Quem somos?
Amelie: Eu tenho cabelos castanhos. Amo musicas pelo ritmo e pela letra. Eu tenho a teimosia do meu pai. E a agitação da minha mãe. Sou mais alta do que deveria. E os olhos verdes eu herdei da minha vó. Costumo ficar doente muito fácil. Dançar, dançar e dançar. Eu amo cores quentes. Gosto de beijo na bochecha e abraços bem apertados. Meu quarto é vermelho. Pipoca é o alimento sagrado dos deuses. Meu nariz é torto. E meus dentes muito grandes. Eu rio de nervoso. Amo estar com meus amigos. Odeio muitas atitudes das pessoas e sou enérgica com isso. Meus labios riem frequentemente. Meu braço dobra mais que o normal. Choro muito. Faço muito mais manha. Sou a irmã mais velha. Faço muitas caretas. Trabalho de jornalista. Cheiros de frutas são meus preferidos, mas quase não os sinto por causa da alergia. Sempre esqueço a luz ligada. O rádio também. A sanduicheira. Esqueço aniversários. Leio menos que queria. Trabalhos manuais eu amo fazer, mas não termino. Gosto de estudar, mas não até me acabar. Luto diariamente contra a preguiça me corrói. Fotografia seria algo a fazer quando crescer. Minha grande paixão é o cinema. Sou muito visão, médio auditiva, nada cinestésica. Uma lista que só está completa com tudo aquilo que você também pensa sobre de mim…
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Liv: Também conhecida por Carol. É uma das moderadoras do fórum e lamenta por não poder colocar isso no seu currículo. Adora literatura, fotografia, musicais, história, café, geografia, chuva, domingos de sol, filmes orientais e o seu maior sonho (agora realizado, depois de seis meses de cursinho e a faculdade de pedagogia que começa em 2009) é ser professora. Sim, ela tem um lado Pollyana-vamos-sorrir-e-mudar-o-mundo muito forte. Acredita na educação no Brasil, que pode fazer as criancinhas gostarem de matemática e que vai despertar a paixão pela literatura em todos os seus futuros alunos.
Odeia multidões, bife de fígado, gente chata, pessoas efusivas e várias coisas que não valem a pena citar, por que no fundo, mas bem lá no fundinho ela tem um bom coração (apesar do gênio ruim).
Ama absurdamente Gabriel García Marquez e já leu quase todos os seus livros. Gostaria muito de conhecê-lo, mas não faz a menor idéia de qual seria a sua reação. Aliás, faz sim! Teria um ataque histérico por causa da emoção! Também admira Machado de Assis, Érico Veríssimo, L. F. Veríssimo, Isabel Allende e mais um milhão de autores dos quais não lembra o nome agora e mais um milhão de autores de que ainda não conhece.
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kuinzytao: Eu tenho um teletransporte, o funcionamento é que é meio macabro. Abro o livro e desmaterializo o mundo inteiro. É difícil voltar, só com sustos, que, claro, o pessoal por aqui não economiza. Não há verdades únicas, inerentes a credo, vestimenta, ritmo, estilo ou outro meio de expressão. Apenas códigos utilizados para nos comunicar. Área em que um contador de histórias move-se com facilidade, olhos de lince, feito scanner com todos os dpis existentes. Decodificar esses códigos, usados pelas formas móveis de carbono, conhecidas pelos símbolos “humanidade”, no tempo/espaço Brasil atual, é a ocupação mais prazerosa que já escolhi.
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Pips: Sabe quando você está em um bar e vê um cara meio estranho lendo no canto escuro com um cigarro pendurado na boca, um copo de cerveja quase no fim e uma respiração branda? É, eu também. Geralmente, eu sou o cara que está olhando esse cara. Mesmo porque eu gosto de ler, mas em lugares mais bucólicos como redes ou na varanda de casa, sempre acompanhado por uma xícara, caneca, garrafa de café. Uso óculos com aspas, porque não me vêem usando-os com freqüência. Como disse gosto de ler, a literatura é minha amante, com ela vivo aventuras, desvendo mistérios, vivo uma vida que não é minha, que não me pertence. Gasto minhas horas vagas e espremo o último segundo para continuar com ela, sempre deixando o gosto de quero mais. Porém devo satisfações ao meu amor, o cinema, quando chego atrasado à sessão, às filmagens, à produção, pois matei o tempo lendo aquele último paragráfo do penúltimo capítulo daquele livro de capa dura, ou mole, ou encadernado. Flerto com a música como quem não quer nada, de vez em quando solto um dó, um lá ou um fá sustenido, solto leves suspiros ao ouvir uma poesia casar com uma melodia – tão fascinante. Quando não estou entre essas três, estou em silêncio, decifrando a Meia Palavra de todos os dias. Prazer, Felippe, se leu até o fim pode me chamar de Pips e etc.
