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	<title>Meia Palavra&#187; Comportamento</title>
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		<title>Bibliomania – Desprendimento literário</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 16:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Palazo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assim como a maioria dos leitores, eu carrego certos trejeitos, cacoetes e manias que me acompanham durante minhas horas de leitura. Não reservo hora certa, procuro sempre andar com um livro por perto para me socorrer em filas, salas de espera e durante o trajeto em ônibus e metrôs. Por falar em transporte público, ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/desprendimentoliterario.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-16721" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/desprendimentoliterario-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Assim como a maioria dos leitores, eu carrego certos trejeitos, cacoetes e manias que me acompanham durante minhas horas de leitura. Não reservo hora certa, procuro sempre andar com um livro por perto para me socorrer em filas, salas de espera e durante o trajeto em ônibus e metrôs. Por falar em transporte público, ainda vou desenvolver um adesivo para colar ao lado dos bancos reservados e alegar que existe uma nova lei que reserva assentos para leitores. Além dos meios que se locomovem, eu também leio em casa. Geralmente sentado em uma poltrona, sofá, cama e até mesmo debruçado sobre uma mesa devorando palavras acompanhado de cafeína.</p>
<p style="text-align: justify">Alguns desses trejeitos e ideias poderiam ser explorados com maior profundidade, gerando até interessantes discussões. Mas uma atitude minha nos últimos tempos vem me chamando atenção. Não sei se inspirado pelo espírito natalino de solidariedade ou por um desprendimento estranho de bens materiais, mas o fato é que últimamente eu ando emprestando meus livros com certa facilidade.<span id="more-16716"></span></p>
<p style="text-align: justify">Tudo começou com a troca de livros. Recentemente escrevi na minha coluna sobre a prática do <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/21/leitura-marginal-escambo-literario/" target="_blank">escambo literário</a>, o que me rendeu ótimas trocas e obras fantásticas que vieram parar na minha mão. Mas para adquirí-las eu precisei me desprender de alguns livros, como os dois volumes de <em>Mushashi </em>(Eiji Yoshikawa), a coleção <em>O Imperador </em>(Conn Iggulden), três volumes de<em> Harry Potter</em> em espanhol, alguns livros da coleção do <em>Sharpe </em>(Bernard Cornwell), <em>Sobre Histórias de Fadas </em>(Tolkien), além de alguns pockets em inglês.</p>
<p style="text-align: justify">Obviamente que esses livros foram trocados, e em seus lugares eu adquiri outros de autores que ganharam destaque na minha estante como <strong>Milan Kundera, Amós Oz, Ernest Hemingway, Vladimir Nabokov, Jack Kerouac </strong>e<strong> Julio Cortázar.</strong></p>
<p style="text-align: justify">Mas a iniciação na prática do escambo levou-me uma nova mania, trejeito ou cacoete um tanto quanto estranho entre os amantes de livros. De repente, como que por obra do destino, espírito natalino ou simplesmente motivado por uma força maior eu comecei a emprestar meus livros.</p>
<p style="text-align: justify">Talvez você ache isso algo banal, afinal todo leitor empresta seus livros para outros leitores próximos desde que esses outros não risquem, rasgem, dobrem, escrevam, razurem, manchem os objetos emprestados e que devolvam os mesmos em um prazo máximo de 7 dias – sendo que se o prazo for ultrapassado a pessoa de posse do livro que não lhe é de direito receberá telefonemas ameaçadores até que o mesmo volte, intacto, as mãos do dono.</p>
<p style="text-align: justify">O fato é que eu não estipulo prazos para a volta dos meus livros emprestados, nem ao menos reclamo se os mesmos voltarem amassados ou razurados. Em alguns casos faço questão de esquecer que estão em poder de outra pessoa, e quando tentam me lembrar eu apenas digo para que fiquem ou repassem para uma terceira pessoa.</p>
<p style="text-align: justify">Em outros casos, quando eu percebo que há um interesse pela leitura a minha vontade de incentivar é imediata. Nos últimos meses, incentivei a filha da minha supervisora – de apenas 15 anos &#8211; emprestando a coleção completa de <em>Percy Jackson</em>, <em>Eragon</em> e os livros <em>Tequila Vermelha</em> e <em>Pequeno Irmão</em>. Engraçado como fico alegre quando ouço que ela está devorando-os.</p>
<p style="text-align: justify">Obvio que essa mania de emprestar sem me preocupar com o retorno fez alguns livros desaparecerem, como <em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/09/05/meia-palavra-explica-a-menina-que-roubava-livros/" target="_blank">A menina que roubava livros</a></em> (Markus Zusak), <em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/02/24/uma-breve-historia-do-mundo-h-g-wells/" target="_blank">Uma breve história do mundo</a></em> (H. G. Wells),<em> <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/10/26/noah-foge-de-casa-john-boyne/" target="_blank">Noah Foge de casa</a></em> (John Boyne) e <em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/08/06/operacao-valquiria-philipp-freiherr-von-boeselager/" target="_blank">Operação Valquiria</a></em> (Philipp Von Boeselager). E certamente outros que não me recordo ou que eu exercitei a prática do esquecimento voluntário, deixando que a obra se perca por ai.</p>
<p style="text-align: justify">Esse desprendimento não é aplicado a todos os meus livros. Existem alguns exemplares na minha estante que são protegidos por sistemas de segurança equipados com sensores de presença e infravermelhos. E que se for detectado a presença de um intruso, o mesmo receberá uma descarga elétrica capaz de torrar alguns neurônios.</p>
<p style="text-align: justify">Mas esse zelo aplica-se somente a algumas poucas coleções que tenho certo apreço. Na maioria dos meus livros a prática do desprendimento, caridade ou propagação da leitura é mais forte. Tanto que eu dificilmente coloco meu nome neles, gosto da ideia de que eles não tem dono e sim são livres para correr de mão em mão, que suas páginas sejam percorridas por diversos olhos e que suas ideias transformem pessoas que mudem o mundo de alguma forma, assim como disse certa vez Mario Quintana:</p>
<blockquote><p><em>Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify">Sabe, acho que tem um pouco de <strong>Mario Quintana</strong> nesse meu desprendimento literário.</p>
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		<title>Como fazer meu filho gostar de ler?</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 21:46:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Como fazer meu filho gostar de ler]]></category>
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		<description><![CDATA[Algumas pessoas sabem do meu gosto por leitura e então perguntam para mim que obras eu recomendo para que comprem para os filhos, de modo que essas crianças tomem gosto pela leitura. Eu lembro dos meus livros favoritos da infância e os recomendo, porém sempre faço questão de destacar que não é comprar livros e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/Teaching_Reading.jpg"><img class="size-medium wp-image-13249 alignleft" style="border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/Teaching_Reading-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Algumas pessoas sabem do meu gosto por leitura e então perguntam para mim que obras eu recomendo para que comprem para os filhos, de modo que essas crianças tomem gosto pela leitura. Eu lembro dos meus livros favoritos da infância e os recomendo, porém sempre faço questão de destacar que não é comprar livros e obrigar as crianças a lê-los que fará com que elas se tornem devoradores de obras consagradas quando forem mais velhos. O processo é lento, e requer bastante dedicação dos pais.