Você já gostou de uma banda que todo mundo que você conhece odeia? Eu já. Ou pelo menos é essa a sensação que tenho toda vez que resolvo falar de -M-. Tá, talvez quase ninguém conheça mesmo. Pelo menos não aqui.
Matthieu Chedid, e seu personagem -M-, parecem ser grandes na França, e -M- já ganhou inclusive um Oscar pela canção de “Triplettes de Bellevile”. Eu conheci por acaso, vendo seu clip de “Je dis aime” no programa “Paroles de clip” no TV5Monde, e desde então procurei pelo cara na internet, em lojas, enfim, em tudo quanto é lugar. Tente fazer uma pesquisa de uma letra no Google, e entenderá meu sofrimento.
Quem me conhece sabe que sou fascinada por (quase) tudo que se refere à França, mas mesmo quando estava aprendendo o idioma tive dificuldades em achar, musicalmente falando, algo atual,vindo de lá, que me agradasse. Num dia um pouco mais obstinado, finalmente reencontrei-me com -M- no YouTube, e desde então estou mais ou menos obcecada. Vou tentar explicar o porquê, e peço desculpas antecipadamente pelos arroubos passionais que tenho certeza que aparecerão.



Um violão na mão, o chapéu no chão e uma voz anônima a cantar músicas diversas. Seja na praça, em uma rodoviária, no meio de feiras ou em qualquer parte do mundo. Agora acrescentem outros instrumentos como flauta, saxofone, bateria, surdo, pandeiro, cavaquinho entre tantos outros tocados nos mais diversos cantos do planeta. Essa foi a idéia de Mark Johnson e sua equipe ao criarem o Playing for change (Tocando pela música).
sensores de toda uma geração. Nos anos 70 e 80 os maniqueistas exigiam uma única escolha: a jovem guarda, ou os tropicalistas? Jovens radicalizam em qualquer época, é o esperado. Românticos e roqueiros caiam aos pés de Roberto e Erasmo. Qualquer garota, não tropicalista, gostaria de ser a “escolhida” do coração do Rei do iê iê iê.
Há algum tempo que tenho experimentado a Arte do Brasil. Digo, compulsivamente. Por um longo tempo fechei-me para o estrangeiro e abracei nossa literatura, nossa música, nosso teatro, etc. Acho que para o sujeito pensar pra onde vai, ele precisa antes conhecer da onde veio, e por achar que nossas obras não são devidamente valorizadas em nosso próprio país, adotei por alguns anos essa espécie de nacionalismo. Percebi muito claramente que nossas artes mantém um diálogo, bebem da mesma fonte, e por isso resolvi juntar nesse texto um punhado de intertextualidades da Literatura com a música de Chico Buarque, que para mim é o maior expoente vivo de nossa música. Chico, que também é metido na literatura, tem em sua obra muitas citações literárias. Veja só:
Criar um álbum musical baseado em um livro não é um feito que possamos chamar de novidade. Algumas bandas já tiveram essa iniciativa de musicar os livros preferidos, mas a verdade é que poucas conseguiram passar algo parecido com as obras que homenageavam. Um grande exemplo de sucesso é o álbum














