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	<title>Meia Palavra &#187; Meia Palavra</title>
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	<description>O prazer de uma palavra e meia em Meia Palavra.</description>
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		<title>Promoção Meia Palavra &#8220;Conn Iggulden na Bienal&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 14:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal do Livro de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Conn Iggulden]]></category>
		<category><![CDATA[O Imperador]]></category>
		<category><![CDATA[O Livro Perigoso para Garotos]]></category>
		<category><![CDATA[Os Portões de Roma]]></category>
		<category><![CDATA[Promoção]]></category>

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		<description><![CDATA[Como muitos de vocês já devem estar sabendo, entre 12 e 22 de agosto acontecerá em São Paulo um dos eventos literários mais importantes do país, a Bienal do Livro. Faltando apenas duas semanas para o início da Bienal, é com satisfação que divulgamos a vinda do escritor Conn Iggulden, um dos autores de O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/osportõesderoma.jpg"><img class="size-medium wp-image-2998 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="osportõesderoma" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/osportõesderoma-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Como muitos de vocês já devem estar sabendo, entre 12 e 22 de agosto acontecerá em São Paulo um dos eventos literários mais importantes do país, a <a title="bienal do livro" href="http://www.bienaldolivrosp.com.br/" target="_blank">Bienal do Livro</a>. Faltando apenas duas semanas para o início da Bienal, é com satisfação que divulgamos a vinda do escritor Conn Iggulden, um dos autores de <a title="o livro perigoso" href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=17034" target="_blank">O Livro Perigoso para Garotos</a> e da série <a title="o imperador" href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=20225" target="_blank">O Imperador</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem já conhece ou deseja conhecer o escritor, ele estará na Bienal de São Paulo autografando <strong>nos dias 13 e 16</strong>. No <strong>dia 13</strong> ele dará uma palestra sobre Literatura Fantástica, às 17h, e no <strong>dia 16</strong> uma sobre o <em>Livro Perigoso Para Garotos</em>, às 15h.</p>
<p style="text-align: justify;">E a boa notícia é para começar o aquecimento para a chegada de Conn Iggulden, a <a title="record" href="http://www.record.com.br/" target="_blank">Editora Record</a> ofereceu dois exemplares de <span style="text-decoration: underline;"><strong>Os Portões e Roma</strong></span> (o primeiro livro da série &#8220;O Imperador&#8221;) para sortearmos aqui no Meia Palavra! Sobre o livro:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Em sua estréia na literatura, Conn Iggulden captura a essência de uma terra, um povo, uma lenda. O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA traz à vida uma das mais fascinantes eras da história da humanidade. Neste impressionante romance histórico, Iggulden é o guia de uma empolgante viagem pela Antiga Roma, um reino de tiranos e escravos, de sórdidas intrigas e paixões avassaladoras. Uma saga que está para Roma como a série Ramsés para o Antigo Egito. Primeiro título da trilogia O imperador, sobre a vida de Júlio César e livro que o prestigiado Bernard Cornwell (autor das trilogias Crônicas de Arthur e Em busca do Graal) expressou o desejo de ter escrito.</p>
<p>O mais lendário de todos os monarcas, figura dominante dos últimos anos da república romana, Júlio César ascendeu de chefe político a chefe militar, e de chefe militar a ditador. Para contar essa história, o inglês Iggulden acompanha a trajetória de dois jovens, criados como irmãos, embora um deles seja ilegítimo, no colapso da república e ascensão de Julio César. Na luxuriante península italiana, um novo império está tomando forma. Em seu coração, a cidade de Roma, um lugar de glória e decadência, beleza e sangue derramado.</p>
<p>As aventuras e desventuras de Gaius e Marcus até a vida adulta, seus sonhos de batalhas, fama e glória a serviço do poderoso império funcionam como um microcosmos da Antiga Roma. Um é filho de um poderoso senador, nascido num ambiente de grande privilégio e ambição. Um menino ao qual muito se dá e muito se espera em retorno. O outro é seu irmão adotivo, um bastardo de grande força e esperteza, cujo amor pela família adotiva e principalmente pelo irmão, será a força motriz de toda sua vida.<br />
Conforme os caminhos dos dois se separam e o desejo por uma bela escrava se interpõe entre os dois, Gaius e Marcus conhecerão amor, perda e violência. E a terra que tanto amam perde a inocência e mergulha num conflito civil que colocará romano contra romano. E a amizade entre os dois em xeque.</p>
<p>O IMPERADOR — OS PORTÕES DE ROMA mistura história e aventura, e mescla uma incrível miríade de cenários: os campos sangrentos de batalha em contraste com a opulência da maior cidade de todos os tempos.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se ficou com vontade e deseja ganhar um, basta enviar um email para <strong>meiapalavra@meiapalavra.com.br</strong> dizendo QUERO OS PORTÕES DE ROMA! Não esqueça de colocar no email seu endereço completo para envio do livro. O resultado sairá semana que vem (dia 04/08), então aproveita e mande logo o email para garantir sua participação!</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F07%2F28%2Fpromocao-meia-palavra-conn-iggulden-na-bienal%2F&amp;linkname=Promo%C3%A7%C3%A3o%20Meia%20Palavra%20%26%238220%3BConn%20Iggulden%20na%20Bienal%26%238221%3B">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>10 Perguntas e Meia para Tony Bellotto</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 13:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[10 perguntas e meia]]></category>
		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Bellini]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Malu Mader]]></category>
		<category><![CDATA[Titãs]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Bellotto]]></category>

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		<description><![CDATA[Tony Bellotto é músico e compositor da banda Titãs, em 1995 lançou seu primeiro romance policial Bellini e a Esfinge, adaptado para o cinema em 2001 com Fábio Assunção e Mallu Mader. O segundo livro Bellini e o Demônio entrará em cartaz esse ano com Fábio Assunção repetindo o papel do detetive. No seu currículo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tony_foto.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2930" title="tony_foto" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tony_foto.jpg" alt="" width="233" height="272" /></a><strong>Tony Bellotto</strong> é músico e compositor da banda Titãs, em 1995 lançou seu primeiro romance policial Bellini e a Esfinge, adaptado para o cinema em 2001 com Fábio Assunção e Mallu Mader. O segundo livro Bellini e o Demônio entrará em cartaz esse ano com Fábio Assunção repetindo o papel do detetive. No seu currículo constam ainda: BR163: Duas histórias na estrada (2001), O livro do guitarrista (2001), Os insones  (2007) e o ainda inédito No Buraco (2010) que será lançado pela Cia. das Letras. Tony colabora como colunista do <a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/category/colunistas/tony-bellotto/">Blog da Cia. das Letras.