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro, há sempre exceções, aquelas histórias de crianças que aprenderam a amar a literatura sem precisar de qualquer incentivo. Obviamente não é desses casos que vou falar aqui. A ideia é propor algumas dicas para você que deseja que seus filhos um dia sejam bons leitores, e com isso ganhem todas as vantagens que esse hábito maravilhoso pode oferecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-13246"></span><strong>Leia</strong>: Esta é a principal, e a que sempre enfatizo quando algum pai vem atrás de recomendações. Crianças são emuladoras, elas imitam as ações daqueles que fazem parte do seu cotidiano. Como a criança começará a ler se os pais não fazem isso? Então antes de querer que seu filho tenha esse hábito, o desenvolva você também, caso ainda não o tenha.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Elogie os livros e quem lê</strong>: Se a criança ouvir coisas como &#8220;Para que serve literatura? Tem é que estudar matemática!&#8221; é óbvio que ela não vai demonstrar muito interesse por isso. Reparem nos jovens próximos de vocês, como eles gostam de fazer a coisa sempre com um propósito claro (para professores o mais comum é &#8220;estudo porque quero passar na prova&#8221;, por exemplo). Elogie a literatura, pessoas que tem o hábito de ler e, mais ainda, elogie seu filho quando ele estiver lendo algo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deixe a criança escolher</strong>: Você pode estar carregado de boas intenções ao oferecer <em>Onde Vivem os Monstros</em> ou <em>Flicts</em> para seu filho. Foram livros importantes e agradáveis para você. Mas isso não significa que seu filho irá gostar também. Por isso, o importante é de quando em quando levá-lo até uma livraria ou biblioteca e deixá-lo livre para escolher o que quiser.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deixe a criança brincar com os livros</strong>: Essa é a parte mais difícil para os bibliófilos de plantão que morrem de orgulho das edições lindas em capa dura na estante do pimpolho. Mas não adianta dar livro e não deixar a criança se relacionar com ele da forma que quiser. Deixe que brinque, rabisque. Se você impor condições e proibições, ela prolongará isso para a leitura também.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tenha livros em casa</strong>: Pode parecer meio bobo, mas tem muito pai que pergunta o que recomendo para o filho ler, mas que não tem qualquer livro na estante. É uma questão de tornar o objeto familiar para a criança, algo comum. Se a criança só tiver contato com isso na escola, é lógico que ela atribuirá um valor de obrigação ao livro. A ideia é fazer parte da rotina de<em> lazer</em> também.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Converse sobre o que ele leu</strong>: Deixe que ele conte para você a história, que comente sobre o que achou mais interessante, ou porque não gostou de um determinado livro. Faça desse um momento seu e de seu filho. Se ele ainda não lê, converse sobre a história após ler o livro para ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não force a barra</strong>: Ler tem que ser um prazer. Não adianta querer que ele goste de livros já no primeiro contato. Tenha paciência e vá aos poucos. Se sentir que num determinado dia ele não está dando bola para isso, não insista. O mesmo trauma que muita gente carrega das leituras obrigatórias do colégio pode acontecer também com pais impondo a leitura de livros em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Como fica evidente, não há mágica. Há na realidade muito trabalho, e o principal, a participação dos pais nesse processo. Um livro pode ser automaticamente apaixonante para alguns, mas outros precisam conhecê-lo aos poucos, ver suas qualidades dia após dia até que em um momento vire gosto, ou mesmo hábito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempo: segundo o livro <em>What to Expect,</em> o normal é que uma criança aprenda a virar páginas ali perto dos 16 meses, sendo que isso pode acontecer antes (meu Arthur começou com 8 meses). Então, quanto mais cedo melhor &#8211; há muitos títulos para bebês disponíveis nas livrarias, e o melhor de tudo é que alguns são bem baratos.</p>
<p style="text-align: justify;">COMENTE ESTE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</p>
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		<title>Bibliomania &#8211; Leitura Bordejante</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 20:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos próximos meses os membros da equipe Meia Palavra estarão compartilhando com vocês um pouco de suas manias, cacoetes e costumes relacionados a livros e à leitura. A idéia dessa série de artigos é justamente relatar as idiossincrasias bibliófilas de cada um, promover o diálogo entre as diferentes opiniões sobre livros e leitura, e, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/bibliomania.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-13142" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/bibliomania.jpg" alt="" width="250" height="305" /></a>Nos próximos meses os membros da equipe Meia Palavra estarão compartilhando com vocês um pouco de suas manias, cacoetes e costumes relacionados a livros e à leitura. A idéia dessa série de artigos é justamente relatar as idiossincrasias bibliófilas de cada um, promover o diálogo entre as diferentes opiniões sobre livros e leitura, e, porque não dizer, conhecermos um pouco mais sobre os hábitos leitores de cada um, uma vez que todos temos certos “procedimentos” que regem nossa leitura.</p>
<p style="text-align: justify">Creio que todo leitor tem suas próprias manias e seu próprio modus operandi quando se trata de livros. Eu mesmo as tenho aos punhados. Poderia fazer um texto aqui que explorasse minha compulsão por coleções, como eu adoro tê-las (e lê-las, obviamente) e contemplá-las perfiladas na estante, com suas lombadas uniformes e o aspecto de ordem que essa disposição lhes confere. Poderia falar sobre os acompanhamentos culinários à leitura, entre os quais o café seria o protagonista; mas me deterei hoje em relatar um cacoete meu que vocês talvez já tenham notado, que é o que eu gosto de chamar de leitura bordejante.</p>
<p style="text-align: justify">Tanto quanto ler a <em>opus magnus</em> de cada autor, gosto de explorar suas obras menos conhecidas, de modo que, antes de encarar uma obra de maior monta, reconhecidamente clássica, eu prefiro ir bordejando e lendo as obras de “segundo plano”, aquelas que somente os leitores que se apaixonaram ao clássico irão buscar e, não raro, sentir-se meio decepcionadas com relação a ela, visto que a estarão explorando a sombra da obra prima. Foi assim que conheci <em>Olhai os lírios do campo</em> e <em>Incidente em Antares</em> antes de adentrar em <em>O Tempo e o Vento</em>; ou como li <em>Os Sofrimentos do Jovem Werther</em> antes de encarar <em>Fausto</em>.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-13141"></span></p>
<p style="text-align: justify">Embora eu adie muitas vezes a leitura do clássico para encarar primeiro as demais obras do autor, o processo contrário muitas vezes acontece e acabo bordejando às avessas, um bordejar pós-obra prima. Foi assim que depois de <em>Moby Dick</em>, fui atrás de <em>Bartleby</em> (que nem é assim tão desconhecida) e de <em>Mares do Sul</em>. O mesmo se deu com <em>O Grande Gatsby</em>, leitura a que se seguiram, por exemplo, <em>Seis Contos da Era do Jazz</em> e <em>Os Belos e os Malditos</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Talvez eu deva ampliar aqui a noção de leitura bordejante: minha mania não se dá somente em relação à obra prima e obras menos conhecidas, mas em relação a toda a produção de um autor. Quando começo a ler um autor de quem gosto, procuro a exaustão ler toda a obra dele. Minhas obsessões ultimamente tem sido John Steinbeck (até por conta da minha pesquisa de Mestrado, que lida com alguns romances dele) e Franz Kafka (que vocês devem ter notado a recorrência de resenhas de seus escritos).</p>
<p style="text-align: justify">Explico-me: a leitura de diversas obras de um mesmo autor conseguem desenhar um panorama mais abrangente, que permite identificar recorrências, idiossincrasias, obsessões, questão não resolvidas, temores, cacoetes, repetições, permanências e rupturas. Assim, mais do que ter uma única imagem, estática; você tem a possibilidade de sobrepô-las e fazê-las se mover, como numa película cinematográfica. Ao ler várias obras do mesmo autor, além de aprofundar seu conhecimento sobre o universo de significados desse, você consegue torná-lo mais humano, conhecê-lo em suas particularidades, concebê-lo (como é a própria “natureza” histórica dos homens) como um ser em movimento, mudando, transformando-se dialeticamente, onde convivem o que ele foi, o que ele é e o que ele anuncia que será.</p>
