6 de fevereiro de 2012

A Arte de Amar (Ovídio)

ovidioÉ como diz aquela música do Tom Jobim “…é impossível ser feliz sozinho…” . Não, você não leu errado. Esse artigo é realmente sobre Ovídio e não sobre Jobim e sua obra. Embora os dois tenham muito em comum, mesmo com alguns séculos entre eles.

O amor, todos concordamos é uma arte. Jobim com suas letras simples, inquietas, ingênuas e delicadas nos ensinou isso. Ovídio fez o mesmo, só que na literatura, por volta do ano 8 d.C. Dois mestres do sentimento. Dois “artistas do amor”.

Interessante é analisar a “utilidade” de um livro que basicamente nos ensina cortesia e sentimentos. É tão evidente para nós, não é mesmo? Mas Ovídio vai além disso, ensinando a habilidade de seduzir.

Sedução. Se fosse possível explicar esse livro com uma única palavra, escolheria essa. De uma forma quase pura e angelical, ele nos seduz logo nos primeiros parágrafos. É quase impossível não querer ler seus conselhos “evidentes”

Ensinando os homens coisas simples como: cuidados para impressionar a amada (por exemplo: “…Se, como é comum, a poeira vier a cair sobre o peito da bela, que seus dedos a removam; se não houver poeira, remova do mesmo modo a que não existe: tudo deve servur de pretexto aos seus cuidados. Livro Primeiro, página 23″, reconhecer circuntâncias “favoráveis” para encontros entre outras coisas.

As mulheres, é claro, também tem suas lições aqui. Ovídio nos ensina a ficarmos belas (sim, a última parte tem realmente receitas de beleza, como cremes e etc. Deixando claro que estamos falando de cosméticos de uma época antes de Cristo) e até mesmo algumas lições sobre “momentos íntimos” com o amigo. (outra coisa que chama a atenção, é que em nenhuma página há a menção de: amantes ou esposos. Apenas amigo e amiga)

Ovídio é certamente o escritor da felicidade. Para os mais afobados, é bom avisar que a arte que ele ensina jamais se aproxima das perversões. Apenas com algumas doses muito leves de erotismo, nos levando para longe da libertinagem, porém nos mantendo próximos ao prazer.

O autor nasceu em 43 a.C., em Sulmona, e morreu em 17, em Tomi (Constanta que fica na Romênia). Cosagrou-se com as obras Amores, As Heróides e A arte de Amar. Com 40 anos começou a reeditar sua seu trabalhos e escreveu a sua obra-prima As Metamorfoses, lendas da mitologia greco-latina em quinze volumes. No ano 8 foi exilado pelo pelo imperador Augusto. Suas obras foram recuperadas na Idade Média, servindo de inspiração para poetas até hoje.

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Sobre Liv

Liv que também é conhecida por Carol ou Ana é leitora por paixão e opção. Começou com Chapeuzinho Vermelho e hoje aprende muito no Meia Palavra. De bula de remédio à Bíblia, troca na boa a balada por um bom escrito. Rata de biblioteca, nerd e mau humorada por opção, chuta pedrinhas nas ruas de Florianópolis devido ao talento (ninja, segundo alguns) de ler enquanto anda.

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