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	<title>Meia Palavra&#187; Meia Palavra</title>
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		<title>Wysława Szymborska (02/07/1923 &#8211; 01/02/2012)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 13:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Polônia, apesar de todas as vicissitudes históricas e de uma auto-imagem nacional um tanto confusa, foi o berço de grandes personagens históricas. Lá nasceram Chopin, Madame Curie, João Paulo II. Czesław Miłosz também é outro polonês de peso. Ontem, juntou-se a esse verdadeiro panteão a poeta Wysława Szymborska: aos 88 anos, a vencedora do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/02/szymborska.jpg"><img class="size-medium wp-image-17939 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/02/szymborska-300x227.jpg" alt="" width="300" height="227" /></a>A Polônia, apesar de todas as vicissitudes históricas e de uma auto-imagem nacional um tanto confusa, foi o berço de grandes personagens históricas. Lá nasceram Chopin, Madame Curie, João Paulo II. Czesław Miłosz também é outro polonês de peso. Ontem, juntou-se a esse verdadeiro panteão a poeta <strong>Wysława Szymborska</strong>: aos 88 anos, a vencedora do Nobel de Literatura de 1996 faleceu depois de uma longa doença – tendo, inclusive, sido operada no ultimo mês de novembro. Segundo o secretário de Szymborska, porém, a poeta morreu em sua casa em Cracóvia, de forma tranquila.</p>
<p>***</p>
<p><span id="more-17938"></span></p>
<p style="text-align: justify">Filha do político Wincenty Szymborski e de Anna Maria de d. Rottermund, Wysława Szymborska nasceu em 1923 na cidade de Kórnik, região centro-oeste da Polônia. Em 1924 sua família mudou-se para Toruń, e em 1929 para Cracóvia – onde ela viveria pelo resto da vida.</p>
<p style="text-align: justify">Uma vez em Cracóvia, ela estudou na escola primária Józefy Joteyko e, a partir de 1935, no Colégio Irmã Ursulina. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a continuidade de seus estudos foi em segredo. Em 1943, para evitar ser deportada para a Alemanha, começou a trabalhar nas estradas de ferro. Na mesma época ilustrou um livro didático de inglês. Começou a escrever algumas histórias e poemas.</p>
<p style="text-align: justify">Em 1945 começou seus estudos de língua e literatura polonesa na Universidade Jagellonica de Cracóvia – mais tarde mudaria de curso para sociologia. Nessa mesma época começou a envolver-se no universo literário, tomando parte do grupo de vanguarda <em>Inaczej </em>– junto com Stanisław Lem. Também acabou conhecendo Czesław Miłosz, que muito a influenciaria. Foi em 1945 que também publicou seu primeiro poema, <em>Szukam s</em><em>łowa </em>(<em>Eu procuro a palavra</em>).</p>
<p style="text-align: justify">Em 1948 ela desiste dos estudos por conta de dificuldades financeiras. No mesmo ano se casa com o poeta Adam Włodek. Em 1949 seu primeiro livro deveria ter sido publicado, mas a censura impediu, já que seus versos não se encaixavam nos padrões do recém-instaurado regime socialista. Durante esse tempo ela trabalhava como secretaria de uma revista bissemanal, bem como ilustradora.</p>
<p style="text-align: justify">Acabou começando a publicar apenas em 1952, com <em>Dlatego żyjemy</em> (<em>Por isso vivemos</em>). Como a maioria dos intelectuais poloneses, ela apoiava o regime socialista em seus primeiros anos, e seus poemas demonstravam isso com clareza: exaltavam Lênin e os feitos de Stálin. Em 1953 começou a trabalhar para a revista <em>Życie Literackie </em>(<em>Vida Literária</em>) – onde trabalharia até 1981, chegando a ter sua própria coluna dedicada à crítica literária, <em>Lektury Nadobowiązkowe </em>(Leitura Não-Obrigatória).</p>
<p style="text-align: justify">Em 1954 ela lançou seu segundo volume de poesia, <em>Pytania zadawane sobie </em>(<em>Perguntas que fazemos para nós mesmos</em>), ainda bastante influenciado pela ideologia oficial do Partido dos Trabalhadores Poloneses Unidos, o partido comunista polonês – ao qual era filiada. Nesse mesmo ano, a poeta também divorciou-se.</p>
<p style="text-align: justify">Depois desse segundo livro, porém, Wysława começou a distanciar-se do partido. Permaneceria oficialmente nele até 1966, mas antes disso já afastava-se paulatinamente, começando a manter contato com dissidentes. Em 1957, ano em que lançou <em>Wołanie do Yeti </em>(<em>Chamando pelo Ieti</em>), tornou-se amiga de Jerzy Giedoryc – editor do jornal dissidente baseado em Paris, <em>Kultura</em>, para o qual Szymborska passaria a escrever.</p>
<p style="text-align: justify">Seus poemas afastavam-se da política, tornando-se cada vez mais espirituais, falando cada vez mais de coisas simples, cotidianas. Ela chegou a renegar seus dois primeiros livros. Ao mesmo tempo, assinou diversos manifestos pela liberdade dos países sob o julgo da URSS, entre os quais a &#8220;Lista 34&#8243; e a &#8220;Lista 59&#8243;, além de escrever para alguns jornais publicados de maneira ilegal, como <em>samizdat</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Ganhou diversos prêmios literários durante sua carreira, sendo o mais famoso deles o Nobel de Literatura. Publicou 13 livros de poesia, além de ensaios e crítica literária. Nos últimos anos esteve doente, diminuindo suas aparições públicas. E ontem, faleceu.</p>
<p style="text-align: justify">Uma perda histórica para a Polônia – ela viveu e participou da conturbada história do país durante o século XX, que culminou com a retomada <em>de facto</em> da independência após séculos de dominação estrangeira. Mas, além disso, perdeu-se uma das maiores poetas que vivia, cujos versos estão entre os mais sublimes que já tive o prazer de ler.</p>
<p><strong>Sobre a morte, sem exageros</strong></p>
<p>(de Wysława Szymborska, tradução do polonês de Luciano R. Mendes)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não entende piadas,</p>
<p>nem sobre estrelas, sobre pontes,</p>
<p>sobre tecer, sobre mineração, sobre cultivar a terra,</p>
<p>sobre construir navios ou assar bolos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em nossas conversas sobre planos futuros,</p>
<p>sempre tem a última palavra</p>
<p>fora do assunto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não consegue sequer as coisas</p>
<p>que combinam diretamente com sua especialidade:</p>
<p>nem cavar uma cova,</p>
<p>nem fazer um caixão,</p>
<p>nem limpar a propria sujeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Preocupada em matar,</p>
<p>o faz desastradamente,</p>
<p>sem método nem perícia.</p>
<p>Como se cada um de nós fosse um treino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até tem seus triunfos,</p>
<p>mas costuma ser derrotada,</p>
<p>erra seus golpes</p>
<p>e experimenta novas tentativas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às vezes lhe faltam forças,</p>
<p>para abater uma mosca no ar.</p>
<p>Para várias lagartas</p>
<p>perdeu corridas rastejantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos esses tubérculos, casulos,</p>
<p>tentáculos, barbatanas, traquéias,</p>
<p>penas nupciais e pelos de frio</p>
<p>provam o atraso</p>
<p>em seu maçante trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é suficiente</p>
<p>mesmo que ajudemos com guerras e golpes de estado,</p>
<p>isso, até agora, é pouco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Corações batem dentro de ovos.</p>
<p>Crescem os esqueletos dos lactentes.</p>
<p>A sementes, esforçadas, vingam com suas primeiras folhinhas,</p>
<p>e algumas vezes também árvores altas caem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem afirma sua onipotência,</p>
<p>é a propria prova viva,</p>
<p>de que onipotente ela não é.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não existe vida</p>
<p>que pelo menos por um momento</p>
<p>não tenha sido imortal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Morte</p>
<p>sempre chegando um momento tarde demais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em vão puxa a maçaneta</p>
<p>de uma porta invisível.</p>
<p>Quem  chegou a tempo,</p>
<p>não pode voltar atrás.</p>
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		<title>Traduções por vir: Literatura de língua espanhola – Parte II</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 19:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Palazo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente, os confraternizadores Tiago e Felippe falaram aqui sobre as traduções por vir de obras de língua espanhola, em especial dos escritores latino-americanos. Caso você não tenha lido, vale a pena conferir a primeira parte do artigo escrito por ambos. Para dar continuidade a esta empreitada, propus-me a invadir a península ibérica, em especial o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/donquixote.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17524" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/donquixote-300x297.jpg" alt="" width="300" height="297" /></a>Recentemente, os confraternizadores Tiago e Felippe falaram aqui sobre as traduções por vir de obras de língua espanhola, em especial dos escritores latino-americanos. Caso você não tenha lido, vale a pena conferir a <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/18/traducoes-por-vir-literatura-de-lingua-espanhola/" target="_blank">primeira parte do artigo escrito por ambos</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Para dar continuidade a esta empreitada, propus-me a invadir a península ibérica, em especial o país que fala a charmosa língua que predomina no continente americano, a Espanha. Impossível não pensar em literatura espanhola sem mencionar Miguel de Cervantes, Garcia Llorca, Enrique Vila-Matas, Juan Ramon Jiménez, Camilo José Cela e mais recentemente Carlos Ruiz Zafón e Javier Marias. Mas esses são autores que já têm uma boa parcela de seus livros publicados aqui no Brasil – e que esperamos que continuem sendo traduzidos. Por isso, vou tentar explorar outros autores que têm destaque no cenário literário espanhol e que merecem espaço no mercado brasileiro.<span id="more-17521"></span></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Ambito (Vicente Aleixandre)</strong> – A poesia é um dos gêneros mais trabalhados na Espanha, com poetas como Francisco de Quevedo, Lope de Vega, Federico Garcia Llorca, Becquer, Miguel de Unamuno, entre outros. Além de poeta, Vicente Aleixandre é um dos cinco espanhóis que foi galardoado com o prêmio Nobel de Literatura. Esse é um dos motivos que chama a atenção para a obra do escritor, em especial para a de estreia, <em>Ambito,</em> que reúne uma poesia multiforme que integra diversas preocupações temáticas, como o irracional, erótico, dimensão histórica e social, dando ao livro de Vicente Aleixandre um ar abrangente e que merece tradução.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>El Hereje (Miguel Delibes)</strong> – Miguel Delibes é um dos escritores espanhóis mais premiados, dentre estes o Prêmio Nadal, Príncipe de Astúrias e Prêmio Nacional de Literatura. Dentre suas obras mais famosas, gostaria de ver traduzido o último romance, chamado <em>El Hereje</em>, que conta a história de Cipriano Salcedo na época da reforma protestante, com um ambiente político e religioso tumultuado em que o escritor explora com habilidade a complexidade das relações humanas, a tolerância e a liberdade de consciência.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Paijaje después de la batalla (Juan Goytisolo)</strong> – Outro escritor que eu gostaria de ver traduzido é Juan Goytisolo, em especial com o livro <em>Paijaje después de La batalla</em> – que já foi traduzido em Portugal como <em>Paisagens depois da Batalha</em>. Neste livro, o escritor narra o improvável ao transformar a cidade Luz na cidade das trevas, prevendo o futuro com uma Paris ocupada por imigrantes em um mundo prestes a sucumbir. Comparado por alguns críticos com <em>O jogo da amarelinha</em>, de Cortázar – dito até que as duas obras se complementam -, esse romance encanta não só pela história, mas pela narrativa fantástica de Goytisolo que pede, ansiosamente, para ter uma tradução aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>El jinete Polaco (Antonio Muñoz Molina)</strong> – O quebra-cabeça em que essa obra é montada é de tal complexidade que encanta pelo modo que é contada. Manuel é um tradutor simultâneo e reconta a própria vida ao montar um mosaico de vários momentos e personagens que vieram antes dele e daquele momento. Um livro único, que já foi agraciado com os prêmios Planeta, Nacional de narrativa e da Crítica.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Los estados carenciales (Ángela Vallvey)</strong> – Seria injusto não mencionar nenhuma escritora espanhola nesta lista. Para evitar tal erro, cito Ángela Vallvey, que já teve uma de seus livros traduzidos no Brasil (<em>Morte entre poetas</em>), e espero que tenha outros. Uma das minhas sugestões é <em>Los estados carenciales</em>, que recebeu o prêmio Nadal de Novela em 2002, e que contém toda a capacidade poética da narrativa da escritora em levar o leitor com um leve humor a deliciosas reflexões filosóficas.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Las aventuras del Capitán Alatriste (Arturo Pérez-Reverte)</strong> – Por último, mas não menos importante, deixo aqui meu desejo para que a série de livros do Capitão Alatriste seja inteiramente traduzida. Os três primeiros livros já foram publicados pela Companhia das Letras e por mim resenhados – <em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/12/o-capitao-alatriste-arturo-perez-reverte/" target="_blank">O Capitão Alatriste</a>, <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/30/limpeza-de-sangue-arturo-perez-reverte/" target="_blank">Limpeza de Sangue</a>, <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/03/o-sol-de-breda-arturo-perez-reverte/" target="_blank">O Sol de Breda</a></em>. Porém, ainda restam outros quatro livros já publicados pelo autor – <em>El oro del rey, El Caballero del jubón amarillo, Corsarios de Levante</em> e <em>El puente de los Asesinos</em>. Então, deixo aqui meu pedido para que os livros sejam traduzidos para que possamos seguir acompanhando as aventuras do charmoso Don Diego Alatriste, sempre acompanhado dos versos de Francisco de Quevedo, Lope de Vega e as aventuras por uma Espanha decadente, profana e heróica.</p>
