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	<title>Meia Palavra &#187; Cinema</title>
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	<description>O prazer de uma palavra e meia em Meia Palavra.</description>
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		<title>Os Filmes de Hayao Miyazaki &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 10:04:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
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		<description><![CDATA[Animes costumam gerar opiniões extremas: há aqueles que odeiam e há aqueles que adoram. Porém, para além dessa da admiração ou do ódio, ou de todo o estigma que essa arte possui, vivificado desde os clássicos Dragon Ball até a recente “yellow fever” de Naruto, os animes em longa metragem são um caso a parte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/600full-hayao-miyazaki.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3012" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="600full-hayao-miyazaki" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/600full-hayao-miyazaki.jpg" alt="" width="200" height="203" /></a>Animes costumam gerar opiniões extremas: há aqueles que odeiam e há aqueles que adoram. Porém, para além dessa da admiração ou do ódio, ou de todo o estigma que essa arte possui, vivificado desde os clássicos <em>Dragon Ball </em>até a recente “yellow fever” de <em>Naruto</em>, os animes em longa metragem são um caso a parte, uma categoria especial. Dentro dessa categoria restrita de animes em longa-metragem famosos, em que talvez <em>Akira</em>, de Katsuhiro Ôtomo seja o título mais famoso, há um certo diretor cuja obra vem se celebrizando e angariando elogios e fãs em todo o mundo: Hayao Miyazaki.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse diretor japonês, nascido em 1941 em Tóquio, é responsável por obras cinematográficas como <em>Nausicaä do Vale do Vento</em>, de 1984; <em>Meu Vizinho Totoro</em>, de 1988; <em>Princesa Mononoke</em>, de 1997; <em>Viagem de Chihiro</em>, de 2001; <em>O Castelo Animado</em>, de 2004 e o recente <em>Ponyo à Beira Mar</em>, lançado em 2008 que chegou aos cinemas brasileiros recentemente.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3011"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Conhecido por animações de qualidade inquestionável, tanto em relação a roteiros e personagens como também em relação à arte em si, Miyazaki entrou para o hall da fama dos diretores de cinema. Suas obras explodem em cores expressivas, técnicas de animação extraordinárias, com mensagens profundas e fantásticas, abundando em todos os sentidos em filmes espetaculares e obrigatórios para fãs do gênero e de cinema em geral.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Nausicaa.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3013" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Nausicaa" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Nausicaa.jpg" alt="" width="200" height="286" /></a>Os filmes em seu currículo falam por si, pois são verdadeiras obras de arte do Cinema. <em>Nausicaä do Vale do Vento</em> é um filme espetacular, que junta a fantasia com elementos sci-fi que, quando adidos, ganham feições mágicas, quase abstratas, mas que, no contexto da trama e do universo fantástico, dão o tom misterioso que segue a menina Nausicaä ao longo da trama. Num futuro pós-apocalíptico os seres humanos convivem com estranhas criaturas e uma floresta com esporos venenosos, tendo que encontrar nesse nada inóspito lugar um meio de sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">O equilíbrio tênue que mantém o Vale do Vento encontra-se ameaçado pela força misteriosa que encerra uma preocupação ecológica, marca também de outro filme seu, <em>Princesa Mononoke</em> e também de <em>Meu Vizinho Totoro</em>. O meio ambiente tem raízes místicas, espirituais, que desafiam a compreensão tanto de Nausicaä quanto os personagens do filme de 1997. Espíritos ancestrais, deuses, criaturas fantásticas entre outros seres, eivados da tradição japonesa, tão comuns nos animes, perambulam pelo cenário criando as brumas de mistério que marcam as histórias e tornam os desfechos espetáculos de pura magia.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/princesa_mononoke.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3014" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="princesa_mononoke" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/princesa_mononoke.jpg" alt="" width="200" height="278" /></a>Princesa Mononoke</em> conta a história do embate da natureza contra a exploração desenfreada dos seres humanos. Ashitaka, um jovem guerreiro, encontra San, a princesa Mononoke, criada por lobos, e juntos entram em uma batalha épica pela defesa da natureza. O filme tem uma mensagem ecológica clara, mas que encanta pela originalidade dos personagens e pela inusitada relação entre natureza e fantasia. O meio ambiente nos filmes de Miyazaki se assemelha muito mais para a mística Gaia do que uma concepção mais realista e factual. Essa visão ao mesmo tempo em que deslumbra deixa patente a necessidade de uma atenção maior à questão ambiental. Engraçado ainda como Miyazaki consegue fazer isso sem deixar de lado a arte maravilhosa e toda a experiência visual que as animações conseguem transmitir.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/totoro_p.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3015" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="totoro_p" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/totoro_p.jpg" alt="" width="200" height="274" /></a>Meu Vizinho Totoro</em> mantém aquela visão toda mágica da natureza. A história do filme consiste na mudança de um homem e suas duas filhas para o campo, numa casa que dizem ser mal assombrada (lembrei de <em>Coraline</em>, do Neil Gaiman); assim eles ficam mais próximos a mãe, que convalesce em um hospital próximo e podem ficar sob os cuidados da avó, que vive nas redondezas. As duas irmãs encontram na tranqüilidade bucólica um mundo de fantasia que as ajuda a superarem a ausência da mãe e a preocupação com seu estado de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Totoro é um espírito guardião da floresta, que embarca as duas irmãs em situações divertidas e aventuras que mostram toda a beleza do universo infantil. Um passeio divertidíssimo por cenários deslumbrantes, pela meiguice de Mei (a irmã menor) e pela tranqüilidade da infância.</p>
<p style="text-align: justify;">Na próxima semana tem a parte II, com <em>A Viagem de Chihiro</em> e <em>O Castelo Animado</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5148" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F07%2F29%2Fos-filmes-de-hayao-miyazaki-parte-i%2F&amp;linkname=Os%20Filmes%20de%20Hayao%20Miyazaki%20%26%238211%3B%20Parte%20I">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Entre o filme e a filosofia: Dogville e Nietzche</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 15:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dindii</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Além do Bem e do Mal]]></category>
		<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[O Anticristo]]></category>

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		<description><![CDATA[“Há homens que já nascem póstumos”. Nietzsche tinha plena consciência de que suas idéias somente influenciariam gerações posteriores àquela que pertenceu. Se durante a sua época o filosofo não foi valorizado, no século seguinte ocorreu exatamente o oposto: Ele se tornou um dos mais célebres pensadores a serem discutidos e assim segue até hoje.
