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	<title>Meia Palavra&#187; Adaptação</title>
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		<title>Se eu já vi o filme, por que eu deveria ler o livro? – A fantástica fábrica de chocolate, de Roald Dahl</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 19:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tuca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(A coluna desse mês pede uma alteração provisória no título para “Se eu já vi os filmes, etc.”: em português, ambas as adaptações foram intituladas A fantástica fábrica de chocolate, mesmo título da tradução do livro. Em inglês, a adaptação cinematográfica mais antiga foi denominada Willy Wonka &#38; the Chocolate Factory, e a mais recente Charlie [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: justify" dir="ltr"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/oompaloompas.jpg"><img class="size-medium wp-image-17876 alignleft" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/oompaloompas-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>(A coluna desse mês pede uma alteração provisória no título para “Se eu já vi os filmes, etc.”: em português, ambas as adaptações foram intituladas <em>A fantástica fábrica de chocolate</em>, mesmo título da tradução do livro. Em inglês, a adaptação cinematográfica mais antiga foi denominada <em>Willy Wonka &amp; the Chocolate Factory, </em>e a mais recente <em>Charlie and the Chocolate Factory</em>. Nada contra a tradução indiferenciada: é muito melhor, por exemplo, do que tornar <em>Extremamente alto e incrivelmente perto</em> em, argh!, <em>Tão perto e tão longe</em>.)</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Eu queria muito utilizar a palavra “remake” nesse texto (ops, já o fiz), mas claramente não é a mais adequada. Ela se refere, por exemplo, a uma refilmagem de uma obra anterior que seja originalmente cinematográfica. É o caso de <em>Duas vidas</em> (mais conhecido como <em>Love Affair</em>) e <em>Tarde demais para esquecer</em>: um filme, com roteiro original, que é refilmado – com mudanças que vão de mínimas a substanciais. Voltando ao chocolate, a diferença entre o filme de 1971 e o de 2005, gritante, torna claro que não estamos diante de um remake, mas de uma nova adaptação cinematográfica do livro de <strong>Roald Dahl</strong>, tal como a aguardadíssima adaptação de David Fincher de <em>Os homens que não amavam as mulheres</em> – o diretor nem deve ter olhado a versão sueca.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr"><span id="more-17875"></span>Aparentemente, todo remake ou readaptação exige um posicionamento de quem os comenta: quase ninguém dirá que as duas adaptações são igualmente boas e satisfatórias. Nesse sentido, a preferência muito provavelmente recairá sobre o filme mais antigo: como exemplo disso, o enaltecimento de <em>A letra escarlate</em>, filme mudo de 1926, em comparação com a versão (homônima) estrelada por Demi Moore (e seus longos banhos), lançada em 1995, e pela personagem de Emma Stone em <em>A mentira</em> – outro filme que poderia ser considerado uma leitura moderna da obra de Nathaniel Hawthorne.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Eis então minha opinião: a adaptação de <strong>Tim Burton</strong> é infinitamente superior à de <strong>Mel Stuart</strong> (Mel who?). Vi-o no cinema duas vezes – na segunda, infelizmente, só havia cópias dubladas – e não tive dúvidas que assistira a um filme muito mais divertido e mágico do que o anterior. Comparando ambos os filmes a brinquedos de um parque de diversões, a versão com Gene Wilder se aproximaria a um carrossel – possui certo charme, é levemente enjoativo e inofensivo e serve para entreter as crianças menores –, enquanto Johnny Depp protagoniza uma montanha-russa muito bem construída, que utiliza o melhor da tecnologia para fazer todos os seus espectadores se sentirem como crianças.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Após a leitura do livro de Dahl, minha opinião apenas se fortaleceu. Busquei algumas informações a respeito das adaptações na internet e descobri duas coisas interessantes sobre ambas. No que diz respeito à primeira, o autor a odiou; quanto à segunda, o roteirista contratado era fã do livro e, pasmem!, não havia assistido à versão anterior – ou seja, nada de homenagem a esta.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Isso tudo deságua num dos temas mais recorrentes quando da abordagem comparativa de livros e filmes: fidelidade. Sim, o filme de Tim Burton é muito mais fiel. Estivesse o autor vivo, não só teria ajudado na divulgação, como provavelmente teria cedido os direitos autorais para a produção da sequência da história – <em>Charlie and The Great Glass Elevator</em> (em tempo, Burton e Depp já negaram qualquer interesse em filmar uma continuação do filme de 2005).</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Isso é perceptível a partir do título, que mantém o protagonismo de Charlie ao contrário da versão anterior, substituído por Willy Wonka no título do filme. Há eventos e detalhes no filme de Burton que poderiam ser tomados por exibicionismo do diretor, mas que são meramente fruto da conjunção das imaginações deste e do autor do livro. As invenções anteriores à reclusão de Wonka, o trabalho do pai de Charlie como “tampador de tubo de pasta de dentes”, o Taj Mahal de chocolate, o país dos oompa-loompas (os trabalhadores da fábrica, viciados em cacau), o elevador de vidro, os esquilos que escolhem as nozes: tudo isso já tinha sido descrito por Roald Dahl em <em>A fantástica fábrica de chocolate</em>.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">O que não significa que o diretor não tenha criado situações que inexistiam no livro. O tom mais “dark”, a repaginada no visual dos trabalhadores da fábrica (originalmente, eles continuam a vestir os trajes típicos de sua terra) e os motivos psicanalíticos para a obsessão de Wonka por chocolate – ah, a problemática relação entre pais e filhos&#8230; – estão entre os acréscimos de Tim Burton ao original.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Aproximo-me da conclusão do texto e parece que não apresentei nenhuma razão para a leitura do livro. Este é, sem trocadilhos, delicioso. De ler numa sentada. Um pouco moralista (as canções são levemente mais assustadoras e adultas no livro), não surpreendentemente: as peraltices e defeitos de personalidade das crianças más levam a determinadas consequências, temíveis o suficiente para que o pequeno que ouça a história antes de dormir pense duas vezes antes de ser malcriado.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">A história também comove de uma forma que, ao menos comigo, só a versão de 2005 conseguiu – o Charlie loiro (interpretado por um péssimo ator) de 1971 parecia estar muito “por cima da carne-seca” para alguém que passava fome:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Dia a dia, Charlie ia emagrecendo. Seu rosto foi ficando terrivelmente pálido e judiado. A pele estava tão grudada na face, que dava para ver os ossos. Se ele continuasse daquele jeito, ia acabar ficando muito doente.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Então, calmamente, com aquela estranha sabedoria que frequentemente parece tomar conta das crianças em épocas de dificuldade, ele começou a mudar algumas coisas em sua vida, para poupar forças. De manhã, saía de casa dez minutos antes, e andava bem devagar até a escola, para não ter que correr. Ficava quietinho, sentado na classe na hora do recreio, descansando, enquanto os outros corriam para fora, atirando bolas de neve e rolando na neve. Ele fazia tudo devagar, com cuidado, para não se cansar.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Descrições tristes como essa são compensadas por outros momentos de “magia” típica dos livros infantis, como no momento em que seus avós descobrem que ele conseguiu um cupom dourado (“O velhinho respirou fundo e de repente, sem qualquer aviso prévio, pareceu ter explodido por dentro. Levantou os braços e gritou: – Iupiii! Seu corpo ossudo levantou da cama fazendo voar a tigela de sopa bem em cima da Vovó Josefina. Num salto fantástico, aquele velhote de noventa e seis anos e meio, que não saía da cama há mais de vinte anos, pulou no chão e começou a dançar, de pijama, a dança da vitória.”), ou quando Willy Wonka nota a magreza do garoto:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">De repente, o Sr. Wonka, que estava sentado do outro lado de Charlie, pegou uma caneca no fundo do barco, mergulhou-a no rio, encheu-a de chocolate e ofereceu para Charlie. – Beba – ele disse. – Parece um esqueleto! Qual é o problema? Não tem tido o que comer em casa?</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">– Não muito – disse Vovô José.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Charlie levou a caneca até os lábios e um chocolate quentinho, cremoso, saboroso lhe desceu pela garganta, até sua barriga vazia. Todo o seu corpo, da cabeça aos pés, começou a tremer de prazer, e um sentimento de intensa satisfação tomou conta dele.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">– Gostou? – perguntou o Sr. Wonka.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">– Puxa, é maravilhoso! – disse Charlie.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">– O chocolate mais delicioso e cremoso que já experimentei! – disse Vovô José, estalando os lábios.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">– É porque foi misturado pela cachoeira – disse o Sr. Wonka.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">As ilustrações de Cláudia Scatamacchia dão um charme todo especial ao volume: você sente que lê um dos livros paradidáticos que a escola recomendava para que os alunos começassem a gostar de ler.</p>