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		<title>Resultado dos Melhores da Literatura em 2011</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 19:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como já está ficando tradicional, todo final de ano a equipe do Meia Palavra seleciona alguns destaques na área da Literatura no Brasil, contando com a ajuda dos leitores para decidir quais são os melhores. As enquetes ficaram abertas do dia 30 de dezembro do ano passado até hoje, quando revelaremos os resultados. Agradecemos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><img class="alignright" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/meiawiki.jpg" alt="" width="150" height="150" />Como já está ficando tradicional, todo final de ano a equipe do Meia Palavra seleciona alguns destaques na área da Literatura no Brasil, contando com a ajuda dos leitores para decidir quais são os melhores. As enquetes ficaram abertas do dia 30 de dezembro do ano passado até hoje, quando revelaremos os resultados. Agradecemos a todos aqueles que votaram, ajudando a decidir os nomes que fizeram diferença em 2011.</p>
<p style="text-align: justify">Depois que conferir os resultados, não esqueça de dar uma olhada nos <a title="melhores de 2010" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/10/resultado-dos-melhores-da-literatura-em-2010/" target="_blank">melhores de 2010</a>, para ver o que mudou. Para cada categoria as três primeiras colocações foram:</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-17251"></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor Editora</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Companhia das Letras 54%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Cosac Naify 19%</p>
<p style="text-align: justify">Não Editora 7%</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor Lançamento Nacional</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Diário da Queda (Michel Laub) 60%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Ficção de Polpa Crimes! (Vários autores) 27%</p>
<p style="text-align: justify">Nunca vai Embora (Chico Mattoso) 10%</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor Lançamento Estrangeiro (no Brasil)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Guerra e Paz (Leon Tolstoi) 38%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Liberdade (Jonathan Franzen) 22%</p>
<p style="text-align: justify">a máquina de fazer espanhóis (valter hugo mãe) 18%</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor História em Quadrinhos/Graphic Novel</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Daytripper (Fábio Moon e Gabriel Bá) 30%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Cachalote (Daniel Galera e Rafael Coutinho) 23%</p>
<p style="text-align: justify">Asterios Polyp (David Mazzucchelli) 21%</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor Site/Blog de Literatura</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Blog da Companhia das Letras 52%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">A Biblioteca de Raquel 28%</p>
<p style="text-align: justify">O Leitor Comum 12%</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor Loja de Livros (Física)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Livraria Cultura 67%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Livraria Saraiva 25%</p>
<p style="text-align: justify">Livraria da Vila 8%</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor Loja de Livros (virtual)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Estante Virtual 43%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">Livraria Cultura 31%</p>
<p style="text-align: justify">Livraria Saraiva 24%</p>
<p style="text-align: justify"><span style="text-decoration: underline"><strong>Melhor Notícia</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><em>Programa do Ministério da Cultura e da Fundação Biblioteca Nacional Incentiva tradução de autores brasileiros 36%</em></span></p>
<p style="text-align: justify">David Foster Wallace será traduzido pela Companhia das Letras 24%</p>
<p style="text-align: justify">Penguin Books compra 45% da Companhia das Letras 17%</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Preview parte III (Comemorações, Penguin, literatura nacional, poesia e outros)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/10/preview-parte-iii-comemoracoes-penguin-literatura-nacional-poesia-e-outros/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 16:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Pinheiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para finalizar nosso preview, temos os lançamentos nacionais, poesia, comemorações, Flip, Penguin-Companhia das Letras e um montaréu de coisas para colocarmos na listinhas de presentes (aniversários, namorados, pai, mãe, Natal&#8230; vale até trocar o chocolate da Páscoa!) do ano todo. E vamos nós! Mas antes, se você não viu ainda as duas primeiras partes desse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/outrapilha.jpg"><img class="size-full wp-image-17201 alignright" style="margin: 5px;border: 0px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/outrapilha.jpg" alt="" width="280" height="278" /></a>Para finalizar nosso preview, temos os lançamentos nacionais, poesia, comemorações, Flip, Penguin-Companhia das Letras e um montaréu de coisas para colocarmos na listinhas de presentes (aniversários, namorados, pai, mãe, Natal&#8230; vale até trocar o chocolate da Páscoa!) do ano todo. E vamos nós! Mas antes, se você não viu ainda as duas primeiras partes desse preview, dê uma olhada neles <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/04/preview-2012-fantasia-ficcao-cientifica-graphic-novels-e-policiais/">aqui</a> e <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/07/preview-2012-parte-ii-literatura-estrangeira-premiados-e-outras-coisas-legais/">aqui</a>.<span id="more-17197"></span></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Comemorações</strong></p>
<p style="text-align: justify">Não há dúvidas de que, cada vez mais, o planejamento editorial se pauta pelas datas comemorativas envolvendo autores, obras e acontecimentos. Este ano teremos uma série de eventos que encherão as livrarias de todo o país. A começar pelo centenário de <strong>Jorge Amado</strong>, no dia 10 de agosto, que vem sendo preparado há anos, desde que Companhia das Letras adquiriu os direitos do autor. A Academia de Letras Brasileira e o Museu da Língua Portuguesa já têm exposições e ciclos críticos planejados para o ano todo. Até a Rede Globo fará uma nova adaptação de <em>Gabriela, Cravo &amp; Canela</em>! De livros, teremos edições especiais do centenário, o re-lançamento de <em>Os Velhos Marinheiros</em> e da obra infantojuvenil, além do inédito<em> Jorge &amp; Zélia</em>, com a correspondência entre o autor e sua esposa, a também escritora Zélia Gattai.</p>
<p style="text-align: justify">Outro que completa 100 anos de nascimento é <strong>Nelson Rodrigues</strong>, no dia 23 de agosto. A <strong>Editora Record</strong> ainda não divulgou a lista de lançamentos, mas há notícias de planejamentos de edições econômicas, além da divulgação de textos inéditos. Mas, é claro, teremos uma programação fervorosa de encenações de suas peças em todo o país.</p>
<p style="text-align: justify">O (um tanto) esquecido <strong>Lúcio Cardoso</strong>, autor de <em>Crônica da casa assassinada</em>, também faz os seus 100 anos, mas sem muitas repercussões. A Edusp, que lançou seu volume de poemas, agora trará seus <em>Diários</em> à tona.</p>
<p style="text-align: justify">Um pouco mais velho é <strong>Carlos Drummond de Andrade</strong>, que completará 110 anos no dia 31 de outubro. Aqui a lógica quase se inverte e, mais que a data, é a empolgação da Companhia das Letras pela estreia do poeta no seu catálogo – a começar por <em>A Rosa do Povo</em>, que já será seguido por outros títulos – que dá a corda para as comemorações. Para complementar, Drummond será o autor homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty deste ano.</p>
<p style="text-align: justify">Temos também os 50 anos de morte de <strong>Patrícia Galvão</strong>, escritora que, infelizmente, passa às vezes como sombra de Oswald de Andrade, e cuja obra nunca foi inteiramente reeditada. Não seria mal se víssemos <em>Famosa Revista</em> e <em>Pagu: Vida e Obra</em> (organizada pelos irmãos Campos) de volta às prateleiras, além de alguns inéditos que certamente devem estar por aí. Como o centenário da moça não tem muito tempo (foi em 2010), então não devemos ver muita coisa além de notas de jornal.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Os 90 anos da Semana de Arte Moderna</strong> não ficarão em branco com o lançamento de uma crônica inédita do jornalista Marcos Augusto Gonçalves.</p>
<p style="text-align: justify">E dentre os escritores internacionais, temos os bicentenário de <strong>Charles Dickens</strong>, os 120 anos de <strong>J. R. R. Tolkien</strong>, o centenário da morte de <strong>Bram Stocker</strong> e também de <strong>August Strindberg</strong>, além dos 100 anos de nascimentos de <strong>Eugene Ionesco</strong> e <strong>John Cage</strong> – todos esses sem nenhum tipo de evento ou lançamento programado até o momento.</p>
<p style="text-align: justify">Situação diferente é a de <strong>James Joyce</strong>, que, além de completar 130 anos, entra em domínio público (algo muito mais significativo do ponto de vista editorial, para bem ou para o mal). A Iluminuras já programa a edição de <em>O gato e o diabo</em>, livro infantil, além de uma seleta de escritos críticos, intitulada <em>De santos e sábios</em>. A L&amp;PM deve chegar com uma edição de bolso de <em>Dublinenses</em>. E, é claro, teremos a nova tradução de <em>Ulysses</em> de Caetano Galindo, que será lançada em abril pelo selo Penguin-Companhia das Letras.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Penguin-Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: justify">Talvez os maiores sinais de maturidade de um campo editorial de um determinado país frente à produção estrangeira sejam dois. O primeiro é, não só a qualidade de traduções, mas variedade de boas traduções, cada qual com suas próprias características, relações com o momento em que foi publicada, etc. Até pouco tempo, era possível contar os casos desse tipo no cenário brasileiro: o Nietzsche, de Rubens Rodrigues Torres e de Paulo César de Souza; a poesia de Marina Tzvietáieva por Décio Pignatari, pelos irmãos Campos + Boris Schnaiderman e Aurora Bernardini; Rimbaud, também pelos Campos, por Ivo Barroso e pela dupla Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça; para dar uma mínima lista de uma  já pequena.</p>
<p style="text-align: justify">O segundo sinal de maturidade são as edições de bolso ou econômicas. A grande verdade é que o livro foi (e ainda é) caro no Brasil – às vezes com doses de elitismo descaradas. Mas os últimos anos têm sido mais promissores e com a chegada da Penguin em aliança com a Companhia das Letras, podemos ir às livrarias com alguma esperança a mais.</p>
<p style="text-align: justify">Todo esse intróito é apenas para lembrar a chegada neste ano de duas importantes traduções que serão lançadas por esse selo: <em>Ulysses<strong>, </strong></em>de<strong> James Joyce</strong>, que já citamos e cujas notícias se ouvem desde tempos longínquos, e a da obra máxima de <strong>Marcel Proust</strong>, por Mário Sergio Conti.</p>
