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	<title>Meia Palavra</title>
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	<description>O prazer de uma palavra e meia em Meia Palavra.</description>
	<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 23:34:12 +0000</pubDate>
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		<title>Música, Ídolos e Poder - do Vinil ao Download (André Midani)</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 23:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[André Midani]]></category>

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		<description><![CDATA[Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe  todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/midanimusica.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2799" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="midanimusica" src="http://www.anica.com.br/wp-content/uploads/midanimusica-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe  todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E é justamente aí que entra o ponto alto de <em>Música, Ídolos e Poder - do Vinil ao Download</em> do André Midani: pelo autor ter sido parte tão importante em muito do que ouvimos hoje como nossa MPB, vemos muito mais desse processo.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">A Bossa Nova, a Tropicália, as carreiras solo de Erasmo Carlos e Rita Lee, Tim Maia, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs&#8230; Você pensa em qualquer coisa criada no Brasil até os anos 90 e pode ter certeza que tem o dedo desse Midani no meio. E mesmo nas figuras que ele não &#8220;descobriu&#8221;, nos grandes momentos desses artistas ele esteve presente (caso de Chico Buarque, por exemplo).</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><span id="more-294"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">O melhor é que o tom da narrativa dessa autobiografia é quase como de um amigo em uma mesa de bar contando anedotas do passado. Um evento leva à outro, avanços e recuos no tempo, personagens entram e saem a todo momento. E não são quaisquers personagens, são <strong>AS</strong> personagens. Não é sempre que você ouve de Vinícius de Moraes, Elis Regina, Raul Seixas, Odair José e Nara Leão sob outro ponto de vista.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Com toda essa constelação musical presente na própria vida, é óbvio que o livro do Midani é leitura obrigatória para qualquer um que goste de música. Mas mais do que isso, é um prazer para quem reconhece nas histórias álbuns dos quais ele conta todas as histórias dos bastidores (como o dueto de Caetano e Chico Buarque, por exemplo).</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">E a visão da indústria fonográfica que Midani tem é simplesmente brilhante. Em dado momento ele consegue reconhecer até um dos fatores que trouxeram a crise para esse setor, que chegou com força total após a popularização do formato mp3: diz ele em dado momento que na pressa de obter lucro mais rápido, as gravadoras deixaram de investir em álbuns de desenvolvimento do artista para começar a focar na questão da canção de sucesso. O feitiço virou contra o feiticeiro quando as pessoas começaram a se questionar se valia a pena comprar um cd se eles gostavam/conheciam apenas de uma música&#8230;</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Esse é só um exemplo do que pode ser encontrado em <em>Música, Ídolos e Poder</em>. Recomendo fortemente a leitura, e sugiro que busquem pelo livro rapidamente. Como todo caso de biografia, essa aqui já está rendendo um processo e pelo visto duas coisas podem acontecer. A primeira, é o livro ser retirado do mercado. A segunda, é <a title="editor propõe solução para processo" href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/11/04/editor_propoe_mudar_livro_de_andre_midani-586255103.asp" target="_blank">um parágrafo ser retirado do livro</a> - não que o segundo caso estrague o livro, mas sabe como é, deixa aquele gosto amargo de censura.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/11/18/musica-idolos-e-poder-do-vinil-ao-download-andre-midani/">Comente esse post no Fórum Meia Palavra.</a></strong></p></p></div>
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		<title>A Volta ao Dia em 80 Mundos e Último Round</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/11/17/a-volta-ao-dia-em-80-mundos-e-ultimo-round/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/11/17/a-volta-ao-dia-em-80-mundos-e-ultimo-round/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2008 10:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<category><![CDATA[a volta ao dia em 80 mundos]]></category>

