Ninguém é perfeito (Jaguar)

outubro 8, 2008 – 8:44 pm
Por Anica

Como alguém que gosta bastante de quadrinhos eu tenho uma falha bem grande em uma das ramificações (ou seriam raízes? Nunca sei ao certo) dessa forma de arte: o cartum. O que é de fato uma pena, porque a charge entra naquele campo que eu adoro, que é o de dizer muito com pouco (vide meus comentários no artigo sobre Robert Frost). E, mais além, é também o desenvolvimento da arte da Sátira - que de todos os gêneros literários parece o que carregamos conosco desde sempre, visto que ela envolve praticamente a idéia de criticar ridicularizando o outro (ou, como nós brasileiros fazemos também, tirar sarro de si).

E é por unir essas duas características básicas da charge que a tarefa não é para qualquer um que saiba desenhar. Dominar o lápis é uma coisa. Dominar as idéias, já é outra história. E foi através do novo lançamento da Desiderata, “Ninguém é perfeito” que tive a oportunidade de conhecer melhor o trabalho de um dos cartunistas de maior destaque aqui no Brasil, o Jaguar.

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Ensaio sobre a Cegueira

outubro 6, 2008 – 8:40 pm
Por Pips

“Ensaio sobre a Cegueira” , o filme, está causando bastante ‘polêmica’ ao redor do mundo. A última ocorreu essa semana quando a Federação Nacional dos Cegos dos EUA pedem boicote ao livro, alegando que o filme deturpava os cegos, ajudando na exclusão deles da sociedade. Claro que isso é uma tremendo engano, pois a película de Meirelles fala sobre a observação e, não apenas o dom de ver, sobre o homem voltando a hábitos primitivos. Expondo o apodrecimento moral no colapso social.

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Emily Dickinson

setembro 7, 2008 – 4:18 pm
Por Anica

Emily Dickinson

No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida - pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma complexidade de deixar biógrafos de cabelo em pé, a segunda é de tal simplicidade que talvez seja uma das razões pelas quais os trabalhos dela não são tão famosos quanto de outros poetas de língua inglesa.

Em vida, pouco de seus poemas foram publicados. Dickinson na realidade só fez uma tentativa com quatro poesias, mas foi aconselhada pelo editor da Atlantic Monthly, Thomas Wentworth Higginson, a não publicá-los, pois seu estilo de escrita não era “comercial”. Apenas após a morte da poeta que sua irmã, Lavinia, ao encontrar diversos de seus trabalhos, resolveu publicá-los. São mais de 1.800 poemas escritos durante o período em que viveu em Homestead.

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O Pagador de Promessas – Dias Gomes

agosto 27, 2008 – 2:14 pm
Por Carol

Dentro da literatura nacional, não é raro que as peças teatrais sejam esquecidas pela maioria dos leitores, já que carecemos de boas histórias. Porém, no ano de 1959, Dias Gomes escreveu aquela que pode ser considerada a maior pérola do teatro nacional: O Pagador de Promessas.

Composta por três atos, a obra conta a história do obstinado Zé do Burro, personagem que retrata fielmente alguns aspectos do povo nordestino, como a fé inabalável e a coragem para fazer coisas consideradas impossíveis, no caso do protagonista, cumprir uma promessa feita á Santa Bárbara.

Após fazer a promessa, num terreiro de Candomblé para a Santa, Zé do Burro não tarda em receber uma “graça”. A cura do seu inseparável burrinho de estimação, e por isso decide levar uma cruz “como a de Jesus Cristo” até a igreja de Santa Bárbara, a sete léguas de onde morava com Rosa, a sua resignada esposa.

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Areia nos Dentes – Antônio Xerxenesky

agosto 26, 2008 – 3:17 pm
Por Pepper

Tive a oportunidade de ir a um lançamento da Não Editora aqui no Rio de Janeiro, onde os autores gaúchos participaram no nosso Clube da Leitura. Entre todas as visitas e autores e novos livros, e com o salário saindo só no dia seguinte, fica difícil escolher só alguns livros. Tive a chance de perguntar pra um dos autores:

“- Esse é o seu livro, não?

- É, um romance.

- Sobre o que?

- Um faroeste com zumbis.”

Estava falando com Antônio Xerxenersky, que foi simpático o bastante pra não comentar da minha cara de susto. Um faroeste com zumbis? Nunca assisti a um bom faroeste, e só me lembro de ter visto um filme de zumbis, na Sessão da Tarde e há um bom tempo atrás. E isso tudo junto em um livro?

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Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia

agosto 25, 2008 – 9:00 am
Por Pips

Quando eu era pequeno (sete ou oito anos) minha avó materna tinha uma mercearia e quando ela preparava o almoço eu tinha que ficar de guarda esperando algum freguês chegar. Num desses dias, de prontidão, deixei o rádio ligado e começou a tocar “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, fiquei tão empolgado que deixei a música no último volume. A voz era de Tim Maia e esse foi meu primeiro contato com ele.

Quem não consegue se lembrar de Tim Maia pode muito bem, nos dias de hoje, procurar vídeos com entrevistas e apresentações do cantor. O jeito debochado está escancarado nos registros de vídeo, mas fora isso como contar a história de um cantor que já tinha muito de seus bastidores especulados e até confirmados pela mídia (como saídas no meio da apresentação ou cancelamentos de show)?

Nelson Motta, compositor, jornalista e produtor musical, torna-se personagem no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia” para contar as peripécias de Sebastião Rodrigues Maia, nascido em 28 de Setembro de 1942 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Com 17 anos Tim iria aos EUA sustentado por uma mentira tão bem contada que até ele acreditou. Por sorte foi acolhido por uma família e conseguiu conhecer a cultura musical americana, mas foi deportado por problemas com drogas.

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Love, Pearl

agosto 24, 2008 – 2:14 pm
Por Carol


Pérola. Essa é uma das melhores definições para aquela que nasceu para brilhar e encantou uma geração com a sua voz rouca e marcante e suas canções inesquecíveis.

Janis Lyn Joplin nasceu na cidade de Port Arthur, Texas. Ela cresceu ouvindo músicas de blues, tais como Bessie Smith e Big Mama Thornton, e cantando no côro local. Após concluir o ensino médio, ela ingressou na Universidade do Texas, onde começou a cantar blues e folk com seus amigos.

Cultivando uma atitude considerada rebelde, Janis se vestia como os poetas da geração beat e começou a trabalhar como cantora folk. Nessa época, ela se entregou ao vício das drogas e a bebida, que influenciaram sua carreira e posteriormente sua saúde.

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