RESULTADO – I Concurso de Poesia Meia Palavra

junho 19, 2009 – 9:49 am
Por Colaborador Meia Palavra

meiatwitterNo mês de Junho foi realizado o I Concurso de Poesia Meia Palavra, em parceria com o grupo Nova Fronteira e com o tema “as relações entre Brasil e França”. Os concorrentes foram escolhidos através de votação pública no fórum Meia Palavra, entretanto a autoria das poesias foi mantida em anonimato (e os mesmos não poderiam relacionar as poesias às suas pessoas).

Os três mais votados são publicados a seguir no Blog Meia Palavra e o primeiro lugar, além da publicação, ganhou o livro O Amor do Pequeno Principe (cortesia da Nova Fronteira).

Fiquem atentos aos concursos do Meia Palavra!

Veja os vencedores:

3º lugar:

Os mais altos vôos por kuinzytao

Ri um riso lindo quando me mostro sonhador, abrasador
Vivo de promessas, liberdades e futuros jamais imaginados
Somos alados, amigos do vento e alçamos os melhores vôos
Confiamos, partilhamos sonhos todos manifestados…

Tiramos todos os príncipes do caminho e transformamos a realidade
E, um menino já homem, planta a realeza nos corações e
ninguém o repudia, tudo com a nossa permissão e um ar de felicidade
Apreciamos interações íntimas, audaciosas, sem receios…

O melhor acorde, a mais linda expressão, a mais bela imagem…
A sensação de sermos povo — Que sonho! Cafés, boemia e aproximação
Conservaste espaços para os melhores e eles… Enamorados!
Criativa e adoravelmente sedutora, sigo seus passos quase com paixão

O homem em seus espaços não teme ser meigo: ele questiona, experimenta
A ternura com que ensina a amar revela-me um mundo participável
Ah, a delícia das diferenças, sedução, vaidade, a cumplicidade!
Conheci acordes sutis e transporte direto ao inimaginável

Sob seu olhar virei pássaro e você fada de encantos, doçura palpável
como um corpo e sua entrega: tátil, humano, deliciosa e terna morada
Sou a juventude, de braços abertos, um convite a alegria imensurável!
Tudo com o que me semeaste minha quase mãe, França amada!

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2º lugar:

À Alvorada por Pips

Num Paris, Curitba
um parisiense paulista
entre Beauvoir, Satre, Manet
Sou Rosa, Assis e Tietê
Ta bouche
Minha boca
C’ est vache comme Il pleut
quando beijamos o céu azul
Tu est là
au Paris prodigieux
Azul, Branco e Vermelho
Vert, jaune
Pourquoi amar?
ao mar de Cannes
para pôr o sol no Mangue.

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2º lugar:
Pra ela que só eu vi por Cabal

Como posso saber de quem gosto?
Se da menina com nome diferente,
Que gosta de falar ma chérie
Ou da poetisa que fala das cachoeiras,
E me ensina sempre mais com o seu coração?
Ela gosta de palavras difíceis,
Imagino sua boca fazendo biquinho pra falar
E mesmo não sendo em minha língua
Consigo entender quando diz Je t’aime
Em que idioma me encaixo?
Em qualquer um,
Posso levá-la a Paris, como um guia atrapalhado,
Posso levá-la pelo litoral do Brasil,
Mas desta vez como um perfeito apaixonado
Revejo tuas lembranças, tuas histórias,
Vejo tua foto na alta torre da França,
Tão linda, tão distante,
E nós? … amantes…
Na beira da praia,
Na beira do rio,
Não se esqueça:
Eu te amo e te quero,
Minha princesa, minha francesa

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1ºlugar:

Cidade Luz por Luciano R. M.

Acordei, de madrugada
com o telefone tocando.
Fumei dois cigarros: o primeiro
para acordar e o segundo
para deixar de sonhar.
Dirigi-me, então,
à cena do crime.

Em frente à biblioteca Manzarine
estava o corpo. Parecia uma mulher
vestida em trajes de catecismo.
Porém com seios voluptuosos
e o vestido avermelhado
pela morte.

Marguerite Duras desaprovava
que putas se vestissem assim,
a inocência trajada pela vilania.
Mas a vítima não era
uma mulher, e sim um travesti.

No mesmo momento percebi
que o assassinato fora cometido
não por ela ter um pau
mas pelo seu sotaque brasileiro.

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