<p style="text-align: justify" dir="ltr">Mas creio que aquilo de que mais gostei durante a leitura foi perceber a coragem de Tim Burton, um dos diretores que mais admiro, ao criar um filme tão diferente da adaptação anterior, que já conquistara milhões de fãs, utilizando todos os recursos visuais possíveis para homenagear adequadamente o livro em que se baseou. Aproximou-se mais dos delírios imaginativos aos quais nos permitimos enquanto lemos um bom livro. E isso foi mágico o suficiente para mim.</p>
</div>
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		<title>Filmes adaptados de livros que chegam em 2012 (Segunda Parte)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 19:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Semana passada comentei sobre alguns filmes adaptados de livros que chegarão aos cinemas brasileiros em 2012, falando das estreias de janeiro até março. O motivo pelo qual a segunda parte começa de abril e vai até dezembro é que logo depois das grandes premiações, como o Globo de Ouro e o Oscar, o calendário de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><img class="alignright" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/interno_di_un_sala_da_cinema-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/?s=Filmes+adaptados+de+livros+que+chegam+em+2012">Semana passada</a> comentei sobre alguns filmes adaptados de livros que chegarão aos cinemas brasileiros em 2012, falando das estreias de janeiro até março. O motivo pelo qual a segunda parte começa de abril e vai até dezembro é que logo depois das grandes premiações, como o Globo de Ouro e o Oscar, o calendário de estreias para o circuito nacional já começa a ficar mais nebuloso: nada é muito definido, as chances de alterações de datas são grandes e ainda tem o caso de filmes que já foram lançados lá fora e que aqui no Brasil não têm nem sinal de que chegarão (alguém lembra de como foi com <em>Death Proof,</em> de Tarantino?). É até por isso que alguns filmes acabaram ficando de fora da lista, uma vez que não têm uma data oficial de estreia no Brasil definida, mas é quase certo que aparecerão nas telonas daqui ainda em 2012, como <em><a title="the raven" href="http://www.imdb.com/title/tt1486192/" target="_blank">The Raven</a></em>, <em><a title="sangue quente" href="http://www.imdb.com/title/tt1588173/" target="_blank">Sangue Quente</a></em>, <em><a title="bel ami" href="http://www.imdb.com/title/tt1440732/" target="_blank">Bel Ami</a></em> e <em><a title="rum" href="http://www.imdb.com/title/tt0376136/" target="_blank">O diário de um jornalista bêbado</a></em>.</p>
<p style="text-align: justify">E a verdade é que mesmo que nada seja muito certo para os filmes de abril em diante (alguns ainda nem ganharam título em português), a tendência é que muito <em>blockbuster</em> chegue a partir desse mês, com peixes grandes disputando a tapa as bilheterias. Então fiquem atentos e, é claro, não esqueçam de passar nas livrarias depois de ver os filmes.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-17672"></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>ABRIL</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="mirror mirror" href="http://www.imdb.pt/title/tt1667353/" target="_blank">Espelho, espelho meu</a></em>: Estreia prevista para o dia 6. Seguindo a tendência de releitura dos contos de fadas, <em>Espelho, espelho meu</em> chega com Julia Roberts no papel da Rainha Má de <em>Branca de Neve</em>. Tudo seria muito legal e bacana, não fosse o fato de que agora mesmo em 2012 sai uma outra &#8220;adaptação&#8221; de <em>Branca de Neve</em>. Comparações inevitáveis já surgiram na época em que eram filmados, imagine após os lançamentos.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="os vingadores" href="http://www.imdb.pt/title/tt0848228/" target="_blank">Os Vingadores</a></em>: Estreia prevista para o dia 27. Vamos manter a coerência da lista, e já que <em>As aventuras de Tintim</em> entrou na primeira parte, <em>Os Vingadores</em>, baseado nas HQs da Marvel, entra aqui também. Conseguiram unir um ótimo elenco, interpretando personagens já aprovadas pelo público (como o Homem de Ferro de Downey Jr.), então tem tudo para ser um sucesso não só lá fora, mas por aqui também.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>MAIO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="um homem de sorte" href="http://www.imdb.pt/title/tt1327194/" target="_blank">Um homem de sorte</a></em>: Estreia prevista para o dia 4. Sortudo é o Nicholas Sparks, isso sim. Entra ano, sai ano e lá está ele com mais um filme adaptado com um galã no papel principal. Desta vez é Zac Efron interpretando um soldado que busca a mulher desconhecida que acredita ter dado sorte para ele durante a guerra no Iraque. O livro foi lançado aqui no ano passado pela Novo Conceito, e tem o mesmo nome que o filme.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/On-the-Road-movie-poster-kristen-stewart-22103939-1420-1880.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17675" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/On-the-Road-movie-poster-kristen-stewart-22103939-1420-1880-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" /></a>JUNHO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="branca de neve" href="http://www.imdb.com/title/tt1735898/" target="_blank">Branca de Neve e o Caçador</a></em>: Estreia prevista para o dia 1. Pronto, está aí a outra adaptação de <em>Branca de Neve</em>, desta vez com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0829576/">Kristen Stewart</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000234/">Charlize Theron</a> no elenco, o que rendeu ótimas piadas como <strong><a title="hehe" href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/377783_2720928186178_1346255822_3012090_106708873_n.jpg" target="_blank">esta aqui</a></strong>. E para quem gosta de outras versões de contos de fadas, sugiro a coletânea <em>Contos dos Irmãos Grimm</em>, organizado por Clarissa Pinkola Estés e lançada pela Rocco aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="on the road" href="http://www.imdb.com/title/tt0337692/" target="_blank">On the Road</a></em>: Estreia prevista para o dia 8. Para tomar um belo chá de <a href="http://www.imdb.com/name/nm0829576/">Kristen Stewart</a> no mês de junho, a atriz chega como Marylou na adaptação de <em>On the Road</em>, dirigida pelo brasileiro Walter Salles. A obra de Jack Kerouac que serve como base para o roteiro foi lançada aqui no Brasil pela L&amp;PM, que inclusive no ano passado publicou também uma edição baseada no manuscrito original, sobre a qual <a title="On the Road – O Manuscrito Original (Jack Kerouac)" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/12/15/on-the-road-o-manuscrito-original-jack-kerouac/" target="_blank">comentei aqui no Meia Palavra</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>JULHO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="homem aranha" href="http://www.imdb.com/title/tt0948470/" target="_blank">O Espetacular Homem Aranha</a></em>: Estreia prevista para o dia 3. Mês de férias vem com duas adaptações dos quadrinhos, começando por <em>Homem Aranha</em> (da Marvel), o primeiro com <a href="http://www.imdb.com/name/nm1940449/">Andrew Garfield</a> como o Cabeça de Teia. Tem também <a href="http://www.imdb.com/name/nm1297015/">Emma Stone</a> no papel de Gwen Stacy. Para quem quer uma sugestão do que ler de O Homem Aranha, vale dar uma olhada em <em>A Morte de Gwen Stacy </em>(saiu uma edição especial pela Panini em 2007), um dos clássicos da personagem da Marvel.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="batman" href="http://www.imdb.com/title/tt1345836/" target="_blank">Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas Ressurge</a></em>: Estreia prevista para o dia 27. Terceiro filme do homem morcego dirigido por Christopher Nolan, com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000288/">Christian Bale</a> como Batman e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0004266/">Anne Hathaway</a> como Mulher Gato. Promete ser o filme mais dark dos três, se é que isso é possível considerando o anterior, com Coringa e Duas Caras. Como sugestão de HQ, fica <em>Batman: A Queda do Morcego</em> (saiu em edição especial pela Panini em 2008), que traz o vilão Bane fazendo o que muito inimigo do Batman sonhou.