<p style="text-align: justify">Não se trata apenas da importância das obras, e nem mesmo da competência comprovada de seus tradutores, mas o fato de que essas obras titânicas serão oferecidas em três versões distintas nas estantes brasileiras – com o benefício de que uma delas terá um preço mais aceitável. Que seja possível o cotejo, a discussão e a invetividade, gerando ecos cada vez maiores dessas obras – eis talvez o que deva ser mais comemorado este ano em termos de literatura traduzida no país. Exemplo disso é a dúvida apresentada por Mário Sergio Conti sobre o título da obra de Proust, que foi batizada tanto por <strong>Mário Quintana</strong> como por<strong> Fernando Py</strong>, como <em>Em busca do tempo perdido</em>, que talvez não seja mantido na nova tradução. Esse pequeno detalhe já faz gerar toda uma nova espécie de reflexão sobre a longa saga de Proust. As disparidades entre as versões de Galindo e as anteriores (de Houaiss e de Bernardina Pinheiro) certamente causarão impactos semelhantes.</p>
<p style="text-align: justify">Mas não serão só esses os lançamentos da Penguin-Companhia das Letras para este ano. Dos clássicos internacionais, teremos ainda uma nova tradução de <em>Ligações Perigosas,</em> de<strong> Choderlos de Laclos</strong>. Também teremos novos títulos brasileiros clássicos em edições comentadas, como <em>Senhora,</em> de <strong>José de Alencar,</strong> e <em>Clara dos Anjos,</em> de <strong>Lima Barreto</strong>, além de uma <strong>Antologia do teatro brasileiro do século XIX</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Fica também uma expectativa para com esse ano: com a compra de 45% da Companhia das Letras pela Penguin, tornando-se sócia. Será que veremos mudanças na linha de publicações?</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Prosa brasileira e de língua portuguesa</strong></p>
<p style="text-align: justify">Grandes nomes da literatura nacional publicarão livros inéditos este ano. Para começar, devemos esperar da Companhia das Letras os novos de <strong>Milton Hatoum</strong> (<em>O lugar mais sombrio</em>) e <strong>Marçal Aquino</strong> (<em>Como se o mundo fosse um lugar bom</em>). Além desses, virão prosas de <strong>Carlos de Britto e Mello, Carola Saavedra, Cecilia Giannetti, Elvira Vigna, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Noemi Jaffe e Zulmira Ribeiro Tavares.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Teremos ainda diversas reedições, continuando o trabalho que foi começado nos anos anteriores com <strong>Erico Verissimo, Vinicius de Moraes, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar</strong> e<strong> Zélia Gattai</strong>. <strong>Otto Lara Resende</strong>, que começou a ter sua correspondência publicada em 2011, ganha volumes de cartas trocadas com Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, começam a ser publicados autores recentemente adquiridos pela editora, tal como as memórias de <strong>Pedro Nava</strong> (os dois primeiros volumes ainda este ano) e a obra de <strong>Paulo Mendes Campos</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Não nos esqueçamos que este ano sairá o volume da famosa revista norte-americana <strong>Granta, </strong>dedicada somente a jovens escritores brasileiros! Certamente será outra lista que definirá o futuro editorial de muita gente.</p>
<p style="text-align: justify">Depois de Saramago, a vida dos portugueses aqui no Brasil ficou um pouco mais fácil, mas nem tanto. Com o sucesso de <strong>valter hugo mãe</strong> por conta da Flip de 2011, é bem possível que seu livro mais recente, <em>o filho de mil homens,</em> apareça por aqui.</p>
<p style="text-align: justify">Se o manuscrito de Saramago interrompido pela sua morte ainda não vier esse ano, seus filhotes, vencedores do prêmio que leva o nome do autor de <em>Ensaio sobre a Cegueira</em>, certamente estarão por aqui. Um exemplo é <strong>José Luis Peixoto</strong>, com o seu <em>Livro</em> (sim, esse é o título).</p>
<p style="text-align: justify">Outra portuguesa que já está nos livros de literatura é a <strong>Maria Gabriela Llansol</strong> (1931-2008), que terá os seus diários – que na verdade são uma espécie de prosa poética escrita diariamente – lançados pela Autêntica. Esperemos que saia sua obra completa, inclusive as excelentes traduções &#8211; altamente experimentais! &#8211; que ela fez de Baudelaire e Rimbaud.</p>
<p style="text-align: justify">Se os portugueses ainda têm dificuldades, que dirá dos africanos? Que eu saiba, só podemos contar, por enquanto, com o novo de <strong>Mia Couto</strong>, <em>Histórias abensonhadas</em>. Mas editoras como a Língua Geral, que vem se esforçando para aproximar os dois continentes, certamente trarão novos títulos, ainda não divulgados.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Poesia</strong></p>
<p style="text-align: justify">2011 foi para poesia um ano, ao mesmo tempo, angustiante e promissor no Brasil – ao menos em termos editoriais. A preocupação veio, sobretudo, pelo anúncio da saída do editor <strong>Augusto Massi</strong> da Cosac Naify, que junto com o poeta <strong>Carlito Azevedo</strong> e a 7Letras, coordenava a excelente coleção &#8220;Ás de Colete&#8221;, responsável pela divulgação e recuperação de novos e velhos nomes brasileiros e estrangeiros. Uma breve lista dá conta da força dos títulos: Cacaso, Chacal, Michel Déguy, Francisco Alvim, Orides Fontela, Ricardo Domeneck, Marcos Siscar, Angélica Freitas, Fabiano Calixto, Age de Carvalho, Cesare Pavese, Marilia Garcia, Walter Gam, Júlio Castañon Guimarães e outros. Como o Carlito já disse que sem o Massi ele não fica, a coleção tem o futuro incerto.</p>
<p style="text-align: justify">Provavelmente, muitos desses autores irão se refugiar na outra editora na qual Carlito Azevedo tem parte, talvez a principal de poesia no país, a 7Letras. Esse foi o caminho de <strong>Ricardo Domeneck</strong>, num ritmo de publicação alucinado (foi ontem que saiu <em>Cigarros na cama,</em> pela Berinjela!), que lança o seu <em>Ciclo do amante substituível</em> ainda neste mês.</p>
<p style="text-align: justify">Outros autores têm livros planejados, mas a editora ainda é um mistério. <strong>Angélica Freitas</strong> (que irá roteirizar uma Graphic Novel para a Quadrinhos na Cia. – confira na <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/04/preview-2012-fantasia-ficcao-cientifica-graphic-novels-e-policiais/">primeira parte do preview</a>) e <strong>Fabiano Calixto</strong>, que finaliza um inédito de poesia e uma antologia de seus livros anteriores, ainda não têm direção certa.</p>
<p style="text-align: justify">Por outro lado, a Companhia das Letras resolveu voltar a investir na publicação de poetas tanto nacionais quanto internacionais. Depois do lançamento de autores como Szymborska e o relançamento de <strong>Derek Walcott</strong>, sem falar dos novos de<strong> Chico Alvim, Fernando Corsaletti</strong> e outros no ano passado, este 2012 chegará com outros grandes títulos.</p>
<p style="text-align: justify">Dos internacionais chegam <strong>Adonis, Paul Auster </strong>e<strong> Elizabeth Bishop</strong>. Para essa última, a editora tem programado três livros: o relançamento de <em>Uma Arte</em>, uma coletânea de prosa e outra de poesia, ambas pela coleção “Listrada”.</p>
<p style="text-align: justify">Dos nacionais, teremos os novos de <strong>Antonio Cicero</strong> (que além de <em>Provas</em>, lança também uma antologia de textos críticos), <strong>Paulo Henriques Britto, Alexandre Barbosa de Souza</strong> e<strong> Paulo Nunes</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Cabe registrar também o trabalho que a Eduerj tem feito com a coleção<strong> &#8220;Ciranda de poesia</strong>&#8220;, na qual poetas fazem uma antologia e texto críticos de outros poetas. Saem esse ano os volumes dedicados<strong> Ana Cristina César</strong>, por <strong>Marcos Siscar</strong>, <strong>Armando Freitas Filho</strong>, por <strong>Nuernberger</strong>, <strong>Marcos Siscar</strong>, por <strong>Masé Lemos</strong> e <strong>Angela Melim</strong>, por <strong>Ana Chiara</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Haverá também reedições em massa de grandes poetas brasileiros que estão de casa nova. É o caso de <strong>Mario Quintana</strong>, que agora é da Alfaguara, e também de <strong>Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Orígenes Lessa</strong>, os três agora saem pela Global, que promete inéditos para todos eles.</p>
<p style="text-align: justify">Cabe ainda destacar o lançamento de uma nova tradução de nem mais nem menos de <em>Um Lance de Dados,</em> de <strong>Mallarmé</strong>, feita por Álvaro Faleiros, professor de poesia francesa da USP, e que sairá pela Ateliê.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Não-ficção</strong></p>
<p style="text-align: justify">Um gênero, que poderíamos apelidar de “ensaísmo científico”, tem gerado ótimos e populares livros. E teremos novos de grandes representantes desse espécime. A começar por dois do médico <strong>Oliver Sacks</strong>, autor de <em>Um antropólogo em marte</em> e <em>O Olhar da Mente;</em> as anotações de viagem ao México em <em>Diário de Oaxaca</em> e as suas implicações em <em>Alucinações.</em> Outro médico, <strong>Drauzio Varella</strong>, lançará um inédito esse ano. Teremos ainda <strong>Stephen Pinker</strong> (<em>The Better Angel of our Nature</em>), <strong>E. O. Wilson e Ber Hölldobler</strong> (<em>Superorganismo</em>), <strong>Richard Dawkins</strong> (<em>A magia da realidade</em>), <strong>Brian Greene</strong> (<em>A realidade oculta</em>) e <strong>David Eagleman</strong> (<em>Incógnito</em>). Todos pela Companhia das Letras, com exceção do último, publicado pela Rocco.</p>
<p style="text-align: justify">Seria arriscado dizer que o precursor desse gênero seria <strong>Sigmund Freud</strong>? Bom, ao menos teremos novos volumes da sua obra completa, traduzida por Paulo César de Souza para a Companhia das Letras, e uma edição mais em conta de <em>A interpretação dos sonhos</em>, que também terá um volume sobre <strong>Jung</strong> na coleção “Enciclopédia”.</p>
<p style="text-align: justify">Sem contar, é claro, com o antropólogo francês <strong>Claude Levi-Strauss</strong>, de quem a Companhia das Letras lançará <em>A antropologia diante dos problemas do mundo moderno</em> e <em>A outra face da Lua</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Dos livros jornalísticos temos o jurado-de-morte-pela-máfia-italiana <strong>Roberto Saviano</strong> (<em>A máquina da lama,</em> pela Companhia das Letras), a jurada-de-morte-pela-máfia-mexicana <strong>Lydia Cacho</strong> (<em>Memórias de uma infâmia,</em> pela Bertrand Brasil), o ameaçado-e-censurado-pelo-governo-chinês e também <strong>Nobel da Paz Liu Xiabo</strong> (<em>Monólogos de um sobrevivente do dia do juízo final,</em> pela L&amp;PM) e <strong>David Remnick</strong> (<em>O túmulo de Lênin: os últimos dias do império soviético,</em> também pela Companhia das Letras), que não foi ameaçado por ninguém.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Mais algumas coisas legais</strong></p>
<p style="text-align: justify">A Sá Editora, que vem lançando na coleção &#8220;Gesto Literário&#8221; alguns nomes internacionais vindos de países com a literatura pouco divulgada no Brasil, lança dois escritores turcos: <em>Suflê</em>, da escritora <strong>Asli E. Perker,</strong> e <em>Um golpe de sorte</em>, de <strong>Reha Çamoruglu</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">A Bertrand Brasil publica o Man Booker Prize de 2010 – <em>The Finkler Question</em>, de <strong>Howard Jacobson</strong> – e o Pulitzer de 2009 – <em>Oliver Kitteridge</em>, de <strong>Elizabeth Strout</strong>. Já a Rocco traz o Man Booker Prize de 2011, <em>O sentido de um fim</em>, do grande <strong>Julian Barnes</strong>, além de um finalista do mesmo prêmio, <em>Na língua dos bichos,</em> de <strong>Stephen Kelman</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">A Companhia das Letras lança um novo de <strong>David Grossman</strong>, chamado <em>Fora do tempo</em> – não sei como esse me escapou!</p>
<p style="text-align: justify">A Ateliê lança um volume de escritos e depoimentos do século XIV e XV contendo informações sobre a vida de <strong>Dante Alighieri</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Teremos ainda os diários de <strong>Andy Wahrol</strong> e sua biografia pela L&amp;PM.</p>
