Veredicto em Canudos, de Sándor Márai

Escrito por Luciano R. M. em fevereiro 18, 2010 – 10:47 pm

CanudosEntre 1896 e 1897 a jovem República dos Estados Unidos do Brasil enfrentou -de forma quase que anacrônica- os seguidores de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido com Antônio Conselheiro. Na comunidade de Canudos, o conselheiro liderou centenas de homens e mulheres que buscavam a salvação de sua alma, e foram vistos pelo novo governo como uma ameaça a sua soberania. O resultado foi a Guerra de Canudos, que durou praticamente um ano e que, estima-se, matou cerca de 25 mil pessoas.

Enviado como correspondente do jornal ‘O Estado de São Paulo’, Euclides da Cunha acabou por fazer muito mais do que apenas escrever o que a obrigação profissional lhe impunha. Escreveu três monstruosos volumes ‘A terra’, ‘O homem’ e ‘A luta’, conjuntamente entitulados de ‘Os Sertões’, uma das maiores obras da literatura brasileira- seja em tamanho seja em importância.

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‘O último amigo’ e ‘As Brasas’

Escrito por Luciano R. M. em fevereiro 16, 2010 – 10:42 pm

LIVRO ULTIMO AMIGOUma amizade extremamente profunda nascida na infância e entre dois homens extremamente diferentes é, repentinamente e sem explicação alguma, rompida. O lado que tomou a iniciativa da ruptura pode até ter seus motivos, mas são obscuros demais para que o outro os aceite, os entenda- e que deixe a amizade simplesmente morrer.
Esse enredo que soa como alguma auto-ajuda bonitinha, na verdade, serve para dois livros bastante pesados e amargos: ‘O último amigo’, de Tahar Ben Jelloun; e ‘As Brasas’, de Sándor Márai.

Jelloun é marroquino e escreve em francês. Seu estilo é bastante direto, mas profundo. Em ‘O último amigo’ o professor Ali e o médico Mamed se encontram no colégio e convertem-se em amigos inseparáveis, mais do que irmãos. Até para a cadeia- por motivos políticos- vão juntos. Mais tarde Mamed muda-se para a Suécia para trabalhar, mas a amizade continua. Certo dia, porém, ao visitar o Marrocos ele rompe com Ali, deixando-o destruído. No livro a história nos é mostrada duas vezes, na versão de cada um: é essencialmente a mesma mas os detalhes são diversos. Leia a continuação do artigo…


O Rei do Inverno (Bernard Cornwell)

Escrito por Anica em fevereiro 13, 2010 – 10:37 pm

O rei do InvernoEstá aí um livro que estou retirando da lista de atraso. O Rei do Inverno foi originalmente publicado em 1995, mas só ganhou tradução aqui no Brasil em 2001. Eu o ignorei solenemente desde os primeiros comentários, tinha cá minha birrinha pessoal contra bestsellers. Mas já vão aí quase 10 anos da publicação e as pessoas continuavam falando do livro, de como era legal, de como passava uma visão diferente das lendas sobre o Rei Artur e então ok, chegou o momento de deixar o preconceito de lado e peguei emprestado com meu tio para conferir.

O Rei do Inverno é o primeiro de três livros que compõem As Crônicas de Artur. Como já fica claro pelo nome, a história gira em torno de Artur, tentando deixar ao máximo de lado o elemento fantástico que vemos nas lendas mais conhecidas (como Excalibur sendo entregue para Artur pela Dama do Lago), focando no aspecto real do que eram aqueles tempos e partindo do teoria de que não houve um rei Artur, mas um equivalente a um general extremamente amado e respeitado chamado Artur. Esqueça daquela história de tirar uma espada de uma pedra e o que mais outras lendas possam ter apresentado porque o que você tem em mãos é mais um romance histórico do que fantasia. Leia a continuação do artigo…


Literatura x Pecados Capitais

Escrito por Kika em fevereiro 8, 2010 – 10:35 pm

The_Seven_Deadly_Sins_WGAMuitos aqui já devem ter notado que virtudes não dão bons livros (ao menos não sozinhas). As melhores histórias contém o lado vil, animal e decadente do ser humano e podem ser vistas como uma valorização de nossas imperfeições. É mais fácil nos identificarmos com o próximo através de seus defeitos , muitos deles ligados aos sete pecados capitais. Afinal, convenhamos, quem nunca cometeu um ato de Gula, Ira, Inveja, Orgulho, Avareza, Preguiça ou Luxúria?