		<category><![CDATA[argentino]]></category>

		<category><![CDATA[jazz]]></category>

		<category><![CDATA[Julio Cortázar]]></category>

		<category><![CDATA[latino americano]]></category>

		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

		<category><![CDATA[último round]]></category>

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		<description><![CDATA[
No mês de Setembro a editora Civilização Brasileira lançou duas obras, inéditas no Brasil, de Julio Cortázar. Apesar de serem divididas em duas obras, muitos consideram uma obra única dividida em dois volumes (e cada volume dividido em dois tomos).
“A Volta ao Dia em 80 Mundos” e “Último Round” são livros de citações, de contos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/11/cortazar_voltaaodia250div.jpg"><img class="size-full wp-image-287 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="cortazar_voltaaodia250div" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/11/cortazar_voltaaodia250div.jpg" alt="" width="200" height="335" /></a></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">No mês de Setembro a editora Civilização Brasileira lançou duas obras, inéditas no Brasil, de Julio Cortázar. Apesar de serem divididas em duas obras, muitos consideram uma obra única dividida em dois volumes (e cada volume dividido em dois tomos).</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">“A Volta ao Dia em 80 Mundos” e “Último Round” são livros de citações, de contos, poemas, resenhas ou um diário em diversas partes? Um recorte da memória de Julio Cortázar? É bem difícil de analisar parte por parte desses livros sem levar o pensamento além do que se está refletindo sobre. Entretanto engana-se quem gostaria de ler sem seguir uma linha de pensamento, apesar de estar aberto a diversas leituras: de trás pra frente, na vertical e na horizontal (respeitando o formato original planejado pelo autor), um livro conversa com o outro, mostrando ainda mais que a maior obra de Cortázar, O Jogo da Amarelinha, viria de vários experimentos provocativos para a literatura dos anos 60.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><span id="more-286"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">As provocações são apresentadas em formas de fotografias (que nem sempre condizem com a crônica, conto ou citação), desenhos e até recortes de jornais. Quando concisos com aquilo escrito tornam o ato de incitar os leitores e seus alvos, ainda mais violento (como “Diálogo das Formas” que apresenta uma fotonovela entre esculturas de Reinhoud). Muitas vezes enaltecendo a América Latina, os talentosos artistas latinos e protestando para que a arte não seja comercializada.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Um tema recorrente das escritas de Cortázar figura por aqui: o jazz, dando um ar metalingüístico na escrita como se fosse improvisada, mas cheia de conhecimento experimental. Diversos músicos tornam-se temas, tais como: Charlie Parker ou Thelonious Monk. Outros amigos e artistas (e até o gato Adorno) são homenageados em poemas, citações ou fotografias.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Não se pode aprofundar numa análise precisa sobre o perfeccionista Cortázar, pode-se dizer que seu humor ácido, seu lado político, seu realismo fantástico, enfim, todos os pontos mais característicos de sua personalidade lírica e, sobretudo, a real estão presentes nessa obra hermética.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p><strong>Último Round – Tomo I</strong> (pág. 7)<br />
“Sílaba Viva</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p><em>Mexe e remexe, está aí por mais que não queiram<br />
está na noitche, está no leitche,<br />
em cada cheiro em cada tchau em cada peixe<br />
está, se soltarem os cachorros ainda assim estará<br />
e mesmo que o fechem, ou esculachem com deboche,<br />
e ele estará com quem lutche e quem espiche<br />
e naquele que levanta e arrematche<br />
ele estará, que diabo.</em>”</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><strong>CORTÁZAR</strong>, Julio. <em>A Volta ao Dia em 80 Mundos</em>. São Paulo: Editora Civilização Brasileira, 2008. 182 págs (cada Tomo). Preço sugerido: R$ 29,00 (cada Tomo).</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><strong>CORTÁZAR</strong>, Julio. <em>Último Round</em>. São Paulo: Editora Civilização Brasileira, 2008. 294 págs. (cada Tomo). Preço sugerido: R$ 30,00 (cada Tomo).</p></p></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Concurso de aniversário do Meia Palavra</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/11/08/concurso-de-aniversario-do-meia-palavra/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/11/08/concurso-de-aniversario-do-meia-palavra/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 23:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 25 de novembro o MEIA PALAVRA completará um ano de existência. Para celebrar, estamos promovendo um concurso cujo prêmio não poderia ser mais óbvio: LIVRO! Se quiser participar, basta seguir essas instruções:
1. Mande um e-mail para meiapalavra@meiapalavra.com.br com o assunto: CONCURSO MEIA PALAVRA até o dia 20 de novembro
2. Diga qual é seu nick [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/11/neewlogo.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-284" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="neewlogo" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/11/neewlogo-300x176.gif" alt="" width="300" height="176" /></a>Dia 25 de novembro o <strong>MEIA PALAVRA</strong> completará um ano de existência. Para celebrar, estamos promovendo um concurso cujo prêmio não poderia ser mais óbvio: LIVRO! Se quiser participar, basta seguir essas instruções:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">1. Mande um e-mail para meiapalavra@meiapalavra.com.br com o assunto: <strong>CONCURSO MEIA PALAVRA</strong> até o dia 20 de novembro</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">2. Diga qual é seu nick no fórum <strong>MEIA PALAVRA</strong> e complete a seguinte frase:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><strong>PARA &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- MEIA PALAVRA &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</strong></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">3. Junto coloque seu endereço COMPLETO, para que o prêmio possa ser enviado.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">4. Diga qual das opções de prêmio você deseja receber:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Grande Sertão : Veredas (Guimarães Rosa)<br />
O Filho Eterno (Cristovão Tezza) - vencedor do prêmio Jabuti desse ano<br />
Doidas e Santas (Martha Medeiros)<br />
Vidas Secas (Graciliano Ramos)<br />
A Hora da Estrela (Clarice Lispector)<br />
Capitães da Areia (Jorge Amado)<br />
Eu Sei que Vou Te Amar (Arnaldo Jabor)<br />
Crepúsculo (Stephenie Meyer)<br />
A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak)<br />
As Memórias do Livro (Geraldine Brooks)<br />
O Menino do Pijama Listrado (John Boyne)<br />
A Revolução dos Bichos (George Orwell)<br />
Memória de Minhas Putas Tristes (Gabriel Garcia Marquez)<br />
O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago)
</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">E é isso! Aguardamos a participação de todos que fizeram do Meia Palavra esse lugar tão bacana para discussões sobre literatura e afins.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="addtoany_share_save">
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<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p>	</p></p></div>
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		<title>Piratas do Tietê - Laerte</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/10/26/piratas-do-tiete-laerte/</link>
		<comments>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/10/26/piratas-do-tiete-laerte/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 17:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>

