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	<title>Meia Palavra</title>
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	<description>O prazer de uma palavra e meia em Meia Palavra.</description>
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		<title>Veredicto em Canudos, de Sándor Márai</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 01:47:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre 1896 e 1897 a jovem República dos Estados Unidos do Brasil enfrentou -de forma quase que anacrônica- os seguidores de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido com Antônio Conselheiro. Na comunidade de Canudos, o conselheiro liderou centenas de homens e mulheres que buscavam a salvação de sua alma, e foram vistos pelo novo governo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1835" style="margin: 5px;" title="Canudos" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Canudos-300x286.jpg" alt="Canudos" width="300" height="286" />Entre 1896 e 1897 a jovem República dos Estados Unidos do Brasil enfrentou -de forma quase que anacrônica- os seguidores de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido com Antônio Conselheiro. Na comunidade de Canudos, o conselheiro liderou centenas de homens e mulheres que buscavam a salvação de sua alma, e foram vistos pelo novo governo como uma ameaça a sua soberania. O resultado foi a Guerra de Canudos, que durou praticamente um ano e que, estima-se, matou cerca de 25 mil pessoas.</p>
<p>Enviado como correspondente do jornal ‘O Estado de São Paulo’, Euclides da Cunha acabou por fazer muito mais do que apenas escrever o que a obrigação profissional lhe impunha. Escreveu três monstruosos volumes ‘A terra’, ‘O homem’ e ‘A luta’, conjuntamente entitulados de ‘Os Sertões’, uma das maiores obras da literatura brasileira- seja em tamanho seja em importância.</p>
<p><span id="more-1771"></span></p>
<p>Importância essa que gerou frutos inusitados: em ‘Veredicto em Canudos’ Sándor Márai fala sobre o derradeiro momento do conflito entre republicanos e conselheiristas. Márai, no entanto, é húngaro e nunca pisou no Brasil. O tema lhe chegou através da obra de Euclides da Cunha, na tradução americana feita por Samuel Putnam em 1944.</p>
<p>Márai vivia na Itália quando teve acesso a essa versão da epopeia euclidiana, no fim dos anos 1960. Apaixonou-se de tal forma pela obra que em 1970 publicou seu livro, com o que Márai diz que ‘achou ter faltado na obra de Euclides da Cunha’.</p>
<p>Porém, ao contrário de Vargas Llosa (em seu ‘Guerra do fim do mundo’) Márai não ambiciou recontar toda a história de Canudos, mas apenas os fatos do dia 5 de Outubro de 1897, o dia em que Canudos deu seu último suspiro. A história é contada por um escrivão do exército, filho de um irlandês e uma brasileira, que está aos serviços do marechal Carlos Machado de Bittencourt- ministro da guerra à época.</p>
<p>E para isso bebeu muito em ‘Os Sertões’. Suas descrições do sertão brasileiro são bastante exatas, quiçá melhores do que as de muitos escritores tupiniquins- o que é impressionante, lembrando que ele nunca esteve aqui (algo do que dizia arrepender-se). Na versão original em húngaro, Márai chegou a tomar o cuidado de usar alguns termos em português, parte do palavreado sertanejo- o que deve dar um que de exótico a sua obra, para o leitor acostumado com o húngaro.</p>
<p>Apesar de alguns momentos poderem soar um tanto tolos ao leitor brasileiro- familiarizado, ao menos superficialmente, com a história de Canudos- ‘Veredicto em Canudos’ é de qualidade e profundidade dignas do resto da obra de Márai. A discussão entre a civilização injusta, porém beligerante e poderosa; versus a utopia quase insana, que acaba aniquilada; é a tônica do romance, que se torna mais interessante ainda se pensarmos (de modo um tanto ufanista) que não é a toda hora em que um húngaro escreve sobre nosso país.</p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4302">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA-PALAVRA</a></p>
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		<title>&#8216;O último amigo&#8217; e &#8216;As Brasas&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 01:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[As brasas]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma amizade extremamente profunda nascida na infância e entre dois homens extremamente diferentes é, repentinamente e sem explicação alguma, rompida. O lado que tomou a iniciativa da ruptura pode até ter seus motivos, mas são obscuros demais para que o outro os aceite, os entenda- e que deixe a amizade simplesmente morrer.
Esse enredo que soa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1831" style="margin: 5px;" title="LIVRO ULTIMO AMIGO" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/LIVRO-ULTIMO-AMIGO-199x300.jpg" alt="LIVRO ULTIMO AMIGO" width="199" height="300" />Uma amizade extremamente profunda nascida na infância e entre dois homens extremamente diferentes é, repentinamente e sem explicação alguma, rompida. O lado que tomou a iniciativa da ruptura pode até ter seus motivos, mas são obscuros demais para que o outro os aceite, os entenda- e que deixe a amizade simplesmente morrer.<br />
Esse enredo que soa como alguma auto-ajuda bonitinha, na verdade, serve para dois livros bastante pesados e amargos: ‘O último amigo’, de Tahar Ben Jelloun; e ‘As Brasas’, de Sándor Márai.