Li sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dogville1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2976" style="margin: 5px; border: 0px;" title="dogville1" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/07/dogville1-213x300.jpg" alt="" width="149" height="210" /></a>“Há homens que já nascem póstumos”. Nietzsche tinha plena consciência de que suas idéias somente influenciariam gerações posteriores àquela que pertenceu. Se durante a sua época o filosofo não foi valorizado, no século seguinte ocorreu exatamente o oposto: Ele se tornou um dos mais célebres pensadores a serem discutidos e assim segue até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Li sua crítica ardente à sociedade e o ser humano nos livros “Alem do Bem e do Mal”, que mostra as diferentes facetas que uma pessoa pode assumir, e, sobretudo, “O Anticristo”, onde ele mostra que o mal da sociedade está na fé cega. Eles ficaram por um bom tempo na minha cabeça. (e é comum isso acontecer com leitores de Nietzsche). A ideia agora é mostrar como o pensamento desse filósofo pode ser visto em um filme. Escolhi falar hoje sobre Dogville, porque não vejo melhor exemplo de narrativa que se foca tão somente nos personagens do que essa.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2975"></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>DOGVILLE: A História</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dogville é uma pequena cidade que fica nas montanhas rochosas dos EUA. A região passa por tempos difíceis, mas seus poucos habitantes continuam vivendo no local, cada um cumprindo sua função. Com a chegada de Grace, as coisas mudam bruscamente, ora para o bem, ora para o mal. O final do filme não poderia ser mais surpreendente. Na narrativa, encontramos alguns momentos monótonos, do cotidiano dos moradores da cidade, mas, assim como na vida real, as coisas podem mudar bruscamente. Acho que essa é a grande graça do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa que chama muita atenção é o fato do filme praticamente não usar cenário. A impressão que temos é que os personagens caminham sobre uma grande planta baixa de cidade. As casas não têm paredes, teto, ou portas. A iluminação e figurino também tende a usar cores neutras e sem destaque. Quando você assiste ao filme, só lhe resta uma opção de foco: Os personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra mim, o diretor Lars Von Trier soube muito bem como articular a história. Assisti-lo é uma verdadeira aula do que é vida em sociedade. Se numa primeira vista os moradores são boas pessoas, que seguem seu cotidiano, eles também escondem um outro lado. Eles assumem uma personalidade para a cidade, mas existe um lado que somente eles (e nós, que assistimos o filme) podemos ver. E é até irônico, porque como não existe realmente um cenário, é como se todos os personagens pudessem ver o que acontece na trama, afinal está diante dos olhos deles, mas não vêem. Como já disse antes, é surpreendente.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>No olhar de Nietzshe&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Falando sobre religião, uma das críticas que Nietzsche faz ao cristianismo é o fato do padre agir como se fosse um ser acima dos outros; um ser que acredita que pode mudar decisões, mostrar os princípios de moralidade e pregar com sabedoria, sendo sempre inquestionável. Dogville possui uma igreja, mas não um padre. Mesmo assim, o personagem Tom se assemelha à essa figura pois organiza “sermões” toda semana para os moradores e também se enxerga como um ser superior, como mostra o trecho do filme: “Tom organizara reuniões semanais sobre rearmamento moral e era seu dever beneficiar a cidade com elas [...] Se alguém tentava decifrar qual era a sua profissão ele responderia “mineração”. Ele não abria caminho através de rochas, mas de algo ainda mais duro. Ou seja, a alma humana. Bem onde ela cria bolhas.”</p>
<p style="text-align: justify;">Já sobre o amor, para o filósofo, “O amor é o estado em que os homens mais têm probabilidade de ver as coisas como elas não são” e a personagem de Grace é prova disso. Ela se apaixona por Dogville e passa a ver a cidade como um lugar bom e acolhedor, ela trabalha para todas as pessoas e confia profundamente em Tom. O personagem Chuck chega a avisá-la desse sentimento um pouco antes dela conhecer a fundo Dogville: “Essa cidade apodreceu, e de dentro pra fora&#8230; essa cidade não me atrai, mas atrai você. Admita, você se apaixonou por Dogville[...]As pessoas são iguais em todos os lugares: gananciosas como animais”. Mas Grace não consegue enxergar o que está bem a frente de seus olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à moralidade, a sociedade de Dogville está cercada de valores morais que, segundo Nietzsche, transforma as pessoas em um rebanho facilmente manipulável. Esta moralidade, contudo, não se mantém o tempo todo: As pessoas se comportam seguindo esses valores quando estão em grupo, mas seguem seus próprios sentidos quando sozinhas. Prova disso está nas chantagens, agressões e estupros que Grace recebe ao longo do filme quando está sozinha com algum dos personagens. Esse comportamento muda quando atinge a esfera pública. Nietzsche fala que é hipocrisia dizer que o ser humano segue a moralidade imposta sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, a vontade de potência, termo que Nietzsche usa para denominar tudo que uma pessoa pode ser, mas não é. Neste sentido, o filme se inicia com uma frase que mostra a ausência de vontade de potência nas pessoas de Dogville: “esta é a triste história da cidade chamada Dogville. Dogville ficava nas Montanhas Rochosas dos EUA. [...] Os residentes de Dogville eram honestos e gostavam de sua cidade. Embora alguma alma do leste tenha dado à rua principal o nome de Elm e embora não haja olmo algum por aqui, eles não viram razão para mudar coisa alguma”. Assim se comportam as pessoas de Dogville: Não pensam em mudar nada. Nietzsche acredita que a vontade de potência é anulada quando entra em jogo a moralidade, quando o ser humano deixa de seguir o seus sentidos: “Considero corrupto um animal, um indivíduo, uma espécie quando despreza seus sentidos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro exemplo claro da ausência da vontade de potência pode ser percebido pelo personagem Bill Henson, que estudava, mas tinha plena consciência de que sempre seria um idiota: “Bill era burro, e sabia disso. Idiota demais para se tornar engenheiro, e tinha certeza disso.”</p>
<p style="text-align: justify;">Dogville, se torna, por tudo isso, um filme realmente clássico e indispensável para fãs de cinema, assim como Friedrich Nietzsche é para quem gosta de analisar a sociedade. Mas essa é só a minha opinião, e como diria o filósofo “Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.”</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a autora: Ingrid Coelho também pode ser escontrada no blog <a href="http://dindivagando2.blogspot.com">Dindivagando</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5130">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2010%2F07%2F25%2Fentre-o-filme-e-a-filosofia-dogville-e-nietzche%2F&amp;linkname=Entre%20o%20filme%20e%20a%20filosofia%3A%20Dogville%20e%20Nietzche">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tarantino e os casais de seus filmes</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/05/30/tarantino-e-os-casais/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 20:55:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Amor à Queima Roupa]]></category>
		<category><![CDATA[Assassinos por Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou um grande conhecedor de Tarantino, mas recentemente assistindo a Amor à Queima Roupa (True Romance, 1993) e Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994), dois filmes em que ele não é diretor, mas roteirista; passei de admirador a fã.