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>AGOSTO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="abraham" href="http://www.imdb.com/title/tt1611224/" target="_blank">Abraham Lincoln: Vampire Hunter</a></em>: Estreia prevista para o dia 3. Seguindo a moda de misturar o elemento sobrenatural com algo já conhecido, aqui temos vampiros e o presidente norte-americano Abraham Lincoln. O filme é uma adaptação do livro <em>Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros</em> escrito por Seth Grahame-Smith (o mesmo autor de <em>Orgulho e Preconceito e Zumbis</em>), e foi lançado pela Intrínseca em 2010.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="the bourne legacy" href="http://www.imdb.com/title/tt1194173/" target="_blank">The Bourne Legacy</a></em>: Estreia prevista para o dia 3. Olhando superficialmente a sinopse (história acontecendo na nova CIA no universo criado pelo escritor Robert Ludlum), a verdade é que não sei se realmente é baseado em um livro de mesmo nome, que chegou aqui em 2009 pela Rocco como <em>O legado Bourne</em>. A única coisa certa é que não tem Matt Damon como Jason Bourne.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>SETEMBRO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">Pode parecer estranho, mas até o momento não há lançamento de filme adaptado de livro previsto para setembro. Mas é óbvio que em alguns meses isso deve mudar.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>OUTUBRO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="cloud atlas" href="http://www.imdb.com/title/tt1371111/" target="_blank">Cloud Atlas</a></em>: Estreia prevista para o dia 26. Esse vem para agradar aos amantes de sci-fi, com seis histórias que se passam em tempos e lugares diferentes, mas que acabam se entrelaçando. O livro homônimo de David Mitchell não tem tradução no Brasil ainda.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="gangster" href="http://www.imdb.com/title/tt1321870/" target="_blank">The Gangster Squad</a></em>: Estreia prevista para o dia 26. Baseado no livro<em> Tales From the Gangster Squad,</em> de  Paul Lieberman, vem com um elenco tão cheio de estrelas que é pouco provável que passe batido nos cinemas. Anota alguns nomes aí: <a href="http://www.imdb.com/name/nm0331516/">Ryan Gosling</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm1297015/">Emma Stone</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000576/">Sean Penn</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000982/">Josh Brolin</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>NOVEMBRO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="007" href="http://www.imdb.com/title/tt1074638/" target="_blank">007 &#8211; Skyfall</a></em>: Estreia prevista para o dia 2. Depois de aparecer como Mikael Blomkvist no começo do ano, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0185819/">Daniel Craig</a> volta às telonas como o mais famoso agente do MI6, James Bond. A personagem criada por Ian Fleming já conta com dezenas de filmes, mas essa é a terceira vez que o agente é interpretado por Craig.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-17676" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/The-Hobbit-Movie-Poster-e1327348631783-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /><em><a title="amanhecer" href="http://www.imdb.com/title/tt1673434/" target="_blank">A saga Crepúsculo: Amanhecer Parte 2</a></em><span style="text-align: justify">: Estreia prevista para o dia 16. Último filme da saga baseada nos livros de Stephenie Meyer, para alegria de alguns e tristeza de outros. A história parte do momento em que a protagonista Bella se transforma em vampira.</span></p>
<div>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>DEZEMBRO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="a vida de pi" href="http://www.imdb.com/title/tt0454876/" target="_blank">A vida de Pi</a></em>: Estreia prevista para o dia 14. Com direção de Ang Lee, o filme é uma adaptação do livro de mesmo nome, escrito por Yann Martel. Há uma edição do ano passado que saiu pela Nova Fronteira aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="o hobbit" href="http://www.imdb.com/title/tt0903624/" target="_blank">O Hobbit: Uma Jornada Inesperada</a></em>: Estreia prevista para o dia 14. Não é exagero dizer que trata-se de um dos filmes mais aguardados de 2012. Para delírio dos fãs de Tolkien, Peter Jackson retorna à Terra-média para contar as aventuras de Bilbo antes do que conhecemos em <em>O Senhor dos Anéis</em>.</p>
</div>
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		<title>Filmes adaptados de livros que chegam em 2012 (Primeira Parte)</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que a literatura serve de fonte para o cinema há anos não é nenhum segredo. Trata-se de algo tão comum que algumas pessoas já até criaram o hábito de sair do filme e ir direto para uma livraria comprar o livro que deu origem ao que acabou de assistir. Grandes franquias modernas como Harry Potter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/interno_di_un_sala_da_cinema.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17421" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/interno_di_un_sala_da_cinema-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Que a literatura serve de fonte para o cinema há anos não é nenhum segredo. Trata-se de algo tão comum que algumas pessoas já até criaram o hábito de sair do filme e ir direto para uma livraria comprar o livro que deu origem ao que acabou de assistir. Grandes franquias modernas como <em>Harry Potter</em> e <em>O Senhor dos Anéis</em> são dois bons exemplos de como a sétima arte tem uma grande dívida com as letras. E seguindo essa tendência, é evidente que 2012 chega com diversos filmes adaptados de livros.</p>
<p style="text-align: justify">Já começou agora nos primeiros dias de janeiro com <em><a title="sherlock holmes: o jogo das sombras" href="http://www.imdb.com/title/tt1515091/" target="_blank">Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</a></em> (lançado no último dia 13), mas muito mais está por vir. E é justamente pensando nisso que o Meia Palavra traz para você um guia das adaptações cinematográficas que chegarão aqui no Brasil este ano. Chamamos a atenção para o fato de que as datas de estreias podem variar (dependendo das distribuidoras), e que tem muitos filmes que se encaixam nessa categoria para ser lançado, mas que ainda não tem data de estreia prevista aqui no Brasil. Então, para 2012 o que você pode esperar é&#8230;</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-17397"></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/MIllennium-Os-Homens-que-não-Amavam-as-Mulheres-544x800.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17422" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/MIllennium-Os-Homens-que-não-Amavam-as-Mulheres-544x800-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></a>JANEIRO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="as aventuras de tintin" href="http://www.imdb.com/title/tt0983193/" target="_blank">As Aventuras de Tintin</a></em>: Estreia prevista para o dia 20. Começamos com um não-livro, eu sei. Mas vamos considerar HQs literatura só para não deixar batido: o produtor do filme é Peter Jackson, que está dirigindo <em>O Hobbit</em>. E até por causa dessa relação, já foi prometido que o trailer de <em>O Hobbit</em> estreará nos cinemas justamente com <em>As Aventuras de Tintin</em>. Se os fãs de Tolkien já foram às lágrimas com o trailer só de assistir no computador, imagine ao ver na telona.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="os homens que não amavam as mulheres" href="http://www.imdb.com/title/tt1568346/" target="_blank">Os homens que não amavam as mulheres</a></em>: Estreia prevista para o dia 27. É provavelmente um dos lançamentos mais esperados do ano, dirigido por David Fincher (<em>Clube da Luta</em>, <em>A Rede Social</em>, etc.), é a versão americana do romance do sueco Stieg Larsson. Conta com Trent Reznor do Nine Inch Nails como responsável pela trilha sonora (<strong><a title="immigrant song" href="http://www.youtube.com/watch?v=QDsZNDeN3F8" target="_blank">clica aqui</a></strong> para ver Immigrant Song como aparecerá nos créditos de abertura do filme, muito bom!).</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="os descendentes" href="http://www.imdb.com/title/tt1033575/" target="_blank">Os Descendentes</a></em>: Estreia prevista para o dia 27. A data de estreia é um problema, o filme vai acabar chegando junto com <em>Os homens que não amavam as mulheres</em> e pode passar batido para muitas pessoas. Mas vale dizer que ele foi bem recebido lá fora, e esse é um dos que podem estar concorrendo ao Oscar desse ano, então vale a pena conferir.