</p>
<p style="text-align: justify;">Jelloun é marroquino e escreve em francês. Seu estilo é bastante direto, mas profundo. Em ‘O último amigo’ o professor Ali e o médico Mamed se encontram no colégio e convertem-se em amigos inseparáveis, mais do que irmãos. Até para a cadeia- por motivos políticos- vão juntos. Mais tarde Mamed muda-se para a Suécia para trabalhar, mas a amizade continua. Certo dia, porém, ao visitar o Marrocos ele rompe com Ali, deixando-o destruído. No livro a história nos é mostrada duas vezes, na versão de cada um: é essencialmente a mesma mas os detalhes são diversos.<span id="more-1769"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em ‘As brasas’ a ação desenvolve-se 41 anos depois de Konrad ter abandonado o amigo Henrik- um general do Império Austro-Húngaro- sem explicação nenhuma, e nunca mais tê-lo procurado. Conheceram-se ainda no colégio militar  onde, apesar das diferenças de caráter e de condição social, tornaram-se como amigos. Estiveram juntos desde então, até o dia em que algo acontece durante uma caçada, e Konrad vai embora- ambos sabiam, porém, que voltaria. E no fim de suas vidas finalmente reencontram-se para exigir e dar explicações, além de se verem uma última vez.</p>
<p style="text-align: justify;">A amizade é a tónica em ambos os livros. Essas amizades- aparentemente indestrutíveis- são perturbadas por alguns dos piores sentimentos de que um homem é possível: o ciúme, a inveja, o rancor. Essas coisas, entretanto, misturam-se com um amor fraterno mais profundo do que qualquer outro, configurando a complexidade das relações humanas. E o resultado nem sempre é o que se espera.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4301">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA-PALAVRA</a></p>
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		<title>O Rei do Inverno (Bernard Cornwell)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/13/o-rei-do-inverno-bernard-cornwell/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 01:37:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
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		<category><![CDATA[O Rei do Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[Rei Arthur]]></category>

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		<description><![CDATA[Está aí um livro que estou retirando da lista de atraso. O Rei do Inverno foi originalmente publicado em 1995, mas só ganhou tradução aqui no Brasil em 2001. Eu o ignorei solenemente desde os primeiros comentários, tinha cá minha birrinha pessoal contra bestsellers. Mas já vão aí quase 10 anos da publicação e as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-1828 alignright" style="margin: 5px;" title="O rei do Inverno" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/O-rei-do-Inverno.jpg" alt="O rei do Inverno" width="200" height="291" />Está aí um livro que estou retirando da lista de atraso. O Rei do Inverno foi originalmente publicado em 1995, mas só ganhou tradução aqui no Brasil em 2001. Eu o ignorei solenemente desde os primeiros comentários, tinha cá minha birrinha pessoal contra bestsellers. Mas já vão aí quase 10 anos da publicação e as pessoas continuavam falando do livro, de como era legal, de como passava uma visão diferente das lendas sobre o Rei Artur e então ok, chegou o momento de deixar o preconceito de lado e peguei emprestado com meu tio para conferir.</p>
<p style="text-align: justify;">O Rei do Inverno é o primeiro de três livros que compõem As Crônicas de Artur. Como já fica claro pelo nome, a história gira em torno de Artur, tentando deixar ao máximo de lado o elemento fantástico que vemos nas lendas mais conhecidas (como Excalibur sendo entregue para Artur pela Dama do Lago), focando no aspecto real do que eram aqueles tempos e partindo do teoria de que não houve um rei Artur, mas um equivalente a um general extremamente amado e respeitado chamado Artur. Esqueça daquela história de tirar uma espada de uma pedra e o que mais outras lendas possam ter apresentado porque o que você tem em mãos é mais um romance histórico do que fantasia.<span id="more-1767"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E é um romance histórico, o problema é que as pessoas confundem muito romance histórico com sei lá, registro histórico. Eu não nego o mérito de Cornwell na caracterização do cotidiano das pessoas nos tempos de Artur. O que bebiam, comiam, vestiam. Como eram as batalhas, para que deuses rezavam, como dormiam. É um trabalho muito bem feito e, pelo que consta, baseado em pesquisas. Mas o próprio autor afirma em nota no final do livro que existem poucos registros, portanto o que ele escreve é incerto. Por isso é uma pena que editores tentem vender o livro como “a mais fiel história de Artur narrada até hoje” porque sem dados concretos fica complicado medir fidelidade. Mesmo Malory ou de Troyes podem ter lá seu quinhão de fidelidade – coisa que provavelmente nunca poderemos saber.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixando esse detalhe de lado (que nem é culpa do autor, vale destacar), é realmente uma obra bem interessante se lida como um romance. A introdução de Derfel Cadarn como o narrador é uma boa jogada. A ideia é que ele está escrevendo a história de Artur a pedido de uma rainha (Igraine), que esporadicamente o visita para saber a quantas andam os escritos. Com isso, em vários momentos vemos Cornwell brincando com o que já está cristalizado no imaginário popular como um capricho de Igraine.</p>