Já vi uma porção de filmes dele e reconheci de cara algumas das tão conhecidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/true.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2470" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="true" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/true.jpg" alt="" width="190" height="272" /></a>Não sou um grande conhecedor de Tarantino, mas recentemente assistindo a <em>Amor à Queima Roupa</em> (True Romance, 1993) e <em>Assassinos por Natureza</em> (Natural Born Killers, 1994), dois filmes em que ele não é diretor, mas roteirista; passei de admirador a fã.</p>
<p style="text-align: justify;">Já vi uma porção de filmes dele e reconheci de cara algumas das tão conhecidas marcas dele: diálogos <em>non sense</em> excelentes e extremamente divertidos; referências constantes a cultura <em>pop</em>, passando por músicas, filmes, quadrinhos, programas de TV entre outros; evidências de um conhecimento enciclopédico (e invejável!) sobre cinema, desde clássicos até filmes <em>trash</em>, <em>grindhouse</em> e obscuros filmes de Kung Fu; e, logicamente, uma trama cheia de tiroteios, balas e personagens carismáticos.<span id="more-2469"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fotocapa1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2472" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="fotocapa" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fotocapa1.jpg" alt="" width="150" height="215" /></a>Achei e acho incrível como ele envereda por conversas nada convencionais e referências estonteantemente específicas e obscuras sem perder o fio da narrativa, mesmo tendo várias histórias e tramas ocorrendo ao mesmo tempo. Ele faz você ficar boquiaberto ao parar e pensar como é que o filme chegou a falar sobre uma trilogia de filmes Kung Fu ou qualquer conversa aparentemente não consoante com o resto da história e do contexto do filme. Bato palmas, parabéns!</p>
<p style="text-align: justify;">Esses pequenos detalhes, adidos de uma trilha sonora primorosa e uma direção que procura não seguir convenções tradicionais resultam em belos clássicos cinematográficos. Porém, longe aqui de querer analisar mais tecnicamente os filmes em questão ou os demais em que Tarantino é diretor, quero pensar um pouco sobre como ele constrói o par “romântico” dos já citados filmes.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois casais tarantinescos, Clarence Worley e Alabama Whitman (Christian Slater e Patrícia Arquette) em <em>Amor à Queima Roupa</em>; e Mickey e Mallory Knox (Woody Harrelson e Juliette Lewis) em <em>Assassinos por Natureza</em>, possuem algumas semelhanças que gostaria de analisar aqui. Ambos são retratos do amor e da relação de duas pessoas que se amam através do olhar de Tarantino. O diretor de <em>Bastardos Inglórios</em> não deixou espaço, em nenhum dos casos, para maiores melodramas e declarações do tipo presente em vários dramas holywoodianos; o amor, nesses dois filmes, surge de uma ligação diferente, de proteção mútua, de cumplicidade a todo custo, de uma afinidade que nada tem de idealizada ou romântica (em uma das acepções da palavra), ou seja, nada convencional.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa parece ser uma preocupação muito presente nos filmes de Tarantino ao falar sobre o amor, tanto nos que ele escreveu quanto nos que ele dirigiu: não se tornar piegas. Sua aversão ao melodramático consegue imprimir um ritmo mais fluido a história, deixando mais espaço para o andamento de outros elementos no filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Conto aqui como relacionei esses dois exemplos. Ao pensar sobre Clarence e Alabama, não pude deixar de pensar na condição de garota de programa de Alabama e a situação financeira e material de Clarence. O amor deles não está baseado na idealização amorosa, na divinização da relação, mas sim nas dificuldades que eles acabam enfrentando juntos. Por isso, não pude deixar de relacionar isso a uma espécie de “Realismo”, guardadas, logicamente, as proporções de tal afirmação.</p>
<p style="text-align: justify;">Já no caso de <em>Assassinos por Natureza</em>, Mickey e Mallory Knox possuem um outro tipo de relação, muito forte, ligada a vida de crimes e mortes que têm. Essa visão meia animalesca do homem, como se o ímpeto de assassinar a sangue frio fosse algo latente em todas as pessoas, só esperando para despertar é como uma radicalização daquela cumplicidade de Amor à Queima Roupa; aqui, não há somente a “necessidade” de matar, mas também o “gosto” pelo matar, reação evidenciada em cenas macabras e diálogos assombrosos, por isso, é como se fosse um “Naturalismo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente que isso é somente um esboço de análise e um modo de compreender os filmes, nada que possa esgotar o divertido, inteligente e complexo labirinto dos filmes de Quentin Tarantino.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4782" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Livros do Oscar 2010</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 23:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[Como acontece todo ano, alguns filmes começaram a aparecer como favoritos para o Oscar e as editoras brasileiras  já aproveitaram para lançar traduções das obras nas quais esses filmes foram adaptados. Quem sai ganhando é o leitor, que algumas vezes nem sabe que o que acabou de ver no cinema na verdade é uma história [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1717" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Oscar" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Oscar.jpg" alt="Oscar" width="212" height="300" />Como acontece todo ano, alguns filmes começaram a aparecer como favoritos para o Oscar e as editoras brasileiras  já aproveitaram para lançar traduções das obras nas quais esses filmes foram adaptados. Quem sai ganhando é o leitor, que algumas vezes nem sabe que o que acabou de ver no cinema na verdade é uma história que já foi contada nos livros.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, nos adiantamos um pouco e trazemos para você uma lista com títulos que inspiraram filmes bem cotados para aparecerem entre os indicados ao Oscar. <a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/01/26/livros-do-oscar/">Como no ano passado</a>, esse artigo se dividirá em três categorias: já traduzidos, (ainda) não traduzidos e livros infantis (tomando o espaço das HQs, que aparentemente não estão muito bem cotadas para o Oscar 2010).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1700"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>JÁ TRADUZIDOS:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22029585&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=7089D27&amp;uid=">Amor sem escalas</a> (Walter Kirn), tem tudo para ganhar indicações nas principais categorias e chega às prateleiras brasileiras agora dia 22 de janeiro pela editora Record. Outro que tem previsão de lançamento para a mesma data  e também pela editora Record é <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22029586&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=7089D27&amp;uid=">Preciosa</a> (Sapphire).</p>