<p style="text-align: justify">Entre as vantagens dessa mania, destaco o preço. Você dificilmente irá encontrar um <em>Dom Quixote</em> por um preço convidativo, mesmo os sebos se acautelam nesse sentido; mas certamente encontrará <em>O Casamento Ardiloso</em> ou <em>Novelas Exemplares</em> por preços bem mais amigáveis. O fator número de páginas tem seu peso nesse caso, mas basta olhara para outros exemplos para notar isso, vide <em>A Insustentável Leveza do Ser</em> e obras mais &#8220;obscuras&#8221; de Kundera, tais como <em>A Imortalidade</em>, <em>A Brincadeira</em> ou <em>Risíveis Amores</em>.</p>
<p style="text-align: justify">O “movimento” que a leitura de várias obras proporciona deixa o leitor enxergar além do cânone, e acaba por transformar aquele autor-monumento, às vezes meio distante, em um ser humano de carne e osso, que tinha seus próprios medos e angústias, felicidades e realizações e suas próprias razões sobre o porque e como escrever. Alguns talvez possam preferir manter os monumentos em pé, de minha parte digo que prefiro muito mais descobrir o que lhes há de humano, misto de perfeições e imperfeições, que, apesar de todas as limitações  transgrediu ou transcendeu de alguma forma.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7947">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Badass: Porque os Valentões Fazem Tanto Sucesso?</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 19:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Badass]]></category>
		<category><![CDATA[Personagens]]></category>
		<category><![CDATA[Valentões]]></category>

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		<description><![CDATA[House, Hank Moody, Stalone (all), Bruce Willis (all), Kratos e por aí vai a lista gigantesca dos valentões da TV, Cinema, e hoje em dia, até dos games. Porque eles são tão legais? Porque o excesso de testosterona que exala de suas atitudes impensadas hipnotiza o público que ou quer dar pra eles, ou ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/07/badass.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-12196" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/07/badass.jpg" alt="" width="125" height="125" /></a>House, Hank Moody, Stalone (all), Bruce Willis (all), Kratos e por aí vai a lista gigantesca dos valentões da TV, Cinema, e hoje em dia, até dos games. Porque eles são tão legais? Porque o excesso de testosterona que exala de suas atitudes impensadas hipnotiza o público que ou quer dar pra eles, ou ser como eles? Leia este artigo e descubra o que faz com que eles sejam tão legais.</p>
<p style="text-align: justify;">E depois de o fora daqui! O que está olhando?</p>
<p style="text-align: justify;">Desde quando histórias começaram a ser contadas no alvorecer do mundo eles já existiam. Erguendo suas espadas banhadas em sangue, socando capangas com as próprias mãos ou mesmo enfiando os polegares no cinto exibindo suas armas, os anti-heróis, ou como podemos chamá-los, “badass”, sempre estiveram no imaginário humano. Agora a questão é, por que estes personagens que têm tudo para serem odiados fazem tanto sucesso?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-12195"></span>PERVERSÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para Freud e a psicanálise existem três formas de patologia psíquica: a Neurose, a Psicose e a Perversão. Para o pai da psicanálise tudo está ligado a forma como nos relacionamos com nossos objetos de desejo. Aqui vamos omitir a Psicose.</p>
<p style="text-align: justify;">A neurose é fácil de explicar, já que como eu e provavelmente você, fazemos parte do grupo dito “normal”, ou seja, somos neuróticos. Este não sabe bem o que o satisfaz. Por isso sentimos vontade de comer “não sei o que”, ou então, por mais que queiramos algo, quando encontramos este algo ele não nos satisfaz plenamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o perverso tem um objeto de desejo fixo. Um exemplo de perversão é o transtorno sexual conhecido como pedofilia. Eles só se satisfazem com crianças, porém se satisfazem plenamente. Ou seja, o perverso sabe exatamente o que quer, e faz o que for preciso para satisfazer seu desejo, independente do que seja. Não importa se for imoral, se for violar alguma lei ou mesmo machucar alguém, o perverso sempre vai atrás do que quer e só se satisfaz quando consegue aquele objeto de desejo específico.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, por mais que você entenda que a perversão é uma doença psíquica, você gostaria muito de saber “o que quer da vida” e acabar com sua indecisão; ou mesmo saber o que é que te faz feliz de verdade, o que satisfaz seus desejos. Ou seja, o neurótico, de certa forma, inveja a perversão.</p>
<p style="text-align: justify;">É fato que muitos desses personagens “badass” apresentam características dessa patologia psíquica. Jack Bauer não mede esforços para cumprir seus objetivos, além do mais, imagine se ele fosse parar pra pensar se torturar alguém para obter uma informação é ético ou humano? Ele não o faria. Geralmente ele foca no seu objetivo e não mede esforços para alcança-lo. Porém há uma desculpa na linha de ação deste personagem: o objetivo dele é” salvar o dia”.</p>
<p style="text-align: justify;">House administra tratamentos sem ter certeza do diagnóstico, faz intervenções cirúrgicas em pacientes sem ter certeza da doença, em fim, quebra o código de ética da medicina várias vezes ao longo dos episódios, porém, ele salva vidas.</p>
<p style="text-align: justify;">E os badass têm muito mais exemplos, seja nos filmes de estilo capa espada ou nos de faroeste. Porém, por mais que eles sejam chamados de “mocinhos”, têm que quebrar as regras e agir além da moral ética para atingirem seus objetivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, os badass não são, em sua maioria, perversos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>OBSESSÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além da fixação do objeto de desejo, a perversão está conectada a ausência de culpa. O perverso acredita sempre que está certo, e que o mundo está errado. Por isso eles são, geralmente, assassinos, estupradores, pedófilos e etc. Um exemplo ameno de perversão é o sadomazoquismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, em geral, os anti-heróis ou badass são neuróticos como eu e você. Isso facilita bastante a identificação do personagem com o público o que aumenta ainda mais seu carisma.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, os badass são em sua maioria classificados por uma subdivisão da neurose, que é chamada de neurose obsessiva. Na neurose obsessiva, principalmente a compulsiva, também há uma idéia de fixação de um objeto. Porém, o neurótico obsessivo não tem controle sobre isso, isto age além dele. Um caso de neurose obsessiva é o Transtorno Obsessivo Compulsivo. Pessoas com TOC realizam verdadeiros rituais, geralmente relacionados com limpeza ou organização, no entanto, não estão confortáveis com sua situação. Ou seja, eles têm idéia de moral e ética, a transgressão pesa em sua consciência. Isto acontece com a maioria dos personagens badass, salvo os perversos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isto não é igual a vida real? Quando você quebra uma regra você se sente mal por isso. Então o que os badass têm de diferente?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BADASS WAY OF LIFE</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os badass, como bons Neuróticos obsessivos “atiram primeiro e perguntam depois”. Além disso, eles sempre vão além. As regras que eles quebram geralmente são muito significativas, como aplicar um remédio que pode matar ou salvar um paciente, como faz House, torturar pessoas a sangue frio, como Jack Bauer, ou mesmo enfiar sua Millenium Falcum num campo de asteróides arriscando não só o seu pescoço, mas o de todos os tripulantes da nave. Os badass quebram as regras sem pensar, e em 90% da história eles só fazem isso, parando apenas pra se preocupar com a moral e ética no tempo que sobra, e pagando os preços de suas ações na mesma proporção.</p>
