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	<title>Meia Palavra&#187; Kika</title>
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		<title>O professor e o louco (Simon Winchester)</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 22:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
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		<category><![CDATA[OED]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram 70 anos, 12 volumes, 414.825 verbetes e 1.827.306 citações ilustrativas.  A criação do Oxford English Dictionary foi o trabalho da Sociedade Filológica de Londres, resultado dos esforços de homens como Herbert Coleridge, Frederick Furnivall e  James Murray, além de um incontável número de voluntários, entre eles o Dr. William Minor, ex-capitão cirurgião do exército [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/02/professorlouco.jpg"><img class="size-medium wp-image-18039 alignright" style="margin: 5px; border: 0pt none;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/02/professorlouco-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Foram 70 anos, 12 volumes, 414.825 verbetes e 1.827.306 citações ilustrativas.  A criação do <em><a href="http://www.oed.com/public/oedhistory">Oxford English Dictionary </a></em>foi o trabalho da Sociedade Filológica de Londres, resultado dos esforços de homens como Herbert Coleridge, Frederick Furnivall e <a href="http://www.oxforddnb.com/public/dnb/35163.html"> James Murray</a>, além de um incontável número de voluntários, entre eles o Dr. William Minor, ex-capitão cirurgião do exército dos EUA, irremediavelmente insano.</p>
<p style="text-align: justify;">Num mundo em que dicionários são fator comum, disponíveis nas mais diferentes plataformas e formatos e em todos os idiomas possíveis; é difícil conceber a monstruosidade e ambição do projeto do <em>Oxford English Dictionary</em>.  Uma obra que pretendia abarcar, explicar e codificar todas as palavras de um idioma advindo de influências etimológicas diversas e que, até meados do século XIX, não conhecia um código comum. A necessidade era premente. A influência do idioma era sentida mundialmente, todas as outras grandes línguas ocidentais já contavam com um norteador ortográfico e lexicográfico, os dicionários existentes até então eram listas de vocábulos difíceis, rebuscados ou obsoletos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-18025"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para construir tal obra de referência, a literatura inglesa deveria ser passada em revista. Toda ela. Voluntários em toda a Inglaterra atenderam ao apelo de James A. H. Murray e liam obras e separavam palavras e citações a serem colocadas no dicionário. Entre aqueles que atenderam este apelo apaixonado estava Dr. Willam Minor, e suas contribuições foram de suma importância para o sucesso do projeto. Nascia uma amizade que duraria pelo menos 30 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A aproximação e o relacionamento amistoso entre o eminente Dr. Murray e o desequilibrado Dr. Minor é o cerne de <em>O professor e o louco: Uma história de assassinato e loucura durante a elaboração do dicionário Oxford. </em>Simon Winchester aborda o assunto pelas beiradas, com os últimos momentos de George Merrett, cuja morte levou William Minor ao Broadmoor Asylum, a 65km de Oxford. Segue um prelúdio e um histórico das personalidades dos dois protagonistas, e aos poucos a história do dicionário se imiscui na vida destes dois homens tão parecidos e tão diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor inicia cada capítulo (inclusive notas e agradecimentos) com um verbete retirado do famoso OED, como o dicionário ficou conhecido. Tal verbete tem relação direta com o teor do texto a que se refere, e o texto em si, apesar de acessível e leve, é pontuado por escolhas de palavras que levam à consulta do dicionário. Ao menos foi o que a tradução deixou transparecer. A história que conta é fascinante e recheada de detalhes e anedotas históricas, que deixam o texto ainda mais atrativo. <em>O professor e o louco </em>é a história da obra prima da Inglaterra Vitoriana e um livro para ler e reverenciar estes homens semi-anônimos que nos permitiram acesso irrestrito ao idioma da globalização.</p>
<p>O professor e o louco<br />
Simon Winchester<br />
Título original: THE PROFESSOR AND THE MADMAN (POCKET)<br />
Tradução: Flávia Villas-Boas<br />
240 Páginas<br />
Selo: Companhia de Bolso<br />
Preço Sugerido: R$ 25,00</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>O Forte (Bernard Cornwell)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 16:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Bernard Cornwell]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Record]]></category>
		<category><![CDATA[Independência dos EUA]]></category>
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		<category><![CDATA[O Forte]]></category>
		<category><![CDATA[Romance Histórico]]></category>

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		<description><![CDATA[A batalha ocorreu no ano de 1779, durante a Guerra da Independência americana, numa comunidade portuária em Massachussets, que à época chamava-se Majabigwaduce. Os americanos têm sede de liberdade, enquanto os ingleses querem manter o porto de localização estratégica. Os ingleses possuem apenas três navios de guerra e uma pequena força em terra, regida pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/O-FOrte.jpg"><img class="size-medium wp-image-17871 alignright" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/O-FOrte-190x300.jpg" alt="" width="190" height="300" /></a>A batalha ocorreu no ano de 1779, durante a Guerra da Independência americana, numa comunidade portuária em Massachussets, que à época chamava-se Majabigwaduce. Os americanos têm sede de liberdade, enquanto os ingleses querem manter o porto de localização estratégica. Os ingleses possuem apenas três navios de guerra e uma pequena força em terra, regida pelo general de brigada Francis McLean e pelo Capitão Henry Mowat no mar.</p>
