Emily Dickinson

setembro 7, 2008 – 4:18 pm
Por Anica

Emily Dickinson

No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida - pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma complexidade de deixar biógrafos de cabelo em pé, a segunda é de tal simplicidade que talvez seja uma das razões pelas quais os trabalhos dela não são tão famosos quanto de outros poetas de língua inglesa.

Em vida, pouco de seus poemas foram publicados. Dickinson na realidade só fez uma tentativa com quatro poesias, mas foi aconselhada pelo editor da Atlantic Monthly, Thomas Wentworth Higginson, a não publicá-los, pois seu estilo de escrita não era “comercial”. Apenas após a morte da poeta que sua irmã, Lavinia, ao encontrar diversos de seus trabalhos, resolveu publicá-los. São mais de 1.800 poemas escritos durante o período em que viveu em Homestead.

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O Pagador de Promessas – Dias Gomes

agosto 27, 2008 – 2:14 pm
Por Carol

Dentro da literatura nacional, não é raro que as peças teatrais sejam esquecidas pela maioria dos leitores, já que carecemos de boas histórias. Porém, no ano de 1959, Dias Gomes escreveu aquela que pode ser considerada a maior pérola do teatro nacional: O Pagador de Promessas.

Composta por três atos, a obra conta a história do obstinado Zé do Burro, personagem que retrata fielmente alguns aspectos do povo nordestino, como a fé inabalável e a coragem para fazer coisas consideradas impossíveis, no caso do protagonista, cumprir uma promessa feita á Santa Bárbara.

Após fazer a promessa, num terreiro de Candomblé para a Santa, Zé do Burro não tarda em receber uma “graça”. A cura do seu inseparável burrinho de estimação, e por isso decide levar uma cruz “como a de Jesus Cristo” até a igreja de Santa Bárbara, a sete léguas de onde morava com Rosa, a sua resignada esposa.

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Areia nos Dentes – Antônio Xerxenesky

agosto 26, 2008 – 3:17 pm
Por Pepper

Tive a oportunidade de ir a um lançamento da Não Editora aqui no Rio de Janeiro, onde os autores gaúchos participaram no nosso Clube da Leitura. Entre todas as visitas e autores e novos livros, e com o salário saindo só no dia seguinte, fica difícil escolher só alguns livros. Tive a chance de perguntar pra um dos autores:

“- Esse é o seu livro, não?

- É, um romance.

- Sobre o que?

- Um faroeste com zumbis.”

Estava falando com Antônio Xerxenersky, que foi simpático o bastante pra não comentar da minha cara de susto. Um faroeste com zumbis? Nunca assisti a um bom faroeste, e só me lembro de ter visto um filme de zumbis, na Sessão da Tarde e há um bom tempo atrás. E isso tudo junto em um livro?

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Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia

agosto 25, 2008 – 9:00 am
Por Pips

Quando eu era pequeno (sete ou oito anos) minha avó materna tinha uma mercearia e quando ela preparava o almoço eu tinha que ficar de guarda esperando algum freguês chegar. Num desses dias, de prontidão, deixei o rádio ligado e começou a tocar “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, fiquei tão empolgado que deixei a música no último volume. A voz era de Tim Maia e esse foi meu primeiro contato com ele.

Quem não consegue se lembrar de Tim Maia pode muito bem, nos dias de hoje, procurar vídeos com entrevistas e apresentações do cantor. O jeito debochado está escancarado nos registros de vídeo, mas fora isso como contar a história de um cantor que já tinha muito de seus bastidores especulados e até confirmados pela mídia (como saídas no meio da apresentação ou cancelamentos de show)?

Nelson Motta, compositor, jornalista e produtor musical, torna-se personagem no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia” para contar as peripécias de Sebastião Rodrigues Maia, nascido em 28 de Setembro de 1942 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Com 17 anos Tim iria aos EUA sustentado por uma mentira tão bem contada que até ele acreditou. Por sorte foi acolhido por uma família e conseguiu conhecer a cultura musical americana, mas foi deportado por problemas com drogas.

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Love, Pearl

agosto 24, 2008 – 2:14 pm
Por Carol


Pérola. Essa é uma das melhores definições para aquela que nasceu para brilhar e encantou uma geração com a sua voz rouca e marcante e suas canções inesquecíveis.

Janis Lyn Joplin nasceu na cidade de Port Arthur, Texas. Ela cresceu ouvindo músicas de blues, tais como Bessie Smith e Big Mama Thornton, e cantando no côro local. Após concluir o ensino médio, ela ingressou na Universidade do Texas, onde começou a cantar blues e folk com seus amigos.

Cultivando uma atitude considerada rebelde, Janis se vestia como os poetas da geração beat e começou a trabalhar como cantora folk. Nessa época, ela se entregou ao vício das drogas e a bebida, que influenciaram sua carreira e posteriormente sua saúde.

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Quem é Capitu?

agosto 19, 2008 – 6:41 pm
Por Anica

Eu sei que ao mesmo tempo que diversas pessoas babam por essa personagem, as vezes até querendo atribuir mais mistérios do que aqueles que Machado já deixou, existe lá também uma infinidade de pessoas que tremem só de lembrar que Capitu é personagem de Dom Casmurro (também conhecido como “aquele livro chato que fui obrigado a ler”). Eu, apesar de “obrigada” a ler Dom Casmurro, confesso que estou no primeiro time.

Não que eu tenha uma adoração tremenda pela personagem. Admiro, sim, é a capacidade do Machado de ter incluído em nosso imaginário essa figura que é, por si só, uma interrogação. E acredito que justamente por isso o Quem é Capitu?, recém-lançado pela editora Nova Fronteira, é tão especial: ao invés de focar no mistério básico da traição ou não, ele vai além e mostra faces e faces não só de Capitolina, mas da obra Dom Casmurro em si.

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Murilo Rubião e o Realismo Fantástico

julho 27, 2008 – 5:21 pm
Por Colaborador Meia Palavra

O realismo mágico (também chamado de fantástico ou maravilhoso) é um movimento literário contemporâneo cunhado e difundido no meio do século XX. Nasceu na América Latina, mas foi influenciado por movimentos e escritores do mundo inteiro, tais como Kafka e Edgar Allan Poe.

No ápice do realismo fantástico surgiram grandiosos autores na América Latina,como Gabriel Garcia Márquez, Jorge Luiz Borges, Julio Cortazar, Carlos Fuentes, Izabel Allende, embora muitos digam que o venezuelano Arturo Uslar Pietri tenha sido o precursor do movimento, influenciado especificamente por Macunaíma, de Mario de Andrade, que possui os primeiros traços do movimento. A expressão só veio a ficar famosa quando usada pelo ganhador do Nobel de literatura Miguel Ángel Astúrias.

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