		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

		<category><![CDATA[Laerte]]></category>

		<category><![CDATA[Piratas do Tietê]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eles são sujos, cretinos, safados e sem nenhum caráter. A primeira vista, essas são as descrições de qualquer personagem de livros de terror ou suspense. Mas se engana quem pensa que não podemos aplicá-las aos quadrinhos.

Sim, aos quadrinhos. Refiro-me aos sujos, cretinos, safados e sem nenhum caráter, porém hilários, Piratas do Tietê do cartunista brasileiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/75693.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-273" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="75693" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/75693-179x300.jpg" alt="" width="160" height="267" /></a></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Eles são sujos, cretinos, safados e sem nenhum caráter. A primeira vista, essas são as descrições de qualquer personagem de livros de terror ou suspense. Mas se engana quem pensa que não podemos aplicá-las aos quadrinhos.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Sim, aos quadrinhos. Refiro-me aos sujos, cretinos, safados e sem nenhum caráter, porém hilários, Piratas do Tietê do cartunista brasileiro Laerte. Nos quadrinhos, os Piratas liderados pelo “Capitão” roubam, torturam, matam pelo simples prazer de nos tirar umas boas risadas, e conseguem isso sempre, a cada nova história.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span>Apesar de não existir um pingo de caráter em qualquer um do ‘bando’, não há como não rir do que Laerte nos apresenta. Regados de humor negro e nonsense, esses Piratas nos mostram como é bom rir de temas polêmicos como: religião, morte e sexualidade. E como “classe” organizada que são eles tem até mesmo um sindicato (sim, acreditem!), o SINDIRATA – Sindicato dos Piratas da Região Metropolitana. </span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span id="more-272"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span> <img class="aligncenter" src="http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/piratas/pira11.gif" alt="" width="500" height="145" /></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">A primeira aparição  aconteceu em 83, numa edição da revista Chiclete com Banana da &#8220;Circo Editorial&#8221;  Os personagens viriam a ser presença constante na revista, e também na revista Circo (quadrinhos) . Com a crescente popularidade, Laerte conseguiu que eles tivessem uma publicação própria: Piratas do Tietê, cuja primeira edição foi lançada em maio de 90, com 14 edições em banca e venderam mais de 150.000 exemplares nesse período. Todas essas histórias estão agora reunidas pela primeira vez numa coleção em 3 volumes. O livro 1 foi lançado em agosto de 2007.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://www2.uol.com.br/laerte/tiras/piratas/pira0.gif" alt="" width="516" height="135" /></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">No ano seguinte a Folha de São Paulo começou a publicar a tira dos Piratas do Tietê. Através da revista e da tira, outros personagens de Laerte foram sendo lançados. A revista foi cancelada pouco antes do encerramento de atividades da Circo Editorial, mas a tira continua sendo publicada até hoje. E para a alegria dos fãs dos Piratas do Tietê, eles podem ser encontrados em livros com as melhores tiras selecionadas, assim como os demais personagens do cartunista Laerte.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://www.revistaogrito.com/page/wp-content/uploads/2008/05/piratastres.jpg" alt="" width="250" height="340" /></p></p></div>
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		<title>Esculpir o Tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 13:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>

		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<category><![CDATA[Biografia]]></category>

