19 de maio de 2012

Destaques:

Contos Essenciais: Um túmulo para Boris Davidovitch (Danilo Kiš)

É comum dividir a literatura em duas partes, bastante distintas e distantes entre si: a ficção e a… [more]

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Ana Cristina Cesar

Nosso país nunca me pareceu um campo exatamente bom para a poesia. Eu tinha uma visão de que existiam… [more]

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10 perguntas e meia para Juan Pablo Villalobos

Juan Pablo Villalobos nasceu em 1973, em Guadalajara, México, e atualmente mora no Brasil. É autor… [more]

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Especial Alan Moore

Confira aqui o que foi publicado no Especial Alan Moore. Para ler, basta clicar nas capas das obras abaixo.… [more]

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La boîte à pensées – Minha voz de escritora

Eu escrevo para o Meia Palavra desde agosto de 2009. Tenho minhas incursões no mundo da ficção desde meus 12 anos, mais ou menos. E com o tempo percebi que eu mudo quando escrevo. Não sei como funciona a mente das pessoas normais, mas eu tenho uma personalidade escritora bem diferente do meu padrão de comportamento. É como ter uma voz da consciência de escritora.

Na vida real, sou um pouco desleixada com a aparência, pareço ser distraída, tranquila, muito calada ou faladora demais, dependendo do ambiente. Costumo usar uma linguagem mais técnica e seca no trabalho, e tagarelar até perder a voz com os amigos num bar. Sou daquelas tímidas que escondem a timidez num véu de familiaridade com meu interlocutor, ainda que desconhecido.

Mas o ato de sentar na frente de um computador e colocar minhas ideias no papel muda tudo. Minha fadinha escritora entra em ação e minha voz muda. Sou como que tomada por uma personalidade secretária eficiente e pomposa, com os cabelos num coque irretocável, saia lápis, óculos de gatinho e máquina de escrever. Minha postura automaticamente fica mais ereta e as palavras vão surgindo no papel (virtual) como se ditadas.

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Traduções por vir: Ex-Iugoslávia (parte II)

Alguns meses atrás eu escrevi a primeira parte do Traduções por vir a respeito dos países que, até o começo dos anos 1990, constituíam a Iugoslávia. Eu tratei, basicamente, sobre a literatura dos países de língua servo-croata: a maior parte do território, um contínuo linguístico extremamente atribulado.

Mais definidos, mas dificilmente menos atribulados são os territórios dominados pelos outros dois idiomas eslavos da ex-Iugoslávia. Uma dessas línguas é o macedônio, língua que muitos não dividem do búlgaro, falada na atual República da Macedônia, ao extremo sul do antigo país;  a outra é o esloveno, que se encontra no extremo oposto da antiga República Popular, o norte.

São dois idiomas bastante diferentes e tradições culturais bastante diversas. Se os coloco juntos em um mesmo artigo é mais pela temática da ex-Iugoslávia e por serem idiomas e literaturas a respeito dos quais tenho muito menos conhecimento do que no caso servo-croata.

Obedecendo a esta mesma lógica (a da minha ignorância), não vou citar obras específicas, mas alguns autores:

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Links e Notícias da Semana #89

Quem disse que burro não lê? Catherine Deneuve em "Pele de Asno".

Com a programação e homenagem a Drummond anunciados pela organização da Flip essa semana, o Meia Palavra começa a se mover para trazer tudo do evento para vocês. A trupe de integrantes segue firme e forte para se dividir entre as coletivas de imprensa, mesas e festas noturnas onde escritor vira dançarino e editor passa vergonha. Os fissurados em extras de mídias digitais (divididos entre os DVD’s e Blu Ray’s) podem conferir os bastidores da Flip.

Semana passada falamos sobre nosso novo integrante Daniel F. Hoje é dia de dar boas-vindas para nosso novo membro, e colaborador antigo pra dedéu, Tuca – editor d‘o leitor comum.

B.O.M. (Boletim de Óbito Meia Palavra): Morre o escritor mexicano Carlos Fuentes.

Voltando dos mortos: Descoberta a última carta do poeta García Lorca.

Não quer se calar: E como ficam as Bibliotecas diante dos E-books?

O pirata irlandês mais famoso do mundo, James Joyce, está com tudo no ano em que sua obra cai nas graças do famigerado Domínio Público – inimigo número 1 de herdeiros. A maior prova disso é que Stephen Herói, inédito no Brasil, sairá em junho e começou a pré-venda da nova edição de Dublinenses, a ser publicado pela editora Hedra.

Por que O poderoso chefão não ganhou o Oscar de música?

Um dia de junho de 1923: Mrs. Dalloway e Cia. caminham por Londres.

A malfeitora – lembrando que mau é um ponto de vista - Amazon muda o sistema de avaliação de livros na Internet, enquanto isso, a Unesp libera 44 livros virtuais gratuitamente.

English: The Bare Essentials – Modern Minimalist Covers.

Lançamentos da Companhia das Letras:

A trama do casamento, de Jeffrey Eugenides (Tradução de Caetano W. Galindo)

A realidade oculta, de Brian Greene (Tradução de José Viegas Jr.)

