Quando entro na loja de gibis e quadrinhos, tenho o costume de ir logo em direção aos lançamentos, pois sei que não terei condições financeiras de comprar tudo o que está nas estantes. Então perco bastante tempo fazendo uma análise baseada em ‘n’ critérios avaliativos, na esperança de fazer a escolha certa e comprar uma HQ (História em Quadrinhos) ou Mangá que vá suprimir minha necessidade de arte gráfica até a próxima quinzena. Agora vou gastar mais um pouco de tempo falando sobre uma dessas minhas escolhas e como fiquei feliz em concretizá-la.
No dia 30 de dezembro de 2008 (uma terça feira), me tornei mais um dos felizes proprietários da obra de arte chamada Mesmo Delivery, história em quadrinhos escrita e desenha por nada mais nada menos que Rafael Grampá, o mais novo nome do mundo das HQs brasileiras. E posso dizer sem sombra de dúvidas que essa foi a minha melhor aquisição até o momento, pois dentro das cinqüenta e quatro páginas de Mesmo Delivery encontrei um pouco do melhor que se pode ter dentro de uma HQ. Havia suspense, sangue e morte, uma paleta de cores simplista, uma boa história, bons personagens, bons ganchos e o principal, uma das artes mais surpreendentes que eu já vi! Cada expressão e cenário que compõe as páginas de Mesmo Delivery carrega dentro de si uma coisa única e indecifrável, fazendo com que o leitor fique parado absorvendo os detalhes do desenho como quem bebe de uma fonte inesgotável.
A história de Mesmo Delivery é mais um dos trunfos dessa obra de arte. Ela conta sobre a empresa de logística Mesmo Delivery e como ela trabalha. Rufo e Sangrecco são os dois personagens principais: o primeiro é um ex-boxeador de tamanho descomunal, mas de inteligência diminuta que está dirigindo para a empresa pela primeira vez. Ele não sabe o que está carregando, pois uma das cláusulas de entrega é não abrir o baú de carga até a chegada no destino.
Sangrecco é um pouco mais sombrio e tem o péssimo hábito de falar durante a viagem, contado sua vida ou aquilo que ele deseja que pensem ser sua vida. As coisas vão bem até que eles decidem parar em uma parada de caminhões e lá Rufo encontra problemas. Porém quem está lendo encontra mais do que problemas. Uma reviravolta na história prova que as coisas, definitivamente, não são o que parecem. Não vou contar mais para não tirar a graça da leitura.
O único cuidado que se deve ter ao ler Mesmo Delivery é estar com a mente aberta para o novo e para algumas cenas impactantes que a HQ apresenta. Um pouco de violência e closes “abusados” podem fazer com que os mais conservadores se sintam meio ofendidos, porém é fato observável que chocar os leitores é uma das principais propostas do desenho.
Numa escala decimal de zero a onze, posso dar nota nove para Mesmo Delivery. Para quem se interessou e quer comprar a HQ, ela está sendo vendida pela Saraiva a R$24,90. Então é isso. Espero compartilhar mais experiências com os leitores do blog e fazer desse mais um local para a divulgação das artes gráficas ligas a literatura.
(Esse artigo é uma colaboração de Breno. Você pode conferir outros textos do autor no blog Contos Café Poesia.)
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Muito legal mesmo! Fiquei bem curiosa, até porque eu adoro twists em narrativas =]
Espero que pessoal goste. Se for bem aceito, prometo escrever mais e sempre com uma novidade.
Muito boa a resenha!
Como mais um incentivo pra quem quiser comprar a “Mesmo”, ela tem a melhor cena de decapitação já desenhada.
Fala Breno, lendo teu texto lembrei que eu tinha o esboço dessa história, lí em algum canto da web e não lembro onde, valeu pela informação e pelo texto, já comprei 100 balas por tua causa e agora vou garimpar essa também.
Conto com vc e com o meia pra continuar antenado nas Hq´s.
Por coincidência, ontem (22 de janeiro de2009), assisti no canal “Woohoo” a entrevista do Rafael Grampá e achei muito interessante. Vale a pena assistir a reprise. Abraços a todos.
Dan.