</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2929"></span><strong>1 &#8211; Tony Bellotto, músico ou escritor? Um influencia o outro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Guitarrista E escritor, se é possível o paradoxo&#8230;um substitui o outro quando a música (ou a literatura) fica muito chata.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211; Agora que  Bellini e o demônio vai estrear, como é ver mais um trabalho seu parar na tela?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sinceramente? Meio brochante. Prefiro os livros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; E ver a sua esposa, Malu Mader, trabalhar num filme que é baseado em uma obra sua? Qual a sensação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Malu atuou em Bellini e a Esfinge. Foi muito emocionante, ela estava linda, muito mais gata que a Fátima original do livro (ou da minha imaginação). A vida supera a arte, já disse alguém.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211; Como é seu processo para escrever e o que podemos esperar do seu próximo livro?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo quando dá, nos dias de folga dos shows. Algumas horas da tarde de castigo em frente ao computador. Meu próximo livro, No buraco, fala de um guitarrista de rock em crise de identidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211; E para compor?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mesma coisa. Só que o castigo é com um moleskine no colo e uma Gibson no ombro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211; Quais foram os escritores e personagens que influenciaram a composição de Bellini?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Raymond Chandler, basicamente, e Hemingway e Rubem Fonseca. O personagem que inspirou o Bellini (e 98% dos detetives literários) foi Philip Marlowe. Não preciso dizer que ninguém conseguiu superá-lo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 &#8211; Acredita que existe algum tipo de &#8220;elite intelectual&#8221; na literatura nacional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não. Elite intelectual me lembra uma reunião de chatos pedantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 &#8211; Brasileiro lê pouco ou tem pouco interesse na literatura?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sei lá. Ninguém tem muito saco pra literatura hoje em dia. Não só no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 &#8211; O que você acha das manias que a literatura proporciona? Nos anos 90 Harry Potter dominou o cenário mundial, hoje em dia vampiros e zumbis. Você se interessa por esse gênero?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acho legal que haja fenômenos de venda, mas acho tudo isso de uma chatice insuportável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 &#8211; Qual a maior satisfação de um músico?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acordar no dia seguinte depois de ter composto, digamos, Whole Lotta Love.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 1/2 &#8211; Palavras cantadas, encantadas e escritas&#8230;</strong><br />
podem ser venenosas, cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>A equipe Meia Palavra agradece a Tony Bellotto por participar da entrevista.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5117&amp;pid=83005#pid83005">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F07%2F21%2F10-perguntas-e-meia-para-tony-bellotto%2F&amp;linkname=10%20Perguntas%20e%20Meia%20para%20Tony%20Bellotto">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao (Junot Díaz)</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 09:39:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Junot Díaz]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Nerd]]></category>
		<category><![CDATA[República Dominicana]]></category>
		<category><![CDATA[Trujillo]]></category>

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		<description><![CDATA[O Senhor dos Anéis, Silmarillion, Star Trek, Star Wars, Detective Comics, Marvel, Os Herculóides, Space Ghost, Capitão Marvel, Alan Moore, Planeta dos Macacos, Dungeons &#38; Dragons, Stephen King, Ultraman, Watchmen, Matrix, e por aí vai. Essas são só algumas das referências nerds presentes em A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao, do dominicano Junot Díaz.
Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/avida_breve_oscar_wao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2922" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="avida_breve_oscar_wao" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/avida_breve_oscar_wao.jpg" alt="" width="200" height="309" /></a>O Senhor dos Anéis</em>, <em>Silmarillion, Star Trek, Star Wars</em>, Detective Comics, Marvel, <em>Os Herculóides, Space Ghost, Capitão Marvel,</em> Alan Moore, <em>Planeta dos Macacos, Dungeons &amp; Dragons,</em> Stephen King, <em>Ultraman, Watchmen, Matrix</em>, e por aí vai. Essas são só algumas das referências nerds presentes em <em>A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao</em>, do dominicano Junot Díaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não se engane, elas não vem simplesmente para dar estofo a personagens ou para mostrar o conhecimento da cultura nerd por parte do autor (embora elas dêem um ritmo todo especial para a trama), elas são o instrumento que o autor usa para tratar da história pouquíssimo conhecida da República Dominicana. Elas servem de metáfora para a situação complicadíssima de um país que serve como exemplo de muitos outros casos América Latina afora.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2919"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Seu ponto de partida é o fukú, espécie de maldição, que assola a família de Oscar Wao (o sobrenome é fruto de uma pronúncia equivocada de Wilde) e que tem como origem, Rafael Leônidas Trujillo Molina, um dos mais cruéis ditadores que a América Latina conheceu. A partir desse plot é que Yunior, o narrador da história, começa a relatar como o fukú de Oscar originou-se e como ele interferiu na breve vida desse, atravessando as gerações da família com leveza e ritmo.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro consegue aliar a história particular de Oscar Wao e sua família a história dominicana, com um sarcasmo digno de mestre que dá o tom engraçado do livro, partindo do micro-universo da família de Oscar e dialogando a todo momento com o macro-universo da realidade dominicana. Com mordacidade e sem poupar palavrões (em português e espanhol) Junot Díaz traça um panorama histórico sobre a cruel ditadura Trujillista, ora no corpo do texto ora nas notas de rodapé, descrevendo personagens conhecidos de todo esse processo, evidenciando o pouco conhecimento que se tem sobre essa História, desde presos políticos e “desaparecidos” até de chefes de Polícia secreta e figurões do governo, criando através dos símbolos nerd’s e pop’s uma visão instigante e questionadora sobre a realidade dominicana e caribenha.</p>
