Em janeiro a Taize escreveu em sua coluna um texto inspirador em defesa dos não leitores. A ironia de uma devoradora de livros defender aqueles que não leem não gerou a tal polêmica prometida, apesar de ter levantado pontos importantes sobre o respeito às pessoas que têm por opção abdicar do direito de ler. Polêmica [...]
La boîte à Pensées: Book smarts vs. Street smarts
Muitos dos não leitores que conheço (principalmente os orgulhosos de não ler) têm a impressão de que ler é um hábito comum a ermitões que nunca saem de casa ou se divertem. Em inglês há mesmo expressões como book smarts, que levam direto ao estereótipo do leitor enfurnado num quarto cheio de livros, que não [...]
Bem-vindo ao Deserto de Sonora! – Mesa de trabalho
Não sei se faz sentido ou não descrever a minha mesa. Afinal, eu poderia apenas tirar uma foto, como muitos fazem aqui com suas estantes de livros. Mas não faria sentido: não há câmera nem ângulo capaz de captar o movimento implícito nessas pilhas de livros cujas capas e lombadas nem sempre estão à vista [...]
Sweet as a bee – Lendo Porto Alegre
Nas últimas semanas estive envolvida com a leitura de três livros que, coincidentemente (juro!), se passavam praticamente no mesmo cenário: Porto Alegre. Comecei com Diário da Queda, de Michel Laub, segui com Se eu olhar pra trás, de Ademir Furtado, e terminei com Habitante irreal, de Paulo Scott. Três autores gaúchos, um que agora mora [...]
Anos-luz Depois: Literatura do fim do mundo

“O último homem na Terra estava sozinho na sala. De repente, ouviu baterem na porta.” (Luiz Braz). O fim do mundo está chegando mais uma vez. Com data marcada, uma profecia de povos antigos e muitos rumores, a ocasião não chega a ser exatamente algo original e que me preocupe. Era isso que eu pensava, ao menos, até [...]
Gatos Empoleirados – À memória fraca
Há uma semana ocorreu um Shabat em memória às vítimas do Holocausto na Congregação Israelita Paulista e eu, como um entusiasta do judaísmo – vide os livros sobre o assunto que já resenhei, duas ou três colunas que escrevi -, sem kipá e sem torá, compareci. Por medida de segurança extrema, antes de entrar no [...]
Shakespeare escrevia por dinheiro: Ritmo de leitura
Dia desses no fórum travei um diálogo que era até meio surreal. A coisa toda começou com uma mensagem que afirmava, basicamente, que as pessoas tinham que gostar de clássicos, porque se elas dizem que não gostam é porque não costumam ler nada de bom. Eu tomei o argumento como uma bobagem, visto que, bem, [...]














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