<p style="text-align: justify;">Dos que já foram publicados, temos <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2864275&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=9861BCC&amp;uid=">Julie &amp; Julia</a> (Julie Powell), que chegou ao Brasil mais ou menos na época do lançamento do filme por aqui e por coincidência também é da editora Record. Temos também <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3243188&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=24C62F73&amp;uid=">Conquistando o Inimigo</a> (John Carlin) que chegou pela editora Sextante, e <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3114475&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=327F5D1C&amp;uid=">Uma Vida Interrompida</a> (Alice Sebold) da Ediouro. Com a chegada do filme é provável que saia uma edição nova (essa é de 2003), até para uma troca de título estratégica, já que o filme se chamará Um Olhar do Paraíso no Brasil. Já traduzido também tempos <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2825712&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=3582C43F&amp;uid=">A Última Estação</a> (Jay Parini), publicado pela Record.</p>
<p style="text-align: justify;">Um que infelizmente tem grandes chances de passar batido na premiação é <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=3219533&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=2A26E823&amp;uid=">A Estrada</a> (Cormac McCarthy), que já é possível ler em português desde 2007, com a edição da Alfaguara Brasil. Mas vale a leitura mesmo que o filme venha a não ser tão bom quanto o livro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(AINDA) NÃO TRADUZIDOS:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dos favoritos no momento é até uma surpresa agradável perceber que poucos ainda não foram traduzidos, indicando que as editoras brasileiras estão cada vez mais antenadas com o que está saindo lá fora. Por enquanto o pessoal que sair animado do cinema querendo ler o livro no qual o filme foi adaptado, terá que se contentar com a versão em inglês de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1570895&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=6F3B2E4&amp;uid="><em>Blind Side</em> </a>(Michael Lewis), cujo título da versão cinematográfica aqui no Brasil ficará como O Lado Cego mesmo. An Education (<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2828448&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=E3EFFA9&amp;uid=">tanto a versão adaptada por Nick Hornby</a> para o cinema, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2965621&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=1AD3FDA5&amp;uid=">quanto o original de Lynn Barber</a>) também continua sem tradução. O filme chega por aqui provavelmente em fevereiro com o nome de<em> Sedução</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>INFANTIS:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No final do ano passado a Cosac Naify lançou uma edição bem bacana de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=15006845&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=B2DA02E&amp;uid=">Onde Vivem os Monstros </a>(Maurice Sendak), a única coisa que não é bacana é o preço sugerido: R$49,90. E aí, vai encarar? Mais em conta (ao menos considerando o tamanho), é<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=731028&amp;sid=0186242491219581849430318&amp;k5=3342F264&amp;uid="> Coraline</a> (Neil Gaiman), lançado pela Rocco em 2003.</p>
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		<title>Rotoscopia</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/08/20/rotoscopia/</link>
		<comments>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/08/20/rotoscopia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 02:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[O Homem Duplo]]></category>
		<category><![CDATA[Rotoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>
		<category><![CDATA[Waking Life]]></category>

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		<description><![CDATA[Em uma das cenas de Waking Life, filme dirigido e escrito por Richard Linklater, um homem sendo entrevistado por outro diz que a diferença entre o cinema e a literatura é que esta serve para contar histórias, e a função do cinema é capturar momentos, &#8220;momentos sagrados&#8221; como ele os chama. Waking Life é justamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/08/wakinglife.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1421" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="wakinglife" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/08/wakinglife-300x170.jpg" alt="wakinglife" width="300" height="170" /></a>Em uma das cenas de Waking Life, filme dirigido e escrito por Richard Linklater, um homem sendo entrevistado por outro diz que a diferença entre o cinema e a literatura é que esta serve para contar histórias, e a função do cinema é capturar momentos, &#8220;momentos sagrados&#8221; como ele os chama. Waking Life é justamente isso. Não há uma história, um enredo, assim por se dizer, o que se desenrola na tela são momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme é na verdade o sonho do personagem principal. Um sonho lúcido, no qual ele tem noção de que está sonhando mas não consegue acordar. No seu sonho ele conversa com as mais diversas personagens, ou assiste à conversa de outros. O filme são 90 minutos de sequências (aparentemente) desconexas de diálogos, nenhum deles trivial. É um verdadeiro desfile de idéias, sobre política, filosofia, reencarnação, a evolução das espécies, o tempo e o espaço e a natureza dos sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1420"></span>Longe de ser &#8220;acadêmico&#8221;, Waking Life é uma das experiências mais agradáveis que se pode tirar de um filme. Com tal naturalidade e pungência foram escritos os diálogos (os atores ajudaram a escrever suas próprias palavras) que é impossível não nos deixar-nos levar por eles, como se estivéssemos inseridos na conversa, e não somente acompanhando um roteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final do filme, numa das melhores cenas, um personagem conversa com o protagonista sobre o autor Philip K. Dick (Blade Runner, Minority Report, dentre outros). O que me leva a uma outra pérola desse que é um dos melhores diretores norte-americanos: O homem duplo.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem duplo, também dirigido e escrito por Linklater, baseado em um livro de Philip K. Dick, tem muito pouco a ver com as outras adaptações de obras do autor americano para o cinema. Certamente passa longe dos descerebrados como O pagamento final, e também não é uma ficção-científica visionária à la Blade Runner ou Minority Report. O homem duplo é um filme com uma abordagem mais intimista, e que usa do futuro para criar uma aura de paranóia extrema em torno do assunto principal: as drogas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo como centro da trama o detetive disfarçado Fred (Keanu Reeves), e sua segunda identidade, Bob, o filme bem que poderia ser um bom policial, mas Linklater escolhe por fazer diferente. A premissa surge como um paralelo à atmosfera de desconfiança em que vivem os usuários crônicos da Substância D (a droga da vez no futuro), representados aqui por Fred/Bob, sua namorada Donna (Winona Ryder) e seus amigos, Jim e Ernie (Robert Downey Jr. e Woody Harrelson). O maior feito do filme, é que, ainda que use dos efeitos oníricos da rotoscopia (a roupa-camaleão usada por Fred é uma atração à parte), há uma sensação de constante realismo e, principalmente, simpatia pelos personagens, providenciada pelos ótimos diálogos (marca registrada dos filmes de Linklater) e pelas divertidas interpretações, em especial a de Downey Jr. Ainda que o filme denuncie o abuso das drogas, seus personagens nunca são julgados, até porque a história é contada do ponto de vista deles, o que torna difícil saber separar o real do imaginário</p>
