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	<title>Comentários sobre: Ler é chato</title>
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		<title>Por: Nerd Girl</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-1912</link>
		<dc:creator>Nerd Girl</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 11:57:30 +0000</pubDate>
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		<description>Excelente texto .Não Sabia que média de livros lidos era menor que a dos colombianos .É um lastima :(</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto .Não Sabia que média de livros lidos era menor que a dos colombianos .É um lastima <img src='http://blog.meiapalavra.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Por: Rafaela</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-127</link>
		<dc:creator>Rafaela</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 19:38:56 +0000</pubDate>
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		<description>Não tinha visto este tópico ainda! Vc disse tudo Anica! Fico vendo essas pessoas usando droga e dizem que é para fugir da realidade em que vivem - então vão para uma biblioteca! Além de fugir da realidade fica mais inteligente!! Tenho uma estante cheia de livros em casa, de todos os tipos e minha irmã passa longe deles até na hora de limpar! E isso influenciou na nota da prova que fizemos, eu apesar de fazer 3 anos que terminei o ensino médio tirei uma nota muito maior que ela que terminou a apenas 1 ano! Eu só vim a conhecer leitores assíduos após entrar para o Meia, no meio em que convivo não conheço pessoas que tem o hábito de ler!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não tinha visto este tópico ainda! Vc disse tudo Anica! Fico vendo essas pessoas usando droga e dizem que é para fugir da realidade em que vivem &#8211; então vão para uma biblioteca! Além de fugir da realidade fica mais inteligente!! Tenho uma estante cheia de livros em casa, de todos os tipos e minha irmã passa longe deles até na hora de limpar! E isso influenciou na nota da prova que fizemos, eu apesar de fazer 3 anos que terminei o ensino médio tirei uma nota muito maior que ela que terminou a apenas 1 ano! Eu só vim a conhecer leitores assíduos após entrar para o Meia, no meio em que convivo não conheço pessoas que tem o hábito de ler!!</p>
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		<title>Por: lipecosta_ro</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-126</link>
		<dc:creator>lipecosta_ro</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 18:08:32 +0000</pubDate>
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		<description>Olha muito bom o seu texto. Realmente eh impressionante o numero de pessoas que diz nao ter tempo para ler e fica, entre outras coisas, assistindo uma tv que na maioria das vezes eh de uma qualidade &quot;duvidosa&quot; - para usar um eufemismo.
So discordo do texto quando vc diz que livro nao eh caro. Livro eh caro sim, considerando-se principalmente, que nao ha impostos sobre os livros como ha para outros produtos.
De resto, achei o texto muito bom.
Meu lema sempre foi , celulares aparece um modelo noovo e melhor todo dia, um livro de Dostoievski NAO.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha muito bom o seu texto. Realmente eh impressionante o numero de pessoas que diz nao ter tempo para ler e fica, entre outras coisas, assistindo uma tv que na maioria das vezes eh de uma qualidade &#8220;duvidosa&#8221; &#8211; para usar um eufemismo.<br />
So discordo do texto quando vc diz que livro nao eh caro. Livro eh caro sim, considerando-se principalmente, que nao ha impostos sobre os livros como ha para outros produtos.<br />
De resto, achei o texto muito bom.<br />
Meu lema sempre foi , celulares aparece um modelo noovo e melhor todo dia, um livro de Dostoievski NAO.</p>
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		<title>Por: Carol</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-125</link>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2008 00:20:48 +0000</pubDate>
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		<description>Olha só, o meu menino Jabô escrevendo por aqui! *__*</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha só, o meu menino Jabô escrevendo por aqui! *__*</p>
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	<item>
		<title>Por: kuinzytao</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-124</link>
		<dc:creator>kuinzytao</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2008 04:31:48 +0000</pubDate>
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		<description>A experiência - observação de “acertos/erros” - parada para reflexão…
Olha, fico pensando o porquê de a experiência alheia ser tão mal vista. Os registros do passado (é assim que eu considero o que está escrito), sejam sensações alheias ou descrição de fatos, podem trazer luz (reflexão), no meu ponto de vista. Vejo (e olha que vivo no Rio Grande do Sul)  muita gente repetindo os mesmos erros de nossos avôs, parecem cães correndo atrás do rabo. Caso, você coloque um livro nas mãos dessas criaturas e diga aqui tem sugestões para a sua atual condição, balançam a cabeça negativamente dizendo: preciso de solução não de leitura; não tenho tempo pra isso; tenho problemas; preciso correr atrás, tenho coisas a resolver; não vou ficar sentado lendo um livro. Aí, você pode me acusar de estar cometendo um erro. A pessoa precisa entender livros como diversão e não aprendizado, Cara, você não tentou como eu já tentei e me confesso cansada.