		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

		<category><![CDATA[Roteiro]]></category>

		<category><![CDATA[Tarkovski]]></category>

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		<description><![CDATA[
Andrei Tarkovski é sem dúvida um dos maiores cineastas que existiram nesse mundo. Uma visão e um tato para criar atmosferas, contar histórias e deixar uma marca registrada. Eis que logo após ter assistido A Infância de Ivan (Ivanovo detstvo, 1962), há pouco mais de dois anos, indicam um livro, Esculpir o Tempo, do próprio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/tempo1.jpeg"><img class="size-full wp-image-261 alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="tempo1" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/tempo1.jpeg" alt="" width="127" height="155" /></a></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Andrei Tarkovski é sem dúvida um dos maiores cineastas que existiram nesse mundo. Uma visão e um tato para criar atmosferas, contar histórias e deixar uma marca registrada. Eis que logo após ter assistido <em>A Infância de Ivan</em> (<em>Ivanovo detstvo</em>, 1962), há pouco mais de dois anos, indicam um livro, <em>Esculpir o Tempo,</em> do próprio cineasta contando sua maneira de fazer filmes e quais as mensagens que ele tenta transmitir em cada um.<span id="more-259"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Em <em>Esculpir o Tempo</em>, Tarkovski transcreve, no início do livro, cartas de pessoas que acabaram de assistir <em>A Infância de Ivan</em>, uns muito revoltados dizendo que o filme não faz sentido e outros tornando-se adoradores das mensagens que o filme passa. A partir dessas críticas o cineasta mostra sua visão e sua vontade de fazer filmes com algo mais, algo que remeta não apenas ao que se vê no filme, mas ao que a pessoa sente. Tarkovski cita várias das cartas de seus fãs que se identificaram com o filme e que sabem exatamente o que ele quis passar. Considerando-o um gênio sobre transmitir emoções. Mesmo assim os não-admiradores atiram pedras citando que a falta de conhecimento cinematográfico do diretor é o que faz seus filmes não trazerem diversão e coerência. Outro ponto abordado pelo cineasta ao citar a criação de personagens.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">O livro em si não é uma autobiografia que conta sua história pessoal ou para tentar explicar seus filmes, ou até mesmo tentar convencer as pessoas sobre como são únicos. Longe disso. Apesar de carregar esse peso por causa das anotações e esboços apresentados, a maneira com que Tarkoviski descreve o processo criativo e a construção das idéias e como transportar suas visões para a experiência audiovisual, acabam tornando-o em um manual para escrever roteiros. Suas visões particulares sobre poetas, escritores e cronistas russos (todas as citações tem tradução e no idioma original nos apêndices) e como esses textos o ajudam a compor uma história e até mesmo transpor os excertos literários para as telas.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Tarkovski fala de sua principal preocupação quanto a fazer filmes: Transmitir o tempo no filme sem ter que apelar para recursos de montagem, e nesse ponto o cineasta ensina como fazer um roteiro sem deixar furos construindo uma narrativa concisa, profunda e plurilateral.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><em>&#8220;&#8230;as personagens mais interessantes são aquelas exteriormente estáticas, mas interiormente cheias da energia de uma paixão avassaladora.&#8221; </em>(Andrei Tarkovski)</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><strong>TARKOVSKI</strong>, Andrei. <em>Esculpir o Tempo</em>. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1998. 314 págs. Preço sugerido: R$ 59,70.</p></p></div>
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		<title>Ninguém é perfeito (Jaguar)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/10/08/ninguem-e-perfeito-jaguar/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 23:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