<p style="text-align: justify;">A originalidade de Díaz está na referência que ele faz a cultura nerd nos mais diversos momentos do livro, comparando a avó de Oscar, La Inca, a Galadriel, pois parecia não envelhecer; ou Trujillo a Sauron; e a própria República Dominicana a Mordor. Oscar Wao entra nisso tudo emblematicamente como a minoria da minoria. Ele é um dominicano que passa um tempo nos Estados Unidos, sofrendo com o preconceito a estrangeiros (ainda mais latino-americanos); agravado pelo fato de sofrer de obesidade e ter problemas de sociabilidade, levando-o a um grau de nerdice extrema.</p>
<p style="text-align: justify;">A história se divide em capítulos descontínuos em tempo e espaço, que alternam narrativas em primeira e terceira pessoa que fornecem à história da família de Oscar uma maleabilidade e ritmo deliciosos que se ramifica em diferentes períodos da história dominicana, durante e após o Trujillato, criticando estereótipos “latinos” e mostrando como há heterogeneidade na América Latina. Em alguns momentos do livro parecia estar escutando o Holden Caufield falando.</p>
<p style="text-align: justify;">Oscar Wao traduz as dificuldades dos dominicanos não somente em relação a sua condição atual mas também acerca de seu problemático passado, passeando pelas gerações e mostrando como a marginalidade  (fukú?) dominicana é sim algo presente e pungente no cenário mundial moderno.</p>
<p style="text-align: justify;">Um livro que consegue agradar não somente latino-americanistas como amantes e entusiastas das culturas pop e nerd, assim como tolkienianos (com direito a referências a queda de Gondolin, Balrogs, élfico e Morgoth). Não à toa é que o livro foi agraciado com o Pulitzer de Ficção em 2008. Altamente recomendável.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Grupo Editorial Record" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/logorecord.jpg" alt="" width="338" height="98" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3454&amp;highlight=OSCAR+WAO" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Meia Palavra Indica: Livros para ler no Dia Mundial do Rock</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 11:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[A Estrada da Noite]]></category>
		<category><![CDATA[A G Porta]]></category>
		<category><![CDATA[Alta Fidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[As melhores histórias da mitologia nórdica]]></category>
		<category><![CDATA[Conselhos de um discípulo de Morrison a um fanático de Joyce]]></category>
		<category><![CDATA[Dia mundial do rock]]></category>
		<category><![CDATA[Franchini e Seganfredo]]></category>
		<category><![CDATA[Joe Hill]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Hornby]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Bolaño]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>
		<category><![CDATA[Torre Negra]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 13 de Julho de 1985 foi realizado um concerto de rock para os famintos da Etiópia. Nesse dia diversas bandas do cenário do rock e pop da época fizeram shows memoráveis. Entre eles: Elvis Costello, U2, Queen, David Bowie, The Who, Sting, Phil Collins, Paul McCartney, Status Quo, entre outras. Um dos organizadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rock-n-roll.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2611" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="rock-n-roll" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/rock-n-roll.jpg" alt="" width="264" height="220" /></a>No dia 13 de Julho de 1985 foi realizado um concerto de rock para os famintos da Etiópia. Nesse dia diversas bandas do cenário do rock e pop da época fizeram shows memoráveis. Entre eles: Elvis Costello, U2, Queen, David Bowie, The Who, Sting, Phil Collins, Paul McCartney, Status Quo, entre outras. Um dos organizadores desse evento foi Bob Geldof, o famoso personagem principal do filme The Wall de Alan Parker, baseado no álbum homônimo do Pink Floyd. Esse dia ficou conhecido como O Dia Mundial do Rock e agora o Meia Palavra indica os melhores livros para se ler no dia 13 de julho:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2610"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/pips/">Pips</a></strong>: <em>Alta Fidelidade</em> (Nick Hornby): Imagine que você, homem, acabou de receber um pé na bunda do amor da sua vida, mas tenta ao máximo dizer que não foi o pior dos foras. Alta Fidelidade é um exemplo de romance de homens sobre mulheres, diferenciado justamente por causa que o coração partido nessa história é o de um homem. Seria mais uma história de amor? Como não parecer machista? Entre todos os devaneios e pensamentos possíveis, Rob Flemming tenta decifrar a alma feminina, e o amadurecimento de um cara, e o que é amor ou não, o que é obsessão e apego. E aí você se pergunta o que isso tem a ver com o dia do rock? Entre uma dúvida e um por quê, Rob intercala citações da música pop, fala sobre sua vida como dono de uma loja de vinis e o sonho de abrir uma gravadora. As músicas marcam cada momento de sua narrativa, todas compostas por um Top 5 das melhores, piores e tudo mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/admin/">Anica</a>:</strong> <em>A Estrada da Noite</em> de Joe Hill tem tudo para agradar não só o público que adora histórias de horror, mas também os fãs do bom e velho rock n&#8217; roll. Recheado de referências à músicas e bandas famosas, conta a história de um velho roqueiro que resolve comprar para sua coleção de artigos bizarros um terno assombrado. A questão é que o fantasma do terno passa a persegui-lo e a todos perto dele, o que rende capítulos de tensão contínua que não devem nada aos bons livros de horror. Entre uma e outra brincadeira que Joe Hill deixa para os leitores apaixonados por rock, vale ressaltar que o título original é o nome de uma canção do Nirvana (Heart-Shaped Box) e que os cachorros do protagonista se chamam Angus e Bon, em uma referência ao pessoal do AC/DC. Ou seja, mesmo que terror não seja sua área, ainda dá para se divertir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/kika/">Kika</a></strong>: <em>As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica</em> &#8211; A.S. Franchini e Carmen Seganfredo Esse livro é feito especialmente para os fãs de metal. A mitologia nórdica é fonte de inspiração para muitas bandas, com suas histórias de sangue, trapaça, honra de guerreiro, força e sabedoria. Manowar, Tyr, Rhapsody e muitas outras bebem dessa fonte praticamente inesgotável de histórias, e os autores nos apresentam às mais significativas de um jeito interessante e divertido. Para os curiosos, é uma boa chance de ter seu primeiro contato direto com personagens como Odin, Thor, Loki, Fenrir, Freya, as três fiandeiras, bem como lugares como as profundas cavernas dos anões, a árvore da vida Yggdrasil, o salão de festas dos guerreiros &#8211; Vallhalla. Enfim, nesse dia do rock, eu sugiro que você conheça os deuses que inspiraram os deuses do metal.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/luciano/"><strong>Luciano</strong></a>: <em>Conselhos de um discípulo de Morrison a um fanático de Joyce</em> (Roberto Bolaño e A. G. Porta)- Ángel e Ana. Ele é de barcelona. Ela latino-americana. Ele um escritor fadado ao insucesso. Ela uma deliquente. A vida na Espanha dos anos 80 não é fácil para essas personagems, por isso assaltam um banco. E assim começa uma conturbada carreira criminosa, que divide espaço com as outras paixões de Ángel, além de Ana: a música de Jim Morrison e a literatura de James Joyce. Obra primeira escrita a quatro mãos por Bolaño e A. G. Porta, já é um embrião do que seriam as respectivas obras posteriores de cada um. Ainda um pouco imaturo se comparado com o que veio depois mas&#8230; Um romance policial que começa com a letra de &#8216;The End&#8217; como epígrafe e que é repleto de alusões à Ulisses não pode ser nada mal, pode?