<p style="text-align: justify;">Como por exemplo, transformar Lancelote em um grande cavaleiro. Confesso que eu sendo fanzoca de Lancelote desde a adolescência foi inicialmente difícil aceitar o príncipe mimado e covarde que nos é apresentado, mas quando ele chega Derfel já envolveu o leitor de tal forma com sua história que chega até a vibrar nos momentos que o narrador dá umas desancadas no que seria o mais famoso dos cavaleiros de Artur.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão da magia também é colocada de forma dúbia, o que é bem interessante e colabora com a intenção de aproximar-se ao máximo possível da realidade. Ainda no início Derfel em conversa com Nimue, uma sacerdotisa de Merlin, questiona se não há de fato magia. Tudo parece ser simplesmente uma questão de truque, e mesmo o contato com deuses em vários momentos é relacionado com uso de substâncias alucinógenas, nunca deixando claro de fato se há magia mesmo, embora seja indiscutível a presença da superstição.</p>
<p style="text-align: justify;">Artur é um caso à parte. Na minha adolescência fui apaixonada por lendas arturianas, e a verdade é que todas as versões que eu lia pecavam em um ponto, que era retratar Artur como um bocó fraco. Há sempre alguma personagem que se sobressai, que o domina. Não é o que acontece em O Rei do Inverno, no qual Artur é retratado como um apaixonante Dux Bellorum (warlord), forte e inteligente e cujas falhas do caráter mesmo assim são qualidades: sempre disposto a perdoar os inimigos, acaba criando arapucas para si mesmo no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">É até por conta dessas personagens cativantes que trata-se de um livro gostoso de ler, daqueles que você mal se dá conta que já está quase chegando no fim em poucos dias. E sim, fiquei bastante curiosa sobre a continuação, O Inimigo de Deus, que pretendo ler em breve. E alguém sabe dizer por que não saiu filme dessa trilogia ainda?!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4299">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Literatura x Pecados Capitais</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/08/literatura-x-pecados-capitais/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 01:35:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos aqui já devem ter notado que virtudes não dão bons livros (ao menos não sozinhas). As melhores histórias contém o lado vil, animal e decadente do ser humano e podem ser vistas como uma valorização de nossas imperfeições. É mais fácil nos identificarmos com o próximo através de seus defeitos , muitos deles ligados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1777" style="margin: 5px;" title="The_Seven_Deadly_Sins_WGA" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/The_Seven_Deadly_Sins_WGA-300x258.jpg" alt="The_Seven_Deadly_Sins_WGA" width="300" height="258" />Muitos aqui já devem ter notado que virtudes não dão bons livros (ao menos não sozinhas). As melhores histórias contém o lado vil, animal e decadente do ser humano e podem ser vistas como uma valorização de nossas imperfeições. É mais fácil nos identificarmos com o próximo através de seus defeitos , muitos deles ligados aos sete pecados capitais. Afinal, convenhamos, quem nunca cometeu um ato de Gula, Ira, Inveja, Orgulho, Avareza, Preguiça ou Luxúria?</p>
<p>Faz parte da nossa vida… Nós temos preguiça de ir trabalhar, comemos mais do que devíamos, invejamos a felicidade do próximo, nos orgulhamos de nossas pequenas coisas, somos pão-duros, e gostamos de sexo. Não necessariamente nesta ordem. E, assim como nós, os bons personagens são falhos. Vejamos alguns exemplos: <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/06/macunaima-mario-de-andrade/">Macunaína</a> é sinônimo da preguiça exacerbada. A inveja da Marquesa de Merteuil e a luxúria de Visconde de Valmont dão o tom em Ligações Perigosas. E o que seria dos livros de guerra, não fossem a Ira e o Orgulho? Ebenezer Scrooge é a representação da avareza, em todos os seus detalhes. E, finalmente, podemos citar Daniel e seu <a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2938&amp;highlight=clube+dos+anjos">Clube dos Anjos</a>, para quem morrer até vale a pena, se a comida for boa.<span id="more-1764"></span></p>
<p>Falando no Clube dos Anjos, aqui no Brasil há uma coleção totalmente dedicada aos Sete Pecados Capitais – chamada Plenos Pecados, que reúne cinco autores brasileiros, um argentino e um chileno. Cada livro representa um deles, e são: Mal Secreto (Inveja) de Zuenir Ventura; Xadrez, Truco e outras guerras (Ira) de José Roberto Torero; o já citado O Clube dos Anjos (Gula) de Luis Fernando Veríssimo; A Casa dos Budas Ditosos (Luxúria) de João Ubaldo Ribeiro; Canoas e Marolas (Preguiça) de João Gilberto Noll; Terapia (Avareza) de Ariel Dorfman; Vôo da rainha (Orgulho ou Soberba) de Tomás Eloy Martinez.</p>
<p>Nesse espírito, queremos discutir com vocês o papel da literatura em cada um dos pecados capitais. Obras sobre os temas, personagens marcantes, indicações sutis em outras obras, enfim, vale tudo desde que seja relacionado a literatura. A partir desse mês, lançaremos quinzenalmente discussões no <a href="http://www.meiapalavra.com.br">Fórum do Meia Palavra</a> que depois serão compiladas em artigos para o blog sobre cada um dos pecados.</p>
<p>O primeiro pecado a ser explorado literalmente será a <a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4134&amp;highlight=avareza">Avareza</a>.</p>
<p>Contamos com a participação de todos para esmiuçarmos o papel de cada pecado na literatura.</p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4219">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA PALAVRA</a></p>
