Boêmios Errantes (John Steinbeck)

Publicado por Lucas Deschain em julho - 5 - 2010COMENTE

Mesmo que o ápice da percepção social através da narrativa literária tenha somente se consolidado em As Vinhas da Ira, Steinbeck revelou uma sensibilidade e capacidade de transmissão desse sentimento por meio das palavras em outras obras que antecederam o famoso romance de 39. Alguns exemplos disso são Luta Incerta (1936), Ratos e Homens (1937) e Boêmios Errantes, publicado em 1935.

Foi a partir desse último que Steinbeck começou a chamar a atenção dos grandes senhores do universo literário, notabilidade que ele ainda não havia angariado com outros romances anteriores, como A Taça de Ouro (1929) e As Pastagens do Céu (1932) e A Um Deus Desconhecido (1933). Boêmios Errantes amealhou diversos prêmios literários, encaminhou Steinbeck no caminho da fama e reconhecimento, e consolidou uma temática muito recorrente em suas obras: as paragens norte-americanas e a situação daqueles “outros” que esse território habitavam.

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Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva

Publicado por Liv em julho - 4 - 20101 COMENTÁRIO

Jovem, bonitão e cheio de vida. Algumas características do jovem Marcelo Rubens Paiva.  Em uma farra com os amigos, decide dar um mergulho à moda “Tio Patinhas”, para mais uma vez ser “a alegria da galera”.

Como ele poderia saber que naquele pequeno lago com meio metro de profundidade no dia 14 de dezembro de 1979 a sua vida ia se transformar para sempre?

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A dançarina e o rubi – Barry Unsworth

Publicado por Kika em junho - 30 - 2010COMENTE

Esta é uma história de enganos, preconceito, sensualidade e choque de culturas. A história de Thurstan Beauchamp se passa num período turbulento da Sicília, recém-conquistada pelos normandos, e habitada por sarracenos, gregos, bizantinos, italianos e franceses. A segunda cruzada acabou e foi um verdadeiro fracasso.

THurstan é um funcionário do rei Roger, um jovem católico, filho de pai normando e mãe inglesa.  Seu cargo, ao menos nominalmente, é de “provedor do rei”,  ou seja,  responsável pelo entretenimento da corte, por trazer novas atrações para animar a mesa real. Mas o Diwan (nome árabe para Douana) em que trabalha possui outra função, mais escusa.  É o órgão responsável por prestar os serviços de que o rei precisa, mas que não pode solicitar abertamente, como o pagamento de subornos e informantes.

E é no cargo de pagador, e não de provedor, que Thurstan está investido quando conhece a dançarina Nesrin e seus companheiros anatolianos, cuja dança do ventre fascina a todos.

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Desonra (J.M. Coetzee)

Publicado por Pips em junho - 29 - 2010COMENTE

J.M. Coetzee é sul-africano, doutor em lingüística, escreveu diversos livros e em 2003 recebeu o Nobel de literatura. Dotado de um estilo de escrita que intercala um estilo impessoal, poético e visceral. Sua percepção sobre a psique humana e as diferenças entre status, dependendo do ambiente onde se encontra seus personagens, é um forte traço de seu livro Desonra.

David Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.

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Bernard-Marie Koltès

Publicado por Luciano R. M. em junho - 26 - 2010COMENTE

Um homossexual em um mundo heterossexual. Um francês que não se sentia francês e, na África, sentia-se ainda mais estrangeiro. Um eterno exilado em um mundo violento, um eterno revoltado. Bernard-Marie Koltès poderia facilmente ser uma personagem de alguma obra do franco-argelino Albert Camus. Mas não é.

Bernard-Marie Koltès é um dos nomes mais importantes da dramaturgia contemporânea. Se em sua vida já se percebe algo de Camus, em sua obra essa sombra é ainda mais forte. Porém Koltès anda no lado mais escuro, em que a violência e a desesperança governam. Alcoolista, homossexual e controverso, a poética de Koltès foi inovadora e iconoclástica. Leia a continuação do artigo »

É sempre assim. Quem pouco conhece de literatura (seja ela brasileira, inglesa ou japonesa) sempre se surpreende com um bom livro. Não fujo dessa regra. Confesso que esse livro me chamou a atenção pelo título – eu esperava uma história de suspense, meio “Sherlock Holmes” – E não é que o título confirmou as minas expectativas?

Repleto de suspense, comédia, amizade e alegrias, as histórias de Arnaldo Bloch mostram o Rio de Janeiro para os não cariocas, a Alemanha para os não alemães, o Judaísmo para os não judaicos e (por que não?) as crônicas para aqueles que assim como eu não as conhecem tão bem. Misturando o cotidiano com suas memórias, o autor te prende a cada linha e no final de cada página você pensa: “Pô, gente boa esse Arnaldão!”.

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As Vinhas da Ira (John Steinbeck)

Publicado por Lucas Deschain em junho - 23 - 2010COMENTE

24 de outubro de 1929. Até o final desse dia, essa data passaria a ser conhecida como a quinta-feira negra. Esse foi o fatídico dia em que a Bolsa de Valores de Nova York quebrou, o famoso crack que marcou o início da chamada Crise de 29 ou a Grande Depressão dos Anos 30. Mas o que essa crise econômica representou, cotidianamente, para as pessoas que não eram acionistas, empresários ou donos de grandes corporações?

O resumo dos livros didáticos não nos possibilita vislumbrar os desdobramentos mais perversos  e  calamitosos dessa crise. Acostumamo-nos, muitas vezes, a ver esse processo de cima, longinquamente, de forma técnica, através de termos técnicos e conceitos econômicos, o que deixa de lado uma parte considerável e importante dos efeitos da superprodução: o impacto cotidiano, nas populações que já não eram favorecidos antes dacrise, e que, após a quinta-feira negra, só viram suas condições piorarem.

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A Misteriosa Chama da Rainha Loana (Umberto Eco)

Publicado por Colaborador Meia Palavra em junho - 21 - 20101 COMENTÁRIO

Bueno.

Terminei a leitura do meu primeiro romance do Umberto Eco, A Misteriosa Chama da Rainha Loana. E posso dizer que, embora não seja dos melhores que li, as muitas horas de leitura até que valeram a pena.

Para falar sobre esse livro, não quero começar fazendo um resuminho do enredo. Quero que vocês entrem nele, ao menos aqui, às escuras. E quero isso porque isso é importante para esse livro. Por ora, digo que ele foi publicado pela Record, em 2005, que a tradutora é a Eliana Aguiar e que ele tem 456 páginas. E também que a narrativa divide-se em três grandes partes: “O Acidente”, “Uma memória de Papel” e “OI NOΣTOI”. Vamos a elas.

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O Mundo Fantástico de H. P. Lovecraft

Publicado por Fabio Bettega em junho - 19 - 20101 COMENTÁRIO

“A emoção mais forte e mais antiga do homem é o medo, e a espécie mais forte e mais antiga de medo é o medo do desconhecido. Poucos psicólogos contestarão esses fatos e a sua verdade admitida deve firmar para sempre a autenticidade e dignidade das narrações fantásticas de horror como forma literária”

E, para tornar mais acessível todo o medo e estranhamento da obra de Lovecraft (aquele mesmo de O Chamado de Cthulhu), um grupo de fãs está trabalhando em um projeto muito legal, chamado “O Mundo Fantástico de H. P. Lovecraft”. Deixo a palavra com o criador do projeto, Denílson, responsável pelo site e também pela excelente lista de discussão Culto Lovecraftiano:

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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