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/lucas-deschain/"><strong>Lucas</strong></a>: <em>Torre Negra</em> (Stephen King): Em discussão no Meia Palavra no tópico de Stephen King estive pensando sobre uma caracterização do universo d’A Torre Negra, e sendo breve poderia dizer que é um universo rock n’roll. Isso é vago e serve de pretexto para muitas discussões, mas parece que há uma música de rock para cada passagem do livro, a saga hauriu do rock seu clima épico, bruto e forte, parece que foi feito para ser acompanhado por rock n’roll (espero inclusive que eles lembrem disso no filme). Não a toa que a obra-prima de King possui trechos de músicas famosas como Paint It Black dos Rolling Stones; Hey Jude dos Beatles; Velcro Fly do Z.Z.Top; uma ou outra música do Bob Dylan etc. Além disso, recomendo Locomotive Breath, do Jethro Tull para a leitura do terceiro volume (As Terras Devastadas, meu predileto), é arrepiante. Isso sem contar que, se levarmos em consideração a estranha relação entre Terra e Mundo-Médio, dá para imaginar que a música The Wizard, do Black Sabbath deve ter um significado bem diverso no universo de Roland Deschain (principalmente a partir do quarto volume, Mago e Vidro).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4989" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Meia Palavra Explica: A Estrada</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 13:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra Explica]]></category>
		<category><![CDATA[A Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Cormac McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[Num futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas uns cobertores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/06/3219533.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2522" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="3219533" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/06/3219533-192x300.jpg" alt="" width="192" height="300" /></a>Num futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas uns cobertores puídos, um carrinho de compras com poucos alimentos e um revólver com algumas balas, para se defender de grupos de assassinos. Estão em farrapos e com os rostos cobertos por panos para se proteger da fuligem que preenche o ar e recobre a paisagem. Eles buscam a salvação e tentam fugir do frio, sem saber, no entanto, o que encontrarão no final da viagem. Essa jornada é a única coisa que pode mantê-los unidos, que pode lhes dar um pouco de força para continuar a sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">A Estrada é um livro sobre a jornada de um pai e seu filho, nunca nomeados, numa terra pós-apocalíptica. O autor é Cormac McCarthy, mesmo de Onde os Velhos Não Têm Vez. Em 2009 foi lançada a versão cinematográfica dirigida por John Hillcoat e estrelada por Viggo Mortensen.</p>
<p><span id="more-2521"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/author/luciano/">Luciano R.M.</a>: Violência costuma ser a tônica dos livros do americano McCarthy. Em &#8216;A Estrada&#8217;, porém, ela assume uma forma diferente da costumeira: não se apresenta como matanças sangrentas, mas como um profundo niilismo. O mundo desolado sem que se apresente um motivo de forma clara, esperanças débeis prontas a serem frustradas e diálogos curtos e secos- pois não se resta muito a dizer. Contrastando com isso, porém, existe a relação entre um pai e seu filho, lutando juntos por algo que nem eles sabem ao certo o que é.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/author/pips">Pips</a>: Quando chegarmos ao fim do planeta, será possível separarmos emoções, moral e medos? Nesse exemplar de McCarthy somos levados por uma estrada sem nome, onde pessoas sem nome se cruzam, assustam e são assustados, e acima de tudo, perderam o vínculo real das relações humanas. Um pai vive num que o mundo não é mais mundo; cinzento, sem sol, chuvoso, melancólico, silencioso e sufocante. Seu filho nasceu em meio a essa era apocaliptica, sem anjos ou demônios, somente sobreviventes sem nomes e raças. Resta a eles existir e ser pelo outro. Aqui a ausência de uma perspectiva torna-se a dioptria da transgressão, o credo pela salvação através de descendentes e acima de tudo as escolhas num mundo &#8220;livre&#8221; de regras.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://trecosetrapos.org/weblog/">Clandestini:</a> A Estrada é o tipo de livro que é preciso encarar com certo cuidado. Se quiseres um livro raso ou leve, melhor procurar outra leitura. Se sua sensibilidade é assim, digamos, muito alta, prepare-se com caixas e mais caixas de lencinhos de papel: as lágrimas foram companheiras durante quase todo o livro. O cenário é desolador, mas mesmo aterrorizante, funciona apenas como plano de fundo para o que o autor pretende com seu romance (fazer o que se eu gosto tanto desse cenário nas histórias de ficção). O livro é muito mais do que a história do que nos aguarda no temido fim dos tempos, é a história da profunda relação entre pai e filho, amadurecimento e sobre esperança, “cada um o mundo inteiro do outro” (sem dúvida a melhor frase do livro). Acho que uma palavra que adjetiva bem a narrativa é angústia. Mas não se engane, não é um melodrama grudento e pobre. Longe disso, é um romance requintado, profundo e extremamente complexo. A experiência de ler uma obra como A Estrada é algo que não se esquece jamais, com certeza um dos melhores livros lidos em toda minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.pensarexpresso.blogspot.com/">Luciano Altoé</a>: Determinados livros não foram feitos para serem lidos, mas para serem sentidos. No videogame chamamos isso de “capacidade de imersão” e ocorre quando o jogo transporta o jogador para o universo transmitido pela tela. Esse é exatamente o efeito causado por “A Estrada” de Cormac MacCarthy; essa pequena obra-prima da literatura tem o raro poder de fazer o leitor embarcar, de corpo e alma, na viagem realizada pelos protagonistas da história. E é bom que se diga, a viagem não será nada fácil para o leitor! A história se passa em um futuro pós-apocalíptico, onde pai e filho caminham em busca da salvação. MacCarthy não poupa o leitor; descreve sucintamente cenários e as reações dos personagens, todo o resto fica para o imaginário de quem tem a obra nas mãos, as situações são de um realismo medonho, os diálogos são crus e, às vezes, cruéis; tudo sob um eterno céu acinzentado, onde o Sol, há anos, não passa de uma sombra pálida. Ainda assim é uma história de amor incondicional entre pai e filho. Não é um livro fácil; eu mesmo lia duas ou três páginas e era obrigado a parar e ruminar tudo o que fora transmitido pelo autor, mas isso apenas demonstra a força desse livro inesquecível, com certeza um dos melhores que li&#8230; ou senti.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://eveningredness.tumblr.com/">Wilson</a>: Existem livros que tiram tudo de nós. O silêncio das palavras não escritas ao final da história é o que sobra após termos verdade por verdade pulverizadas sobre o mundo como o vemos. Pai e filho seguem em meio aos destrocos de um mundo apos o apocalipse, onde a noite e o silencio parecem eternos, alimentos sao quase impossiveis de serem encontrados, os demais sobreviventes foram reduzidos a canibais em desespero. Pai e filho vagam por estradas desertas num mundo apagado. Nao existe trama. Existem as palavras do autor conduzidas por um fio narrativo dos mais basicos, o amor de um pai por seu filho, no qual apesar da destruicao se deposita a fe. Nao e um livro facil de ser lido, mas a poesia esta ali em cada pagina. E num último instante de contemplação antes que fechemos por fim o livro, um inventário surdo do que podemos dizer que amamos ou esperamos ou sabemos do mundo como um todo e o quão pouco realmente temos apenas para nos enganar de que não temos realmente nada. No princípio e no fim o mundo se encerra no labirinto, é o que diz McCarthy.</p>