<a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?sitename=Meia%20Palavra&amp;siteurl=http%3A%2F%2Fblog.meiapalavra.com.br%2F&amp;linkname=Literatura%20x%20Pecados%20Capitais&amp;linkurl=http%3A%2F%2Fblog.meiapalavra.com.br%2F2010%2F02%2F08%2Fliteratura-x-pecados-capitais%2F">Compartilhe esse artigo!</a>]]></content:encoded>
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		<title>O beijo no meio da noite</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2010/02/07/o-beijo-no-meio-da-noite/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 01:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
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		<category><![CDATA[Vigor Mortis]]></category>
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		<description><![CDATA[Jeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.
Esse é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1775" style="margin: 5px;" title="img_4566-filtered" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/img_4566-filtered-300x199.jpg" alt="img_4566-filtered" width="300" height="199" />Jeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.</p>
<p>Esse é o enredo do conto ‘O beijo no meio da noite’, de Maurice Level. Em 1903 o texto foi adaptado para o teatro e encenado no famigerado Grand Guignol- o teatro de horror de Paris, ativo de 1897 até 1963. Agora foi readaptado pela companhia teatral curitibana Vigor Mortis.<span id="more-1762"></span></p>
<p>A Vigor Mortis, criada em 1997, já é conhecida por seu teatro de horror e violência, especialmente graças à ‘Morgue Story: Sangue, Baiacu e Quadrinhos’ e ‘Graphic’, que receberam o prêmio Gralha Azul em 2004 e 2006, respectivamente. Morgue Story, inclusive, transformou-se em filme.</p>
<p>“O Beijo no Meio da Noite”, porém, não é uma peça. É a primeira parte do experimento a que deu-se o nome de ‘Peep Show’, pois o público ‘espia’ o resultado dos estudos que o grupo vem fazendo como parte do projeto “Ator Prestidigitador: o intérprete do Grand Guignol”, vencedor do Prêmio Myriam Muniz da Funarte. O projeto, colocado de modo simples, consiste em pesquisas e aulas com dubles e mágicos, para que efeitos e coreografias tornem a violência e horror o mais verossímeis possível.</p>
<p>E, pareceu-me, o resultado foi satisfatório: abandonando o uso dos projetores, presentes em todas as outras montagens que eu vi do grupo, e buscando criar um clima de começo de século XX, o horror existencial de Level foi bem representado, com luz de velas, figurinos adequados e uma trilha sonora bem encaixada; e os estrangulamentos, socos, tapas e queimaduras pareceram convincentes o suficiente, sem que se pudesse descobrir como exatamente os atores fizeram essas coisas.</p>
<p>Sendo um experimento, ao fim foi pedido um feedback ao público: elenco e diretor sentaram-se para conversar e perguntar sobre o que tinhamos visto- para que possam trocar o que não deu certo e manter ou quiçá melhorar o que já funcionou- coisa a ser conferida nos próximos dois Peep Shows (o próximo adaptado de um conto de Poe).</p>
<p><strong> O beijo no meio da noite<br />
</strong> Elenco: Wagner Corrêa (Henri), Michelle Pucci (Jeanne), Leandro Daniel Colombo (Padre Gusteau), Marco Novack (Médico)<br />
Adaptado livremente da obra de Maurice Level por Paulo Biscaia Filho com colaboração de Rafaella Marques.<br />
Direção: Paulo Biscaia Filho<br />
<a href="http://www.vigormortis.com.br">http://www.vigormortis.com.br</a></p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4217">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Macunaíma (Mário de Andrade)</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 23:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Macunaima]]></category>
		<category><![CDATA[Mario de Andrade]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando li Macunaíma pela primeira vez, acho que estava nas mesmas condições de temperatura e pressão (hehe) que muita gente que leu Macunaíma pela primeira (e única) vez. Estudante perto do vestibular, com literatura brasileira enfiada goela abaixo e portanto um leve preconceito sobre algo que não me permitiam conhecer sozinha, no meu tempo. Conclusão? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1773" style="margin: 5px;" title="Macunaíma" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/007033001019-300x161.jpg" alt="Macunaíma" width="300" height="161" />Quando li <em>Macunaíma</em> pela primeira vez, acho que estava nas mesmas condições de temperatura e pressão (hehe) que muita gente que leu <em>Macunaíma</em> pela primeira (e única) vez. Estudante perto do vestibular, com literatura brasileira enfiada goela abaixo e portanto um leve preconceito sobre algo que não me permitiam conhecer sozinha, no meu tempo. Conclusão? Achei um saco. Só parei de torcer o nariz para o nome de Mario de Andrade depois de conhecer a brilhante coletânea de crônicas chamada <em>Os Filhos da Candinha</em> (fica a sugestão aí).<br />
E então que eu resolvi dar uma segunda chance e pedi de presente de aniversário. Ganhei da Day, que deu para mim outros ótimos livros, incluindo uma versão em inglês de <em>Ensaio sobre a cegueira</em> que ainda tenho que ler. Enfim, que surpresa ahn. Adorei <em>Macunaíma</em>. Devorei o livro nas horas que tinha livre e depois ainda fiquei pensando nele, saboreando alguns momentos e pensando em como deveria ter sido legal conversar com o Mário de Andrade, há.<span id="more-1718"></span><br />