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		<title>Preview 2012 &#8211; Parte II (Literatura Estrangeira, Premiados e outras coisas legais)</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 19:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Pinheiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dando continuidade a lista de novidades do ano, temos os grande títulos da literatura estrangeira. Vários novos nomes aparecem e também grandes clássicos contemporâneos retornam com novos títulos. Certamente 2012 promete para os leitores. Se você perdeu a primeira parte (com lançamentos em Fantasia, Ficção científica, Policial e Graphic Novel), é só olhar aqui.  Anglófanos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/pilha.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17160" style="margin: 5px;border: 0px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/pilha-300x230.jpg" alt="" width="300" height="230" /></a>Dando continuidade a lista de novidades do ano, temos os grande títulos da literatura estrangeira. Vários novos nomes aparecem e também grandes clássicos contemporâneos retornam com novos títulos. Certamente 2012 promete para os leitores. Se você perdeu a primeira parte (com lançamentos em Fantasia, Ficção científica, Policial e Graphic Novel), é só olhar <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/04/preview-2012-fantasia-ficcao-cientifica-graphic-novels-e-policiais/">aqui</a>. <span id="more-17151"></span></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Anglófanos</strong></p>
<p style="text-align: justify">Continuando um costume de todos os anos, ainda mais no ano em que o autor vem para a Flip, a Companhia das Letras irá lançar <strong>um romance de Ian McEwan</strong> - só que dessa vez será um do primeiro período de sua carreira. O título ainda não foi divulgado. Nesse mesmo ritmo, virão <strong>Paul Auster</strong> (<em>Sunset Park</em>, além de um volume de poemas) e <strong>Philip Roth</strong> (<em>Patrimônio</em>). Também deve chegar o aguardado (e gigantesco&#8230;) <strong>Contra o dia, </strong>de<strong> Thomas Pynchon</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">E por falar em livrões, <strong>Jonathan Franzen</strong> terá mais dois títulos publicados: o romance <em>Strong Motion</em> e uma coletânea de ensaios. Nessa mesma categoria (de ensaios), sai um de <strong>David Foster Wallace</strong>, enquanto não vem <em>Infinite Jest</em> e <em>The Pale King</em> (“livrões”), já anunciados pela editora.</p>
<p style="text-align: justify">Além desses, a Companhia das Letras trará romances de <strong>Artur Miller</strong> (<em>Focus</em>), <strong>David Mitchell</strong> (<em>The Thousand Autumns of Jacob de Zoet</em>) e <strong>Nicole Krauss</strong> (<em>The Great House</em>).</p>
<p style="text-align: justify">A Cosac Naify vai trazer o primeiro romance do cantor <strong>Leonard Cohen</strong>, <em>Brincadeira favorita</em>, livro que foi comparado com <em>Apanhador no campo de centeio,</em> de Salinger. O autor já teve uma excelente coletânea de poemas publicadas por aqui pela 7Letras, com o título <em>Além das linhas inimigas do meu amor</em>, com tradução de Fernando Koprowski.</p>
<p style="text-align: justify">Os clássicos também irão aparecer. Fora as novas traduções de <strong>James Joyce</strong>, inclusive de <em>Ulisses</em> (na próxima parte do preview), vão sair títulos inéditos de <strong>Virginia Woolf</strong> (<em>Mrs. Dolloway</em> e <em>Profissão para mulher e outros artigos</em>, ambos pela LP&amp;M), <strong>D.H. Lawrence</strong> (<em>Ensaios sobre literatura americana clássica</em>, pela Zahar) e <strong>Jane Austen</strong> (<em>Razão e sentimento</em>, pela L&amp;PM).</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, tem Elizabeth Bishop e Charles Dickens, de quem falaremos na próxima parte do preview.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Literatura latino-americana e espanhola</strong></p>
<p style="text-align: justify">Internacionalmente (e, por extensão, nacionalmente&#8230;), a literatura hispânica vem recebendo uma atenção que não se via desde a época do tal “boom” latino-americano. No Brasil, os carros-chefes têm sido Roberto Bolaño e Enrique Vila-Matas – a eles se seguiram a publicação de Rodrigo Frésan, Alan Pauls, Mario Bellatin, Andrés Neuman (<em>O Viajante do Século</em>, publicado pela Alfaguara, estranhamente, passou batido por aqui&#8230;), e outros dessa geração seguem seu caminho para as nossas estantes.</p>
<p style="text-align: justify">Primeiramente, <strong>Roberto Bolaño</strong> irá comparecer com, pelo menos, a publicação de um outro volume de contos, <em>Chamadas Telefônicas</em>, que contém os sensacionais “Sensini”, “El Gusano”, “Detectives”, “Henri Simon Leprince”, “Joanna Silvestri” (uma espécie de prelúdio de <em>Estrela Distante</em>) e “Vida de Anne Moore” (desculpem, citei quase todos&#8230; e talvez eu devesse ter citado!). <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/19/llamadas-telefonicas-roberto-bolano/">E nossa equipe, sempre na vanguarda, já resenhou esse livro</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Outro que encabeça essa geração é <strong>Javier Marías</strong>, talvez o mais importante romancista espanhol vivo, que já tem boa parte da sua obra publicada aqui no Brasil, como<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/22/coracao-tao-branco-javier-marias/"> <em>Coração tão Branco</em> </a>e <em>Depois da batalha pense em mim</em>. A Companhia  das Letras irá lançar <em>Os Enamoramentos</em>, considerado pelo jornal espanhol <em>El País</em> o melhor lançamento do ano passado no universo <em>hispanohablante</em>.</p>
<p style="text-align: justify">O mexicano <strong>Mario Bellatin</strong> também terá um livro a mais em português, além de <em>Flores</em> e <em>Salão de Beleza</em>. <em>Cães heróis</em>, que sai pela Cosac Naify, é uma breve narrativa (como quase todas de Bellatin) sobre um treinador tetraplégico de pastores alemães e que tem um desejo, mais ou menos secreto, de mandá-los para o espaço sideral&#8230; Posso garantir que é um dos melhores delírios literários do autor!</p>
<p style="text-align: justify">Outro que volta com mais um título é o colombiano <strong>Héctor Abad</strong>, com <em>Receitas para mulheres tristes</em>. Ano passado, a Companhia das Letras lançou desse mesmo autor <em>A ausência que seremos</em>. Já é outro o caso do mexicano Juan Pablo Villalobos, desconhecido das prateleiras nacionais - pelo menos até a publicação de <em>Festa do covil, </em>que já está chegando<em>.</em></p>
<p style="text-align: justify">Dos “filhotes” de Bolaño que começam a surgir no cenário brasileiro podemos esperar – e com grandes expectativas! – o chileno <strong>Alejandro Zambra</strong>. A Cosac Naify não disse qual título será publicado – é bem possível que seja <em>Bonsai</em>. Uma parte de seu livro mais recente, <em>Formas de voltar para casa</em> (que, aliás, foi também eleito um dos preferidos do ano passado pelo periódico argentino <em>El Clarín</em>), já foi publicada na versão nacional da revista <em>Granta</em>, totalmente dedicada aos escritores jovens latino-americanos. Aliás, não seria de se espantar que essa lista – e tantas outras, como <a href="http://www.elpais.com/articulo/cultura/25/secretos/literarios/Latinoamerica/FIL/elpepuintlat/20110920elpepucul_1/Tes">a da Feira dos Livros de Guadalajara </a>– norteassem as próximas publicações aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify">A LP&amp;M lança ainda um livro inédito do uruguaio <strong>Eduardo Galeano</strong>, <em>Los Hijos de los dias</em>.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Eslavos</strong><br />
O enorme sucesso das traduções dos clássicos russos e eslavos dos últimos anos abriu um circuito interno de disputas de duas grandes editoras: a 34 e a Cosac Naify, a primeira principalmente com Dostoiévski, a segunda com Tolstói (exatamente como aquele velho lugar comum que contrapõe um a outro). Apesar de não terem sido feitos grandes anúncios ainda, pelo menos dois títulos deverão aparecer nos próximos tempos: <strong>Os contos de Kolimá, de Varlam Chalamov</strong> (que havíamos pedido <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/18/traducoes-por-vir-literatura-russa/">aqui nas Traduções por vir</a>); as excelentes novelas de <strong>Leskov</strong>, além de uma antologia da crítica russa, para completar a de contos lançada em 2011; e o <em>Oblomov</em>, de <strong>Ivan Goncharov</strong>, todos com tradução direta. Além disso, mais livros de Tolstói devem sair: a <strong>Segunda Cartilha de Contos de Tolstói</strong> deve aparecer – só que pela editora Ateliê, e a trilogia autobiográfica <strong>Infância, Adolescência e Juventude,</strong> pela L&amp;PM.</p>
<p style="text-align: justify">Na parte de estudos, haverá a publicação de <strong>Da Estepe à Caatinga: O Romance Russo no Brasil,</strong> do professor do departamento de russo da USP Bruno Barreto Gomide, que analisa a recepção dos grandes autores russos por revistas e escritores brasileiros de 1887-1936.</p>
<p style="text-align: justify">Mas não é só de russos que vive o mundo eslavófilo. Depois da excelente publicação de <em>Poemas,</em> de Wisława Szymborska, pela Companhia das Letras, podemos esperar a chegada de mais alguns poloneses. A começar pela republicação em um só volume de <em>Lojas de Canela</em> e <em>Sanatório</em> (além de alguns textos esparsos), de <strong>Bruno Schulz</strong>, pela Cosac Naify. O <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/20/sanatorio-bruno-schulz/">Luciano já escreveu sobre ele aqui no Meia</a>. Também teremos mais uma das reportagens de <strong>Ryszard Kapuscinski</strong>, <em>O Xá dos Xás</em>, que antes de sua morte recente (2007) era o grande candidato polonês para o Nobel de Literatura. Originalmente publicado em 1982, esse livro narra a derrocada da monarquia no Irã, com a queda de Mohammed Reza Pahlavi na chamada Revolução de 1979, quando começam os governos dos aiatolás. Com sorte, também veremos os diversos lançamentos preparados pela editora da Universidade Federal do Paraná da obra ensaística de <strong>Czesław Miłosz</strong>, um dos grandes poetas poloneses do século XX.</p>
<p style="text-align: justify">Um pouco mais perto do Ocidente está o tcheco <strong>Milan Kundera</strong>, autor de um romance de título incrível – <em>A vida está em outro lugar</em> – que será republicado em formato de bolso pela Companhia das Letras.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Nobels, nobelizáveis e outros premiados</strong></p>
<p style="text-align: justify">Novos livros de escritores laureados pela Academia Sueca vão sair este ano: <em>A casa do silêncio,</em> de <strong>Orhan Pamuk;</strong> <em>O legado de Humboldt,</em> de <strong>Saul Bellow;</strong> <em>Miguel Street,</em> de <strong>V. S. Naipaul </strong>e <em>O homem é um grande faisão,</em> de <strong>Herta Müller</strong>, todos pela Companhia das Letras. Também virão lançamentos de “eternos candidatos” como <strong>Salman Rushdie</strong>, com suas memórias durante o período em que foi alvo de perseguição religiosa, além da reedição de <em>O último suspiro do mouro</em>, em versão pocket. Além disso, está sendo preparada uma antologia da poesia do sírio <strong>Adonis</strong>, o escritor mais topo-de-listas-de-apostas dos últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify">Fora do circuito do Nobel, teremos títulos que levaram grandes prêmios nos últimos anos. A começar por <strong>Michel Houellebecq,</strong> que ganhou o Goncourt de 2010 com o polêmico <em>O mapa e o território</em>, no qual o autor faz proveito (“copia”) de textos de caráter público como os do Wikipédia para contar a história de um artista plástico mal-fadado que tem a validade de suas obras – cópias de fotografias geográficas – acusadas de plágio. Sai pela Record. Já a Companhia das Letras vai lançar o Goncourt de 2010 de romance de estreia, o <strong>HHhH de Laurent Binet</strong>, que reconta o assassinato do líder nazista Reinhard Heudrich, em 1942, intercalando com a narração dos próprios procedimentos de pesquisa e recriação que o autor do livro utilizou.</p>
<p style="text-align: justify">O Prêmio Pulitzer de ficção de 2011, <em>A visita cruel do tempo,</em> de <strong>Jennifer Egan</strong>, terá sua edição brasileira pela Intrínseca. O romance, que é constituído de narrativas curtas um tanto independentes, gira em torno de um agente de rock e dos personagens autodestrutivos em torno dele, na medida em que vão envelhecendo. O lançamento já pega a onda da série de TV que está sendo adaptada pela HBO.</p>
<p style="text-align: justify">Outro detentor do Pulitzer que vem aí é<strong> Jeffrey Eugenides</strong> com <em>A Trama do casamento</em>, que segue as vidas de diversos colegas após entrada na faculdade até o primeiro ano da pós-graduação – uma espécie de romance acadêmico semelhante ao <em>Eu sou Charlotte Simmons, de Tom Wolfe</em>. Esse autor já é conhecido (inclusive no Brasil) pelo seu polêmico e premiado <em>Middlesex</em>, contando a história de uma família grega com problemas genéticos do ponto de vista de geração mais recente, um homem nascido hermafrodita.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Outras coisas legais</strong></p>
<p style="text-align: justify">A Companhia das Letras lança já nesse próximo mês a novela <em>As Coisas,</em> do francês viciado em palavras-cruzadas <strong>George Perec</strong>. O primeiro livro do autor tem como cenário as juventude da Paris dos anos 1960. Esperemos que esse seja um sinal de um planejamento de tradução de sua obra completa.</p>