<p style="text-align: justify;">Os badass pagam pra ver, e sempre fazem coisas inusitadas por que são obsessivos. E geralmente, essas coisas são o que nós neuróticos achamos que é legal fazer, como ser um compositor de Jingles podre de rico que mora em Miame, como Charlie, ou mesmo ser um escritor auto-destrutivo como Hank Moody, que pega todas as mulheres da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, os badass mais legais são aqueles que arcam com as consequências dos seus atos, o que os torna mais reais e “neuróticos” como nós. Por isto, geralmente, nas séries, que tem mais tempo pra contar a história, em algum momento eles sofrem as consequências de suas ações, por mais que tudo se concerte na próxima temporada. Charlie de Two and a Half Men (Warner) e House (Univesal) inclusive fazem terapia em algumas temporadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto que nos filmes, principalmente os thrillers, isto geralmente acontece no ato final, quando tudo dá errado antes do grande final onde tudo é consertado.</p>
<p style="text-align: justify;">Os neuróticos obsessivos também possuem uma grande característica que é o uso exacerbado de um mecanismo de defesa chamado de “racionalização” para compensar suas deficiências emocionais. Eles substituem sentimentos por lógica sempre procurando uma “solução” para a tristeza, ou um argumento para suas ações. Por isso, estes personagens não são muito sensíveis, são “durões” e quase nunca pensam duas vezes. Nós, neuróticos normais sempre somos invadidos por uma nuvem de sentimentos confusos que muitas vezes não sabemos definir.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isto que estes personagens estrelam filmes de ação ou policiais, onde não tem tempo para confrontar seus sentimentos exibindo assim sua deficiência emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, diferente do perverso, o neurótico obsessivo badass não sabe exatamente o que quer. Ele “calcula” o que quer através da racionalização tentando ocultar seus sentimentos latentes. Geralmente a ação do badass ou anti-herói é movida por um motivo que está alheio a ele. Leônidas, em 300, não foi enfrentar Xerxes por motivos pessoais, ele foi para defender Esparta. Portanto, um motivo racional.</p>
<p style="text-align: justify;">E também, a magia do cinema e da arte de contar histórias em si nos poupa do sentimentalismo dos badass. Por que, como neuróticos, o peso de suas ações um dia vai cair sobre eles, exceto aqueles que morrem no final. Mas o que é realmente cativante num badass é que ele não guarda desejos. Ele vai atrás do objeto, mesmo que se frustre ou morra ou erre, esta última opção geralmente não acontece, o que é um mérito da fantasia das histórias. Enquanto que, para nós, o medo de errar geralmente impede a ação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VIDA REAL</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na vida real a física impõe uma ação e reação para tudo que fazemos. Geralmente, nossos erros nos condicionam a ter noção das coisas e construir um super ego forte, este último é a estrutura psíquica que nos limita dentro da lei, da ética e da moral, estrutura essa que é meio falha nos badass.</p>
<p style="text-align: justify;">Um erro também é a ilusão de que os badass são fascinantes todo o tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria das pessoas têm momentos em suas vidas em que fizeram algo de extraordinário, porém ninguém quebra regras, salva pessoas ou faz coisas interessantes 24h por dia. Aliás, no seriado de Jack Bauer, cada temporada é apenas um dia da vida do personagem. O que ele faz no resto do ano pode ser muito frustrante e entediante.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há quem tente. Porém, os badass da vida real geralmente se dão mal, vivendo pouco ou mesmo acabando por mudar de atitude no fim das contas, pois ninguém pode errar só de vez em quando apenas para o “roteiro” de sua vida se tornar mais humano ou interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, os badass residem no imaginário das pessoas, num ideal. E são admirados e provavelmente sempre existirão na literatura, teatro ou cinema porque, no fim das contas, eles são o que nós gostaríamos de ser, fazem o que gostaríamos de fazer e, o melhor de tudo, na maioria das vezes, se dão bem e/ou não pagam o preço de suas ações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o autor</strong>: Tiago Cabral é Psicólogo, escritor e game designer e pode ser encontrado também neste endereço: <a title="tiago cabral" href="http://www.kbgames.com.br/tiagocabral/" target="_blank">http://www.kbgames.com.br/tiagocabral/</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=7559">COMENTE O ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Sabres e Utopias, Visões da América Latina &#8211; Mario Vargas Llosa</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 17:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liv</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Desde criança, vivo acossado pela tentação de transformar em ficção todas as coisas que acontecem comigo, a tal ponto que às vezes tenho a impressão de que tudo o que tudo que faço e que fazem para mim – a vida, enfim – não passa de um pretexto para construir histórias. O que há por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/capa-sabres-e-utopias.jpg"><img class="size-medium wp-image-6477 alignleft" style="margin: 5px; border: 0px;" title="capa-sabres-e-utopias" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/capa-sabres-e-utopias-225x300.jpg" alt="" width="203" height="270" /></a>“Desde criança, vivo acossado pela tentação de transformar em ficção todas as coisas que acontecem comigo, a tal ponto que às vezes tenho a impressão de que tudo o que tudo que faço e que fazem para mim – a vida, enfim – não passa de um pretexto para construir histórias. O que há por trás dessa permanente transmutação da realidade em ficção? A pretensão de preservar certas experiências importantes contra a passagem do tempo devorador? O desejo de exorcizar, transfigurando-os, certos fatos dolorosos e terríveis? Ou, simplesmente, um jogo, uma embriaguez reunindo palavras e fantasia? Quanto mais escrevo, mais difícil me parece encontrar uma resposta”</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><span id="more-6476"></span></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Livros de crônicas, ensaios e artigos nos deixam mais próximos dos autores de quem admiramos. Partilhamos as suas ideias e ideais de forma objetiva e precisa. Assim é <em>Sabres e Utopias, Visões da América Latina</em> de <em>Mario Vargas Llosa </em>lançado no Brasil pela <em>Editora Objetiva.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Ao olhar para a capa do livro, podemos perceber do que ele se trata. Uma mão segurando uma caneta (dentro dela o mapa da América Latina) lutando contra um soldado. Que alegoria seria melhor do que essa? As ideias vencem a guerra e a barbárie.</p>
<p style="text-align: justify;">Admiramos Mario Vargas Llosa por seus escritos e sua imaginação, capaz de nos prender por horas. Nesse livro, conhecemos seu caráter. O autor ataca tanto os regimes de direita quanto os de esquerda. Faz um raio-x preciso e sincero de toda a América Latina.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao Brasil, chama a atenção <em>Lula e os Castro</em> onde mostra a sua indignação pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva encontrar em Cuba alegremente os irmãos Castro, e ignorar os pedidos de mediação em favor de presos políticos que eram torturados na ilha.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nem só política será encontrada no livro. Direitos humanos, literatura, história, economia e também as suas memórias. Memórias de um homem atormentado pelo horror da intolerância e pela sensação impotência (que certamente atormenta muitas pessoas como eu e você).</p>
