Arquivo da Categoria ‘Teatro’

A Comédia dos Erros – Efeitos do riso

Publicado por Dindii em julho - 16 - 2010

Ora me peguei pensando em como começaria a dissertar sobre a comicidade. Explorar esse fator que me parece ser tão natural, que sempre esteve presente na vida de todos. Decidi então procurar as características principais que nos tornam seres humanos e na definição encontrei o seguinte: “Biologicamente, os humanos são classificados como a espécie Homo sapiens (latim para homem sábio, homem racional), um primata bípede pertencente à superfamília Hominídea [...] adotam uma postura ereta que possibilita a libertação dos membros anteriores para a manipulação de objetos, possuem um cérebro bem desenvolvido que lhes proporciona as capacidades de raciocínio abstrato, linguagem e introspecção. A mente humana tem vários atributos distintos. É responsável pela complexidade do comportamento humano, especialmente a linguagem…”

A partir dessa descrição, podemos perceber que uma das poucas características que nos difere de, por exemplo, um chimpanzé adestrado, é o fato de temos a linguagem e capacidade de raciocínio desenvolvidos. E tão somente por esses fatores acredito que o homem seja capaz de rir. Como cita Bergson “não há comicidade fora do que é propriamente humano”. Uma lhama saberia dar boas risadas de uma situação cômica se ela tivesse a mesma complexidade racional que nós temos. Leia a continuao desse artigo »

Bernard-Marie Koltès

Publicado por Luciano R. M. em junho - 26 - 2010

Um homossexual em um mundo heterossexual. Um francês que não se sentia francês e, na África, sentia-se ainda mais estrangeiro. Um eterno exilado em um mundo violento, um eterno revoltado. Bernard-Marie Koltès poderia facilmente ser uma personagem de alguma obra do franco-argelino Albert Camus. Mas não é.

Bernard-Marie Koltès é um dos nomes mais importantes da dramaturgia contemporânea. Se em sua vida já se percebe algo de Camus, em sua obra essa sombra é ainda mais forte. Porém Koltès anda no lado mais escuro, em que a violência e a desesperança governam. Alcoolista, homossexual e controverso, a poética de Koltès foi inovadora e iconoclástica. Leia a continuao desse artigo »

Comunicação a uma academia

Publicado por Luciano R. M. em junho - 3 - 2010

Um macaco é ferido por caçadores e levado prisioneiro: provavelmente acabaria em um zoológico. No caminho, porém, é submetido a tantos sofrimentos e a estranheza é tanta que Pedro Rubro- este é o nome do simiesco protagonista- toma uma decisão drástica, a de tornar-se um ser humano. Assim, então, Pedro aprende a beber, a fumar, a falar e a pegar em armas.

E é com o ex-macaco contando isso para os estudiosos de uma universidade que se constitui o conto de Kafka, um conto sobre a inadequação e sobre adaptação- que nunca é plena, que nunca deixa de ser mutilante. E é a partir desse conto do escritor Checo que a companhia Club Noir montou a peça homônima ao conto.

Leia a continuao desse artigo »

Vai vir alguém (Jon Fosse)

Publicado por Luciano R. M. em maio - 11 - 2010

O norueguês Jon Fosse (nascido em 29 de Setembro de 1959) é autor de livros infantis, romances, contos e poemas. Mas é como dramaturgo que é mais conhecido, sendo considerado um dos mais importantes da contemporaneidade. Além disso Fosse é um dos principais expoentes da literatura em Nynorsk, ou ‘novo norueguês’, uma variante do idioma falada no oeste do país.

Estreou em 1983 com a novela ‘Raudt, svart’ (‘Vermelho, preto’). Em 1994 sai sua primeira peça, ‘Og aldri skal vi skiljast’ (‘E nós nunca iremos nos separar’). Leia a continuao desse artigo »

Mais teatro, Brasil!