Faz parte da nossa vida… Nós temos preguiça de ir trabalhar, comemos mais do que devíamos, invejamos a felicidade do próximo, nos orgulhamos de nossas pequenas coisas, somos pão-duros, e gostamos de sexo. Não necessariamente nesta ordem. E, assim como nós, os bons personagens são falhos. Vejamos alguns exemplos: Macunaína é sinônimo da preguiça exacerbada. A inveja da Marquesa de Merteuil e a luxúria de Visconde de Valmont dão o tom em Ligações Perigosas. E o que seria dos livros de guerra, não fossem a Ira e o Orgulho? Ebenezer Scrooge é a representação da avareza, em todos os seus detalhes. E, finalmente, podemos citar Daniel e seu Clube dos Anjos, para quem morrer até vale a pena, se a comida for boa. Leia a continuação do artigo…


O beijo no meio da noite

Escrito por Luciano R. M. em fevereiro 7, 2010 – 10:08 pm

img_4566-filteredJeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.

Esse é o enredo do conto ‘O beijo no meio da noite’, de Maurice Level. Em 1903 o texto foi adaptado para o teatro e encenado no famigerado Grand Guignol- o teatro de horror de Paris, ativo de 1897 até 1963. Agora foi readaptado pela companhia teatral curitibana Vigor Mortis. Leia a continuação do artigo…


Macunaíma (Mário de Andrade)

Escrito por Anica em fevereiro 6, 2010 – 8:37 pm

MacunaímaQuando li Macunaíma pela primeira vez, acho que estava nas mesmas condições de temperatura e pressão (hehe) que muita gente que leu Macunaíma pela primeira (e única) vez. Estudante perto do vestibular, com literatura brasileira enfiada goela abaixo e portanto um leve preconceito sobre algo que não me permitiam conhecer sozinha, no meu tempo. Conclusão? Achei um saco. Só parei de torcer o nariz para o nome de Mario de Andrade depois de conhecer a brilhante coletânea de crônicas chamada Os Filhos da Candinha (fica a sugestão aí).
E então que eu resolvi dar uma segunda chance e pedi de presente de aniversário. Ganhei da Day, que deu para mim outros ótimos livros, incluindo uma versão em inglês de Ensaio sobre a cegueira que ainda tenho que ler. Enfim, que surpresa ahn. Adorei Macunaíma. Devorei o livro nas horas que tinha livre e depois ainda fiquei pensando nele, saboreando alguns momentos e pensando em como deveria ter sido legal conversar com o Mário de Andrade, há. Leia a continuação do artigo…


10 Perguntas e meia para Wagner Homem

Escrito por Colaborador Meia Palavra em fevereiro 3, 2010 – 8:38 pm

WAGNEREmbora tenha se formado em administração de empresas, Wagner Homem atua na área de tecnologia da informação. Em 1998 propôs a Chico Buarque a criação de seu website. Com a aprovação do compositor, Wagner tocou o projeto e o site já foi três vezes premiado pelo iBest. Ao longo desses anos todos como curador, Wagner recebeu com freqüência inúmeros e-mails perguntando sobre bastidores e curiosidades sobre as músicas de Chico. Esses fãs, mesmo sem saber, fizeram o livro “Chico Buarque – Histórias de Canções” nascer. A obra, como o título sugere, é um apanhado de fatos por trás de várias canções de Chico. Com presença marcada na lista dos mais vendidos e já com lançamento previsto para Portugal, Wagner Homem cedeu a entrevista por e-mail. Para mais informações, visite o hotsite: www.historiasdecancoes.com.br

Ele concedeu a seguinte entrevista para Tauil, membro do Fórum Meia Palavra.

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