<p style="text-align: justify;">Zzeugma: O aspecto que a maioria dos leitores irão se prender é na relação pai e filho. A descrição é repleta de detalhes simples que conferem veracidade e emoção. Já li em uma resenha anterior: “Preparem a caixa de lenços”. Não dá para negar que é o tema principal e inescapável do romance: como criar um filho em um mundo louco e sem esperança? Como e – principalmente &#8211; por quê? Mas existem outros aspectos que, a meu ver, merecem tanto relembrar quanto este. Em geral, nas histórias pós-apocalípticas mais comuns reforça-se o aspecto da luta contra o meio ambiente hostil. Falamos do fim da civilização, de um retorno a uma barbárie selvagem, e não do fim da humanidade. Às vezes, podemos encontrar até uma espécie de renascer da natureza como (nos filmes, não sei como foram os livros) “O Mensageiro” e “Eu sou a Lenda”. Mas n´A Estrada, a natureza está morta, completamente morta, de uma forma tão total que não restaram nem insetos. Pode ser uma “premissa” um tanto forte, mas a ideia é transmitir que, por mais longe e separados que estejamos dela, nós ainda dependemos da natureza, de uma forma absoluta. Depois de ler Meridiano de Sangue, não consegui deixar de enxergar ligações entre este mundo morto e aquele exuberante. Além disso, vê-se que um ambiente de barbárie, existe violência, mas bem distante daquela violência “heroica” que vemos em filmes e livros. N´A Estrada, a violência é constante e brutal, entretanto não há orgulho nenhum nisso, não há coragem, não há esta defesa do &#8220;Homem Forte&#8221;: não é um faroeste ou romance de aventuras maquiado em cenário de &#8220;fim de mundo&#8221;. A violência ou é ferramenta de domínio ou a defesa do desesperado.</p>
<p style="text-align: justify;">Rafaela: Um livro diferente, um pouco assustador, que retrata um mundo sem esperança, onde um pai e seu filho caminham, não em busca de um lugar prometido, mas somente pensam em sobreviver por mais um dia, em meio a cinzas, canibais, falta de alimentos, frio. Através da forma que foi escrito o autor pode transmitir o terror e o desespero de um mundo que está se deteriorando, onde os animais deixaram de existir, as plantas morreram e algumas pessoas tentam sobreviver, como animai. Muitos comendo outros de sua espécie. E um pai e seu filho caminham por esse mundo. Duas realidades diferentes: um lembra ainda do antigo mundo, onde o ser humano era o dono do mundo, outro que conhece apenas essa realidade e não acredita muito nas histórias que o outro conta, pois acha difícil acreditar que o mundo onde vive já foi bonito e rico. Quando comecei a ler não consegui largá-lo, li em dois dias! Eu sentia o frio que as personagens sentiam, a fome que os atormentava, o medo. O autor soube passar tudo isso para o papel e é um dos livros que mais gostei de ler! Chega a lembrar um pouco Ensaio Sobre a Cegueira do Saramago, mas mais aterrador! Um livro que deve ser lido e refletido. Recomendo!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>McCarthy</strong>, Cormac. <em>A Estrada</em>. Editora Alfaguara, 2007. 240 Págs.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4826">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>10 perguntas e meia para Lindenberg Moreira</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 22:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[10 perguntas e meia]]></category>
		<category><![CDATA[Lindenberg Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais Literárias]]></category>
		<category><![CDATA[Skoob]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde dezembro de 2008 os brasileiros apaixonados por literatura ganharam um espaço para falar sobre o que andam lendo. Foi quando nasceu a rede social literária Skoob, que vai além de ser uma simples &#8220;estante virtual&#8221;, porque permite a interação entre leitores com gostos similares. A pessoa por trás dessa rede social é o carioca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/skoob2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2273" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="skoob2" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/skoob2-300x194.jpg" alt="" width="300" height="194" /></a>Desde dezembro de 2008 os brasileiros apaixonados por literatura ganharam um espaço para falar sobre o que andam lendo. Foi quando nasceu a rede social literária <strong><a href="http://www.skoob.com.br" target="_blank">Skoob</a></strong>, que vai além de ser uma simples &#8220;estante virtual&#8221;, porque permite a interação entre leitores com gostos similares. A pessoa por trás dessa rede social é o carioca <a title="lindenberg moreira" href="http://www.skoob.com.br/usuario/mostrar/1" target="_blank">Lindenberg Moreira</a>, um sujeito extremamente simpático e acessível que não só já apareceu no <a href="http://www.meiapalavra.com.br" target="_blank"><strong>Meia Palavra</strong></a> para ler e comentar sugestões dos membros sobre o Skoob, como também conversou conosco participando desse 10 perguntas e meia, que você pode conferir agora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. De onde surgiu a ideia para fazer o Skoob?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Desde de pequeno sou apaixonado por livros e a dificuldade de encontrar pessoas que compartilhassem da mesma paixão sempre foi frustrante. Um certo dia estava em uma livraria e ouvi duas meninas conversando sobre um livro, uma estava indicando o livro para outra, fazendo vários elogios ao autor e a história. Foi neste dia que imaginei criar uma rede social com o objetivo de unir e encontrar pessoas que transmitissem a paixão por livros. Alguns dias depois falei com alguns amigos sobre a ideia e como tudo funcionaria, todos gostaram, então tendo várias opiniões positivas, comecei a concretizar o que havia imaginado.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2272"></span><strong>2. E quais as maiores dificuldades para colocar a ideia em prática?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Para colocar a ideia em prática não houve nenhuma grande dificuldade, de início era apenas uma diversão, não havia nenhuma responsabilidade de fazer a coisa realmente acontecer. Estava tudo dentro do normal, só havia uma grande ansiedade de ver as coisas funcionando logo. Os problemas só começaram a surgir depois que o Skoob ganhou um certa visibilidade, em 3 meses conseguimos mais de 5 mil usuários, este número era o esperado para o ano todo e foi este crescimento acelerado que me deixou várias noites sem dormir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Como você vê o papel das redes sociais na divulgação de cultura e, particularmente, na fomentação da leitura?