Demian

Escrito por Pips em junho 29, 2009 – 1:39 pm

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“A ave sai do ovo. O ovo é o mundo. Quem quiser nascer tem que destruir um mundo. A ave voa para Deus. E o deus se chama Abraxas.”

Como pagamento de uma dívida, uma amiga minha prometeu devolver o valor restante em livros. Quando disse que os livros estavam em mãos, comentei algo sobre Demian e ela, atônita, perguntou se eu o havia lido. Consenti que sim e logo veio o questionamento se eu queria o livro apenas para ter. Refleti por alguns instantes e tentei perceber se realmente era verdade, se eu o leria outra vez. A resposta veio em menos de uma semana (sem aquela obrigação de prazo para devolver), reli o livro com grato prazer.

Essa obra de Hermann Hesse constitui, de acordo com muitos, numa trilogia que acompanha três fases da vida de um ser humano: Sidarta como a busca espiritual (ou a infância), O Lobo da Estepe como o confronto da velhice e Demian como o descobrimento de si mesmo através da rebelião às convenções morais e familiares.

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Zumbis na Literatura

Escrito por Anica em junho 28, 2009 – 9:36 am

night-of-the-living-dead-zombiesO maior problema para situar historicamente as primeiras aparições de zumbis na Literatura está na delimitação da representação apropriada da figura. Enquanto para alguns leitores para ser zumbi basta ser um morto-vivo (undead), outros acreditam que essa definição é problemática se considerarmos outras personagens da literatura de horror, como os vampiros. Há ainda a questão do imaginário de grande parte dos leitores estar relacionado com os zumbis de filmes como o de George A. Romero, seres violentos e primitivos com corpos já em evidente estado de decomposição.

Um dos autores que melhor se aproximou dessa imagem antes mesmo dos filmes de Romero chegarem ao cinema foi H.P. Lovecraft, que em 1922 publicou Herbert West: Reanimator (sim, aquele filme foi adaptado dessa história). Na história de Lovecraft temos um elemento comum em muitas das tantas outras que viriam depois, a da ciência envolvida com o horror: os cadáveres sendo reanimados por conta de algum reagente misterioso (lembram do gás de A volta dos mortos-vivos e de Planet Terror?).

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Orgulho e Preconceito - ou nem tudo é o que parece.

Escrito por Carol em junho 27, 2009 – 8:38 am

Adaptado da obra de Jane Austen, autora favorita de sete entre dez garotas que gostam de um bom romance e estrelado pela linda Keira Knightley, Orgulho e Preconceito nos mostra que os sentimentos são mais complicados de se controlar do que gostaríamos.

Ela dá vida a Elizabeth, a heroína austeniana. Sensata e sempre na medida certa em relação aos seus sentimentos. Porém, com boas doses de orgulho e  preconceito nas veias. Vive com quatro irmãs fúteis, a mãe que só pensa em casar as filhas com um bom marido rico, e o pai, o típico “quem cala consente”.

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A velha nova lição

Escrito por Amelie em junho 25, 2009 – 9:06 am

pauschSempre que passava por uma livraria, a capa me chamava atenção. Um livro de presente, com desenhos de criança, como um foguete escrito a giz. O título não me agradava muito - A lição final, nome típico de obras de auto-ajuda das quais costumo passar longe. Dias, meses e aquele livro continuou a intrigar-me. O que deveria ser, enfim uma lição final? A velha frase “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã?” Ou será que Randy Pausch tinha algo de novo a contar?

O título passava a integrar às listas de mais vendidos e a minha curiosidade ainda mais atiçada. Ao receber um e-mail informando que o livro estava na promoção, resolvi que era a hora de descobrir. O pacote chegou em minha casa. A capa dura ainda era mais bonita que na minha lembrança. Um diário, pensei. Finalmente a última lição. E já nas primeiras páginas ele revela: está morrendo, em decorrência de um câncer. Ihhh, começara os primeiros arrependimentos de ter aberto o livro.

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Um retrato do artista quando jovem

Escrito por Pips em junho 24, 2009 – 8:51 am

book-a_portrait_of_the_artist_as_a_young_man_james_joyceÉ muito fácil, e também prático, encontrar resenhas e críticas sobre a infância, o desenvolvimento, as crenças, as dúvidas, as questões de Stephen Dedalus, personagem principal de Um retrato do artista quando jovem, na internet. Essa é a primeira obra de ficção de James Joyce publicada em 1916 a partir de um ensaio que leva o mesmo nome.

Os principais pontos analisados geralmente são os fluxos de consciência e as passagens subjetivas do tempo, entretanto esquecem pequenos detalhes que tornam essa obra de James Joyce uma das mais queridas e acessíveis aos que não conhecem e aos entusiastas do autor.

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Como tudo poderia ser dito

Escrito por Colaborador Meia Palavra em junho 21, 2009 – 8:37 am

kafkaTombou-me ao colo, sem mais nem menos, por pura sorte, puro destino inegável, um conto que nem conhecia. Veio-me de brinde, de coisa extra, meras páginas a mais. Comprei a novela de um homem que se torna inseto, mas, distraído, só depois vi que uma cena entre pai e filho conversando num quarto, estava ali, me esperando. Quis um, e esse um me veio companhado de dois. Ganhei três: A Metamorfose, O Veredicto e Franz Kafka. Só três? Vou ganhar mais. Opa, se vou!

Veja: Otto Maria Carpeaux escreveu o Literatura Alemã: ainda não é meu… mas livraria e cartão de crédito servem para quê mesmo? Vou ganhar mais, certeza: vou me meter na gelada Alemanha.

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RESULTADO - I Concurso de Poesia Meia Palavra

Escrito por Colaborador Meia Palavra em junho 19, 2009 – 9:49 am

meiatwitterNo mês de Junho foi realizado o I Concurso de Poesia Meia Palavra, em parceria com o grupo Nova Fronteira e com o tema “as relações entre Brasil e França”. Os concorrentes foram escolhidos através de votação pública no fórum Meia Palavra, entretanto a autoria das poesias foi mantida em anonimato (e os mesmos não poderiam relacionar as poesias às suas pessoas).

Os três mais votados são publicados a seguir no Blog Meia Palavra e o primeiro lugar, além da publicação, ganhou o livro O Amor do Pequeno Principe (cortesia da Nova Fronteira).

Fiquem atentos aos concursos do Meia Palavra!

Veja os vencedores:

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