O beijo no meio da noite

Escrito por Luciano R. M. em fevereiro 7, 2010 – 1:35 pm

Jeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.

Esse é o enredo do conto ‘O beijo no meio da noite’, de Maurice Level. Em 1903 o texto foi adaptado para o teatro e encenado no famigerado Grand Guignol- o teatro de horror de Paris, ativo de 1897 até 1963. Agora foi readaptado pela companhia teatral curitibana Vigor Mortis.

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Macunaíma (Mário de Andrade)

Escrito por Anica em fevereiro 6, 2010 – 3:29 pm

Quando li Macunaíma pela primeira vez, acho que estava nas mesmas condições de temperatura e pressão (hehe) que muita gente que leu Macunaíma pela primeira (e única) vez. Estudante perto do vestibular, com literatura brasileira enfiada goela abaixo e portanto um leve preconceito sobre algo que não me permitiam conhecer sozinha, no meu tempo. Conclusão? Achei um saco. Só parei de torcer o nariz para o nome de Mario de Andrade depois de conhecer a brilhante coletânea de crônicas chamada Os Filhos da Candinha (fica a sugestão aí).

E então que eu resolvi dar uma segunda chance e pedi de presente de aniversário. Ganhei da Day, que deu para mim outros ótimos livros, incluindo uma versão em inglês de Ensaio sobre a cegueira que ainda tenho que ler. Enfim, que surpresa ahn. Adorei Macunaíma. Devorei o livro nas horas que tinha livre e depois ainda fiquei pensando nele, saboreando alguns momentos e pensando em como deveria ter sido legal conversar com o Mário de Andrade, há.

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10 Perguntas e Meia para Wagner Homem

Escrito por Colaborador Meia Palavra em fevereiro 3, 2010 – 8:24 am

Embora tenha se formado em administração de empresas, Wagner Homem atua na área de tecnologia da informação. Em 1998 propôs a Chico Buarque a criação de seu website. Com a aprovação do compositor, Wagner tocou o projeto e o site já foi três vezes premiado pelo iBest. Ao longo desses anos todos como curador, Wagner recebeu com freqüência inúmeros e-mails perguntando sobre bastidores e curiosidades sobre as músicas de Chico. Esses fãs, mesmo sem saber, fizeram o livro “Chico Buarque – Histórias de Canções” nascer. A obra, como o título sugere, é um apanhado de fatos por trás de várias canções de Chico. Com presença marcada na lista dos mais vendidos e já com lançamento previsto para Portugal, Wagner Homem cedeu a entrevista por e-mail. Para mais informações, visite o hotsite: www.historiasdecancoes.com.br

Ele concedeu a seguinte entrevista para Tauil, membro do Fórum Meia Palavra.

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Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Sophie Kinsella)

Escrito por Amelie em fevereiro 2, 2010 – 8:00 am

Escolher entre gastar menos ou ganhar mais… Esse é um dilema na vida de muitas mulheres, que não conseguem passar por uma vitrine sem dar aquela espiadinha! Modelos, preços, condições facilitadas de pagamento… Mas vai dizer que a culpa é delas? (e até me incluo nessa) Com tantas tentações e novidades, que as lojas mostra, em cores e brilhos, é fácil confundir supérfluo com primeira necessidade. Um verdadeiro drama para Rebecca Bloom, jornalista especializada em economia, e que não consegue frear nem o próprio cartão de crédito.

Em Delírios de Consumo, a escritora Sophie Kinsella acerta em cheio: é quase uma flechada no coração da mulher moderna, raras as que dispensam um cartaz de “50% off”. O livro não é tão curto assim, são cerca de 430 páginas, mas de leitura fluida, pois faz com que o espectador entrasse na mente de Becky. Uma figurinha um tanto caricata, é verdade… Às vezes beira o absurdo, mas não há como manter-se sério ou imune, ao perceber que por trás dos exageiros, há um fundo de verdade. Consumimos tudo, o tempo todo… Produtos, conceitos, idéias. E esse comércio faz parte da nossa rotina.

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Reconhecimento de padrões (William Gibson)

Escrito por Colaborador Meia Palavra em janeiro 31, 2010 – 9:10 am

Um livro interessante. Um retrato fragmentado da era em que vivemos. As peripécias de uma publicitária em busca do criador de um filme disseminado em partes na internet a leva de Londres a Tóquio à Rússia. Mafiosos, empresários, banqueiros, marketeiros, diretores de video-clipes, colecionadores de calculadoras, ex-membros da inteligência, otakus, programadores, vendedoras de chapéu, cada um tem sua parte nesse nosso mundo cada vez mais fragmentado e especializado. Mas quando todos tem, de repente, o mesmo objetivo, aí as coisas podem ficar perigosas.

Com um olho sempre aguçado para as novas tendências da tecnologia e da cultura desse novo século e um tato para a criação de personagens reais, William Gibson sempre faz suas leituras valerem à pena. Mas, para quem já leu a trilogia do Sprawl (Neuromancer, Count Zero, Mona Lisa Overdriva), obra-prima do autor e marco da ficção-científica, Reconhecimento de padrões se sai um livro menor. Primeiro pela ação ser transferida do futuro para o presente, restringindo o autor de expressar toda sua criatividade como fez quando criou o gênero do cyberpunk; e, segundo, justamente por não ser um livro de cyberpunk, faltam aqui as transgressões e a violência e aquela sensação única que seus outros livros passavam, de estar o leitor imerso em tramas sombrias, perigosas e metafísicas, onde não apenas a vida de seus personagens, mas a própria definição de realidade parecia estar em jogo.

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Musashi (Eiji Yoshikawa)

Escrito por Kika em janeiro 30, 2010 – 1:29 pm

Como já falei aqui, Musashi1 foi meu livro preferido de 2009. É um daqueles livros que eu fui deixando pra trás na fila, um tanto intimidada pelo tamanho (dois volumes de quase 900 páginas cada) e pelo  preço; e que, depois de ter tomado a coragem necessária e acabado com meu saldo na conta corrente, me fez pensar mais de uma vez “Por que não li esse livro antes?”. Assim é Musashi, um dos livros mais vendidos no Japão.

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  1. Musashi foi originalmente publicado em pequenos capítulos diários no jornal Asahi Shimbum, entre 1935 e 1939. Depois de aparecer em 1013 capítulos diários, foi transformado em livro e vendeu mais de cento e vinte milhões de exemplares no Japão. Tornou-se best-seller também no Brasil.

    Tradutora:  Leiko Gotoda
    Autor:  Eiji Yoshikawa

    Editora: Estação Liberdade []


O apanhador no campo de centeio (J. D. Salinger)

Escrito por Anica em janeiro 29, 2010 – 8:24 am

Foi anunciado ontem o falecimento do escritor J. D. Salinger, conhecido mundialmente pela obra O apanhador no campo de centeio. Famoso por ser uma pessoa reclusa, nos últimos tempos seu nome aparecera nos jornais apenas por conta de um processo que movera contra um escritor sueco que escreveu uma continuação para O apanhador no campo de centeio chamada 60 Years Later: Coming through the Rye.

Essa sequência não autorizada é só mais um dos indicativos da importância e influência do romance de Salinger mesmo há mais de 50 anos de sua publicação. E não é à toa: de modo extraordinariamente simples, o escritor conseguiu escrever sobre uma das fases mais contraditórias da vida das pessoas, a passagem da adolescência para o mundo adulto.

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