As pessoas no momento atual, em sua maioria são superficiais. Parar para ler é uma forma de treinar deixar de lado tudo o que distrai e estar só, quieto, dirigir sua atenção a um assunto. Aumentar a capacidade de aprofundar, analisar algo como se tivesse utilizando um microscópio e isso ajudaria a capacitar para o discernimento, muito mais do que repetidas experiências sem reflexão.
A Feira do Livro dá certo, a nossa tem 53 ou 54 anos. Espero que não desistam em sua cidade. Hoje em dia é um evento que ninguém por aqui quer faltar. Posso imaginar o quanto os organizadores devem ter ficado vexados diante da situação. O que posso dizer é que os escritores são gente muito boa, pacientes, colaboradores, eles darão outras chances ao público local. Imagina o que passaram os primeiros escritores brasileiros, que tiveram que formar leitores para ter quem lesse o que escreviam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A experiência &#8211; observação de “acertos/erros” &#8211; parada para reflexão…<br />
Olha, fico pensando o porquê de a experiência alheia ser tão mal vista. Os registros do passado (é assim que eu considero o que está escrito), sejam sensações alheias ou descrição de fatos, podem trazer luz (reflexão), no meu ponto de vista. Vejo (e olha que vivo no Rio Grande do Sul)  muita gente repetindo os mesmos erros de nossos avôs, parecem cães correndo atrás do rabo. Caso, você coloque um livro nas mãos dessas criaturas e diga aqui tem sugestões para a sua atual condição, balançam a cabeça negativamente dizendo: preciso de solução não de leitura; não tenho tempo pra isso; tenho problemas; preciso correr atrás, tenho coisas a resolver; não vou ficar sentado lendo um livro. Aí, você pode me acusar de estar cometendo um erro. A pessoa precisa entender livros como diversão e não aprendizado, Cara, você não tentou como eu já tentei e me confesso cansada.<br />
As pessoas no momento atual, em sua maioria são superficiais. Parar para ler é uma forma de treinar deixar de lado tudo o que distrai e estar só, quieto, dirigir sua atenção a um assunto. Aumentar a capacidade de aprofundar, analisar algo como se tivesse utilizando um microscópio e isso ajudaria a capacitar para o discernimento, muito mais do que repetidas experiências sem reflexão.<br />
A Feira do Livro dá certo, a nossa tem 53 ou 54 anos. Espero que não desistam em sua cidade. Hoje em dia é um evento que ninguém por aqui quer faltar. Posso imaginar o quanto os organizadores devem ter ficado vexados diante da situação. O que posso dizer é que os escritores são gente muito boa, pacientes, colaboradores, eles darão outras chances ao público local. Imagina o que passaram os primeiros escritores brasileiros, que tiveram que formar leitores para ter quem lesse o que escreviam.</p>
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		<title>Por: Juliano</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-123</link>
		<dc:creator>Juliano</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2008 18:30:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.meiapalavra.com.br/wordpress/?p=73#comment-123</guid>
		<description>Bem, Leandro. Valeu mesmo pelas críticas, elas são boas para que nós possamos adquirir conhecimento que, concordo com você: não vêm somente através da leitura, mas por diversos outros modos, como por exemplo, discussões e discordâncias como essa.
Bem, eu faço jornalismo e no curso a gente estuda um pouco de antropologia. O que posso lhe dizer acerca de alguns meios de comunicação e mais especificamente certos programas, a forma como eles afetam o pensar das pessoas, sugiro-te um livro excelente: Simulacro e Poder: uma análise da mídia de Marilena Chauí.
Quando você lê, reduz-se a quase zero as possibilidades de você ser manipulado. Não é compeltamente nula, mas é bem mais baixa do que se acompanhado de imagens, principalmente as em movimento e mais ainda se tem música na coisa. Porquê eu estou falando isso? Para explicar o motivo pelo qual eu defendi a literatura como detentora de uma boa fonte de conhecimento. Mas qua não é só ela, concordo com você.
Quanto ao BB, às novelas e ao Faustão eu não disse que as pessoas deveriam parar de ver essas coisas para ler. Só disse que as pessoas acusam não terem tempo para ler, no entanto, os picos de audiência que esses programas têm é impressionante! Isso mostra que as pessoas tem tempo sim! Somente nesse mérito que eu queria entrar. Nada de menosprezar o pensar das pessoas que os assistem, embora eu continue acreditando que eles não acrescentam nada. Mas eu não vou dizer que eu nunca assiti novela e Faustão! Só não era nesse assunto que eu queria entrar.