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="precisamos falar sobre kevin" href="http://www.imdb.com/title/tt1242460/" target="_blank">Precisamos falar sobre o Kevin</a></em>: Estreia prevista para o dia 27. O filme é baseado em um livro de tema bastante polêmico, mas algumas opiniões de quem já assistiu falam que é melhor só ler o livro mesmo. De qualquer forma, tem <a href="http://www.imdb.com/name/nm0842770/">Tilda Swinton</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000604/">John C. Reilly</a> no elenco, que não costumam entrar em muitas roubadas (é, mas ela estava em <em>Constantine</em>, então ok, isso no final das contas não quer dizer nada).</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/DRIVE_Poster.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17424" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/DRIVE_Poster-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>FEVEREIRO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="histórias cruzadas" href="http://www.imdb.com/title/tt1454029/" target="_blank">Histórias Cruzadas</a></em>: Estreia prevista para o dia 3. Emma Stone, a queridinha do momento, aparece nessa adaptação do livro <em>The Help,</em> de Kathryn Stockett. Quem for caçar o livro depois do filme, fique atento que aqui no Brasil ele foi lançado em 2010 pela Bertrand como <em>A Resposta. </em></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="o homem que mudou o jogo" href="http://www.imdb.com/title/tt1210166/" target="_blank">O homem que mudou o jogo</a></em>: Estreia prevista para o dia 3. Baseado em um livro de Michael Lewis ainda sem tradução no Brasil, é melhor você prestar atenção que este filme (chamado de <em>Moneyball</em> lá fora) tem grandes chances no Oscar. E tem Brad Pitt no elenco. Ah, e é baseado em uma história real.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="a invenção de hugo cabret" href="http://www.imdb.com/title/tt0970179/" target="_blank">A invenção de Hugo Cabret</a></em>: Estreia prevista para o dia 17. Não estranhe se a palavra Oscar aparecer em muitos textos sobre os filmes lançados em fevereiro. É bastante comum os &#8220;oscarizáveis&#8221; chegarem por aqui mais ou menos nessa época. Uma aventura dirigida por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000217/">Martin Scorsese</a>, acredito que isso por si só já deve ser um convite. O livro já tem tradução (do linguista Marcos Bagno!!), e saiu pela Editora SM.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="a mulher de preto" href="http://www.imdb.com/title/tt1596365/" target="_blank">A mulher de preto</a></em>: Estreia prevista para o dia 17. E chega a vez dos amantes do horror. Com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0705356/">Daniel Radcliffe</a> no papel principal (você conseguirá deixar de pensar que ele é o Harry Potter?), trata-se de um remake de um filme feito para a TV em 1989. O romance de Susan Hill que deu origem ao filme no momento não tem tradução aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="drive" href="http://www.imdb.com/title/tt0780504/" target="_blank">Drive</a></em>: Estreia prevista para o dia 24. <a href="http://www.imdb.com/name/nm0331516/">Ryan Gosling</a> como protagonista, tenho certeza que pelo menos o público feminino já está garantido para esse filme. A editora Leya acabou de lançar a tradução aqui no Brasil (e sem querer estragar surpresas, eu acredito que em breve teremos uma resenha do <a title="pips" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/author/pips/" target="_blank">Felippe</a> para esse livro).</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/JogosVorazes_posterBrasileiro.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-17425" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/JogosVorazes_posterBrasileiro-184x300.png" alt="" width="184" height="300" /></a>MARÇO</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="tão forte e tão perto" href="http://www.imdb.com/title/tt0477302/" target="_blank">Tão forte e Tão Perto</a></em>: Estreia prevista para o dia 2. Mais uma vez, se quiser comprar o livro depois de assistir ao filme é melhor ficar atento, porque aqui no Brasil a Rocco optou por uma tradução direta do título em inglês: <em>Extremamente alto &amp; incrivelmente perto.</em> O romance de Jonathan Safran Foer chegou por aqui em 2006, mas é certeza que a procura pelo título aumentará, até porque com Tom Hanks e Sandra Bullock no elenco não tem como não chamar a atenção do público.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="como agarrar meu ex-namorado" href="http://www.imdb.com/title/tt1598828/" target="_blank">Como Agarrar Meu Ex-Namorado</a></em>: Estreia prevista para o dia 9. Mais lambança com tradução de título, e aqui é ainda pior. A escolha da tradução de <em>One for the money</em> para <em>Como agarrar meu ex-namorado</em>, somando ao fato de que a protagonista é interpretada por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001337/">Katherine Heigl</a>, passa a falsa impressão de que temos outra comédia romântica por aí. É uma comédia, mas tende mais para filme de crime e ação. Ah, sim, sobre a bagunça dos títulos, a Rocco lançou o romance de Janet Evanovich como <em>Um dinheiro nada fácil</em>.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="john carter" href="http://www.imdb.com/title/tt0401729/" target="_blank">John Carter</a></em>: Estreia prevista para o dia 9. Para os fãs de ação e fantasia, chega <em>John Carter</em>, dos estúdios Disney. Foi adaptado do livro de Edgar Rice Burroughs, conhecido por ter criado a personagem Tarzan. Se sair do cinema e quiser ler o livro, procure por <em>Uma princesa de Marte</em>, lançado em 2010 pela Editora Aleph.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="flor da neve" href="http://www.imdb.com/title/tt1541995/" target="_blank">Flor da Neve e o Leque Secreto</a></em>: Estreia prevista para o dia 16. Produção americana e chinesa, este drama é ambientado na China do século XIX. Baseado em um livro de Lisa See, que para sorte dos brasileiros já ganhou tradução em 2005, pela editora Rocco. Ah, sim, e desta vez nenhum problema com o título, o livro também se chama <em>Flor da Neve e o Leque Secreto</em>.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="jogos vorazes" href="http://www.imdb.com/title/tt1392170/" target="_blank">Jogos Vorazes</a></em>: Estreia prevista para o dia 23. Acredito não estar exagerando ao dizer que este é um dos filmes mais esperados do ano, e isso não é pouca coisa se pensar nos destaques de 2012. Mais voltado para o público jovem, este filme foi adaptado de um livro do mesmo nome da escritora Suzanne Collins, lançado em 2010 pela editora Rocco.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="um método perigoso" href="http://www.imdb.com/title/tt1571222/" target="_blank">Um método perigoso</a></em>: Estreia prevista para o dia 23. O filme falando da relação entre Jung e Freud, dirigido por <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000343/">David Cronenberg</a> e com <a href="http://www.imdb.com/name/nm0461136/">Keira Knightley</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm0001557/">Viggo Mortensen</a> e <a href="http://www.imdb.com/name/nm1055413/">Michael Fassbender</a> já deu as caras aqui no Brasil no ano passado, no Festival do Rio de Janeiro. Mas agora chega para todos os cinemas brasileiros e pode chamar a atenção para o livro de John Kerr, <em>Método Muito Perigoso</em>, que foi lançado em 1997 (isso mesmo, 1997) pela Imago.</p>
<p style="text-align: justify"><em><a title="the grey" href="http://www.imdb.com/title/tt1601913/" target="_blank">A perseguição</a></em>: Estreia prevista para o dia 30. Neve, homens lutando para sobreviver, lobos e <a href="http://www.imdb.com/name/nm0000553/">Liam Neeson</a>. Foi baseado em um conto chamado <em>Ghost Walker,</em> de Ian Mackenzie Jeffers, que ainda não ganhou tradução aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify">***</p>
<p style="text-align: justify">Como podem ver, é muita coisa para vir, especialmente se considerar que essa lista mostra só os três primeiros meses do ano. Os lançamentos de abril até dezembro de 2012 você poderá conferir na segunda parte deste artigo, que será publicado na <strong>próxima terça-feira, dia 24</strong>.</p>