<p style="text-align: justify;">Ambos os filmes são um verdadeiro espetáculo aúdio-visual e passam longe de uma experiência cinematográfica tradicinal. Além das excelentes trilhas sonoras, para fazer jus às histórias e aos diálogos inspirados, Linklater veste seus filmes como uma verdadeira experiência induzida por narcóticos ou como um sonho desperto. Sensações produzidas pelo uso da rotoscopia, em que ele filma com atores reais para depois criar animações por cima da película, rendendo a ambos os filmes um aspecto surreal e onírico que seria impossível de se reproduzir de outra forma. Em ambos os filmes você encontrará bastante para remoer na cabeça durante e depois.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o autor</strong>: Wilson Costa é o <a title="Wilson" href="http://www.meiapalavra.com.br/member.php?action=profile&amp;uid=555" target="_blank">Wilson</a> lá no Meia Palavra. Você pode ler mais textos dele no blog <a title="o lobo" href="http://oloboantesdaporta.blogspot.com/" target="_self">o lobo antes da porta</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3759" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Soldados de Salamina</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/08/11/soldados-de-salamina/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 12:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[David Trueba]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Cercas]]></category>
		<category><![CDATA[Soldados de Salamina]]></category>

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		<description><![CDATA[Há alguns meses eu li o &#8216;Soldados de Salamina&#8217;, de Javier Cercas. Eu já havia lido um livro dele, &#8216;O Motivo&#8217;, e o &#8216;Soldados&#8217; me pareceu imensamente superior. Não só mais bem construído e escrito, mas com uma história um tanto quanto mais interessante: ele contava sobre a história de Rafael Sanchas Maza, poeta e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-1295" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Soldados de Salamina" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/08/salamina-2.jpg" alt="Soldados de Salamina" width="330" height="220" />Há alguns meses eu li o &#8216;Soldados de Salamina&#8217;, de Javier Cercas. Eu já havia lido um livro dele, &#8216;O Motivo&#8217;, e o &#8216;Soldados&#8217; me pareceu imensamente superior. Não só mais bem construído e escrito, mas com uma história um tanto quanto mais interessante: ele contava sobre a história de Rafael Sanchas Maza, poeta e idéologo da falange (o partido fascista espanhol na época da Guerra Civil, que venceu a Guerra e colocou Franco no poder)- de como foi fuzilado e sobreviveu- e sobre suas pesquisas e angústias ao escrever o livro. Não se tratava de nada bonito ou tocante, mas de um livro inteligente e interessante.</p>
<p style="text-align: justify;">Na própria edição que eu li havia uma nota de Cercas falando sobre uma adaptação cinematográfica. Apesar de saber que &#8216;adaptação&#8217; costuma ser sinônimo de &#8216;decepção&#8217;, eu resolvi conferir. E me arrependi.<span id="more-1293"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não que o filme seja de todo ruim. David Trueba é um bom diretor e tudo mais. Mas&#8230; Javier Cercas, jornalista e escritor fracassado; foi travestido em Lola Cercas (Ariadna Gil), jornalista, escritora fracassada e professora de literatura no colégio. Sua namorada frívola, Conchi (María Botto), ganhou profundidade e virou uma amiga lésbica apaixonada por Lola. Essas pequenas mudanças por si só já foram difíceis de engolir. Mas o pior ainda está por vir: no livro, há uma aparição do escritor chileno Roberto Bolaño, que em uma conversa com Cercas lhe dá incentivo e informações essenciais para o desfecho da estória. Pois bem, Bolaño não apareceu, como eu esperava. No lugar dele Trueba colocou um aluno de Lola Cercas (Diego Luna), um garoto com cara de estrela juvenil que lhe fala o que Bolaño teria falado&#8230; mas em uma redação.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu juro que nesse momento eu tive muita, mas muita vontade de desligar o DVD e ir ler qualquer coisa. Mas eu resisti porque, apesar de tudo isso, o filme tem algo de realmente interessante. No livro, Cercas conta sobre ter entrevistado algumas personagens da história de Sanchas Maza. Chicho Sánchez Ferlosio, seu filho. Daniel Angelats. Jaume e Joaquim Figueras. Eles não só aparecem no livro, eles sequer são representados por atores: Chicho Sánchez Ferlosio é Chicho Sánchez Ferlosio, Daniel Angelats é Daniel Angelats, e por aí vai.</p>
<p style="text-align: justify;">De resto, a adaptação é fiel à original. Se você não conhece Bolaño, se não leu o livro de Cercas ou se gosta mais de cinema do que de literatura&#8230; Até que vale a pena. Caso contrário, vai ficar p*#$ que nem eu. Mas talvez ver os personagens reais da história valha a pena. Ou ainda os diálogos em galego e catalão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;">Ficha técnica</h3>
<p style="text-align: justify;"><span class="datosTecnicos">Título:</span> Soldados de Salamina<br />
<span class="datosTecnicos">Diretor:</span> David Trueba<br />
<span class="datosTecnicos">Ano produção:</span> 2002<br />
<span class="datosTecnicos">Formato:</span> DVD<br />
<span class="datosTecnicos">Duração:</span> 112 min<br />
<span class="datosTecnicos">País: </span>Espanha</p>
<p style="text-align: justify;">
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<p style="text-align: justify;">
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		<title>O Clube do Filme (David Gilmour)</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/08/02/o-clube-do-filme-david-gilmour/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 12:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[David Gilmour]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>