Mas as pessoas não gostam de ler. E eu não culpo as pessoas. E quando eu falo que a leitura está ligada à vida política, está sim! Se as pessoas lessem mais, teriam outras visões além da TV ou da internet para formar a sua opinião acerca de um assunto. E disso eu sei do que estou falando.
Quanto aos dados eles foram ilustrativos. Meramente ganchos para montar o esqueleto da minha opinião. Confesso que não busquei fontes mais oficiais, digamos, mas não acho que está longe da realidade aqueles números.
Bem, não me vem a memória mais nada a esclarecer e valeu mesmo pelas argumentações - todas muito felizes. Qualquer coisa que eu não esclareci sobre meu ponto de vista, só perguntar. Debate é comigo mesmo!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, Leandro. Valeu mesmo pelas críticas, elas são boas para que nós possamos adquirir conhecimento que, concordo com você: não vêm somente através da leitura, mas por diversos outros modos, como por exemplo, discussões e discordâncias como essa.<br />
Bem, eu faço jornalismo e no curso a gente estuda um pouco de antropologia. O que posso lhe dizer acerca de alguns meios de comunicação e mais especificamente certos programas, a forma como eles afetam o pensar das pessoas, sugiro-te um livro excelente: Simulacro e Poder: uma análise da mídia de Marilena Chauí.<br />
Quando você lê, reduz-se a quase zero as possibilidades de você ser manipulado. Não é compeltamente nula, mas é bem mais baixa do que se acompanhado de imagens, principalmente as em movimento e mais ainda se tem música na coisa. Porquê eu estou falando isso? Para explicar o motivo pelo qual eu defendi a literatura como detentora de uma boa fonte de conhecimento. Mas qua não é só ela, concordo com você.<br />
Quanto ao BB, às novelas e ao Faustão eu não disse que as pessoas deveriam parar de ver essas coisas para ler. Só disse que as pessoas acusam não terem tempo para ler, no entanto, os picos de audiência que esses programas têm é impressionante! Isso mostra que as pessoas tem tempo sim! Somente nesse mérito que eu queria entrar. Nada de menosprezar o pensar das pessoas que os assistem, embora eu continue acreditando que eles não acrescentam nada. Mas eu não vou dizer que eu nunca assiti novela e Faustão! Só não era nesse assunto que eu queria entrar.<br />
Mas as pessoas não gostam de ler. E eu não culpo as pessoas. E quando eu falo que a leitura está ligada à vida política, está sim! Se as pessoas lessem mais, teriam outras visões além da TV ou da internet para formar a sua opinião acerca de um assunto. E disso eu sei do que estou falando.<br />
Quanto aos dados eles foram ilustrativos. Meramente ganchos para montar o esqueleto da minha opinião. Confesso que não busquei fontes mais oficiais, digamos, mas não acho que está longe da realidade aqueles números.<br />
Bem, não me vem a memória mais nada a esclarecer e valeu mesmo pelas argumentações &#8211; todas muito felizes. Qualquer coisa que eu não esclareci sobre meu ponto de vista, só perguntar. Debate é comigo mesmo!</p>
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		<title>Por: Leandrão</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-122</link>
		<dc:creator>Leandrão</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2008 16:07:55 +0000</pubDate>
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		<description>Bueno...
Falemos sobre isso, então...

Falei algumas coisas sobre um assunto mais ou menos parecido com esse num post aih atrás.... mas num lembro em qual foi.. enfim...

Começo pelo &quot;tom&quot; deste meu &quot;discurso&quot;: discordo dos teus argumentos, Juliano... não totalmente, mas discordo.... Acho que você tocou em alguns pontos BEM complicados...

Vamos à Jack estripador (é esse o nome do cara neh?):
1- Lemos puco. E isso é fato indiscutível;
2- Lamento profundamente pelo fracasso da feira de livros à qual vc se referiu;
3- Existem 3 formas de mentir: a) contar uma mentira; b) distorcer a verdade; c) usar estatíscas; (não digo que você mentiu ao usar dados estatísticos, mas sim que esses dados não são tão confiáveis e que há muitas coisas nestes dados que não são bem as que parecem ser...)
(tá. paro de enumerar e &quot;escrevo discursivamente&quot;... é menos chato...)