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		<title>Paciente 67 (Dennis Lehane)</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lançado lá fora como Shutter Island, aqui no Brasil o livro de Dennis Lehane chegou pela Companhia das Letras em 2005 com o título Paciente 67, e depois da adaptação para o cinema ganhou novo título, Ilha do Medo (seguindo o nome do longa com Leonardo DiCaprio). Lembro que quando o filme saiu em 2010 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/cia_letras_paciente67.jpg"><img class="size-medium wp-image-14427 alignright" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/cia_letras_paciente67-176x300.jpg" alt="" width="176" height="300" /></a>Lançado lá fora como <em>Shutter Island</em>, aqui no Brasil o livro de Dennis Lehane chegou pela Companhia das Letras em 2005 com o título <em>Paciente 67</em>, e depois da adaptação para o cinema ganhou novo título, <em>Ilha do Medo </em>(seguindo o nome do longa com Leonardo DiCaprio). Lembro que quando o filme saiu em 2010 fiquei bastante curiosa por conta dos inúmeros elogios, mas acabou que a oportunidade de ler o livro no qual ele foi adaptado veio antes, e talvez isso tenha sido melhor. Não que o roteiro se sustente apenas nas surpresas e mistérios que vão se apresentando ao longo da história, mas é sem dúvida um dos aspectos chave da trama, o que prende a atenção do início ao fim.</p>
<p style="text-align: justify">Se você já ouviu falar no gênero &#8220;Thriller&#8221;, acredito que não estou exagerando ao dizer que este foi um dos melhores que li em muito tempo (e sim, eu tenho uma queda por esse tipo de história). Lehane desenvolve uma trama que dá sentido a frases como &#8220;narrativa eletrizante&#8221; que tanto atribuem ao gênero mas que os títulos nem sempre entregam ao leitor. É suspense do começo ao fim, e suspense de <em>qualidade,</em> com um enredo complexo, tenso e muito bem amarrado.<span id="more-14423"></span>A história de <em>Paciente 67</em> situa-se em 1954, quando o detetive Teddy Daniels encontra no ferryboat o detetive Chuck Aule, que será seu companheiro de missão. Eles devem ir para a Shutter Island, conhecida por abrigar um hospício para criminosos do qual uma paciente fugira na noite anterior, sem deixar qualquer rastro ou pista de como o fizera. Chegando na ilha, aos poucos a história de Teddy nos é revelada, e também aos poucos vamos conhecendo melhor o sanatório &#8211; e junto dos detetives passamos a desconfiar do que de fato é realizado ali.</p>
<p style="text-align: justify">Seguindo aquela boa e velha premissa de que nada é o que parece ser, <em>Paciente 67</em> lembra um pouco aquelas <a title="matrioshka" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Matrioshka" target="_blank">matrioshkas</a> russas, as bonequinhas com versões menores dentro. Quando você acha que chegou perto de desvendar um dos mistérios, outro de certa forma ligado aquele surge, e vamos mergulhando cada vez mais profundamente nos segredos da ilha Shutter. É daquele tipo de livro que você vira uma página após a outra morrendo de curiosidade sobre o que está por vir, e quando percebe já está quase chegando no fim, completamente admirado com o rumo que a história tomou.</p>
<p style="text-align: justify">Mas além dos dotes de Lehane para o desenvolvimento do mistério que é parte predominante de Paciente 67, há também o fato de ele ter criado personagens bastante carismáticas em Teddy e Chuck. A cumplicidade dos dois, o modo como trabalham bem em dupla&#8230; tudo isso é fundamental para o efeito do desfecho, que no final das contas é até um tanto melancólico. Aliás, fica uma dica &#8211; quando acabar de ler, retorne para a primeira página do livro. Ela diz muito mais quando você já conhece toda a história da ilha Shutter.</p>
<p style="text-align: justify">Há também o fato de que Lehane trabalha muito bem com a questão da loucura &#8211; do que é ser louco, quando se é louco. As descrições dos pacientes, das celas e do sanatório em si me lembraram muito o Asilo Arkham de Batman, com personagens insanos como o Coringa, Espantalho e Duas Caras.</p>
<p style="text-align: justify">Como já dito anteriormente, é provavelmente um dos melhores <em>thrillers</em> que tive a oportunidade de ler nos últimos tempos. Lehane tem o controle perfeito do suspense e tensão da narrativa, como se puxasse as cordas certas para criar no leitor não só o efeito essencial desse tipo de livro, mas também o de prendê-lo à história tal e qual teia de aranha. Seja como <em>Shutter Island</em>, <em>Paciente 67</em> ou <em>Ilha do Medo</em>, trata-se realmente de uma história imperdível para os fãs do gênero.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Paciente 67</strong><br />
Dennis Lehane<br />
Luciano Vieira Machado<br />
344 páginas<br />
Preço sugerido: R$49,50</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>Se eu vi o filme, por que eu deveria ler o livro? – Peixe Grande, de Daniel Wallace</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 14:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tuca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Fã que sou de Tim Burton, não pude deixar de pegar emprestado o exemplar de Peixe Grande, de Daniel Wallace, que vi na biblioteca em que passava. O filme era tão Burton-em-sua-melhor-forma (ao menos o considerei assim) que não tinha erro em levar para casa a portátil brochura, quase um pocket, que me fez sentir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/PEIXE_GRANDE_1293121765P.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-13373" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/PEIXE_GRANDE_1293121765P.jpg" alt="" width="200" height="292" /></a>Fã que sou de Tim Burton, não pude deixar de pegar emprestado o exemplar de Peixe Grande, de Daniel Wallace, que vi na biblioteca em que passava. O filme era tão Burton-em-sua-melhor-forma (ao menos o considerei assim) que não tinha erro em levar para casa a portátil brochura, quase um pocket, que me fez sentir como se tivesse em mãos um volume de dimensões convencionais, caso eu fosse do tamanho dum gigante que é personagem da obra.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Aos que gostam de narrativas de cunho fantasioso e mágico que apresentem certo caráter episódico, uma dica: quase seguramente a adaptação cinematográfica terá diferenças substanciais em comparação à obra escrita. Frequentemente, o que se alega é que determinadas passagens não funcionariam na telona e que as novas e inventadas para esta (ou seja, não inspiradas diretamente em nada do livro) buscaram ser fiéis ao imaginário construído literariamente. Ok, nem sempre isso é verdade – em especial a última parte. Mas, muitas vezes, é. O que não adianta muita coisa: fãs irão espernear, discutir entre si e gritar &#8220;Cadê a dama do lago! Aquela era a minha personagem coadjuvante favorita&#8221;, para citar um exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><span id="more-13372"></span>No entanto, isso não é uma exclusividade daqueles que já eram fãs da história &#8220;muito antes dela virar pop e de todo mundo a conhecer&#8221;. Há os que viram o filme e gostaram tanto que correram atrás do livro e não conseguem encontrar suas cenas favoritas – em especial, repito, nessas narrativas de cunho fantasioso e mágico que apresentam certo caráter episódico. E estes, tem como reclamar com alguém? No máximo poderiam ter uma baita decepção com a literatura e NUNCA MAIS lerem um livro NA VIDA (sim, porque vivemos tempos exclamativos e enfáticos, em que tudo é motivo para se gastar o “nunca mais” e em que as opiniões são definitivas e resumíveis em 140 caracteres).</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Creio, porém, que neste segundo grupo haja um número de pessoas que tenham um maior desapego em suas opiniões e, consequentemente, consigam apreciar melhor as semelhanças e diferenças entre as duas mídias. Você já viu, com a maior riqueza de detalhes, algumas daquelas partes; mas outros momentos são como que criados exclusivamente para sua imaginação desenvolvê-los, ainda que com os atores pré-determinados pela produção do filme. E, talvez, algumas cenas fiquem menos vívidas por não serem narradas no livro, especialmente se o filme tiver sido visto há muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Posso dar um exemplo pessoal: por mais que uma de minhas cenas favoritas fosse aquela em que o tempo para quando Edward Bloom (Ewan McGregor) conhece a mulher que será sua esposa (Allison Lohman) – ele caminha por um circo inteiro, derruba pipocas paradas no ar, atravessa um aro que que está nas mãos de uma acrobata –, o episódio em que os dois se conhecem, construído por Wallace no romance, é igualmente satisfatório (ainda que, nem de longe, tão mágico).</p>