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		<description><![CDATA[O Clube do Filme é uma história sobre um pai que ao ver o filho odiando a escola resolve oferecer para o garoto a opção de largar os estudos, e não precisar trabalhar nem pagar aluguel, desde que assistissem juntos pelo menos três filmes por semana. Então que eu achava que David Gilmour era o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/08/o_clube_do_filme_1243522620p.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2765" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="o_clube_do_filme_1243522620p" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/08/o_clube_do_filme_1243522620p.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><em>O Clube do Filme</em> é uma história sobre um pai que ao ver o filho odiando a escola resolve oferecer para o garoto a opção de largar os estudos, e não precisar trabalhar nem pagar aluguel, desde que assistissem juntos pelo menos três filmes por semana. Então que eu achava que David Gilmour era o cara do Pink Floyd (e é), mas o autor do livro é um outro <a title="david gilmour" href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Gilmour_(writer)" target="_blank">David Gilmour</a>, jornalista canadense.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, a verdade é que eu acho que o charme do livro não é a relação dele com o menino Jess (embora tenha lá alguns bons momentos, especialmente quando estão falando de mulheres), mas as impressões/apresentações de Gilmour sobre os filmes que passará para o filho. Alguns dos filmes dos quais ele fala eu nunca vi, e com um parágrafo só ele fez com que eu ficasse morrendo de vontade de assistir, só para ter uma ideia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1242"></span>E quando ele fala dos que eu já vi, como por exemplo <em>O Iluminado</em>, aí fica ainda mais legal. Ele chama atenção para alguns detalhes daqueles que você pensa que só você tinha prestado atenção (ou só você adorava). Ou quando ele começa a falar de Beatles e o filho adolescente obviamente não dá a atenção que ele gostaria, você meio que se enxerga no narrador. Acho que é o equivalente ao <a title="frenesi polissilábico" href="http://www.anica.com.br/2009/05/03/frenesi-polissilabico-nick-hornby/" target="_blank"><em>Frenesi Polissilábico</em> do Nick Hornby</a>, mas para cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Como contra só vejo um pouco de açúcar demais na parte da relação pai e filho. Sei que é necessária, afinal o livro é sobretudo sobre isso, mas em alguns momentos a pieguice é meio constrangedora, digamos assim. Ainda mais quando ele vai descrever não só a relação dele com Jess, mas com a esposa e a ex. De qualquer modo, não é nada que estrague o livro, que deve com toda certeza encantar o pessoal que curte cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Para saber mais sobre o livro, dê uma passadinha lá no site da <a title="clube do filme" href="http://www.intrinseca.com.br/catalogo_ficha.php?livrosID=49" target="_blank">Editora Intrínseca</a>. E lembrando que nos dias 4 de agosto no Rio de Janeiro e 6 de agosto em São Paulo, David Gilmour e o filho Jesse Gilmour estarão aqui no Brasil para debate sobre o livro e sessão de autógrafos. Mais informações no convite abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/08/conviteclubefilmeculturatravessa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1243" style="border: 0pt none;" title="conviteclubefilmeculturatravessa" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/08/conviteclubefilmeculturatravessa.jpg" alt="conviteclubefilmeculturatravessa" width="520" height="815" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3343&amp;pid=59471#pid59471" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Personagens franceses no imaginário brasileiro</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/07/09/personagens-franceses-no-imaginario-brasileiro/</link>
		<comments>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/07/09/personagens-franceses-no-imaginario-brasileiro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2009 02:49:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Couteaux]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Vallée]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Michel Jarre]]></category>
		<category><![CDATA[Michel Ocelot]]></category>
		<category><![CDATA[Titouan Lamazou]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.meiapalavra.com.br/?p=1124</guid>
		<description><![CDATA[No cinema, Jacques Vallée, autor de Dimensions: A Casebook of Alien Contact, foi o escolhido por Steven Spielberg como modelo para o personagem Lacombe, o cientista francês interpretado por François Truffaut no seu famoso filme &#8220;Contatos Imediatos do Terceiro Grau&#8221;. Costumo dizer, que esse personagem povoa nossa imaginação como um exemplo de comportamento humanista. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/07/contatos3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1222" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="contatos3" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/07/contatos3.jpg" alt="contatos3" width="200" height="163" /></a>No cinema, Jacques Vallée, autor de Dimensions: A Casebook of Alien Contact, foi o escolhido por Steven Spielberg como modelo para o personagem Lacombe, o cientista francês interpretado por François Truffaut no seu famoso filme &#8220;Contatos Imediatos do Terceiro Grau&#8221;. Costumo dizer, que esse personagem povoa nossa imaginação como um exemplo de comportamento humanista. Foi em 1961 que a sua primeira obra de ficção científica, &#8220;O Sub Espaço&#8221;, foi publicada por Georges H. Gallet, diretor do &#8220;raio fantástico&#8221;. Com esta obra, Vallée ganha o prêmio Jules Verne sob o pseudônimo de Jérome Série. Depois Vallée é convidado para integrar a inteligência artificial e se junta ao projeto Blue Book.</p>
<p style="text-align: justify;">Na área de documentários, a beleza da natureza e sua defesa, conhecimentos que se tornaram populares no Brasil, um nome salta de imediato, Jacques Couteaux.<span id="more-1124"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No campo histórico e cultural temos Carlos Magno, com um império que foi responsável pelo renascimento da cultura e conhecimento no oeste; Joana D&#8217;Arc; La Salle, com seu método de ensino à criança; <a href="http://www.estadao.com.br/especiais/100-anos-de-levi-strauss,38179.htm" target="_blank">Claude Lévi-Strauss</a>, Émile Durkheim, Pierre de Coubertin, Simone de Beauvoir, P. Bourdieux, o pensador Foucault e muitos outros&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/07/kirikou2_10-250.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1223" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="kirikou2_10-250" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/07/kirikou2_10-250.jpg" alt="kirikou2_10-250" width="250" height="146" /></a>Na animação a genealidade é do animador <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gxUiV9-R26k&amp;NR=1" target="_blank">Michel Ocelot</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Na literatura e poesia, Gustave Flaubert, Julio Verne, Alexandre Dumas o pai e o filho, André Breton, Bernard-Marie Koltès, A. Rimbeau, Paul Verlaine, Charles Baudelaire, A. Saint-Exupery, &#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Nas artes e arquitetura inúmeros são nossos conhecidos, destaco na atualidade o trabalho do artista <a href="http://www.titouanlamazou.com/" target="_blank">Titouan Lamazou</a> e o arquiteto que influenciou os melhores do Brasil: Le corbusier. Sendo esse um inspirador não só aos de sua área, também nosso escritor &#8220;João Cabral&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/07/75.