As pessoas têm objetivos/preocupações/vontades/gostos/etc diferentes. Não podemos, nem devemos, impor nossas vontades e nossos gostos aos outros. A imposição não é a melhor forma de revelar o quão maravilhoso algo é para nós. Eu, particularmente, é obvio, acho bacana assistir novela. Assisto algumas. Não as acompanho, mas de vez em quando gosto de dar uma espiada. Gosto também do BB. Me divirto muito com esse programa. Mesmo! E não é isso que me impede de ler. Sou leitor por gosto e por obrigação. Acredito que a questão seja, antes, de prioridades. E meter o bedelho na prioridade dos outro é bem complicado.
A relação entre leitura, postura política e afins também não me parece muito óbvia. Não acredito muito que ler seja pressuposto para tomar partido/posição nesses questões. O que nos faz tomar partido perante isso é uma questão de postura. Isto é, qual é a postura que tomamos perante acontecimentos político-sociais? Engolimos o que já nos vem mastigado ou damos uma mastigadinha nisso? Esse é o problema. Assim, o problema é antes de postura/posicionamento que de (falta de) leitura.
O primeiro ponto BEM complicado que aponto, e que está totalmente relacionado com o que já critiquei até agora, é a relação conhecimento e leitura. Ler não traz conhecimento. Pode, de alguma maneira, ser um dos fatores que gera conhecimento. Mas trazê-lo não (encaro conhecimento aqui não somente no sentido de &quot;saber das coisas&quot;, mas também como &quot;uma entidade metafísica que nos possibilita lançar um olhar crítico sobre acontecimentos e situações&quot;, que está extremamente relacionada com a reflexão). Essa minha segunda &quot;acepção&quot; de conhecimento, melhor, principalmente esse sentido, é gerada(o) (me perdi tudo pra fazer essa concordância) pela experiência e pela reflexão. E uma capacidade de reflexão sobre a experiência não é dada pela leitura. É, novamente, uma questão de postura (que não é gerada tabém pela leitura). Portanto, dar à leitura o status de geradora  de conhecimento, novamente naquele meu segundo sentido da palavra, que se relaciona com reflexão, que percebo também no seu texto, é o que me parece BEM complicado.
O segundo ponto BEM complicado é o que eu leio na seguinte passagem:
&quot;É por isso que cada vez mais estamos perdendo nossa identidade de brasileiros, sendo influenciados por outras culturas.&quot;
Não quero aqui discutir a viabilidade da relação causa e consequência que você introduz com esse &quot;é por isso que&quot;. Fiquemos, por ora, com a questão de &quot;perca da identidade &#039;brasileiros&#039; pela influência de outras culturas&quot;. O que nos torna identificáveis como &quot;brasileiros&quot;? (além da questão política?) Isso não é tão fácil de se responder quanto parece. Somos brasileiros através do samba? Do futebol? Do carnaval? Da bossa nova? Da literatura? Somos estereotipados como brasileiros por conta desses fatores. Estereótipo não é identidade cultural. Ou seja, não pode ser utilizado para a identificação cultural. Acredito (digo acredito por entrar numa área da qual eu não tenho nada mais do que impressões) que a identificação cultural é mais complexa do que isso. E espero que os antropólogs de plantão possam dar uma força nessa questão, já que eu não posso. Agora, se formos falar de &quot;formação cultural&quot;, já me sinto mais à vontade para dar uns pitacos (que podem não passar de meros pitacos). As culturas são formadas pelo contato, pela relação com outras culturas (nem vamos nos preocupar em definir &quot;cultura&quot;). A cultura romana foi FORTEMENTE influenciada pela cultura grega, que provavelmente já havia sido influencia por outras. Basta olharmos para o início da literatura latina, que começou com &quot;traduções&quot; da literatura grega antiga e clássica - mais precisamente com a tradução da Ilíada, acontecimento taxado como marco inicial da literatura latina -, e para a religião latina, em que tanto o panteão dos deuses quanto suas características humanas são altamente correlacionáveis com a religião da grécia antiga. O movimento romântico alemão (acredito que o idealista também), lá pelos séculos XVIII e XIX, que é caracterizado como o movimento mais preocupado com a formação (Bildung) da cultura alemã, pregava uma tal formação, a Bildung, através do contato direto com o estrangeiro, i. e., com outras culturas. Uma excelente &quot;leitura&quot; desse fato está presente na obra &quot;A Prova do Estrangeiro&quot;, do tradutor/crítico/teórico francês Antoine Berman, que sintetiza isso dizendo que, para os alemães, a formação (Bildung) da sua cultura havia necessariamente que passar por uma tal &quot;prova do estrangeiro&quot; (que podemos entender tanto no sentido de provar, experimentar o estrangeiro, quanto no sentido de ser pôsto em prova perante o estrangeiro). Uma relação, &quot;influência&quot;, com o estrangeiro não deve atrapalhar uma formação de cultura, mas antes ajudá-la. E me refiro à formação de cultura por julgar que uma cultura não pode ser vista como acabada, completa(da) (salvo as culturas que já &quot;não estão vivas&quot; (multipliquem as aspas por 100), como a latina, por exemplo).