<p style="text-align: center;" dir="ltr">*  *  *</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">A coleção de momentos intrigantes só aumenta quando se tem contato com a história em ambas as mídias, bem como continua servindo ao mote principal do livro: mostrar o contraste entre a vida legendária e cheia de piadas de um pai e os seus momentos finais, quando seu filho exige um, ainda que mínimo, traço de realidade, de verdade não-inventada.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Os capítulos de <em>Peixe Grande</em> (um livro de diversos subtítulos: “E suas histórias maravilhosas”, na versão cinematográfica; “Uma fábula de amor entre pai e filho”, na edição lançada pela Rocco; e “Um romance de proporções míticas”, na versão original do livro) parecem contos feitos com o intuito de deixar as crianças com um sorrisão na cara; clima que, no entanto, não combina com os trechos dedicados aos últimos momentos que um filho tem para se conectar com o pai antes que este morra – quatro capítulos intitulados “A morte de meu pai: Tomada 1”, alterando apenas a numeração.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">O filho requer insistentemente um momento de seriedade e franqueza, mas o pai parece não saber o que é isso. Ele é um desses viciados em alegria. Até o seu nascimento, após uma longa seca, é prova disto:</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">“No dia em que ele nasceu, as coisas mudaram.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Marido se tornou Pai, Mulher se tornou Mãe.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">No dia em Edward Bloom nasceu, choveu.”</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Na época do lançamento do filme, vi alguns críticos reclamarem a respeito do despropositado e irritante filho materialista/realista/pragmático que, aparentemente “do nada”, se deixa levar, no finalzinho mesmo, pelo espírito fantasioso do pai; acho que o acusavam de “pouco plausível”. Não concordo, contudo: alguma hora, perdemos a disposição de acreditar facilmente, de rir de algumas piadas; em algum momento, nos tornamos sérios. Isso eu aceito. Mas, se temos um pai que torna um <em>Peixe Grande</em>, não custa nada retornar à infância, nesse sentido.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">“Eu o vi nadar de um lado para o outro, um ser vivo prateado, cintilante, e desaparecer nas profundezas escuras para onde vão os peixes grandes, e desde então nunca mais o vi – embora outras pessoas o tenham visto. Já escutei muitas histórias, de vidas que foram salvas e desejos realizados, de crianças que atravessaram quilômetros em suas costas, de pescadores derrubados de seus barcos e espalhados por diversos oceanos e rios de Beaufort a Hyannis pelo maior peixe que tinham visto na vida, e eles contam suas histórias para quem quiser ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Mas ninguém acredita neles. Ninguém acredita numa só palavra.”</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=8012" target="_blank">COMENTE ESTE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Rei Lear em mangá</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 13:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taize Odelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Editora JBC]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[Mangá]]></category>
		<category><![CDATA[Rei Lear]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou contra adaptações de grandes obras da literatura para versões mais “fáceis de ler”, voltadas para os jovens. Sou da opinião de que um livro adaptado, seja com linguagem mais acessível ou então resumido, pode ser a porta de entrada para o leitor ter contato com a obra completa, que se não fosse a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/05/rei-lear-manga.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-10653" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/05/rei-lear-manga.jpg" alt="" width="280" height="407" /></a>Não sou contra adaptações de grandes obras da literatura para versões mais “fáceis de ler”, voltadas para os jovens. Sou da opinião de que um livro adaptado, seja com linguagem mais acessível ou então resumido, pode ser a porta de entrada para o leitor ter contato com a obra completa, que se não fosse a versão curta, poderia nem vir a conhecer. Claro que essa é uma visão otimista e que não acompanha todos os leitores, mas eu mesma me interessei pela obra completa de determinado autor através de um resumo de seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify">Já estou na idade em que encarar obras mais complexas, com linguagem diferente e mais densa, não é nenhum grande desafio. Mas isso não significa que eu tenha que deixar uma dessas adaptações de lado quando caem em minhas mãos. É o que aconteceu com a versão em mangá de <strong>Rei Lear</strong>, obra consagrada de <strong>William Shakespeare</strong>, trazida ao Brasil pela editora <strong>JBC </strong>– conhecida por publicar as séries em mangá que fazem a cabeça dos jovens, assim como eu consumi muito esse tipo de leitura na minha adolescência.<span id="more-10652"></span></p>
<p style="text-align: justify">Não tenho como comparar a obra original com essa adaptação justamente por não ter lido a peça escrita por Shakespeare, mas ao bater os olhos pela primeira vez no mangá o leitor logo percebe que ele está bem longe da linguagem arcaica usada na época. Assim como transpor a peça para desenho é uma forma de atrair os jovens leitores, os próprios diálogos são alterados para uma fala mais simples, embora tentem manter o ar de realeza.</p>
<p style="text-align: justify">No que diz respeito ao drama da peça, o mangá não fica longe do que deve ser a dramaticidade do teatro. Os mangás são bem conhecidos pelas reações exageradas, caricatas, cheias de drama, caras e bocas. As filhas mais velhas de Rei Lear, que divide suas terras conforme o amor delas, são retratadas como feias, rudes, uma imagem que condiz com a personalidade malévola de Goneril e Regan. Já Cordélia, a caçula, tem o semblante bonito e sereno, o bom e velho clichê da mocinha dos gibis japoneses.</p>
<p style="text-align: justify">A adaptação para mangá de <strong>Rei Lear</strong> está bem longe da grandeza da obra original, e não deve nunca ser tida como leitura definitiva. O que se espera ao indicar esse tipo de leitura é atrair a atenção dos jovens, e também que eles evoluam daí para obras mais densas, que descubram a real arte por trás dos dramas do rei traído por suas filhas ambiciosas.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Rei Lear (mangá)</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Autor: </strong>William Shakespeare</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Tradução: </strong>Edward Kondo</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Editora: </strong>JBC</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Páginas: </strong>192</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7237" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FORUM DO MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Natimorto (Paulo Machline, Brasil, 2009)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/25/natimorto-paulo-machline-brasil-2009/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 19:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Lourenço Mutarelli]]></category>
		<category><![CDATA[Natimorto]]></category>
		<category><![CDATA[O Natimorto]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Machline]]></category>

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		<description><![CDATA[Após quase dois anos da exibição no Festival do Rio, Natimorto, filme de Paulo Machline adaptado do romance escrito em 2004 por Lourenço Mutarelli, chega às telas do país em abril. Mutarelli interpreta (sim, ele é o ator principal) um agente musical que fuma um maço de cigarro por dia e lê seu futuro através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/6843962.natimorto_cultura_268_419.jpg"><img class="size-full wp-image-8434 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="6843962.natimorto_cultura_268_419" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/6843962.natimorto_cultura_268_419.jpg" alt="" width="335" height="214" /></a>Após quase dois anos da exibição no Festival do Rio, Natimorto, filme de Paulo Machline adaptado do <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/12/07/o-natimorto-lourenco-mutarelli/">romance</a> escrito em 2004 por Lourenço Mutarelli, chega às telas do país em abril. Mutarelli interpreta (sim, ele é o ator principal) um agente musical que fuma um maço de cigarro por dia e lê seu futuro através das imagens antitabagismo contidas nas embalagens – como um baralho de Tarot. Vivendo em um casamento arruinado, o agente vê em sua nova aposta, uma cantora vinda do interior, a chance de dar a volta por cima e executar seu plano mais ousado: se isolar do mundo para sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">A cantora torna-se sua cúmplice nessa empreitada de se isolar do mundo, pois se vê encantada pelas histórias de infância do agente e também admira sua arte de ler maços de cigarros. Longe de haver alguma tensão sexual, os dois personagens vivem num clima claustrofóbico, enfurnados dentro de um quarto de hotel fumando em grande parte do tempo e travando diálogos ácidos, filosóficos e em alguns momentos de um humor duvidoso. Criando uma dependência e obsessão de um para o outro. Mesmo relutante com a ideia de esquecer o mundo que esquece a todos fora do quarto, a cantora sempre volta.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-8433"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A fotografia granulada ajuda a criar uma atmosfera sufocante junto a fumaça expelida pelos protagonistas e a edição colabora com a narrativa. A cena do jantar e seu desfecho são sempre adiados criando uma expectativa ímpar sobre como será o timbre misterioso da cantora que tanto inspira o protagonista. Os flashbacks que entrecortam as histórias do agente ganham um aspecto retrô – como se uma câmera caseira e escondida captassem a infância dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Mutarelli encarna um personagem em metamorfose, aos poucos a timidez e doçura &#8211; apresentados nos primeiros dez minutos de filme &#8211; vão se esvaindo, dando espaço a um surto de demência. Prestes a ter um ataque de nervos, a platéia presenciará um monólogo brutal repleto de insetos e vermes em cima do agente musical.</p>
