Muitos dos não leitores que conheço (principalmente os orgulhosos de não ler) têm a impressão de que ler é um hábito comum a ermitões que nunca saem de casa ou se divertem. Em inglês há mesmo expressões como book smarts, que levam direto ao estereótipo do leitor enfurnado num quarto cheio de livros, que não [...]
O último suspiro do mouro (Salman Rushdie)

Quando Moraes “Mouro” Zogoiby inicia seu relato, sua vida está no fim. Ele decide soltar suas amarras de todo o preconceito e contar sua história como realmente aconteceu, mesmo que às vezes seja traído por memórias e afeições antigas. A história do clã Gama-Zogoiby começa no início do século XX, quando a Índia era ainda [...]
O professor e o louco (Simon Winchester)

Foram 70 anos, 12 volumes, 414.825 verbetes e 1.827.306 citações ilustrativas. A criação do Oxford English Dictionary foi o trabalho da Sociedade Filológica de Londres, resultado dos esforços de homens como Herbert Coleridge, Frederick Furnivall e James Murray, além de um incontável número de voluntários, entre eles o Dr. William Minor, ex-capitão cirurgião do exército [...]
O Forte (Bernard Cornwell)

A batalha ocorreu no ano de 1779, durante a Guerra da Independência americana, numa comunidade portuária em Massachussets, que à época chamava-se Majabigwaduce. Os americanos têm sede de liberdade, enquanto os ingleses querem manter o porto de localização estratégica. Os ingleses possuem apenas três navios de guerra e uma pequena força em terra, regida pelo [...]
Paris é uma festa (Ernerst Hemingway)
Paris, anos 1920. Ernest Hemingway e sua esposa vivem num apartamento modesto, são jovens, são cúmplices. O escritor divide seu tempo entre Cafés, visitas a Gertrude Stein ou à Shakespeare & Company, de Sylivia Beach, e viagens com sua esposa. Publicado postumamente e muito bem resenhado aqui no Meia Palavra pela Anica e pelo Lucas, Paris [...]
La boîte à Pensées: As bibliotecas da minha vida

Olá, meu nome é Clarisse e eu sou uma acumuladora de livros. Daquelas que compra o livro “pra ter”, mesmo se já leu emprestado da biblioteca pública. Minha justificativa politicamente correta é que eu quero que meus filhos (se um dia vierem) tenham acesso aos livros como eu tive desde muito nova. A verdade é [...]















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