<p style="text-align: justify">As forças americanas são comandadas pelo  general de brigada Peleg Wadsworth, pelo tenente-coronel de artilharia Paul Revere, estes sob o comando do general Lovell; e pelo comodoro Saltonstall, da marinha federal. Os americanos estão evidentemente em maior número, motivo pelo qual McLean determina a construção de um forte &#8211; o Forte George &#8211; para melhorar suas defesas.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-17870"></span></p>
<p style="text-align: justify">Quem gosta de <strong>Bernard Cornwell</strong> já sabe o que esperar de uma de suas obras: uma batalha histórica marcante, normalmente envolvendo o exército britânico, e um personagem principal de forte caráter, geralmente um homem alto e forte, mas de origem humilde.  É assim com Derfel (das <em>Crônicas de Arthur</em>), com Sharpe, Thomas de Hookton (na trilogia do <em>Graal</em>), Nicholas Hook (<em>Azincourt</em>) e Uthred (<em>Crônicas Saxônicas</em>). São características comuns aos livros, que não tiram o mérito e o talento de contador de histórias de Cornwell.</p>
<p style="text-align: justify">No entanto, <em>O Forte </em>não possui um personagem principal. Ou, melhor, a batalha e a construção do Forte George são os protagonistas. Nesta obra, Cornwell decide nos levar atrás das linhas dos dois exércitos, através dos olhos de seus comandantes. Tal traço do romance, por não ser habitual do autor, me encantou.</p>
<p style="text-align: justify">Somos levados a criar simpatias e antipatias com os oficiais de ambos os batalhões, e a estrutura mantém o leitor curioso pelo desfecho que, ainda que histórico, é surpreendente. Foi com a minha lealdade de leitora dividida entre Wadsworth e McLean que devorei mais uma história de Bernard Cornwell, e mais uma vez me deliciei com sua prosa.</p>
<p style="text-align: justify">Tendo o confronto como personagem principal, Cornwell é ainda mais visual em sua descrição de batalhas do que de costume. Sua qualidade gráfica pode enojar os mais sensíveis, mas é necessária para a criação da cena. O autor nos lembra constantemente que a guerra não é um negócio bonito, nem segue regras de ética e boa educação. Este aparente sensacionalismo é uma maneira bastante eficaz de nos transportar para a época, assim como o é a apresentação de trechos de cartas e ordens emitidos durante o cerco ao final de cada capítulo.</p>
<p style="text-align: justify">É uma história de erros e acertos, hesitação e incompetência, que retrata uma das expedições mais emblemáticas da história dos Estados Unidos da América.</p>
<p style="text-align: justify">O FORTE</p>
<p style="text-align: justify">Bernard Cornwell</p>
<p style="text-align: justify">Título original: The Fort</p>
<p style="text-align: justify">Tradução: Alves Calado</p>
<p style="text-align: justify">490 Páginas</p>
<p style="text-align: justify">Preço sugerido: R$ 49,90</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
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		<title>A letra escarlate (Nathaniel Hawthorne)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/23/a-letra-escarlate-nathaniel-hawthorne-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 16:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hester Prynne, acusada de adultério e mãe de uma bela menininha bastarda, é condenada a vestir o símbolo de sua vergonha à vista de todos, na forma de uma letra A de cor escarlate e finamente bordada em seus meses na prisão. Não se sabe se seu marido ainda está vivo. O nome do amante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/a-letra-escarlate-livro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17622" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/a-letra-escarlate-livro-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a>Hester Prynne, acusada de adultério e mãe de uma bela menininha bastarda, é condenada a vestir o símbolo de sua vergonha à vista de todos, na forma de uma letra <strong>A</strong> de cor escarlate e finamente bordada em seus meses na prisão.</p>
<p style="text-align: justify">Não se sabe se seu marido ainda está vivo. O nome do amante é um segredo que Hester não está disposta a revelar nem sob as ameaças de seus carrascos.</p>
<p style="text-align: justify">A história de <em>A letra escarlate, </em>já resenhada <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/31/a-letra-escarlate-nathaniel-hawthorne/">aqui</a> pelo Pips, se passa na cidade de Salém (a mesma das bruxas), na época em que os puritanos ingleses buscavam refúgio na então chamada Nova Inglaterra. Nathaniel os pinta com cores sombrias, olhares soturnos, mas com um gosto secreto por pequenos luxos. Luxos estes representados em larga escala pelos magníficos bordados da proscrita.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-17620"></span>Hester também se veste com sobriedade, apesar da magnificência de seu <strong>A</strong> escarlate bordado com debruns dourados. As cores da Salém de Nathaniel Hawthorne parecem se dividir entre as luxuriantes paisagens do Novo Mundo e Pearl, a filha de Hester, símbolo de seu pecado, a menina-fada. Pearl é descrita como uma força da natureza, mais do que humana, um tanto selvagem.</p>
