Portões de Fogo (Steven Pressfield)

Publicado por Kika em janeiro - 14 - 2010

os-portoes-de-fogoTHIS IS SPARTA! (300)

“o egípcio perguntou aos espartanos por que usavam cabelos tão longos. Olympieus respondeu, citando o legislador Lykurgus: “Porque nenhum outro adorno torna um homem belo mais atraente, e um outro feio mais aterrador. e de graça” Portões de Fogo – Steven Pressfield

Tudo começou quando achei num sebo o 300, do Frank Miller. Estava na faculdade então, muito feliz com minha aquisição. Não demorou muito para falar dela. Que história, que traço que roteiro! Nisso, um amigo diz: Quer conhecer MESMO a história da batalha das Termópilas? Leia Portões de Fogo. Procurei o livro logo depois. Não achei. E por 10 anos não me deparei mais com ele.

Enfim, no fim de 2009 consegui minha cópia. Estavam todos lá: Leônidas, Dienekes, Xerxes, Olympieus, as frases famosas. Logo nas primeiras páginas vi que meu amigo tinha razão. Steven Pressfield nos faz sentir a batalha, e o que significava ser espartano.

A Batalha das Termópilas é uma das mais famosas do mundo antigo. Aconteceu em 480 a.C, durante a segunda Guerra Médica, durante as quais a Pérsia tentou (e quase conseguiu) conquistar a Grécia. Pressfield conta a história dos Herois espartanos pelo relato de Xeones, um escravo, ao historiador de Xerxes. Xeones foi encontrado no campo de batalha, às portas da morte, quando foi resgatado. Contar sua história é sua última missão. E ele a leva a sério.

Através de suas palavras, passamos a conhecer o caminho das armas, adotado por todo bom espartano. A rigidez de seu treinamento, seu senso de justiça, de amizade, seus dias de descanso. Conhecemos também a força de suas mulheres, sua coragem, sua inteligência. Aprendemos com eles noções de honra, andreia (coragem), trabalho. Sua fuga da katalepsis, como vencer phobos (medo).

Conhecemos também o lado feio das batalhas. Sentimos a perda de cada homem, e vemos o sangue escorrer no campo. O autor não poupa palavras para descrever o horror de uma batalha, e o faz de maneira crua, sem o glamour que muitos atribuem às guerras homem a homem. Afinal, a guerra não é bonita, a morte não é glamourosa, mas o heroismo parece mais real assim. E o heroismo é palpável naqueles 300 espartanos, homens de família, que morreram por um ideal. A Liberdade.

Logo, com 10 anos de atraso, finalmente posso fazer minhas as palavras de meu amigo: Quer conhecer a Batalha das Termópilas? Leia Portões de Fogo

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