Bom. Espero que me desculpem pela prolixidade.
E, Juliano, espero que entenda o &quot;tom&quot; desta minha &quot;discordância&quot; que, em momento algum, foi o de &quot;querer provar que você está completamente errado e que só falou bobagens&quot;. Quero antes que possamos discutir sobre o assunto.

São esses os meus argumentos.
Té mais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bueno&#8230;<br />
Falemos sobre isso, então&#8230;</p>
<p>Falei algumas coisas sobre um assunto mais ou menos parecido com esse num post aih atrás&#8230;. mas num lembro em qual foi.. enfim&#8230;</p>
<p>Começo pelo &#8220;tom&#8221; deste meu &#8220;discurso&#8221;: discordo dos teus argumentos, Juliano&#8230; não totalmente, mas discordo&#8230;. Acho que você tocou em alguns pontos BEM complicados&#8230;</p>
<p>Vamos à Jack estripador (é esse o nome do cara neh?):<br />
1- Lemos puco. E isso é fato indiscutível;<br />
2- Lamento profundamente pelo fracasso da feira de livros à qual vc se referiu;<br />
3- Existem 3 formas de mentir: a) contar uma mentira; b) distorcer a verdade; c) usar estatíscas; (não digo que você mentiu ao usar dados estatísticos, mas sim que esses dados não são tão confiáveis e que há muitas coisas nestes dados que não são bem as que parecem ser&#8230;)<br />
(tá. paro de enumerar e &#8220;escrevo discursivamente&#8221;&#8230; é menos chato&#8230;)</p>
<p>As pessoas têm objetivos/preocupações/vontades/gostos/etc diferentes. Não podemos, nem devemos, impor nossas vontades e nossos gostos aos outros. A imposição não é a melhor forma de revelar o quão maravilhoso algo é para nós. Eu, particularmente, é obvio, acho bacana assistir novela. Assisto algumas. Não as acompanho, mas de vez em quando gosto de dar uma espiada. Gosto também do BB. Me divirto muito com esse programa. Mesmo! E não é isso que me impede de ler. Sou leitor por gosto e por obrigação. Acredito que a questão seja, antes, de prioridades. E meter o bedelho na prioridade dos outro é bem complicado.<br />
A relação entre leitura, postura política e afins também não me parece muito óbvia. Não acredito muito que ler seja pressuposto para tomar partido/posição nesses questões. O que nos faz tomar partido perante isso é uma questão de postura. Isto é, qual é a postura que tomamos perante acontecimentos político-sociais? Engolimos o que já nos vem mastigado ou damos uma mastigadinha nisso? Esse é o problema. Assim, o problema é antes de postura/posicionamento que de (falta de) leitura.<br />
O primeiro ponto BEM complicado que aponto, e que está totalmente relacionado com o que já critiquei até agora, é a relação conhecimento e leitura. Ler não traz conhecimento. Pode, de alguma maneira, ser um dos fatores que gera conhecimento. Mas trazê-lo não (encaro conhecimento aqui não somente no sentido de &#8220;saber das coisas&#8221;, mas também como &#8220;uma entidade metafísica que nos possibilita lançar um olhar crítico sobre acontecimentos e situações&#8221;, que está extremamente relacionada com a reflexão). Essa minha segunda &#8220;acepção&#8221; de conhecimento, melhor, principalmente esse sentido, é gerada(o) (me perdi tudo pra fazer essa concordância) pela experiência e pela reflexão. E uma capacidade de reflexão sobre a experiência não é dada pela leitura. É, novamente, uma questão de postura (que não é gerada tabém pela leitura). Portanto, dar à leitura o status de geradora  de conhecimento, novamente naquele meu segundo sentido da palavra, que se relaciona com reflexão, que percebo também no seu texto, é o que me parece BEM complicado.<br />
O segundo ponto BEM complicado é o que eu leio na seguinte passagem:<br />
&#8220;É por isso que cada vez mais estamos perdendo nossa identidade de brasileiros, sendo influenciados por outras culturas.&#8221;<br />
