Sob o signo da opressão

Escrito por Luciano R. M. em janeiro 25, 2010 – 10:13 pm

herta-muller-b2301Há algum tempo eu e o Tiago escrevemos uma série de posts a respeito do prêmio Nobel. Nela, além de comentarmos sobre o prêmio em si, mencionamos que a escolha da Academia Sueca pela romena-alemã Herta Müller causou não só surpresa, mas também certa decepção.

Ainda não lera nada dela além de um conto e de alguns poemas. Eis que ‘O Compromisso’ – traduzido no Brasil por Lya Luft- mudou um pouco essa opinião.

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Escritores em lugar nenhum

Escrito por Luciano R. M. em janeiro 19, 2010 – 10:02 pm

abramovEm algum momento do século XX pesquisadores americanos avistam ‘nuvens cor-de-rosa’ no céu da Antártida. Pouco depois alguns cientistas soviéticos as avistaram novamente.

E descobriram algo mais a seu respeito: as tais nuvens não eram realmente nuvens, mas uma espécie de plasma ou colóide aparentemente inteligente e com capacidade de replicar qualquer estrutura atômica- inclusive seres humanos, com suas memórias completas.

A partir daí a paranóia tem início. As nuvens, mais tarde poeticamente batizadas de `cavaleiros vindos de lugar nenhum` seres vivos? O que querem na Terra?  Porque roubam o gelo de nosso planeta?

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A Arte de Amar (Ovídio)

Escrito por Carol em janeiro 18, 2010 – 9:29 pm

ovidioÉ como diz aquela música do Tom Jobim “…é impossível ser feliz sozinho…” . Não, você não leu errado. Esse artigo é realmente sobre Ovídio e não sobre Jobim e sua obra. Embora os dois tenham muito em comum, mesmo com alguns séculos entre eles.

O amor, todos concordamos é uma arte. Jobim com suas letras simples, inquietas, ingênuas e delicadas nos ensinou isso. Ovídio fez o mesmo, só que na literatura, por volta do ano 8 d.C. Dois mestres do sentimento. Dois “artistas do amor”.

Interessante é analisar a “utilidade” de um livro que basicamente nos ensina cortesia e sentimentos. É tão evidente para nós, não é mesmo? Mas Ovídio vai além disso, ensinando a habilidade de seduzir.

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Portões de Fogo (Steven Pressfield)

Escrito por Kika em janeiro 14, 2010 – 9:19 pm

os-portoes-de-fogoTHIS IS SPARTA! (300)

“o egípcio perguntou aos espartanos por que usavam cabelos tão longos. Olympieus respondeu, citando o legislador Lykurgus: “Porque nenhum outro adorno torna um homem belo mais atraente, e um outro feio mais aterrador. e de graça” Portões de Fogo – Steven Pressfield

Tudo começou quando achei num sebo o 300, do Frank Miller. Estava na faculdade então, muito feliz com minha aquisição. Não demorou muito para falar dela. Que história, que traço que roteiro! Nisso, um amigo diz: Quer conhecer MESMO a história da batalha das Termópilas? Leia Portões de Fogo. Procurei o livro logo depois. Não achei. E por 10 anos não me deparei mais com ele.

Enfim, no fim de 2009 consegui minha cópia. Estavam todos lá: Leônidas, Dienekes, Xerxes, Olympieus, as frases famosas. Logo nas primeiras páginas vi que meu amigo tinha razão. Steven Pressfield nos faz sentir a batalha, e o que significava ser espartano.

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A Velocidade da Luz

Escrito por Luciano R. M. em janeiro 13, 2010 – 9:08 pm

cercasEm 2001 o catalão Javier Cercas lançou ‘Os Soldados de Salamina‘, livro com o qual consagrou-se: foi adaptado para o cinema, traduzido para infinitos idiomas e tornou-se uma sensação literária. Depois disso passaria quatro anos sem publicar nada, até esse ‘A Velocidade da Luz’. Em 2009 lançou ‘Anatomia de um Instante’.

Comprei ‘A Velocidade da Luz’ simplesmente por estar em promoção; apesar de ter gostado bastante de ‘Soldados’ eu tinha um pouco de desconfiança com relação ao autor- havia lido ‘O Motivo’ e não me empolgara nem um pouco, sem contar que a orelha de ‘A Velocidade da Luz’ me fez crer em uma história não muito atraente e cheia de clichès.

Porém, desde ‘Soldados’, Cercas parece ter se encontrado literariamente, como desejava tão ardentemente desde seu debut. Não só é possível reconhecê-lo pelo estilo, mas toda a maturidade presente em seu best-seller foi mantida.

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A morte do ‘Primeiro Homem’

Escrito por Luciano R. M. em janeiro 12, 2010 – 8:57 pm

camusNo último dia 4 completaram-se 50 anos da morte do escritor franco-argelino Albert Camus. Foi em 4 de Janeiro de 1960, exatamente às 13h55 que um acidente de carro fez com que ‘O Primeiro Homem’ ficasse incompleto: Camus escrevia seu bildungsroman quando morreu. Um tanto quanto irônico, creio.

Foi uma grande perda: não só um dos maiores escritores do século XX, considerado herdeiro da tradição de Dostoiévisky e Kafka; mas também um filósofo e humanista importante, o ‘pai’ do absurdo. Mesmo Sartre- antigo amigo com quem teve um desentendimento por conta de ‘O Homem Revoltado’- reconhecia que o pensamento e o peso de Camus eram ímpares.

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Livros do Oscar 2010

Escrito por Anica em janeiro 9, 2010 – 8:35 pm

OscarComo acontece todo ano, alguns filmes começaram a aparecer como favoritos para o Oscar e as editoras brasileiras  já aproveitaram para lançar traduções das obras nas quais esses filmes foram adaptados. Quem sai ganhando é o leitor, que algumas vezes nem sabe que o que acabou de ver no cinema na verdade é uma história que já foi contada nos livros.

Assim, nos adiantamos um pouco e trazemos para você uma lista com títulos que inspiraram filmes bem cotados para aparecerem entre os indicados ao Oscar. Como no ano passado, esse artigo se dividirá em três categorias: já traduzidos, (ainda) não traduzidos e livros infantis (tomando o espaço das HQs, que aparentemente não estão muito bem cotadas para o Oscar 2010).

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