<p style="text-align: justify;">Como adaptação do romance, o filme de Machline é exemplar, tudo que contém no livro está lá transcrito literalmente e esse talvez seja o seu maior problema e maior trunfo. Primeiramente, quem nunca chegou perto do livro sentirá que essa uma hora e meia seja longa demais devido a loucura crescente dos personagens e as propostas absurdas, no primeiro e segundo ato, do papel de Mutarelli. Por outro lado, optando por planos fechados e cortes nada sucintos, o cineasta Machline cria um certo incômodo no espectador que funciona para o desfecho lacônico do longa. Outra coisa que perturba, sendo ou não leitor da obra, é o voice over (gravado por Nasi) totalmente dispensável. Há também o problema da ironia intrínsica no livro que não foi transferida para o filme. Na verdade, ela foi trocada por momentos de tensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com defeitos de execução &#8211; perdendo a essência labiríntica, ambígua e ironica -, Natimorto tem grandes méritos e grande parte deles se deve a Lourenço Mutarelli, que escreveu uma história de amor que tange a loucura e incorporou com louvor o personagem que criou.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6777">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FORUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Coração Satânico (William Hjortsberg)</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 20:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Coração Satânico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Romance Policial]]></category>
		<category><![CDATA[William Hjortsberg]]></category>

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		<description><![CDATA[A leitura de Coração Satânico de William Hjortsberg enfrenta uma série de dificuldades externas. A primeira é que o livro ganhou uma adaptação cinematrográfica excelente e imperdível nos anos 80, mas quem viu o filme sabe que aparentemente assisti-lo acaba com a graça de ler o original. Segundo que infelizmente a obra em português encontra-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/coracao-satanico-cena1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7743" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="coracao-satanico-cena1" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/coracao-satanico-cena1-e1299330233492-300x291.jpg" alt="" width="277" height="268" /></a>A leitura de <em>Coração Satânico</em> de William Hjortsberg enfrenta uma série de dificuldades externas. A primeira é que o livro ganhou <a title="coração satânico" href="http://www.imdb.com/title/tt0092563/" target="_blank">uma adaptação cinematrográfica excelente e imperdível nos anos 80</a>, mas quem viu o filme sabe que aparentemente assisti-lo acaba com a graça de ler o original. Segundo que infelizmente a obra em português encontra-se esgotada, então conseguir uma tradução requer uma busca em sebos, o que pode não ser muito fácil.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas vencidos os obstáculos, a verdade é que trata-se de um dos melhores romances policiais que já tive em mãos e que sim, vale a pena ler mesmo já sabendo do <em>plot twist</em> que temos na história. E se você é fã de histórias <em>noir</em>, então tem realmente que ir atrás de uma edição de <em>Coração Satânico</em>, nem que seja a versão original em inglês (chamada <em>Falling Angel</em>).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-7740"></span>A narrativa nos mostra o detetive particular Harry Angel ganhando um novo caso: ele deve saber se o músico Johnny Favourite ainda está vivo ou não. O cliente de Angel, Louis Cypher, oferece poucas informações como ponto de partida para o investigador, mas aos poucos vamos descobrindo um pouco mais da vida do cantor, e sabendo que de bonzinho o sujeito tinha pouca coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Angel é o típico detetive de histórias policiais. Ele não se dá bem com os investigadores da polícia, é um cínico que fuma e bebe compulsivamente, está sempre com seu inseparável <em>trench coat</em> e parece desconfiar de todo mundo, o tempo todo. O espaço da narrativa é Nova York, e ao pesquisar sobre o cantor Favourite, temos uma verdadeira descida ao submundo (inferno), o que vai desde músicos até circo de horrores.</p>
<p style="text-align: justify;">O modo como a trama é desenvolvida prende a atenção do leitor do início ao fim, com momentos em que não dá vontade de largar o livro. E repito: mesmo já conhecendo o enredo e sabendo o que acontecerá na conclusão. Conseguir despertar esse tipo de interesse em quem está lendo uma história é para poucos, e Hjortsberg dá conta disso muito bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora o fato de que eu não conseguia imaginar Harry Angel sem ser com o rosto de Mickey Rourke e Louis Cypher sem ser Robert DeNiro, a verdade é que ter assistido ao filme antes de ler <em>Coração Satânico</em> não estragou em nada a experiência. Até porque ele segue aquela regra básica de que na maioria das vezes, o escrito é melhor do que o que podemos conferir na telona: algumas personagens, como Epiphany, são muito melhor desenvolvidas, e mesmo o relacionamento dela com Angel parece mais complexo.</p>
<p style="text-align: justify;">Romance excelente, acima da média. O desfecho é de tirar o fôlego, especialmente o modo como o autor marca as descobertas do detetive.  É impressionante o que Hjortsberg consegue fazer com um monte de clichê. É mais do que um mistério, é uma história sobre a busca do eu. Se ainda não leu e nem viu o filme, comece pelo livro &#8211; provavelmente entrará entre seus favoritos do gênero.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="comente" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4946" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Histórias de Shakespeare &#8211; Muito Barulho por Nada (Andrew Matthews e Tony Ross)</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 10:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew Matthews]]></category>
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		<category><![CDATA[Histórias de Shakespeare]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Infanto-Juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[Muito Barulho Por Nada]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Ross]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostar de ler e nunca ter ouvido falar de Shakespeare é virtualmente impossível. O bardo é quase onipresente na literatura, e já mereceu inúmeras adaptações de suas obras, para o teatro, o cinema, minisséries, outros livros, entre tantas outras mídias. E uma das melhores maneiras de se conhecer Shakespeare é ainda criança. E é esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/40580_gg.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6649" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="40580_gg" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/40580_gg-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Gostar de ler e nunca ter ouvido falar de Shakespeare é virtualmente impossível. O bardo é quase onipresente na literatura, e já mereceu inúmeras adaptações de suas obras, para o teatro, o cinema, minisséries, outros livros, entre tantas outras mídias. E uma das melhores maneiras de se conhecer Shakespeare é ainda criança.</p>
<p style="text-align: justify;">E é esse nicho que Andrew Matthews e o ilustrador Tony Ross focaram em sua adaptação de uma das mais interessantes histórias de Shakespeare (se é que não cometemos uma heresia ao classificá-las): &#8220;Muito Barulho por Nada&#8221;, na qual um casal que se apaixona à primeira vista é vítima de engodos para se separar, e um casal que aparentemente não se suporta depende das pequenas intrigas dos amigos para descobrir que, na verdade, na verdade MESMO, sempre se amou.<span id="more-6549"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A história em si é contada bastante por alto, e acaba perdendo boa parte da graça pra mim, que já tive a oportunidade de ler a obra original. Mas os autores não se resumem à peça. Eles contam rapidinho sobre o mistério que ronda a vida de Shakespeare (existiu, não existiu? Era um pseudônimo?) e às intrigas que envolvem a própria obra, lembrando que Shakespeare foi acusado de &#8220;roubar&#8221; a história de Cláudio e Hero de um autor francês chamado François Belleforest.</p>