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Nanda: Nascida na selva de concreto conhecida como São Paulo, essa mooquense que poderia comer pizza todos os dias e solta “caspita!” quando está irritada, hoje auto-exilada de sua terra, pode ser encontrada no Rio de Janeiro em busca de livrarias mágicas ou de supermercados vazios (afinal ela também faz sua magia na cozinha). Como uma boa sonhadora, gosta de se esconder atrás de muros de papéis e de fazer de letras e palavras seu brinquedo favorito. Ler livros é um vício desde que se conhece por gente e ter uma biblioteca em casa é um desejo ainda não-realizado. Aliás, quando jovem dizia que poderia morar em uma biblioteca que viveria feliz para sempre. Se palavras pudessem defini-la, algumas delas seriam: família, amigos, gatos, amor, sexo, beijo, livros, tecnologia, computador, escrever, ler, música, fantasia, celtas, decidida, impulsiva, pizza, macarrão, gnocchi e lasagna, perfume, água, friozinho, sensações, intensidade.
Hoje entre a fauldade de Letras, o trabalho, os serviços de casa, a coçadinha nos gatos, o beijo no marido e os livros que lê, tenta ajudar no Meia Palavra e manter seu esquecido blog atualizado enquanto sonha um dia trabalhar com a sua paixão desde criança: livros.
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Tilion: Nasceu e mora em Porto Alegre, aquela cidade bacana que no inverno chega perto dos 0° e no verão se transforma na sucursal do Inferno, passando dos 40°, o que faz com que a gauchada deságue no litoral. Porém, como é alérgico à praia, ele acaba ficando na sauna durante essa estação maldita em um estupor quase que constante, contando os dias para a mudança de estação. Metido a tradutor, costuma se enveredar pelas línguas mais diversas e bizarras nas quais consegue colocar o olho, com o propósito faux altruísta de levar a literatura de culturas pouco conhecidas aos falantes do português. Caiu na real e viu que não vai conseguir transpor tudo que queria para a língua materna, então colocou na cabeça que vai se concentrar no japonês e trazer para esse lado do mundo o grosso da literatura nipônica, do qual a maioria das pessoas sequer tem idéia de que exista ou do que seja.
Suas peripécias tradutórias deram alguns frutos, como a tradução do site Ardalambion, cujos cursos de Quenya e de Sindarin foram publicados em livros em 2004 e 2008. Traduziu também o livro As Cartas de J. R. R. Tolkien, publicado pela editora Arte & Letra em 2006. Quando não está enfiado de cara nos livros, sejam de literatura grega, gótica, japonesa, ficção científica ou fantasia, sejam de línguas, ainda arruma tempo para dar aulas de inglês e tem como hobby adivinhar todo e qualquer jogo que envolva charadas literárias em menos de três minutos, deixando os demais membros do fórum do Meia envergonhados por causa dos seus conhecimentos literários.
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Anica: pode ser localizada desviando os paralelepípedos soltos das calçadas de Pinhão City, conhecida também como Curitiba. Viciada em cafeína desde a mais tenra idade, depende da substância para conseguir expressar contentamento ou responder perguntas complexas como “Qual é o seu nome?” ou “Que horas são?” logo pela manhã.
Gosta mais de Fanta do que de Coca-Cola, Inverno do que Verão, George do que John (e Paul, e Ringo), Terror do que Comédia e Poe do que Lovecraft. Ranzinza, não suporta lugares comuns e pessoas burras. Suporta menos ainda barulho de gente mascando chiclete e coisas escritas em miguxês. Se deseja vê-la menos ranzinza, tente incluir livros, filmes de horror, gatos e cerveja britânica no cenário.
Não sabe lidar com cola e lã, mas isso não tem sido um problema desde o jardim de infância. Nem com gente, mas ela promete que um dia dominará a técnica de ser legal com os outros. Do mesmo jeito que promete que um dia começará a academia e o francês.
Escreve no .:Hellfire Club:. desde 2003, quando ele ainda era um querido diário lá no Blig. Está envolvida com a Valinor desde 2002 e desde 2007 é mamãe orgulhosa do Meia Palavra. Na vida real, é bacharel em Estudos Literários, professora de Língua Inglesa e campeã de dois ou um.
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Ariane: Intensa, risonha e idealista. A menina que optou cedo demais pela vida de adulto e não se arrepende disso, embora sinta falta da comida da mãe e da canja, quando está doente. Mora do outro lado do Oceano Atlântico, em um país famoso por seus pães, salsichas e, claro, pela cerveja, também conhecido como Alemanha. Ingressou na Faculdade com dezessete anos e descobriu que Relações Publicas não era nada para ela, mudou para o Jornalismo e apesar da paixão pela escrita não se identificou com a profissão, foi quando ela percebeu que estava fazendo a coisa errada, que na verdade sempre quis ser atriz, pois aos onze anos de idade ela começou a passear pelos palcos do Rio de Janeiro como Dona Onça e Chapéuzinho Vermelho. O livro que ela está lançando vem muito mais do seu coração do que de sua mente, assim como todas as coisas que escreve. Se denomina muito mais socialista do que intelectual.