<em> Macunaíma</em> é livro para ler esquecendo da realidade. Você faz um pacto com o narrador quando passa os olhos na primeira página: não importa mais o que eu considero real, vou acreditar no que é dito aqui. É um acordo parecido com o que um fã de Tolkien faz ao abrir <em>O Senhor dos Anéis</em>: ele não vai ficar pensando “Pftt, elfos não existem!”, “Bah, anéis do poder, que bobagem!”. O que pode ser complicado para o leitor para romper com a a noção de realidade que ele tem é que <em>Macunaíma</em> é uma fantasia, mas ainda assim busca elementos reais combinando com o <em>nonsense</em>. Digamos que é quase o que Douglas Adams faz em <em>O Guia do Mochileiro das Galáxias</em>, mas sem o sci-fi.<br />
E é óbvio que com o <em>nonsense</em> vem muito de humor também. Como a invenção do futebol, ou o plano para ir para a Europa (virar pianista e pedir pensão do Governo, hehe). O engraçado é que assim como acontece em <em>Os Filhos da Candinha</em>, a obra é de uma atualidade assombrosa, não só no enredo, mas nos recursos que Mário usa para escrever. A narrativa é predominantemente marcada com tons de oralidade, como se alguém estivesse contando sobre lendas indígenas para um grupo de pessoas. A única excessão é uma carta escrita por Macunaíma, que segue um tom de alguém que tenta soar formal.<br />
Mas o legal mesmo é que ao romper com o real, Mário também quebra a noção de geografia do Brasil. Nós sempre vemos tudo em pedaços, como se nosso país fosse um monte de pequenos países, cada qual com suas características: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná… Macunaíma quebra essa imagem quando o herói segue de um lado para outro como quem atravessa uma rua. Tudo é Brasil. E o próprio autor explica como faz isso:<br />
Um dos meus interesses foi desrespeitar lendariamente a geografia e a fauna e flora geográficas. Assim desregionalizava o mais possível a criação ao mesmo tempo que conseguia o mérito de conceber um Brasil como entidade homogênea – um conceito étnico nacional e geográfico.<br />
Não é por mero ufanismo que a obra merece ser lida. Mereceria mesmo que fosse algo relacionado com lendas australianas, japonesas ou mexicanas. O que vale a pena mesmo é atentar ao fato de como um escritor do início do século passado conseguiu dar conta de algo que muitos ditos “modernos” simplesmente não conseguem: inovar, manter-se atual mesmo com o passar dos tempos, e tudo isso sem perder o senso de humor.</p>
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		<title>10 Perguntas e meia para Wagner Homem</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 23:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[10 perguntas e meia]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>
		<category><![CDATA[Wagner Homem]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora tenha se formado em administração de empresas, Wagner Homem atua na área de tecnologia da informação. Em 1998 propôs a Chico Buarque a criação de seu website. Com a aprovação do compositor, Wagner tocou o projeto e o site já foi três vezes premiado pelo iBest. Ao longo desses anos todos como curador, Wagner [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/WAGNER.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1655" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="WAGNER" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/02/WAGNER-300x225.jpg" alt="WAGNER" width="300" height="225" /></a>Embora tenha se formado em administração de empresas, Wagner Homem atua na área de tecnologia da informação. Em 1998 propôs a Chico Buarque a criação de seu website. Com a aprovação do compositor, Wagner tocou o projeto e o site já foi três vezes premiado pelo iBest. Ao longo desses anos todos como curador, Wagner recebeu com freqüência inúmeros e-mails perguntando sobre bastidores e curiosidades sobre as músicas de Chico. Esses fãs, mesmo sem saber, fizeram o livro “Chico Buarque – Histórias de Canções” nascer. A obra, como o título sugere, é um apanhado de fatos por trás de várias canções de Chico. Com presença marcada na lista dos mais vendidos e já com lançamento previsto para Portugal, Wagner Homem cedeu a entrevista por e-mail. Para mais informações, visite o hotsite: www.historiasdecancoes.com.br</p>
<p style="text-align: justify;">Ele concedeu a seguinte entrevista para Tauil, membro do Fórum Meia Palavra.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1624"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 – Você chegou a comentar com Chico a idéia do livro ou ele só foi saber mais tarde, já com o projeto em desenvolvimento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de começar a escrever pedi autorização para ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2- Por quanto tempo você gerou esse livro? Foi uma idéia que veio desde o início do site do Chico ou ela nasceu depois?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Escrever o livro foi na verdade um ato de organizar informações que fui obtendo ao longo do tempo. Esse ato me tomou 5 meses. Mas a pesquisa foi diluída aí pelos 11 anos administrando o site.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 – O subtítulo “Histórias de canções” abre uma brecha para uma coleção de livros no mesmo estilo para outros compositores. Já tem algum outro em mente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim. Estamos organizando um para a obra de Toquinho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 – Existe alguma história que você achou melhor não publicar por medo de uma resposta negativa do público?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não. Não houve isso em nenhum momento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 – De todas as histórias, qual foi a mais inesperada, a que mais te surpreendeu quando você a ouviu pela primeira vez?