		<category><![CDATA[Cartum]]></category>

		<category><![CDATA[Jaguar]]></category>

		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Como alguém que gosta bastante de quadrinhos eu tenho uma falha bem grande em uma das ramificações (ou seriam raízes? Nunca sei ao certo) dessa forma de arte: o cartum. O que é de fato uma pena, porque a charge entra naquele campo que eu adoro, que é o de dizer muito com pouco (vide [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/niguemperfeito.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-186" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="niguemperfeito" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/niguemperfeito.jpg" alt="" width="135" height="192" /></a>Como alguém que gosta bastante de quadrinhos eu tenho uma falha bem grande em uma das ramificações (ou seriam raízes? Nunca sei ao certo) dessa forma de arte: o <em>cartum</em>. O que é de fato uma pena, porque a charge entra naquele campo que eu adoro, que é o de dizer muito com pouco (vide meus comentários no artigo sobre <a title="robert frost" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/07/01/robert-frost/" target="_blank">Robert Frost</a>). E, mais além, é também o desenvolvimento da arte da Sátira - que de todos os gêneros literários parece o que carregamos conosco desde sempre, visto que ela envolve praticamente a idéia de criticar ridicularizando o outro (ou, como nós brasileiros fazemos também, tirar sarro de si).</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">E é por unir essas duas características básicas da charge que a tarefa não é para qualquer um que saiba desenhar. Dominar o lápis é uma coisa. Dominar as idéias, já é outra história. E foi através do novo lançamento da Desiderata, &#8220;<a title="ninguém é perfeito" href="http://www.editoradesiderata.com.br/ninguemeperfeito/livrosdoautor.asp" target="_blank"><em>Ninguém é perfeito</em></a>&#8221; que tive a oportunidade de conhecer melhor o trabalho de um dos cartunistas de maior destaque aqui no Brasil, o Jaguar.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><span id="more-184"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Se tivesse só a introdução o livro já valeria a pena. É muito divertido ver a forma como Jaguar fala dele mesmo em&#8221;O retrato do artista quando jovem quarentão&#8221; e &#8220;O brioche o matambre&#8221;. No segundo o artista conta principalmente a história por trás desse livro, que foi originalmente publicado na Argentina em 1973, sendo uma reunião de cartuns d&#8217;O Pasquim. Entre frases como:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><blockquote>
<p>&#8220;No dia seguinte, entreguei ao cara (do qual não lembro o nome) um monte de desenhos que peguei no arquivo da redação. E esqueci a história, como faço sempre depois de um porre&#8221;.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p></blockquote></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">e</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><blockquote>
<p>&#8220;Sábat, a grande estrela do Clárin, o maior jornal argentino, convenceu o editor a me contratar, alternando com Fontanarosa. Cheguei a assinar contrato e a combinar salário. Voltei para o Brasil no dia do desfile da Banda de Ipanema, caí de novo na gandaia e nunca mandei um desenho para eles. Em geral, não me arrependo das besteiras que faço, mas essa foi de lascar.&#8221;</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p></blockquote></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Acabam preparando o leitor para o que virá a seguir. Infelizmente por tratar-se de desenhos eu não posso me alongar muito sobre os comentários aqui, mas o fato é que trata-se de diversão garantida. E diversão de boa qualidade, sem piadas forçadas e fáceis.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">O mais impressionante, no final das contas, é terminar o livro e se dar conta que nada/pouco mudou, depois dos 35 anos de publicação. E agora deixo vocês aqui com um dos meus favoritos:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/jaguar_ninguem_e_perfeito_f_004.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-185" title="jaguar_ninguem_e_perfeito_f_004" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/jaguar_ninguem_e_perfeito_f_004.jpg" alt="" width="300" height="390" /></a></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1370"><strong>Comente esse post no Fórum Meia Palavra.</strong></a></p></p></div>
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		<title>Ensaio sobre a Cegueira</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/10/06/ensaio-sobre-a-cegueira/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 23:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>