<p style="text-align: justify;">Em um de seus escritos, ele diz: &#8220;Literatura não é para descrever países, mas sim para inventá-los&#8221;, assim como o autor, é necessário acreditar que há esperança para a América Latina, e que precisamos inventar.</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Objetiva</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.objetiva.com.br"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Editora Objetiva" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/09/logoobjetiva.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Livro:</strong> Sabres e Utopias,Visões da América Latina &#8211; Mario Vargas Llosa</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lançamento:</strong> 01/10/2010</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução de:</strong> Bernardo Ajzenberg</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Formato:</strong> 16 x 23</p>
<p style="text-align: justify;">432 páginas</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sugestão de Venda:</strong> R$ 49,90</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6325">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Lembranças Culturais de Buenos Aires</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 11:13:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ano passado o Tiago fez uma lista de livros que estavam por vir e que não tinham tradução pelo país, logo em seguida a Kika viajou para Paris e trouxe algumas lembranças literárias da viagem dela. Na última semana de Dezembro viajei para Argentina e gostaria de compartilhar alguns pontos que gostei da terra de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/DSC00290.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5728" title="DSC00290" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/DSC00290-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Ano passado o Tiago fez uma lista de livros que estavam por vir e que não tinham tradução pelo país, logo em seguida a Kika viajou para Paris e trouxe algumas lembranças literárias da viagem dela. Na última semana de Dezembro viajei para Argentina e gostaria de compartilhar alguns pontos que gostei da terra de Evita.</p>
<p style="text-align: justify;">Como marinheiro de primeira viagem a capital federal argentina andei por quase seis horas por dia em cada bairro e claro que em cada um deles tentei encontrar os vestígios dos meus autores favoritos de lá – Casares, Borges, Cortázar, Lugones e Sabato. Para minha satisfação tudo na cidade lembra os contos e romances desses autores, incluindo os propósitos da cidade em transformar praças, casas e demais coisas em pontos turísticos (algo normal pela Europa).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5692"></span>Entretanto não é sobre esses locais que gostaria de falar, mas sim das livrarias e dos livros que encontrei por lá, da minha jornada pela maior livraria da América Latina e também por pequenos redutos que se destacam em bairros “estilizados” ou da moda.</p>
<p style="text-align: justify;">Andando pela Rua Florida achei a versão reduzida do El Ateneo (que tem outras filiais na cidade que falarei em seguida), dedicada ao seu padrinho Julio Cortázar. Em quase todas as paredes há uma foto do escritor, nascido na Bélgica em 1914, com pequenos trechos de alguns de seus livros. As estantes não cobrem paredes gigantes e são distribuídas em cantos, deixando um espaço para circulação e em outros pontos preenchidos com cadeiras para você pegar o livro que (talvez) comprará e folhear um pouco. É interessante notar que essa livraria, como todas em Buenos Aires, separam as sessões por: Literatura Argentina, Literatura Latinoamericana, Literatura Universal e Clássicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/DSC00193.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5729" title="DSC00193" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/01/DSC00193-e1294193553629-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na irmã mais velha, El Ateneo da Av. Santa Fé, vemos um antigo teatro usando todo seu espaço para preencher com estantes espaçosas e um café localizado onde era o palco. No térreo temos Literatura (com as mesmas divisões da irmã caçula), livros de artes, guias turísticos, sociologia, psicologia, ensaios e direito. No subsolo fica o espaço de DVD’s e para as crianças, no segundo andar mais livros específicos e no último uma gama de exemplares musicais (CD’s e DVD’s) de coleções de ópera, tango, etc. É possível sentar nos antigos camarotes para ler ou apenas sossegar depois de ver uma livraria tão grande.</p>
<p style="text-align: justify;">Como diria o ditado: “tamanho não é documento”, a livraria carece de mais exemplares, incluindo dos autores nacionais. Nas duas filiais que fui era possível encontrar Obras Completas IV do Borges, alguns livros de contos do Cortázar (numa delas havia dois exemplares de o Jogo da Amarelinha) e apenas A Invenção de Morel do Bioy Casares. Mesmo as edições de bolso variavam entre a escassez e o nulo. Pensei ser um problema das editoras ou edições. Além dos argentinos, encontrei um livro que copilava três livros de contos de Roberto Bolaño, vários livros de Jorge Amado e algumas edições caprichadas de clássicos da literatura como Moby Dick e Dom Quixote.</p>
<p style="text-align: justify;">Poucos metros abaixo, encontrei a Cúspide Libros (outra forte rede na Argentina) que por dentro parecia um sebo de São Paulo: prateleiras juntas, livros muitos livros, pouca aparência marketeira, etc. Foi aí que minha surpresa transformou-se em decepção com a El Ateneo Grand Splendid, pois todos os livros e autores que eu procurava estava numa livraria menor e com um preço muito mais em conta. E apesar da cara de sebo todos os livros são novos. Encontrei todos os livros de Bioy Casares, as Obras Completas (realmente de Borges), Cortázar, Sabato, Lugones, Aguirre, Gelman, Guido e tantos outros e em formatos de bolso, formatos de grife, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Por ironia do destino, logo em seguida fui ao bairro Palermo, o local do momento e da cena intelectual e artística de Buenos Aires (de acordo com aqueles guias que se compram em bancas), e encontrei a Libros del Pasaje. Localizada na Rua Thames uma paralela da Av. Jorge Luis Borges (que começa perto da Plaza Julio Cortázar). Bem pequena olhando por fora, mas o interior é recheado de prateleiras que vão até o teto e além da divisão clássica de todas as livrarias da cidade, conta com divisões para crianças, adolescentes e pós-adolescentes. Tem um café com cara de erudito, onde muitos dos tais intelectuais vão para usar seus notebooks para fazer algo intelectual ou falar no google talk. Todavia, o que chamou minha atenção foi a parede que está ao fundo da livraria, onde há diversos desenhos e frases escritas com giz e tinta.</p>
<p style="text-align: justify;">A última livraria que passei foi uma chamada Art Books na Rua Chile em San Telmo. Totalmente especializada em livros de história da arte, fotografia, artes plásticas, esculturas, cinema, etc de volumes gigantescos que vão até 1.000 págs até uns mais simples com 100 págs. De lá só guardei a lembrança dos livros-filmes que você passa rapidamente com os dedos e eles mostram as figuras em movimento. Destaque para Un Dia En Buenos Aires e Dia de Los Muertos. Nesse mesmo bairro rola uma feira de domingo onde é possível encontrar antiguidades (não tão em conta) e algumas lojas de pôsteres (vai saber se você quer uma foto do seu escritor favorito em tamanho grande para te inspirar?).</p>
<p style="text-align: justify;">O que eu trouxe de lá:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cuentos</strong> (com três livros de contos: Llamadas Telefonicas, Putes Asesinas e El Gaucho Insufrible), de Roberto Bolaño<br />
<strong>Diario de la guerra del cerdo</strong>, de Adolfo Bioy Casares<br />
<strong>Historias desaforadas</strong>, de Adolfo Bioy Casares<br />
<strong>La muñeca rusa</strong>, de Adolfo Bioy Casares<br />
<strong>De las cosas maravillosas</strong>, de Adolfo Bioy Casares<br />
<strong>Salvo el Crepusculo</strong>, Julio Cortázar<br />
<strong>Cartas a los jonquieres</strong>, Julio Cortázar<br />
<strong>Los Premios</strong>, Julio Cortázar<br />