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O que mais me surpreendeu foi saber que a bela canção “Todo o sentimento” era originalmente um samba. E como na é época da gravação havia uma greve de técnicos, os músicos começaram a brincar com a melodia que se tornou essa canção suave.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 – Você cita no livro que a amizade entre Caetano e Chico atravessaria os anos, embora não sem alguns arranhões. Dito isso, por que você acha que os dois compuseram tão pouco em parceria mesmo tendo feito um show histórico na Bahia que virou disco e um programa mensal na Rede Globo? Acha que foram influenciados pelo maniqueísmo “Chico ou Caetano”?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não sei te dizer. Creio que são estilos diferentes. Mas o Chico admite que conhecer as coisas novas de Caetanao, Gil, Milton etc. funciona como estímulo até hoje para ele. Creio que a recíproca seja verdadeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 – De onde você acha que vem essa euforia que o Chico causa? Se fosse um livro sobre Tom Jobim, por exemplo, você acha que venderia tanto quanto esse? Por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bem, o Chico sempre causa uma euforia, e isso obviamente ajuda a vender. Mas outros livros sobre Chico não tiveram a mesma performance. Creio que parte do sucesso se deva à simplicidade: é um livro que não analisa nada sob nenhum ponto de vista. Ele conta histórias e as contextualiza – só isso. Há também o fato de que as pessoas têm essa necessidade de saber sobre curiosidades relacionadas às canções.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 – Como você vê a música brasileira atualmente? Você acha que lá para frente algum compositor recente será tão pesquisado e citado quanto essa geração dos Festivais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu espero que sim. Toda época felizmente gera alguém novo que permanece. Sempre foi assim e não será diferente</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 – O que você acha da Internet como instrumento cultural? A facilitação do acesso à cultura com downloads, fóruns etc.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu acho a internet fantástica e ao mesmo tempo perigosa. Só pra dar um exemplo do perigo, há inúmeros sites que dizem que Chico é filho do Aurélio [Buarque de Hollanda, o dicionarista]. Por outro lado, você sabendo garimpar e tendo condições de avaliar a fonte, ela é sem dúvida de um valor insuperável para se obter a informação desejada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 – O que você costuma ler? Quais são suas influências e autores favoritos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu leio de tudo. Acabei de ler “Velejando a vida”, um livro autobiográfico de João Carlos Pecci, irmão do músico Toquinho. Hoje tenho como referência o livro “O pai dos burros”, de Humberto Werneck. E claro, os clássicos. Sobretudo Machado de Asssis e Graciliano Ramos. Na poesia, Bandeira e Fernando Pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A pior besteira que já ouvi alguém falar do Chico…</strong></p>
<p style="text-align: justify;">… é que ele era mais criativo na época da Ditadura.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o autor: Tauil é pesquisador de Chico Buarque e mantém um acervo digital sobre o músico e escritor em:<a href="http://www.youtube.com/tauil"> http://www.youtube.com/tauil</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4172">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>O apanhador no campo de centeio- J. D. Salinger</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 23:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Apanhador no campo de centeio]]></category>
		<category><![CDATA[Catcher in the Rye]]></category>
		<category><![CDATA[Holden Caufield]]></category>
		<category><![CDATA[J. D. Salinger]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Norte-Americana]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi anunciado ontem o falecimento do escritor J. D. Salinger, conhecido mundialmente pela obra O apanhador no campo de centeio. Famoso por ser uma pessoa reclusa, nos últimos tempos seu nome aparecera nos jornais apenas por conta de um processo que movera contra um escritor sueco que escreveu uma continuação para O apanhador no campo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-medium wp-image-1622" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="apanhador_centeio" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/01/apanhador_centeio-220x300.jpg" alt="apanhador_centeio" width="220" height="300" />Foi anunciado ontem o falecimento do escritor J. D. Salinger, conhecido mundialmente pela obra <em>O apanhador no campo de centeio</em>. Famoso por ser uma pessoa reclusa, nos últimos tempos seu nome aparecera nos jornais apenas por conta de um processo que movera contra um escritor sueco que escreveu uma continuação para <em>O apanhador no campo de centeio </em>chamada <em>60 Years Later: Coming through the Rye</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa sequência não autorizada é só mais um dos indicativos da importância e influência do romance de Salinger mesmo há mais de 50 anos de sua publicação. E não é à toa: de modo extraordinariamente simples, o escritor conseguiu escrever sobre uma das fases mais contraditórias da vida das pessoas, a passagem da adolescência para o mundo adulto.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1614"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com legiões de fãs, seguidores e imitadores do protagonista Holden Caufield, é muito comum encontrar pessoas que se frustraram com a leitura de <em>O apanhador no campo de centeio</em>. O problema é que são sempre tantos elogios à obra que costuma-se esperar um enredo inovador, algo que choque, etc. Mas não é o que acontece. Na realidade, pouco acontece em <em>O apanhador no campo de centeio</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro começa com Holden sendo expulso da escola e então voltando para casa alguns dias mais cedo. A história em si é esse retorno. E é isso que acaba desagradando o leitor desavisado, que  talvez esteja prestando atenção apenas no <em>plot</em>, ou esperando grandes filosofias (óbvias), que jamais aparecerão.<br />