<p style="text-align: justify">Os preceitos puritanos ganham forma humana em Arthur Dimmesdale, um dos pastores da cidade, um jovem de reputada santidade e cuja paixão pelos preceitos religiosos e extrema sensibilidade transparece em cada sermão. O exótico Novo Mundo vem com o misterioso médico Dr. Robert Chilingworth, que, convivendo com os índios, aprendeu sua arte e se torna respeitado na cidade. Não é preciso dizer que ambos estão envolvidos na história de Hester.</p>
<p style="text-align: justify">Temperada com personagens reais e precedida por um texto quase 100% autobiográfico do autor chamado &#8220;A alfândega<em>&#8220;,</em> somos quase levados a acreditar que Hester e sua letra são reais. O autor trabalha com maestria o tecido da realidade, adornando-o com um tanto de fantasia enganadoramente realista, como os bordados de sua heroína.</p>
<p style="text-align: justify">A história é toda marcante por seu caráter humano. As paixões e sentimentos são perfeitamente retratados, que nos leva a crer que a única coisa que impede o leitor de desmoronar é a força de caráter e o orgulho de Hester Prynne. Talvez por isso <em>A letra escarlate </em>seja considerado um dos precursores do romance psicológico, no qual o que se passa dentro da cabeça de seus personagens é mais importante do que os &#8220;fatos&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Editado pelo selo Penguin-Companhia, <em>A letra escarlate</em> vem acompanhado do prefácio original e de um elucidativo posfácio de Nina Baym. São extras que permitem um melhor entendimento da obra, à luz da vida do autor e de seu tempo. Não que sua leitura dependa deles. Não é a toa que  a obra ganhou seu espaço entre os clássicos. A história é atemporal, vez que trata do âmago do ser humano e, sobretudo, muito bem escrita.</p>
<p style="text-align: justify">A LETRA ESCARLATE</p>
<p style="text-align: justify">Título original: <em>The Scarlet Letter</em></p>
<p style="text-align: justify">Tradução: Christian Schwartz</p>
<p style="text-align: justify">336 Páginas</p>
<p style="text-align: justify">Preço Sugerido: R$ 27,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>Paris é uma festa (Ernerst Hemingway)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/19/paris-e-uma-festa-ernerst-hemingway/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 16:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[A Moveable Feast]]></category>
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		<category><![CDATA[Ernest Hemingway]]></category>
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		<category><![CDATA[Meia-noite em Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Paris é uma festa]]></category>

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		<description><![CDATA[Paris, anos 1920. Ernest Hemingway e sua esposa vivem num apartamento modesto, são jovens, são cúmplices. O escritor divide seu tempo entre Cafés, visitas a Gertrude Stein ou à Shakespeare &#38; Company, de Sylivia Beach, e viagens com sua esposa. Publicado postumamente e muito bem resenhado aqui no Meia Palavra pela Anica e pelo Lucas, Paris [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/pariseumafesta.jpg"><img class="size-medium wp-image-13209 alignleft" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/08/pariseumafesta-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a>Paris, anos 1920. <strong>Ernest Hemingway</strong> e sua esposa vivem num apartamento modesto, são jovens, são cúmplices. O escritor divide seu tempo entre Cafés, visitas a Gertrude Stein ou à Shakespeare &amp; Company, de Sylivia Beach, e viagens com sua esposa.</p>
<p style="text-align: justify">Publicado postumamente e muito bem resenhado aqui no Meia Palavra pela <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/11/paris-e-uma-festa-ernest-hemingway/">Anica</a> e pelo <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/30/paris-e-uma-festa-ernest-hemingway-2/">Lucas</a>, <em>Paris é uma Festa</em>  (<em>A Moveable Feast</em>) é uma coleção de retratos da vida cotidiana de Hemingway na Cidade Luz.</p>
<p style="text-align: justify">Mesmo com o famoso prefácio que alerta que &#8220;o livro pode ser lido como uma ficção&#8221;,  a obra parece ser de uma honestidade quase brutal. Hemingway descreve com exatidão, e mesmo com um toque de nostalgia, trajetos de Paris que lhe são familiares, nos guiando por cafés, bulevares, alamedas, parques, museus e casas de amigos, e no caminho nos apresenta pessoas. Essas pessoas, descritas sob a percepção do autor, são personalidades completas, recheadas de qualidades e defeitos e absolutamente fascinantes.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-17539"></span></p>
<p style="text-align: justify">Aprendemos em <em>Paris é uma Festa</em> que foi nesta cidade que Hemingway leu pela primeira vez os clássicos russos, que ali travou conhecimento com os escritores da <em>Generation Perdue</em>, como Ezra Pound e F. Scott Fitzgerald. Ali também conheceu Gertrude Stein, que muito influenciou seu estilo de escrever. Em Paris, Ernest Hemingway passou fome, dependeu do jogo para sobreviver, fez amigos.</p>
<p style="text-align: justify">Dono de uma prosa enxuta, Hemingway resume em pouquíssimas páginas suas memórias de juventude. Nelas, me impressionaram muito o amor devotado a sua (primeira) esposa, Hadley, sua amizade com <strong>F. Scott Fitzgerald</strong> e sua antipatia para com <strong>Zelda Fitzgerald</strong>. As poucas palavras trazem em si uma poderosa carga emocional que imagino poder atribuir ao carinho com que um senhor olha para o próprio passado.</p>
<p style="text-align: justify">Além deste rico retrato do jovem Hemingway, que por si só vale a leitura, a obra é também um verdadeiro guia de Paris. Quem já passeou pelo <em>6º Arrondissement</em> deve ficar imediatamente nostálgico, querendo pisar naquelas famosas pegadas.</p>