<strong>Foto de Escritor 1963 &#8211; 1973</strong>, de Sara Facio</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=6117" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Começar a escrever</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 12:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Meu primeiro texto para o Meia Palavra foi sobre “Começar a ler” e todos aqueles clichês que envolvem a repulsa às páginas de um romance, um conto, uma novela, etc. Há pouco tempo notei que não sou um escritor assíduo – escrevo bastante, mas não para seguir como um ofício. Entretanto, é bem curioso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/pen.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4828" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="pen" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/pen-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a>Meu primeiro texto para o Meia Palavra foi sobre “<a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2008/04/15/comecar-a-ler/">Começar a ler</a>” e todos aqueles clichês que envolvem a repulsa às páginas de um romance, um conto, uma novela, etc. Há pouco tempo notei que não sou um escritor assíduo – escrevo bastante, mas não para seguir como um ofício. Entretanto, é bem curioso que existem traços de quando escrevo muito e quando não escrevo. Surge com os convívios do dia a dia e as histórias do cotidiano (mesmo ordinário) e seguem por situações atípicas – tudo isso misturado e muitas vezes separado, mas que conversam entre si. Robert McKee<sup><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2010/11/24/comecar-a-escrever/#footnote_0_4825" id="identifier_0_4825" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="&Eacute; professor de escrita criativa. Seu livro Story: Substance, Structure, Style and The Principles of Screenwriting &eacute; refer&ecirc;ncia para quem quer escrever roteiros e pe&ccedil;as">1</a></sup> fala que acontecem muitas coisas no mundo para serem ignoradas pelos escritores.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4825"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Ouço muito – e quando digo muito, quero dizer muito mesmo – que para escrever bem deve-se, em primeira instância, ler bastante. Quando lemos com frequência, conseguimos evitar erros de português berrantes e conseguimos criar ou ao menos chegar perto de um estilo de escrita – seja inovadora ou apenas cativante . Dessa forma, conseguimos uma inspiração.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliando a leitura com a vontade de escrever, podemos mergulhar em nossos próprios textos e devemos escrever, errar, corrigir, ou seja, ser crítico com seus textos e com sua criação: matar personagens, dar voz a um coadjuvante, remodelar a história, reconstruir e destruir o universo das palavras – elas são as armas, os escudos, as sombras e os fantasmas e também fugitivas e provocadoras. Por isso revisar (ou seria ler com atenção?) e destruir são ferramentas importantes para aqueles que almejam escrever, não importando a plataforma ou mídia.</p>
<p style="text-align: justify;">A criatividade entra em segundo plano, afinal, muitas pessoas podem e conseguem ser criativas e não chegam nem perto de bons sintetizadores na hora de encarar uma caneta ou um teclado de computador. Deve-se sim respeitar todo alento criativo que apareça, anotar para não esquecer, mas essa não é a base &#8211; que fica por conta da arquitetura do seu texto.</p>
<p style="text-align: justify;">Dois detalhes importantes são: quando escrever e onde? Muitas pessoas se imaginam numa casa de campo, isolada do mundo e de interferencia. Eu não consigo me imaginar naquele lugar bucólico para escrever, tenho que ter barulho, conversas e intervenções – direta ou indiretamente. A disciplina da escrita não é uma regra a ser seguida de momento, é preciso estar a vontade quando as primeiras palavras surgem dos dedos ágeis.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrever e reescrever. Muitas vezes falamos e esquecemos de guardar, e o que é a escrita senão lembranças forjadas a partir das fragmentadas? Escrever são contrastes, batalhas de vozes dentro do escritor, quando descobrir qual a voz que guia seu texto, tudo ficará mais natural – nunca fácil. Lembre-se: escrever é tese e antítese.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5788" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_4825" class="footnote">É professor de escrita criativa. Seu livro <em>Story: Substance, Structure, Style and The Principles of Screenwriting </em>é referência para quem quer escrever roteiros e peças</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>O fenômeno Harry Potter na literatura e nos fãs</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 20:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Taize Odelli</dc:creator>
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		<category><![CDATA[J.K. Rowling]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Infanto-Juvenil]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao pensar em Harry Potter, é impossível não lembrar do fenômeno que foram as suas histórias. Crianças lendo verdadeiros tomos e clamando por mais livros, esperando ansiosas a cada novo capítulo da série. De 1997, ano de lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal, até 2007, quando foi publicada a última parte da saga, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/hptheend.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4588" title="hptheend" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/hptheend.jpg" alt="" width="500" height="313" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ao pensar em <strong>Harry Potter</strong>, é impossível não lembrar do fenômeno que foram as suas histórias. Crianças lendo verdadeiros tomos e clamando por mais livros, esperando ansiosas a cada novo capítulo da série. De 1997, ano de lançamento de <strong>Harry Potter e a Pedra Filosofal</strong>, até 2007, quando foi publicada a última parte da saga, milhões de crianças, adolescentes e até adultos foram tomados em cheio pela trama do jovem bruxo. Principalmente depois das versões cinematográficas que tornaram Harry Potter um personagem popular.</p>
<p style="text-align: justify;">Os livros de <strong>J. K. Rowling</strong> não são o que podemos chamar de grande obra literária. Não trazem uma revolução narrativa ou em sua estrutura. É o simples relato de uma aventura elaborado de forma a chamar tanta atenção prendendo qualquer um que a lê. O mérito de Harry Potter está no seu resultado: uma legião de novos leitores, que continuam crescendo. Eu, por exemplo, virei leitora assídua depois de ser apresentada à história desse mundo mágico. E me sinto tão presa à saga que ainda hoje acompanho cada notícia que sai sobre as adaptações para o cinema.<span id="more-4586"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Porque cresci junto com Harry Potter. Os personagens foram evoluindo conforme eu também vivia novos desafios – claro, muito mais simples comparados aos mistérios ligados à magia. Começamos com um livro que mal chaga às 200 páginas e, conforme Harry, Rony e Hermione crescem, o que J. K. tem para nos contar aumenta gradativamente. Terminamos com um livro com mais de 700 páginas, devorado em poucos dias. Alguns até em um. Observamos os males de cada um, como eles se transformaram em pessoas boas e corajosas, o método de cada um agir.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que esse foi o ponto principal de atração da série Harry Potter. Escrever livros para crianças, mas crianças que estão crescendo, descobrindo e aprendendo novas coisas. Crianças deslumbradas com novas responsabilidades, entrando em uma nova fase da vida, assim como Harry Potter em seu primeiro livro. E a cada ano, novos desafios, mais coisas a enfrentar e mudanças para assimilar. Os personagens de Harry Potter passam por tudo isso, e quem pegou os livros no embalo da publicação provavelmente também estava passando por essas transformações. Quem não vai gostar de histórias que transportam inseguranças infantis e adolescentes para páginas, mostrando aos leitores que todos passam por elas?</p>