<p style="text-align: justify">Ainda nos franceses, a Globo planeja relançar toda a <strong>Comédia Humana de Balzac</strong> com seus 17 volumes. Saem os quatro primeiros, com notas de Paulo Rónai.</p>
<p style="text-align: justify">Os alemães, dos quais não tivemos muitas notícias, comparecem com a força de <strong>Goethe</strong> e seu volume de ensaios intitulado <em>O Colecionador e seus pares</em>, pela Barcarola.</p>
<p style="text-align: justify">Além do forte apelo dos livros policiais em formato pocket, a L&amp;PM tem outra grande linha de publicações que a tornou uma espécie de herdeira da Brasiliense (que ainda existe, mas&#8230;): a chamada literatura beat. Dois enormes livros estão para chegar: <strong>Amor nos tempos de fúria, de Lawrence Ferlinghetti</strong> e – tchan-tchan-tchan-tchaaan – <strong>as cartas de Kerouac e Ginsberg</strong>. É de arrancar lágrimas dos olhos!</p>
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		<title>Preview 2012 (Fantasia, Ficção Científica, Graphic Novels e Policiais)</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 19:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Pinheiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para abrir os apetites literários deste novo ano, apresentamos a primeira parte do preview dos lançamentos que estão por vir. Diferente do que aconteceu em 2011, resolvi escrever por categorias acompanhando alguns comentários, ao invés de somente expor as listas de publicações por editora. Assim, é possível organizar algumas tendências do mercado e também fica mais fácil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/estantedelivros.jpg"><img class="size-medium wp-image-17060 alignright" style="margin: 5px;border: 0px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/estantedelivros-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Para abrir os apetites literários deste novo ano, apresentamos a primeira parte do preview dos lançamentos que estão por vir. Diferente do que aconteceu em 2011, resolvi escrever por categorias acompanhando alguns comentários, ao invés de somente expor as listas de publicações por editora. Assim, é possível organizar algumas tendências do mercado e também fica mais fácil para os leitores acharem os tópicos de seus interesses. Insisto em avisar que o que temos aqui são previsões e, como é comum aqui no Brasil, muitos títulos acabam sendo adiados (alguns irão perceber que anúncios do ano passado se repetem aqui&#8230;). Assim, vamos às novidades!<span id="more-16998"></span></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Fantasia, Ficção Científica e outros</strong></p>
<p style="text-align: justify">Fantasia certamente é uma das categorias com maior popularidade entre os leitores brasileiros: basta ver o ranking dos mais vendidos no ano passado para ver o domínio de <em>Guerra dos Tronos,</em> de George R. R. Martin, nas listagens de “Ficção”. Por isso, provavelmente um dos títulos mais esperados é o quarto tomo dessa mega-saga intitulado <strong>O Festim dos corvos</strong>, previsto para fevereiro, pela Leya.</p>
<p style="text-align: justify">A Intrínseca, que tem investido forte nesse mercado, também promete para este ano <strong>O Filho de Netuno,</strong> de Rick Riordan; <strong>O Circo da Noite,</strong> de Erin Morgenstern; <strong>a trilogia Delirium,</strong> de Lauren Oliver;  e o terceiro volume da saga <strong>“Hush, hush”, </strong>de Becca Fitzpatrick, esse último já para a segunda quinzena de janeiro. Além desses a lista da editora para esse gênero segue por vários outros títulos:</p>
<p style="text-align: justify">- <em>Blood Red Road</em>, de Moira Young<br />
<em>- Como treinar o seu viking</em>, de Cressida Cowell (série <em>Como treinar o seu dragão</em>)<br />
- <em>Delírio</em>, de Lauren Oliver (série <em>Delirium </em>— livro um)<br />
- <em>Desejos dos mortos</em>, de Kimberly Derting (série<em> The Body Finder </em>— livro dois)<br />
- <em>Forgotten</em>, de Cat Patrick<br />
- <em>How to Rock Braces and Glasses</em>, de Meg Haston<br />
- <em>Muncle Trogg: o menor gigante do mundo</em>, de Janet Foxley<br />
- <em>O filho de Netuno</em>, de Rick Riordan (série <em>Os heróis do Olimpo </em>— livro dois)<br />
- <em>Os arquivos perdidos</em>, de Pittacus Lore (série <em>Os Legados de Lorien</em>) – somente em e-book<br />
<strong>- </strong><em>Parasita vermelho</em>, de Andrew Lane<em> </em>(<em>O jovem Sherlock Holmes </em>— livro dois)<br />
- <em>Sequins, Stars and Spotlights</em>, de Sophia Bennet (série <em>Linhas </em>— livro três)<br />
<em>- Silêncio</em>, de Becca Fitzpatrick (série <em>Hush, Hush </em>— livro três)<br />
- <em>Starcrossed</em>, de Josephine Angelini<br />
<em>- Terra dos sonhos</em>, de Alyson Noël (<em>Série Riley Bloom </em>— livro três)<br />
- <em>The Search for Wondla</em>, de Tony Diterlizzi</p>
<p style="text-align: justify">Dentro da parte de ficção-científica, podemos esperar as continuações, por parte da editora Aleph, <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/14/encontro-com-rama-arthur-c-clarke/">de <em>Encontro com Rama,</em> de Arthur C. Clarke</a> (<strong>O Enigma de Rama</strong>);  e de<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/09/duna-frank-herbert/"> <em>Duna</em>, de Frank Herbert </a>(<strong>O Messias de Duna</strong>). Além disso, devemos contar com <strong>The Difference Engine,</strong> de Bruce Sterling e William Gibson, já anunciado para o ano passado. Mas o grande astro dessa categoria, se é que pode ser inserido nela, é o livraço do escritor japonês Haruki Murakami,<strong> 1Q84, </strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/12/21/1q84-haruki-murakami-parte-i/">sobre o qual o Lucas já escreveu</a>. A Alfaguara prometeu uma caixa com três volumes para o segundo semestre de 2012.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Graphic Novels e HQs</strong></p>
<p style="text-align: justify">Talvez um dos mercados que mais cresceu no Brasil nos últimos anos, devido a entrada de pesos pesados, em especial, com a criação do selo especializado da Companhia das Letras, além de certas piscadelas que outras editoras de dado ao gênero – L&amp;PM e até mesmo a Martins Fontes e a Leya se arriscaram. Para 2012, já devemos esperar um pacotão da Quadrinhos na Cia., que este ano vai investir forte na produção nacional. A começar por várias <strong> republicações</strong> da já clássica trilogia<strong> O Dobro de Cinco, O Rei do Ponto </strong>e<strong> A Soma de tudo,</strong> de Lourenço Mutarelli, em um só volume, além de <strong>Transubstanciação</strong>; <strong>Avenida Paulista,</strong> de Luiz Gê; <strong>Rê Bordosa Total</strong> e <strong>Lixo da História,</strong> de Angeli; <strong>Manual do minotauro,</strong> de Laerte, com as tiras mais recentes;<strong> Três Amigos Completo</strong> pelas mãos de Laerte, Angeli e Glauco. Teremos também<strong> novos de Rafael Coutinho (chamado <em>Mensur</em>), de Caco Galhardo, Gustavo Duarte e Rafael Campos Rocha, além de um álbum de tiras de Eduardo Medeiros</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Também continuam as<strong> colaborações e adaptações</strong>. A mais esperada talvez seja a de <em>Dois irmãos</em> de Milton Hatoum pelos premiadíssimos<strong> Fábio Moon e Gabriel Bá</strong>. Mas também temos a outra mais esperada (por mim) parceria entre a poetisa <strong>Angélia Freitas e Odyr Bernardi</strong>, com nome de<em> Guadalupe</em>; a da romancista <strong>Vanessa Barbara com Fido Nesti</strong>, em <em>Máquina de Goldberg</em>; <em>V.I.S.H.N.U</em>, do também prosador<strong> Ronaldo Bressane com o desenhista Fabio Cobiaco</strong>; e<em> Campo Branco,</em> de <strong>Emilio Fraia e DW Ribatski</strong> .</p>
<p style="text-align: justify">Para terminar (parece piada&#8230;), temos ainda os lançamentos internacionais. E muitas delas vêm do oriente ou sobre o oriente! Por enquanto, foram divulgados os títulos<strong> Forget Sorrow</strong>, de Belle Yang – história da revolução maoísta do ponto de vista de uma família chinesa;<strong> Habibi,</strong> de Craig Thompson (o mesmo de <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/19/retalhos-craig-thompson/"><em>Retalhos</em>, que a Anica já resenhou</a>), uma das graphic novels mais comentadas no ano passado lá fora, sobre um casal de órfãos no Oriente Médio; <strong>Wilson,</strong> de Dan Clowes (aproveitando sua adaptação para o cinema), que conta a vida de um cara chato, uma história por página, um estilo por história.</p>
<p style="text-align: justify">Também deve sair pela Companhia das Letras a polêmica biografia do criador de Charlie Brown e companhia, Charles Schulz, <strong>Sr. Peanuts</strong>.</p>
<p style="text-align: justify">Além desse monte de coisas para arrebentar as economias de qualquer família, ainda temos alguns anúncios de outras editoras.</p>
<p style="text-align: justify">A Zarabatana, especializada no gênero, anunciou suas novidades para 2012. Primeiro, o álbum alemão (são raros a vinda de quadrinhos alemães por aqui!) chamado <strong>Ainda podemos ser amigos,</strong> de Mawill. Devem chegar ainda vários franceses, como <strong>a série de adaptações dos contos de detetive surrealista (?!) do escritor Léo Malet feitas por Jacques Tardi</strong> e o<strong> Crônicas de Jerusalém,</strong> de Guy Deleslie, relato detalhado da viagem feita pelo autor a chamada “Cidade Sagrada”. Para completar, as maravilhosas tiras argentinas <strong>Macanudo,</strong> de Liniers, terão sua quinta coletânea lançada. Teremos também o novo número da<strong> versão nacional de Fierro</strong> e<strong> Dora,</strong> de Ignario Minaverry, graphic novel de espionagem que recria os anos 1960 e que se destacou entre os nomes mais recentes dos quadrinhos portenhos.</p>
<p style="text-align: justify">A L&amp;PM, que ingressou no mercado de HQs recentemente, e que tem como carro-chefe o<strong> Peanuts completo</strong>, começou a investir em títulos de mangás fechados ou de série curta, dirigidos para o público mais adulto, e em adaptações de clássicos da literatura por uma série de excelentes quadrinhistas franceses. A notícia que temos por enquanto é que desse último sairá <strong>Os miseráveis, de Victor Hugo</strong>, que virá a se juntar a <em>Robinson Crusoe,</em> de Defoe, e <em>A Ilha do Tesouro,</em> de Stevenson, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify">Já a Martins Fontes deve continuar com os anúncios das chamadas “light novels”, isto é, uma espécie de narrativa ilustrada muito popular no Japão, até agora inédita no Brasil. A série <strong>Moribito,</strong> de Nahoko Uehashi, que começou a ser publicada no finzinho de 2011, vendeu mais de um milhão de cópias em sua terra-natal.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Policial e Mistério</strong></p>
<p style="text-align: justify">Este ano podemos esperar a chegada de mais clássicos, com bons e velhos detetives, mas também alguns mais contemporâneos, com policiais violentos e médicas-legistas à beira da depressão. Desse lote mais novo, temos <strong>Scarpetta, de Patricia Cornwell,</strong> e também a <strong>Estrada escura, de Dennis Lehane</strong>, último da série de Kenzie e Gennaro, ambos pela Companhia das Letras.</p>
<p style="text-align: justify">Dos velhos defensores da lei, temos os pockets da L&amp;PM que continua firme e forte nas coleções do comissário Maigret, de<strong> Simenon</strong> (<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/?s=Simenon">que já teve várias resenhas aqui no Meia</a>) e dos romances de <strong>Agatha Christie</strong>. A lista dos próximos lançamentos é tão grande que a deixo por inteira:</p>
<p style="text-align: justify">Da coleção Simenon:</p>
<p style="text-align: justify"><em>Maigret e a mulher do ladrão</em><br />
<em>Maigret e o ministro </em><br />
<em>Um fracasso de Maigret<br />
</em><em>Maigret e o cliente de sábado<br />
</em><em>Maigret hesita<br />
</em><em>Lettre à mon juge<br />
</em><em>Maigret et les braves gens<br />
</em><em>Maigret au Picratt’s<br />
</em><em>Une confidence de Maigret<br />
</em><em>Maigret aux assises<br />
</em><em>Maigret en meublé<br />
</em><em>Mon ami Maigret<br />
</em><em>Maigret et l’indicateur<br />
</em><em>Maigret se fâche</em></p>
<p style="text-align: justify">Da coleção Agatha Christie :</p>
<p style="text-align: justify"><em>A aventura do pudim de Natal<br />
Encontrocom a morte<br />
A casa torta<br />
Morte nas nuvens<br />
Noite sem fim<br />
A morte da sra. McGinty<br />
Assassinato no beco<br />
Convite para um homicídio<br />
Os primeiros casos de Poirot<br />
A terceira moça<br />
Tragédia em três atos<br />
Morte na praia<br />
A maldição do espelho<br />
Um destino ignorado<br />
O cavalo amarelo<br />
O detetive Parker Pyne<br />
Passageiro para Frankfurt<br />
Cipreste triste<br />
O mistério dos sete relógios<br />
Aventura em Bagdá</em></p>