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1224" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="75" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/07/75.jpg" alt="75" width="200" height="289" /></a>Na música dou destaque para Piaf e <a href="http://www.jeanmicheljarre.com/discography" target="_blank">Jean Michel Jarre</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A vinda da família real ao Brasil, está no nosso imaginário como um &#8220;empurrão&#8221; francês, para o bem ou mal. Eu creio que para os brasileiros observar a realeza de perto foi um choque cultural.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrava ainda que a Inglaterra trazia significados de frieza, distância e inflexibilidade, enquanto a França se abrira aos sonhos, ao respeito pelas artes. Uma abertura antes à beleza e as sensações do que a razão fria, até alcançar o ponto de abandonar o mórbido e construir a realidade antes só almejada.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é uma pequena mostra de personalidades conhecidas e culturalmente respeitadas no que se refere à França. Fica o convite para engrossar essa lista com os seus personagens inesquecíveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3388" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA<br />
</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2009%2F07%2F09%2Fpersonagens-franceses-no-imaginario-brasileiro%2F&amp;linkname=Personagens%20franceses%20no%20imagin%C3%A1rio%20brasileiro">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Zumbis na Literatura</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/06/28/zumbis-na-literatura/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 12:36:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio Xerxenesky]]></category>
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		<description><![CDATA[O maior problema para situar historicamente as primeiras aparições de zumbis na Literatura está na delimitação da representação apropriada da figura. Enquanto para alguns leitores para ser zumbi basta ser um morto-vivo (undead), outros acreditam que essa definição é problemática se considerarmos outras personagens da literatura de horror, como os vampiros. Há ainda a questão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/night-of-the-living-dead-zombies.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1081" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="night-of-the-living-dead-zombies" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/night-of-the-living-dead-zombies-300x224.jpg" alt="night-of-the-living-dead-zombies" width="300" height="224" /></a>O maior problema para situar historicamente as primeiras aparições de zumbis na Literatura está na delimitação da representação apropriada da figura. Enquanto para alguns leitores para ser zumbi basta ser um morto-vivo (<em>undead</em>), outros acreditam que essa definição é problemática se considerarmos outras personagens da literatura de horror, como os vampiros. Há ainda a questão do imaginário de grande parte dos leitores estar relacionado com os zumbis de filmes como o de <a title="george a. romero" href="http://www.imdb.com/name/nm0001681/" target="_blank">George A. Romero</a>, seres violentos e primitivos com corpos já em evidente estado de decomposição.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos autores que melhor se aproximou dessa imagem antes mesmo dos filmes de Romero chegarem ao cinema foi H.P. Lovecraft, que em 1922 publicou <a title="herbert west: reanimator" href="http://www.dagonbytes.com/thelibrary/lovecraft/reanimator.htm" target="_blank">Herbert West: Reanimator</a> (sim, aquele filme foi adaptado dessa história). Na história de Lovecraft temos um elemento comum em muitas das tantas outras que viriam depois, a da ciência envolvida com o horror: os cadáveres sendo reanimados por conta de algum reagente misterioso (lembram do gás de <a title="a volta dos mortos-vivos" href="http://www.imdb.com/title/tt0089907/" target="_blank">A volta dos mortos-vivos</a> e de <a title="planet terror" href="http://www.imdb.com/title/tt1077258/" target="_blank">Planet Terror</a>?).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1080"></span>Como deve ter ficado claro, o cinema acabou conquistando um papel vital na construção do arquétipo do zumbi moderno, aqui incluindo não apenas Romero, mas diretores como <a title="lucio fulci" href="http://www.anica.com.br/2009/03/02/lucio-fulci/" target="_blank">Lucio Fulci</a>, que são fontes de inspiração para muito escritor que resolve se aventurar nesse nicho do horror. Aqui você poderá conferir dicas do <strong>Meia Palavra</strong> para cinco obras da literatura moderna que são exemplos dessa inspiração.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/world_war_z_book_cover.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1082" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="world_war_z_book_cover" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/world_war_z_book_cover-203x300.jpg" alt="world_war_z_book_cover" width="108" height="161" /></a>World War Z (Max Brooks)</strong>: Começar pelo melhor chega a ser injusto com os demais, mas o fato é que <em>World War Z</em> é um romance brilhante sob todos os aspectos, não só como história de zumbi. O narrador começa explicando que foi contratado para colher depoimentos dos sobreviventes da World War Z, e que como muita coisa foi deixada de lado nos relatórios oficiais, ele resolveu unir as histórias em um livro. Os relatos começam desde as primeiras aparições dos zumbis até o final da guerra, e têm o formato de &#8220;contos&#8221;, alguns deles terminando de maneira tal que você até precisa fechar o livro para recuperar o fôlego. Excelente, daqueles que até mesmo quem não gosta de zumbis deveria ler um dia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/celular_212.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1083" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="celular_212" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/celular_212-208x300.jpg" alt="celular_212" width="111" height="161" /></a>Celular (Stephen King)</strong>: A ideia começa de forma interessante, com um sinal de linha misterioso que afetou todo mundo que estava falando ao celular naquele momento, transformando essas pessoas em zumbis. Os primeiros momentos, e mesmo a descrição de como lugares conhecidos para a personagem mudam drasticamente passado um tempo depois do sinal de linha são muito bons, elevando a tensão a pontos altíssimos. O que estraga é a conclusão, que além de ser meio sem pé nem cabeça pareceu extremamente preguiçosa. Mas ainda assim vale a leitura, tanto para os que gostam de horror quanto para os que gostam de histórias de zumbis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/generation_dead.