		<category><![CDATA[Fernando Meirelles]]></category>

		<category><![CDATA[Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ensaio sobre a Cegueira&#8221; , o filme, está causando bastante ‘polêmica’ ao redor do mundo. A última ocorreu essa semana quando a Federação Nacional dos Cegos dos EUA pedem boicote ao livro, alegando que o filme deturpava os cegos, ajudando na exclusão deles da sociedade. Claro que isso é uma tremendo engano, pois a película [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/blindness_15s1.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-179" style="margin: 5px; border: 0px;" title="blindness_15s1" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/10/blindness_15s1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>&#8220;Ensaio sobre a Cegueira&#8221; , o filme, está causando bastante ‘polêmica’ ao redor do mundo. A última ocorreu essa semana quando a Federação Nacional dos Cegos dos EUA pedem boicote ao livro, alegando que o filme deturpava os cegos, ajudando na exclusão deles da sociedade. Claro que isso é uma tremendo engano, pois a película de Meirelles fala sobre a observação e, não apenas o dom de ver, sobre o homem voltando a hábitos primitivos. Expondo o apodrecimento moral no colapso social.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><span id="more-178"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Mergulhados no mar de leite, pois a cegueira aqui é branca, os novos cegos precisam confiar uns nos outros para dividir comida, para fazerem necessidades e para redescobrirem as coisas mais simples que a visão cegava, principalmente no campo dos sentimentos (que serão fortemente separados das necessidades físicas do homem). No livro de Saramago, o médico cita que cegos eles não são melhores nem piores, são os mesmos. Ou seja, a humanidade de todos está mais exposta, aquela suja, aquela que muitos só se voltam para o seu bem estar quando não estão sendo observados ou vigiados.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">A partir desse momento Fernando Meirelles mostra ao espectador que ele também deve observar o que ocorre na tela. Muita vezes o que está em foco não é a seqüência principal e, sim, o reflexo que se encontra um pouco transparente no vidro. Os sons a principio são confusos: carros, sinos, buzinas, pessoas, o que está incomodando tanto os ouvidos? Quanto mais a epidemia se espalha mais podemos ouvir nitidamente uma arma, um cano, madeira e até o fogo ateado. Dessa forma começamos cegos no inicio dos créditos e vamos descobrindo o poder da observação tanto para analisar as personagens como do ambiente que as cercam.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">O livro traz descrições das personagens através de suas profissões ou características mais marcantes, dessa forma ficou aberto para Meirelles a escolha de um elenco de várias nacionalidades compondo um país multiétinico, formado pelas locações em diferentes partes do mundo, completando assim a metáfora de que não é uma história sobre nações ou raças, mas sobre a humanidade.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">A edição do filme começa brutal e incomoda (de maneira boa) para ficarmos atentos a tudo que acontece, pois a primeira metade do filme começa numa velocidade igual a das grandes metrópoles e megalópoles, passam por nós sem que possamos acompanhar. A exposição de luz que transpõe o mar de leite para o espectador mostra silhuetas dos personagens, perceptivel em uma cena de sexo antes de ser totalmente exposta fora da brancura.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">A adaptação é fiel ao livro, quem o leu há muito tempo talvez nem perceba as três ou quatro cenas que são somas de trechos do livro. Todavia, as cenas mais fortes foram suavizadas devido a dispersão de público nas exibições de teste (aqueles em que o diretor exibe para uma platéia selecionada o filme não finalizado), por isso os sons tem grande importância. E para todos que leram o livro, chegar ao final do filme com a narração do velho da venda preta tem um significado maior.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Ensaio sobre a Cegueira&#8221;</em></strong> (Blindness, 2008). Dir.: Fernando Meirelles. Roteiro: Don Mckellar. Adaptado da obra &#8220;Ensaio sobre a Cegueira&#8221; de José Saramago. Com: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Danny Glover, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Don McKellar, Mitchell Nye, Gael García Bernal, Susan Coyne, Sandra Oh, Maury Chaykin, Mpho Koaho.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a title="ensaio meia" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1356" target="_blank"><strong>Comente esse post no Fórum Meia Palavra.</strong></a></p></p></div>
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		<title>Emily Dickinson</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 19:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Biografias]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>

		<category><![CDATA[Biografia]]></category>

		<category><![CDATA[Emily Dickinson]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>

		<category><![CDATA[Poema]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida - pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/09/emily-dickinson.gif"><img class="size-medium wp-image-170 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="emily-dickinson" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/09/emily-dickinson-230x300.gif" alt="Emily Dickinson" width="230" height="300" /></a></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida - pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma complexidade de deixar biógrafos de cabelo em pé, a segunda é de tal simplicidade que talvez seja uma das razões pelas quais os trabalhos dela não são tão famosos quanto de outros poetas de língua inglesa.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Em vida, pouco de seus poemas foram publicados. Dickinson na realidade só fez uma tentativa com quatro poesias, mas foi aconselhada pelo editor da Atlantic Monthly, Thomas Wentworth Higginson, a não publicá-los, pois seu estilo de escrita não era &#8220;comercial&#8221;. Apenas após a morte da poeta que sua irmã, Lavinia, ao encontrar diversos de seus trabalhos, resolveu publicá-los. São mais de 1.800 poemas escritos durante o período em que viveu em Homestead.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><span id="more-169"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Desses escritos, a maior parte lida com temas como a morte, a vida e a natureza - mas de um jeito bastante leve, simples. O que a diferencia é o estilo, que apresenta um ritmo diferente e a presença constante de travessões. Curioso é o fato de que as primeiras edições de poemas de Dickinson deixavam de lado o que seria considerado &#8216;extravagâncias&#8217; da escritora, sendo que apenas edições mais modernas trazem os recursos estilísticos originais. Por exemplo, &#8220;How happy is the little stone&#8230;&#8221;, foi escrito assim:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><blockquote>
<p>How happy is<br />
the little Stone<br />
That rambles<br />
in the Road<br />
alone,<br />
And doesn&#8217;t<br />
care about<br />
Careers<br />
And Exigencies<br />
never fears –<br />
Whose Coat<br />
of elemental Brown<br />
A passing<br />
Universe put on,<br />
And independent<br />
as the Sun<br />
Associates<br />
or glows alone,<br />
Fulfilling absolute<br />
Decree<br />
In casual<br />
simplicity –</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p></blockquote></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p>Mas foi publicado inicialmente assim:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><blockquote>
<p>How happy is the little stone<br />
That rambles in the road alone,<br />
And doesn&#8217;t care about careers<br />
And exigencies never fears —<br />
Whose coat of elemental brown<br />
A passing universe put on;<br />
And independent as the sun,<br />
Associates or glows alone,<br />
Fulfilling absolute decree<br />
In casual simplicity.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p></blockquote></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Desnecessário entrar na discussão dos males que esse tipo de &#8220;edição&#8221; pode causar aos trabalhos daqueles que estudam Dickinson, mas de certa forma há de se considerar se atualmente teríamos acesso fácil aos poemas se eles não tivessem aparecido inicialmente na forma &#8220;comercial&#8221; - embora também há de se questionar a intenção de Dickinson de ser lida, visto que com tantos escritos ela tenha tentado publicar poucos.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Com isso, chegamos novamente à complexidade da autora, o que de certa forma acaba influenciando muito a leitura de sua obra. Aos 20 anos Dickinson passou a se vestir apenas de branco, e decidiu não mais sair de casa. Recebia os amigos (poucos) em uma sala separada por uma tela, e ninguém além de sua mãe ou irmã podiam vê-la. Além da fama de &#8220;esquisita&#8221; local, essa reclusão também deu margem a vários debates sobre quais seriam as condições que levaram a poeta a se &#8220;esconder&#8221;, sendo a mais aceita uma doença (embora não se saiba qual).</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Mas, mais do que isso, talvez o fator mais importante dessa peculiaridade da escritora sejam os poemas como por exemplo &#8220;I&#8217;m nobody! Who are you?&#8221;:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><blockquote>
<p>I&#8217;m nobody! Who are you?<br />
Are you nobody, too?<br />
Then there&#8217;s a pair of us — don&#8217;t tell!<br />
They&#8217;d banish us, you know.<br />
How dreary to be somebody!<br />
How public, like a frog<br />
To tell your name the livelong day<br />
To an admiring bog!</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p></blockquote></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Para quem ficou interessado no trabalho dessa brilhante poeta e estão com o inglês em dia, não deixem de comprar a edição da Barnes &amp; Nobles, que está custando apenas <a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=241027&amp;ID=C95601EA7D809070836080938">11 reais na Saraiva</a> (não se deixe enganar pelo preço, é um livro importado com mais de 300 páginas e ótimos artigos sobre Dickinson).</p></p></div>
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		<title>O Pagador de Promessas – Dias Gomes</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/08/27/o-pagador-de-promessas-%e2%80%93-dias-gomes/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 17:14:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