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		<title>Meia Palavra em 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 19:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por mais que muitos acreditem que a mudança de ano não significa nada além da troca de algarismos na data, para outros tantos a chegada de um novo ano marca também o início de um novo ciclo, a oportunidade de buscar mudanças. E é nisso que nós do Meia Palavra acreditamos, e é o motivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/04/meia.gif"><img class="size-full wp-image-2181 alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="meia" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/04/meia.gif" alt="" width="180" height="151" /></a>Por mais que muitos acreditem que a mudança de ano não significa nada além da troca de algarismos na data, para outros tantos a chegada de um novo ano marca também o início de um novo ciclo, a oportunidade de buscar mudanças. E é nisso que nós do Meia Palavra acreditamos, e é o motivo pelo qual hoje, no primeiro dia do ano, gostaríamos de anunciar algumas das novidades para 2012, que serão somadas ao que nossos leitores já estão familiarizados como o Meia Palavra Indica, Meia Palavra Explica e o 10 Perguntas e Meia. Algumas delas são:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Especiais</strong>: Assim como ano passado tivemos o <a title="especial sandman" href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/artes/quadrinhos/sandman-quadrinhos/" target="_blank">Especial Sandman</a> e o <a title="especial joe sacco" href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/artes/quadrinhos/sacco/" target="_blank">Especial Joe Sacco</a>, estamos preparando mais algumas séries de postagens sobre alguns autores, incluindo alguns que terão em 2012 um ano bem marcante como Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notícias</strong>: Não aguenta até sexta-feira para ver os <a title="links e notícias" href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/noticias/links-da-semana/" target="_blank">links e notícias da semana</a>? Calma, resolveremos esse problema! Agora no menu à direita do blog teremos um bloco dedicado aos links e notícias, que será constantemente atualizado. O links e notícias da semana continuará normalmente, mas como um apanhado do que apareceu ali.</p>
<p><span id="more-17024"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Biografias</strong>: A ideia é fugir daquele padrão de wikipedia e trazer para nossos leitores um pouco sobre os autores cujos livros comentamos aqui. Pelo menos uma vez por mês uma biografia será publicada, começando agora em janeiro com Edgar Allan Poe e em fevereiro com John Steinbeck.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contos Essenciais</strong>: Uma vez por mês resenharemos um conto que achamos fundamental para a Literatura. A ideia é aos poucos formar uma lista que fique acessível para todos aqueles que buscam sugestões de contos para ler.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Concurso de Contos e Crônicas</strong>: Há tempos leitores entram em contato conosco perguntando se publicamos contos e crônicas no blog, e a resposta até hoje era não. Mas agora chegou o momento: o Meia Palavra promoverá dois concursos durante 2012. No primeiro semestre teremos um de crônicas, no segundo um de contos. Então se você tem algo escrito guardado por aí, fique atento que logo explicaremos como funcionarão os concursos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Meia Palavra na FLIP</strong>: Já estamos nos organizando para este ano não deixar a grande festa literária passar em branco. A ideia inicial é que pelo menos a maior parte da equipe esteja presente em Paraty, acompanhando o evento e trazendo informações para nossos leitores.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas são as principais novidades, mas tem muito mais! Batalhas Literárias, Combos, Intercâmbios Literários e muito mais chegarão em 2012, para  trazer ainda mais literatura para vocês. Esperamos que gostem e, caso tenham alguma ideia, podem usar o email meiapalavra@meiapalavra.com.br para compartilhar conosco. E que venha 2012, com mais leituras, livros e leitores para todos nós!</p>
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		<title>Retrospectiva Meia Palavra &#8211; 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 19:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Meia Palavra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegamos ao final de 2011 e é evidente o crescimento de conteúdo que o Meia Palavra ganhou neste ano. Mais artigos, mais entrevistas, mais promoções, artigos literários e não-literários, especiais e muito mais colaborações. O crescimento também veio acompanhado do aumento de nossos leitores, sendo que passamos dos mil seguidores no twitter e facebook. Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/Retroler.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17020" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/Retroler-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Chegamos ao final de 2011 e é evidente o crescimento de conteúdo que o Meia Palavra ganhou neste ano. Mais artigos, mais entrevistas, mais promoções, artigos literários e não-literários, especiais e muito mais colaborações. O crescimento também veio acompanhado do aumento de nossos leitores, sendo que passamos dos mil seguidores no twitter e facebook.</p>
<p style="text-align: justify">Por todo o apoio ao nosso trabalho a equipe do Meia Palavra quer deixar aqui um agradecimento especial aos nossos leitores e colaboradores que fazem do Meia um lugar cada vez melhor. Por falar nisso, se você tiver algum texto que tem a ver com a proposta do Meia Palavra, envie-o para meiapalavra@meiapalavra.com.br, iremos adorar receber sua colaboração.</p>
<p style="text-align: justify">E para 2012 queremos melhorar ainda mais, inclusive já temos alguns planos encaminhados. Mas antes de divulgá-los, resolvemos fazer uma retrospectiva com tudo que de melhor aconteceu durante o ano de 2011. Sinta-se a vontade para usar o espaço e citar os seus próprios favoritos.<span id="more-17016"></span></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor resenha de literatura estrangeira</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/06/hitler-ian-kershaw/" target="_blank">Hitler (Ian Kershaw)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/28/a-maquina-de-fazer-espanhois-valter-hugo-mae/" target="_blank">a máquina de fazer espanhóis (valter hugo mãe)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/16/liberdade-jonathan-franzen/" target="_blank">Liberdade (Jonathan Franzen)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/26/we-yevgeny-zamyatin/" target="_blank">We (Yevgeny Zamyatin)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/13/hibisco-roxo-chimamanda-ngozi-adichie/" target="_blank">Hibisco roxo (Chimamanda Ngozi Adichie)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/05/e-se-obama-fosse-africano-mia-couto/" target="_blank">E se Obama fosse africano? (Mia Couto)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/08/a-guerra-das-salamandras-karel-capek-2/" target="_blank">A Guerra das Salamandras (Karel Čapek)</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor resenha de literatura brasileira</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/10/o-paraiso-e-bem-bacana-andre-santanna/" target="_blank">O paraíso é bem bacana (André Sant’Anna)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/31/do-fundo-do-poco-se-ve-a-lua-joca-reiners-terron/" target="_blank">Do fundo do poço se vê a lua (Joca Reiners Terron)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/24/diario-da-queda-michel-laub/" target="_blank">Diário da Queda (Michel Laub)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/15/triste-fim-de-policarpo-quaresma-lima-barreto/" target="_blank">Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/03/nunca-vai-embora-chico-mattoso-2/" target="_blank">Nunca Vai Embora (Chico Mattoso)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/14/saga-brasileira-miriam-leitao/" target="_blank">Saga brasileira (Miriam Leitão)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/10/po-de-parede-carol-bensimon-2/" target="_blank">Pó de Parede (Carol Bensimon)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/04/perguntaram-me-se-acredito-em-deus-rubem-alves/" target="_blank">Perguntaram-me se acredito em Deus (Rubem Alves)</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor resenha quadrinhos</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/artes/quadrinhos/sandman-quadrinhos/" target="_blank">Especial Sandman</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/artes/quadrinhos/sacco/" target="_blank">Especial Joe Sacco</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/28/na-colonia-penal-ricard-e-mael-baseado-na-obra-de-franz-kafka/" target="_blank">Na Colônia Penal (Ricard e Maël, baseado na obra de Franz Kafka)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/20/a-divina-comedia-de-dante-seymour-chwast/" target="_blank">A Divina Comédia de Dante (Seymour Chwast)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/11/15/turma-da-monica-jovem-mauricio-de-sousa/" target="_blank">Turma da Mônica Jovem (Mauricio de Sousa)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/11/08/asterios-polyp-david-mazzucchelli/" target="_blank">Asterios Polyp (David Mazzucchelli)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/19/retalhos-craig-thompson/" target="_blank">Retalhos (Craig Thompson)</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor resenha livro infantojuvenil</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/20/os-lobos-dentro-das-paredes-neil-gaiman-e-dave-mckean/" target="_blank">Os Lobos dentro das paredes (Neil Gaiman e Dave Mckean)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/06/obax-andre-neves/" target="_blank">Obax (André Neves)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/08/ate-as-princesas-soltam-pum-ilan-brenman/" target="_blank">Até as princesas soltam pum (Ilan Brenman)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/01/pippi-meia-longa-astrid-lingren/" target="_blank">Píppi Meia Longa (Astrid Lingren)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/21/tocar-na-banda-andre-ducci-e-dea-meissner/" target="_blank">Tocar na Banda (André Ducci e Dea Meissner)</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor entrevista</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/17/10-perguntas-e-meia-para-rubem-alves/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Rubem Alves</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/20/10-perguntas-e-meia-para-rafael-coutinho/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Rafael Coutinho</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/24/10-perguntas-e-meia-para-caetano-w-galindo/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Caetano Galindo</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/09/10-perguntas-e-meia-para-mauricio-de-sousa/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Mauricio de Sousa</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/14/10-perguntas-e-meia-para-beth-goulart/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Beth Goulart</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/08/10-perguntas-e-meia-para-luciana-thome/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Luciana Thomé</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor Meia Palavra Indica / Explica</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/03/meia-palavra-explica-a-metamorfose/" target="_blank">Meia Palavra Explica: A Metamorfose</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/18/meia-palavra-explica-lolita/" target="_blank">Meia Palavra Explica: Lolita</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/10/meia-palavra-indica-livros-de-jornalistas/" target="_blank">Meia Palavra Indica: Livros de Jornalistas</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/06/meia-palavra-indica-livros-com-crimes/" target="_blank">Meia Palavra Indica: Livros com Crimes</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/15/meia-palavra-indica-livros-de-roberto-bolano/" target="_blank">Meia Palavra Indica: Livros de Roberto Bolaño</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/25/meia-palavra-indica-contos-latinoamericanos/" target="_blank">Meia Palavra Indica: Contos Latino-americanos</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/22/meia-palavra-indica-livros-adaptados-para-o-cinema/" target="_blank">Meia Palavra Indica: Livros Adaptados para o Cinema</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/09/meia-palavra-indica-philip-k-dick/" target="_blank">Meia Palavra Indica: Philip K. Dick</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor colaboração</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/17/catatau-paulo-leminski-2/" target="_blank">Catatau (Paulo Leminski)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/08/ribamar-jose-castello/" target="_blank">Ribamar (José Castello)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/24/nao-me-abandone-jamais-kazuo-ishiguro-2/" target="_blank">Não