E é realmente uma pena que isso aconteça, porque ao focar no ponto certo, <em>O apanhador no campo de centeio</em> é realmente uma obra encantadora. O modo como Holden vai apresentando as personagens que fazem parte de sua vida, uma galeria de pequenos recortes com características únicas (como Jane que nunca mexia nas damas quando jogava, ou o irmão com a luva de beisebol cheia de poesias).
</p>
<p style="text-align: justify;">Interessante também é observar a relação dele com os adultos que encontra no meio do caminho de volta para casa. A ideia sutil de que ele está terminando uma fase da vida e chegando em outra está ali, quando sem qualquer pretensão de passar grandes ensinamentos Salinger coloca Holden observando e refletindo sobre pessoas como o professor Antolini.</p>
<p style="text-align: justify;">As marcas de oralidade do narrador garantem uma sensação de ouvir um amigo contando alguma história, na qual você em alguns momentos se reconhece até pela simplicidade dos fatos. É o tipo de livro que merece uma leitura mais cuidadosa, refletida.</p>
<p style="text-align: justify;">A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo (J.D. Salinger, 1919-2010).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4171">DISCUTA O POST NO FÓRUM DO MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Sujo, Cru e Talentoso</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 23:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Bukowski]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Norte-Americana]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;[...] ele havia sido um vagabundo, um imprestável, um proletário, um bêbado; bem, que fosse. Claro, outros trabalharam o mesmo território, mas o que diferenciava Bukowski do resto deles – os Knut Hamsuns, Jack Londons, Maxim Gorkys e Jim Tullys – era que Bukowski era engraçado.”
Assim Jim Christy define Charles Bukowski. E, por isso, Bukowski [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-1602" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="charles-bukowski" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/charles-bukowski-300x230.jpg" alt="charles-bukowski" width="300" height="230" />&#8220;[...] ele havia sido um vagabundo, um imprestável, um proletário, um bêbado; bem, que fosse. Claro, outros trabalharam o mesmo território, mas o que diferenciava Bukowski do resto deles – os Knut Hamsuns, Jack Londons, Maxim Gorkys e Jim Tullys – era que Bukowski era engraçado.”</p>
<p>Assim Jim Christy define Charles Bukowski. E, por isso, Bukowski costuma ser identificado com a geração beat de Kerouac, Ginsberg e Burroughs. Mas o alemão nunca pertenceu ao grupo, apenas seus temas e estilos aproximavam-se.<span id="more-1604"></span></p>
<p>Aproximavam-se, mas não eram iguais: Bukowski é mais obsceno e mais coloquial que suas contrapartes beats. Ele é mais cru ao dizer as coisas e não se preocupa tanto em fugir da vida comum. Os beats viajavam, drogavam-se e metiam-se em encrencas através dos EUA. Bukowski arranjava encrencas e ficava chapado, mas tentando sempre manter uma vida comum- ele não era mais do que um trabalhador pobre e surrado pela vida, mas que sabia se divertir e não podia se conformar.</p>
<p>Tudo isso é demonstrado de modo explícito por Henry Chinaski: nada mais que Bukowski em seu bildungsroman ‘Misto quente’. Chinaski era um garoto pobre de origem alemã durante a grande depressão. Tinha espinhas na cara, pouco dinheiro e dificuldades de se relacionar com seus colegas. Dostoiévsk e Hemingway foram seus grandes companheiros- que moldaram-lhe, inclusive, o desejo de tornar-se escritor.</p>
<p>Carregado de ódio, frustração e um complexo de Édipo bastante intenso Bukowski conseguiu seu intento- e não só conseguiu tornar-se escritor, mas tornou-se um dos grandes.  Isso porém, demorou: inúmeras recusas de editoras, pois o consideravam demasiado ’sujo’.  Foi essa sujeira, aliada a seu talento para torná-la quase bonita, que lhe rendeu todo o reconhecimento que tem até hoje.</p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4170"><br />
</a></p>
<p><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4170">DISCUTA O POST NO FÓRUM DO MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Os Detetives Selvagens</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2010/01/26/os-detetives-selvagens/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 01:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Os detetives selvagens]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Bolaño]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.meiapalavra.com.br/?p=1714</guid>
		<description><![CDATA[A busca por uma poetisa desaparecida move novos poetas, os real-visceralistas, a buscá-la por toda parte, tentando, dessa forma, construir um novo capítulo na história da poesia mexicana e mundial. Dentro desse imenso universo-investigativo somos levados pela narrativa de García Madero, o mais novo real-visceralistas, que não sabe bem onde sua poesia o levará.