Não quero aqui discutir a viabilidade da relação causa e consequência que você introduz com esse &#8220;é por isso que&#8221;. Fiquemos, por ora, com a questão de &#8220;perca da identidade &#8216;brasileiros&#8217; pela influência de outras culturas&#8221;. O que nos torna identificáveis como &#8220;brasileiros&#8221;? (além da questão política?) Isso não é tão fácil de se responder quanto parece. Somos brasileiros através do samba? Do futebol? Do carnaval? Da bossa nova? Da literatura? Somos estereotipados como brasileiros por conta desses fatores. Estereótipo não é identidade cultural. Ou seja, não pode ser utilizado para a identificação cultural. Acredito (digo acredito por entrar numa área da qual eu não tenho nada mais do que impressões) que a identificação cultural é mais complexa do que isso. E espero que os antropólogs de plantão possam dar uma força nessa questão, já que eu não posso. Agora, se formos falar de &#8220;formação cultural&#8221;, já me sinto mais à vontade para dar uns pitacos (que podem não passar de meros pitacos). As culturas são formadas pelo contato, pela relação com outras culturas (nem vamos nos preocupar em definir &#8220;cultura&#8221;). A cultura romana foi FORTEMENTE influenciada pela cultura grega, que provavelmente já havia sido influencia por outras. Basta olharmos para o início da literatura latina, que começou com &#8220;traduções&#8221; da literatura grega antiga e clássica &#8211; mais precisamente com a tradução da Ilíada, acontecimento taxado como marco inicial da literatura latina -, e para a religião latina, em que tanto o panteão dos deuses quanto suas características humanas são altamente correlacionáveis com a religião da grécia antiga. O movimento romântico alemão (acredito que o idealista também), lá pelos séculos XVIII e XIX, que é caracterizado como o movimento mais preocupado com a formação (Bildung) da cultura alemã, pregava uma tal formação, a Bildung, através do contato direto com o estrangeiro, i. e., com outras culturas. Uma excelente &#8220;leitura&#8221; desse fato está presente na obra &#8220;A Prova do Estrangeiro&#8221;, do tradutor/crítico/teórico francês Antoine Berman, que sintetiza isso dizendo que, para os alemães, a formação (Bildung) da sua cultura havia necessariamente que passar por uma tal &#8220;prova do estrangeiro&#8221; (que podemos entender tanto no sentido de provar, experimentar o estrangeiro, quanto no sentido de ser pôsto em prova perante o estrangeiro). Uma relação, &#8220;influência&#8221;, com o estrangeiro não deve atrapalhar uma formação de cultura, mas antes ajudá-la. E me refiro à formação de cultura por julgar que uma cultura não pode ser vista como acabada, completa(da) (salvo as culturas que já &#8220;não estão vivas&#8221; (multipliquem as aspas por 100), como a latina, por exemplo).</p>
<p>Bom. Espero que me desculpem pela prolixidade.<br />
E, Juliano, espero que entenda o &#8220;tom&#8221; desta minha &#8220;discordância&#8221; que, em momento algum, foi o de &#8220;querer provar que você está completamente errado e que só falou bobagens&#8221;. Quero antes que possamos discutir sobre o assunto.</p>
<p>São esses os meus argumentos.<br />
Té mais.</p>
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	<item>
		<title>Por: **Mania do Miojo**</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2008/05/06/ler-e-chato/#comment-121</link>
		<dc:creator>**Mania do Miojo**</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 May 2008 03:34:58 +0000</pubDate>
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		<description>Parabéns, disse tudo!!!

Muitos reclamam que livros são caros, masss gastam barbaridades com   outras coisas que não precisam.

Puxa..sinceramente fico muito revoltada com esse pessoal que não valorizam os escritores, poderiam aproveitar a situação pra conhecer melhor um escritor a tua visão de mundo, etc...mas, não vão atrás de caneta..wtf!?!?!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns, disse tudo!!!</p>
<p>Muitos reclamam que livros são caros, masss gastam barbaridades com   outras coisas que não precisam.</p>
<p>Puxa..sinceramente fico muito revoltada com esse pessoal que não valorizam os escritores, poderiam aproveitar a situação pra conhecer melhor um escritor a tua visão de mundo, etc&#8230;mas, não vão atrás de caneta..wtf!?!?!</p>
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