me abandone jamais (Kazuo Ishiguro)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/21/prometeu-acorrentado-esquilo/" target="_blank">Prometeu Acorrentado (Ésquilo)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/12/um-sussurro-nas-trevas-h-p-lovecraft/" target="_blank">Um Sussurro nas Trevas (H.P. Lovecraft)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/05/esse-inferno-vai-acabar-humberto-werneck/" target="_blank">Esse inferno vai acabar (Humberto Werneck)</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor Artigo Não-Literário</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/04/trilhas-sonoras-de-amor-perdidas/" target="_blank">Trilhas Sonoras de Amor Perdidas (Anica)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/25/natimorto-paulo-machline-brasil-2009/" target="_blank">Natimorto (Paulo Machline, Brasil, 2009) (Pips)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/10/badass-porque-os-valentoes-fazem-tanto-sucesso/" target="_blank">Badass: Porque os Valentões Fazem Tanto Sucesso? (Tiago Cabral)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/01/true-blood-alem-do-sangue-sintetico/" target="_blank">True Blood – Além do Sangue Sintético (Dindii)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/13/como-fazer-meu-filho-gostar-de-ler/" target="_blank">Como fazer meu filho gostar de ler? (Anica)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/28/quem-tem-medo-dos-ebooks/" target="_blank">Quem tem medo dos ebooks? (Mauren Kayna)</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Melhor Artigo</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/17/james-joyce-nao-e-tao-dificil/" target="_blank">James Joyce não é tão difícil (Luciano)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/10/um-guia-pela-selva-de-livros-e-sangue-do-universo-de-bolano/" target="_blank">Um guia pela selva de livros e sangue de Roberto Bolaño (Antônio Xerxenesky)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/05/definicoes-para-david-foster-wallace-ou-dfw-e-dois-pontos/" target="_blank">Definições para David Foster Wallace (Caetano Galindo)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/25/dia-da-toalha-douglas-adams/" target="_blank">Dia da Toalha (Dindii)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/07/poemas-de-tomas-transtromer/" target="_blank">Poemas de Thomas Tranströmer (Luciano e Tiago)</a><br />
<a href="blog.meiapalavra.com.br/2011/08/29/sobre-dostoievski/" target="_blank">Sobre Dostoievski (Luciano)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/15/na-casa-de-rubem-alves-parte-i/" target="_blank">Na casa de Rubem Alves (Palazo)</a></p>
<p><strong>Artigos mais &#8220;Curtido&#8221; do Facebook</strong></p>
<p><strong>Janeiro:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/17/10-perguntas-e-meia-para-rubem-alves/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Rubem Alves</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/02/o-amante-de-lady-chatterley-d-h-lawrence/" target="_blank">O amante de Lady Chatterley (D. H. Lawrence)</a></p>
<p><strong>Fevereiro:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/17/walden-h-d-thoreau/" target="_blank">Walden (H. D. Thoreau)</a></p>
<p><strong>Março:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/01/pippi-meia-longa-astrid-lingren/" target="_blank">Píppi Meia Longa (Astrid Lingren)</a></p>
<p><strong>Abril:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/04/trilhas-sonoras-de-amor-perdidas/" target="_blank">Trilhas Sonoras de Amor Perdidas</a></p>
<p><strong>Maio:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/25/dia-da-toalha-douglas-adams/" target="_blank">Dia da Toalha (Douglas Adams)</a></p>
<p><strong>Junho:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/13/10-perguntas-e-meia-para-luci-collin/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Luci Collin</a></p>
<p><strong>Julho:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/30/em-alguma-parte-alguma-ferreira-gullar/" target="_blank">Em alguma parte alguma (Ferreira Gullar)</a></p>
<p><strong>Agosto:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/17/james-joyce-nao-e-tao-dificil/" target="_blank">James Joyce não é tão difícil</a></p>
<p><strong>Setembro:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/06/isto-e-agua-david-foster-wallace/" target="_blank">Isto é água (David Foster Wallace)</a></p>
<p><strong>Outubro:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/28/revista-cafe-espacial-n-10/">Revista Café Espacial N.10</a></p>
<p><strong>Novembro:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/11/30/shakespeare-escrevia-por-dinheiro-tempo-para-ler/">Shakespeare escrevia por dinheiro: Tempo para ler</a></p>
<p><strong>Dezembro:</strong><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/12/05/10-perguntas-e-meia-para-a-cafe-espacial-editores-sergio-chaves-e-lidia-basoli/">10 Perguntas e Meia para a Café Espacial (Editores: Sergio Chaves e Lídia Basoli)</a></p>
<p><strong>Artigos mais lidos</strong></p>
<p>Primeiro Semestre</p>
<p><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/22/contos-populares/" target="_blank">Contos Populares</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/06/hitler-ian-kershaw/" target="_blank">Hitler (Ian Kershaw)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/23/diario-de-uma-paixao/" target="_blank">Diário de uma paixão</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/11/a-menina-que-nao-sabia-ler-john-harding-2/" target="_blank">A menina que não sabia ler (John Harding)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/04/trilhas-sonoras-de-amor-perdidas/" target="_blank">Trilhas sonoras de amor perdidas</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/10/um-guia-pela-selva-de-livros-e-sangue-do-universo-de-bolano/" target="_blank">Um guia pela selva de livros e sangue do universo Bolaño</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/16/liberdade-jonathan-franzen/" target="_blank">Liberdade (Jonathan Franzen)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/11/oscar-2011-indicados-a-melhor-filme-parte-01/" target="_blank">Oscar 2011 &#8211; Indicados a Melhor Filme</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/04/10-perguntas-e-meia-para-escola-da-ponte-orientadores-educativos/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Escola da Ponte (Orientadores Educativos)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/05/definicoes-para-david-foster-wallace-ou-dfw-e-dois-pontos/" target="_blank">Definições para David Foster Wallace (ou DFW é, dois-pontos)</a></p>
<p>Segundo Semetre</p>
<p><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/09/07/amrik-ana-miranda/" target="_blank">Amrik (Ana Miranda)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/06/hitler-ian-kershaw/" target="_blank">Hitler (Ian Kershaw)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/01/11/a-menina-que-nao-sabia-ler-john-harding-2/" target="_blank">A menina que não sabia ler (John Harding)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/16/liberdade-jonathan-franzen/" target="_blank">Liberdade (Jonathan Franzen)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/07/11/10-perguntas-e-meia-para-humberto-gessinger/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Humberto Gessinger</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/04/04/10-perguntas-e-meia-para-escola-da-ponte-orientadores-educativos/" target="_blank">10 Perguntas e Meia para Escola da Ponte (Orientadores Educativos)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/05/27/sangue-quente-isaac-marion/" target="_blank">Sangue Quente (Isaac Marion)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/11/15/turma-da-monica-jovem-mauricio-de-sousa/" target="_blank">Turma da Mônica Jovem (Mauricio de Sousa)</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/11/deuses-e-sapos-uma-leitura-do-poema-%E2%80%9Cos-sapos%E2%80%9D-de-manuel-bandeira/" target="_blank">Deuses e sapos: uma leitura do poema &#8220;Os sapos&#8221;, de Manuel Bandeira</a><br />
<a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/06/02/o-centauro-no-jardim-moacyr-scliar/" target="_blank">O centauro no jardim (Moacyr Scliar)</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Melhor da Literatura em 2011</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 19:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamentos 2011]]></category>
		<category><![CDATA[O melhor da literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim como no ano passado, o Meia Palavra quer saber o que aconteceu de melhor no que diz respeito a literatura em 2011. Nada melhor que fazermos nossos balanços individuais e votar nas enquetes para elegermos o que consideramos digno de reconhecimento nesse ano que está se encerrando. Escolhas são sempre difíceis, justamente porque cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/meiatwitter.jpg" alt="" width="100" height="100" />Assim como no ano passado, o Meia Palavra quer saber o que aconteceu de melhor no que diz respeito a literatura em 2011. Nada melhor que fazermos nossos balanços individuais e votar nas enquetes para elegermos o que consideramos digno de reconhecimento nesse ano que está se encerrando.</p>
<p style="text-align: justify;">Escolhas são sempre difíceis, justamente porque cada uma delas envolve automaticamente uma ou mais renúncias. A equipe escolheu entre si os participantes de cada categoria, sendo que os mais votados figuram agora como opções a serem votadas pelo público, por isso não estranhe se sua editora ou livro ou HQ ou autor preferidos não estiverem aqui. O processo foi difícil também para nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Como bons amantes, apreciadores e entusiastas da literatura, votemos, comentemos e divulguemos essa enquete para elegermos os que serão considerados os melhores do ano. Os resultados serão divulgados no dia <strong>13 de janeiro</strong>.<span id="more-17001"></span></p>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798500">Take Our Poll</a>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798505">Take Our Poll</a>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798513">Take Our Poll</a>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798517">Take Our Poll</a>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798519">Take Our Poll</a>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798522">Take Our Poll</a>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798523">Take Our Poll</a>
<a href="http://polldaddy.com/poll/5798527">Take Our Poll</a>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Melhor Leitura de 2011 &#8211; Parte III</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2011/12/29/melhor-leitura-de-2011-parte-iii/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Dec 2011 19:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A Guerra das Salamandras]]></category>
		<category><![CDATA[A Song of Ice and Fire]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Maria Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Antes de nascer o mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Astrid Lindgren]]></category>
		<category><![CDATA[Como me tornei estúpido]]></category>
		<category><![CDATA[Diário da Queda]]></category>
		<category><![CDATA[E se Obama fosse afriacano?]]></category>
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		<category><![CDATA[Herman Melville]]></category>
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		<category><![CDATA[Michel Laub]]></category>
		<category><![CDATA[Moby Dick]]></category>
		<category><![CDATA[Píppi Meia Longa]]></category>
		<category><![CDATA[Silenciosa Algazarra]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesse dia 29 de dezembro de 2011, colocamos no ar a última parte (de três, confira as outras aqui e acolá). Lembrando que nossa única regra é falar sobre o melhor livro que leu no ano, mas não, necessariamente, seja de 2011. A equipe Meia Palavra agradece cada visitante que deu seu curtir no Facebook, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/anne-hathaway-art-book.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-16899" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/anne-hathaway-art-book-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Nesse dia 29 de dezembro de 2011, colocamos no ar a última parte (de três, confira as outras <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/12/27/melhor-leitura-de-2011-parte-i/">aqui</a> e <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/12/28/melhor-leitura-de-2011-parte-ii">acolá</a>). Lembrando que nossa única regra é falar sobre o melhor livro que leu no ano, mas não, necessariamente, seja de 2011. A equipe Meia Palavra agradece cada visitante que deu seu curtir no Facebook, divulgou no twitter e fez desse espaço um ótimo lugar para leitores e curiosos! Que em 2012 continuemos a cumprir nossa tarefa de falar de literatura, e um pouco mais das artes que nos cercam! Feliz 2012 para vocês!</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-16895"></span></p>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/A-song-of-ice-and-fire-e1315930885852.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-14184" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/A-song-of-ice-and-fire-e1315930885852-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Kika: A Song of Ice and Fire </strong>(George R. R. Martin)</p>