<p style="text-align: justify">Ainda que alguns restaurantes e lugares já não mais existam, o itinerário pouco mudou, e o visitante poderá se deliciar e apreciar as pequenas ruas, a luxúria do Jardin du Luxembourg, alguns bons cafés, enfim, viver Paris.  Quem não conhece ainda e não tem meios para viajar, sugiro abrir o Google Maps e digitar cada endereço. É uma experiência mágica.</p>
<p style="text-align: justify">É mesmo, como disse a <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/11/11/the-paris-wife-paula-mclain/">Anica</a>, um livro para matar as saudades do filme <em>Meia Noite em Paris</em>.</p>
<p><strong>Paris é uma festa</strong></p>
<p>Ernest Hemingway<br />
Tradução: Ênio Silveira<br />
240 Páginas<br />
Preço sugerido: R$39,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
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		<title>La boîte à Pensées: As bibliotecas da minha vida</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/18/la-boite-a-pensees-as-bibliotecas-da-minha-vida/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 22:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[La boîte à Pensées]]></category>
		<category><![CDATA[bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[La boîte à pensées]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias de Infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, meu nome é Clarisse e eu sou uma acumuladora de livros. Daquelas que compra o livro &#8220;pra ter&#8221;, mesmo se já leu emprestado da biblioteca pública. Minha justificativa politicamente correta é que eu quero que meus filhos (se um dia vierem) tenham acesso aos livros como eu tive desde muito nova. A verdade é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/coluna.png"><img class="alignleft size-full wp-image-8218" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/coluna.png" alt="" width="200" height="200" /></a>Olá, meu nome é Clarisse e eu sou uma acumuladora de livros. Daquelas que compra o livro &#8220;pra ter&#8221;, mesmo se já leu emprestado da biblioteca pública. Minha justificativa politicamente correta é que eu quero que meus filhos (se um dia vierem) tenham acesso aos livros como eu tive desde muito nova. A verdade é que eu gosto de estar cercada por esses amigos de papel, e acho muito estranho um lar sem livros. Por isso, queria  compartilhar com vocês, num estilo bem &#8220;meu querido diário&#8221;, de onde vem essa minha paixão pelos livros.</p>
<p style="text-align: justify">Talvez eu tenha sido mal acostumada. A primeira biblioteca a que tive acesso era uma estante que ocupava a parede esquerda do quarto dos meus pais, lá nos idos dos anos 80, quando morávamos num apartamento pequeno. A estante era repleta de livros, e me lembro de montar na bendita e ficar bagunçando eles. Pois é, é de família, o apartamento pequeno era recheado de livros &#8211; da minha mãe &#8211; e  LPs &#8211; do meu pai. E minha mãe tem um gosto bastante eclético, então ali encontrávamos Isaac Asimov e Shirley McLaine, Stephen King, Jorge Amado, Máximo Gorki, livros com os quais brinquei e muitos que ainda não li.<span id="more-17481"></span></p>
<div id="attachment_17494" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-4.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-17494 " style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-4-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Eu e os livros - 1982</p></div>
<p style="text-align: justify">Como nem tudo são flores, meus pais se separaram e me dividi em duas casas. Meu pai e seus LPs e livros técnicos (administração, economia, esportes, peixes), minha mãe e os livros (ficção, técnicos, poesia, best seller, autores desconhecidos). Logo, a biblioteca da mãe ganharia uma bela adição: a biblioteca do meu padrasto. Uma das minhas lembranças mais queridas de férias em casa aconteceu quando minha mãe convidou meus amigos para  arrumar aquela biblioteca, para nós imensa, recheada de coleções (Nobel, Escritores da Humanidade, Abril, Círculo do Livro) e edições completas de Érico Verissimo a Balzac, passando por Frank Herbert e Fernando Sabino. Ficamos a tarde toda limpando, catalogando e guardando mais de 1000 livros e, como é inevitável, falando sobre eles. Alguns anos mais tarde, as estantes dessa biblioteca viraram as paredes do meu quarto, o que me fazia acordar cedo aos domingos, escolher um livro da estante ao lado e só sair da cama para as refeições.</p>
<p style="text-align: justify">Há também a biblioteca lendária do meu avô que, diziam, continha diversas primeiras edições e livros em francês e espanhol, e que foi vítima de uma &#8220;Fogueira das Vaidades&#8221;, depois que meu avô, um advogado que falava 6 idiomas, sofreu um acidente e perdeu a cabeça. O que restou da biblioteca, um amontoado de livros de capa dura, lombada de couro e letras douradas, ocupou por muito tempo um quarto escondido na casa da minha vó. Eu adorava o cheiro daquele quarto, ainda que hoje não recorde um título dentre os livros que estavam ali.</p>
<div id="attachment_17495" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-17495 " style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Biblioteca arrumada</p></div>
<p style="text-align: justify">Tive a sorte, ainda, de estudar numa escola que dava valor às suas bibliotecas. Ela ficava aberta nos intervalos, e tínhamos &#8220;aula na biblioteca&#8221;, uma maneira de incentivar a ler. Foi neste lugar calmo, com vista para árvores e mesas redondas de fórmica, que li um dos livros mais marcantes da minha vida, um romance de autoria de alguns alunos da 8ª série. O primeiro texto escolar a usar a expressão &#8220;no entanto&#8221; e um final surpreendente. Infelizmente, esse livro nunca foi publicado.</p>
