quando seria espancada, estrangulada, humilhada e ferida novamente. Não há como o leitor medir qual sofrimento era maior, o físico ou o psicológico. A força que Priklopil exercia sobre o corpo e mente de Natascha eram tão grandes que ela se via incapacitada de fugir. Mas com seus pequenos atos de rebeldia e negativas ao sequestrador que resistiram por todos os oito anos de cativeiro, Natascha conseguiu manter o pouco de sanidade que precisava para encontrar forças parase libertar.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3096 Dias</strong> é um livro forte, revelador e intenso. Ao tentar imaginar 1% do que Natascha viveu, o leitor já se sente oprimido. Não há como medir o significado de ficar oito anos trancada, iludida por curtos momentos de alívio, mas sendo torturada física e psicologicamente praticamente todos os dias. Tudo para satisfazer ao ideal feminino de um homem louco, desestruturado, paranóico e com momentos de extrema infantilidade. Literariamente falando, <strong>3096 Dias </strong>não tem nada de especial, é até simples demais, mas esse não é um livro que nasceu para ser uma obra literária. É um documento de libertação para a própria Natascha, para fugir de seus medos e, principalmente, se posicionar contra aqueles que lhe criticaram pela maneira que decidiu viver depois do sequestro e pelo que sentia por Wolfgang Priklopil. Leitura para aqueles que procuram confrontar suas convicções com horrores que mostram que o homem é muito mais complexo do que a simples divisão entre ser bom ou mau.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3096 Dias</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Autor: </strong>Natascha Kampusch com Heike Gronemeier e Corinna Milborn</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Tradução: </strong>Ana Resende</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Editora: </strong>Verus Editora</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Páginas: </strong>225</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Preço sugerido: </strong>R$ 29,90</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6828">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
</div>
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		<title>Só Garotos (Patti Smith)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 12:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Norte-Americana]]></category>
		<category><![CDATA[Patti Smith]]></category>
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		<description><![CDATA[Patti Smith grande parte das pessoas conhece: poeta e musicista – que compôs o hit Because the Night (com uma versão ótima tocada pelo 10.000 Maniacs em seu MTV Unplugged). A cantora nasceu em Illinois e cresceu em Nova Jersey, onde foi criada por um pai ateu e uma mãe testemunha de Jeová. Não sendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/so-garotos.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5850" style="margin: 5px;border: 0px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/so-garotos.jpg" alt="" width="217" height="312" /></a><strong>Patti Smith</strong> grande parte das pessoas conhece: poeta e musicista – que compôs o hit Because the Night (com uma versão ótima tocada pelo 10.000 Maniacs em seu MTV Unplugged). A cantora nasceu em Illinois e cresceu em Nova Jersey, onde foi criada por um pai ateu e uma mãe testemunha de Jeová. Não sendo o bastante, aos dezesseis largou os estudos – dos quais nunca precisou, pois começou a escrever e ler muito cedo -, trabalhou em um fábrica e até teve de abrir mão de um filho. No entanto, <em>Só Garotos</em>, uma autobiografia da cantora que serve como biografia de Robert Mapplethorpe – fotógrafo e artista plástico que foi seu amante, melhor amigo e confidente durante muitos anos -, é o retrato de diversos momentos da cultura Americana, como política, música, violência, e sua influência nos jovens aspirantes à artistas. A <strong>Companhia das Letras </strong>lançou o livro em novembro de 2010 com tradução de Alexandre Barbosa de Souza.</p>
<p style="text-align: justify">O cruzamento entre as vidas de Robert e Patti influenciam diretamente suas decisões quanto a viver de arte, batalhar para ter tempo de criar, para poder amar e conhecer a cidade grande – a Big Apple – longe do Brooklyn. É evidente que artistas no final dos anos 1960 não representam relações estáveis, comportamentos morais aceitáveis ou aproveitam uma noite sem comida se alimentado somente de músicas. Patti descreve de maneira apaixonada a cidade de Nova York, não interessa as milhares de ruas que existem e seus nomes numerados, o clima citadino não consome as pessoas, sua criatividade e seus amores. São as pessoas que consomem o que a cidade tem a oferecer concretamente e abstratamente.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-8296"></span></p>
<p style="text-align: justify">E nem tudo são amores. Patti e Robert precisam se separar, a criação do fotógrafo fora totalmente diferente da sua companheira, ele precisava se portar, se retrair e se esconder. Mesmo morando com a poeta de Nova Jersey que trabalhava em uma livraria para poder pagar aluguel e colocar comida na casa, Robert tinha altos e baixos e precisava se conhecer ou chegar a um ápice artístico que não conhecia de si mesmo. O mundo lhe servia de inspiração, de símbolo, mas nunca por completo, havia sempre algo faltando. Esse vazio o faz viajar – logo após Patti ir embora para Paris – e desse ponto Robert chega aos seus limites inexplorados.</p>
<p style="text-align: justify">Os nossos dois garotos são os protagonistas dessa história, mas nossa narradora não deixará passar os personagens secundários que representaram tudo ou nada na sua trajetória. Principalmente no lendário Hotel Chelsea ou no Max’s, onde Patti conheceu Janis Joplin e teve a oportunidade de disponibilizar alguns de seus poemas para serem musicalizados por diversos artistas de lá. Patti também não deixará de colocar os momentos mais tocantes de sua trajetória, da sua timidez e da sua face de fã perto de um ídolo, de sua crença no amor à arte.</p>
<p style="text-align: justify">Para a cantora, o excesso de drogas e a constante bipolaridade de Robert não eram passíveis de grandes descrições. Tudo que seu companheiro fazia exalava algum tipo de sacríficio para renovar ou salvar a arte – que era a única coisa para qual viviam e da qual eram criadores, filhos e cúmplices – tudo era um sentimento puro que apenas ele conhecia e que só ela conseguiria absorver. Os dois se separavam fisicamente, só que nada os separava de verdade. Seus pensamentos e suas inspirações estavam ligados demais para serem cortados, por mais piegas que soe. A narradora Patti Smith consegue contornar o clichê e a pieguisse para comover o leitor.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Só Garotos</strong> está longe de ser somente um retrato sobre uma geração, é a aglutinação de diversos sentimentos, é uma carta de amor, é uma promessa, uma dívida e, principalmente, uma chama que não se extingue no coração de Patti.  Seu amor por Robert não era um sentimento e, sim, uma arte irrepreendível.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>SMITH</strong>, Patti. <em>Só Garotos</em>. Companhia das Letras, 2010. Tradução: Alexandre Barbosa de Souza. 269 págs. Preço sugerido: R$ 39,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p style="text-align: left"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6000">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FORUM MEIA PALAVRA</a></p>
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