<p style="text-align: justify;">Os livros, que de início envolviam a pura aventura – a busca por ela, basicamente – passaram a envolver esses sentimentos adolescentes de rejeição, amor e insegurança. A partir do terceiro livro, <strong>O Prizioneiro de Azkaban</strong>, os jovens leitores começam a lidar com questões pessoais das personagens, a reconhecer nelas seus próprios problemas. Daí em diante o número de páginas dos livros de Harry Potter só aumentam para dar espaço a esses conflitos particulares que muitas vezes nem envolve a recuperação de Voldemort e sua volta ao poder. E, particularmente, são esses conflitos que mais impactam. Quem não se emocionou com Sirius Black ao se revelar no terceiro livro e nos abandonar no quinto? A dedicação de Dumbledore a ensinar o máximo possível a Harry em <strong>O Enigma do Príncipe</strong>? E, principalmente, conhecer a real história de Severo Snape no último livro da série? Eram nesses momentos que residia toda a emoção dos livros de J. K. Rowling.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/harry10years1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4592" title="harry10years" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/harry10years1.png" alt="" width="500" height="310" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os filmes só estenderam a abrangência da série. Não trazem nenhuma revolução na história, certamente mais desagradam os fãs que choram exageradamente a cada corte que o diretor faz na trama, mas também tem uma ligação emocional. Se nos livros crescemos com as personagens, nos filmes vivemos com os atores. E por mais que nenhuma imagem filmada se compare à imaginação, a maioria gosta de ver a fantasia se tornar realidade em uma tela de cinema. E os filmes seguiram a mesma linha dos livros: da aventura aos conflitos pessoais e a batalha contra o mal cada vez mais sombria. Depois do último livro publicado, parece que os filmes ganharam ainda mais importância, pois mesmo com o final da saga – que a muitos desagradou –, continuamos a vivenciar um pedaço dessa história. São nossa última chance de viver a ansiedade por algo novo da saga.</p>
<p style="text-align: justify;">Não importa como <strong>Harry Potter</strong> terminou. Importa é como essa história se desenrolou, como serviu de entretenimento para várias crianças, depois adolescentes, depois adultos que não perderam uma parte dessa aventura. De como essa série abriu as portas da a literatura para muitos jovens que antes não largavam a televisão. Claro que isso não aconteceu com todos, mas a parcela de pessoas que foram adquirindo o hábito de leitura é considerável, um mérito dado à J. K. Pode não ter a profundidade de um Dostoiévski, a discussão moral de um Eça de Queiroz, mas teve potencial para fazer milhares de pessoas se interessarem por esses escritores posteriormente. Harry Potter sempre será citado com um brilho no olhar por quem teve a oportunidade de acompanhar seu desenvolvimento, ou seu crescimento próprio refletido nos livros.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Imagens: <a href="http://onlinepensieve.tumblr.com/">Self-Proclaimed Fangirl</a> e <a href="http://hellyeahnerdstuff.tumblr.com">Hell Yeah Nerd Stuff</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1912&amp;page=6" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Crescendo com Harry Potter</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 17:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Crescendo com Harry Potter]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Harry Potter]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Rowling]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirando a Bíblia, é claro, nenhum outro trabalho literário reuniu uma comunidade de aficionados tão magistralmente grande quanto a de Harry Potter. Desse religioso fandom, os leitores mais próximos do mundo saído da cabeça de J.K. Rowling são os que acompanharam a adolescência de Harry, Ron e Hermione enquanto viviam a sua. Casa mais legal, melhor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/harry-potter.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4544" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="harry-potter" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/11/harry-potter.jpg" alt="" width="270" height="306" /></a>Tirando a Bíblia, é claro, nenhum outro trabalho literário reuniu uma comunidade de aficionados tão magistralmente grande quanto a de <strong>Harry Potter</strong>. Desse religioso fandom, os leitores mais próximos do mundo saído da cabeça de <strong>J.K. Rowling</strong> são os que acompanharam a adolescência de Harry, Ron e Hermione enquanto viviam a sua.</p>
<p style="text-align: justify;">Casa mais legal, melhor matéria, professor favorito, personagem mais querido, casalzinho por quem torcia – era gente como a da sua escola, só que carregando varinhas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4543"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E, porque bilhões de mentes fervendo à flor da idade pensam mais do que uma inglesa saída da depressão, a obsessão por <strong>Harry Potter</strong> tornou-se maior do que a própria obra. Nenhuma série teve tantos finais alternativos, como é fácil de se ver procurando fan fics na Internet.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a sua mãe (que leu também – e mandou você não contar spoilers para ela) ficou chocada com as reviravoltas do <strong>Snape</strong>, você talvez tenha lido um enorme tratado em algum fórum profetizando o que ia acontecer. Mas, mesmo com toda a especulação de fãs examinando suas bolas de cristal entre um livro e outro, a Jo (nossa amiga íntima) ainda dava um jeito de surpreender e emocionar. Negue quem não morreu de dó lendo os traumas do passado de Dumbledore.</p>
<p style="text-align: justify;">A conclusão da saga é o fim de uma fase na vida de muita gente, e é com satisfação mas também com relutância que as pessoas se despedem. Eu, pessoalmente, já tenho minhas mil teorias formadas em cima do sétimo livro (identidades secretas! quarta insígnia!).</p>
<p style="text-align: justify;">Esperança é a última que morre, e &#8220;morte é só a próxima aventura&#8221;: em recente entrevista à Oprah, Jo diz que não elimina a hipótese de escrever um próximo livro de <strong>Harry Potter</strong>. Aí, como já virou ritual, vou à livraria à meia-noite do dia de lançamento – e, pode apostar, não estarei sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sobre o autor</strong></span>: <strong>Fausto</strong> é um universitário sem rumo ocupando seus vazios com muita música e cinema. Você pode encontrá-lo no twitter.com/faustokoerich</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O especial Harry Potter continua no Meia Palavra! Não esqueça de votar no melhor livro da série lá no <a href="http://votorama.mtv.uol.com.br/harry-potter-qual-e-o-melhor-livro" target="_blank"><strong>Votorama</strong></a><strong>.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=1912&amp;pid=93019#pid93019" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Aprender Idiomas &#8211; A visão da estudante</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 19:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Línguas&Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de estudo]]></category>
		<category><![CDATA[Idiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Línguas]]></category>