<p style="text-align: justify">A biblioteca da faculdade, por sua vez, tinha menos brilho, mas nem por isso passava menos tempo por lá. Era formada basicamente de livros técnicos, mas foi lar das mais divertidas discussões de literatura que tive, era o ponto de encontro do meu grupo de estudos, chamado &#8220;Persona Psique&#8221;, e tinha grandes objetivos ainda por serem conquistados. O maior deles é estudar a obra de escritores ingleses do século XIX à luz da história da Inglaterra.</p>
<div id="attachment_17496" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-17496 " style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-1-150x120.jpg" alt="" width="150" height="120" /></a><p class="wp-caption-text">meu quarto biblioteca</p></div>
<p style="text-align: justify">Tive contato com bibliotecas também no local de trabalho. Foi no meu primeiro estágio, há mais de 10 anos, que li a primeira página de <em>Ensaio sobre a Cegueira</em> e conheci Saramago. No Banco do Brasil, tenho acesso a uma das melhores bibliotecas do país online. Peço o livro, recebo no local de trabalho e tenho um mês para ler. Sem custos. Foi nessa biblioteca que encontrei o já esgotado <em>O Homem que se tornou Deus,</em> de Gerald Messadié, e a edição em francês d&#8217;<em>Os Três Mosqueteiros</em> (Alexandre Dumas). É o lugar para achar livros inacessíveis, e de graça. No trabalho aprendi a catalogar livros com o código CDU, e passei a respeitar ainda mais o trabalho de um bibliotecário.</p>
<p style="text-align: justify">E foi com esse histórico que comecei a montar a minha biblioteca pessoal, que hoje conta com mais de 700 livros espalhados por todos os cantos da casa. E é essa paixão pelos livros, advinda das muitas bibliotecas da minha vida, que quero passar aos meus irmãos e, futuramente, aos meus filhos (ou sobrinhos). Eu sou uma acumuladora de livros, com muito orgulho.</p>
<div id="attachment_17497" class="wp-caption aligncenter" style="width: 170px"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-3.jpg"><img class="size-full wp-image-17497 " style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/Biblioteca-3.jpg" alt="" width="160" height="90" /></a><p class="wp-caption-text">Biblioteca pessoal</p></div>
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		<title>O livro selvagem (Juan Villoro)</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 16:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[El libro salvaje]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Villoro]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Latino-americana]]></category>
		<category><![CDATA[O livro selvagem]]></category>
		<category><![CDATA[Selo Cia das Letras]]></category>

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		<description><![CDATA[As férias longas estão chegando quando Juan, um garoto de 13 anos, descobre que seus pais vão se separar. Seu pai parte para Paris, e sua mãe, com os nervos em farrapos, decide deixar Juan com seu tio Tito. Assim, do nada, as esperadas férias, que o menino passaria explorando uma casa abandonada com seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/O-livro-selvagem.jpg"><img class="size-medium wp-image-17099 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/O-livro-selvagem-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>As férias longas estão chegando quando Juan, um garoto de 13 anos, descobre que seus pais vão se separar. Seu pai parte para Paris, e sua mãe, com os nervos em farrapos, decide deixar Juan com seu tio Tito.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Assim, do nada, as esperadas férias, que o menino passaria explorando uma casa abandonada com seu amigo Pablo, se transformam no que parece ser longos meses de tédio com seu tio que tem pelos brancos no nariz e uma enorme biblioteca.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">É de se esperar que Juan não se entusiasme com os novos planos. Ele sente falta da mãe, da irmã, e até um pouco do pai, e acha estranho que seu tio não consiga terminar uma conversa sem tomar seu “chá de cachimbo” ou ir ao banheiro.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY"><span id="more-17098"></span></p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Aos poucos, no entanto, tio Tito se revela um homem divertido e sábio, ainda que definitivamente louco, e Juan descobre que a sua biblioteca está viva. Conhece também Catalina, uma garota que trabalha na farmácia em frente e possui belos olhos de mel.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Juntos, tio Tito, Juan, Catalina, Eufrosia (a cozinheira) e três gatos embarcam numa aventura pela labiríntica biblioteca em busca do Livro Selvagem: um livro que não se deixa ler, que espera o leitor certo para ser lido.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Se há um livro feito para relembrar-nos da magia da leitura, este é <em>O Livro Selvagem</em>. Sua narrativa de realismo fantástico nos faz mergulhar na história, que eu li num ímpeto, sem conseguir parar. A descrição da biblioteca de Tito e dos pratos de Eufrosia são de deixar qualquer bibliófilo morrendo de inveja. A forma como Juan e Catalina leem, deixando-se levar pela história e mesmo modificando-a, tem um gostinho de nostalgia, da magia de ler um livro enquanto criança.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Juan Villoro relembra ao leitor que ler é viajar, é acreditar no impossível, no absurdo. É acreditar, também, na importância do leitor para o livro, que quer ser lido e se faz achar. Os olhos do leitor são capazes de mudar uma história, e cada leitura é única, como tio Tito demonstra várias e várias vezes em seu discurso tranquilo e amalucado, com quem me identifiquei logo na primeira aparição.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Este é um livro que recomendo fortemente àqueles que não entendem o que os bibliófilos tanto veem nos livros, às crianças que estão em idade escolar, aos adultos que gostam de ler. <em>O Livro Selvagem</em> é um livro a ser convidado, e degustado.</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">O livro selvagem</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Juan Villoro</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Título Original: El libro salvaje</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Tradução: Antônio Xerxenesky</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">192 Páginas</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Selo: Cia das Letras</p>
