Areia nos Dentes (Antônio Xerxenesky)

Publicado por Anica em setembro - 7 - 2009

Desde agosto do ano passado, quando li uma resenha da Ágata no blog do Meia Palavra comentando esse livro morro de vontade de ler. O fato do autor ter sido tão bacana e topado uma entrevista (10 perguntas e Meia de abril desse ano) aumentaram ainda mais a curiosidade. Faroeste. Com zumbis. Eu sei, eu sei. Eu me vendo fácil para esse negócio de histórias de zumbis, mas no caso de Areia nos Dentes eu fico mais do que feliz por isso. Porque é um daqueles livros que eu colocaria fácil, fácil entre um dos melhores que li esse ano. E ó, nem tem tanto zumbi assim.

A narrativa mostra um sujeito tentando recuperar a história da família ao escrever um livro sobre os tempos em que viviam em um povoado no sul dos Estados Unidos. Aos poucos o narrador vai interrompendo a narrativa, seja por um problema com o computador, seja por embriaguez. E quando você já está afoito pensando: cadê os zumbis, cadê, cadêêê?, Já era. Xerxenesky já prendeu sua atenção e você quer saber dos dois Juans. Você já consegue sentir o calor e a poeira da Mavrak, cidade dos antepassados do narrador.

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Zumbis na Literatura

Publicado por Anica em junho - 28 - 2009

night-of-the-living-dead-zombiesO maior problema para situar historicamente as primeiras aparições de zumbis na Literatura está na delimitação da representação apropriada da figura. Enquanto para alguns leitores para ser zumbi basta ser um morto-vivo (undead), outros acreditam que essa definição é problemática se considerarmos outras personagens da literatura de horror, como os vampiros. Há ainda a questão do imaginário de grande parte dos leitores estar relacionado com os zumbis de filmes como o de George A. Romero, seres violentos e primitivos com corpos já em evidente estado de decomposição.

Um dos autores que melhor se aproximou dessa imagem antes mesmo dos filmes de Romero chegarem ao cinema foi H.P. Lovecraft, que em 1922 publicou Herbert West: Reanimator (sim, aquele filme foi adaptado dessa história). Na história de Lovecraft temos um elemento comum em muitas das tantas outras que viriam depois, a da ciência envolvida com o horror: os cadáveres sendo reanimados por conta de algum reagente misterioso (lembram do gás de A volta dos mortos-vivos e de Planet Terror?).

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10 perguntas e meia para Antônio Xerxenesky

Publicado por Pips em abril - 27 - 2009

Portrait of Tony - Areia nos Dentes

Antônio Xerxenesky é um porto-alegrense nascido no fim de 1984. Publicou o livro de contos Entre (Fumproate/Ed. Movimento) e outras narrativas curtas em antologias e revistas. Seu conto O desvio (publicado em Ficção de Polpa, vol. 1) foi adaptado para a tevê por Fernando Mantelli em 2007. Areia nos Dentes é seu primeiro romance.

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