		<category><![CDATA[Dias Gomes]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro da literatura nacional, não é raro que as peças teatrais sejam esquecidas pela maioria dos leitores, já que carecemos de boas histórias. Porém, no ano de 1959, Dias Gomes escreveu aquela que pode ser considerada a maior pérola do teatro nacional: O Pagador de Promessas.

Composta por três atos, a obra conta a história do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/08/pagador1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-162" title="pagador1" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/08/pagador1-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></a>Dentro da literatura nacional, não é raro que as peças teatrais sejam esquecidas pela maioria dos leitores, já que carecemos de boas histórias. Porém, no ano de 1959, Dias Gomes escreveu aquela que pode ser considerada a maior pérola do teatro nacional: O Pagador de Promessas.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Composta por três atos, a obra conta a história do obstinado Zé do Burro, personagem que retrata fielmente alguns aspectos do povo nordestino, como a fé inabalável e a coragem para fazer coisas consideradas impossíveis, no caso do protagonista, cumprir uma promessa feita á Santa Bárbara.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Após fazer a promessa, num terreiro de Candomblé para a Santa, Zé do Burro não tarda em receber uma “graça”. A cura do seu inseparável burrinho de estimação, e por isso decide levar uma cruz “como a de Jesus Cristo” até a igreja de Santa Bárbara, a sete léguas de onde morava com Rosa, a sua resignada esposa.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span id="more-149"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Só que o protagonista não esperava que a intolerância do Padre Olavo, responsável pela igreja onde ele pretendia pagar a sua promessa, fosse o maior empecilho, já que, nas palavras do Padre, não seria permitido que uma promessa feita a Santa num terreiro de Candomblé para a cura de um burro fosse paga na Igreja Católica.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Com o desenrolar da história somos apresentados a vários personagens como os oportunistas Bonitão e o repórter, que tiram “vantagem” de toda a situação, dizendo para o protagonista que estão sensibilizados e que vão ajuda-lo na sua saga. Mas após algumas linhas da história, tomamos a ciência que de que nada vai acontecer em favor de Zé do Burro ou de Rosa. Em parte por culpa do repórter e de Bonitão, que chamam a polícia para prender Zé do Burro, causando uma briga séria e que acaba com um disparo e com a morte do protagonista da história.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">A obstinação de Zé do Burro, a intolerância do Padre Olavo, a resignação de Rosa, o oportunismo de vários personagens que se aproveitam da ingenuidade e da situação de Zé, a religião e a religiosidade de um povo sofrido são peças chaves para o entendimento da peça e de inúmeras características do ser humano, apresentadas pela magistral peça de Dias Gomes.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1340"><strong>Comente esse post no Fórum Meia Palavra.</strong></a></p></p></div>
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		<title>Areia nos Dentes – Antônio Xerxenesky</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/08/26/areia-nos-dentes-%e2%80%93-antonio-xerxenesky/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 18:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pepper</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>