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Com estas redes temos a oportunidade de facilitar o acesso das pessoas, principalmente as crianças, à música, livros, arte e a cultura em geral. As redes sociais temáticas podem e devem, se utilizadas da forma correta, servirem como fonte de incentivo. No caso da leitura, um rede social pode criar a curiosidade, o debate e a vontade de ler, basta que se crie as ferramentas certas que permitam que as pessoas façam na rede tudo aquilo que poderiam fazer se estivessem em uma roda de leitura com amigos. Conheço várias pessoas que me dizem ter aumentado muito o número de livros lidos depois que conheceram o Skoob, isso aconteceu comigo, que antes ficava muito preso aos livros técnicos e hoje por curiosidade, leio alguns livros que vejo estarem falando muito bem no Skoob, o último foi A Estrada de Cormac McCarthy, não o conhecia, mas lendo as resenhas acabei sendo convencido a lê-lo logo, e é ótimo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. De qual forma o público do Skoob já te surpreendeu?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: O público do Skoob me surpreende o tempo todo. Começou com a criação da comunidade do Skoob no Orkut, que já tem 8 mil membros e foi criada por um usuário, depois pelos encontros organizados pelos Skoobers, que acontecem no Rio, São Paulo, Curitiba e outros Estados. Me surpreenderam quando transformaram o Skoob em um local de troca de livros, o que não estava previsto no início do projeto. E continuam me surpreendendo pelo carinho e cumplicidade que possuem pelo site.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. Acha que ainda tem algo para mudar no Skoob? Tem novidades vindo por aí?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Tem muita coisa para mudar, sou um eterno insatisfeito quando se trata de funcionalidades para o Skoob. Neste exato momento estou colocando uma nova versão do Skoob no ar, ela será avaliada e testada por alguns usuários escolhidos, assim que eu obtiver o feedback positivo de todos, estarei disponibilizando para todos os Skoobers.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6. No tópico sobre o Skoob no Meia Palavra o pessoal discute bastante a questão de valer ou não adicionar revistas em quadrinhos, mangás, etc. na estante. Qual sua opinião sobre isso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Este é um assunto polêmico, não temos a intenção de tirar as revistas em quadrinhos e mangás do Skoob, vejo muitas crianças com estantes repletas de Turma da Mônica. Eu mesmo comecei minha paixão por livros lendo muito Gibi, até hoje tenho caixas deles em minha casa. Mas também não podemos deixar as coisas ficarem misturadas, estamos finalizando ferramentas que irão separar as estantes de livros e revistas em quadrinhos deixando tudo bem organizado e em seu devido lugar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Quais são os livros favoritos da sua estante?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: São vários é difícil escolher alguns, mas&#8230;<br />
A Metamorfose &#8211;  Kafka.<br />
Ensaio sobre a Cegueira &#8211; Saramago.<br />
A boneca viajante de Kafka &#8211; Jordi Sierra i Fabra<br />
Operação Cavalo de Tróia 1 &#8211; J. J. Benítez<br />
Ilusões &#8211; Richard Bach</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. Que tipo de livro nunca veríamos em sua estante?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Sou capaz de ler qualquer coisa. As vezes me arrependo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9. Considerando o número de usuários e livros cadastrados, você acha que a velha máxima &#8220;Brasileiro não lê&#8221; é verdadeira?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: O brasileiro lê, mas lê pouco. Precisamos incentivar mais nossas crianças, elas nos imitam em tudo, se comerçarmos a ler para elas ou<br />
na presença delas, vão acabar querendo ler também. Quando era criança a imagem que mais tenho guardada na memória era o cantinho de leitura de meu pai. Vê-lo ali todos os dias sempre me despertou  uma curiosidade, o que seria tão interessante a ponto de fazer uma pessoa ficar ali parada, lendo durante horas. Precisamos gerar essa curiosidade nos pequeninos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10. Todo leitor quer ser escritor? Você já pensou em escrever?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Eu acredito que toda pessoa de tanto ler, chega uma hora que acaba tendo alguma coisa pra falar e acaba tendo esta necessidade falar, então escreve. Eu penso em escrever sim, mas isso só acontecerá quando eu tiver algo a dizer, e que seja algo que me incomode a ponto de ter<br />
que escrever sobre ele. <img src='http://blog.meiapalavra.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1/2: &#8230;oãs sorvil</strong></p>
<p style="text-align: justify;">LM: Os livros são a possibilidade de vivermos mais tristezas, mais medos, mais alegrias, mais primeiros encontros, mais falta de ar, mais paixões, mais amores e mais todas as emoções que deveríamos ter em uma só vida.</p>
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		<title>Resultado do Concurso de Aniversário</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 21:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Concurso]]></category>
		<category><![CDATA[Resultado]]></category>

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		<description><![CDATA[Blog Meia Palavra fez dois anos e um concurso cultural muito grande! Agradecemos a todos que participaram, mandando frases para lá de criativas (e acreditem, foi uma disputa muito acirrada)! Sem mais delongas, a frase vencedora, e que vai levar pra casa nada menos que 4 livros é: &#8220;Parabéns ao blog mais meio cheio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/meia.gif"><img class="alignright size-full wp-image-2181" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="meia" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/meia.gif" alt="" width="180" height="151" /></a>Blog Meia Palavra fez dois anos e um concurso cultural muito grande! Agradecemos a todos que participaram, mandando frases para lá de criativas (e acreditem, foi uma disputa muito acirrada)! Sem mais delongas, a frase vencedora, e que vai levar pra casa nada menos que 4 livros é: &#8220;<em>Parabéns ao blog mais meio cheio de conteúdo que existe!</em>&#8221; (Maura Côrrea)! Parabéns! E continuem acompanhando o Blog Meia Palavra, participando do nosso fórum, do Clube do Livro e de tudo que fazemos para vocês leitores!</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F04%2F23%2Fresultado-do-concurso-de-aniversario%2F&amp;linkname=Resultado%20do%20Concurso%20de%20Anivers%C3%A1rio">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Meia Palavra Explica: Alice no País das Maravilhas</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 13:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra Explica]]></category>
		<category><![CDATA[Alice no país das maravilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Depp]]></category>
		<category><![CDATA[Lewis Carroll]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Burton]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta sexta-feira estreia Alice no País das Maravilhas de Tim Burton e o Meia Palavra Explica porque a história fez tanto sucesso sendo adaptada diversas vezes para o cinema (tanto em live action como em desenho).
