Ora me peguei pensando em como começaria a dissertar sobre a comicidade. Explorar esse fator que me parece ser tão natural, que sempre esteve presente na vida de todos. Decidi então procurar as características principais que nos tornam seres humanos e na definição encontrei o seguinte: “Biologicamente, os humanos são classificados como a espécie Homo sapiens (latim para homem sábio, homem racional), um primata bípede pertencente à superfamília Hominídea [...] adotam uma postura ereta que possibilita a libertação dos membros anteriores para a manipulação de objetos, possuem um cérebro bem desenvolvido que lhes proporciona as capacidades de raciocínio abstrato, linguagem e introspecção. A mente humana tem vários atributos distintos. É responsável pela complexidade do comportamento humano, especialmente a linguagem…”
A partir dessa descrição, podemos perceber que uma das poucas características que nos difere de, por exemplo, um chimpanzé adestrado, é o fato de temos a linguagem e capacidade de raciocínio desenvolvidos. E tão somente por esses fatores acredito que o homem seja capaz de rir. Como cita Bergson “não há comicidade fora do que é propriamente humano”. Uma lhama saberia dar boas risadas de uma situação cômica se ela tivesse a mesma complexidade racional que nós temos. Leia a continuao desse artigo »






Paulo Biscaia Filho é professor dos cursos de teatro e de cinema da Faculdade de Artes do Paraná. Formado em artes cênicas pela PUC-PR, é mestre em artes pela Royal Holloway University of London. Sua tese foi a respeito do Théâtre du Grand Guignol, um teatro francês do começo do século XX que deu origem a esse gênero na sexta arte.
Jeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.














