Arquivo da Categoria ‘Comportamento’

Frases de Efeito

Publicado por Pips em maio - 28 - 2008

As frases de efeito podem ser encontradas facilmente em perfis de internet, já que às vezes é bem mais fácil pegar uma sentença pronta, bonita e poética e usá-la com o simples efeito de explicarem quem somos. O cuidado que deve ser tomado é: realmente sabemos de onde tiramos essa frase? Ela significa o que eu realmente sou ou o que quero dizer?

Lobão tem músicas que sempre ficaram na minha cabeça. Quando tocam na rádio, é raro eu mudar de estação ou diminuir o volume – muitas vezes ainda sou pego cantando os versos. Mas não é sobre o cantor que quero falar, e sim do Lobão mediador do MTV Debate. Acontece que um dos programas era sobre a internet e o isolamento das pessoas. Enquanto questões como falta de convívio social, apatia e vício eram discutidas, um dos convidados soltou o refrão “A maior expressão da angústia/Pode ser a depressão/Algo que você pressente”, de uma das músicas mais famosas de Lobão, como uma espécie de alusão ao que ele tentava explicar. O cantor não se sentiu elogiado e, categórico, disse que não havia qualquer sentido naquela citação porque ela não se referia ao assunto.

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As sementes da flexibilidade I

Publicado por Colaborador Meia Palavra em maio - 8 - 2008

Há normas e regras rígidas em tudo o que é oficial. Sabe-se que sua existência pretende a conservação da sociedade estabelecida. Nesse modelo, em geral, não há válvula de escape. Nada deve colocar em risco o poder estabelecido.

Ora, ora… Um ambiente fechado sob pressão tenderá a explosão, todos sabemos. No entanto, pactuamos com as regras gerais, com os padrões, mesmo que se perca um pouco de identidade, um pouco de flexibilidade, um pouco ou muito de liberdade. Claro que temos uma consciência a zelar e para ela também temos uma resposta dentro das normas: “É para o bem comum.” Bem comum, pressupõe-se o bem da comunidade. Um funcionamento mais-que-perfeito, tanto que, pode parecer uma unidade. Será que nossos sensores ratificam tranqüilamente essa afirmação? Leia a continuao desse artigo »

A crítica social de George Romero

Publicado por Colaborador Meia Palavra em maio - 8 - 2008

Talvez a principal contribuição do velho Romero à cultura pop sejam os adoráveis mortos que um dia resolvem levantar e sair atrás da gente. Na concepção de Romero, os zumbis são um reflexo da humanidade. O zumbi é o ser humano em estado puro, sem as amarras e limitações impostas pela vida em sociedade. Com essa definição, Romero imbuiu em seus filmes uma pesada crítica social contemporânea, não só em relação ao comportamento dos zumbis (como em Zumbi: O Despertar dos Mortos e em Terra dos Mortos), mas também em relação à situação e ao comportamento de todos os envolvidos no holocausto zumbi.

A Noite dos Mortos-vivos, produção de 1968, tem por base a luta pela sobrevivência. Trata-se de um grupo de pessoas tentando sobreviver a uma situação extrema com os parcos recursos disponíveis. Armas com pouca munição, carros sem combustível, janelas sem grades. Paralelamente a isso, Romero buscou retratar a situação social americana daquele ano. Isso se percebe em diversos aspectos do filme, como no polêmico personagem Duane Jones (que, reza a lenda, foi contratado pelo simples fato de ser negro), que, além de ser a pessoa mais lúcida na casa-refúgio, ainda consegue impor a sua liderança de forma positiva, além de ser o único sobrevivente do cerco dos mortos à casa-refúgio, para, no final do filme, ser morto por um caipira de forma absolutamente estúpida e desnecessária. Com Duane Jones, Romero buscou retratar Martin Luther King Jr. e Malcolm X, líderes negros de destaque nos EUA e que foram assassinados, respectivamente, em 1968 e 1965.

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Ler é chato

Publicado por Colaborador Meia Palavra em maio - 6 - 2008

Nada melhor que um título para contradizer o que vou falar… ou não. Na verdade não se trata de uma contradição com relação às frases que vão compôr esse texto, mas uma contradição com o que eu penso.

Há duas semanas, se não me engano, houve uma Feira do Livro aqui em Joinville. Uma semana com exposições de livros, bancas com livros a R$3 e outras com descontos de 20 a 50%. Além disso, vários autores nacionais foram trazidos para falar de suas obras, da experiência no mundo das letras, para se aproximarem dos leitores… que leitores?

Sim, eu pergunto pois em entrevista com a presidente do Instituto Feira do Livro, ela me disse que pedia pelo amor de Deus para as pessoas que passavam, que parassem e ficassem ali pelo menos dez minutos para dar volume e não decepcionarem o escritor, porque não havia quase ninguém na conversa…. Outro agravante é a quantidade de livros vendidos. Além de ser baixo, as pessoas que iam à feira só eram atraídas pois se estava dando canetas de brinde… O livro não interessa… a caneta é mais útil… Leia a continuao desse artigo »

Começar a ler

Publicado por Pips em abril - 15 - 2008

Quais são os melhores momentos para ler? Quando o cair da noite nos seduz a folhear as páginas repletas de aventuras, romances, esoterismo, ajuda, suspense e tantos outros gêneros. Ou talvez quando nos sentimos excitados em conhecer novos mundos, línguas, pessoas, personagens. Mas antes de ter um momento certo para ler, temos que criar um hábito e uma vontade de ler.

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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