Por isso a gente acabou, de Daniel Handler e Maira Kalman (Tradução de Érico Assis)

O que deu para fazer em matéria de história da amor, de Elvira Vigna

Poemas, de Rainer Maria Rilke (Tradução de José Paulo Paes)

Sonhos de trem, de Denis Johnson (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza)

Tutancâmon e sua tumba cheia de tesouros, de Michael Cox (Tradução de André Czarnobai)

Mar morto, Jorge Amado

Anos-Luz Depois – Lesão por pensamento repetitivo

Love, love will tear us apart, again. Já perdi a conta de quantas vezes o meu inconsciente (que daqui pra frente chamarei de Agatha) estava caminhando pelo quarto do meu cérebro, andando de lá pra cá, assim meio entediado, despreocupado e descompromissado, e resolveu ligar o som para ouvir essa música repetidas vezes. Toda vez que ela faz isso, eu passo o dia cantarolando esse refrão, mentalmente ou em pequenos sussurros. O mesmo se repete com outras músicas, frases de filmes, trechos impactantes de livros e frases sem sentido.

O nome Agatha surgiu recentemente. Comecei a assinar alguns bilhetes com esse quase alter-ego, assim como passei a chamar meu roommate por esse nome, assim, sem motivo algum. Mas Agatha é só a personificação dessa forma de pensamento interior, que me acompanha desde que eu nasci. Todos temos uma Agatha dentro de nós, só muda o nome ou a forma de chamá-la. De alguma forma, ela está ligada à minha personalidade, ajudando a definir as coisas que eu gosto e o que me marca.

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Por isso a gente acabou (Daniel Handler)

Na capa de Por isso a gente acabou tem um selinho que diz “Daniel Handler é Lemony Snicket, o autor das Desventuras em Série“. Ao contrário de muita gente eu ainda não li Desventuras em Série, então no final das contas a questão do nome do autor não pesou no meu interesse pelo livro – Handler, Snicket, tanto faz. Mas ao ler a sinopse, fiquei morrendo de vontade e curiosidade de ler Por isso a gente acabou. A história é na realidade uma carta que Min está escrevendo para o ex-namorado Ed, para entregar junto com uma caixa cheia de objetos que representaram algo para ela no tempo em que estiveram juntos. “Vou largar essa caixa na sua varanda, Ed, mas é você, Ed, quem está sendo largado“.

A identificação com a situação foi instantânea, por isso queria ver como a trama se desenvolveria. Minha primeira (boa) surpresa ao ter o livro em mãos foi perceber que ele tinha ilustrações de Maira Kalman representando os objetos dos quais Min está falando. A arte é muito legal, e o efeito que provoca ver o objeto e então ler o que Min tem a falar sobre ele acaba de certo modo reproduzindo a sensação que teríamos se fôssemos Ed, abrindo a caixa e vendo aos poucos aquelas recordações, revendo tudo o que passaram juntos nos poucos dias de namoro.

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O Homem Cordial (Sérgio Buarque de Holanda)

Aqui em São Paulo é comum encontrarmos crachás e guarda-chuvas sendo usados como guarda-lugares das mesas em praças de alimentação de shoppings e restaurantes, para que as pessoas consigam garantir um lugar para comer sem ter que ficar procurando e esperando com uma bandeja de almoço nas mãos. Provavelmente, essa prática se repete em outras cidades e situações, como quando um amigo guarda lugar para o outro em uma fila ou na cadeira ao lado em uma sala de cinema. Esse hábito nada correto, mas muito usado pelo brasileiro, pode até esbarrar nas leis, por exemplo, quando dois carros se chocam e os motoristas decidem atribuir a culpa àquele que tem seguro, ou ainda quando encontramos formas de não pagar um imposto ou conseguir algum benefício.

Os exemplos são muitos e provavelmente você já se deparou com alguma situação em que o nosso lado “malandro” ou o “jeitinho brasileiro” falou mais alto. Para Sérgio Buarque de Holanda, esse hábito do nosso povo é o que o torna um homem cordial, termo presente em um de seus ensaios. A palavra cordial, no entanto, nos leva para um lado mais polido, que não é o sentido que o autor quis atribuir, e ele mesmo se resguarda disso em seu texto. É fato que o brasileiro é conhecido por ser hospitaleiro, alegre e festeiro, mas não seriam tão conhecidos pela educação ou polidez, como os japoneses e outros povos. A palavra cordial, nesse caso, remete ao latim cordis, que significa coração. O homem cordial é, assim, alguém que age com o coração ao invés da razão.

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O Imperador (Conn Iggulden)

Eu sou amigo do Júlio César! Sim, estou falando do Júlio César o Imperador Romano. Infelizmente não usei uma máquina do tempo, tampouco sou o personagem da célebre canção do genial Raul Seixas “Eu Nasci a 10.000 Anos Atrás”, e não sou louco. Pelo menos não mais que a maioria  das pessoas. Eu me tornei amigo do famoso Imperador Romano pela prosa deliciosa do inglês Conn Iggulden.

Uma das vertentes literárias que mais me chamam a atenção é a chamada “Romance Histórico”. Se você acompanha esse blog, tem grandes chances de saber o que vem a ser o tal de Romance Histórico, mas se você ainda não sabe vamos lá: Chama-se Romance Histórico livros que utilizam fatos, personagens ou até mesmo locais reais, descritos e narrados com diálogos, ações, personagens e situações criadas pelo autor.

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