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		<description><![CDATA[Se tem algo que gosto de estudar é um novo idioma. Comecei no colégio mesmo, com o inglês básico, fiz francês, espanhol, e agora estou estudando alemão. É mais um dos meus vícios. E neste entra e sai de escolas de idiomas, notei que muita gente tem dificuldade de aprender uma outra língua. O que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/sprachen-lernen.jpg"><img class="size-medium wp-image-4238 alignright" style="margin: 5px;" title="sprachen lernen" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/10/sprachen-lernen-300x237.jpg" alt="" width="270" height="213" /></a>Se tem algo que gosto de estudar é um novo idioma. Comecei no colégio mesmo, com o inglês básico, fiz francês, espanhol, e agora estou estudando alemão. É mais um dos meus vícios. E neste entra e sai de escolas de idiomas, notei que muita gente tem dificuldade de aprender uma outra língua. O que me inspirou a fazer esse post. São 10 dicas, coisas que me ajudaram a aprender todos os idiomas estrangeiros que hoje sei. Quem sabe funcione para o leitor também, não é?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4234"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1. Conheça seu próprio idioma. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O aprendizado de um novo idioma nos leva diretamente aos nossos primeiros anos de escola. Iniciamos analfabetos. Aprendemos o abecedário, os números, os cumprimentos. E um bom aprendizado de idiomas precisa de uma boa base gramatical. Facilita muito saber como se constrói uma frase em português, por exemplo. Saber quem é o sujeito, o que é predicado, a diferença entre frase e oração, adjetivos, advérbios, tempos verbais, etc. Essa nomenclatura, algo banal mesmo, é fundamental para entender o raciocínio por trás do idioma estranho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. Se interesse pela cultura do país.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A linguagem está intrinsecamente ligada à cultura de um lugar, ou de um povo. Conhecer a história deste lugar, um pouco que seja, pode ajudar a entender o porquê de um idioma usar tal ou tal raiz; saber qual idioma deu origem à língua estudada ajuda a entender sua gramática. Mas mais que isso, se interessar pela cultura do país implica descobrir algo sobre este lugar que te agrade. Pode ser a culinária, a literatura, a música, o cinema, os blogs, vídeos no YouTube, a história. Ou adaptar seus gostos à essa cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Exemplifico: gosta de ler? busque um autor que escreva no idioma que você está aprendendo, leia sobre sua vida, e tente ler sua obra no original. Está no nível básico? Para isso servem as versões resumidas. Gosta de música? Pergunte no Twitter se alguém conhece alguma banda boa de um artista daquele lugar. Busque os vídeos no YouTube, leia as letras, mesmo sem entender nada. Preste atenção em como o vocalista pronuncia as palavras. Sua paixão é culinária? Busque a palavra &#8220;receitas&#8221; no dicionário e jogue no Google. Tente ler a receita, tente FAZER a receita.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses pequenos atos ajudam a se interessar pelo idioma, a &#8220;tomar gosto pela coisa&#8221;. E a emoção de finalmente entender aquela letra, aquela frase, ou acertar aquela receita são excelentes motivadores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3. Ouça o idioma.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Parece simples, mas pode ser desesperador. O ouvir o idioma é: pegar o CD da apostila e ouvir, deixar a TV ligada num canal do pais e tentar entender o que está falando e, no início, se desesperar porque não está entendendo lhufas. Mas insista. Ouça. Se tiver audiobooks ou legendas no próprio idioma, melhor ainda. Para falar corretamente, é preciso ouvir com atenção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. Estude fonética.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além de ouvir com atenção, uma coisa que me salvou no estudo de idiomas foi entender um pouquinho de fonética. Não, não é necessário saber todos aqueles símbolos da fonética, aceitos mundialmente, a não ser que seu objetivo seja lecionar. Anote os fonemas do idioma que você está aprendendo. Se eu= oi (exemplo do alemão), se eu=ê (exemplo do francês). Anote com calma, e anote todos, mesmo que pareçam muito com o português. Leia em voz alta um texto usando a lista como apoio. Haverá exceções, sempre há, mas no geral, você terá uma boa ideia de como se fala aquela palavra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5. Aprenda a usar o dicionário</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa talvez seja a dica mais importante. O dicionário é uma ferramenta poderosa no aprendizado de outras línguas. Ele traz muitas informações úteis além do significado da palavra: diz seu gênero, sua fonética, seu grupo gramatical e em alguns casos até mesmo a formação do plural. Não passe por cima daquelas letrinhas antes do início do verbete em si. No início de todos os dicionários nos quais pus a mão consta uma lista das abreviações usadas na obra. É ela que vai te orientar. Pegue uma palavra fácil, conhecida, e pesquise por ela, só como teste.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6. Faça relações.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Procure relacionar as palavras novas com frases conhecidas, aprenda o adjetivo com seu contrário. Preste atenção no que é parecido, e no que é muito diferente. Relacione com algo que use no dia a dia. Brinque com os amigos, incluindo aquela palavra que você quer aprender no meio de uma frase na língua materna. Comente com alguém o fato de aquela palavra ser feminina num idioma, enquanto em português é masculina. (Por exemplo, sabiam que &#8220;Sol&#8221; em alemão é &#8220;a&#8221; Sol?).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7. Não traduza tudo ao pé da letra</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A linguagem é nossa maneira de expressar nossos pensamentos. E culturas diferentes geram pensamentos diferentes. Assim como algumas expressões correntes no Brasil não têm nenhum sentido se traduzidas literalmente para outra língua, o contrário também ocorre. Por isso, ao aprender um idioma, muito mais vale entender o sentido da expressão do que o significado de cada palavra. Pois, como Schopenhauer já  havia notado, as palavras nunca tem exatamente o mesmo significado de seu sinônimo em outro idioma. Elas compartilham um sentido em comum, mas não significam exatamente a mesma coisa. Por isso, ao invés de traduzir, tente pensar no idioma estudado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. Arrisque-se.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fale em voz alta. Não tenha medo de errar, principalmente se estiver em sala de aula. Aprendemos muito mais com nossos erros do que com nossos acertos, esse é um clichê que contém uma boa parcela de verdade. Falar errado na sala de aula é ganhar a oportunidade de ser corrigido, para falar certo numa situação real. Pergunte coisas relacionadas ao tema estudado. Se aprendeu sobre a família, pergunte como se fala cunhada ou sogra. Se estão aprendendo os móveis, pergunte o nome de um objeto que você tenha em casa. Formule mensagens no twitter. Mande SMS naquele idioma. Alugue um filme desconhecido pelo idioma falado. Faça pesquisas no Google.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8. Faça um caderno.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas faça mesmo. Use um bloco de notas ou a própria apostila para anotar as coisas durante as aulas, mas aproveite uma folguinha para passar um caderno a limpo. Nele, organize suas ideias, conjugue os verbos mais importantes, faça lista das palavras que aprendeu em aula, bem como expressões importantes, de um jeito que você entenda. Transforme-o num memorando, em algo fácil de consultar em caso de dúvidas. Assim, além de praticar a escrita, você tem um material do seu jeito que pode ser levado além da aula.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9. Mude o idioma de aplicativos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Você conhece seu celular, sabe de cor e salteado onde são os botões para as principais funções? Troque o idioma dele. Aproveite e troque o idioma de seu Facebook, Orkut, caixa de emails e instalação de programas fáceis para aquele que você estiver estudando. Essa é uma das maneiras mais fáceis de se manter em contato com a língua estrangeira. E é divertido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10. Se divirta.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E se divirta. Finja que voltou pra escolinha primária e desenhe as palavras; use canetinhas coloridas; ria de seus erros. Aplique o que você aprendeu em sala de aula em coisas que você goste de fazer. Veja desenhos animados dublados naquele idioma. Faça jogos com seus colegas de classe. Quando o estudo diverte, a gente acaba aprendendo mais.</p>
<p style="text-align: justify;">
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<p style="text-align: justify;">
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