O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca  de coelho que a transporta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/alice-no-pais-das-maravilhas.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2169" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="alice no pais das maravilhas" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/alice-no-pais-das-maravilhas.jpg" alt="" width="226" height="236" /></a>Nesta sexta-feira estreia Alice no País das Maravilhas de Tim Burton e o Meia Palavra Explica porque a história fez tanto sucesso sendo adaptada diversas vezes para o cinema (tanto em live action como em desenho).</p>
<p style="text-align: justify;">O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca  de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por  criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do  absurdo característica dos sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2168"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/admin/">Anica</a>: Se você é um daqueles que torcem o nariz ao ouvir falar de literatura infanto-juvenil, achando que é tudo meio bobo e sem qualquer desafio, deveria conhecer Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho de Lewis Caroll. Ali você pode encontrar de tudo: jogos de palavras muito bem elaborados, referências à poetas brilhantes como T. S. Eliot (Four Quartets e a ideia de &#8216;tempo presente&#8217;), além, é claro, de momentos que talvez só mesmo adultos vão conseguir captar (como quando o Chapeleiro Louco e Alice conversam como lidar com o tempo). É um livro tão importante que já influenciou até vários músicos, de Júpiter Maçã (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VL2z5M0Tcs8">Freaking Alice</a>) até Jefferson Airplane (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=WANNqr-vcx0">White Rabbit</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/carol/">Liv</a>: Pop, excêntrico e encantador. Isso tudo e muito mais. Alice, o Chapeleiro, a Rainha e o mundo de Lewis Caroll de uma forma completa nos encanta e acaba entran naquela classe de livros atemporais. Não importa que seja literatura infanto-juvenil ou que tenha um coelho louco correndo para todos os lados, você o adora da mesma forma. Por que é extremamente bem escrito e agrada gregos, troianos, quem torce o nariz para histórias infanto-juvenis e principalmente, os fãs de uma boa leitura.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/pips/">Pips</a>: Alice no País das Maravilhas não é um livro. É um jogo, um desafio a mente &#8211; cheio de enigmas de raciocinio rápido, quebra-cabeças, lógica, matemática etc. Mescla personagens inesqueciveis (o gato Cheshire, o chapeleiro maluco, a rainha de copas, etc.) em situações que retratam coisas do cotidiano de maneira fantástica (muitos consideram a história de Alice numa alegoria sobre a adolescência: as mudanças no tamanho, nas idéias e nas dúvidas, em dado momento, a própria Alice diz não saber quem é). O texto ainda aborda temas filosóficos atemporais (como O Tempo, juro que não foi trocadilho). Mas não se engane ao chegar ao fim do País das Maravilhas, Carroll como bom samaritano, ainda presentiou seus leitores com Alice Do Outro Lado do Espelho, uma continuação tão pertinente quanto poética das aventuras de Alice. E antes que eu me esqueça: Feliz Desaniversário!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4595">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F04%2F21%2Fmeia-palavra-explica-alice-no-pais-das-maravilhas%2F&amp;linkname=Meia%20Palavra%20Explica%3A%20Alice%20no%20Pa%C3%ADs%20das%20Maravilhas">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Aniversário Blog Meia Palavra! Concorra a prêmios!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 13:42:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[2 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Dois anos]]></category>
		<category><![CDATA[Promoção]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois Anos! Ni, dos, zwei, dwa, due, do, two, deux! Bodas de algodão! O Blog Meia Palavra completa 2 anos no ar no dia 15 de Abril de 2010! Resenhas, entrevistas, indicações, explicações e diversas outras maneiras para trazer a literatura e outras artes para nossos leitores e usuários! E como não podemos deixar essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/01/meia.gif" alt="" />Dois Anos! <em>Ni, dos, zwei, dwa, due, do, two, deux</em>! Bodas de algodão! O Blog Meia Palavra completa <strong>2 anos</strong> no ar no dia 15 de Abril de 2010! Resenhas, entrevistas, indicações, explicações e diversas outras maneiras para trazer a literatura e outras artes para nossos leitores e usuários! E como não podemos deixar essa marca passar em branco vamos realizar uma promoção tão simples que talvez até meias palavras ganhem.</p>
<p style="text-align: justify;">Basta enviar um e-mail até o dia <strong>21 de Abril</strong> para <strong>meiapalavra@meiapalavra.com.br</strong>, com seu nome, nickname (se for registrado no fórum, <strong><em>não é preciso cadastrar-se</em></strong>), endereço completo (incluindo CEP) e uma frase comemorando o aniversário do blog meia palavra. Isso mesmo! <em>Deseje Feliz Aniversário ao Blog Meia Palavra</em>, a resposta mais criativa levará para casa:</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2130"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/alice.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2131" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="alice" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/alice-222x300.jpg" alt="" width="124" height="153" /></a><em>Alice no País das Maravilhas </em>de<strong> Lewis Carroll</strong> (Ed. Cosac Naify): O livro conta a história das aventuras de Alice que ao cair numa toca de coelho, chega a um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas e lhe apresentam enigmas. A obra contém ilustrações de Luiz Zerbini, o artista plástico paulista criou cenários feitos de cartas de baralho das quais saltam os personagens, por meio de recortes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/areianosdentes1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2138" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="areianosdentes" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/areianosdentes1.jpg" alt="" width="119" height="180" /></a>Areia nos Dentes</em> de <strong>Antonio Xerxenesky</strong> (Não Editora): Em seu apartamento na Cidade do México, um velho, entre uma dose e outra de tequila, escreve a história de seus antepassados. É uma trama de rivalidade entre duas famílias, os Ramírez e os Marlowes, em um remoto povoado do Velho Oeste. Um assassinato e a vinda de um ortodoxo xerife compõem uma história que rompe os limites da própria literatura morte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/professordebotanica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2133" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="professordebotanica" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/professordebotanica.jpg" alt="" width="122" height="180" /></a><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Professor de Botanica</em> de<strong> Samir Machado</strong> (Não Editora): Eduardo Rotgeller está chegando ao fim de uma longa e insípida carreira acadêmica. Seus alunos o detestam e seus colegas o ignoram. Agarrando-se a uma inesperada possibilidade de sucesso, ele está disposto a suportar tudo, da convivência com um rival ao desinteresse de seu bolsista, para deixar uma marca no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/terrasonambula.