Publicado por Luciano R. M. em abril - 26 - 2010

O Brasil é um país culturalmente muito rico. Ou poderia ser, se soubéssemos aproveitar o que temos: e, acreditem, isso não acontece. Prova disso é o descaso com que o teatro é tratado: além de subcelebridades fazerem sucesso com textos (bastante mal articulados, diga-se de passagem) sobre os porquês de não irem ao teatro, há uma falta de espaço e de fomento para a sexta arte.

É para tentar mudar isso que surgiu a campanha ‘Mais Teatro, Brasil!’- que visa, obviamente, aumentar o número de salas de teatro no Brasil.

Leia a continuao desse artigo »

Festival de Teatro de Curitiba- Parte II

Publicado por Luciano R. M. em abril - 20 - 2010

No meu último post (que, por motivos alheios à minha vontade, foi há mais tempo do que eu gostaria) eu falei sobre o Festival. Eis aqui um resumo póstumo das peças que tive o prazer (ou desprazer) de assistir (ou de tentar).

NERVO CRANIANO ZERO

Um neurocirurgião implantando um chip capaz de aumentar a criatividade, ao som de ‘Total Eclipse of the Heart’. Órgãos arrancados e a ambição literária levada ao extremo. Esses são alguns dos elementos que compõe esse trabalho da Vigor Mortis.
Posso dizer que, de todas as apresentações que já vi do grupo, essa foi a minha favorita. Os efeitos e as projeções bem feitos e bem utilizados, além de todo o talento e empenho do grupo. Leia a continuao desse artigo »

Festival de Teatro de Curitiba- Parte I

Publicado por Luciano R. M. em março - 21 - 2010

Teatro e literatura são duas artes intimamente ligadas. Até pode-se pensar uma literatura sem teatro, mas não se pode pensar um teatro sem literatura: antes de tudo é preciso um texto. E a influência não só do texto dramático como da encenação desses textos sobre a literatura não pode ser de maneira alguma negada hoje em dia.

Acredito que por essa ligação tão íntima entre as duas coisas que o teatro tem seu espaço aqui no Meia, que é um blog dedicado primeiramente à literatura. E por isso também eu resolvi escrever sobre o maior festival de teatro do Brasil: o Festival de Teatro de Curitiba. Leia a continuao desse artigo »

10 perguntas e meia para Paulo Biscaia Filho

Publicado por Luciano R. M. em fevereiro - 20 - 2010

DSC01221Paulo Biscaia Filho é professor dos cursos de teatro e de cinema da Faculdade de Artes do Paraná. Formado em artes cênicas pela PUC-PR, é mestre em artes pela Royal Holloway University of London. Sua tese foi a respeito do Théâtre du Grand Guignol, um teatro francês do começo do século XX que deu origem a esse gênero na sexta arte.

Além da atividade acadêmica, ele dirige e escreve os textos da companhia de teatro curitibana Vigor Mortis- cuja tônica vem do Grand Guignol, além das influências do cinema e dos quadrinhos. Outra peculiaridade do grupo é o modo como expandem os limites do teatro, usando projeções e truques em cena.

Com suas peças, já ganhou duas vezes o Troféu Gralha Azul (de Melhor Diretor, Texto Original e Sonoplastia com ‘Morgue Story’ e Diretor e Texto Origina com ‘Graphic’), além de ter recebido uma indicação ao Prêmio Shell de Autor. Recentemente ‘Morgue Story: Sangue, Baiacu e Quadrinhos’ foi transformada em filme.

Conversei com ele na última apresentação do grupo, o um experimento a que preferiram chamar de ‘Peep Show’. Bastante solícito, concordou em responder as nossas 10 Perguntas e Meia:

Leia a continuao desse artigo »

O beijo no meio da noite

Publicado por Luciano R. M. em fevereiro - 7 - 2010

img_4566-filteredJeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.

Esse é o enredo do conto ‘O beijo no meio da noite’, de Maurice Level. Em 1903 o texto foi adaptado para o teatro e encenado no famigerado Grand Guignol- o teatro de horror de Paris, ativo de 1897 até 1963. Agora foi readaptado pela companhia teatral curitibana Vigor Mortis. Leia a continuao desse artigo »

About Me

O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

Twitter

    Photos