Entretanto o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-medium wp-image-1758" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Os Detetives Selvagens" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Os-Detetives-Selvagens-201x300.jpg" alt="Os Detetives Selvagens" width="201" height="300" />A busca por uma poetisa desaparecida move novos poetas, os real-visceralistas, a buscá-la por toda parte, tentando, dessa forma, construir um novo capítulo na história da poesia mexicana e mundial. Dentro desse imenso universo-investigativo somos levados pela narrativa de García Madero, o mais novo real-visceralistas, que não sabe bem onde sua poesia o levará.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto o jovem García nada mais é do que um introdutor da história. Nesse exemplar de Bolaño, podemos nos deparar com diversos tipos de narrativa, e diversos pontos de vista, por incrível que pareça, não é necessário seguir uma ordem exata dos fatos na parte II do livro, nesse momento o leitor deve assumir o papel de detetive e descobrir quais pistas são as melhores para seguir.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1714"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quem leu Cortázar (O Jogo da Amarelinha) talvez se identifique de maneira positiva alguns traços semelhantes como os exilados intelectuais que formam um clube (O Clube da Serpente). Nessa nova geração, um novo conflito de personagens que tentam respirar a arte, mas desesperados por algo que surja e os engula para dentro de uma realidade abstrata. Assim como novo livro de Cortázar temos diversas citações a escritores que os novos poetas consideram indispensáveis, muitos deles, para não dizer a grande maioria, obscuros para aqueles que não estudam poesia (mea culpa). Contudo, isso não se torna um empecilho e sim um algo a mais, que aumenta o prazer pela leitura e nos deixa sedentos para conhecer cada um dos autores citados.</p>
<p style="text-align: justify;">Para seguir essas pistas deixadas por diversos diários e relatos, marcando local e data do acontecimento, é que desvendamos pouco a pouco as personalidades dos detetives selvagens Arturo Belano e Ulisses Lima. A principio aparentam ser meros coadjuvantes, logo em seguida vemos a sua incessante busca para descobrir onde está Cesárea Tinajero, tornar-se uma biografia deles mesmos. O grande trunfo desse romance é que ele exemplifica, de maneira sutil, que biografias não são histórias sobre uma pessoa, mas sim um conjunto de fragmentos de diversas histórias e vivências que juntas formam o retrato de uma pessoa. Toda essa forma de aglutinação faz com que o tempo não aparente passar para as personagens, mas a narrativa transpõe anos de suas vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">E não apenas isso, os relatos e as personagens marcantes ficam em nossa memória e de maneira subconsciente brotam em nossa mente durante alguns relatos para descobrirmos, dentro da nossa própria investigação, que os personagens secundários, antes deixados de lado, se tornam peça indispensável na espinha dorsal dramática de toda a narrativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ser um romance, soa como poesia a cada página que viramos, porque somos apresentados a poetas que não vivem soltando rimas pelas ruas e, sim, por pessoas que vivem de sexo, conhecimento, boêmia e curiosidade, a verdadeira poesia cotidiana dentro do clima citadino.</p>
<p style="text-align: justify;">O traço de uma geração que almeja o vanguardismo negando a existência, intelectual e superior, de diversos poetas consagrados e tentando trilhar seu caminho através de inovações e investigações sobre a história da poesia, seu futuro e os frutos que irão gerar, não nas próximas gerações, mas nessa que caminha pelas ruas prestes a explodir e ecoar novas formas e pensamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">BOLAÑO, Roberto. Os Detetives Selvagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. 624 págs. Preço sugerido: R$52,40.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4201">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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