<p style="text-align: justify" align="JUSTIFY">Preço sugerido: R$ 29,50</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>A maleta do meu pai (Orhan Pamuk)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/11/a-maleta-do-meu-pai-orhan-pamuk/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 13:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A maleta do meu pai]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Discursos]]></category>
		<category><![CDATA[Friedenspreis]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Turca]]></category>
		<category><![CDATA[LIteratura. Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[My father's suitcase]]></category>
		<category><![CDATA[Orhan Pamuk]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Nobel de Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Os romances nunca são totalmente imaginários nem totalmente reais. Ler um romance é confrontar-se tanto com a imaginação do autor quanto com o mundo real cuja superfície arranhamos com uma curiosidade tão inquieta. Quando nos refugiamos num canto, nos deitamos numa cama, nos estendemos num divã com um romance nas mãos, nossa imaginação passa a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><em><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/a_maleta_do_meu_pai.jpg"><img class="wp-image-17146 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/a_maleta_do_meu_pai-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" /></a>&#8220;Os romances nunca são totalmente imaginários nem totalmente reais. Ler um romance é confrontar-se tanto </em>com<em> a imaginação do autor quanto com o mundo real cuja superfície arranhamos com uma curiosidade tão inquieta. Quando nos refugiamos num canto, nos deitamos numa cama, nos estendemos num divã com um romance nas mãos, nossa imaginação passa a trafegar o tempo todo entre o mundo daquele romance e o mundo no qual vivemos.” (p.56)</em></p>
<p align="JUSTIFY">Orhan Pamuk tem uma visão bastante particular sobre literatura e sobre a profissão de escritor. Em <em>A maleta do meu pai </em>temos acesso a três discursos proferidos pelo autor: o primeiro, homônimo ao livro, marca o recebimento do Prêmio Nobel, o segundo a cerimônia de entrega do <em>Friedenspreis</em> de 2005 e o último a Conferência Puterbaugh sobre literatura mundial. São três momentos em que o autor, já bastante autobiográfico em suas obras, se abre para o ouvinte e para o leitor de uma maneira simples e emocionante.</p>
<p align="JUSTIFY"><span id="more-17144"></span></p>
<p align="JUSTIFY">O primeiro discurso é o mais carregado emocionalmente. Orhan Pamuk divide sua angústia ao receber do pai uma maleta com velhos escritos deste. Nos conta como se sentiu ao recebê-la, fala de seu medo que seu pai, tão diferente em temperamento, fosse um bom escritor, e do medo maior de ele ser um mau escritor. Refletindo sobre a maleta, acaba por voltar às origens e se lembra de sua decisão de deixar a pintura, de seu afinco solitário, de sua dependência da literatura. Ele aproveita um momento de felicidade para refletir como chegou lá, o que fez dele ser um escritor como ele é.</p>
<p align="JUSTIFY">O discurso da cerimônia do <em>Friedenspreis</em>, proferido em Frankfurt, debate um assunto recorrente nas obras de Pamuk: a dicotomia Oriente/Ocidente, nesse caso exemplificado pela vivência do autor pelas ruas de Frankfurt e Kars (Turquia), durante a pesquisa para seu livro <em>Neve</em>, mas também de suas leituras, da invenção europeia do romance, do Orhan Pamuk leitor. É deste discurso que tirei o parágrafo que inicia esta resenha, uma das mais belas definições de ler um romance.</p>
<p align="JUSTIFY">Já na Conferência de Puterbaugh, denominada “O autor implícito”, temos um discurso voltado para dentro. Pamuk nos abre as portas para suas pequenas manias, para o que faz em seu estúdio, para seu vício em literatura. É um retrato, finalmente, do Orhan Pamuk autor, numa reflexão sobre 30 anos de trabalho.</p>
<p align="JUSTIFY">Esses três discursos, proferidos em datas e ocasiões distintas, se complementam perfeitamente. São um vislumbre do autor, uma bela conversa com este turco de coração dividido entre a tradição e o moderno, o oriental e o ocidental. É uma bela (e rápida) maneira de embarcar na obra deste que é, na minha opinião, um dos melhores escritores desta era.</p>
<p align="JUSTIFY">A maleta do meu pai</p>
<p align="JUSTIFY">Orhan Pamuk</p>
<p align="JUSTIFY">Título Original: My father&#8217;s suitcase</p>
<p align="JUSTIFY">Tradução: Sérgio Flaksman</p>
<p align="JUSTIFY">96 Páginas</p>
<p align="JUSTIFY">Preço Sugerido: R$ 35,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>Nico Demo: Aí vem encrenca (Mauricio de Sousa)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/10/nico-demo-ai-vem-encrenca-mauricio-de-sousa/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[L&PM]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício de Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício de Sousa Digital Productions]]></category>