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2134" title="terrasonambula" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/04/terrasonambula.jpg" alt="" width="120" height="180" /></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Terra Sonambula</em> de <strong>Mia Couto</strong> (Cia. Das Letras): Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Como se sabe, depois de dez anos de guerra anticolonial (1965- 1975), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992. O veículo está cheio de corpos carbonizados. Mas há também um outro corpo à beira da estrada, junto a uma mala que abriga os &#8216;cadernos de Kindzu&#8217;, o longo diário do morto em questão. A partir daí, duas histórias são narradas paralelamente &#8211; a viagem de Tuahir e Muidinga e, em flashback, o percurso de Kindzu em busca dos naparamas, guerreiros tradicionais, abençoados pelos feiticeiros, que são, aos olhos do garoto, a única esperança contra os senhores da guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">O vencedor será anunciado aqui no blog no dia 22 de Abril.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F04%2F13%2Faniversario-blog-meia-palavra-concorra-a-premios%2F&amp;linkname=Anivers%C3%A1rio%20Blog%20Meia%20Palavra%21%20Concorra%20a%20pr%C3%AAmios%21">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Meia Palavra Indica: Livros e contos para ler na Páscoa</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 14:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meia Palavra Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Gerald Messadié]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Cortázar]]></category>
		<category><![CDATA[Lewis Carroll]]></category>
		<category><![CDATA[Pär Ingve Lagerkvist]]></category>
		<category><![CDATA[Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Bolaño]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, no dia da mentira, estreia a seção Meia Palavra Indica, uma categoria que abrange resenha dos nossos resenhistas sobre diferentes livros ou contos que tem em comum um assunto específico. A Páscoa é um feriado cristão que comemora a Ressurreição de Cristo. Antigamente a tradição era pintar ovos e escondê-los para as crianças acharem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/rabbits-giant-greys1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2083" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="rabbits-giant-greys1" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/rabbits-giant-greys1-300x229.jpg" alt="" width="240" height="183" /></a>Hoje, no dia da mentira, estreia a seção <strong>Meia Palavra Indica</strong>, uma categoria que abrange resenha dos nossos resenhistas sobre diferentes livros ou contos que tem em comum um assunto específico. A Páscoa é um feriado cristão que comemora a Ressurreição de Cristo. Antigamente a tradição era pintar ovos e escondê-los para as crianças acharem, todavia nos tempos de hoje o coelho e os ovos de chocolate são o grande atrativo desse feriado e nós do Meia Palavra indicamos leituras para lembrarmos desse feriado e de seus personagens principais. E feliz páscoa!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2082"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/luciano/">Luciano</a>: <em><strong>Barrabás</strong></em> (Pär Ingve Lagerkvist)- A pascoa cristã é a respeito da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Quando ele morreu, entretanto, conforme o costume da administração romana da Palestina, um prisioneiro era liberto no feriado do Pessach- a páscoa judaica. E o escolhido foi o ladrão e assassino Barrabás. Depois de sua libertação Barrabás é praticamente esquecido. Lagerkvist traça em seu livro uma possível história para esse homem: ao invés de contentar-se com sua sorte, considera que teve a morte &#8216;roubada&#8217;- o que só piora quando descobre que o homem que morreu em seu lugar é considerado um deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/pips/">Pips</a>: <em><strong>Carta a uma Srta. em Paris</strong></em> (Julio Cortázar): Quando eu era pequeno tinha uma inveja sem tamanho de uma prima minha que tinha um coelho branco. Na páscoa ela soltava o bicho para tentarmos encontrá-lo, quem conseguisse ganhava o Ovo de Páscoa mais gostoso do dia. Entretanto, depois de ler esse conto fiquei com vontade de vomitar coelhinhos. Isso mesmo, comprar coelhinhos? Achá-los numa estrada? Jamais. Aqui enfia-se dois dedos quando sente que vai vomitar um, puxe as orelhas e os tire da garganta. Sua páscoa estará completa com 10, quem sabe 11 pulando pelo parapeito da janela.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/kika/">Kika</a>: <em><strong>O Homem que se Tornou Deus</strong></em> (Gerald Messadié): Este católico declarado causa furor na França, por sua maneira pouco ortodoxa de abordar o tema que é o foco desta época do ano: Religião. Neste livro conhecemos um Cristo mais homem que santo, com rivais poderosos, amigos influentes, e um discurso arrebatador. Explica ainda as diversas facções do judaísmo do século I, costumes da época, um retrato vívido de um Jesus que poucos conhecem. Vale lembrar, que o livro é um romance, não pretende ser histórico, apesar da formação de seu autor. É uma excelente obra para pensar em suas atitudes, e quebrar alguns paradigmas, seja você religioso ou não&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/carol/">Liv</a>: <em><strong>Alice no País das Maravilhas</strong></em> (Lewis Carrol): &#8220;De olhos vermelhos, de pêlo branquinho, orelhas bem grandes eu sou o coelhinho&#8230;&#8221; É mais ou menos isso que diz a cantiga. Pois bem, eu cito Alice no País das Maravilhas, por causa, é claro, do coelho. Aliás, esse é o mais anti-coelho da história. Cadê a barriga grande por ter comido uma cenoura com casca e tudo? Talvez Tim Burton com suas ideias freaks respondam essa questão, mas enquanto isso, Feliz Páscoa com muito Johnny Depp pra todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/tiago-pinheiro/">Tiago</a>: <em><strong>El Gaucho Insufrible </strong></em>(Roberto Bolaño): se os cristãos comemoram na Páscoa a volta de seu salvador, Bolaño retraça a descida aos infernos da literatura latino-americana, nesse conto pateticamente mundano. Nele, o advogado que ensina a Bíblia a uma família de caseiros no interior da Argentina, sendo ao fim crucificado por eles, como acontece em “São Mateus” de Jorge Luis Borges, é substituído por um juiz idealista, absolutamente entediado, que após a crise financeira dos anos 2000, resolve se recolher nos Pampas. Esses Pampas já não são os dos fortes, daqueles que domam bois e laçam novilhos: é um pasto de covardes, assustados por singelos coelhinhos canibais, que substituíram todo o gado. Ninguém é sacrificado aqui, e todos os personagens são bons moços (principalmente os empregados de Héctor Pereda, nosso juiz, que mesmo não sendo pagos, seguem-no fielmente, deixando sua casa portenha pronta para a sua Volta). Ao fim, é só o poeta de rua que tomba, assassinado.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4480">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F04%2F01%2Fmeia-palavra-indica-livros-e-contos-para-ler-na-pascoa%2F&amp;linkname=Meia%20Palavra%20Indica%3A%20Livros%20e%20contos%20para%20ler%20na%20P%C3%A1scoa">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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