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1084" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="generation_dead" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/generation_dead-199x300.jpg" alt="generation_dead" width="107" height="161" /></a>Generation Dead (Daniel Waters)</strong>: Muito embora a sinopse possa passar a falsa ideia de que trata-se de uma <em>Malhação</em> com zumbis (ou um <em>Crepúsculo</em> com zumbis), averdade é que Generation Dead vai fundo em uma das características principais das histórias envolvendo mortos-vivos: o uso da alegoria para fazer crítica social. Aqui adolescentes  que acabaram de morrer simplesmente voltam dos mortos, e passam a viver como &#8220;pessoas comuns&#8221;. O problema é que são marginalizados, e é impressionante como do preconceito dos adolescentes que surge o real horror do livro. Muito interessante, e já tem continuação: <em>Kiss of Life</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/6a00c2251fecfa8fdb0109d0f5e4bf000f-500pi.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1085" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="6a00c2251fecfa8fdb0109d0f5e4bf000f-500pi" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/6a00c2251fecfa8fdb0109d0f5e4bf000f-500pi-185x300.jpg" alt="6a00c2251fecfa8fdb0109d0f5e4bf000f-500pi" width="109" height="161" /></a>The Laughing Corpse (Laurell K. Hamilton)</strong>: Em outra oportunidade eu comentei sobre a série da caça-vampiros Anita Blake, mas foi comentando o primeiro livro (e único que tem tradução disponível aqui no Brasil), <a title="vampiros na literatura" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/01/15/vampiros-na-literatura/" target="_blank">Prazeres Malditos</a>. Mas no segundo livro da coleção o que pesa mais é o fato de Anita ser uma &#8220;animator&#8221; e poder levantar mortos e controlar zumbis, com a história praticamente focada nisso. Ironicamente é um dos melhores livros da série, com alguns momentos em que a tensão é muito bem desenvolvida e claro, com o ótimo senso de humor ácido da protagonista e narradora Anita Blake. O negócio é torcer para que a Rocco volte a publicar as traduções.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eu sou um zumbi apaixonado (Isaac Marion)</strong>: na verdade não é um livro, mas um conto. Mas um conto tão, tão legal que merece um espaço aqui nas indicações. Você pode ler <a title="zombie filled with love" href="http://www.burningbuilding.com/filledwithlove.htm" target="_blank">em inglês no site do autor</a>, ou ler <a title="tradução do conto" href="http://www.jesusmechicoteia.com.br/traduo-canhestra" target="_blank">a tradução do Marco Aurélio lá no Jesus me chicoteia!</a>, mas o importante é: <span style="text-decoration: underline;">leia</span>. Marion já publicou um livro que seria baseado nesse conto, o Warm Bodies, o problema é que ele lançou em tiragem limitada e no momento não tem como comprar, então só resta ler o conto mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">***</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Só para terminar</strong>:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não sei se repararam em um padrão nessa lista de sugestões: quase todos não foram publicados aqui no Brasil ainda. Eu pessoalmente acho uma pena que um livro como<em> World War Z</em> não tenha tradução, e que as editoras brazucas estejam preferindo seguir o <em>hype</em> das histórias de vampiros e deixando de lado &#8216;n&#8217; títulos relacionados com zumbis, mesmo os que tem mais a ver com humor do que horror, como o <em>Pride and Prejudice and Zombies</em> do Seth Grahame-Smith. Fica a dica para as editoras aí: zumbis são legais. Zumbis pode ser engraçados, assustadores e até românticos, como nossas sugestões deixam claro. Vamos variar, minha gente.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não entrou na lista só porque ainda não li, mas continuo curiosíssima sobre o livro de zumbis do brazuca Antônio Xerxenesky, <a title="areia nos dentes" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2008/08/26/areia-nos-dentes-%E2%80%93-antonio-xerxenesky/" target="_blank">Areia nos Dentes</a>.  Se ainda não leu <a title="10 perguntas e meia" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/04/27/10-perguntas-e-meia-para-antonio-xerxenesky/" target="_blank">a entrevista com o autor aqui no <strong>Blog Meia Palavra</strong></a>, corre lá conferir porque está muito legal.</li>
</ul>
<p><a title="comente" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=3307" target="_blank"><strong>COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</strong></a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save?linkurl=http%3A%2F%2Fmeiapalavra.mtv.uol.com.br%2F2009%2F06%2F28%2Fzumbis-na-literatura%2F&amp;linkname=Zumbis%20na%20Literatura">Compartilhe esse artigo!</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Orgulho e Preconceito &#8211; ou nem tudo é o que parece.</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 11:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação de Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Austen]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho e Preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Adaptado da obra de Jane Austen, autora favorita de sete entre dez garotas que gostam de um bom romance e estrelado pela linda Keira Knightley, Orgulho e Preconceito nos mostra que os sentimentos são mais complicados de se controlar do que gostaríamos.
Ela dá vida a Elizabeth, a heroína austeniana. Sensata e sempre na medida certa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/orgulho-e-preconceito-poster01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1226" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="orgulho-e-preconceito-poster01" src="http://blog.meiapalavra.com.br/wp-content/uploads/2009/06/orgulho-e-preconceito-poster01.jpg" alt="orgulho-e-preconceito-poster01" width="159" height="234" /></a>Adaptado da obra de Jane Austen, autora favorita de sete entre dez garotas que gostam de um bom romance e estrelado pela linda Keira Knightley, <em>Orgulho e Preconceito</em> nos mostra que os sentimentos são mais complicados de se controlar do que gostaríamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela dá vida a Elizabeth, a heroína austeniana. Sensata e sempre na medida certa em relação aos seus sentimentos. Porém, com boas doses de orgulho e  preconceito nas veias. Vive com quatro irmãs fúteis, a mãe que só pensa em casar as filhas com um bom marido rico, e o pai, o típico “quem cala consente”.<span id="more-1069"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Não é necessário escrever aqui que não seria um bom filme romântico sem um “príncipe” para a mocinha. Só que o nosso herói é um mocinho às avessas. Mr. Darcy é orgulhoso, preconceituoso e egoísta. Porém lindo, charmoso e com o poder de fazer suspirar a mais sensata das mocinhas românticas. Até a sensata Elizabeth.</p>
<p style="text-align: justify;">Com trilha sonora e direção atraentes, bela fotografia e um elenco afiado, a adaptação mostra a que veio, e não deixa a desejar em relação ao que foi escrito por Jane Austen. Já que essa combinação nos faz acreditar na história. E é no maior dilema criado por William Sheakspeare “ser ou não ser” que em resumo o filme é focado, dar ou não uma chance para o amor (mesmo que ele não venha de um príncipe no cavalo branco ou de uma princesa presa em um castelo)?</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2382&amp;pid=54243#pid54243" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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