		<category><![CDATA[Nico Demo]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos Nacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Mauricio de Sousa é um ícone da minha geração. Raros são os meus amigos que não tiveram gibis da Turma da Mônica e adquiriram seu gosto pela leitura através deles. O que poucos sabem, ou melhor, se lembram, é que Mauricio de Sousa começou sua carreira como jornalista e a turminha apareceu primeiro em tirinhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/nicodemo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17120" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/nicodemo-191x300.jpg" alt="" width="191" height="300" /></a>Mauricio de Sousa é um ícone da minha geração. Raros são os meus amigos que não tiveram gibis da <strong>Turma da Mônica</strong> e adquiriram seu gosto pela leitura através deles. O que poucos sabem, ou melhor, se lembram, é que<strong> Mauricio de Sousa</strong> começou sua carreira como jornalista e a turminha apareceu primeiro em tirinhas de jornal, muito antes da minha geração ser sonhada.</p>
<p align="JUSTIFY">O personagem Nico Demo foi criado em 1966 no <em>Jornal da Tarde</em> de São Paulo, num período de forte censura devido à ditadura militar. Mesmo sem texto, seu conteúdo politicamente incorreto acabou objeto de censura. A <strong>L&amp;PM</strong> e a Mauricio de Sousa Produções resgatam essas tirinhas, para a felicidade desta que vos escreve.</p>
<p align="JUSTIFY"><span id="more-17119"></span></p>
<p align="JUSTIFY">Nico Demo é a personificação da frase “de boas intenções o inferno está cheio”. Um rapaz cuja maior vontade é ser útil, mas que escolhe os piores momentos para ajudar o próximo, que normalmente fica fulo da vida. Não há balões de diálogo e só uma ou outra indicação escrita, por meio de placas, que nos orienta quando o desenho não é suficiente.</p>
<div>As situações pelas quais Nico Demo passa são politicamente incorretas. Talvez ainda mais hoje do que quando foram lançadas. Talvez por serem lançadas em jornal, tenham um tom mais irônico, destinado aos leitores mais velhos, com um maior discernimento</div>
<p align="JUSTIFY">O traço de Mauricio de Sousa sempre foi, para mim, muito expressivo. Essa característica fica ainda mais visível pela falta de texto. Nico Demo desperta a imaginação do leitor, e nas 128 páginas com duas tirinhas existem milhares de historietas, só esperando o leitor para serem completadas. Um excelente começo de ano literário para mim.</p>
<p align="JUSTIFY">Nico Demo &#8211; Aí vem encrenca</p>
<p align="JUSTIFY">Mauricio de Sousa</p>
<p align="JUSTIFY">128 Páginas</p>
<p align="JUSTIFY">Coleção L&amp;PM Pocket</p>
<p align="JUSTIFY">Preço Sugerido: R$ 11,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>L&amp;PM Editores</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/08/lepm.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>Madame Bovary (Gustave Flaubert)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/01/08/madame-bovary-gustave-flaubert/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 19:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Clássicos da Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Gustave Flaubert]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Madame Bovary]]></category>
		<category><![CDATA[Penguin]]></category>
		<category><![CDATA[Penguin-Companhia das Letras]]></category>

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		<description><![CDATA[ Considerado um dos grandes marcos do realismo e a obra prima de Flaubert, Madame Bovary tem por objetivo ser uma obra extraordinária sobre uma situação banal. É a história de um casal burguês &#8211; Emma e Charles Bovary &#8211; que vivem numa cidade pequena, rodeados de vizinhos estereotípicos. Emma é uma mulher de personalidade romântica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY"> <a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/madame-bovary.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17092" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2012/01/madame-bovary-e1325617512605-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a>Considerado um dos grandes marcos do realismo e a obra prima de Flaubert, <em>Madame Bovary</em> tem por objetivo ser uma obra extraordinária sobre uma situação banal. É a história de um casal burguês &#8211; Emma e Charles Bovary &#8211; que vivem numa cidade pequena, rodeados de vizinhos estereotípicos.</p>
<p align="JUSTIFY">Emma é uma mulher de personalidade romântica e se entedia enormemente com sua casa, seu marido, sua vida. Charles é um homem de hábitos e gostos simples, de inteligência e habilidade medianas, nem feio nem bonito, enfim, sem nada de especial.<span id="more-17084"></span></p>
<p align="JUSTIFY">Os vizinhos representam a vida burguesa, há Homais, um farmacêutico/jornalista de palavras complexas e conhecimentos superficiais; Sr. Binet com seu torno; Sr. Lheureux, o agiota inescrupuloso; a dona de taberna fofoqueira, o jovem e atrapalhado estudante.</p>
<p align="JUSTIFY">Emma, cansada de sua vidinha provinciana e sem acontecimentos, resolve transformar seu mundo num romance, e busca a paixão livresca em amantes.</p>
<p align="JUSTIFY">O que faz de <em>Madame Bovary</em> um clássico não é a história, mas como ela é contada. Cada frase tem um significado, e foi cuidadosamente pensada pelo autor, o que se demonstra pelos vários e vários rascunhos disponíveis no site <a href="http://www.bovary.fr/">http://www.bovary.fr/</a>. Flaubert faz praticamente um estudo psicológico de cada um de seus personagens, e os torna reais e realistas, sem julgá-los, ou melhor, deixando o julgamento a cargo do leitor.</p>