<p style="text-align: justify"><strong></strong>Talvez <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/lit/thrones/" target="_blank">dois meses e meio</a> de posts semanais já tenham dado a dica, mas minha leitura favorita (e também a que consumiu mais tempo) foi a saga de George R. R. Martin. Foi um ano de leituras excelentes, muitas primeiras vezes, muitos autores consagrados, mas <em>As Crônicas de Gelo e Fogo</em> ficaram marcadas em minha memória. Uma trama complexa, personagens cativantes, outros que adorei odiar, e muitas referências históricas. Isso aliado ao estilo de narrações múltiplas de Martin, que me capturou na primeira linha, e me tornou missionária de sua obra. Indico, de olhos fechados, para os fãs de fantasia e a quem curte uma história interessante e bem contada. A enorme quantidade de páginas pode assustar no começo, mas persevere. Vale a pena.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/comometorneiestupido1.jpg"><img class="alignright  wp-image-14783" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/comometorneiestupido1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Anica: Como me tornei estúpido </strong>(Martin Page)</p>
<p style="text-align: justify"><strong></strong>A realidade é que foi bem difícil chegar nesta &#8220;melhor leitura do ano&#8221;, tive que recorrer ao unidunitê entre obras que eu sei que terei como melhores leituras não apenas de 2011, mas da minha vida. E o escolhido foi <em>Como me tornei estúpido</em>, de Martin Page, que para mim foi um daqueles livros que alguém te recomenda e empresta para ler e que depois você fica sentindo que tem uma dívida enorme com a pessoa para sempre, de tão gostosa que é a leitura, de como a obra parece surtir um efeito em você. Já tem alguns meses que li, e sinto saudades do protagonista, Antoine, que um dia chega à conclusão que o motivo de sua infelicidade é que ele é muito inteligente (e questionador), e portanto resolve que se tornará estúpido, para ser feliz. O livro é engraçado, tocante e inteligente, tudo isso na medida certa. O único defeito é que é realmente muito curtinho, e mal você termina já fica com vontade de mais Martin Page.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/6736388g11-e1299007569331.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-7530" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/6736388g11-e1299007569331-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Liv: Píppi Meia Longa </strong>(Astrid Lindgren)</p>
<p style="text-align: justify"><strong></strong>Esse ano tive ótimas leituras. De Thoreau à Saramago, tive a oportunidade de caminhar entre vários autores e diversos gêneros. Escolhi o infantil <em>Píppi Meia Longa</em> por ter significado diversas horas encantadoras junto com a minha irmã de quatro anos. Nas aventuras da garota de cabelo cor de cenoura lemos juntas, viajamos, rimos e nos divertimos a cada página e certamente cada vez que eu olhar para essa história, vou lembrar que cabe a mim incentivar a minha pequena a amar cada vez mais os livros.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/650053.jpeg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-8347" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/650053-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Felippe Cordeiro: Diário da Queda </strong>(Michel Laub)</p>
<p style="text-align: justify">Outro ano de grandes leituras, foram tantas que até perdi a conta. Finalmente me rendi aos encantos de Murakami e, do incrível, André Sant&#8217;Anna. Aliás, <em>O paraíso é bem bacana</em> poderia entrar no topo da minha lista como melhor leitura e estaria lá com todas as honrarias possíveis. Também tivemos o alvoroço de <em>Liberdade</em>, de Jonathan Franzen, e me adentrei no mundo de David Foster Wallace &#8211; <em>Breves Entrevistas com Homens Hediondos, Infinite Jest e The Broom of The System</em> -, mas como há planos de aprofundar nesse autor como estudo, ele virou hors concours para ser a melhor leitura. Contudo, vindo de uma indicação de Diana Passy, a grande surpresa do ano foi <em>Diário da Queda</em>, de Michel Laub. Eu que o conhecia de vista não sabia que era escritor, não mesmo. Em forma de um diário, um relato de rememorações de um judeu e sua infância, que, ao cometer uma transgressão antissemitista (uma ironia, afinal, como um judeu poderia ser capaz de tal ato após tudo que ocorreu com seus avós?), transforma sua maneira de ver o mundo, seu pai e seu avô e como seus fantasmas podem refletir para sempre em sua vida. Melhor livro do ano.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Tiago Pinheiro: </strong></p>
<p style="text-align: justify">A escolha de um livro me incomoda. Sinto-me injusto e mesmo desonesto. Afinal, como colocar numa mesma balança <em>Operação Massacre</em>, de Rodolfo Walsh – no qual a literatura policial é elevada a outros patamares para realizar um ato desmedido de justiça social, que se encerra com a morte do autor pela ditadura argentina –, e a poesia brasileira contemporânea produzida por Carlito Azevedo (<em>Monodrama</em>), Angélica Freitas (<em>Rilke-Shake</em>), Fabiano Calixto (<em>Sangüinea</em>), Ricardo Domeneck (<em>a cadela sem logos</em>) e outros, cujos esforços de pensar a linguagem mostram que ainda é possível fazer algo com ela, nela mesma. Ou ainda, Tanizaki ou Montale? Afonsina Storni ou Valêncio Xavier? Szymborska ou Sebald? Rodrigo Rey Rosa, Nooteboom ou Gombrowicz? Rimabuad, que li de ponta a ponta este ano? E minhas releituras? Aliás, eu só releio, de novo e de novo, Bolaño, Borges, Coetzee, Rilke, Cortázar, Poe&#8230; As listas são perversas: é melhor sabotá-las, saturando-as.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/04/A_GUERRA_DAS_SALAMANDRAS_1288993752P.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9457" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/04/A_GUERRA_DAS_SALAMANDRAS_1288993752P-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Luciano: A Guerra das Salamandras </strong>(Karel Čapek)</p>
<p style="text-align: justify">Se eu sempre busquei minhas leituras em um universo um tanto quanto lato, nesse ano me aventurei a ir ainda mais longe &#8211; lendo em idiomas que, até então, não me atrevera. Isso se torna, porém, bastante problemático na hora de escolher uma &#8216;melhor leitura&#8217;. Defini um critério de desempate simples: a acessibilidade. O que é suficientemente bom e suficientemente acessível para que eu liste como &#8216;obra eleita&#8217; no Meia Palavra? Ainda assim sou obrigado a trapacear e criar duas catergorias, poesia e prosa. A primeira fica com os <em>Poemas</em>, da Wysława Szymborska. Na segunda escolhi <em>A Guerra das Salamandras</em>, de Karel Čapek. Já resenhei os dois aqui, e, de qualquer maneira, melhor lê-los para entender o porque da minha decisão.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/silenciosa-algazarra.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-12955" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/silenciosa-algazarra-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Taize: Silenciosa Algazarra </strong>(Ana Maria Machado)</p>
<p style="text-align: justify">Quando fui olhar a lista de todas as leituras feitas em 2011, não consegui diminuir o número de &#8220;melhores livros&#8221; para menos de 20. Isso pode significar duas coisas: que é fácil me agradar como leitora ou que realmente li muita coisa boa. Dentro dessa lista constam romances, ensaios, contos, crônicas, reportagens. Autores novos, clássicos, consagrados. Esse ano li pela primeira vez Cortázar, Bolaño e Vargas Llosa, e só esses já me impossibilitam de escolher um melhor entre todos. Li o ótimo livro de Patti Smith, três bons lançamentos aqui da região (<em>24 letras por segundo</em>, <em>Quero ser Reginaldo Pujol Filho</em> e <em>O homem despedaçado</em>), as reportagens de Christian Carvalho Cruz em <em>Entretanto, foi assim que aconteceu</em> e <em>Honra teu pai</em>, de Gay Talese, dois quadrinhos maravilhosos (<em>Asterios Polyp</em> e <em>Maus</em>). Como tem muita ficção por aí, resolvi sair disso para escolher o melhor. A dúvida ficou entre <em>As entrevistas da Paris Review</em> e <em>Silenciosa algazarra<strong></strong></em>, de Ana Maria Machado. E quer saber, escolhi esse último. Porque nesse livro, Ana Maria mostra toda a paixão na difusão da literatura, na preocupação de formar leitores desde crianças, de encantá-los para os livros. E criar mais uma penca de leitores que ficam em dúvida entre que livro escolher como melhor leitura do ano.</p>
<p><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/E-Se-Obama-fosse-Africano.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13972" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/09/E-Se-Obama-fosse-Africano-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Dindii: E se Obama fosse afriacano? </strong>(Mia Couto)</p>
<p style="text-align: justify">2011 foi um ano cheio de leituras surpreendentes. Eu, que encarava vez ou outra ensaios ou algum livro-reportagem, acabei por aprofundar bastante minhas leituras nesse universo. Por isso, o meu destaque do ano fica por conta de duas obras não-ficcionais que chamaram muito a minha atenção: o primeiro é o Mia Couto, que teve <em>E se Obama fosse africano?</em> lançado no Brasil. Já conhecia a força literária do autor por seus romances, e foi prazeroso ver como ele é capaz de ser inquietante ao desenvolver de forma direta e sem personagens e enredos ficcionais de apoio, os problemas da língua e sociedade atuais.  O segundo livro foi o <em>À mesa com o Chapeleiro Maluco</em>, de Alberto Manguel. O autor, que usa filmes e literatura a fim de mostrar como o ser humano pode se provar insano e irracional, ficou por alguns meses ecoando na minha cabeça. É um daqueles livros que, quando você termina, sente que alguma coisa mudou em você ou ao seu redor.</p>
<p><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/Moby.Dick_.Herman.Melville-e1300982841830.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-8415" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/Moby.Dick_.Herman.Melville-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Lucas: Moby Dick </strong>(Herman Melville)</p>
<p style="text-align: justify">O ano realmente teve ótimas leituras. Cheguei a ler escritores contemporâneos, tais como Kertész, Franzen, Murakami, Oz, Roth, McEwan e outros. Li menos autores brasileiros do que queria, mas destaco o Chalhoub (que mistura História e Literatura que é uma beleza) e o Bernardo Carvalho (autor cuja obra merece ser melhor explorada). Encarei alguns clássicos, de Nabokov a Kafka, passando por Musil, Hesse e Faulkner. Tive boas surpresas com o Kosinski e principalmente com o Camilo José Cela; cheguei inclusive a conhecer um pouco do tal do Roberto Bolaño, de quem tanto ouço falar. Mas foi da sessão de clássicos mesmo que veio minha melhor leitura (cuja escolha foi dificílima): foi o tijolão <em>Moby Dick,</em> de Herman Melville. A odisséia obsessiva do Capitão Ahab, a prosa envolvente e sinistra de Melville me arrebataram de tal modo que me tornei por alguns dias um dos marujos a bordo do Pequod, partilhando das maravilhas, dos assombros e dos mistérios do oceano e da literatura. Livros que causam tal impressão não são tão fáceis de encontrar, e <em>Moby Dick </em>tem sua posição mais que consolidada no panteão da literatura universal por conta disso. Ele é repleto de camadas, de possibilidades de análise, de fortuna crítica, de profundidades filosóficas a serem exploradas por aqueles cuja obstinação tem algo de &#8216;ahabiana&#8217;.</p>
<p><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/antesdenasceromundo.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-15144" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/antesdenasceromundo-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Palazo:</strong>  <strong>Antes de nascer o mundo </strong>(Mia Couto)</p>
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<p style="text-align: justify">A aparente dificuldade para escolher a melhor leitura do ano foi dissipada em outubro pelo moçambicano Mia Couto. Já tinha ouvido falar do poder narrativo do escritor, mas ao encarar o livro <em>Antes de nascer o mundo<strong></strong></em> eu percebi que os efeitos colaterais da literatura de Mia Couto são mais duradouros do que o período de leitura. Sua narrativa dilacerante e desconexa causam tamanho impacto que é preciso de algumas semanas para digerí-lo, se é que isto é possível.</p>
</div>
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