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		<description><![CDATA[Tive a oportunidade de ir a um lançamento da Não Editora aqui no Rio de Janeiro, onde os autores gaúchos participaram no nosso Clube da Leitura. Entre todas as visitas e autores e novos livros, e com o salário saindo só no dia seguinte, fica difícil escolher só alguns livros. Tive a chance de perguntar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/08/areia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-160" title="areia" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2008/08/areia-201x300.jpg" alt="" width="224" height="333" /></a>Tive a oportunidade de ir a um lançamento da <a title="Não Editora" href="http://www.naoeditora.com.br/" target="_blank">Não Editora</a> aqui no Rio de Janeiro, onde os autores gaúchos participaram no nosso <a href="http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/" target="_blank">Clube da Leitura.</a> Entre todas as visitas e autores e novos livros, e com o salário saindo só no dia seguinte, fica difícil escolher só alguns livros. Tive a chance de perguntar pra um dos autores:</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">“- Esse é o seu livro, não?</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">- É, um romance.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">- Sobre o que?</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">- Um faroeste com zumbis.”</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Estava falando com Antônio Xerxenersky, que foi simpático o bastante pra não comentar da minha cara de susto. Um faroeste com zumbis? Nunca assisti a um bom faroeste, e só me lembro de ter visto um filme de zumbis, na Sessão da Tarde e há um bom tempo atrás. E isso tudo junto em um livro?</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><span id="more-159"></span></p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Dei uma folheada e achei uma página meio estranha. “O que é isso?”. “Ah, nessa hora o computador do autor pegou vírus. O livro também é de um cara escrevendo um faroeste com zumbis. Mas, na verdade, acho que no fundo isso é tudo desculpa pra escrever”. E que desculpa. Mesmo não sendo fã dos faroestes e dos zumbis, não resisti à idéia de ver o que tinha sido feito com aquela desculpa pra escrever, e definitivamente não me arrependi.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">A metalinguagem, o deserto, a areia, as referências, o medo e o tempo e os mortos que retornam à vida são ingredientes que, por mais que a primeira vista pareçam incongruentes, conseguem ser ligados sem exagero, e deixam entrever lá no fundo que nenhum deles é de fato o personagem principal da história, que gira em torno da rivalidade das famílias Ramírez e Marlowes na cidade de Mavrak. Mesmo se passando em um tempo no qual a importância era o que diziam os olhos, e não as palavras, o modo de usar as palavras de Xerxenersky dá conta do recado: capítulos diferentes com modos de descrição que podem ser lineares, ou com pensamentos enfrentando um ao outro, ou como quem vê de fora uma descrição de cena. E, em todos os momentos, com um quê daquela vontade de saber o que está se passando de verdade naquela cidadezinha esquecida no meio do deserto.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">É um livro longo o bastante pra não ser lido de uma tacada só, mas infelizmente curto o bastante pra pensar que não deu pra passar tempo o bastante com ele. Dá vontade de mais. Dá vontade de explorar mais os porões da cidade e as estranhas relações de pais e filhos que vem desde o velho oeste e ainda estão pendentes – algumas relações que podem dar um choque maior do que a visão de um zumbi insano vindo em sua direção.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;">Por último, e essa é uma das qualidades que eu mais gosto em certos livros, ele tem um final que inquieta. Que quando você termina, parece que descobre um buraco que não havia lá antes, algo que faz com que você passe os próximos vinte minutos pensando no que é que aconteceu. Algo assim, talvez meio indefinido, talvez meio inquietante. Uma sensação talvez um pouco estranha. Como areia nos dentes.</p></p></div>
<div title='CLIQUE PARA CITAR ESSE TRECHO NA CAIXA DE TEXTO ABAIXO' class='clickquote'><p><p style="text-align: justify;"><em>Areia nos dentes - Antônio Xerxenesky<br />
Não Editora<br />
Páginas: 144<br />
Preço: R$25,00<br />
<a href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/areia-nos-dentes/" target="_blank">Baixe um capítulo e saiba onde comprar.</a></em></p></p></div>
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