<p align="JUSTIFY">E eu, como leitora, me diverti muito julgando as personagens. Tanto que em um ponto não consegui distinguir meus julgamentos das descrições do autor. Cada um dos personagens tem uma voz própria, bem especificada por vícios de discurso ou desvios de personalidade. Chega-se a ver o sorriso malicioso de Rodolphe quando decide cortejar a jovem senhora romântica, ou sentir o ar arrogante que Léon ganha após uma temporada em Paris.</p>
<p align="JUSTIFY">Devo dizer que minha leitura foi bastante enriquecida pelos “extras” desta edição Penguin-Companhia das Letras. São dois longos prefácios, além de uma apaixonada defesa da obra por ninguém menos que Charles Baudelaire. Caso você não esteja familiarizado com a história do livro e não goste dos famigerados “spoilers”, sugiro que siga o conselho do próprio editor e leia estas introduções DEPOIS de ler a obra.</p>
<p align="JUSTIFY">Por outro lado, eu (e minha mania de começar o livro na primeira página e ler até a última nesta ordem) li as introduções antes e não me arrependi. Com esses estudos da obra pude acompanhá-la melhor, prestar mais atenção aos detalhes que normalmente deixaria passar despercebidos. Quando terminei, retornei aos “extras” e foi quase tão bom quanto ler o livro novamente. Os comentários ganharam outra cor, e por pouco não releio todo o livro de novo, para notar os demais detalhes. Um livro para reverenciar e ao mesmo tempo perder o medo dos clássicos.</p>
<p align="JUSTIFY">Madame Bovary</p>
<p align="JUSTIFY">Gustave Flaubert</p>
<p align="JUSTIFY">Tradução: Mario Laranjeira</p>
<p align="JUSTIFY">Apresentação: Charles Baudelaire</p>
<p align="JUSTIFY">Prefácio: Lydia Davis</p>
<p align="JUSTIFY">Introdução: Geoffrey Wall</p>
<p align="JUSTIFY">496 Páginas</p>
<p align="JUSTIFY">Selo: Penguin-Companhia</p>
<p align="JUSTIFY">Preço Sugerido: R$ 29,50</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>A Christmas Memory (Truman Capote)</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 19:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[100 Contos Essenciais]]></category>
		<category><![CDATA[A Christmas Memory]]></category>
		<category><![CDATA[Bravo!]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Truman Capote]]></category>
		<category><![CDATA[Um Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[A Christmas Memory é um conto de cunho autobiográfico, que remete à infância de Truman Capote (Buddy) nos poucos anos que passou no Alabama, onde formou um precioso vínculo com Nanny Rumbley Faulk, a quem chamava de Sook. Foi publicado pela primeira vez na revista Mademoiselle em 1956, e republicado em 1963 e 1966, e aparece ainda hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/ChristmasMemory.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-16771" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/12/ChristmasMemory-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" /></a>A Christmas Memory é um conto de cunho autobiográfico, que remete à infância de Truman Capote (Buddy) nos poucos anos que passou no Alabama, onde formou um precioso vínculo com Nanny Rumbley Faulk, a quem chamava de Sook. Foi publicado pela primeira vez na revista <em>Mademoiselle </em>em 1956, e republicado em 1963 e 1966, e aparece ainda hoje em antologias e listas, como a da Bravo!, que tenho usado para me nortear nesse mundo dos contos.</p>
<p style="text-align: justify">É novembro. O tempo começou a esfriar e para  Buddy e sua melhor amiga é tempo de Bolo de Frutas. Buddy tem 7 anos, sua melhor amiga é uma prima distante, uma senhora de sessenta e poucos, mas com espírito infantil. Juntos eles se preparam o ano inteiro para a estação das festas, para o Natal. A amizade deles é simples, baseada no profundo conhecimento mútuo e a confiança um no outro. A história se passa nos anos 30, em meio Lei Seca, numa casa familiar de uma cidade do interior (provavelmente nos Estados Unidos). Buddy e sua amiga não são os únicos a habitar a casa, apesar de parecer que sim.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-16770"></span></p>
<p style="text-align: justify">A história em si é simples, e até mesmo prosaica. E resumi-la em poucas palavras seria um pecado. Não se trata de fazer bolos de frutas ou de se preparar para o Natal. Fala de amor, de um relacionamento sincero, uma amizade preciosa. Posso parecer piegas, e talvez o espírito natalino tenha me absorvido, mas me emocionei enormemente com o Natal de Buddy e sua amiga, da felicidade que um encontrou no outro. E isso sem recorrer à religião ou aos textos de cartão de Natal da Hallmark. O narrador, Buddy, simplesmente divide com o leitor sua memória daquele Natal, de todo o ritual que envolveu a preparação dos bolos de frutas, da escolha e troca de presentes num inverno frio de sua infância.</p>
<p style="text-align: justify">Não é nada mais que isso, mas é muito mais que isso.  A singeleza do conteúdo é magistralmente trabalhada pelo autor, através da escolha das palavras, das frases, das descrições. Nos vemos naquela casa, contando as moedas para comprar os ingredientes do bolo, cozinhando, dançando pela sala e até sendo repreendidos por &#8220;Aqueles que sabem melhor&#8221;. Queremos dividir nossas alegrias com esses dois amigos, celdebrar uma ceia de Natal com eles, presenteá-los. Somos, na verdade, presenteados pela história, que sem moralizar a época de festas dá-lhe um sentido, um porquê.</p>
<p style="text-align: justify">Uma excelente pedida neste domingo de Natal, para degustar depois dos presentes abertos e da confraternização familiar. Boas Festas!</p>
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