Hoje ela trabalha numa revista e escreve coisas em uma língua que pensou jamais ser capaz de aprender, mas a persistência deixou-a mais forte, lhe ensinando a ir em busca de seus sonhos e isso ela fez, e continuará fazendo…
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Palazo: Neto de pescadores, ele aprendeu com eles a arte de ouvir e contar histórias durante as longas horas de pescaria. Estudou engenheira elétrica com a intenção de pegar uma enguia elétrica, mas acabou por ter alguns efeitos colaterais em conseqüência dos choques sofridos durante o curso. Dentre estes, a estranha mania de usar o grande nariz para reconhecer o mundo a sua volta.
Com sangue português, espírito francês, língua espanhola e ritmo africano, esse paulistano de pele clara é avesso ao ritmo natural da vida, preferindo vivê-la do avesso. Seu topete é um medidor de humor, suas mãos delicadas escondem suas habilidades, seu nariz é do tamanho do seu atrevimento e os apelidos são confundidos com seu verdadeiro nome. Ele é habilidoso e coordenado com o lado direito do corpo, porém estranhamente insiste em escrever com a mão esquerda.
Cinéfilo, rato de sebos, amante de livrarias e apaixonado por bibliotecas, Palazo anda sempre acompanhado de uma xícara de café ou um copo de coca com gelo. Não dispensa uma cerveja com os amigos, uma tequila para esquentar e um vinho bem acompanhado. Vive com os ouvidos plugados em música e os olhos como uma máquina fotográfica a capturar imagens a cada piscada. Avesso a perfeições, ele acredita que as pessoas são identificadas pelos seus defeitos, e através destes cada um torna-se único.
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Luciano R. M.:Nasci em Curitiba e, apesar de ser muito novo na época, já era vivo quando a URSS existia. Minha infância foi marcada pela queda do Muro de Berlim e pelas constantes mudanças de moeda no Brasil. Minha mãe trabalhou em bibliotecas, e sempre me levava junto, o que me fez tomar um gosto precoce pela leitura. Mas, talvez por isso, considero que a literatura nem sempre é algo tão bom: compartilhando da idéia de alguns autores como Bolaño e Cercas, acredito que a literatura pode ser instrumento ou motivo de atrocidades. Porém ela é necessária.
E eu sou um tanto quanto chato: listas de best-sellers via de regra são listas de livros que eu não vou ler. Não gosto de vampiros, auto-ajuda, bruxos e nem coisinhas bonitas com finais felizes. Pactos suicidas, viagens alucinógenas, surtos psicóticos, perversões do comunismo e da matemática, por exemplo, são coisas presentes nos livros que eu gosto.
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Kika: Leitora compulsiva, escritora eventual, sou conhecida por estar sempre com um livro na mão. Não tenho coordenação mental para ler mais de um livro por vez. Sou um amálgama de mim mesma e de minhas personagens, que me acompanham (sou um tanto malkaviana, se é que me entendem). Tenho manias estranhas. Demoro muito mais para ler as últimas dez páginas de um livro do que para ler o resto. Me empolgo fazendo pesquisas sem sentido na internet. Gosto de frases curtas, pontos finais, parênteses e reticências (a idéia de pensamento em suspenso…) Já passei uma noite inteira lendo um livro de 1830 sobre etimologia, e debatendo-o com um amigo, via MSN. Viajo (quase literalmente) lendo, ou vendo um filme, propaganda de margarina, ouvindo uma música (eu simplesmente me vejo lá naquela situação…). Sou muito fácil de agradar…qualquer cultura me encanta. No momento encarno Victoria White no blog Crônicas de Sangue, uma vampira que passou o século XX em branco…
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Tiago Pinheiro: Nasci em Curitiba, 1984. Presencie, portanto, a queda do regime dos iletrados, apenas para ver que os doutos já haviam sido abortados (nem sequer existiram), e, deles, surgiram apenas uma academia de escritores feudalistas. Seguindo esse exemplo, resolvi me formar em Jornalismo, para depois seguir uma carreira semi-acadêmica, desenvolvendo uma dissertação de mestrado no departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP.
Prefiro o silêncio assassínio de um François Villon, de um Rainer Maria Rilke, de um Dalton Trevisan, do que o palavrório de um Chico Buarque, p.ex.
Estão em preparação (espero): uma tese sobre Roberto Bolaño e J.M. Coetzee; uma reunião de textos de ocasião e um livro de poemas que só será publicado postumamente.
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