<p style="text-align: justify;">A simplificação da história, que me afetou como leitora adulta, não deve ser problema para o leitor mirim. Pelo contrário. A essência da história está toda lá, escrita de maneira fluida e ilustrada de um jeitinho divertido, que eu chamaria de falso tosco. É ideal para despertar o interesse deste leitor pela obra do Bardo, incentivando sua leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito Barulho por nada</p>
<p style="text-align: justify;">Andrew Matthews &amp; Tony Ross</p>
<p style="text-align: justify;">Título original: <em>Much ado about nothing</em></p>
<p style="text-align: justify;">Tradução: Érico Assis</p>
<p style="text-align: justify;">72 Páginas</p>
<p style="text-align: justify;">Selo Companhia das Letrinhas</p>
<p style="text-align: justify;">Preço sugerido: R$ 18,00</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Companhia das Letras" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6331" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Diário de uma paixão</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/23/diario-de-uma-paixao/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 11:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de uma paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Nicholas Sparks]]></category>

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		<description><![CDATA[Nicholas Sparks é um escritor contemporâneo, tipicamente americano, carregado de valores trazidos pelos puritanos ainda na colonização dos EUA. A propaganda feita do escritor é aquela imagem que o americano tende sempre a valorizar, sólidos valores familiares, belos filhos e esposa muito amados pelo pai de família, e valores religiosos marcantes em sua personalidade. Porém, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/diario-de-uma-paixao03.jpg"><img class="size-medium wp-image-6298 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Notebook" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/diario-de-uma-paixao03-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Nicholas Sparks é um escritor contemporâneo, tipicamente americano, carregado de valores trazidos pelos puritanos ainda na colonização dos EUA. A propaganda feita do escritor é aquela imagem que o americano tende sempre a valorizar, sólidos valores familiares, belos filhos e esposa muito amados pelo pai de família, e valores religiosos marcantes em sua personalidade. Porém, não podemos criticá-lo por isso, pode ser que não seja apenas marketing, já que o autor vive na sociedade que cultiva essa herança dos ingleses.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos acreditar na imagem de Nicholas, por meio de suas obras, “Querido John”, por exemplo, trás traços religiosos gritantes na obra, além de virtude e bondade, temas abordados nas obras do escritor que sempre fazem um grande sucesso.<span id="more-6297"></span>Sparks faz algo muito importante na literatura, faz com que o leitor conheça doenças não muito debatidas como o autismo em “Querido John” e mal de Alzheimer em “The Notebook”, o câncer também está presentes em muitas de suas obras. Seus livros tratam do amor introduzido em um contexto real, por exemplo, a Guerra no Iraque em uma de suas obras e em “The Notebook” a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas obras de Sparks são adaptadas para o cinema, assim como os livros os filmes são bem vistos pelo público. Uma das adaptações cinematográficas é o filme “Diário de uma Paixão”, inspirado na obra “The Notebook”.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário em que se passa a história vivida por Noah e Allie em “Diário de uma paixão” (chamaremos assim, pois, falaremos da versão cinematográfica) é o Sul dos EUA, mais precisamente Carolina do Sul, na década de 40.</p>
<p style="text-align: justify;">As filmagens ocorreram em cenários reais, algo fantástico, pois o laboratório de arte transformou ruas, casas, cinemas, etc,, em cenários perfeitos dos anos 40, criando uma fotografia impressionante.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do cenário encantador e real o figurino é perfeito. Vemos que tudo foi trabalhado nos mínimos detalhes, chegamos a ficar com dúvidas de que se o filme tivesse sido gravado na década de 40 seria tão fabuloso.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos qual é a história que habita esse universo tão mágico dos anos 40. Ela inicia-se com um barco, um homem, o pôr do sol, pássaros que voam até uma janela onde se encontra uma senhora. O dia amanhece e um senhor começa a narrar para a senhora, que apareceu na janela na noite passada, a história de um jovem casal que se conheceram no passado, dia 6 de junho de 1940.</p>
<p style="text-align: justify;">Noah e Allie se conhecem por meio de amigos em comum, em uma noite no parque de diversões. Noah se encanta por Allie, que estava passando férias na cidade, que não o corresponde. Mas o jovem é ousado, assim como o amor deve sempre ser, pois amar é uma ousadia. Assim, Noah desperta a paixão em Allie, que aparentemente parece ser uma jovem cheia de atitude. No entanto, Noah descobre uma garota de 17 anos, frágil e comandada pelos deveres impostos pelos pais. O rapaz mostra a emoção existencial que todos buscamos para a jovem que quando indagada do que fazia para se divertir excita em responder.</p>
<p style="text-align: justify;">A cena em que Noah desafia Allie a deitar no meio da rua é a primeira de muitas em que ele a faz sorrir. A jovem era reprimida, com frases do tipo &#8220;não se deve fazer isso e aquilo&#8221; e Noah a mostra que tudo é possível.</p>
<p style="text-align: justify;">Até aqui percebemos quebras de paradigmas, mas até então são paradigmas interiores, existem também os sociais, as diferenças entre o casal: a garota rica da cidade que vai para a faculdade e o garoto humilde do interior, entre outras diferenças impostas socialmente. Noah chega a ser agredido (psicologicamente) pela família de Allie &#8211; esse bombardeio é sutilmente comparado a inquisição espanhola.</p>
<p style="text-align: justify;">A paixão que todos rotulavam de “amor de verão” se intensificou. Porém, a noite que eles tentam ter a primeira “noite de amor” é frustrada pela inexperiência de Allie, que não consegue ir até o fim, e é também marcada pela separação do casal, não por vontade deles, mas sim pela dos pais de Allie.</p>
<p style="text-align: justify;">A jovem volta para a cidade e Noah a escreve durante um ano 365 cartas não respondidas, pois a mãe de Allie extraviava-as. E o casal sofria pelo silêncio de ambos, sem saber o verdadeiro motivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse período os EUA declara estado de Guerra e como uma fuga dos próprios sentimentos Noah se alista como soldado e Allie como enfermeira. Porém, o destino não contribui para o reencontro. Allie conhece um soldado e tornam-se noivos. Ele era o homem perfeito “para os pais de Allie”, mas para ela?</p>
<p style="text-align: justify;">Noah volta da Guerra sem o amigo e ganha de presente de seu pai a casa dos seus sonhos (local onde Noah e Allie quase tiveram a primeira noite de amor). O ex-soldado teve que reformar a casa e se refugiou na construção obsessivamente, após ver Allie, por acaso, com o noivo, e sem deixar-se ser visto.</p>
<p style="text-align: justify;">O apaixonado Noah acreditava que a casa que eles tiveram a última noite juntos poderia trazer aquele momento interrompido novamente para ser prosseguido. De fato, ele tinha razão, Allie ao ver no jornal a foto de Noah em frente à casa larga tudo, inclusive o noivo, para voltar aonde tinha deixado seu coração, junto de Noah. Sete anos depois do último encontro eles reiniciam o que haviam deixado inacabado, uma vida de amor e paixão.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é um filme que mostra o amor em todas suas faces, o amor que faz sorrir, que faz chorar, que dá prazer e que acima de tudo te dá um companheiro. O senhor que citamos inicialmente é Noah e a senhora é Allie, que tem Alzheimer. Antes de ela ser totalmente tomada pela doença escreveu o “Diário de uma Paixão”, para que seu marido lesse para ela todos os dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Em síntese, observamos durante o filme que Noah conseguiu despertar a vontade própria em Allie, a verdadeira personalidade da jovem-mulher e foi isso que a conquistou desde a primeira vez que ele a fez sorrir. Isso é amar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o autor</strong>: Aline Vaz é de Curitiba, formada em Letras &#8211; Português/Inglês  e escreve no blog <a href="http://culturaesquizofrenica.blogspot.com/" target="_blank">http://culturaesquizofrenica.blogspot.com/</a></p>
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